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Gestão Eficiente: Minas Gerais será laboratório para pesquisa inédita na área do desenvolvimento sustentável

 

Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, é foco de parceria entre as multinacionais Dow Chemical Company e a The Nature Conservancy (TNC)

Omar Freire / Imprensa MG
Antonio Anastasia cumprimenta vice-presidente da Dow, Neil Hawkins.
Antonio Anastasia cumprimenta vice-presidente da Dow, Neil Hawkins.

O governador Antonio Anastasia participou, nesta quarta-feira (13), no Palácio Tiradentes, da cerimônia de anúncio de parceria entre a Dow Chemical Company e a The Nature Conservancy (TNC), organização não governamental dedicada à conservação de recursos naturais, para um trabalho inédito em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro.  A TNC mantém, em parceria com a japonesa Mtsui, o projeto de construção de uma planta integrada para produção de etanol e de plástico, que deverá entrar em operação em 2013, e receberá investimentos de R$ 2,4 bilhões, com a geração de 2,6 mil empregos diretos e indiretos. A cerimônia contou com a presença do presidente da Dow para América Latina, Pedro Emílio Sanchez.

A ideia da parceria é incorporar cada vez mais o valor da natureza e do meio ambiente ao mundo dos negócios. Outro destaque é que os resultados alcançados serão compartilhados publicamente, para que outras empresas, o setor público e outros grupos de interesse possam utilizá-los de forma bastante prática.

O detalhamento do projeto foi feito pelo diretor do Programa de Conservação da Floresta Atlântica e Savanas Centrais da TNC, João Campari, e pelo vice-presidente de Sustentabilidade, Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Dow, Neil Hawkins.

O governador Anastasia afirmou que, pelo caráter inovador do projeto, Minas Gerais chamará a atenção da comunidade internacional, por aliar produção e sustentabilidade.

“Nós teremos os olhos do mundo voltados para Santa Vitória porque será uma experiência singular que será desenvolvida no Estado. Estamos entusiasmados com essa parceria da Dow com a TNC que se desdobrará em nosso território”, disse Anastasia.

Plástico Verde 

Uma usina integrada para produção de cana de açúcar, etanol e plástico, localizada em Santa Vitória, Triângulo Mineiro, em fase de implantação, vai se transformar em uma espécie de laboratório para que cientistas da Dow e da TNC pesquisem os impactos da produção na natureza e, ao mesmo tempo, mensurar como o meio ambiente pode ser usado para o incremento dos negócios de maneira sustentável. A TNC e a Dow usarão modelos científicos, mapas e imagens de satélite de alta resolução para analisar a biodiversidade e os serviços ambientais e aplicar estas ferramentas no planejamento estratégico da Dow. Serviços ambientais são, por exemplo, o controle da erosão feito pelas montanhas ou o sequestro de carbono e controle de enchentes feitos pelas florestas.

Segundo o diretor da TNC, João Campari, Santa Vitória foi escolhida por ser uma região que oferece as condições necessárias para desenvolver o projeto, com disponibilidade de terras agrícolas, aspectos agrícolas e ambientais, logística, boa infraestrutura e acesso à mão de obra qualificada.

Este é o segundo projeto desenvolvido entre as empresas e o primeiro em solo brasileiro. Do plano global de investimentos de US$ 10 milhões da Dow, em parceria com a TNC, ao longo de cinco anos, um terço será alocado em Santa Vitória. “Queremos uma natureza melhor do que está hoje, ao mesmo tempo que a empresa vai avançar na produção de cana e etanol para o polietileno (plástico)”, disse o vice-presidente da Dow, Neil Hawkins.

Modelo para o Brasil

Antonio Anastasia considera “revolucionária” a perspectiva de Minas Gerais produzir um tipo de plástico a base de cana de açúcar, evitando o uso de insumos não renováveis, como os derivados do petróleo.

“É praticamente uma nova alvorada na questão não só de sustentabilidade, mas também no crescimento de novos produtos para o mundo, porque, de fato, transformar a cana-de-açúcar não só naqueles produtos tradicionais que estamos acostumados, mas também servindo de base para uma verdadeira forma de plástico, em uma linguagem mais singela e objetiva, é algo revolucionário”, completou.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, lembrou que esse modelo de negócios coloca o Estado em destaque mundial, no momento que se realiza a Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável. “Isso mostra como estamos incorporando a questão da sustentabilidade junto com desenvolvimento e produção, respeitando a comunidade local e o meio ambiente”, disse.

Trabalho de campo

O projeto desenvolvido entre a Dow e a TNC contribuirá para que Minas Gerais seja precursor em pesquisas de campo que levam em conta o valor e os benefícios proporcionados pela natureza nas decisões de negócios.

Exemplo: como florestas saudáveis e intactas podem, naturalmente, limpar a água e o ar, além de criar habitats para a fauna local; e como a água potável saudável garante os recursos necessários tanto para a Dow quanto para as comunidades do entorno.

Além disso, as organizações vão trabalhar em conjunto para avaliar as oportunidades de restauração florestal para toda a região, a fim de atender às exigências do Código Florestal Brasileiro e, ao mesmo tempo, maximizar os benefícios ambientais para a Dow, as comunidades e o meio ambiente.

