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Gestão Eficiente: Governador Anastasia anuncia instalação de Condomínio das Águas Unesco-HidroEX

Unidade, em Frutal, no Triângulo Mineiro, atenderá países da América Latina e da Comunidade de língua portuguesa
Wellington Pedro/Imprensa MG
Unesco HidroEX / Divulgação
Condomínio Temático da Cidade das Águas é composto por 16 universidades e organismos oficiais
Condomínio Temático da Cidade das Águas é composto por 16 universidades e organismos oficiais

O governador Antonio Anastasia anunciou, nesta terça-feira (19), durante solenidade no Palácio Tiradentes, a instalação oficial do “Condomínio Temático de Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa de Desenvolvimento em Águas”, a Cidade das Águas Unesco-HidroEX, em Frutal, no Triângulo Mineiro.  O evento teve a participação da diretora geral da Unesco,  Irina Georgieva Bokova.

“Nós, mineiros, somos extremamente orgulhosos e ciosos das nossas riquezas, não só do minério de ferro, do ouro, das pedras preciosas, da nossa riqueza industrial, do capital humano tão diferenciado, mas fundamentalmente somos orgulhosos das nossas águas. As águas de Minas Gerais são conhecidas em todo o mundo. Somos igualmente apelidados ou intitulados como o estado caixa d’água do Brasil. Fora da Bacia Amazônica temos o nascimento das maiores bacias hidrográficas do país. Temos águas minerais conhecidas e aplaudidas pela sua qualidade e por isso mesmo sabemos da riqueza, do que é, e do que são as águas de Minas Gerais”, destacou o governador.

Durante a solenidade, foi firmada parceria entre o Governo de Minas e o Centro Internacional de Excelência em Acidentes Naturais e Gestão de Riscos (Icharm), entidade japonesa especializada no enfrentamento de situações de risco e representada pelo diretor Kuniyoshi Takeuchi. O objetivo é ampliar a base de conhecimento para o uso sustentável da água, a gestão dos recursos hídricos e a prevenção e gestão de desastres urbanos. O Icharm, vinculado à Unesco, sediado em Sukuba (Japão) e considerado um dos mais avançados do mundo, desenvolve estudos e contribui de maneira significativa para o enfrentamento de situações de risco ocorridas no Japão e em outros lugares do mundo.

Cidade das Águas

A diretora geral da Unesco, Irina Georgieva Bokova, falou sobre o HidroEx. “Temos um grande orgulho desta parceria com os governos de Minas e federal. Acreditamos no desenvolvimento sustentável que não pode ocorrer sem a água. Á água é social, é política, é vida, é paz. Sabemos que o HidroEx aborda essa questão da mesma forma e o vemos como o nosso projeto”, disse.

Para o governador Anastasia, as pesquisas que serão desenvolvidas na Cidade das Águas e nos centros congêneres espalhados pelo mundo, servirão para garantir o futuro da humanidade. “Tenho certeza de que a Unesco ao se associar, ao apadrinhar, ao albergar, ao nos dar a guarida da sua respeitabilíssima instituição para esse trabalho do HidroEX, certamente está permitindo que Minas Gerais e o Brasil avancem mais na questão tão delicada que é gestão das águas”, afirmou Anastasia.

Condomínio Temático

O condomínio é composto por 16 universidades e organismos oficiais voltados para o tema.  Nele estão oito universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Lavras (Ufla), Viçosa (UFV), Ouro Preto (Ufop), Uberlândia (UFU), Uberaba (UFTM),  Itajubá (Unifei) e  Alfenas (Unifal), as estaduais Unimontes e Uemg, e a PUC Minas. Também estarão lá a Agência Nacional de Águas (ANA), Embrapa, por meio do Núcleo de Irrigação (NURII) e Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Emater e Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

A Cidade das Águas é um dos 20 centro de categoria II reconhecidos pela Unesco, criado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), com apoio da Unesco e ancorado no Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Unesco-HidroEX).

