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Gestão da Educação: alunos de escola estadual na Zona da Mata aprendem a reciclar alimentos

Talos, cascas, folhas e sementes dão um sabor especial às receitas, resultando em pratos saborosos, de baixo custo e altamente nutritivos

Divulgação/SEE
Bife de casca de banana, doce de casca de maracujá e torta de folhas e talo estão entre os alimentos produzidos pelos estudantes
Bife de casca de banana, doce de casca de maracujá e torta de folhas e talo estão entre os alimentos produzidos pelos estudantes

Bife de casca de banana, doce de casca de maracujá e torta de folhas e talo. Não se trata de nenhuma aula de culinária, mas sim de Ciências. É cozinhando, que alunos da Escola Estadual Professor Gabriel Arcanjo de Mendonça, em São João Nepomuceno, aprendem não só Ciências, mas também Matemática e Português. Seja na cozinha de casa, em sala de aula aprendendo frações por meio das fatias de bolo e porções de iguarias, ou até mesmo escrevendo seu próprio caderno de receitas, que mais tarde se tornam trabalhos avaliativos por meio do projeto ‘Reciclagem de Alimentos’. Talos, cascas, folhas e sementes dão um sabor especial às receitas mais diversas, resultando em pratos saborosos, de baixo custo e altamente nutritivos e ainda colocadas para degustação e avaliação de professores, alunos, diretores, servidores da comunidade escolar e até familiares dos estudantes.

Coordenado pela professora de Ciências, Ivanízia Maria de Faria Moreira, o projeto existe há pouco mais de três anos. Em sala de aula, os alunos são estimulados a pesquisar sobre o valor nutricional, aproveitamento de alimentos, além de combate ao desperdício e à fome e ainda noções de cidadania. “Dividimos as turmas e usamos as aulas para a atividade, que entre outros quesitos avalia os alimentos usados, os nutrientes que trazem uma série de benefícios ao organismo e ainda a beleza dos pratos”, explicou Ivanízia.

Mas as aulas não se restringem às salas. Munidos de informações coletadas nas pesquisas, os estudantes vão para a cozinha de casa onde testam ou criam suas próprias receitas como conta Thelemaco Rezende, 16 anos, aluno do 2º ano do ensino médio e que participa do projeto desde o início. “Nesse ano, meu grupo e eu fizemos uma torta de talos de brócolis e almeirão e aprendemos como aproveitar o máximo desses alimentos, além disso, tivemos palestra, discussões e até trocamos receitas”, conta empolgado o estudante. Mas não foi só isso, o projeto mudou os hábitos alimentares de toda a família. “Por meio do ‘Reciclagem de Alimentos’ me conscientizei do valor nutricional dos alimentos e passei a incorporar esses hábitos no cotidiano da minha casa, até meus avós fazem as receitas”, revelou.

Luísa Bergo, 13 anos, aluna do 9º ano que participa pela segunda vez, conta como ela e seu grupo fizeram carne ensopada com casca de melancia. “Os pratos mais comuns são bolos e doces, escolhemos esse por ser diferente e interessante, o mais difícil foi picar todos os ingredientes bem fininhos, pois a receita é minuciosa”. Apesar da polpa da melancia não ser usada na receita, as estudantes seguiram a máxima da reciclagem e aproveitaram toda a fruta. “Para não desperdiçar nada também fizemos o suco, além do ensopado com a casca”, contou.

Luísa já tinha noções de aproveitamento dos alimentos apreendidas em casa, mas reconhece que o projeto ajudou. “Meus pais me ensinaram alguns hábitos de família, como cozinhar arroz utilizando água da beterraba e outros legumes ou fritar batata com casca, mas participar do reciclando potencializou ainda mais os conhecimentos”, avalia.

Durante as atividades, algumas descobertas surpreenderam até mesmo Ivanízia. “Os alunos descobriram pesquisando, que cascas de algumas frutas possuem mais nutrientes do que a polpa, como a casca de banana, que tem mais que o dobro de potássio, 0,9 g, em relação ao encontrado na polpa da fruta, com 0,4 g.”, revelou a professora. “Outro bom exemplo é a casca do abacaxi, que pode se transformar em xarope para combater doenças respiratórias como bronquite”, salientou.

