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Governo de Minas: Fórum Científico reúne pesquisadores e autoridades para discutir saúde pública

Rede Fhemig investe continuamente para incentivar melhores serviços para os usuários do Sistema Único de Saúde.

Divulgação Fhemig
3º Fórum Científico consolida ensino, pesquisa e inovação na Rede Fhemig
3º Fórum Científico consolida ensino, pesquisa e inovação na Rede Fhemig

Em sua terceira edição, o Fórum Científico da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) reuniu, terça-feira (29), pesquisadores e autoridades públicas em torno da temática da pesquisa e da inovação tecnológica aplicadas à saúde pública.

O presidente da Fhemig, Antonio Carlos de Barros Martins, ressalta que a Rede Fhemig investe continuamente para incentivar, aperfeiçoar e consolidar a pesquisa, o ensino e a inovação como fatores norteadores da ação cotidiana de seus servidores, tendo sempre em vista a oferta de melhores serviços para os usuários do Sistema Único de Saúde. Tal orientação estratégica garante à Fundação o papel de instituição que mais forma residentes no Estado e a principal organização não acadêmica a investir em pesquisa.

Presente ao Fórum para proferir a conferência de abertura dos trabalhos, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Augusto Grabois Gadelha, afirmou que a questão tecnológica representa hoje o fator preponderante para se assegurar um sistema de saúde universal e equânime. “A tecnologia está no âmago do desenvolvimento da saúde pública. Ou a gente tem o domínio da tecnologia ou nos tornamos reféns das consequências de sua ausência”, pondera o conferencista.

Gadelha aponta o tema da pesquisa e da inovação em relação ao serviço público de saúde como um dos grandes assuntos que têm mobilizado profissionais e pesquisadores da saúde em todo o mundo. Segundo ele, os hospitais públicos têm contribuído de forma significativa para as transformações que a saúde pública tem experimentado. “Eles transformam conhecimento em serviço, em riqueza social, em benefício para a sociedade, uma vez que dão efetiva aplicabilidade à inovação decorrente da pesquisa qualificada”, afirma.

O debate em torno dos múltiplos elementos que compõem a temática da tecnologia aplicada à saúde pública constitui-se em fator de incentivo para as várias gerações de profissionais e pesquisadores que, ao longo de suas carreiras, se dediquem à busca de alternativas que tornem ainda mais equânimes o acesso aos meios de preservar e recuperar a saúde dos indivíduos.

“O nosso grande desafio é articular e fortalecer as atividades de ensino, pesquisa e inovação e situar a Fhemig como um pólo gerador de conhecimento para a melhoria da qualidade da assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde”, pondera o médico epidemiologista e gerente de Ensino e Pesquisa da Rede, Roberto Marini.

“Eu somente acredito na ciência e na tecnologia voltadas para o homem”, enfatiza o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Nárcio Rodrigues. Para o secretário a saúde pública é eficiente quando é preventiva. Desse modo, a integração entre pesquisa e inovação, ancorada na ciência e na tecnologia, pode cumprir o papel de mecanismo viabilizador da prevenção de doenças e da promoção da qualidade de vida da população.

“O investimento em inovação tecnológica é determinante para o estabelecimento de uma política que aponte para o futuro da saúde pública, como elemento de promoção do bem estar social. Nesse sentido, a capacidade de gerar e implementar a produção científica, a partir dos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), é fundamental para o desenvolvimento e o avanço da assistência”, defende o secretário adjunto de Estado de Saúde de Minas Gerais, Breno Simões.

Para o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, Mário Neto Borges, pesquisa e inovação constituem a relação mais relevante no que tange ao aprimoramento do setor público. “A qualidade de vida da população aumentou consideravelmente, nos últimos anos, graças a essa interação. O programa de pesquisa para o SUS do Ministério da Saúde, que tem caráter nacional e atua em articulação com os diversos estados, em uma gestão compartilhada, representa um papel importante para os avanços experimentados pela saúde pública nos últimos tempos. Nesse contexto, Minas Gerais está em posição privilegiada no que tange ao desenvolvimento da pesquisa e da inovação em território nacional”, assegura Borges.