Ocupa uma área de 374.400 m², onde estão instalados a sede do Centro e os dois primeiros prédios do campus da Uemg, com 66 salas de aula, seis laboratórios e um anfiteatro. Na semana passada, a equipe do arquiteto e urbanista Jaime Lerner concluiu a concepção do projeto urbanístico e paisagístico da Cidade das Águas, que terá perfeita integração com a cidade de Frutal.  O Governo de Minas e o Governo Federal já investiram R$ 50 milhões na consolidação do conglomerado, com a previsão de mais R$ 80 milhões nos próximos dois anos, totalizando R$ 130 milhões.

“A previsão é de que possamos entregar a estrutura física do Unesco HidroEX no final de 2014. Já temos cerca de 30% da estrutura feita. Contratamos mais R$ 62 milhões em obras que incluem os alojamentos, o centro de educação à distância, os laboratórios, que vão permitir o início das atividades do Unesco HidroEX”, explicou secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Nárcio Rodrigues.

Todas as instituições presentes no complexo terão como eixo central a gestão, preservação e recuperação das águas, superficiais e subterrâneas. Outro objetivo será a formação de uma nova geração de líderes na gestão da água. Além de atender ao Brasil, a Cidade das Águas tem suas atividades voltadas para os países da América Latina e da África de Língua Portuguesa, promovendo a transferência de tecnologia em gestão de águas para a produção de alimentos.

Além de protocolo de cooperação com o Centro Unesco ICCE, o Unesco-HidroEX já assinou acordos de cooperação com o Centro de Dundee (na Escócia, voltado para a legislação ligada à gestão hídrica) e com o Icharm (no Japão, que estuda e prevê catástrofes). Estão em estudo parcerias com o Centro de Cinara (Colômbia) e o Iciwarm (Estados Unidos). No Brasil, mantém uma estreita ligação com o Centro de Itaipu, especializado em Hidroinformática.

Espaço Cousteau

A Cidade das Águas vai abrigar o Espaço Cousteau para as águas, projeto a ser desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM). Trata-se de moderna estrutura arquitetônica, com padrão internacional, para abrigar um amplo espaço de visitação com a exposição das atividades de pesquisa desenvolvidas pelo Comandante Cousteau pelos rios e mares do mundo, incluindo o material de expedição pela Amazônia.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governador-anastasia-anuncia-instalacao-de-condominio-das-aguas-unesco-hidroex/

Gestão Anastasia: Governo de Minas vai implantar Centro Floresta-Escola no Triângulo Mineiro

Projeto será desenvolvido numa área de 2,4 milhões de metros quadrados na Cidade das Águas Unesco-Hidroex

O Governo de Minas desenvolve ações de incentivo à pesquisa para aplicação de políticas voltadas à preservação dos ecossistemas. Uma dessas ações será a implantação do Centro de Ciências Ambientais Floresta-Escola (CECAFE), na Cidade das Águas Unesco-Hidroex, em Frutal, no Triângulo Mineiro, a partir de 1º de junho.

A iniciativa tem a parceria da Universidade Federal de Viçosa (UFV) com um grupo de 25 pesquisadores, entre mestres, doutores e pós-doutores. A criação do Cecafe tem o objetivo de gerar conhecimento para adotar políticas de reabilitação e restauração do meio ambiente com foco nos recursos hídricos e na biodiversidade. A meta é colocar o Centro de Ciências Ambientais Floresta-Escola como uma referência internacional de pesquisa em parceria com a UFV, instituição de reconhecido know how em florestas.

O pesquisador João Augusto Alves Meira Neto, com pós-doutorado pela Universidade de Lisboa, será o coordenador do projeto. Segundo ele, serão instalados na Cidade das Águas  Unesco-Hidroex: laboratórios de Ecologia; Sistemas de Informações Geográficas (SIG), Biologia Molecular e Anatomia Vegetal. Uma área de 2,4 milhões de metros quadrados, localizada na região de Vila Barroso, foi destinada para pesquisa em campo, às margens do Rio Grande.

