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Aécio: Urnas de São Paulo e Nordeste são as apostas para vencer Dilma

Aécio centrará forças nas urnas de São Paulo e do Nordeste e espera capitalizar votos com o desejo de mudança de rumo do país.

O Brasil quer mudanças

Fonte: El País

Aécio Neves apostará nas urnas de São Paulo e do Nordeste para derrotar Dilma

A derrota retumbante do Brasil frente a Alemanha fez a nação fitar outro espetáculo agendado para este ano: a eleição presidencial. Com os sonhos do hexa ainda vivos, os presidenciáveis não tinham outra alternativa a não ser permanecer em seus bancos de reserva em frente aos televisores. Mas o impensável 7 a 1 mudou tudo. A batalha do Planalto, também realizada a cada quatro anos, voltou à baila. E a campanha começou oficialmente, para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta semana. Os oposicionistas enfrentarão então uma disputa de tiro curto para impedir a reeleição da favorita Dilma Rousseff, doPartido dos Trabalhadores (PT). Terão 12 semanas para conquistar votos suficientes para que haja um segundo turno no qual provavelmente apenas um deles enfrentará a petista.PT

Em tempo: futebol não entra nessa conta, acredita Marcus Pestana, presidente do diretório mineiro do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Para o aliado de primeira hora do candidato Aécio Neves, “não há correlação entre resultado de Copa e eleição.” “Se assim fosse, o PSDB estaria melhor que o PT”, brinca. Isso porque o Brasil ganhou o último Mundial em 2002, quando Fernando Henrique Cardoso tentou eleger seu sucessor, José Serra, sem sucesso. Nesta quinta-feira, Aécio fustigou: “estive lá, como torcedor, no Mineirão, atônito com aquele resultado, e nunca misturei as coisas. Mas aqueles que esperavam fazer da Copa do Mundo, como disse a presidente, uma ‘belezura’ para influenciar nas eleições, vão se frustrar.”

Segundo colocado nas tabelas eleitorais, o senador Aécio Neves já elaborou a sua estratégia. Centrará forças nas urnas de São Paulo e do Nordeste. Espera também capitalizar votos com o desejo de mudança de rumo do país. Segundo pesquisa do Datafolha divulgada em junho, 74% dos brasileiros desejam que as ações do próximo presidente sejam, de preferência, diferentes da atual gestão. “Como as manifestações de junho mostraram, há uma insatisfação popular com as políticas públicas atuais e a inabilidade administrativa da presidenta Dilma. Existe uma lacuna no eleitorado a ser preenchida aí”, analisa Pestana.

Para se credenciar a obter estes votos, hoje em sua maioria com a petista, a campanha tucana aposta em desconstruir a imagem de gerentona que elegeu Dilma em 2010. Para isto, ilustrarão a sua “falta de gestão” com obras atrasadas, contratos superfaturados e gargalos em serviços públicos. E, paralelamente, propagandearão “o choque de gestão de Aécio Neves” no comando do Estado de Minas Gerais entre 2003 e 2010, quando gastos públicos foram reduzidos e investimentos ampliados por meio de parcerias público-privadas. Não será só pelo PIB fraco durante o governo de Rousseff, dizem partidários deNeves, que ele vencerá Dilma. Os tucanos reconhecem que não haverá um tsunami econômico no país este ano.

Para eles, a alta da inflação, a redução no ritmo do emprego e o fraco crescimento já impactam parte dos brasileiros. Devem, sim, ter resultado nas urnas, mas não o de criar por si só uma reviravolta eleitoral. A piora da economia, consideram, está sendo represada pelo Governo Federal para o ano que vem em nome da reeleição.

campanha tucana também restringirá as críticas à gestão de Dilma Rousseff e não aos doze anos de PT no poder. Tenta-se, assim, evitar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se torne protagonista do pleito. Mas, sabendo que a recíproca não será verdadeira, já escalaram o senador Aloysio Nunese outras lideranças da legenda para rebater Lula e defender o legado de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Não querem repetir os erros das últimas eleições, quando FHC foi escondido pelo partido durante a campanha dos candidatos José Serra e Geraldo Alckmin.

Para os tucanos, a eleição só começará para o grande público com o horário eleitoral em rádio e televisão no dia 19 de agosto. É por meio dele que a maior parte da população escolhe em quem irá votar. Mas, acreditam, que com o início oficial da corrida ao Planalto, no último domingo, eles já terão mais condições de avançar sobre os votos da petista. Isto porque Rousseff não pode mais, por lei, inaugurar obras, convocar pronunciamento em cadeia nacional ou se beneficiar da farta exposição natural do cargo nos telejornais. As propagandas públicas também estão suspensas. “Antes os instrumentos estavam na mão dela, mas agora vão todos estar em igualdade. Tinha comercial de estatal que só faltava pedir voto”, diz Pestana.

Neves priorizará eventos e aparições em São Paulo e no Nordeste, localidades consideradas chaves para o tucano chegar ao segundo turno e derrotar Dilma Rousseff, enquanto não começa a propaganda eleitoral. Nele, o tucano terá quatro minutos e meio em cada um dos dois blocos diários em rádio e tevê para expor seus projetos. “É menos do que o de Dilma, mas o suficiente para fazer um programa com começo, meio e fim”, acredita Pestana. “Não são dois minutos que é muito para um nanico e pouco para se tornar conhecido do eleitorado”, diz, referindo-se ao espaço obtido pelo terceiro colocado nas pesquisasEduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro.

