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Governo de Minas: moradores de Venda Nova já sentem melhorias na segurança com implantação do sistema Koban

Inspirado em um modelo japonês de policiamento comunitário, sistema já reduziu em 40% as ocorrências em apenas três meses.

Os moradores e comerciantes da região de Venda Nova, em Belo Horizonte, já sentem melhorias significativas na segurança. A região foi uma das escolhidas pela Polícia Militar de Minas Gerais para a implantação do sistema de policiamento comunitário chamado Koban.

A iniciativa foi inspirada num modelo japonês que prioriza o contato direto e constante com moradores e comerciantes para prevenir a criminalidade. A polícia tem um cadastro dos moradores com nome, telefone e endereço de todos. Nas bases comunitárias, são feitas reuniões com a população.

Desde que o sistema foi implantado em Venda Nova, há três meses, o número de ocorrências na região caiu 40 por cento. Além da redução da criminalidade, a Polícia Militar aponta outro resultado positivo muito importante: a maior participação da sociedade na política de segurança pública, já que qualquer pessoa pode dar sugestões para o melhoramento do sistema.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/moradores-de-venda-nova-ja-sentem-melhorias-na-seguranca-com-implantacao-do-sistema-koban/

Gestão Eficiente: criminoso que integrava lista do Procura-se é detido em Minas

Acusado foi preso em Belo Horizonte após denúncias anônimas recebidas pelo Sistema de Defesa Social

Mais um alvo do Procura-se, programa do Sistema de Defesa Social de Minas que lista os criminosos mais procurados do Estado, foi preso nesta segunda-feira (28). Fagner Marques Pereira, de 21 anos, também conhecido como “Minfá”, foi detido pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Venda Nova, em Belo Horizonte. O criminoso é o décimo segundo alvo do Procura-se a ser preso.

Fagner Marques Pereira foi encontrado no bairro Primeiro de Maio, onde estava escondido desde a última sexta-feira (25). No momento da abordagem policial, o criminoso tentou fugir, mas foi detido pelos policiais que já haviam feito o cerco nos fundos da residência. Ele estava com mandado de prisão em aberto por homicídio e tráfico de drogas desde abril do ano passado, e teve o rosto estampado nas duas listas do programa Procura-se.

“Minfá” é investigado em cerca de dez homicídios, que teriam sido cometidos desde 2009, motivados pela disputa do tráfico de drogas. Sua atuação compreende a região dos bairros Primeiro de Maio, Minaslândia, Suzana, Providência e Guarani, em Belo Horizonte.

Desde outubro de 2011, quando foi lançado o Procura-se, o 181 Disque Denúncia Unificado (DDU) recebeu 14 denúncias anônimas sobre o paradeiro de Fagner. Uma delas, recebida no dia 3 de maio, informava um possível endereço onde “Minfá” poderia ser encontrado, no bairro Primeiro de Maio. A denúncia descrevia o local e as atividades (fornecimento de drogas e armas) do denunciado, e foi encaminhada à Polícia Civil como complemento às investigações.

Procura-se

O programa Procura-se consiste na afixação de cartazes pela cidade com fotos de foragidos da Justiça, com o objetivo de efetuar a prisão dos criminosos e inibir a sua circulação, por meio da participação da sociedade com denúncias ao 181. O projeto é da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Minas pela Paz.

Em sua primeira fase, o Procura-se começou pela 1ª Região Integrada de Segurança Pública (1ª RISP) e, em dezembro de 2011, se estendeu para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, abrangendo também a 2ª e a 3ª RISPs. Outras informações sobre o programa estão disponíveis no site http://procurase.defesasocial.mg.gov.br e no perfil @Procurasemg, no Twitter.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/criminoso-que-integrava-lista-do-procura-se-e-detido-em-minas/

Governo de Minas: perfil dos moradores de rua vai ajudar na elaboração de políticas públicas

Gestores e entidades de todo o Estado participam de seminário com o objetivo de discutir ações para melhorar a vida dessa parcela da população

Representantes do Governo de Minas, de municípios mineiros, do Movimento Nacional de População de Rua e de demais entidades de direitos humanos participam do II Seminário de Políticas Públicas para População em Situação de Rua. O Objetivo é traçar ações de intervenção para garantir a defesa dos direitos e a promoção social dessa parte da população. O encontro vai até esta quarta-feira no Sesc Venda Nova, ,em Belo Horizonte.