O trabalho dos pesquisadores será iniciado ainda esta semana com o censo de toda a floresta para subsidiar os estudos. Segundo o vice-presidente da Cidade das Águas Unesco-Hidroex, Alexandre Saad, a parceria da UFV será de fundamental importância como instituição integrante do Condomínio Temático da Cidade das Águas. “O Governo de Minas inaugura, em Frutal, um momento histórico para a pesquisa brasileira”, disse.

O Unesco-Hidroex é uma fundação vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e o projeto Cidade das Águas é uma das prioridades do Governo de Minas para a área de pesquisa e gestão dos recursos hídricos. O projeto já tem inclusive uma série de parcerias nacionais e internacionais.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-vai-implantar-centro-floresta-escola-no-triangulo-mineiro/

Governo de Minas: novos membros da Academia Brasileira de Ciências tomam posse

Secretário-adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais é um dos novos integrantes da Academia Brasileira de Ciência

Osvaldo Afonso/Secom
Evaldo Vilela durante pronunciamento no  1º Fórum para Internacionalização do Ensino Superior de Minas Gerais
Evaldo Vilela durante pronunciamento no 1º Fórum para Internacionalização do Ensino Superior de Minas Gerais

A cerimônia de posse dos novos membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) será na terça-feira (8) durante a Reunião Magna. Entre os membros quer irão tomar posse está o secretário-adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Evaldo Ferreira Vilela, que foi pela Seção “Ciências Agrárias”, representando a Universidade Federal de Viçosa (UFV), onde foi reitor. Esta foi a segunda indicação para ABC que Vilela recebeu.

“É uma honra pertencer à ABC, onde nós temos grandes cientistas e pessoas experientes na condução da ciência no país. Cada dia mais, a Associação se projeta no cenário nacional, auxiliando o governo federal e os estados a implementar a economia do conhecimento com base no desenvolvimento científico e tecnológico”, comenta Vilela.

Sobre a importância da indicação para Minas, Vilela destacou o reconhecimento do trabalho feito a favor do desenvolvimento inovador, onde teve forte participação no processo de transferência de tecnologia das universidades para o setor industrial por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi). “No Brasil ainda não existem muitas pessoas que buscam ter uma ideia mais detalhada do mercado, ou seja, das necessidades de avanços tecnológicos e inovações, e levar isso para as universidades. A Academia Brasileira de Ciências me incluiu nesse perfil e eu estou muito feliz. Agora vamos trabalhar dentro de uma programação estabelecida pela ABC em prol da inovação no Brasil”, destaca.

Vilela é mineiro de Campo Belo, formou-se em Agronomia pela UFV, é Mestre em Entomologia pela USP e Ph.D em Ecologia pela Universidade de Southampton, Inglaterra. Realizou pós-doutoramentos nas Universidades da Califórnia-Berkeley (EUA), de Nuremberg-Erlangen (Alemanha) e Tsukuba, Japão. É Pesquisador 1A do CNPq, com mais de cem artigos científicos referenciados e 38 mestres e doutores orientados. Vilela também é o atual presidente da Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA).

A lista completa dos novos membros para as diversas seções da ABC pode ser acessada no link: http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=1768

Reunião Magna

A Reunião Magna é uma das grandes reuniões científicas anuais da ABC. No encontro, jovens cientistas e grandes nomes da ciência nacional e internacional se reúnem para discutir as mais recentes pesquisas das grandes áreas do conhecimento.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/novos-membros-da-academia-brasileira-de-ciencias-tomam-posse/

Governo Anastasia: Minas Gerais se tornará exportador de banana a partir do segundo semestre

 

Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento aponta crescimento na produção

Divulgação/Emater
Norte de Minas lidera o ranking de produção de banana, com um volume de 328 mil toneladas por ano
Norte de Minas lidera o ranking de produção de banana, com um volume de 328 mil toneladas por ano

A safra mineira de banana deve somar 657 mil toneladas neste ano, segundo previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a previsão corresponde a um aumento próximo de 1% sobre a safra anterior, seguindo a série histórica de pequenos avanços anuais da produção. Além deste incremento, os produtores do Estado poderão ter um novo estímulo para investir na atividade, já que está previsto para o segundo semestre deste ano o início de exportações regulares da fruta.