Governado desde 1995 pelo PSDB, o Estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 31,9 milhões de pessoas aptas a votar, o equivalente a 22,4% do total de eleitores brasileiros. Para manter viva as suas pretensões de derrotar a atual mandatária, não basta para o senador tucano vencê-la nas urnas paulistas, como já fizeram os seus correligionários nas últimas eleições. Tem de ganhar com uma ampla diferença de votos para contrapor as derrotas esperadas em redutos petistas.

Crescer nas urnas de São Paulo foi um dos motivos que levou Aécio a conceder ao senador Aloysio Nunes, do PSDB paulista, a vaga de vice em sua chapa. Assim, pelo menos temporariamente, apaziguou as disputas internas do partido, que atormentaram as campanhas da legenda desde que a sigla deixou o Palácio do Planalto em 2002. Os últimos postulantes tucanos à presidência – todos paulistas – reclamaram do pouco empenho dos correligionários de Minas Gerais. Portanto, a candidatura do mineiro Aécio Neves desenhava-se como a oportunidade perfeita para uma vingança.

Avançar sobre o Nordeste é outro dos objetivos de Aécio. No segundo turno da última eleição presidencial em 2010, Rousseff derrotou o tucano José Serra em todos os nove estados da região. E de maneira acachapante. Obteve 18,4 milhões de votos contra 7,67 da candidatura do PSDB, uma diferença de 10,7 milhões. Para se ter uma ideia, a petista venceu a corrida ao Palácio do Planalto por cerca de 12 milhões de votos.

Mas os tucanos creem que o PT perdeu parte de sua hegemonia na região nestes últimos quatro anos. Apontam, entre outros indicadores, as derrotas sofridas pelos partidários de Dilma nas capitais nordestinas na eleição de 2010. Os petistas deixaram o comando, por exemplo de Recife e Fortaleza. Já, em Salvador, ACM Neto, crítico ferrenho da legenda petista que chegou a dizer, em pleno Congresso Nacional, que daria uma surra em Lula, sagrou-se prefeito.

Nas contas tucanas, Eduardo Campos também deve afetar o desempenho petista no Nordeste. O socialista deixou, em abril, o comando do Governo de Pernambuco com forte avaliação positiva. Com um discurso marcado por críticas à gestão de Dilma Rousseff, ele é visto como um potencial cabo eleitoral dos tucanos na região caso não passe ao segundo turno.

A relação entre os presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos, no entanto, deve se desgastar até o final do primeiro turno. Caso haja um segundo turno, apenas um dos dois passará. A outra vaga ficaria com a presidenta num cenário mais provável. Não à toa, o candidato do PSB já começa a mudar de estilo em relação ao tucano. Se antes o tratava praticamente como um aliado, agora já dispara contra o candidato do PSDB.

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Aécio tem preferência entre eleitores que conhecem candidatos

Datafolha: eleitores que conhecem “muito bem” ou “um pouco” os 3 concorrentes, Aécio lidera com 29%. Dilma tem 23% e Campos 14%.

Eleições 2014

Fonte: Blog Fernando Rodrigues Folha

Aécio fica à frente de Dilma e Campos entre eleitores que conhecem os 3

Fernando Rodrigues

Grupo ainda é pequeno: só 20% conhecem os 3 concorrentes, diz Datafolha

Este é apenas um exercício para ajudar a compreender como o cenário sucessório ainda é volúvel. Quando se isolam na pesquisa Datafolha os eleitores que dizem conhecer “muito bem” ou “um pouco” os 3 principais concorrentes, o resultado é o seguinte: Aécio Neves (PSDBlidera com 29%Dilma Rousseff (PT) tem 23% e Eduardo Campos (PSB) fica com 14%.

É importante notar que esse universo de eleitores é pequeno: só 20% dos eleitores brasileiros dizem conhecer muito bem ou um pouco os 3 principais concorrentes ao Planalto.

A margem de erro fica em 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Também é relevante considerar que quando o grau de conhecimento dos candidatos for bem alto para todos (em meados de setembro), nada garante que os percentuais apurados agora sejam replicados para o universo completo do eleitorado.

Mesmo com todas essas ressalvas, chama a atenção a estratificação com os eleitores apenas do Estado de São Paulo. Isso foi possível porque houve uma amostra grande na pesquisa realizada nos dias 4 e 5 de junho pelo Datafolha, que também aferiu a intenção de votos entre os paulistas sobre a disputa pelo governo local.

Em solo bandeirante e entre os que conhecem os 3 principais candidatos, Aécio Neves tem 33%Dilma Rousseff e Eduardo Campos ficam empatados em segundo lugar, com 17% cada um. Nesse caso, a margem de erro sobe para 4 pontos percentuais.

Eis os números:

Aécio fica à frente entre eleitores que conhecem os 3 candidatos

Datafolha fez uma estratificação desse tipo em abril de 2014. À época, havia um empate triplo entre DilmaAécio e Campos. Seria um erro fazer uma comparação do atual levantamento com o de abril, pois os universos são diferentes. Em abril, 17% diziam conhecer os 3 principais candidatos. Agora, são 20%.

Este Blog mantém a mais completa página de pesquisas eleitorais da internet brasileira, com levantamentos de todos os institutos desde o ano 2000. Também é possível ver em tabelas detalhadas os cenários do 1º turno de 2014 para as disputas de presidentegovernador e senador.