Os debates são norteados por um estudo divulgado no final do ano passado que constatou algumas características dos moradores de ruaem Minas Gerais. Segundo a pesquisa, por exemplo, a maior parte deles possui algum grau de alfabetização e tem família, além de menos da metade dizer estar nas ruas a mais de 10 anos.

“Esse encontro é fruto de pensamentos e atitudes que temos como gestores do desenvolvimento social em Minas. A realização da pesquisa foi fundamental, pois o que buscamos sempre é a excelência na prestação de serviços. Os moradores de rua têm sonhos e temos a responsabilidade de ajudá-los na realização desses sonhos”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Cássio Soares, durante a abertura do seminário.

A pesquisa, promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com a Pastoral do Povo de Rua (CNBB), apontou um número significativo de moradores de rua em 84 dos 222 municípios investigados. “O resultado da pesquisa serviu para dizer qual será a melhor e a mais importante resposta a esse público. Ninguém está na rua por vontade própria. Temos que romper a invisibilidade, o preconceito e a discriminação contra os moradores de rua”, disse a coordenadora da Pastoral Nacional do Povo de Rua, Maria Cristina Bove Roletti.

“Quando falamos em políticas públicas, falamos de algo que, de fato, vai enfrentar os problemas vividos pela população. A proposta desse seminário é levantar subsídios para tratar ações que sejam desenvolvidas de forma efetiva. Serão dias de muita discussão e troca de experiências”, ressaltou o representante do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Samuel Rodrigues.

A abertura do evento contou com as participações da Promotora do Ministério Público, Nivia Mônica da Silva, da conselheira da sociedade civil, Cristiane Nazareth da Silva, do deputado André Quintão, entre outras autoridades.

Alguns dados apontados pela pesquisa sobre moradores de rua em Minas Gerais

– 86,4% dos moradores de rua identificados no estudo são do sexo masculino;

– 58% têm entre 26 e 45 anos;

– 62,5% são solteiros;

– 94,2% dos entrevistados disseram ter família e/ou parentes;

– 92,9% possui algum grau de alfabetização;

– 81,3% tem algum tipo de dependência química, sendo 67,5% relacionada ao tabaco, 68,7% com álcool e 23,1% com drogas.

– 34% disseram estar nas ruas há mais de 10 anos;

– 87,9% garantiram não receber nenhum benefício social (bolsa família, INSS).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/perfil-dos-moradores-de-rua-vai-ajudar-na-elaboracao-de-politicas-publicas/

Gestão Anastasia: Governo e municípios discutem situação dos moradores de rua em Minas

Gestores se reúnem para debater ações de intervenção destinadas a essa camada da população

Representantes dos 85 municípios mineiros que têm um número significativo de moradores de rua vão se reunir com membros do Governo de Minas para discutir ações de intervenção destinadas a essa camada da população. O encontro é promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e será realizado a partir desta terça-feira (29), às 11h, no Sesc Venda Nova, rua Maria Borboleta, S/N, Bairro Letícia, em Belo Horizonte. As atividades terminam na quarta-feira (30).

A concentração de moradores de rua nas cidades foi apontada durante pesquisa divulgada pela Sedese, no ano passado, em 222 municípios mineiros. O II Seminário de Políticas Públicas para População em Situação de Rua vai abordar a realidade socioeconômica, política e cultural desse público. Cerca de 300 pessoas, entre gestores da política pública de assistência social, entidades que ofertam serviços à população de rua e representantes do Movimento Nacional de População de Rua são aguardadas para o evento.