As perspectivas de uma nova situação para o setor foram confirmadas pela Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), sediada em Janaúba, na região Norte do Estado. De acordo com o presidente da entidade, Jorge Luiz Raymundo de Souza, apesar da crise econômica mundial, os agricultores apostam na organização da atividade para colocar grandes volumes de banana prata no mercado internacional, já que está sendo elaborado um protocolo para a exportação da fruta.

“O protocolo é um conjunto de normas ou boas práticas para todos os estágios da atividade, desde o plantio até o transporte para os destinos internacionais”, explica o dirigente. Os estudos são desenvolvidos em parceria pela Abanorte, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MG) e a Central Exporta Minas, que é ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede).

Na definição dos padrões para a banana de exportação, acrescenta Jorge Luiz, será dada atenção especial às condições de preservação da qualidade do produto nos contêineres, como os cuidados com a embalagem da fruta, a temperatura e o nível de oxigênio, entre outros fatores. O empresário enfatiza que esses aspectos são de fundamental importância para a manutenção das condições da banana até seus destinos no mercado internacional.

As boas práticas a serem seguidas nas propriedades e em todos os estágios seguintes, até a entrega da banana nos portos estrangeiros, devem ser definidas até meados do segundo semestre. De acordo com a previsão da Abanorte, até novembro, o primeiro contêiner com banana prata de Minas segue para a Europa ou Oriente Médio. Souza considera que a prata tem condições de competir com as demais variedades conhecidas pelos europeus porque é a mais adequada para ser incluída em saladas de fruta. “Após ser cortada, a fruta mantém durante maior tempo o sabor original e não fica escurecida”, explica.

As exportações da fruta deverão ser feitas rotineiramente a partir de 2013, porque, de acordo com Souza, alguns mercados demonstram interesse especial pela fruta. “Principalmente a Alemanha, onde a degustação da banana prata foi incluída nas edições dos três últimos anos da Feira Frutilogística, realizada em Berlim”, acrescenta. O produto também foi apresentado, com apoio da Exportaminas, nas três últimas edições da Gulfood, feira de alimentos realizada em Dubai, no Oriente Médio.

Mercado em expansão

Para o secretário da Agricultura, Elmiro Nascimento, os produtores mineiros de banana, bem como os das demais frutas, devem investir na busca da qualidade para expandir sua atuação também ao mercado interno. “Embora apenas 6% das famílias consumam frutas atualmente na quantidade recomendada, conforme dados da Abanorte, esse quadro deve mudar com uma campanha nacional que está programada com base na recomendação do consumo dos produtos dos nossos pomares. As frutas, além de ser saborosas, contribuem para uma vida saudável”, destaca.

A região Norte de Minas lidera o ranking estadual de produção, com um volume da ordem de 328,6 mil toneladas em bananais espalhados por 41,4 mil hectares, sendo 90% ocupados pela variedade prata e o restante pela banana caturra. O Sul de Minas ocupa a segunda posição, com 115,5 mil toneladas de banana em cerca de 11 mil hectares. Em seguida estão as regiões do Rio Doce e da Zona da Mata, com safras estimadas de 45,3 mil toneladas e 41,1 mil toneladas, respectivamente. As áreas plantadas em cada uma dessas regiões são da ordem de 3,9 mil hectares.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-gerais-se-tornara-exportador-de-banana-a-partir-do-segundo-semestre/

Gestão Anastasia: governo de Minas promove fórum com universidades mineiras e australianas