Lugar de destaque

Nos últimos anos, a Fhemig tem ocupado lugar de destaque no que tange ao número de projetos de pesquisa aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa, alcançando a 6ª colocação no ranking geral, atrás apenas de instituições de ensino como a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Federal de Juiz de Fora.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/forum-cientifico-reune-pesquisadores-e-autoridades-para-discutir-saude-publica/

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Gestão Anastasia: Governo de Minas promove melhoria da saúde no Norte de Minas

Ações ampliam leitos em hospital e fornecimento de medicamentos, além de agilizar atendimento em rede de urgência e emergência

Jerúsia Arruda / SES
Secretário de Saúde, Antonio Jorge Marques, representou o Governo de Minas nas solenidades
Secretário de Saúde, Antonio Jorge Marques, representou o Governo de Minas nas solenidades

O Governo de Minas entregou à população da região Norte, na última sexta-feira (11),  obras e ações de diversas áreas do setor de saúde. Foram inaugurados mais leitos para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e uma unidade da Farmácia de Minas, além da assinatura de parceria para agilizar o atendimento na rede de urgência e emergência na região. As solenidades contaram com a presença do secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques.

Em Montes Claros, foram inaugurados mais 17 novos leitos para usuários do SUS na Fundação Dílson de Quadros Godinho. Além disso, foi formalizado adesão da entidade ao Programa de Urgência e Emergência de Clínica Médica e ao Programa Estadual de Controle do Câncer de Mama.

O Dílson Godinho é referência no tratamento de câncer e responde, atualmente, por 70% dos atendimentos da doença na região. Recentemente, a instituição recebeu do Governo de Minas um Acelerador Linear, uma das melhores opções técnicas destinadas à prática da radioterapia no mundo. O equipamento reduz o tempo de exposição do paciente à radioterapia e é mais preciso, atingindo especificamente o tumor e diminuindo os efeitos colaterais do tratamento do câncer.  Para a compra do aparelho foram investidos mais de R$ 2 milhões e o Estado ainda vai garantir a manutenção do Acelerador Linear por mais cinco anos, o que representa um investimento de mais R$ 5 milhões.

Em 2011, a Fundação Dilson Godinho, que tem atendimento 100% pelo SUS, recebeu do Governo do Estado, através do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS (ProHosp) R$ 3,6 milhões para aquisição de equipamentos para radiologia e imunoestoquímica e material de biópsia. Para 2012, a Fundação vai receber recursos na ordem de R$1,3 milhão para reforma e ampliação do CTI e Bloco Cirúrgico e construção do ambiente para Braquiterapia.

Farmácia de Minas

O Governo de Minas ainda inaugurou mais uma unidade do Programa Farmácia de Minas, no município de Francisco Sá. Somente na região, entre os meses de abril e junho, estão sendo entregues 30 unidades do programa. O investimento do Governo na construção foi de R$ 90 mil, sendo R$ 55 mil para a construção do prédio e R$ 35 mil para a compra de equipamentos. Além disso, serão repassadas 13 parcelas mensais de R$ 1.200 para complementação salarial do profissional farmacêutico, responsável pela unidade. A unidade de Francisco Sá beneficiará uma população de cerca de 26 mil habitantes, oferecendo aos cidadãos acesso a itens entre analgésicos, antiasmáticos, cardiovasculares e outros.

“Até o final de julho, vamos inaugurar mais de 150 unidades de Farmácia de Minas no Estado. É uma meta ousada, mas necessária, pois o programa dispensa medicamentos gratuitamente à população e, vinculado à prestação de serviços farmacêuticos, possibilita uma integração maior com os outros serviços de saúde oferecidos no município”, destacou o secretário Antônio Jorge.

