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Gestão da Educação:estudantes da Escola Estadual de Azurita, região Central do Estado, participam de feira internacional

Após participar de competição internacional, estudantes darão continuidade a pesquisas com planta medicinal

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Alunos participaram de feira no Estados Unidos
Alunos participaram de feira no Estados Unidos

Os estudantes da Escola Estadual Manoel Antônio de Souza, no distrito de Azurita, no município de Mateus Leme, encerraram na última semana a participação em uma das maiores feiras internacionais para estudantes do ensino fundamenta e médio. A escola pertece à rede da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Ao participar da International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), competição realizada em Pittsburgh, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, entre os dias 13 e 18 de maio, os estudantes não conquistaram prêmios, mas acumularam experiência para continuar a pesquisa.

“Não ganhamos prêmio, mas representamos bem Minas Gerais e a nossa escola. Além disso, tivemos a oportunidade de conhecer muitas culturas diferentes e vamos continuar a pesquisa para que possamos participar de outras feiras ainda este ano e chegar novamente a etapa internacional”, ressalta a integrante da equipe e estudante do 1º ano do ensino médio, Júlia Maria Rezende Ferreira.

Os estudantes participaram da feira com uma pesquisa que analisou o potencial antiflamatório e antimicrobiano da planta Pariri, velha conhecida dos moradores do distrito de Azurita. O trabalho contou com uma pesquisa de campo feita com os moradores da cidade e com a análise das propriedades químicas da planta. O grupo analisou quais os princípios ativos que o Pariri tem e que fazem com que ele haja em determinadas doenças. Também foi analisado o potencial de inibição do crescimento de bactérias utilizando estratos da planta.

Para a equipe a participação na Intel ISEF foi apenas o primeiro passo. Agora, os estudantes irão estudar a ecologia do Pariri e analisar aspectos como o tecido da planta e seu ciclo de crescimento. A coordenadora da equipe e professora de Biologia da escola, Fernanda Guedes, ressalta a importância da participação na feira para a continuidade da pesquisa. “Já trocamos muitas ideias e vamos fazer novos testes. Os avaliadores deram várias sugestões, como por exemplo, testar a planta com fungos e os fitoterápicos para saber a toxidade deles”, contou a coordenadora.

Além da professora de Biologia, Fernanda Guedes, a equipe é composta pelos estudantes: Júlia Maria Resende Ferreira, Jaqueline Campos Costa e Cristopher Mateus Carvalho.

Pariri

O Pariri é velho conhecido dos moradores de Mateus Leme. Segundo os estudantes, a planta começou a ficar famosa em 1995, quando um dentista da cidade estava fazendo um tratamento contra o câncer e ao começar a tomar o chá feito com a planta começou a perceber um aumento das hemácias. Ao ser curado, ele prometeu que iria divulgar os benefícios do Pariri.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/estudantes-da-escola-estadual-de-azurita-regiao-central-do-estado-participam-de-feira-internacional/

Governo de Minas: alunos de Santa Rita do Sapucaí participam de competição de robótica nos Estados Unidos

De volta ao Brasil após competição, estudantes exaltam a experiência e já pensam em novas competições do conhecimento

SEE / Divulgação
Estudantes mineiros exaltam a experiência e já pensam em novas competições do conhecimento
Estudantes mineiros exaltam a experiência e já pensam em novas competições do conhecimento

Alunos da Escola Estadual Doutor Luiz Pinto de Almeida, do município de Santa Rita do Sapucaí, disputaram na Florida, nos Estados Unidos, o mundial de robótica, First Lego League, entre os dias 3 e 6 de maio. Dez alunos da escola, que integra a rede da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, voltaram para casa cheios de planos e com novas perspectivas.

Segundo a coordenadora da escola, Luciana Pires de Carvalho, a viagem foi uma ótima oportunidade para os alunos vivenciarem um intenso intercâmbio cultural, o que resulta em amadurecimento dos estudantes.

Ainda que não saibam a classificação exata no ranking da competição, que recebeu 60 equipes, a X-factor, nome dado à equipe, acredita ter conseguido uma posição entre as dez primeiras colocadas. A pontuação relativa à última e quinta rodada da competição foi sigilosa. De acordo com Luciana Pires de Carvalho, na quarta rodada de avaliação, a equipe conseguiu 228 pontos em 400, e nenhuma outra equipe chegou aos 300 pontos.

