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Mutirão de Oportunidades: Aécio vai promover inclusão da geração nem-nem

Aécio vai criar o Mutirão de Oportunidades, cuja proposta é recuperar jovens que não concluirem o ensino fundamental e o ensino médio.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

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Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre denúncias envolvendo a Petrobras.

Quem diz que existe uma organização criminosa trabalhando na Petrobras não sou eu, é a polícia federal. Quem disse que havia comissão para pagamento de setores da base aliada não sou eu, é o diretor nomeado pelo PT. Então, a responsabilidade é sim do PT. Eu não acuso a presidente da República de ter se beneficiado pecuniariamente desses recursos, não acredito que isso tenha acontecido. Mas ela foi beneficiária política, porque esse esquema que já existia na Petrobras há quase dez anos, segundo as denúncias, é que sustentou sua base de apoio, inclusive durante o processo de eleição. Isso é extremamente grave, esperamos que novas informações possam vir. Uma questão importante, que acho muito relevante, é que antes da eleição, antes do eleitor ir à urna, dizer o que quer para o país, ele possa saber com clareza qual a intensidade, qual a participação de cada um daqueles, sejam citados ou ainda não citados nas denúncias.

Esse caso da Petrobras apenas confirma aquilo que já dizíamos lá atrás. O governo do PT aparelhou de forma ilimitada a máquina pública e a consequência é isso: ineficiência por um lado e desvios por outro. São questões absolutamente graves porque isso não é normal, não dá para aceitarmos passivamente, acharmos que isso é do jogo política, [que] é assim que funciona, não é. A gestão pública pode ser ética, pode ser eficiente, e tenho certeza que quanto mais a fundo formos nessas investigações melhor será para o cidadão, para o eleitor tomar sua decisão.

Sobre os quadros do PSDB e do PSB.

Temos um time altamente qualificado, de primeiríssima linha, em todas as áreas. Estão aí se manifestando, participando da nossa campanha. Não conheço aqueles com os quais a Marina vai governar. Ouço uma vez ou outra uma citação em jornal de quadros ligados ao PSDB ou mesmo ligados ao PT. Acho que seria importante que o brasileiro soubesse com quem que ela vai governar. Porque esse discurso também da negação absoluta de partidos e de tudo pode gerar amanhã uma insegurança muito grande. Como que se vai construir maiorias? Apenas com um sorriso ou pinçando um nome desse ou daquele partido?

Não acho que a demonização dos partidos seja o melhor caminho para segurarmos a estabilidade que o Brasil precisa para crescer. Ao contrário, o que temos é que sanear os partidos, limitar o seu número e fazê-los funcionarem em consonância com a sociedade, com o que pensa a sociedade brasileira. A nossa proposta se diferencia também da Marinanesse aspecto. É preciso sim que tenhamos quadros qualificados dentro dos partidos para governar o Brasil.

PSDB tem duas opções nessa eleição: ou vence e é governo ou perde e é oposição.

Sobre modelos de exploração de petróleo.

Temos que discutir o que é melhor pro Brasil, se em determinados casos não é melhor o modelo de concessão. É uma discussão que vamos fazer lá na frente, obviamente respeitando o que estaria nos contratos que estão em andamento.

Sobre o Mutirão de Oportunidades.

Queremos recuperar milhões de jovens que não concluíram o ensino fundamental e o ensino médio. São 20 milhões de jovens no Brasil. Onze milhões que não concluíram o ensino fundamental e nove milhões que não concluíram o ensino médio. Vamos dar uma bolsa de estudos para que o trabalho desses jovens seja estudar. Eles só vão conseguir uma qualificação adequada e um lugar no mercado de trabalho minimamente digno se tiverem um mínimo de qualificação. Da mesma forma que existe hoje uma bolsa de estudos para mestrado e doutorado, vamos dar uma bolsa de estudos para resgatar esses jovens. Isso nos ajudará, inclusive, a combater a criminalidade e a violência porque estamos dando a muitos jovens brasileiros a opção que não seja cooptação pelo tráfico e pelo crime.

Sobre segurança pública.