Urgência e Emergência

Ainda na sexta-feira, o Governo de Minas oficializou a cooperação técnica entre a Rede de Urgência e Emergência do Norte de Minas, através do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Macro Norte) e o Sétimo Batalhão de Bombeiros Militar de Minas Gerais. A partir de agora, os atendimentos pré-hospitalares de urgência e emergência prestados pelos Bombeiros e pelo SAMU, em Montes Claros, passam a ocorrer de forma integrada.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-promove-melhoria-da-saude-no-norte-de-minas/

Gestão Anastasia: oficinas no Norte de Minas qualificam agentes de controle social do SUS

As oficinas têm como proposta promover o debate sobre o SUS, visando à preservação e o avanço do controle social

Jerúsia Arruda
A oficina foi promovida, no último final de semana, nas microrregiões de Francisco Sá e Coração de Jesus
A oficina foi promovida, no último final de semana, nas microrregiões de Francisco Sá e Coração de Jesus

O Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG), em parceria com a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS-MOC) e com a Escola de Saúde Pública (ESP-MG), está realizando, em Montes Claros, no Norte de Minas, oficinas para agentes de controle social do Sistema Único de Saúde (SUS).

As microrregiões Francisco Sá e Coração de Jesus participam da etapa final das oficinas nos dias 1º e 2 de junho. Já nos dias 18 e 19 de junho, será realizada a segunda etapa das oficinas para os representantes dos municípios da microrregião Montes Claros/Bocaiuva, quando será constituído o colegiado microrregional.

No último final de semana, dias 27 e 28 de abril, participaram das oficinas os conselheiros de saúde dos municípios que compõem as microrregiões Francisco Sá e Coração de Jesus. As primeiras oficinas foram realizadas nos dia 13 e 14 de abril, reunindo conselheiros da microrregião Montes Claros/Bocaiuva.

O vice-presidente do CES-MG, Geraldo Heleno Lopes, explica que as oficinas têm como proposta promover o debate sobre o SUS, visando à preservação e o avanço do controle social. “O envolvimento da comunidade no controle, na formulação e na execução das políticas públicas de saúde é uma constante na construção do SUS. Inclusive, foi através de emenda popular que o direito à saúde para todos foi inserido na Constituição de 1988. Por isso, precisamos manter a integração com os Conselhos Municipais de Saúde, que certamente são a instância máxima de deliberação do SUS, para consolidar e avançar a saúde pública no país”, observa Geraldo Heleno.

Para a superintendente regional de Saúde de Montes Claros, Olívia Pereira de Loiola, a qualificação dos conselheiros possibilitará uma melhor atuação dos conselhos municipais, fortalecendo o controle social do SUS. “A função do conselheiro de saúde é solidária, cidadã, mas é preciso estar preparado para exercê-la com conhecimento e discernimento. A saúde pública é uma pauta que se renova a cada dia e esse intercâmbio de informações proporcionado pelas oficinas é importante”, avalia Olívia.

Dinâmica

Os 53 municípios sob jurisdição da SRS-MOC estão agrupados em cinco microrregiões. Cada micro participará das oficinas em dois finais de semana, com cinco representantes dos conselhos de saúde de cada município. A oficina aborda assuntos como planejamento e organização do SUS, reforma sanitária, história das políticas públicas de saúde, atribuições do Conselho Municipal de Saúde, recursos financeiros, planejamento orçamentário em saúde, entre outros.

Ao final da segunda etapa das oficinas, serão indicados dois conselheiros de cada município para integrar o colegiado microrregional que, segundo Geraldo Heleno, tem como objetivo promover o alinhamento das ações junto ao Conselho Estadual de Saúde.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/oficinas-no-norte-de-minas-qualificam-agentes-de-controle-social-do-sus/

Gestão em Minas: Santa Casa da Misericórdia de São Sebastião do Paraíso será 100% SUS

Estado passará a cofinanciar a instituição, além de reestruturar a rede assistencial da microrregião

Henrique Chendes
Secretário de Transportes, Carlos Melles; provedor da Santa Casa, Flávio Westin; e Antônio Jorge de Souza Marques
Secretário de Transportes, Carlos Melles; provedor da Santa Casa, Flávio Westin; e Antônio Jorge de Souza Marques

Dentro de pouco tempo, a Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, terá o atendimento voltado 100% para o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). O compromisso foi assumido esta semana, em reunião presidida pelo secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, lideranças da instituição, prefeitos, secretários municipais de Saúde e ainda o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles.