Disputas à parte, os alunos voltaram muito animados em relação à nova experiência e ao aprendizado adquirido. “Vimos projetos muito interessantes. Conversamos com diretores e profissionais de gabarito. Além das amizades que fizemos, especialmente com as equipes da Colômbia e Holanda”, conta a estudante que participou da disputa, Ana Luiza. A coordenadora ainda lembrou que os alunos sentiram a importância de valorizar o aprendizado de outros idiomas. “Muitos voltaram com um desejo aguçado de aprofundarem sua capacidade de comunicação como poder de barganha”, afirmou Luciana.

Agora, os alunos da equipe X-Factor já pensam na próxima etapa da competição, que tem o tema “A terceira idade”. Intitulado Seniors Solutions (Soluções para pessoas da terceira idade), a competição, que será realizada em 2013, já conquistou a atenção dos alunos.

Até lá, os estudantes pretendem dar continuidade ao estudo na área de robótica realizados em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), que concedeu as bolsas de pesquisa aos alunos depois de terem faturado o 4º lugar na competição nacional em março deste ano, em São Paulo.

Segundo a estudante Ana Luiza, que participou pela primeira vez da competição, a experiência trouxe para ela e os colegas não só o desejo de aprofundar a pesquisa na área de engenharia. “Nós fomos para a competição com a mentalidade de um grupo unido por uma obrigação conjunta. Agora, voltamos com uma visão de uma verdadeira equipe em prol de um projeto. Nosso senso de coletividade mudou”, afirmou a integrante do X-Factor.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/alunos-de-santa-rita-do-sapucai-participam-de-competicao-de-robotica-nos-estados-unidos/

Gestão da Educação: Fórum de educadores avalia o panorama do ensino médio noturno no país

Grupo de trabalho formado para discutir e planejar ações para o ensino médio noturno se reúne em Brasília

Os coordenadores do ensino médio nos estados brasileiros e Distrito Federal estão reunidos em Brasília, nesta sexta-feira (11), para uma apresentação das ações desenvolvidas em cada estado com foco no ensino médio noturno. Os educadores compõem o grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação para planejar ações com foco nesse nível de escolaridade. Formado no ‘Fórum Técnico de Ensino Médio’, realizado em abril. A representante da região sudeste é a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, Audrey Regina Carvalho Oliveira.

“Nós, coordenadores do ensino médio na região sudeste do Brasil, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, faremos uma apresentação das ações desenvolvidas em nossos estados que têm sido bem sucedidas”, adianta Audrey Regina.

Discutir para aprimorar

A ideia do grupo de trabalho é que ao final do ano seja feito um relatório com as ações e os encaminhamentos voltados para o ensino médio no noturno. Essas medidas integram o ‘Ensino Médio Inovador’, programa do Ministério da Educação, que busca fortalecer o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas escolas de ensino médio, como a capacitação de educadores. Minas Gerais fará adesão ao projeto em 2013 e ele será complementar às ações desenvolvidas pelo Estado como foco no ensino médio.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/forum-de-educadores-avalia-o-panorama-do-ensino-medio-noturno-no-pais/

Gestão da Educação: escola em Juiz de Fora lança campanha “Tolerância urgente: respeite o diferente”

Palestras, apresentações de trabalhos e discussões em sala de aula incentivam os alunos a respeitar o próximo

divulgação SEE
Monitores ajudam a a boa convivência na hora do recreio
Monitores ajudam a a boa convivência na hora do recreio

Tolerância, esse é o tema trabalhado por alunos, professores e funcionários da Escola Estadual Bernardo Mascarenhas em Juiz de Fora, Zona da Mata. A escola que é vinculada a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, lançou a campanha “Tolerância urgente: respeite o diferente”, que foca na necessidade de respeitar o próximo e suas diferenças. Diversas atividades sobre o tema estão sendo realizadas na primeira quinzena deste mês.

“No dia-a-dia percebemos a banalização da vida, em que atos fúteis acabam em ações violentas, simplesmente pela falta de tolerância das pessoas. Com base nessas observações e, em conversa com a direção da escola, pensamos em montar um projeto sobre o tema”, explica a supervisora da escola, Tânia Aparecida Moreira.

O programa de atividades da campanha inclui palestras sobre as diferentes culturas, a discriminação racial, a opção sexual, o deficiente visual, físico e auditivo, o idoso e o soro positivo que são conduzidas por especialistas e profissionais no assunto. Após as palestras, alunos e professores continuam as discussões em sala, com a produção de textos, cartazes e desenhos que serão expostos no encerramento da campanha. A exposição será aberta a toda a comunidade.