Tenho dito que a questão da segurança pública tem que ser tratada com maior responsabilidade do que vem fazendo o atual governo. Eu, presidente da República, liderarei um plano nacional de segurança pública, que proíbe o represamento dos recursos para a área, é um projeto de minha autoria que tramita no Senado. Permitirá que nossas fronteiras sejam fiscalizadas e sejam guardadas em parceria com as forças armadas, com a polícia federal fortalecida, e terei uma relação diferente da que existe hoje com os governantes dos países produtores da matéria-prima das drogas, ou mesmo de drogas. Caso do Paraguai e da Bolívia, por exemplo, que produzem drogas que são contrabandeadas para o Brasil e matam jovens aqui no Brasil. O que tenho proposto é que financiamentos ou parcerias bilaterais com esses países só venham a acontecer no momento em que eles internamente também assumirem responsabilidade com a inibição da produção de drogas ou da plantação de drogas no seu território.

Como seria a relação com esses países?

Uma relação séria e responsável. Não podemos permitir que no Brasil 56 mil pessoas morram a cada ano, grande parte delas em razão do tráfico de drogas. Não somos produtores de drogas. Vamos estabelecer nesse país uma relação de que eles deverão limitar, inibir, diminuir a produção das matérias-primas que levam à fabricação das drogas para terem parcerias comerciais com o Brasil, financiamento do BNDES, por exemplo. É uma medida radical, mas necessária, porque, se não, continuaremos a ver a droga produzida nos nossos vizinhos matar vidas no Brasil.

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Roda Viva: Aécio condena calúnias do submundo da internet

Aécio Neves: “Não conseguem dizer que sou desonesto, incompetente, então de alguma forma alguns dos ataques precisam vir.”

 “A calúnia, a infâmia, não podem tomar o tempo de jornalistas tão qualificados como os que estão aqui [no Roda Viva] e nem o meu.” – Aécio Neves

Aécio defendeu as reformas política e tributária

Assista na íntegra a entrevista de Aécio no Roda viva da Tv Cultura:

Fonte: Portal UOL

Acusações sobre uso de cocaína vêm do ‘submundo da internet’, diz Aécio

O senador e pré-candidato à Presidência pelo PSDBAécio Neves (MG), disse em entrevista na noite desta segunda-feira (2) ao programa “Roda Viva” da TV Cultura, que as acusações de que ele é usuário de cocaína vêm do “submundo da internet“.

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Twitter: cobertura completa da entrevista de Aécio no Roda Viva

A afirmação foi feita em resposta ao jornalista Fernando de Barros e Silva, diretor-responsável da revista Piauí, que indagou ao senador se ele já consumiu a droga. “Fernando, jamais [usei cocaína]. Talvez seja exatamente isso que busca esse submundo da internet: que um jornalista qualificado como você [faça esse questionamento].”

Barros e Silva citou uma partida da seleção brasileira contra a Argentina em 2008, no Mineirão, em que os torcedores fizeram um grito relacionando Aécio com Maradona, que já teve problemas com o uso da droga. O jornalista também lembrou um artigo escrito por José Serra em dezembro passado, no mesmo dia em que Aécio lançou sua pré-candidatura em Brasília.

No texto, Serra, que já travou disputas internas contra Aécio no PSDB, escreve que o debate sobre o consumo de cocaína deveria pautar o debate eleitoral em 2014.

“Nunca deixei de ser alguém de bem com a vida, me dedico à família integralmente”, disse. “Não conseguem dizer que sou desonesto, incompetente, então de alguma forma alguns dos ataques precisam vir.”

Aécio afirmou ainda que “não vale a pena perdermos tempo com o submundo”. “A calúnia, a infâmia, não podem tomar o tempo de jornalistas tão qualificados como os que estão aqui [no Roda Viva] e nem o meu.”

Antes de responder ao jornalista, Aécio referiu-se a “quadrilhas virtuais” que atuam na internet difamando-o e usando sites de buscas, como o Google, para relacionar seu nome a ilegalidades que ele diz não ter cometido. “Aécio é acusado de usar droga, Aécio é acusado de traficar diamante, Aécio é acusado de estelionato (…) São os absurdos de sempre. Se você olhar, tem uma listagem enorme de acusações.”

Em entrevista ao jornalista do UOL e da Folha Fernando RodriguesAécio já havia negado o consumo de cocaína, mas admitiu que experimentou maconha aos 18 anos.

Descriminalização da maconha

No Roda VivaAécio reafirmou ser contrário à descriminalização da maconha, posição divergentes de outras lideranças do PSDB, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Pimenta da Veiga, pré-candidato tucano ao governo de Minas Gerais.