Com essa garantia, o Estado, segundo o secretário Antônio Jorge, passará a cofinanciar a instituição, além de reestruturar a rede assistencial da microrregião. “Aos municípios caberá a pactuação, fazendo da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso hospital referência microrregional”, afirmou. Essa decisão, segundo ele, traz escala, o que garante a autosustentação da instituição. “Queremos que aqui tenha um pronto-socorro no qual o usuário do SUS seja cliente preferencial, o que, estou certo, será possível com uma boa pactuação política regional”, pontuou Antônio Jorge.

O secretário Carlos Melles, ao se dirigir aos prefeitos, gestores de saúde, lideranças de consórcios intermunicipais de Saúde e direção da Santa Casa, confirmou a vocação microrregional dessa instituição, que tem mais de 80 anos e disse estar confiante que todos se envolverão na pactuação, para que tudo esteja funcionando plenamente em pouco tempo.

Reivindicações

Ainda na reunião, o secretário Antônio Jorge garantiu que o Governo de Minas está sensível às dificuldades enfrentadas pelos gestores municipais. Segundo o secretário, a instalação de uma maternidade de alto risco na microrregião está condicionada à construção de uma Casa de Apoio à Gestante. Antônio Jorge garantiu apoio à expansão do serviço de hemodiálise e anunciou a implantação da Rede de Urgência Macro Sul até o fim deste ano. “Antes disso, as ambulâncias do Samu estarão circulando”, assegurou.

Fonte: Agência Minas

Gestão da Saúde: doenças comuns como tétano e difteria podem ser prevenidas com vacinação em dia

As vacinas são gratuitas, não tem contraindicação e devem ser reaplicadas a cada dez anos ou a cada cinco anos, no caso das gestantes

Pedro Cisalpino
Vacinas estão disponíveis em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS)
Vacinas estão disponíveis em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS)

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça a necessidade de manter atualizadas as vacinas contra o tétano e a difteria, tanto em adultos, quanto em crianças. De acordo com a Vigilância Epidemiológica da SES, estas doenças são muito comuns, porém podem ser prevenidas por meio da vacinação, que é gratuita em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). As vacinas não tem contraindicação e devem ser reaplicadas a cada dez anos ou a cada cinco anos, no caso das gestantes.

De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica da SES, Marcelo Mascarenhas, o tétano é uma doença grave que pode levar à morte. A contaminação é feita a partir de lesões na pele causadas por ferimentos (mesmo que pequenos) provocados por metais (enferrujados ou não), madeira, vidro ou outros objetos contaminados. “Devemos manter sempre o cartão de vacina em dia para estarmos protegidos contra doenças transmissíveis, pois nunca sabemos quando nosso organismo entrará em contato com os agentes causais”, explica.

Os principais sintomas do tétano são contrações musculares involuntárias na região do ferimento, seguidas de contrações dos músculos do rosto, do pescoço (rigidez de nuca) e progressivamente do abdômen (barriga dura). Em fase mais avançada, pode provocar dificuldade de engolir, insuficiência respiratória, entre outros sintomas.

“É preciso estar atento aos ferimentos decorrentes de materiais pontudos e cortantes. Em caso de lesão, o local deve ser higienizado, inicialmente, com água e sabão, e a pessoa deve procurar uma unidade ou equipe de saúde mais próxima. O médico deve ser informado de como ocorreu e o que causou o ferimento”, explica Marcelo.

Já a difteria é transmitida pela bactéria Corinebacterium diphtheriae que frequentemente se aloja nas amídalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. A doença é transmitida pela saliva ou outras secreções eliminadas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar, provocando inflamação das vias respiratórias. Um dos sintomas são formações de placas na garganta.

Confira o esquema vacinal completo de rotina por faixa etária:

DTP + Hib (Vacina Combinada contra Difteria, Tétano, Coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b)

1ª dose: 2 meses
Intervalo: 8 semanas

2ª dose: 4 meses
Intervalo: 8 semanas

3ª dose: 6 meses
Intervalo: 8 semanas

DTP 
1º reforço: 15 meses
2º reforço: 4 a 6 anos

dT (difteria + tétano)
Reforço: 15 anos

dT (para adultos)
Reforço: a cada 10 anos

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: representantes da Saúde participam de reunião para conhecer novas ações para o combate às drogas

Encontro aconteceu em Brasília e teve como objetivo conhecer as novas medidas de assistência à saúde dos pacientes usuários de crack e outras drogas

Com o objetivo de conhecer as novas medidas de assistência à saúde dos pacientes usuários de crack, álcool e outras drogas, publicadas recentemente pelo Ministério da Saúde, representantes da coordenadoria de Saúde Mental, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), participaram esta semana de reunião com o secretário de Atenção à Saúde do MS, Helvécio Miranda Magalhães, e com o coordenador da Saúde Mental do MS, Leão Garcia.