Também participaram da solenidade os secretários Adriano Magalhães (Meio Ambiente), Narcio Rodrigues (Ciência e Tecnologia), Carlos Melles (Transportes e Obras Públicas), Gustavo Magalhães (Secretário-Geral do Governador), o prefeito de Santa Vitória, Antônio Celso Andrade Domingues.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-gerais-sera-laboratorio-para-pesquisa-inedita-na-area-do-desenvolvimento-sustentavel/

Antonio Anastasia envia à Assembleia projeto de lei que cria o Fundo Estadual do Café

 

BELO HORIZONTE (16/12/11) – O governador Antonio Anastasia entregou, nesta sexta-feira (16), no Palácio Tiradentes, os prêmios aos primeiros colocados do 8º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. Durante a solenidade, Anastasia assinou mensagem encaminhando à Assembleia Legislativa do Estado projeto de lei que institui o Fundo Estadual do Café (Fecafé), com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e social, a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva do café. O fundo contará com recursos do Orçamento do Estado, a serem disponibilizados por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

“Nós vamos alocar um valor anual de cerca de R$ 100 milhões, que pode ser desdobrado em dois anos. É um fundo permanente. O grande objetivo é exatamente sustentar as atividades do café. Quando o café está bem, nós percebemos que há todo um circuito de prosperidade no interior. A renda, o dinheiro corre no interior do Estado. Aí o comércio responde melhor e a indústria também. Por isso a importância do café, presente em mais de 600 municípios de Minas Gerais”, disse Anastasia em entrevista coletiva.

A criação do Fecafé e a realização do concurso fazem parte das ações do Governo de Minas para consolidar a cafeicultura familiar, dar visibilidade aos cafés de qualidade do Estado, capacitar provadores de café e fortalecer a assistência técnica aos produtores. Dentre as ações a serem desenvolvidas com recursos do fundo destacam-se a subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, para apoiar os agricultores diante de intempéries, e o georreferenciamento do parque cafeeiro, que permitirá o mapeamento da diversidade de cafés produzidos no Estado.

“O café para nós, em Minas Gerais, além do seu valor econômico, além do seu valor social, na medida em que emprega milhares e milhares de pessoas e democratiza a renda por todo o nosso Estado, está de modo indelével preso à nossa trajetória, ao nosso código genético, à história de Minas Gerais. Por isso mesmo, quando falamos que o café é o nosso ouro verde é muito mais do que simbologia”, destacou o governador.

Concurso

Nesta edição do Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais foram inscritas 1.637 amostras das quatro regiões cafeeiras do Estado: Cerrado, Chapadas de Minas, Matas de Minas e Sul. O número é 59,5% superior ao da última edição do concurso. A seleção foi feita em duas categorias: “café natural” e “café cereja descascado ou desmucilado”. Este é o maior concurso de qualidade do café do Estado em número de amostras.

“O café é fundamental para a economia de Minas. Um quarto do café do mundo inteiro de todo o planeta Terra é feito aqui no nosso Estado. Isso significa que nós temos uma grande responsabilidade não só pela quantidade, que por sim só já é avassaladora, mas muito mais, e aí o nosso esforço, pela qualidade desse café, pelo seu valor agregado. Por isso, no momento em que certificamos as propriedades, no momento em que conferimos aqui a premiação àqueles produtores que deram um passo além, nós estamos aplaudindo, reconhecendo o mérito, o denodo, o esforço, o empenho de cada qual, mas dizendo a toda Minas e ao Brasil: aqui se produz muito café, mas, mais do que nunca, se produz café de excelente qualidade, rico, saboroso, aromático e com todas as boas características”, afirmou Anastasia.

Foram classificadas 106 amostras para a final do concurso – 48 na categoria “natural” e 58 na categoria “cereja descascado ou desmucilado”. Desse total, foram escolhidos os três melhores cafés de cada categoria e em cada região.

Durante a solenidade foram entregues certificados, troféus e prêmios (moto 0km, TV de LED e equipamentos para colheita do café) aos participantes. O reitor da Universidade Federal de Lavras, professor Antônio Nazareno Guimarães, o reitor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, professor Sérgio Pedini, e o presidente da Emater, Maurílio Soares Guimarães, entregaram placas de homenagens a oito parceiros da qualidade dos cafés de Minas Gerais: Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg), Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fameg), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Basf, Café Brasil, Carmo Coffees, Fertilizantes Heringer e Syngenta.

Também participaram da solenidade o vice-governador Alberto Pinto Coelho, os secretários de Estado Danilo de Castro (Governo), Maria Coeli (Casa Civil), Carlos Melles (Transportes e Obras Públicas) e Carlos Pimenta (Trabalho e Emprego) e o secretário-geral da Governadoria, Gustavo Magalhães.

Produção

Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil. O Estado responde por 50,2% da safra nacional. A produção mineira neste ano deve alcançar 22,1 milhões de sacas, espalhada por 604 municípios, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É o segundo produto da pauta de exportação do Estado, depois do minério de ferro. É vendido para mais de 60 países em todo o mundo. Os principais destinos do café de Minas, atualmente são Alemanha (23,4%), Estados Unidos (21,1%), Itália (10,1%), Japão (9,4%) e Bélgica (8,3%). Entre janeiro e novembro de 2011, a receita das exportações mineiras de café alcançou US$ 5,2 bilhões, cifra 44,9% superior à registrada em idêntico período de 2010.

Categoria Natural

Sul de Minas

1º lugar – Antônio Mello Canato (Carmo de Minas)

 Cerrado Mineiro

1º lugar – Acácio José Dianin (Monte Carmelo)

Matas de Minas

1º lugar – Thamires Rodrigues Ferreira (Manhumirim)

 

Categoria Cereja Descascado

Sul de Minas

1º lugar – José Wagner Ribeiro Junqueira (Carmo de Minas)

Cerrado Mineiro

1º lugar – Amélia Ferracioli Delarisse (Patrocínio)

Matas de Minas

1º lugar – José Rocha (Manhuaçu)

Chapada de Minas

1º lugar – Cláudio Esteves Gutierrez (Água Boa)

Fonte: Agência Minas