O evento visa à internacionalização das instituições mineiras, incrementando as parcerias para o desenvolvimento da ciência e da inovação

Divulgação/Sectes MG
Secretário Narcio Rodrigues durante pronunciamento no encerramento do fórum
Secretário Narcio Rodrigues durante pronunciamento no encerramento do fórum

O ensino superior público de Minas Gerais tem se destacado cada vez mais pela sua excelência. Contudo, apesar de parcerias isoladas com diversas universidades do mundo, há a necessidade de inserção efetiva, ou seja, tornar as instituições mineiras internacionais. Com esse foco, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), realizou, nesta terça-feira (20), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte, o 1º Fórum para Internacionalização do Ensino Superior de Minas Gerais, Missão Group of Eight Austrália.

O evento, realizado em parceria com o Fórum das Instituições Públicas de Ensino Superior (Ipes), que reúne 14 universidades públicas de Minas Gerais, atraiu reitores, pró-reitores, professores e pesquisadores mineiros e australianos. Para o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, Mário Neto Borges, o conhecimento não tem fronteiras, razão pela qual a interação das instituições mineiras com as australianas é fundamental para o crescimento dos dois lados. Ele aproveitou para dizer que o Governo de Minas, por meio da Fapemig e Sectes, já tem parceria concreta com a Universidade de Queensland na área de mineração.

O diretor-executivo do Group of Eight, Austrália, Michael Gallagher, ressaltou a importância da cooperação nas diversas áreas de interesse das universidades. “São acordos reais do que pretendemos fazer”, afirmou Gallagher. O Group of Eight (Go8) é um consórcio das principais e melhores universidades australianas. Juntas, elas representam 80% das pesquisas em universidades do país, recebendo financiamentos governamentais e da indústria para pesquisa. Integram o grupo: University of Queensland, The University of Melbourne, The University of Sydney, University of Western Australia, Monash University, Australian National University, The University of Adelaide e The University of New South Wales.

As áreas de excelência das oito universidades são abrangentes. Entre as que convergem com Minas Gerais, destacam-se: exploração mineral, tecnologia da informação, biotecnologia (vacinas e estudos com células-tronco), meio ambiente, água e energias limpas. O embaixador da Austrália no Brasil, Brett Hackett, disse que as instituições de Minas estão entre as melhores da América Latina e do mundo, e que há grande interesse do seu país na interação e na cooperação entre as universidades.

O presidente do Fórum das Ipes e reitor da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Paulo Márcio Faria e Silva, fez uma exposição do perfil de todas as 14 instituições públicas mineiras, sendo 11 universidades federais, duas estaduais e o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-MG). Elas possuem 150 mil alunos matriculados, com cerca de 500 cursos de graduação. São ofertadas 36 mil vagas anualmente nos cursos presenciais dessas instituições.

O secretário-adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Evaldo Vilela, manifestou o desejo de intensificar as parcerias entre Minas e Austrália no campo acadêmico. Reforçou, ainda, a ideia do consórcio de universidades como algo facilitador, mesmo que cada uma mantenha suas especificidades. “Nossas universidades são unidas, mas podemos focar mais”, afirmou Vilela, com a experiência de reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), período em que firmou diversas parcerias internacionais.

Ao encerrar o evento, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, falou da importância da cooperação internacional para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Ele destacou, entre outros, o projeto Cidade das Águas, em Frutal, no Triângulo Mineiro, que já conta com a adesão de oito universidades mineiras para integrar o Condomínio Temático de Empresas e Instituições.