O encontro aconteceu em Brasília e foi uma iniciativa do secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge. “Estamos elaborando um plano ousado, que prevê a criação da Rede Macrorregional de Atenção à Saúde Mental. Nos 20 polos serão instalados os consultórios de rua, as casas de acolhimento, os Centros de Apoio Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD), além dos leitos de retaguarda em hospitais gerais para o tratamento de severas intoxicações e síndromes de abstinências”, explicou.

O secretário disse, ainda, que a reunião foi muito produtiva. Segundo ele, “a questão assistencial está sendo normatizada pelo ministério. O próximo passo agora é a pactuação dos parâmetros necessários à implantação das políticas públicas voltadas para os dependentes de crack e outras drogas em Minas Gerais”, acrescentou.

Nos próximos dias, Antônio Jorge irá se reunir com representantes da Secretaria de Defesa Social para articular as propostas. As considerações, antes de serem apresentadas, serão discutidas com o Colegiado dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems).

Portarias

Dentre as principais mudanças trazidas pelas portarias está a criação das unidades de acolhimento, que são serviços temporários de referências para acolher e abrigar dependentes químicos.  Essas unidades, que possuem como foco o público adulto e infanto-juvenil, levam em conta a vulnerabilidade social e familiar. O Ministério da Saúde vai liberar cerca de R$ 60 milhões/ano para custeio.

Já os Caps-AD foram ampliados, passando a Caps III, que funcionará 24 horas, todos os dias da semana. Já as equipes de consultório de rua, que trabalham de maneira assistencial com os usuários de drogas em espaços públicos, contará com mais financiamentos.

As portarias trouxeram para o Sistema Único de Saúde (SUS) a elaboração dos critérios assistenciais das comunidades terapêuticas, bem como seu financiamento e regulação. Caberá ao ministério ditar o padrão de qualidade do seu funcionamento.

Fonte: Agência Minas

Gestão da Saúde: Minas Gerais desenvolve kit de teste rápido para diagnóstico da dengue

Gleisson Mateus
Nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade
Nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade

BELO HORIZONTE (24/01/12) – A nova tecnologia de diagnóstico rápido da dengue, que poderá reduzir o tempo de análise de amostras de três dias para até 20 minutos, está sendo desenvolvida pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas). Se validado, o teste rápido da dengue deverá ser disponibilizado em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) do país até 2013.