A abertura do seminário vai contar com as participações do secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Cássio Soares, do representante da Regional Leste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Evandro Alves Bastos, da coordenadora da Pastoral Nacional do Povo de Rua, Maria Cristina Bove Roletti, entre outras autoridades.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-e-municipios-discutem-situacao-dos-moradores-de-rua-em-minas/

Governo de Minas: adolescentes concluem oficina de grafite na região de Venda Nova

As aulas propiciaram, além do aprendizado das técnicas, diálogos sobre a violência, a apropriação dos espaços urbanos e os dilemas da juventude

Bernardo Carneiro
Jovens que participaram da oficina grafitaram muro de loja em Venda Nova
Jovens que participaram da oficina grafitaram muro de loja em Venda Nova

Jovens da Casa de Semiliberdade Letícia, situada na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, grafitaram o muro de uma loja de chapas galvanizadas nesta segunda-feira (26). A intervenção artística celebra o encerramento de uma oficina de grafite desenvolvida com os jovens que cumprem medidas socioeducativas na unidade. A proposta da atividade é promover uma interação dos adolescentes com a comunidade do bairro onde a unidade está inserida. A casa de semiliberdade é administrada pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), por meio da Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase), e funciona há dois anos.

A diretora da unidade, Mariana Aranha, explica que as aulas da oficina de grafite propiciaram, além do aprendizado das técnicas, situações de diálogos sobre a violência, a apropriação dos espaços urbanos e os dilemas da juventude. “Os oficineiros estão sempre atentos e abertos para conversas com os jovens e, neste tipo de atividade, sempre surgem demandas neste sentido”, conclui.

A utilização do muro foi autorizada pelo proprietário da casa comercial, Adilson Motta, que apoia o projeto e explica seus sentimentos em relação à Casa de Semiliberdade Letícia. “Quando ela foi inaugurada fiquei um pouco receoso da presença de adolescentes infratores aqui no bairro, mas hoje conheço e admiro o trabalho desenvolvido lá. Gostei da pintura que eles fizeram, prefiro ter o meu muro dessa forma”, destaca.

Experiências compartilhadas

O professor das oficinas, Tiago Dequete, é licenciado em artes pela Escola Guignard e teve o primeiro contato com o grafite em 1999. Durante oito meses, ele esteve uma vez por semana com cerca de 20 jovens da semiliberdade para ensinar técnicas de pintura e história do grafite. “A arte dos muros e dos espaços públicos funcionou para os adolescentes como pontes para a liberdade. Compartilhamos histórias de vida em conversas informais, porém essenciais para a escolha de caminhos diferentes daqueles que os levaram até o cumprimento de uma medida socioeducativa” destaca Dequete.

O trabalho dos jovens em uma rua próxima da casa de semiliberdade foi apreciado com entusiasmo pela senhora Maria Auxiliadora Martins. Ela mora há mais de 40 anos no bairro e, da varanda de sua casa, elogiou a intervenção artística dos jovens: “Está lindo! O muro ficou muito melhor e isto é bom para os meninos e para o bairro. Acho que vou pedir para eles grafitarem também uma parte do muro aqui de casa” revela a moradora.

Descobrir talentos e incentivar a criatividade é também uma das possibilidades em uma oficina de grafite. Um dos adolescentes concentrados na pintura do muro conta que descobriu uma coisa nova em sua vida. “Nunca havia imaginado que seria capaz de fazer isso”.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/adolescentes-concluem-oficina-de-grafite-na-regiao-de-venda-nova/

Governo de Minas: Conferência da criança e do adolescente vai reunir cerca de 1500 pessoas em BH

A conferência terá como tema central o Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes nos Estados e municípios

Mais de 1500 pessoas são aguardadas nos dias 10, 11 e 12 de abril, em Belo Horizonte, para participarem da 8ª Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. São 1.400 delegados selecionados em 388 municípios mineiros, que realizaram conferências municipais e regionais nos meses de agosto, setembro e outubro de 2011.

A conferência terá como tema central o Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes nos Estados e municípios e será realizada no Sesc Venda Nova

Durante os três dias do encontro, gestores públicos, sociedade civil, representantes do judiciário e do legislativo irão discutir e elaborar propostas para beneficiar e atender os direitos das crianças e adolescentes de Minas Gerais. Do encontro mineiro serão indicados 130 delegados, para apresentar e defender as propostas mineiras no encontro nacional, a ser realizado neste ano em Brasília no mês de julho.