Pesquisa Datafolha mostra vitória de Aécio em São Paulo

No maior colégio eleitoral do país: 61% rejeitam Dilma. 83% da população quer mudança, percentual bem mais alto do que no resto do Brasil.

Barbosa é mais influente que Lula em São Paulo

Fonte: Folha Poder

Em São Paulo, tanto Aécio quanto Campos derrotariam Dilma

Tem um lugar no Brasil onde 61% dos eleitores afirmam que não votariam na presidente Dilma Rousseff “ de jeito nenhum”. Lá, 83% da população quer mudança, um percentual bem mais alto do que no resto do Brasil. E só 23% aprovam o atual governo.

Provavelmente por isso, tanto Aécio Neves (PSDB) quanto Eduardo Campos (PSB) venceriam Dilma num segundo turno, com folga, caso a eleição fosse realizada apenas entre os eleitores desse lugar –o tucano ganharia por 46% a 34%; o ex-governador de Pernambuco, por 43% a 34%.

É um lugar onde a opinião política do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, é mais influente que a do ex-presidente Lula (29% votariam “com certeza” em alguém apoiado pelo magistrado, enquanto 24% fariam o mesmo com o petista). E onde mais da metade dos moradores (54%) dizem sentir vergonha pela realização daCopa do Mundo no Brasil.

Esse lugar é o maior colégio eleitoral do Brasil, o Estado de São Paulo. Os dados são da pesquisa Datafolha realizada entre os dias 3 e 5 de junho em todo o Brasil, com um número de entrevistas grande o suficiente em São Paulo para uma análise mais precisa sobre o comportamento eleitoral dos paulistas.

Datafolha: Aécio derrota Dilma em São Paulo

Editoria de Arte/Folhapress

São Paulo destoa do resto do Brasil em quase todos os temas investigados. Se fossem contabilizados só os votos dos eleitores do Estado, a disputa presidencial hoje estaria tecnicamente empatada entre Dilma, com 23%, e Aécio, com 20%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Em São PauloEduardo Campos tem 6%, seguido de perto por dois candidatos evangélicos: o Pastor Everaldo Pereira (PSC), com 4%, e o senador Magno Malta (PR-ES), com 3%. Já o candidato do PSTU, José Maria, alcança 2%.

Conforme os resultados apurados em todo o país, 30% do eleitorado nacional ainda não tem candidato a presidente da República. É um recorde desde 1989 para esse período pré-eleitoral. Em São Paulo, a soma dos indecisos com os que afirmam pretender votar em branco ou nulo é ainda maior: 37%.

Os paulistas são mais pessimistas que os demais brasileiros em todas as questões relacionadas à economia. Entre eles, 69% acham que a inflação vai subir, 52% esperam aumento do desemprego, 48% entendem que o poder de compra irá diminuir.

Eleições: Aécio faz de São Paulo eixo de campanha presidencial

Parlamentar disse que a coordenação de Aécio em SP tem como meta obter 10 milhões de votos, quase a repetição do resultado de 2010.

Eleições 2014

Fonte: Valor Econômico

PSDB e PSB fazem de SP o eixo de suas campanhas presidenciais

Detentor de 23% do eleitorado nacional e sem candidato próprio a presidente pela primeira vez desde 1950, o Estado de São Paulo será o eixo central das campanhas presidenciais de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), os dois principais adversários da presidente Dilma Rousseff na eleição.

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que está morando em São Paulo desde o mês passado, estuda com a sua pré-candidata a vice, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, entregar a uma liderança de São Paulo a coordenação-geral da campanha. O favorito para desempenhar o papel é o deputado Márcio França, que havia sido lançado pré-candidato a governador em março. Uma reunião prevista para a noite de ontem entre Campos e Marina, em Brasília, deveria decidir a questão, que pode deixar o PSB paulista livre para apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Caso não tenha candidato próprio em São PauloCampos perderia espaço no horário eleitoral gratuito, já que não estaria representado no tempo destinado aos postulantes do Estado. Mas o comando da campanha de Campos faz duas apostas para dividir os votos do maior colégio eleitoral do país: a presença física do candidato no Estado e o baixo potencial de transferência de votos de Alckmin para o candidato de seu partido. Por esta tese, retraído pelo desgaste dos tucanos após 20 anos de poder regional em São PauloAlckmin teria necessidade de montar uma coligação ampla, com aliados sem compromisso eleitoral com Aécio. Segundo aliados de Campos, as três candidaturas presidenciais devem ficar na faixa de 30% dos votos válidos no Estado.

O senador tucano Aécio Neves esteve ontem em dois compromissos na capital paulista, onde já havia participado das comemorações de 1º de maio. Na próxima semana, voltará duas vezes a São Paulo, para agendas em Ribeirão Preto e na região metropolitana oeste da capital. Aécio não descarta concentrar no Rio de Janeiro, onde tem residência, a produção de seus programas para o horário eleitoral. A mulher do candidato, Leticia Weber, está grávida e deve dar à luz na primeira semana de agosto. Mas sua presença em São Paulo poderá estar ancorada com um vice paulista em sua chapa, segundo comentou o presidente estadual do PSDB, deputado Duarte Nogueira.

“Isso poderá aumentar sua identificação com o Estado, que já estará garantida pela amarração que estamos fazendo entre a campanha pela reeleição de Alckmin e a candidatura presidencial do Aécio“, afirmou Nogueira. O parlamentar disse que a coordenação de Aécio em São Paulo tem como meta obter 10 milhões de votos em outubro, um objetivo que representaria quase a repetição do resultado de 2010, quando o então candidato José Serra obteve 40,6% do total, ou 9,5 milhões de votos.