Para validação, a nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade. De acordo com a coordenadora da pesquisa, chefe do Serviço de Biotecnologia e Saúde da Funed, Alzira Batista Cecilio, os resultados obtidos serão confrontados com um diagnóstico já estabelecido. “Este será um momento importante para atestar a precisão do resultado obtido por meio do teste rápido”. A previsão é que esse processo seja realizado a partir do próximo ano, tão logo seja concluída a fase de testes de pesquisa em laboratório.
A praticidade e aparência do novo kit fazem lembrar os aparelhos de monitoramento de glicemia, usado no diagnóstico de diabetes. A diferença é que o sangue coletado do paciente não é aplicado diretamente no kit diagnóstico. O teste é realizado com o soro separado das células sanguíneas e, por isso, a metodologia ainda exigirá a coleta de sangue do paciente.
Para análise, o soro é colocado sobre a membrana – que integra a parte interna do suporte plástico que compõe o kit -, juntamente com o diluente. A reação, que pode indicar a presença de proteínas do vírus da dengue ou anticorpos produzidos, ocorre em 20 minutos.
Atualmente, os testes de diagnóstico da dengue são realizados a partir dos métodos MacELISA e ELISA comercial, que se diferenciam principalmente pelo processo e tempo decorrido entre a análise do soro e o diagnóstico.
“No primeiro método, temos que desenvolver os reagentes, montar toda a plataforma de análise do soro em laboratório, procedimento que demanda três dias de trabalho”, explica o chefe do Serviço de Virologia e Riquetsioses, Glauco de Carvalho Pereira. Já o ELISA Comercial, segundo Glauco Pereira, por se constituir em um kit pronto, garante a economia de tempo, reduzindo todo o processo de análise do soro para aproximadamente cinco horas. No entanto, a metodologia MacELISA é considerada o padrão ouro do Ministério da Saúde no diagnóstico de dengue, sendo a técnica mais sensível utilizada atualmente, com maior índice de assertividade.
Casos notificados
Em 2010, com a epidemia de dengue identificada em diversos estados do país, Minas Gerais chegou a contabilizar 261.945 notificações de suspeita de infecção do vírus. Neste período, a Funed realizou 22 mil análises de amostras. Em 2011, houve tanto queda no número de notificações da doença quanto no volume de análises realizadas pela Funed, sendo verificadas em torno de 5 mil amostras. “Essas amostras foram testadas em uma ou ambas as metodologias (MacELISA e ELISA Comercial), muitas vezes em duplicata”, destaca a farmacêutica bioquímica Maira Alves Pereira, do Laboratório de Dengue e Febre Amarela da Funed.
Segundo Maíra, as análises feitas na Funed têm como objetivo detectar se há epidemia de dengue em certa região e assim contribuir para o trabalho de vigilância epidemiológica do Estado. “Por este motivo, o número de análises não precisa ser proporcional ao volume de notificações. Os testes laboratoriais são feitos para identificar a epidemia e auxiliar o governo nas ações a serem tomadas, mas o médico, com exames clínicos, é capaz de confirmar o diagnóstico e pode indicar o tratamento adequado ao paciente antes mesmo do resultado laboratorial”, explica. O teste rápido, nesses casos, seria também uma medida complementar para o diagnóstico clínico, realizado pelo médico.
O projeto para desenvolvimento do kit de teste rápido para diagnóstico da dengue conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).
Tecnologia abrangente
Segundo Alzira Batista Cecílio, a partir do desenvolvimento da plataforma tecnológica do teste rápido para dengue, futuramente há a possibilidade de se utilizar a mesma base para a elaboração de kits que contemplem outras doenças de saúde pública, como o rotavirus, herpesvirus e parasitas que serão definidos após a validação da tecnologia.
A doença
Segundo informações do Ministério da Saúde, a dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Normalmente, os sintomas da doença se manifestam após três dias da picada do mosquito. Os indícios de infecção podem apontar duas formas de dengue: clássica e hemorrágica, sendo que a segunda pode levar a morte no período de 24 horas.
Os sintomas da dengue clássica são caracterizados por febre alta com início súbito; forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos – que piora com o movimento dos mesmos; perda do paladar e apetite; náuseas e vômitos; tonturas; extremo cansaço; moleza e dor no corpo; muitas dores nos ossos e articulações. Além de manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Em princípio, a dengue hemorrágica apresenta os mesmos sintomas que a clássica, no entanto, após a febre, começam a manifestar os sinais mais graves, distinguidos pelas dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; pele pálida, fria e úmida; sangramento pelo nariz, boca e gengivas; manchas vermelhas na pele; sonolência; agitação e confusão mental; sede excessiva e boca seca; pulso rápido e fraco; dificuldade respiratória e perda de consciência.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: Programa Farmácia de Minas conta com 52 unidades na região Sul do Estado

BELO HORIZONTE (20/01/12) – Criado com o objetivo de oferecer uma rede de farmácias para distribuição gratuita de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), implementou, desde 2007, 303 unidades do Programa Farmácia de Minas. Do total, 52 foram inauguradas na região do Sul de Minas, um investimento aproximado de R$ 4,7 milhões para a construção e compra de equipamentos. Em 2011, foram inauguradas 197 unidades, com investimentos do Tesouro Estadual, que somaram R$ 9 milhões, sendo R$ 90 mil para cada município contemplado. Somente no Sul de Minas, 31 farmácias foram abertas no ano passado. A região também foi contemplada com a primeira unidade do programa no Estado, inaugurada no município de Arceburgo, em fevereiro de 2009.