O projeto ganhou a adesão de parceiros como a prefeitura municipal, defensores e estudiosos dos temas transformando assim, o ‘Tolerância urgente: respeite o diferente’ em uma campanha na cidade. “Quando começamos a desenvolver o projeto ganhamos a simpatia da prefeitura e de parceiros. Sabemos que tudo começa pela escola, nós somos os grandes responsáveis pela mudança. É um trabalho de formiguinha, mas se cada um fizer a sua parte seremos um batalhão. É uma semente que vai inchando até germinar”, avalia Tânia Aparecida.

Para Paula da Silva Oliveira, estudante do 9º ano do ensino fundamental, a campanha é uma forma de motivar a mudança de hábitos entre as pessoas. “Tanto na escola, como na rua, há muitas pessoas diferentes convivendo. Muitas vezes julgamos as pessoas pela aparência e não pelo o que ela é, e o projeto ajuda a valorizar a pessoa pelo o que ela é”, lembra.

De estudante para estudante

Saber respeitar e conviver com as diferenças não é o único gesto de cidadania que uma pessoa pode exercer. A Escola Estadual Bernardo Mascarenhas, também promove outro projeto chamado ‘Representante de Turma e Monitor da Escola 2012’. Por meio dessa ação, os alunos elegem os colegas que vão auxiliar no monitoramento do recreio, na representação das turmas em eventos internos e externos e na liderança frente à turma.

Para a supervisora da escola, a ideia de colocar estudantes para orientar os colegas na adoção de boas práticas dentro do ambiente escolar tem apresentando bons resultados. “Mensalmente fazemos um lanche com todos os representantes para conversar e avaliar as ações do projeto. Percebo que os nossos representantes estão satisfeitos com isso. Eles falam a linguagem dos outros alunos, então, a comunicação fica muito mais fácil. Com o projeto deixamos de ter desentendimentos entre os alunos no recreio”, ressalta a professora.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/escola-em-juiz-de-fora-lanca-campanha-tolerancia-urgente-respeite-o-diferente/

Gestão da Educação: fórum Técnico de Ensino Médio elege Minas para representar o Sudeste em grupo de trabalho

Representantes das cinco regiões brasileiras discutem melhoras na qualidade do ensino médio noturno

SEE / Divulgação
Audrey Regina Carvalho Oliveira é a representante da região sudeste em grupo de trabalho para melhora do ensino médio noturno
Audrey Regina Carvalho Oliveira é a representante da região sudeste em grupo de trabalho para melhora do ensino médio noturno

Para aprimorar a qualidade de ensino dos alunos do período noturno do ensino médio, o Ministério de Educação, criou um grupo de trabalho composto por educadores que lecionam para estes adolescentes nas cinco regiões do Brasil. Na região Sudeste, a representante eleita durante o “Fórum Técnico de Ensino Médio”, realizado em Brasília, é a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE), Audrey Regina Carvalho Oliveira.

Segundo a superintendente, é necessário haver um Fórum Nacional para o estudo do ensino médio noturno. “Por esse motivo, foi instituído um grupo de trabalho. A nossa primeira reunião será em maio. Depois teremos outros encontros para fazer um diagnóstico, debater as ações, contribuir com nossos relatos de experiências desenvolvidas e propor medidas para a qualidade de ensino no atendimento desses estudantes”, explica Audrey Oliveira.

A ideia é que no final do ano seja feito um relatório com as ações e os encaminhamentos voltados para o ensino médio no noturno, resultantes do Fórum. Essas medidas integram o ‘Ensino Médio Inovador’, do Ministério da Educação, que tem como objetivo fortalecer o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas escolas de ensino médio, como a capacitação de educadores. Minas Gerais fará adesão ao projeto em 2013 que será complementar às ações desenvolvidas pelo Estado como foco no ensino médio.

Exemplo mineiro

No Estado, estudantes desse nível de escolaridade contam com o ‘Reinventando o Ensino Médio’, projeto desenvolvido pela SEE em 11 escolas da região Norte de Belo Horizonte. O projeto começou em 2012 e a expectativa é ampliar para 120 escolas no próximo ano. No ‘Reinventando o Ensino Médio’, o foco está em tornar o currículo mais completo e atrativo, além de gerar competências e habilidades focadas na empregabilidade.

