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Governo de Minas: Circuito dos Diamantes cria arte para o mundo

Agricultura Familiar amplia horizontes com a profissionalização do artesanato no Vale do Jequitinhonha

Bonecas de palhas originalmente coloridas exportadas para a Itália e Alemanha; ampliação de espaços no mercado consumidor interno por meio de lojistas de renome e a inserção do Circuito dos Diamantes no Programa Talentos do Brasil Rural, que na Copa do Mundo de 2014 terá o objetivo de divulgar e comercializar produtos oriundos da agricultura familiar para turistas de várias partes do mundo que vierem ao Brasil.

Estas são algumas das conquistas que cerca de 450 artesãos residentes em 12 municípios integrantes do Circuito dos Diamantes, no Vale do Jequitinhonha, obtiveram nos últimos seis anos por meio de várias ações implementadas pelo Governo de Minas. O trabalho investe na profissionalização da atividade artesanal que, no Vale do Jequitinhonha, se constitui numa das principais fontes de geração de emprego e renda para centenas de famílias.

O trabalho de organização dos artesãos do Vale do Jequitinhonha implementado pela Emater, é voltado para o desenvolvimento e consolidação de arranjos produtivos locais. O foco das ações envolve o desenvolvimento de novos produtos; formação de grupos e organização de pequenas associações comunitárias, levando-se em conta as peculiaridades e as tradições de cada município na exploração da atividade artesanal.

“Muitas famílias se mantêm a partir da dedicação ao artesanato que, no caso do Vale do Jequitinhonha, se constitui numa atividade altamente includente, envolvendo homens e mulheres de todas as idades” – ressalta o coordenador técnico da Emater, Dario Magno de Miranda Maia.

Vocação regional

Em cada município a Associação Vale Circuito é composta por pequenas associações comunitárias, através das quais a Emater tem viabilizado a realização de treinamentos voltados para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de produtos, bem como o acesso a mercados. A ênfase no associativismo tem sido uma das prioridades.

“A grande opção da agricultura familiar é a agroindústria. Quando se agrega valor à produção, pequenos produtores obtêm ganhos significativos o que se reverte na fixação do homem no campo e na melhoria da qualidade de vida”, explica a coordenadora regional da Emater e gestora do Projeto Artesanato no Vale do Jequitinhonha, Maris Stela Pires Lima.

Um dos exemplos de sucesso do trabalho que conta com o apoio do Governo de Minas é a exportação de bonecas de palhas coloridas para a Alemanha e Itália, envolvendo artesãos da comunidade de Planalto de Minas. Nos últimos dois anos as exportações já aconteceram três vezes.

Sempre Vivas: foco na sustentabilidade

Com apoio da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), 29 famílias integrantes da Associação de Artesãos de Sempre Vivas da localidade de Galheiros, zona rural de Diamantina, iniciaram recentemente a implementação de pesquisas voltadas para a reprodução de espécies de sempre vivas ameaçadas de extinção.

“A principal fonte de renda das famílias de Galheiros é o artesanato. A agricultura existente na região é de subsistência e, por isso, estabelecemos parcerias com a Emater, IEF, Instituto Brasileiro de Proteção do Meio Ambiente (Ibama) e Universidade Federal visando desenvolvermos técnicas de preservação de várias espécies de sempre vivas. Trata-se de matéria-prima fundamental para a manutenção do nosso trabalho e sobrevivência – salienta a secretária da Associação de Artesãos de Sempre Vivas, Juraci Borges da Silva. As pesquisas implicam em plantio de espécies ameaçadas de extinção e técnicas de manejo e de exploração.

Criada em 2001 a Associação, que conta com a participação de dez artesãos do sexo masculino, tem conquistado clientes em vários estados através da participação em feiras e exposições realizadas nas principais capitais do Centro/Sul do país. Além da comercialização no tradicional e histórico Mercado de Diamantina, há cinco anos os artesãos atendem encomendas de lojistas. “Em determinadas épocas do ano chegamos a receber encomendas de até mil peças. Assim que entregamos os produtos recebemos o pagamento. Nunca tivemos prejuízo”, comemora Juraci Silva.

As atividades em favor da produção artesanal são desenvolvidas pela Emater e contam com a participação da Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas (Sedvan), do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Instituto Estadual de Florestas (IEF), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Também estão diretamente envolvidas no trabalho as prefeituras de Diamantina, Alvorada de Minas, Felício dos Santos, Santo Antônio do Itambé, Serro, Presidente Kubitschek, Datas, Gouveia, Monjolos, Couto de Magalhães, Rio Preto e Senador Modestino, que compõem o Circuito dos Diamantes.