O deputado admitiu, entretanto, que Alckmin poderá ter companheiros de chapa sem compromisso com a candidatura presidencial. “As alianças não necessariamente se repetem”, disse. A convenção que deve oficializar Aécio como candidato presidencial acontece em São Paulo, no dia 14 de junho. O encontro estadual do partido, que define a candidatura de Alckmin à reeleição e escolhe o nome para o Senado e para vice-governador, entretanto, só acontecerá no dia 28. “Nenhum candidato para senador ou vice deve ser lançado até lá”, disse Nogueira.

A presidente Dilma Rousseff ficou em segundo lugar no Estado nas eleições presidenciais de 2010, com 37,3% dos votos no primeiro turno. Foi uma votação praticamente idêntica à obtida por Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, quando conseguiu 36,8% e também ficou em segundo. No comando da campanha da petista, não se espera um resultado melhor nas eleições deste ano, mas se conta com um desempenho pior dos tucanos: é feita a aposta que a crise de abastecimento de água no Estado já está contaminando a popularidade de Alckmin e pode debilitar Aécio por tabela. Nos cálculos petistas, Aécio conseguiria em São Paulo cerca de 30% do total, percentual semelhante ao obtido por Serra nas eleições de 2002.

Governo de Minas atrai novos investimentos

Minas recebe novos investimentos. São R$ 42,4 milhões e geração de 954 empregos em cinco novos empreendimentos.

Minas: geração de emprego e renda

Minas Gerais recebe cinco novos investimentos no valor total de R$ 42,4 milhões

Investimentos vão gerar 954 empregos, sendo 464 diretos e 490 indiretos

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Minas recebe novos investimentos

Minas Gerais irá receber cinco novos investimentos, no valor total de R$ 42,4 milhões e geração de 954 empregos (464 diretos e 490 indiretos). O anúncio foi feito pelas empresas Poloar, Endobrax, Thermoprat Indústria e Comércio de Embalagens Ltda., Cooperativa dos Produtores Rurais de Santo Antônio do Monte Ltda. e HM Comércio Importação e Exportação Ltda. que assinaram protocolo de intenções com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede).

O maior investimento será feito pelo Grupo Poloar, proprietário da empresa M.P.T, que irá investir R$ 30 milhões na implantação de um centro de distribuição em Extrema, no Sul de Minas. O novo empreendimento será destinado exclusivamente à comercialização de equipamentos de climatização, na modalidade comércio eletrônico (e-commerce).

Segundo o cronograma do projeto, que teve início em abril deste ano, a previsão de conclusão é para outubro de 2012. “Estamos negociando o local do empreendimento em Extrema para que, em breve, possamos iniciar as operações em Minas, que tem uma localização bastante estratégica para o nosso negócio”, comenta o proprietário da empresa, Luiz Barbosa santos Cardozo.

O novo investimento irá gerar 125 empregos diretos e outros 75 indiretos. O Grupo empresarial Poloar, proprietário da empresa M.P.T atua no segmento de climatização e foi fundado em 1979, na capital paulista. Com a instalação, em 2004, da nova sede na cidade de São Paulo, a Poloar conseguiu atingir a agilidade necessária para atender a crescente demanda em toda a Grande São Paulo, nas filiais no interior paulista e também das principais regiões metropolitanas nos demais Estados. Nesta nova fase, a empresa aposta nas vendas virtuais, através de seu site, onde tem apresentado resultados satisfatórios.

Equipamentos médicos

Sem fábrica similar no Brasil e com a meta, de longo prazo, de abastecer o Mercosul, a Brazilian Endoscope Indústria e Comércio de Equipamentos Médicos Ltda (Endobrax) está implantando sua primeira unidade industrial em Belo Horizonte destinada à fabricação e comercialização de equipamentos e acessórios médico-hospitalares. A empresa, que pretende iniciar sua produção ainda este ano, irá fabricar equipamentos médicos como sondas para endoscopia, pinças, monitores, instrumentos cirúrgicos e oxímetros.

A Endobrax já possui registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e importou os equipamentos necessários à montagem do empreendimento. A expectativa é de que a produção seja iniciada ainda este ano, a partir do protocolo de intenções assinado com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi).

Com sede própria, a Endobrax, que já comercializava os acessórios médico-hospitalares, está investindo R$ 1,22 milhão na aquisição de máquinas, equipamentos e obras civis. Serão gerados 65 novos empregos diretos e 80 indiretos para a produção de 3.290 equipamentos por ano. Durante a assinatura do protocolo, o diretor administrativo da Endobrax, Cleber Batista de Sousa, salientou que a longo prazo, o objetivo é aumentar o faturamento da empresa. “Trabalhamos para já no primeiro ano crescermos e, a longo prazo, nossa meta é de um aumento de 50% no faturamento e uma média de 25% de crescimento ao ano. Nosso projeto inclui a importação de componentes e montagem, mas com a aglutinação de peças e softwares nacionais, agregando valor aos nossos produtos, com a colaboração de mão de obra qualificada formada na própria empresa”, destacou.

Embalagens

Com investimento de R$ 4,95 milhões, a Thermoprat Indústria e Comércio de Embalagens Ltda irá expandir sua unidade industrial, localizada na cidade de Extrema, no Sul de Minas, destinada à fabricação de embalagens metálicas. Serão gerados 100 novos empregos diretos e 35 indiretos com a produção e comercialização de bandejas descartáveis de alumínio e rolinhos de alumínio. O projeto tem término previsto para dezembro de 2014, com início da produção em 2015.