“Essas ações que desenvolvemos com os alunos do ensino médio, inclusive do noturno, serão apresentadas na reunião de maio e acredito que serão contempladas e muito bem aproveitadas pelo grupo de estudos”, avalia a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio da SEE.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/forum-tecnico-de-ensino-medio-elege-minas-para-representar-o-sudeste-em-grupo-de-trabalho/

Gestão Antonio Anastasia: Folha de São Paulo e Agência Brasil mostram que Minas paga um dos melhores salários do país para professores

Agência de notícias do Governo Federal revela que salário inicial pago a profissionais do magistério no Estado é o segundo maior entre as 27 unidades da Federação

Mesmo após o MEC reajustar em 22% o valor do piso salarial nacional da educação básica – que passou de R$ 1.187,00 para R$ 1.451,00, para uma jornada de 40 horas semanais – Minas Gerais é o Estado que paga o segundo melhor salário para professores no país.

É o que revela levantamento divulgado nessa quinta-feira (8) pela Agência Brasil, a agência de notícias do Governo Federal. A pesquisa ganhou destaque nos principais órgãos de imprensa do país.

De acordo como o levantamento, que foi feito a partir de informações repassadas pelas secretarias estaduais de Educação das 27 unidades da Federação, o Governo de Minas paga uma remuneração inicial equivalente a R$ 2.200,00 aos professores da rede pública estadual, se considerada a proporcionalidade para a jornada de 40 horas semanais prevista na lei do piso nacional.

No ranking divulgado pela Agência Brasil, Minas fica atrás apenas do Distrito Federal, onde a remuneração inicial dos professores é de R$ 2.134,00 para jornada de 40 horas semanais (Veja tabela).

Na última segunda-feira (5), outro levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo já tinha destacado Minas Gerais como um dos estados brasileiros que paga melhores salários aos professores da educação básica.

Modelo unificado viabiliza reajuste de 5% em abril

Importante ressaltar que, atualmente, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE) só recruta professores com nível superior de escolaridade. O salário inicial desses professores é de R$ 1.320,00 para uma jornada semanal de 24 horas semanais. Aplicada a proporcionalidade para a jornada de 40 horas semanais, este valor corresponde a R$ 2.200,00, conforme divulgou a Agência Brasil. Trata-se, portanto, de uma remuneração 52% superior ao piso nacional estabelecido e já reajustado pelo MEC, que é de R$ 1.451,00.

Além disso, no próximo mês de abril, todos os profissionais da Educação de Minas Gerais terão um reajuste de 5% em seus salários, conforme estabelecido no projeto que instituiu o modelo unificado de remuneração dos professores e que entrou em vigor em janeiro deste ano. Com este reajuste, os professores de Minas Gerais terão salários praticamente idênticos aos do Distrito Federal, primeiro colocado no ranking de remuneração.

Gestão Anastasia: concurso público da educação movimentou escolas e candidatos em todas as regiões de Minas

Busca pela estabilidade está entre os principais motivos apontados pelos candidatos às 21 mil vagas. Índice de participação foi de quase 90%
Divulgação/SEE
Concurso público da educação movimentou escolas e candidatos em Minas
Concurso público da educação movimentou escolas e candidatos em Minas

O domingo foi sinônimo de compromisso para os quase 263 mil candidatos que concorrem a uma vaga no concurso público da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Nas 49 cidades mineiras nas quais as provas foram aplicadas, candidatos empunharam suas canetas para responder as 60 questões de prova e tentar obter o melhor resultado possível.

Na busca pela vaga, houve quem aproveitou até os últimos momentos anteriores à prova para relembrar o conteúdo. Foi o caso de Fernanda Rocha Moreira, que fez prova na Escola Estadual Maurício Murgel, no bairro Nova Suiça, em Belo Horizonte, e levou a apostila para resolver alguns exercícios antes da prova.

“Para me sair bem na prova vale dar uma passada no conteúdo até o último minuto”, afirma a candidata. Professora designada em uma escola estadual de presídio, em Ribeirão das Neves, Fernanda busca a vaga para garantir estabilidade. “Gosto muito da área de educação, desde pequena eu demonstro vocação. Minha experiência na escola de presídio está sendo muito gratificante para minha vida profissional e quero poder ingressar na carreira para ter estabilidade e tranquilidade para trabalhar”. Ela concorre a uma vaga como professora de Biologia e fez sua prova no período da tarde deste domingo.