Para Ivanízia, o ambiente escolar é fértil para trabalhar os valores de cidadania. “Vivemos num país rico onde, infelizmente, um grande número de pessoas ainda passa fome, na escola podemos trabalhar essas e outras questões com as turmas e o ‘Reciclagem de Alimentos’ é uma boa estratégia”, afirmou. “Além da questão pedagógica tem a interação com a comunidade escolar, com os pais, a mudança de hábitos alimentares e a oportunidade do estudante desenvolver o conhecimento que é levado para a prática”, comemora a professora.

Raio X do desperdício

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, sigla em inglês), cerca de um terço dos alimentos produzidos por ano no mundo é desperdiçado. No Brasil, as estimativas dão conta que anualmente desperdiçamos 26 milhões de toneladas de alimentos, sendo que cerca de 30% vai para o lixo e sem nenhum tipo de reaproveitamento.

Mais de 60% do que é plantado no país é perdido entre a colheita, processamento, transporte e hábitos alimentares. A cada ano esse número aumenta ainda mais e o valor total do desperdício é dividido: 10% na colheita, 50% no manuseio e transporte, 30% no abastecimento e 10% nos supermercados e na casa dos consumidores.

Os “campeões” do desperdício são as hortaliças, frutas, tubérculos e raízes, causando um impacto negativo na economia do país e do mundo. Vale lembrar que essas mesmas folhas ou cascas que são jogadas no lixo podem ser aproveitadas para se fazer bolinhos, tortas salgadas ou doces, sopas e caldos e várias outras receitas.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/alunos-de-escola-estadual-na-zona-da-mata-aprendem-a-reciclar-alimentos/

Gestão Anastasia: Governo de Minas inaugura Uaps e Centro de Saúde em São João Nepomuceno

Novas unidades vão melhorar atendimento a mulheres e crianças e reforçar o programa saúde da família

Henrique Chendes
Secretario de Saúde e prefeita do município inauguraram as novas obras
Secretario de Saúde e prefeita do município inauguraram as novas obras

O Governo de Minas entregou para a população de João Nepomuceno, na Zona da Mata, duas grandes obras para a melhoria da saúde pública na cidade: o Centro Municipal de Saúde Dr. Carlos Alves e a Unidade de Atenção Primária de Saúde (Uaps) Dr. Adil Pimenta de Souza.  Para a conclusão das obras e a aquisição de equipamentos foram investimentos recursos em torno de R$ 1 milhão, por meio de convênios entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) e prefeitura do município.

Modernidade e funcionalidade marcam o projeto das edificações, que tem espaços especialmente concebidos para cada setor. Centro de Saúde funciona para atendimento materno-infantil e também abriga posto de coleta de leite materno, atendimento em ginecologia, obstetrícia, puericultura, além de brinquedoteca. Além do atendimento, o sistema de iluminação do prédio aproveita a luz solar durante o dia, gerando economia de energia. As instalações também são preparadas para captar e tratar a água da chuva, o que resulta em um menor gasto de água. O centro tem ainda um auditório multiuso para convenções e reuniões.

Já a Uaps, construída ao lado do Centro de Saúde, será destinada à saúde da família.  A unidade vai atender a cerca de 4.000 pessoas que moram nos bairros do entorno. O local também será o novo endereço do Centro de Referência em Assistência Social (Cras).

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, ressaltou a grande parceria de sucesso entre a prefeitura e o Governo de Minas na realização das duas obras inauguradas. “É uma satisfação inaugurar uma obra de saúde inovadora como esta, que segue as prioridades da cidade. Por mais que o recurso financeiro na saúde seja limitado, ele vai atrás de endossar bons projetos, bons administradores, e essas inaugurações hoje são prova disso”, disse.

A prefeita de São João Nepomuceno, Edméa Moreira Machado, disse que a obra é um progresso na saúde do município. “Sou, antes de tudo, médica. A função maior da minha vida, há 35 anos, é atender às crianças e me sinto feliz de poder, através da política séria, inaugurar uma obra essa que vai assistir à cidade, em especial às crianças e às mulheres, de forma pioneira”, afirmou.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-inaugura-uaps-e-centro-de-saude-em-sao-joao-nepomuceno/

Governo de Minas: Zona da Mata mineira obtém certificação de 33 cachaças de alambique em 2011

Procedimento, realizado pelo Governo de Minas, atesta a qualidade do produto

Divulgação
Cana é moída para a produção da cachaça Taruana, certificada em 2011
Cana é moída para a produção da cachaça Taruana, certificada em 2011

Trinta e três cachaças de alambique da Zona da Mata foram certificadas em 2011. O procedimento, realizado pelo Governo de Minas por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), atesta a qualidade do produto.