A Thermoprat é uma empresa 100% brasileira, fundada em 1995, que atua na produção de embalagens descartáveis de alumínio, exclusiva para alimentos. Sua matriz está localizada em Campo Limpo Paulista, no Estado de São Paulo.

Leite

Também assinou protocolo de intenções com o Indi a Cooperativa dos Produtores Rurais de Santo Antônio do Monte Ltda. (Coopersam) que irá implantar uma unidade agroindustrial no município da região Centro-Oeste de Minas, para produção e comercialização de queijos mussarela, prato, Minas padrão, frescal e ricota. Com investimento de R$ 6,05 milhões e a geração de 84 empregos diretos e 205 indiretos, serão fabricados também requeijão, iogurte, leite fermentado e manteiga.

O projeto já está em execução e deverá entrar em operação no segundo semestre de 2013. Em dois anos, a previsão é de que deverá processar cerca de 120 mil litros de leite por dia, com foco no mercado de fatiados. Atualmente, a Coopersam trabalha com 230 produtores ativos.

O projeto visa dar continuidade à cadeia produtiva do leite, agregando valor à matéria prima e incentivando a produção leiteira e o seu desenvolvimento na região. A Coopersam iniciou suas atividades em 1999 no município de Santo Antônio do Monte. Hoje a cooperativa comercializa o leite in natura, tendo como principal cliente a empresa Embaré Indústria Alimentícia Ltda.

Lâmpadas

Já a HM Comércio Importação e Exportação Ltda., que atua no segmento de comercialização de lâmpadas da China com marca própria, está investindo R$ 200 mil na implantação de um centro de distribuição,em Belo Horizonte. O novo empreendimento irá contribuir com a expansão do negócio, tornando a empresa mais competitiva. “Queremos expandir as nossas vendas para outros Estados”, afirma o sócio proprietário da empresa, Frederico Nunes Mansur.

A expectativa da empresa é que, ainda em setembro deste ano, o projeto esteja concluído para que em breve a empresa possa ingressar com seus produtos em outros Estados.

Minas: novos investimentos – Link: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-gerais-recebe-cinco-novos-investimentos-no-valor-total-de-r-424-milhoes/

Governo de Minas: desemprego permanece estável na RMBH

Belo Horizonte mantém a menor taxa de desocupação entre todas as sete regiões metropolitanas pesquisadas.

SETE / Divulgação
"Para o Governo de Minas, a qualidade do emprego é agora a grande prioridade", destaca Igor Coura
“Para o Governo de Minas, a qualidade do emprego é agora a grande prioridade”, destaca Igor Coura

Em maio de 2012 a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi de 5,0% da População Economicamente Ativa (PEA), a mesma registrada no mês anterior. Assim como no mês de abril, a taxa é a menor registrada na série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), iniciada em 1996.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pela Fundação João Pinheiro, Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Dieese e Fundação Seade.

Entre as sete Regiões Metropolitanas avaliadas pela PED (Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), a de Belo Horizonte mantém a menor taxa de desemprego pelo 11º mês consecutivo.

“O que mais impacta para que a taxa da RMBH permaneça a menor entre as regiões metropolitanas é o peso forte do setor de serviços, que representa 57% das pessoas que estão empregadas no mercado de trabalho hoje”, explica o coordenador da PED pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

No período avaliado, houve ligeiro acréscimo no contingente de ocupados (7 mil), mesmo número de pessoas que passaram a fazer parte do mercado de trabalho, o que resultou na estabilidade do número de desempregados. O tempo médio de procura por trabalho foi de 25 semanas, uma a mais que o mês de abril.

Para o coordenador do Observatório do Trabalho da Sete, Igor Coura, sempre haverá movimentação no mercado de trabalho; portanto, uma queda maior na taxa de desemprego é improvável. “Somos resistentes em dizer que estamos numa situação de pleno emprego, pois a estrutura do mercado não é homogênea. Para afirmarmos que essa é a taxa ideal, precisamos de um mercado de trabalho estável e organizado. Mas estamos bastante satisfeitos com os números alcançados. Para o Governo de Minas, por meio da Sete, a qualidade do emprego é agora a grande prioridade para que fiquemos numa situação confortável”, afirma.

Setores

Na comparação com o mês de abril, o setor de serviços registrou aumento de 23 mil empregos, o agregado “outros setores” 5.000, e a indústria 3.000. Em movimento contrário, construção civil e comércio sofreram reduções de 13 mil e 11 mil, respectivamente.

Entre abril de 2011 e abril de 2012, houve acréscimo de 56 mil postos de trabalho no setor privado (4,4%) e de 8 mil ocupações no emprego público (2,5%). Foram registrados aumentos de 83 mil (7,4%) trabalhadores assalariados com carteira assinada e de 11 mil (7,8%) ocupados no setor de empregados domésticos.

“É importante ressaltar que a geração de novas ocupações foi suficiente para absorver todas as pessoas que ingressaram no mercado de trabalho, o que fez com que a taxa permanecesse estável. Outro fato que chama a atenção é o de que, pelo sétimo mês consecutivo, observamos aumento na ocupação”, analisa Campos.