Pela manhã, foram aplicadas provas para os cargos de Professor Educação Básica – Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Assistente Técnico Educacional e Assistente Técnico de Educação Básica. Júlia de Fátima Carvalho fez a prova para assistente e saiu do local de provas animada com o seu desempenho.

“A prova estava dentro do que eu esperava. Eu trabalho como designada e já participo do dia a dia da educação e as questões abordaram coisas que eu uso no trabalho”, explica. “Gosto muito da área em que eu atuo e espero passar para poder contar com a estabilidade do cargo público”, completa Júlia.

José Carlos Lúcio Filho também fez a prova para o cargo de Assistente Técnico de Educação Básica. Ele já trabalha na secretaria da Escola Estadual José Miguel Nascimento, no bairro das Indústrias, e quer se efetivar na educação estadual. Segundo ele, algumas questões de Matemática estavam difíceis, mas o saldo da prova foi positivo.

“A parte de Matemática me complicou um pouco, pois eu estou meio enferrujado, mas acho que fui bem na prova. Fiquei bem tranquilo e acho que tive um bom desempenho. Agora é só aguardar o resultado”, afirma.

Das 21.377 vagas disponíveis no concurso público da Secretaria de Educação, a maioria delas é destinada aos cargos de professores do ensino fundamental e médio. São 13.993 oportunidades oferecidas, que atrairam mais de 50% dos inscritos, ou 140.624 candidatos. Renata Aparecida Ferreira Barbosa tentou uma vaga para professora dos anos iniciais do ensino fundamental. Formada em pedagogia, Renata estudou por conta própria e garante que não encontrou dificuldades na prova.

“Os conteúdos de Português e Matemática estavam fáceis. Se eu perdi alguma coisa na nota foi na parte de legislação”, conta. “Um dos motivos que me levou a escolher o concurso foi a minha vocação. Lecionar é o que eu mais gosto de fazer. Tenho uma tia e uma prima que também vão tentar o concurso, então é uma coisa de família. Sem o professor não há formação de uma sociedade pensante e eu quero passar para exercer minha vocação”, completa.

Diego Lima Barros Silva é outro candidato que não tem experiência na rede estadual. Formado há pouco mais de um ano, Diego concorre há vagas para professor de Geografia. Atualmente, ele leciona na rede particular, em Belo Horizonte, e quer ingressar na rede estadual também para retribuir a educação que recebeu nos tempos de estudante.

“O que mais me atraiu foi a possibilidade profissional. Eu formei, estou dando aula meio horário e quero completar essa carga dando aula no Estado. Além disso, eu sempre penso muito em contribuir. Eu sempre estudei em escola pública e quero contribuir para a melhoria do ensino público”, explica.

Diego fez prova na tarde deste domingo, na Escola Estadual Professor Leon Renault, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte, assim como os candidatos a vagas nas carreiras de Professor Educação Básica (Arte/Artes, Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia,História, Língua Estrangeira Moderna -Espanhol, Língua Estrangeira Moderna-Inglês, Língua Portuguesa, Matemática, Química, Sociologia); Analista Educacional; Analista Educacional – Inspeção Escolar; Especialista em Educação Básica – Orientação Educacional; e Especialista em Educação Básica – Supervisão Pedagógica, que também fizeeram provas na parte da tarde.

90% de participação

No período da manhã de domingo, 128.931 estavam sendo aguardados para as provas do concurso público da Educação e a participação foi de quase 90%. Estiveram presentes 111.861 candidatos, o que equivale a um percentual de participação de 86,76%. O número de candidatos ausentes é de 17.070, ou 13,24% do total. Já nas provas para professores dos Colégios Tirantes, que integram a rede estadual de ensino, mas são administrados pela Polícia Militar, eram esperados 23.250 mil candidatos e o índice de presença foi de 67,71%, o que equivale a 15.742 presentes.

As cidades nas quais as provas foram aplicadas são os municípios-sede das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). A exceção ficou por conta da SRE de Nova Era, que, além da cidade sede, também tem como locais de prova os municípios de Itabira e João Monlevade. No caso das Metropolitanas A, B e C, da Região Metropolitana de Belo Horizonte, as provas foram aplicadas na capital.