Copa do Mundo abre novos horizontes

Este ano a Associação Vale Circuito foi selecionada pelo governo federal para participar do Programa Talentos do Brasil Rural, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O objetivo é valorizar e ampliar a divulgação da agricultura familiar, principalmente durante a Copa do Mundo de 2014.

No tradicional mercado de Diamantina, a Associação Vale Circuito comercializa peças com preços variando de R$ 5,00 a R$ 450,00. De tapetes arraiolo, a bonecas de palha, bordados, panos de prato, caminhos de mesa, passando por artesanato de argila, de sempre vivas e de cabaças, a loja comercializa mensalmente uma média de 800 peças. O movimento é concentrado nos finais de semana, especialmente nas famosas vesperatas de Diamantina.

“Para mim, independentemente do preço, cada peça vendida tem um grande significado. O valor arrecadado é integralmente repassado ao autor da obra que, em muitos casos, tem na atividade sua principal fonte de sobrevivência”, explica a gestora do Centro de Comercialização da Associação Vale Circuito, Aparecida Angélica Medeiros.

Vaticano

A artesã e dirigente da Associação Ciranda Cirandinha do município de Datas, Aracy Cardoso, atesta que o trabalho de profissionalização do turismo no Vale do Jequitinhonha tem proporcionado o alcance de resultados positivos. Envolvendo 17 artesãos especializados na produção de peças do Divino Espírito Santo, o grupo é um dos destaques na participação em feiras e exposições realizadas em todo o país. “Aqui temos pessoas que sobrevivem apenas da produção de artesanato”, ressalta Aracy.

No ano passado, em apenas uma feira o grupo comercializou cerca R$ 30 mil. As peças esculpidas em madeira maciça e revestidas com lâminas também de madeira decoram igrejas e casas em várias regiões do país e também um dos salões do Vaticano, em Roma. O presente foi entregue ao papa João Paulo II, numa de suas viagens ao Brasil.

Terapia

Por meio do Instituto Milho Verde, integrante da Associação Vale Circuito, 18 agricultoras da comunidade Barra da Cega, localizada na zona rural do município de Serro, dedicam parte do dia à produção de bordados. O trabalho foi difundido na comunidade pela agricultora, Maria José Matos Oliveira que, por recomendação médica, foi orientada a desenvolver outras atividades para combater a depressão.

“Me dediquei à produção de bordados e consegui superar os problemas de saúde. Como outras mulheres da comunidade não tinham uma atividade que lhes proporcionassem renda, resolvi ensiná-las e o resultado tem sido muito bom”, revela Maria Oliveira.

Atualmente, além de blog na internet, as bordadeiras de Barra da Cega participam de feiras e exposições através das quais tem incrementado a comercialização dos produtos que se diferenciam no mercado por utilizar retalhos e a criatividade das próprias artesãs.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/circuito-dos-diamantes-cria-arte-para-o-mundo/

Governo de Minas: Araçuaí abrigará sede de empresa de tecnologia voltada para pequenos agricultores

Além de Araçuaí, os municípios de Uberlândia, Patrocínio e Extrema também serão beneficiados com novos empreendimentos.
Leonardo Horta/Sede
JMM: Ernani Jardim de Miranda Machado, Elmiro Nascimento e Frederico Álvares
JMM: Ernani Jardim de Miranda Machado, Elmiro Nascimento e Frederico Álvares

O município de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, será a sede da JMM Agro Technologic Indústria e Comércio de Softwares e Equipamentos Eletroeletrônicos Ltda. O projeto de um produto inovador para pequenos agricultores, que foi desenvolvido em parceria com várias universidades brasileiras e cuja versão comercial continua sendo acompanhada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), deverá ser concluído em 2014, mas com inicio da produção ainda em 2013.

O protocolo de intenções com o Governo de Minas, por meio do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), acaba de ser assinado pelo presidente da empresa, Ernani Jardim de Miranda Machado, e pelo presidente do Indi, José Frederico Álvares. A assinatura teve a participação dos secretários de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, e de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, Gil Pereira.

Durante o evento, o presidente do Indi comemorou a implantação da empresa em uma das regiões mais carentes do Estado e lembrou que o Vale do Jequitinhonha pertence à área mineira da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). “As empresas que se instalarem naquela região contarão, além dos benefícios para projetos de implantação, modernização, ampliação ou diversificação de empreendimentos, com a redução de 75% do imposto de renda, com o apoio do Governo de Minas”, destacou.