Produzidas nas cidades de Abre Campo, Além Paraíba, Barra Longa, Carangola, Dom Silvério, Espera Feliz, Eugenópolis, Guaraciaba, Mar de Espanha, Oratórios, Pedra Dourada, Porto Firme, Santa Cruz do Escalvado, São João Nepomuceno, Raul Soares, Rio Casca e Santo Antônio do Grama, as cachaças são fabricadas artesanalmente, com fermento natural e destiladas em alambique de cobre. Para obter a certificação, é necessário, primeiramente, aderir ao projeto junto ao IMA e optar pelo sistema produtivo da cana (orgânico, sem agrotóxico ou convencional).

As cachaçarias só são certificadas se o processo de produção utilizado atender aos procedimentos de boas práticas, adequação social e responsabilidade ambiental. Na região, 15 das cachaças certificadas são orgânicas, ou seja, são produzidas sem a utilização de agrotóxicos e adubos químicos.

Paulo Roberto Alves, que produz a cachaça Canônica, de Além Paraíba, é um dos produtores que mantém esse tipo de fabricação e justifica a escolha. “Acredito que, com química, é difícil obtermos um produto de qualidade máxima”, comenta. A Canônica é produzida desde 2003 e entrou no mercado em 2005. Procurado pelo IMA, Paulo se interessou pela certificação e correu atrás. “A gente teve que fazer alguns ajustes para conseguir o selo e estamos sempre tentando melhorar. Hoje, a pessoa vê o selo na cachaça e isso influi muito”, diz.

O alambiqueiro das cachaças Espera Feliz e Tatuapé, José Geraldo Costa Santos, também destaca que a certificação foi buscada para agregar valor ao produto. “Buscamos a certificação para estar dentro dos padrões, com tudo certinho. O processo já estava bem adequado, mas ainda foram necessárias algumas alterações que, colocadas em prática, nos permitiram receber o selo do IMA”, relata. As cachaças são fabricadas de forma convencional na cidade de Espera Feliz e têm produção média entre 15 mil e 20 mil litros no ano.

Para o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, o programa de certificação da cachaça traz vantagens para produtores, exportadores e consumidores. “A certificação é uma maneira de atestar a qualidade e agregar valor ao produto, tão popular em Minas, mas que ganha novos mercados por meio do programa de certificação. O que gera também maior competitividade dos produtores, garante a qualidade da bebida e propicia melhores opções aos consumidores finais”, destaca.

Desde o início do programa de certificação do Estado, em 2008, receberam o certificado 176 estabelecimentos, sendo 221 em 2011. A expectativa para 2012 é que o número de cachaças certificadas em Minas Gerais aumente em pelo menos 10%.

Cachaças de alambique certificadas em 2011 na Zona da Mata:

– Aguardente Araci – São João Nepomuceno

– Canônica – Além Paraíba

– Canônica Prata – Além Paraíba

– Taruana Prata – São João Nepomuceno

– Taruana Ouro – São João Nepomuceno

– Guimarinho – Dom Silvério

– Essência das Gerais – Santa Cruz do Escalvado

– Guaraciaba – Guaraciaba

– Velha Aroeira – Porto Firme

– Essência das Gerais – Raul Soares

– Charmosa de Minas Prata – Carangola

– Charmosa de Minas Ouro – Carangola

– Tiara – Barra Longa

– Tiara Rainha – Barra Longa

– Tiara Princesa – Barra Longa

– Caipirona – Mar de Espanha

– Cachaça Fonte Velho – Mar de Espanha

– Cachaça Leviana – Mar de Espanha

– Cachaça Manoel & Joaquim – Mar de Espanha

– Cachaça Água da Mata Ouro – Eugenópolis

– Cachaça Água da Mata Prata – Eugenópolis

– Cachaça Conselheira Ouro – Rio Casca

– Cachaça Conselheira Prata – Rio Casca

– Cachaça Espera Feliz – Espera Feliz

– Cachaça Tatuapé – Espera Feliz

– Cachaça Tombos de Minas – Pedra Dourada

– Cachaça Cana Dourada – Pedra Dourada

– J5 – Dom Silvério

– Cesmaria – Dom Silvério

– Vila Pongo – Santa Cruz do Escalvado

– Cachaça Xique de Minas – Oratórios

– Cachaças Tirolesa – Santo Antônio do Grama

– Cachaça Barreirinha – Abre Campo

Fonte: Agência Minas