A rede se propõe a ser referência de serviços farmacêuticos para a população. Cada unidade disponibiliza 159 tipos dos chamados medicamentos básicos. Em 2003, eram apenas 40 tipos. Por meio do programa, o Governo de Minas custeia a construção de farmácias públicas e a contratação de farmacêuticos, com o repasse de R$ 1.200 para complementação salarial.

Sul de Minas

Inaugurada em maio de 2009, a unidade farmacêutica de Fortaleza de Minas já atendeu 28 mil pessoas até janeiro deste ano. Anteriormente, o município com 4 mil habitantes possuía uma unidade de medicamentos que ficava dentro do Pronto-Atendimento de Saúde da cidade. O farmacêutico responsável pela unidade de Fortaleza de Minas, Juscelino Prado, destaca as mudanças vividas pela população com a abertura da Farmácia de Minas na cidade.

“A qualidade do acolhimento, o local de fácil acesso e o atendimento individualizado são as principais características do programa. Antes, o setor que distribuía os medicamentos funcionava em um local apertado e não tínhamos contato com o paciente. Com a Farmácia de Minas a realidade é outra, há acompanhamento do fornecimento de medicamentos, se identificamos que um determinado paciente não veio buscar o medicamento controlado, por exemplo, acionamos o agente de saúde. Dessa forma, formamos uma rede de atendimento multidisciplinar”, destacou Prado.

Turvolândia, com 4,6 mil habitantes, é um dos municípios da região que foi contemplado com uma unidade da Farmácia de Minas no ano passado. Antônio Fernandes é um dos pacientes da cidade que recorre mensalmente à unidade farmacêutica. Aposentado, 62 anos, portador de reumatismo e hipertensão, Fernandes recebe um salário mínimo por mês para sustentar a casa. “Se eu tivesse que comprar os remédios iria ficar muito caro. Nunca imaginei que um dia teríamos uma farmácia com essa estrutura e com essa quantidade de medicamentos à disposição em Turvolândia”, disse Fernandes.

O aposentado também destaca o atendimento individualizado da farmácia. “A farmacêutica da nossa unidade conhece cada paciente e nos trata de forma personalizada, isso é muito importante”, afirmou Fernandes.

Meta

Em 2012, serão inauguradas mais 200 farmácias de Minas em todo o Estado, totalizando 500 unidades. Até 2014, a rede contemplará 700 municípios (80% do total de 853), sendo todos os 493 municípios mineiros com população inferior a 10 mil habitantes, 200 com até 30 mil habitantes e o restante com até 500 mil. As primeiras unidades foram construídas em 2008, em 67 municípios com até 10 mil habitantes.

Além de farmacêutico, o profissional também é gestor do projeto e acompanha, desde a fundação da obra até a montagem final dos equipamentos. Todas as farmácias possuem ainda um Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica, o que garante o gerenciamento o adequado controle dos medicamentos e cadastro dos pacientes atendidos pela farmácia, bem como de toda a rede.

Confira onde estão as unidades do programa Farmácia de Minas na região:

Inauguradas em 2009: Arceburgo, Cana Verde, Carvalhos, Delfim Moreira, Fortaleza de Minas, Itutinga, Liberdade, Monsenhor Paulo, Ribeirão Vermelho, São José da Barra, São Vicente de Minas, Serrania.

Inauguradas em 2010: Bom Jardim de Minas, Capetinga, Coqueiral, Ipuíuna, Jacuí, Perdões, Santana da Vargem, São Thomé das Letras, São Tomás de Aquino.

Inauguradas em 2011: Aguanil, Aiuruoca, Alpinópolis, Andrelândia, Arantina, Bom Jesus da Penha, Caldas, Campo Belo, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Caxambu, Claraval, Consolação, Cruzília, Divisa Nova, Estiva, Heliodora, Ijaci, Ilicínea, Itamogi, Itapeva, Itumirim, Jesuânia, Lambari, Passa-Vinte, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José do Alegre, Silvianópolis, Turvolândia e Virgínia.

Fonte: Agência Minas