Com investimento de R$ 1 milhão, a JMM instalará sua primeira unidade industrial destinada à fabricação e comercialização de aparelho eletroeletrônico automatizado para irrigação e veículo aéreo não tripulado, equipado com sensores e câmeras. Direcionado para o agronegócio, o equipamento, de baixo custo, irá possibilitar ao pequeno agricultor tanto o gerenciamento da produção e da propriedade quanto a análise do solo, permitindo o melhor aproveitamento da área.

A JMM é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de equipamentos eletrônicos e softwares com o objetivo de desenvolver tecnologia aplicável em diferentes campos do conhecimento, com foco no agronegócio.

O diretor da JMM, Ernani Jardim de Miranda Machado, explicou que a empresa terá duas áreas de atuação. A unidade de Belo Horizonte será destinada ao desenvolvimento dos softwares e protótipos dos produtos eletroeletrônicos, enquanto a de Araçuaí receberá a linha de montagem dos produtos e será responsável pela geração de mais de 100 empregos diretos e indiretos.

“Posteriormente pretendemos expandir nossas atividades para outras áreas da Sudene. Nosso trabalho em pesquisa e desenvolvimento com as universidades continua e estamos negociando com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig)a criação de um laboratório de P&D no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha”, acrescentou.

SIG Combibloc

Também assinou protocolo com o Governo de Minas a SIG Combibloc do Brasil Ltda., que pretende estabelecer um centro de distribuição em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Com investimentos de R$ 4,89 milhões, a empresa quer importar e distribuir embalagens (caixinhas e caixas longa vida), tampas e canudos aos clientes de Minas e dos estados vizinhos de Goiás e São Paulo.

O diretor presidente para América do Sul da SIG, Ricardo Lança Rodriguez, informou que a empresa está no Brasil desde 2003 e que Minas Gerais se tornou o seu mercado mais importante. “O estabelecimento de um centro de distribuição no Estado é o início de uma parceria com Minas Gerais”, frisou.

A SIG Combibloc do Brasil Ltda. pertence ao Grupo SIG Combibloc, com sede administrativa na Suíça e com dez fábricas de embalagens e quatro de máquinas de envase em vários países do mundo.

Setor hoteleiro

A partir de um financiamento pleiteado junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Centro de Convenções e Hotelaria irá investir R$ 7,59 milhões na ampliação de sua atuação no setor de serviços, em Patrocínio,no  Alto Paranaíba. “O nosso projeto consiste na construção de um hotel de 86 apartamentos e 134 leitos, área de lazer e restaurante, formando assim um Centro de Convenções. Estamos com foco nos profissionais ligados direta ou indiretamente às empresas da região”, explica o sócio administrador João Cláudio Vasconcelos Silva.

De acordo com o cronograma do projeto, as obras serão iniciadas em fevereiro deste ano e a previsão é de que em março de 2013 o novo hotel seja inaugurado. Com o empreendimento hoteleiro serão gerados 28 empregos diretos e outros 52 indiretos. “Entendemos que esse projeto é extremamente estratégico para região, tendo em vista que irá atender ao projeto da Fosfértil em Patrocínio”, comenta João Cláudio.

A estrutura do grupo, que é genuinamente mineiro, é composta por três empresas distintas e em atuações em mercados específicos. A primeira delas, fundada em 2006, atua no ramo de posto de combustível. Após a concretização e a consolidação desse negócio no setor, o grupo entendeu que havia necessidade e mercado para entrar no segmento de construção civil. Em 2011, entendidos que poderiam ainda atuar na cadeia produtiva, onde estava localizada a empresa de construção civil, decidiram por abrir uma loja de materiais de construção, com o objetivo de reduzir os custos na construção e também de comercializar produtos para o mercado. Em 2009, nasceu a ideia de construir um hotel na cidade de Patrocínio e o projeto foi arquitetado até que, em 2011, se solidificou e decidiu então iniciar a concretização desse novo empreendimento.

Ar Condicionado

Em Extrema, no Sul de Minas, a BHP Ar Condicionado irá instalar um centro de distribuição destinado ao comércio de eletrônicos (e-commerce) e televendas de aparelhos de ar condicionado, eletrodomésticos e eletrônicos. A empresa irá investir R$ 1,1 milhão no projeto, iniciado em outubro de 2011 e com conclusão prevista para abril deste ano.

A empresa irá gerar cerca de dez empregos diretos e outros dez indiretos com o novo empreendimento. Em atividade desde 16 de março de 1984, a BHP atende em diferentes segmentos do ar-condicionado: revenda, engenharia térmica, instalação e manutenção de aparelhos e sistemas de ar condicionado.

A BHP Ar Condicionado é representante comercial da Springer Carrier, Toshiba e Tempstar.

Fonte: Agência Minas