“Minha posição é clara. Presido o PSDB que é um partido plural, que todos têm direito de ter suas opiniões. Não acho que o Brasil deva ser o laboratório para a descriminalização da maconha ou qualquer droga. Essa não é uma agenda que atenda os interesses da sociedade brasileira”, afirmou.

Reformas, ministérios e reeleição

O senador disse que as primeiras medidas que tomará, caso seja eleito presidente, será criar uma secretaria extraordinária que terá como tarefa elaborar, em seis meses, uma proposta de simplificação do sistema tributário.

O tucano disse que proporia também uma reforma política para reduzir o número de partidos para “sete ou oito”, para estabelecer o voto distrital misto e listas partidárias. A reforma de Aécio compreenderia ainda o fim da reeleição, coincidência das eleições municipais, estaduais e nacionais e mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos.

Aécio reafirmou que cortaria os ministérios pela metade, mas se esquivou quando perguntado quais pastas eliminaria. O tucano também não se comprometeu em anunciar quais pastas cortaria antes das eleições de outubro. “Se eu tiver condições, pretendo anunciar antes das eleições.”

PMDB, Eduardo Campos e Lula

Indagado se permitirá que o PMDB faça parte de seu governo, Aécio não disse que vetaria a sigla, mas afirmou esperar “que não haja necessidade”. “Esse não será o núcleo do governo (…) É natural que num futuro governo forças que estejam na oposição se unam. Vamos ter que buscar um novo centro, um novo núcleo de poder”, afirmou.

“Acredito que o exemplo do governo, mas medidas concretas, tragam uma base de apoio a nós, sem aquilo que o PT estabeleceu na política brasileira, que é a absoluta mercantilização de todas as negociações,” disse Aécio.

Sobre Eduardo Campospré-candidato do PSB à Presidência, o tucano afirmou: “nós não somos iguais. Se fôssemos iguais, estaríamos dentro do mesmo partido, de um mesmo projeto. Nossas diferenças vão surgir na campanha”, afirmou Aécio, que citou apenas uma diferença entre ele e Campos. “Cito uma [diferença] que me ocorre aqui: eu nunca participei de um governo do PT.”

Instado a comparar os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e FHCAécio não apontou qual considera melhor, mas elogiou o governo do petista por ter unificado no Bolsa Família os programas sociais da gestão anterior. “Nós poderíamos e deveríamos ter feito a unificação desses programas lá atrás.”

Aécio Neves defende reforma política em artigo

Aécio Neves: Senador disse que política nacional transformou-se em um varejão de partidos, muitos sem representatividade e ideologia.

Aécio Neves: reforma política

 Aécio Neves defende reforma política

Aécio Neves defende reforma política

Fonte: Folha de S.Paulo

Reforma Política

Aécio Neves

Neste outubro respira-se política no Brasil. Correm as eleições municipais e avança o julgamento do mensalão no STF, um divisor de águas no país.

Se da corte vem o recado inequívoco de que não há mais espaço para se tolerar práticas ilícitas na política, o julgamento teve outro mérito: expor, às claras, as entranhas e as fragilidades do atual sistema partidário brasileiro.

Nenhum governo, na história recente do país, foi capaz de lidar com o vespeiro da reforma política, preferindo o caminho da acomodação dos interesses para acolher um quadro partidário sempre favorável ao governismo.

Assim a política nacional transformou-se em um varejão de partidos, muitos sem representatividade, ideologia, ou razão de existirem, a não ser apoiar grupos de poder ou por motivações ainda inconfessáveis. Registradas no TSE existem hoje 30 legendas, das quais 24 com representantes no Congresso, 9 delas ou 37% com bancadas de 1 a 5 parlamentares.

O resultado é uma pulverização que leva ao empobrecimento do debate e do exercício da política. E também aos balcões em que presidentes, governadores e prefeitos têm que negociar a composição de suas bases legislativas nem sempre sob a força das convicções e dos programas, como se vê caso do mensalão, ou nos exemplos da generosa repartição de fatias da administração em contrapartida ao apoio político, em nome da governabilidade.

Se o não enfrentamento da reforma neste campo é pecado comum a todos os que tivemos a responsabilidade de governar, acredito que é ainda mais grave na órbita dos últimos governos. Com a notória popularidade verificada no início de seus mandatos, poderiam ter usado parte desse capital político acumulado para fazer avançar as bases da política brasileira. Ao invés disto, preferiram um Congressosubserviente para tocar o dia a dia da administração.