Divididas entre os turnos da manhã e tarde, de acordo com os cargos, as provas foram aplicadas em quase 600 locais de provas em Minas Gerais. No turno da manhã, foram 305 locais de prova com o acompanhamento de 9.328 fiscais. Já no período da tarde, foram 9.459 fiscais para 294 locais de aplicação. As provas foram aplicadas em escolas estaduais, municipais e instituições de ensino técnico e superior. O concurso foi aplicado pela Fundação Carlos Chagas e coordenado pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

Os candidatos inscritos fizeram provas com 60 questões, sendo 20 de conhecimentos gerais e 40, por conhecimentos específicos. Será considerado aprovado na primeira etapa o candidato que obtiver o mínimo de 50% de acertos nas questões de conhecimentos gerais e 50% nas questões de conhecimentos específicos. Será divulgado no endereço eletrônico www.concursosfcc.com.br, no primeiro dia útil após a aplicação da prova objetiva, a data da divulgação dos gabaritos.

O resultado final da prova objetiva, assim como a lista de classificação dos candidatos aprovados, será divulgado no Diário Oficial dos Poderes do Estado, após o julgamento de eventuais recursos interpostos contra as questões das provas e gabaritos preliminares. A segunda etapa do concurso é de caráter eliminatório e será destinada a avaliação de títulos.

Concorrência acirrada

A média de candidatos por vagas no concurso é de 12,3. O cargo que registrou o maior número de inscritos no concurso público foi o de Assistente Técnico de Educação Básica, que irá cumprir a função de apoio técnico nas escolas estaduais. Foram 60.279 candidatos inscritos para concorrera uma das 4.401 vagas.

A concorrência, contudo, é maior no cargo de Analista Educacional. Foram 29.181 para uma das 378 vagas, uma média de 77 candidatos por vagas. Já entre os professores a maior procura é registrada no cargo de professor dos anos iniciais do ensino fundamental. Foram quase 59 mil inscritos para uma das 3.551 vagas.

Fonte: Agência Minas

Cidadania na adolescência: Relatório do Unicef revela avanços nos indicadores sociais de Minas

BELO HORIZONTE (16/12/11) – O “Relatório Sobre a Situação da Adolescência Brasileira 2011 – O Direito de Ser Adolescente”, que acaba de ser divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), revela que nos últimos anos Minas Gerais alcançou avanços significativos nos indicadores sociais relativos à cidadania dos adolescentes que vivem no Estado.

De acordo com o documento – que foi elaborado a partir de dados colhidos na Pesquisa Nacional de Análise Domiciliar (Pnad), do IBGE – Minas melhorou seus índices em oito dos dez itens analisados. Em nove quesitos, o Estado apresenta um desempenho superior à média nacional.

“Os resultados deste estudo do Unicef demonstram a eficácia de políticas públicas voltadas para os adolescentes que o Governo de Minas tem desenvolvido nos últimos anos”, afirma o governador Antonio Anastasia.

“O Governo de Minas vem investindo em ações efetivas que vão ao encontro das reais necessidades da população. Os projetos e programas do Estado são desenvolvidos a fim de promover mudanças no comportamento e padrão de vida das pessoas. Acreditamos que dessa forma levaremos cada vez mais qualidade de vida para as famílias mineiras”, destaca o secretário de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, Wander Borges.

Avanços na educação

Segundo o levantamento, o percentual de adolescentes mineiros de 15 a 17 anos que frequentam o ensino médio subiu de 49,7% em 2004 para 54,4% em 2009. Neste quesito, o índice mineiro, pelo último dado disponível, é 3,5 pontos percentuais superior à média nacional, que é de 50,9%.

Já o percentual de adolescentes mineiros de 16 e 17 anos com o ensino fundamental concluído e com no mínimo oito anos de estudo subiu de 48,3% em 2004 para 53,3% em 2009. Neste ano, a média nacional chegou a 51,1%, também conforme o estudo do Unicef.

Em relação à frequência e participação dos estudantes em sala de aula, Minas também mantém índices de destaque em relação à média nacional. Entre 2004 e 2009, a taxa de abandono de estudantes do ensino médio caiu de 15,9% para 9,3% no Estado – uma significativa redução de aproximadamente 6,6 pontos percentuais. No mesmo período, a taxa média nacional de abandono caiu de 16% para 11,5%.

Exemplo mineiro

Em seu relatório, o Unicef destaca uma iniciativa desenvolvida por estudantes da Escola Estadual Joel Mares, em Almenara, no Vale do Jequitinhonha. Os alunos criaram um projeto que promove a reflexão sobre o cotidiano da comunidade escolar e coloca em discussão temas relacionados ao município, por meio da produção de vídeos e de postagens em uma rede social na internet. A emissora virtual recebeu dos estudantes o nome de “TV Joel”.