A 8ª Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente vai ser promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cepcad), com o apoio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/conferencia-da-crianca-e-do-adolescente-vai-reunir-cerca-de-1500-pessoas-em-bh/

Governador Anastasia lança Caravana Mães de Minas para reduzir mortalidade infantil e materna

Caravana percorrerá municípios mineiros com estandes e oficinas para atendimento a mães, gestantes e seus familiares
Osvaldo Afonso/Imprensa MG
Anastasia faz pronunciamento no lançamento da Caravana Mães de Minas, no Auditório JK
Anastasia faz pronunciamento no lançamento da Caravana Mães de Minas, no Auditório JK

O governador Antonio Anastasia lançou, nesta quarta-feira (29), a Caravana Mães de Minas, que faz parte de um dos programas mais importantes do Governo do Estado, o Mães de Minas, criado para fortalecer as ações para reduzir a mortalidade infantil e materna no Estado. A Caravana percorrerá todas as regiões mineiras, levando informações sobre os cuidados que mães, gestantes e familiares devem ter durante a gravidez e os primeiros tempos de vida das crianças.

As equipes ficarão três dias em cada cidade, onde realizará oficinas abordando temas, como os benefícios do aleitamento materno, vantagens do parto normal e os cuidados que se deve ter com o bebê no primeiro ano de vida. A proposta é criar espaços confortáveis e acolhedores para que mulheres se sintam à vontade para aprender e trocar experiências. O trabalho da Caravana começa no próximo dia 9, em Belo Horizonte.

Segundo o governador, o programa não é do Governo, nem do Estado, mas de toda a sociedade. Cerca de 40 mil voluntários participarão do projeto, o que, segundo Anastasia, contempla a proposta de Minas em fazer um Governo voltado para o cidadão.

“Esse programa é de todos nós, da sociedade como um todo. Em Minas Gerais, estamos fazendo uma tentativa, que não é fácil, de ter a chamada cidadania plena na execução das políticas públicas. No Brasil, somos acostumados, durante séculos, termos o Governo de um lado e a sociedade de outro. E o Governo implementando políticas públicas, muitas vezes, completamente divorciadas da realidade e com pouca efetividade, porque distante do cotidiano, do dia a dia das pessoas”, afirmou.

Anastasia destacou que “a ideia de uma Gestão para a Cidadania tem o propósito de iniciar um movimento gradual, palatino, calmo, mas fundamental para que tenhamos a sociedade participando de modo ativo, preponderante e com protagonismo das diversas ações do Governo”.

A presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, elogiou a ação do Estado e disse que o projeto está em total alinhamento com a vida. “Nós precisamos criar um útero social que seja realmente capaz de gestar pessoas à altura do projeto original, da forma como a natureza preparou as coisas para ser. Infelizmente, nós não temos sido capazes de implantar isso no Brasil e o que eu vejo aqui é um exemplo muito importante de criação de um útero social funcional, capaz de gerar a vida no seu primeiro passo. Ela é pré-requisito para que todas as outras etapas possam ser dadas”, destacou.

Para o coordenador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para os Estados de Minas Gerais e São Paulo, Silvio Kaloustian, Minas torna-se mais uma vez referência para o Brasil. “Já estivemos com o governador Anastasia e tivemos uma sinalização muito clara, da intenção, da decisão governamental em fazer da sua gestão uma alavanca pela cidadania. É muito importante destacar a caravana como um mecanismo, uma ferramenta, uma estratégica, uma inovação metodológica e fazer com que realmente esse projeto, as intenções, as metas, tudo isso chegue no campo”, afirmou.

O presidente da regional Leste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Associação dos Amigos da Pastoral da Criança (Aapac), Dom José Alberto Moura, bispo de Montes Claros, lembrou que o próprio Cristo pregou a vida em abundância para todos. “Neste ano, na Campanha da Fraternidade, estamos focalizando a Saúde Pública. Deus quer que a saúde se difunda por toda a Terra. Mas somos nós os responsáveis por cuidar disso. E esse programa Mães de Minas se coloca nessa perspectiva”, disse.

As ações

O primeiro município a receber a Caravana será Belo Horizonte, nos dias 9, 10 e 11 de março. Os estandes e oficinas serão montados na Escola Estadual Pascoal Comanducci, no bairro Jaqueline, na região de Venda Nova.

Já estão agendadas visitas em outros 11 municípios entre 23 de março e 26 de agosto. São eles: Ribeirão das Neves, Divinópolis, Varginha, Diamantina, Governador Valadares, Montes Claros, Teófilo Otoni, Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia.