Rendimentos

Em abril, o rendimento real médio dos ocupados foi estimado em RS 1.403, sendo registrada redução de 0,9%, se comparado a março. No setor privado, foi observada relativa estabilidade no salário médio da indústria (0,3%). Em contrapartida, houve redução de 2,2% no salário médio do setor de serviços e de 4,6% no do comércio.

“A expectativa para os próximos meses é de que tenhamos taxas menores, se comparadas às do ano anterior”, conclui Plínio Campos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/desemprego-permanece-estavel-na-rmbh/

Governo de Minas: Antonio Anastasia fala a empresários paulistas sobre administração mineira

 

Durante palestra na Associação Comercial de São Paulo, governador falou do processo de melhoria da gestão em Minas e dos avanços das políticas públicas

Imprensa MG
"Em Minas, planejamento voltou a ser um instrumento adequado de gestão", disse Anastasia
“Em Minas, planejamento voltou a ser um instrumento adequado de gestão”, disse Anastasia

O governador Antonio Anastasia proferiu palestra, nesta segunda-feira (25), em São Paulo, sobre o processo de modernização da administração pública em Minas Gerais. Durante evento, na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Anastasia destacou que, a partir do planejamento e da eficiência da gestão, foi possível alavancar a economia do Estado, atrair investimentos e, assim, melhorar significativamente os indicadores de desenvolvimento social de todas regiões mineiras.

Em 2003, o Governo de Minas implantou o Choque de Gestão, a primeira etapa da transformação da administração no Estado, o que levou ao equilíbrio das contas públicas, bem como eliminar o déficit fiscal.

“Fizemos um esforço grandioso para colocar as condições financeiras de Minas Gerais em ordem. Conseguimos um empréstimo de ajuste fiscal do Banco Mundial, sem contrapartida do Estado e, com isso, Minas tornou-se o case do sucesso do Bird, justamente por apresentar resultados concretos com os recursos aplicados. Depois disso, começamos a investir, com a credibilidade e o crédito devolvidos, passando a apresentar esses resultados das políticas públicas para a sociedade”, destacou o governador.

Após a consolidação do equilíbrio fiscal e do gerenciamento intensivo de projetos, em 2007, foi implantada a segunda fase do Choque de Gestão, que ficou conhecida como Estado para Resultados, com apresentação de resultados das políticas públicas para a sociedade. Foi colocado em prática o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (2007-2023), com a meta de consolidar resultados em diversas áreas.

“A partir daí, o planejamento voltou a ser um instrumento adequado de gestão. Vendo os resultados das ações, passamos a planejar a médio e a longo prazo. Tudo pontuado pela qualidade fiscal e eficiência na gestão pública. Focamos na educação de qualidade, vida saudável, protagonismo juvenil, investimento e valor agregado da produção; inovação, tecnologia e qualidade; redução da pobreza e inclusão produtiva; qualidade ambiental, defesa social, entre tantas outras”, disse.

Entre 2008 e 2011, Minas obteve uma taxa acumulada de 14,4% de crescimento do PIB. No período de 2003 a 2011, o Estado registrou recorde absoluto na história brasileira em atração de investimentos. Além disso, houve aumento de 43% do PIB per capita nos últimos cinco anos. Minas é, hoje, o 2º estado em arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).

Cidadão em primeiro lugar

Em 2011, iniciou-se a terceira geração do Choque de Gestão, a Gestão para a Cidadania, com o objetivo de aproximar, no dia a dia, o Estado das pessoas. O principal objetivo é fazer com que as pessoas se sintam integrantes das políticas públicas, mostrando que o governo sozinho não é capaz de modificar a realidade.

Para o governador, é preciso promover o engajamento e o comprometimento do setor privado, terceiro setor e cidadãos para, em cooperação com o governo, transformar o futuro do Estado.

“É imprescindível, para consolidação das políticas públicas, que as pessoas se sintam coautoras dessas políticas. Governo é também sociedade articulada, por isso é preciso permitir que o cidadão se integre a ele. Queremos que as pessoas percebam que no momento em que inauguramos uma escola, reformamos uma estrada, instalamos uma unidade básica de saúde, elas devem cuidar desses patrimônios. O cidadão precisa se considerar integrante desse esforço”, ressaltou Anastasia.

A empresários e lideranças políticas ligados à Associação Comercial de São Paulo, o governador Antonio Anastasia enfatizou que são dez os desafios estratégicos da Gestão da Cidadania. Entre outros ele citou a redução da pobreza e das desigualdades, aumento da empregabilidade e das possibilidades de realização profissional, desenvolvimento e diversificação da economia mineira, o estímulo à inovação, além de ações visando ampliar o acesso à saúde, mais segurança e a transformação da sociedade pela educação e cultura.

Anastasia listou os principais projetos em desenvolvimento em Minas, com vistas a enfrentar esses desafios. Dentre eles, o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) e o Programa de Educação Profissionalizante (PEP), que visam melhorar o desempenho dos alunos por meio da capacitação de profissionais da educação e o Mães de Minas, com o objetivo de reduzir a mortalidade infantil, com foco na saúde da gestante.