A aluna Francielle Xavier Lima, de 18 anos, é responsável por selecionar temas relacionados ao município e produzir os vídeos para inclusão na rede social. “Com a minha participação no projeto da TV Joel, percebi que cada pessoa está inserida em uma realidade. O nosso trabalho é tentar melhorar a vida daquelas pessoas que mostramos nos nossos vídeos e, consequentemente, alterar a realidade do município”, disse Francielle em depoimento incluído no relatório do Unicef.

A Escola Estadual Joel Mares é uma das beneficiadas pelo Programa de Educação Profissional (PEP), da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG). Criado em 2007, o PEP oferece oportunidades de capacitação profissional gratuita aos jovens mineiros, por meio de dezenas de cursos realizados em todas as regiões do Estado. Desde a sua implantação, o programa ultrapassa a marca de 200 mil estudantes atendidos.

Avanços no campo social

O relatório também assinala os avanços de Minas no desenvolvimento social dos jovens. O estudo aponta, por exemplo, que a taxa de adolescentes de 12 a 17 anos que não estudam e não trabalham, que era de 5,9%, em Minas Gerais, em 2004 caiu para 4,9% em 2009. Além de ter caído um ponto percentual, o índice mineiro permanece abaixo da média nacional, que, no mesmo período, passou de 6,6% para 5,4%.

Já a taxa de bebês nascidos vivos, filhos de adolescentes de 12 a 17 anos que tenham se submetido a um mínimo de sete consultas pré-natais, aumentou de 44,1% para 51,4%, em Minas Gerais, de 2004 para 2009 – um avanço positivo de 7,3 pontos percentuais. No mesmo período, o índice nacional também variou positivamente, mas em um ritmo menor: de 40,1% para 43,5%.

Em relação ao percentual de adolescentes de 12 a 17 anos que já tiveram filhos, os dados referentes a Minas também foram bem avaliados pelo Unicef. No Estado, a taxa caiu de 2,3% para 1,9% de 2004 para 2009 – mantendo-se abaixo da média nacional, que passou de 3,1% para 2,8% no mesmo período.

O percentual de adolescentes de 12 a 17 anos inseridos em famílias extremamente pobres (que vivem com até 25% do salário mínimo por mês) sofreu uma pequena variação negativa em Minas, subindo de 12,4% para 13%. Nesse quesito, o Estado acompanhou uma tendência nacional, já que a média do país subiu de 16,3% para 17,6%.

Avanços na segurança pública

O levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância atestou, ainda, a eficácia das ações do Governo de Minas na área da segurança pública voltadas para a proteção dos jovens. O relatório indica que de 2004 para 2009, enquanto o índice médio de homicídios entre adolescentes de 12 a 17 anos permaneceu estável nacionalmente (na casa dos 19,1% a cada grupo de 100 mil habitantes da mesma idade), em Minas a taxa caiu dois pontos percentuais – de 17,5% para 15,5%.

Tal resultado foi alcançado graças, em grande parte, à implementação do Fica Vivo!, programa estadual de controle de homicídios de jovens, que reduziu em até 50% o total de homicídios nas áreas onde foi desenvolvido.

Clique aqui para ver detalhes sobre os dados do relatório do Unicef (Arquivo Word).

Conheça alguns programas do Governo de Minas voltados para a inclusão social de jovens

Plug Minas

O Plug Minas é um programa dedicado à inclusão digital de jovens. Por meio do programa, jovens de 14 a 24 anos que estudam ou se formaram em escolas públicas de Belo Horizonte e região metropolitana participam, desde 2009, de atividades nas áreas de cultura digital, artes e empreendedorismo. A ideia do projeto é contribuir para que o jovem possa exercer sua cidadania, colocando em prática o direito ao trabalho e à educação. Atualmente, sete núcleos do Plug Minas estão em funcionamento e oferecem cursos voltados para as áreas de novas tecnologias, cultura digital, empreendedorismo e artes. No Plug Minas há ainda um núcleo inteiramente dedicado aos professores da rede pública.