A Caravana é formada por uma equipe de 15 pessoas, entre técnicos da área de saúde, lideranças comunitárias e profissionais com experiência em trabalhos voltados para a mulher. A equipe foi contratada e capacitada pela Associação Imagem Comunitária, ONG parceira do governo mineiro na execução dos projetos de mobilização do Mães de Minas.

A capacitação foi acompanhada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e pela Unicef, instituição que também desenvolve ações em parceiras com o Governo de Minas no combate à mortalidade infantil e materna no Norte e Nordeste do Estado.

“Ao cuidarmos da concepção ao primeiro ano de vida, ao ter a coragem de assumir o recorte desse ciclo de vida como a nossa maior prioridade, buscando mobilizar a sociedade para transformar a maternidade no maior patrimônio dos mineiros, nós estamos plantando uma infância mais saudável. E quem planta uma infância mais saudável, terá adiante uma sociedade mais saudável. E uma sociedade mais saudável é a principal premissa para uma sociedade mais justa”, destacou o secretário de Saúde, Antonio Jorge de Souza.

Mortalidade infantil e materna

Em 2003, de cada mil crianças nascidas vivas em Minas Gerais, 17,47 morriam antes de completar um ano de idade. Dados preliminares do DataSUS mostram que, em 2011, o número de mortes caiu para 12,17, o que reduziu a Taxa de Mortalidade Infantil no Estado em 30,35% no período. Quanto à mortalidade materna, os resultados também são positivos. Em 2003, a Razão de Morte Materna no Estado era de 39,01 óbitos a cada 100 mil partos. No ano passado, a taxa de óbitos caiu para 32,88, o que mostra uma redução de 15,88%.

“Não podemos ficar satisfeitos. Ao contrário. Nós somos cada vez mais desafiados e, para isso, estamos lançando essa grande bandeira para toda a sociedade mineira, ajudarmos a todos nós para reduzirmos de maneira muito efetiva esses indicadores que ainda não são bons”, disse o governador Anastasia.

A meta de Minas Gerais para 2015 é reduzir a Taxa de Mortalidade Infantil para menos de 10 óbitos a cada mil nascidos vivos e reduzir em dois terços a mortalidade materna. A Caravana Mães de Minas vai contribuir para o alcance desses objetivos.

“De nossa parte, o Governo vai trabalhar à exaustão para que de fato nós tenhamos um projeto exitoso e daqui dois, três, quatro anos, quando fizemos o balanço dele, possamos constatar que tivemos êxito porque as nossas crianças estão mais acolhidas, mais protegidas em um mundo que muitas vezes é muito egoísta”, afirmou o governador.

 Como participar

A Caravana Mães de Minas faz parte do Programa Mães de Minas, lançado em agosto de 2011, com o objetivo de garantir atenção integral à saúde de gestantes, desde o início da gravidez até o primeiro ano de vida do bebê.

Para participar, a gestante assistida pela rede pública e particular deve ligar para o call center 155 e se cadastrar no Sistema de Identificação da Gravidez. Já foram cadastradas 1.286 gestantes, de 43 municípios mineiros. Feito o cadastro, as mulheres passam a ser acompanhadas.

A equipe de atendentes é formada por avós e mães treinadas para oferecer atendimento humanizado. Elas checam se a gestante foi à consulta agendada; ligam para saber sobre o parecer médico e resultado de exames, se foram diagnosticadas com gravidez de alto risco. Estão sendo contratados médicos e enfermeiros para plantão no call Center, no caso da gestante precisar de informação mais específica e detalhada.

Estandes e oficinas da Caravana Mães de Minas

Estande de cadastramento no 155 – Espaço onde mães e gestantes terão informações detalhadas sobre o Programa Mães de Minas. Será disponibilizado telefone para que as próprias gestantes liguem para o call center e se inscrevam no programa.

Oficina de Aleitamento Materno – O objetivo é ensinar qual é o local e a situação adequados para a amamentação, o que é o colostro e quais os elementos presentes no leite materno. Vai ensinar sobre a duração da mamada, o arroto, cuidados com a mama, importância da massagem nos seios, doação de leite e como a mãe deve proceder em relação ao aleitamento ao voltar ao trabalho.

Oficina Nosso Bebê – Serão tratados temas relacionados a três momentos distintos:

– cuidados na gestação – o objetivo é tirar dúvidas sobre a preparação do corpo para o parto e amamentação e sobre a gestação de risco.