Ele citou ainda o Programa de Agregação de Valor do Produto Mineiro (ProValor); a implantação de Regiões e Áreas Integradas de Segurança Pública; o Programa Travessia; Plug Minas e Poupança Jovem; o Circuito Cultural da Praça da Liberdade; o Caminho de Minas; projetos de infraestrutura esportiva; as parcerias público-privadas (PPPs) em diversos serviços, entre elas a que pretende a eliminação correta de todo o resíduo sólido urbano, gerado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e a Meta 2014, de revitalização da Bacia do Rio das Velhas.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/antonio-anastasia-fala-a-empresarios-paulistas-sobre-administracao-mineira/

Governo de Minas: Cine Humberto Mauro apresenta “Indiana Bhava: um panorama do cinema indiano”

As exibições da mostra serão entre os dias 25 de junho e 1° de julho, a entrada é gratuita

A Fundação Clóvis Salgado, em correalização com a Tantri Arte e Cultura, apresenta desta segunda-feira (25) até o dia 1° de julho, no Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, a mostra Indiana Bhava, com um panorama completo do cinema indiano contemporâneo. Integralmente exibida em 35mm, a mostra apresenta 11 filmes de grandes cineastas e jovens realizadores da Índia.

Maior mostra do cinema indiano já realizada no Brasil, Indiana Bhava reúne várias vertentes do cinema da Índia, englobando todas as indústrias cinematográficas que estão espalhadas pelas principais regiões do país. Do sânscrito emoção, a palavra Bhava, no título da mostra, anuncia os diversos sentimentos do país que poderão ser vistos durante as exibições. A curadoria ficou a cargo do músico e estudioso de cinema Ananda Jyothi – indiano há 13 anos radicado no Brasil – e da produtora e roteirista Carina Bini.

Dentre os filmes apresentados, destaque para produções premiadas, como Quatro Mulheres, de Adoor Gopalakrishnan, cultuado como o novo Satyajit Ray, cultuado como um dos maiores cineastas do século XX; Dharm, de Bavana Talwar, filme premiado na Índia, exibido no encerramento de Cannes, em 2007, e que ainda inspirou Glória Perez em diversos personagens da novela Caminho das Índias; e Mais Uma História de Amor, de Kaushik Ganguly.

Ananda Jyothi destaca o fato de a mostra valorizar a vasta e diversificada indústria cinematográfica da Índia, apresentando um diferencial autêntico e profundo de seu cinema contemporâneo. “Buscamos reunir todas as vertentes do cinema da Índia, indo muito além da indústria de Bollywood, que representa cerca de 30% da produção total da Índia e já é bastante conhecida no Brasil. Optamos por priorizar todas as demais indústrias do cinema indiano, que se encontram espalhadas pelas principais regiões do país”, afirma.

Para o Gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado, Rafael Ciccarini, “apresentar uma mostra como Indiana Bhava é fundamental para dar acesso a uma cinematografia praticamente inédita ao público mineiro, que é muito conhecida pelo fenômeno Bollywood, mas que vai muito além de sua forte indústria doméstica”.

Apresentada anteriormente no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Porto Alegre, depois de Belo Horizonte a mostra Indiana Bhava segue para Brasília, onde estará em cartaz entre julho e agosto.

A entrada para as sessões é gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria do cinema meia hora antes do início.

Serviço

Mostra Indiana Bhava

Data: 25 de junho a 1º de julho

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro – Belo Horizonte – piso inferior)

Entrada gratuita (retirada de senhas na bilheteria meia hora antes do início de cada sessão)

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cine-humberto-mauro-apresenta-indiana-bhava-um-panorama-do-cinema-indiano/

Gestão Anastasia: Minas Gerais busca safra de figo superior a 5 mil toneladas

Produtor investe em tecnologia e aposta em temperatura favorável

Os produtores mineiros de figo estão fazendo a poda anual dos pomares para fortalecer as plantas e dar mais qualidade aos frutos.Acolheita começa em novembro/dezembro e eles apostam numa safra superior às 5 mil toneladas registradas em 475 hectares no Estado, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a melhoria dos resultados depende principalmente de investimentos em boas práticas de produção.

Para o agricultor familiar Antônio Sérgio, de Marmelópolis, no Sul do Estado, além dos cuidados com a lavoura, a temperatura moderada ajuda na obtenção de safra que compense os investimentos no cultivo e atenda à expansão da demanda. A planta necessita também de chuvas bem distribuídas que garantam a umidade do solo.

Antônio Sérgio diz que está fazendo a sua parte para aumentar a área de cultivo do figo e garantir uma produção de qualidade, indispensável para a realização de boas vendas. O trabalho de expansão da lavoura tem a assistência da Emater-MG, vinculada à Seapa. Dados do relatório de safra da empresa mostram que, na área de atuação de suas unidades, a produção de figo soma 182 hectares. A área em formação é da ordem de 13,1 hectares.

O agricultor informa que vai destinar aos pés de figo cerca de 2 hectares, o dobro do espaço utilizado geralmente pelos produtores da região, em sua maioria agricultores familiares. “Vamos ter resultados com essas plantas a partir de 2014. Esperamos fazer negócios que compensem os investimentos na lavoura, principalmente em boas práticas de produção, entre elas a correção do solo e a adubação com assistência técnica”, informa.

A valorização do figo tem servido de estímulo para o produtor: no período 2011/2012, o quilo do figo verde in natura alcançou o valor médio de R$ 2,00, o dobro do registrado na safra anterior. Além disso, Antônio Sérgio observa que as principais fábricas de doce que adquirem o produto estão localizadas em Santa Rita de Caldas e Brasópolis, municípios próximos de Marmelópolis. “Mas há compradores também de outras regiões, que assumem os custos do transporte para garantir a aquisição de figo de qualidade”, completa.