Narcio Rodrigues também explicou a proposta feita ao Ministério da Educação e ao CNPq sobre o programa Ciência sem Fronteiras para as águas, que pode facilitar a internacionalização com as universidades, contribuindo para a melhoria da gestão dos recursos hídricos. Quanto ao seminário, ele concluiu como um marco para as universidades avançarem, tanto as federais quanto as estaduais.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-promove-forum-com-universidades-mineiras-e-australianas/

Governo de Minas: força-tarefa no município de Guidoval ganha reforço do Exército Brasileiro

GUIDOVAL (06/01/12) – A força-tarefa criada para minimizar os efeitos da chuva em Guidoval, na Zona da Mata, e coordenada pela Defesa Civil Estadual (Cedec), ganhou nesta sexta-feira (6) o reforço de 37 homens do Exército Brasileiro. Uma equipe do 4º Batalhão de Engenharia de Combate de Itajubá foi deslocada para montar uma passarela flutuante sobre o rio Xopotó, que transbordou na segunda-feira passada. Equipes médicas, policiais e voluntários se revezam no atendimento à população da cidade, que conta duas mil pessoas desalojadas e 96 desabrigadas.

O secretário-executivo da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MG), coronel Eduardo Reis, explica que a montagem da passarela foi uma das 17 ações previstas para o dia. “A prefeitura, em parceria com cidades vizinhas, começou o serviço de limpeza da cidade. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) continua o trabalho de melhoria dos acessos a Guidoval, via Rodeiro e Visconde do Rio Branco. A Copasa mantém o esforço de garantir o abastecimento de água para 100% da população. Aos poucos, as condições para o funcionamento da cidade estão sendo restabelecidas”, disse.

A missão do Exército é uma das diversas ações coordenadas pela força-tarefa, formada pela Cedec-MG, Prefeitura de Guidoval, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, DER-MG, Copasa e Gerência Estadual de Saúde.

De acordo com o tenente Diniz, engenheiro responsável pelo trabalho, a estrutura permite a passagem, ida e volta, de até 120 pessoas por minuto. “Acredito que será suficiente para atender à população, que se encontrava ilhada”, disse. A cheia do rio acabou destruindo a ponte, que era o principal acesso do município a Ubá. Agora, a redução das chuvas e a baixa do nível das águas do rio permitiram a abertura da travessia.

Integração

Tenente Diniz ressalta que a integração é fundamental para que a normalidade seja restabelecida. “Fizemos essa mesma operação ano passado, em Sabará, por causa da cheia do Rio das Velhas”, lembrou.

Além da montagem, o efetivo ficará responsável pelo controle da passagem de pedestres e ainda por possíveis serviços de manutenção. “Vamos ficar no local o tempo necessário para atender à população de Guidoval”, afirmou.

Voluntariado

Um grupo de estudantes, que pertencem à Ordem Demolay de Viçosa, também está dando sua contribuição a Guidoval. Munidos de pá, rodos, vassouras e mangueiras, eles ajudam na limpeza de casas e ruas atingidas pelas chuvas. “Nós sempre praticamos a filantropia”, disse o coordenador do grupo, Luiz Augusto Aguiar, doutorando em Ciência e Tecnologia de Alimentos, na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Ele explica que a Ordem Demolay de Viçosa existe há 20 anos e é uma confraria ligada à maçonaria.

O tenente da PM Maury Arthur, responsável pela organização da logística de recebimento e distribuição de donativos, destacou a importância do voluntariado neste momento de crise. “O que chama a atenção é a solidariedade do povo mineiro, que vem respondendo às demandas dos mais necessitados em Guidoval”, disse.

Banco do Brasil

O início da limpeza da cidade permitiu a chegada de uma unidade móvel do Banco do Brasil para fazer o atendimento a aposentados, servidores públicos e correntistas de Guidoval. Por meio do posto, instalado na rua Padre Baião, região central do município, a população pode realizar saques de até R$ 500, pagar contas, consultar extratos e saldos. O chamado Comércio Eletrônico Fácil (Comef) ficará na cidade por um período de 15 dias.

Ex-servidor da prefeitura, o aposentado Celso Luiz da Silva ficou aliviado, pois depende de seu benefício para sobreviver. “Se não fosse esse banco, teria que ir até Ubá ou Rodeiro para receber minha aposentadoria”, disse.

Fonte: Agência Minas