Mais informações: www.plugminas.mg.gov.br

Aliança pela Vida

A valorização da cidadania e a inclusão social, por meio do combate às drogas, estão entre as prioridades do Governo de Minas. Com o objetivo de envolver diversos setores do governo para enfrentar o problema, foi lançado o programa Aliança pela Vida. Trata-se de uma parceria do Estado com entidades da sociedade civil para fortalecer a luta contra as drogas e ampliar as ações e medidas de enfrentamento. Para implantar efetivamente o programa, o governo determinou a aplicação de até 1% do orçamento de órgãos e secretarias do Estado que desenvolvam programas sociais a projetos de prevenção e combate às drogas. Apenas em 2011, foram investidos R$ 70 milhões.

Mais informações: www.youtube.com/watch?v=8x3jDshh3JM

Programa de Educação Profissional

Criado em 2007, o Programa de Educação Profissional (PEP) oferece oportunidade de capacitação profissional gratuita aos jovens mineiros. Em 2012, o PEP vai oferecer 30 mil vagas em 60 diferentes cursos em todas as regiões do Estado. Desde a sua implantação, o programa ultrapassa a marca de 200 mil estudantes atendidos e o investimento total chega a R$ 569 milhões. Os cursos do PEP são oferecidos em escolas credenciadas (inclui unidades particulares de ensino), em escolas públicas conveniadas e em escolas da rede estadual. Essas instituições formam a Rede Mineira de Formação Profissional Técnica de Nível Médio.

Mais informações: http://wrk.educacao.mg.gov.br/pep2011/geral/link1.htm

Fica Vivo!

Criado em 2003, o Programa de Controle de Homicídios Fica Vivo! faz acompanhamento especializado e oferece diversas oficinas culturais, esportivas, profissionalizantes e de lazer para jovens de 12 a 24 anos em situação de risco social e residentes em áreas que concentram indicadores elevados de homicídio. Até hoje, cerca de 50 mil jovens passaram pelos núcleos que oferecem 660 oficinas voltadas para o esporte, cultura, comunicação e cursos técnico-profissionalizantes. O Fica Vivo! conseguiu reduzir em até 50% os índices de homicídios nas regiões atendidas, a partir de ações que combinam repressão qualificada e inclusão social. Em setembro de 2006, o programa foi escolhido como um dos 48 finalistas do Prêmio Global de Excelência de Melhores Práticas para a Melhoria do Ambiente de Vida – Prêmio Dubai, criado pelo Centro das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-Habitat).

Mais informações:  https://www.seds.mg.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=283&Itemid=117

Minas Olímpica Geração Esporte

O programa Minas Olímpica Geração Esporte visa à inserção social de jovens por meio do esporte. São oferecidos, além da prática esportiva, atividades psicopedagógicas e culturais e complementação nutricional para estudantes com idades entre 10 e 15 anos. A prioridade é atender a jovens de famílias de baixa renda ou em situação de risco social. Até hoje, o programa já atendeu a 79,9 mil alunos. Em cada edição do programa, que foi lançado em 2005, a Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej) inova em metodologia, qualificação, acompanhamento e avaliação, incorporando novas ferramentas para que os educandos sejam mais bem atendidos e os educadores melhor assistidos.

Mais informações: http://www.esportes.mg.gov.br/esportes/minas-olimpica

Valores de Minas

Criado em 2005, o Valores de Minas é um programa desenvolvido pelo Governo de Minas por meio do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). O programa – que, a partir de 2009, se transformou em um Núcleo do Plug Minas – beneficia 500 jovens a cada ano e oferece oportunidades para o desenvolvimento pessoal de estudantes de escolas públicas da rede estadual. Já formou mais de 3.500 pessoas, entre alunos, multiplicadores e professores de Arte da rede estadual de ensino.

Mais informações: www.valoresdeminas.servas.org.br

Poupança Jovem

Lançado em 2007, o Poupança Jovem tem como foco estudantes do ensino médio da rede pública estadual que residem em municípios com alto índice de evasão escolar e violência. Ao longo dos anos de formação, os estudantes têm o rendimento escolar acompanhado e participam de atividades extracurriculares oferecidas, como cursos de capacitação profissional e inclusão digital. Ao final dos três anos do ensino médio, cada aluno participante recebe uma bolsa no valor de R$ 3 mil do Governo de Minas. Atualmente, o Poupança Jovem atende a alunos do ensino médio da rede estadual de escolas de nove municípios: Ribeirão das Neves, Esmeraldas, Ibirité, Governador Valadares, Sabará, Montes Claros, Teófilo Otoni, Juiz de Fora e Pouso Alegre. Desde 2007, quase 7 mil estudantes  já receberam a bolsa.

Mais informações: www.poupancajovem.mg.gov.br

Fonte: Agência Minas