– cuidados com o bebê – nos primeiros dias, o que fazer em relação ao umbigo e o que saber sobre icterícia, cor das fezes, assaduras, cólicas, dor de ouvido, troca de fraldas.

– cuidados no primeiro ano de vida – serão abordados temas como vacinação e alimentação saudável.

Oficina Meu Corpo, Nosso Parto – O parto natural e a cesariana serão os principais temas discutidos nessa oficina. Serão abordados os procedimentos para amenizar as dores das contrações no parto.

Oficina de Brinquedos – Mães e gestantes poderão aprender a produzir brinquedos e objetos de material reciclável para enfeitar o quarto do bebê. A oficina vai ensinar fazer móbiles de berço, porta-retratos, caixas organizadoras, bonecas e peças de decoração.

Cabine de Vídeo e Foto – Mães e gestantes poderão escolher figurino e terão a oportunidade de ser maquiadas para fazer uma foto para levar para casa. A impressão será feita na hora e colocada moldura com a identidade do Programa Mães de Minas.

Roda de Memória –  Mulheres terão a chance de fazer depoimento, contando sua história de vida. Os depoimentos serão gravados e reproduzidos em mp3, para que as histórias possam ser ouvidas pelos moradores das cidades por onde passar a Caravana.

Túnel da Vida – A proposta é representar o desenvolvimento do feto nos nove meses de gestação. Em paredes do “túnel”, serão projetadas imagens trabalhadas a partir de ultrassons de bebês. Serão disponibilizados mp3 com fone de ouvido, para ouvir relatos das transformações que ocorrem com a mãe e o bebê durante a gestação.

Estande de Vacinação – Profissionais de saúde estarão à disposição para tirar dúvidas e vacinar gestantes e bebês.

Estande Praça – O estande vai funcionar como sala de espera, onde mães e gestantes poderão se reunir entre uma oficina e outra.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Polícia Militar debate situação de moradores de rua com a sociedade

Durante seminário, foi proposta a criação de um centro de referência para moradores de rua na região Norte da capital

Divulgação/PMMG
O seminário reuniu representantes da sociedade, comerciantes, autoridades e especialistas
O seminário reuniu representantes da sociedade, comerciantes, autoridades e especialistas

A situação da população que vive nas ruas e possíveis soluções de inclusão para esses moradores foram temas discutidos, na tarde desta terça-feira (28), pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e Prefeitura de Belo Horizonte, na Regional Venda Nova.

O seminário reuniu representantes da sociedade, comerciantes, autoridades e especialistas. Durante o evento, foi proposta a criação de um centro de referência para moradores de rua na região Norte da capital.

Segundo o sargento Lucas Peixoto de Oliveira, um dos organizadores do seminário, foram realizadas, anteriormente, diversas reuniões entre a polícia, a prefeitura e a comunidade, e uma das preocupações recorrentes é com a vulnerabilidade da população em situação de rua da região. A intenção é levar essa discussão para outros bairros de Belo Horizonte.

“Há muito tempo estamos recebendo demandas da comunidade com relação à população de rua. Moradores que vivem nas ruas da região de Venda Nova já foram vítimas de violência e nosso objetivo é pensar em alternativas para essa população vulnerável. Eles são, na maioria das vezes, vitimas de violência e não autores”, explica o idealizador do seminário, tenente Ronan Sassada. Ele reforça que a ideia é envolver o maior número de atores possível para discutir esse problema e encaminhar esses moradores para uma vida digna. “É um problema que exige propostas de vários órgãos”, completa.

Políticas públicas

A responsabilidade pela política pública no atendimento às pessoas em situação de rua é da União, dos estados e dos municípios. Em Minas, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), disponibiliza em conjunto com os municípios, recursos para os serviços de atendimento ao migrante.

Na abordagem, assistentes, psicólogos, sociólogos ou técnicos sociais municipais vão às ruas para oferecer serviço de acolhimento institucional (abrigos, albergues, casa de passagem, encaminhamentos e outros atendimentos demandados para a garantia da sua cidadania) à população em situação de rua.

Os moradores de rua são atendidos nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) que estão presentes em 847 municípios mineiros.

Fonte: Agência Minas