Não há como passar pelo primeiro turno das eleições municipais sem chamar a atenção para o grande número de abstenções e de votos brancos e nulos. Acredito que eles carregam um claro recado quanto ao tamanho do desalento do eleitor e a um sempre perigoso distanciamento da sociedade da política.

Ao mesmo tempo devemos saudar o processo inverso, que aponta para uma aproximação entre essa mesma sociedade e o Poder Judiciário.

Ao agir com responsabilidade, o STF honra a confiança e a expectativa de uma população cansada de ver amortecido o seu desejo por justiça. E a identificação da população com suas instituições é patrimônio valioso de uma sociedade.

Quem sabe agora, rompendo a barreira da impunidade, haverá espaço para o encaminhamento, em um novo patamar ético, da tão necessária reforma política?

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aécio Neves: Reforma Política – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/72100-reforma-politica.shtml

Aécio Neves vai fortalrcer a oposição contra os desmandos do Governo Dilma

Oposição, combate ao malfeito, reformas, gestão do PT

Fonte: Redação do Jogo do Poder

“Certamente, as pessoas vão perceber de forma muito clara que perdeu-se uma enorme oportunidade de fazer, no primeiro ano, mudanças aí sim que fossem estruturantes e positivas para o país”

A oposição deverá ter uma postura mais dura com a presidente Dilma Rousseff. Para o senador Aécio Neves, o governo do PT deixou de liderar no primeiro ano de gestão a discussão que poderia promover as principais reformas do país. Ontem em São Paulo, após encontro político com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador Aécio disse que a oposição será mais ‘contundente’ nas cobranças.

–  Eu vejo muito esta avaliação de que a oposição deveria ser mais contundente, o senador Aécio em especial deveria ser mais duro. Todos nós temos as nossas circunstâncias. Acho que o primeiro ano é o ano do governo. O que deve estar sendo questionado neste ano não é um tom mais ou menos virulento das oposições. O que teria de estar sendo questionado é a absoluta ausência de iniciativa do governo federal nas questões estruturantes. Onde está a reforma política que precisa ser conduzida. Não há a possibilidade – fala aqui um congressista de muitos mandatos, ex-presidente da Câmara -, não há possibilidade no Brasil, que vive hoje quase que um estado unitário, não há possibilidade de nenhuma reforma estruturante, ser aprovada sem que o governo federal esteja à frente dela.

Aécio Neves comentou ainda que o governo da presidente Dilma perdeu a oportunidade de impor as reformas com a colaboração da oposição. O senador acredita que em ano eleitoral o governo não tomará nenhuma iniciativa que mexa com a estrutura do país. Ele criticou o fato de o governo continuar surfando nos dados relativos à questão econômica.

–  Ai eu pergunto, onde está a reforma política que poderia, pelo menos ordenar um pouco mais essa farra de partidos políticos que se transformou o Congresso Nacional? Onde está a reforma tributária que podia caminhar no sentido da simplificação do sistema e da diminuição da carga tributária? Onde está a reforma da Previdência pelo menos para os que estão entrando agora na vida útil trabalhista? Onde está a própria reforma do estado brasileiro? Esse gigantismo do Estado, para que serve? Só que o ambiente futuro não será o que vivemos nos últimos anos. E aí, certamente, as pessoas vão perceber de forma muito clara que perdeu-se uma enorme oportunidade de fazer, no primeiro ano, mudanças aí sim que fossem estruturantes e positivas para o país – lamentou.

O senador teme que o ambiente futuro pode não ser tão próspero como nos últimos anos e que a falta de iniciativa do governo Dilma Rousseff possa comprometer o crescimento do país com a perda de competitividade no cenário mundial.

–  Certamente, as pessoas vão perceber de forma muito clara que perdeu-se uma enorme oportunidade de fazer, no primeiro ano, mudanças aí sim que fossem estruturantes e positivas para o país. O primeiro ano foi nulo e o governo foi refém da armadilha que ele se impôs.

Aécio voltou a criticar a visão simplista da cúpula do PT, sintetizada na defesa do malfeito que o ex-ministro do Governo Lula e réu do mensalão José Dirceu faz da atual gestão do governo federal.

–  A montagem de uma base extremamente heterogênea com denúncias de todo o lado e terminando ainda talvez com essa, que seja visão do PT, não digo nem de todo, mas de uma parcela do PT sintetizada pela voz do blogueiro-mor José Dirceu: a corrupção não é do governo, a corrupção é no governo.