Pré-cozido em expansão

Em São Sebastião do Paraíso, também no Sul de Minas, a produção anual estimada é de 1,1 mil toneladas, e os produtores do município aumentam a receita colocando no mercado o figo pré-cozido. O trabalho pós-colheita é feito em unidades fora das propriedades, onde os frutos são processados e armazenados para atender às indústrias, inclusive no período de entressafra (de junho a novembro), informa o casal Anézio Fernando Milaneze e Marlene Aparecida. Eles seguem com a produção de figo verde iniciada há cerca de 50 anos pela família de Anézio e, a exemplo dos demais agricultores do município que trabalham com o fruto, atendem exclusivamente às fábricas de doces, neste caso localizadas em Belo Horizonte e São Paulo.

A alternativa do pré-cozimento começou a ser utilizada como um meio para a busca de mercados mais vantajosos que o do fruto maduro. Caso os agricultores insistissem na comercialização do produto para consumo de mesa, teriam de vender para a Ceasa de São Paulo, fazendo o transporte em caminhões refrigerados. “Já a produção do figo verde para ser comercializado pré-cozido é promissora. Por isso estamos preparando o replantio neste ano para superar a safra que obtivemos em 2010/2011,da ordem de 10 toneladas”, completa.

Os agricultores Wanderley Martins de Sá e Aparecida Nunes de Sá, atraídos pela possibilidade de melhorar a receita, também decidiram participar do grupo que vende exclusivamente o figo pré-cozido. Por isso estão buscando o aumento de produção. A primeira providência será transferir a lavoura para uma área de dois hectares que já foi ocupada por bananeiras. Aparecida diz que a rotação de culturas deve possibilitar a melhoria da produtividade do pomar.

Agregação de valor

Para o subsecretário de Agricultura Familiar da Seapa, Edmar Gadelha, as ações para agregação de valor aos produtos são sempre recomendadas aos produtores, e o pré-cozimento do figo é um bom exemplo. Ele enfatiza que “o esforço para garantir a oferta de produtos processados nos estabelecimentos de agricultura familiar amplia as possibilidades de vendas”.

“A Lei Estadual 19.476/11 dá suporte à transformação e ao processamento de matérias-primas agropecuárias de origem animal, vegetal ou mista, mediante a regularização sanitária de cada agroindústria”, explica Gadelha. “Com o registro de Estabelecimento Agroindustrial Rural de Pequeno Porte (EARPP), os agricultores familiares podem vender seus produtos em todo o Estado”, informa.

Os interessados na habilitação podem buscar informações nas unidades da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde ou na Emater-MG, vinculada à Seapa.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-gerais-busca-safra-de-figo-superior-a-5-mil-toneladas/

Gestão Eficiente: cresce rendimento de trabalhador na RMBH

Segundo pesquisa do IBGE, taxa de desocupação se manteve praticamente estável em relação ao estudo anterior.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (21), referente ao mês de maio, apontou que o rendimento médio dos mineiros aumentou na região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Na comparação anual, de maio de 2011 para o mesmo período desse ano, o valor passou de R$ 1.553,10 para R$1.707,90, um aumento de R$174,80. Na comparação mensal, de abril a maio deste ano, também o rendimento também subiu, uma vez que o valor apresentado pela pesquisa foi de R$1.700,86.

A taxa de desocupação na RMBH apresentou aumento no mês de maio (5,1%) em relação ao mês de abril (5,0%). Na comparação anual, de maio de 2011 ao mesmo período desse ano, a taxa apresentou variação de 0,4%, passando de 4,7% para 5,1%. O coordenador do Observatório do Trabalho da SETE, Igor Coura, analisa os dados apurados pela pesquisa. “Percebe-se que o aumento no número de desocupados é resultado do grande número de pessoas que entraram na População Economicamente Ativa [PEA] – 82 mil pessoas – nos últimos 12 meses, e não pelo aumento de demissões no período. O número de contratações, de 67 mil pessoas, não acompanhou o crescimento da PEA”, afirmou.

De acordo com o secretário de Estado de Trabalho e Emprego, Hélio Rabelo, os números não são motivos para preocupação. “A Secretaria, seguindo orientações do Governador, está investindo, cada vez mais, em políticas públicas de trabalho, emprego e renda, visando a geração de muitos e bons empregos, e em qualificação para nossos trabalhadores”, pontuou.

PME

A taxa de desocupação nacional, divulgada na Pesquisa Mensal de Emprego, realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, foi estimada em 5,8%, registrando uma variação não significativa de -0,2% frente a abril de 2012 (6,0%). Em comparação com maio do ano passado (6,4%), recuou 0,6 %.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.725,60 no conjunto das seis regiões) subiu frente a abril em Recife (4,0%), São Paulo (0,5%) e Belo Horizonte (0,4%). Apresentou declínio em Salvador (6,6%) e Porto Alegre (1,2%) e manteve-se estável no Rio de Janeiro. Na comparação com maio do ano passado, o rendimento cresceu em todas as regiões.

Caged

De acordo com a análise do Observatório do Trabalho da SETE, os dados apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o Estado teve um número de contratações maior que de demissões no mercado de trabalho formal, resultando na geração de 32.684 novos postos de trabalho. “Esse resultado é o segundo melhor do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo (52.624 postos). Esse número representou uma geração de emprego 13,1% maior do que no mês de abril, que obteve um saldo positivo de 28.886 empregados. A comparação com o mesmo período do ano passado resultou numa queda de 42,6% no saldo”, afirmou o coordenador do Observatório, Igor Coura.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cresce-rendimento-de-trabalhador-na-rmbh/