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Intenções de voto: queda de Dilma e crescimento de Aécio

Eleições 2014: recentes pesquisas apontam queda nas intenções de voto da Presidenta Dilma Rousseff e o crescimento de Aécio Neves.

Eleições 2014: tudo indica que na pesquisa Datafolha que sairá esta semana, Aécio Neves apresente novo crescimento.

Fonte: Jornal do Brasil 

Eleições: Dilma enfrenta mais perdas nos estados; Aécio cresce

Recentes pesquisas apontam queda nas intenções de voto da Presidenta Dilma Rousseff, e o crescimento de Aécio Neves. O Jornal do Brasil  já vinha publicando editoriais antecipando que o cenário político em 2014 será bem diferente do enfrentado por Dilma em 2010, que era amplamente favorável.

Nos últimos dias, Aécio cresceu em Brasília e no Espírito Santo, passando a estar à frente de Dilma. E também vem aumentando as intenções de voto em Mato Grosso do Sul, equilibrando a disputa. Tudo indica que na pesquisa Datafolha que sairá esta semana, o tucano apresente novo crescimento.

Histórico

Nas eleições de 2002, Luís Inácio Lula da Silva tinha, em março, 24% das intenções de voto, contra 16% de José Serra. Já nas eleições de 2006, Lula somava em março 43% das intenções de voto, contra 19% de Geraldo Alckmin.

As diferenças se acentuam entre os cenários enfrentados por Lula e Dilma quando se faz uma análise das alianças nos estados e nos resultados das eleições para governador.

Em 2002, Lula contou, no segundo turno, com o apoio dos então também candidatos à presidência Ciro Gomes e Anthony Garotinho, ex-governadores do Ceará e do Rio. O ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, e outro ex-governador do Rio, Leonel Brizola, também manifestaram apoio a LulaAntônio Carlos Magalhães, então o político mais influente da Bahia, foi mais um a aderir ao petista. Os ex-presidentes José Sarney e Itamar Franco levaram as forças do Maranhão e de Minas Gerais também para Lula.

Entre os governadores que se elegeram naquela ocasião estavam José Reinaldo Tavares, no Maranhão (com apoio dos Sarney), e Rosinha Garotinho, no Rio.

Lula obteve 46,44% dos votos, contra 23,19% de Serra, no primeiro turno. No segundo, Lula somou 61,27%, contra 38,72% de Serra.

Já em 2006, Lula ampliou a base de apoio nos Estados com a vitória de mais cinco aliados: Ana Júlia Carepa (PT-PA), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Eduardo Campos (PSB-PE), Roberto Requião (PMDB-PR), Wilma de Faria (PSB-RN) e Jackson Lago (PDT-MA). Dos 27 governadores eleitos, Lula contava com o apoio de pelo menos 15.

No Norte-Nordeste, o PT venceu no primeiro turno na Bahia, com Jaques Wagner; em Sergipe, com Marcelo Déda; no Piauí, com Wellington Dias; e no Acre, com Binho Marques. Com Ana Júlia no Pará, o PT conquistou o poder em cinco Estados – dois a mais que na eleição de 2002.

Na base aliada, o presidente contava com o apoio de Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco; Cid Gomes (PSB), no Ceará; e Wilma de Faria (PSB), no Rio Grande do Norte.

No Centro-Oeste e no Norte, Eduardo Braga (PMDB), no Amazonas; Jackson Lago (PDT), no Maranhão; Wáldez Góes (PDT), no Amapá; Marcelo Miranda (PMDB), em Tocantins; e Blairo Maggi, reeleito do Mato Grosso, apoiavam Lula.

No Sul-Sudeste, Lula contava com apoio de Sérgio Cabral, no Rio; e de Roberto Requião, no Paraná, ambos do PMDB.

Mesmo com todo este apoio, Lula teve um primeiro turno apertado em 2006: obteve 48,61% dos votos, contra 41,64% de Geraldo Alckmin. No segundo turno, o petista obteve 60,83% dos votos, enquanto Alckmin somou 39,17%.

Para 2014, no âmbito dos estados, o cenário é bem diferente do vivido por Lula.

Em Minas Gerais, dificilmente conseguirá chegar aos 46% obtidos em 2010. No Maranhão de Roseana Sarney, após os escândalos das péssimas condições dos presídios, Dilma não deve repetir os 70%.

Na Bahia, com a má administração de Jaques Wagner e a derrota na prefeitura para o DEM, Dilma vai ter dificuldades para conseguir os 62% que obteve nas últimas eleições. Em Pernambuco, de Eduardo Campos – pré-candidato à Presidência -, não repetirá os 61%.

Em São Paulo, reduto tucano, Dilma não repetirá a performance que teve em 2010, com 37% dos votos. No Rio de Janeiro o cenário é ainda pior. Dilma não alcançará os 43% de 2010.

No Rio Grande do Sul, Dilma pode também não repetir o desempenho que teve em 2010, quando obteve 46% dos votos, já que Ana Amélia conta com o apoio de Aécio Neves contra Tarso Genro.

Aécio Neves sobe quase 5 pontos, aponta CNT

Aqueles que consideram o governo ruim subiram de 24,8% para 30,6%. A desaprovação do desempenho pessoal da presidente subiu de 41% para 46,1%.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Avaliação do governo Dilma cai de 36,4% para 32,9%, aponta CNT/MDA

Pesquisa também revela queda de Dilma na corrida presidencial

presidente Dilma Rousseff teve nova queda de popularidade, segundo a pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes CNT/MDA. A avaliação positiva do governo Dilma caiu de 36,4% em fevereiro para 32,9% em abril. Aqueles que consideram o governo ruim subiram de 24,8% para 30,6% agora. Outros 35,9% avaliam o governo regular, contra 37,9% em fevereiro.

A avaliação pessoal de Dilma também oscilou negativamente: de 55% em fevereiro para 47,9% em abril. A desaprovação do desempenho pessoal da presidente subiu de 41% em fevereiro para 46,1%. Outros 6% não quiseram ou não souberam responder.

Na corrida presidencial, a candidata Dilma também perdeu pontos: caiu de 43,7% para para 37% em fevereiro. Já o senador Aécio Neves, candidato do PSDB, subiu de 17% para 21,6%. O ex-governador Eduardo Campos (PSB) tinha 9,9% e agora cresceu para 11,8%. O cenário traz apenas os três principais candidatos e foi uma pesquisa de intenção de voto estimulada.

No caso da avaliação do governo Dilma, a soma de 32,9% inclui 5,9% de ótimo e 27% de bom. Além disso, a avaliação negativa de 30,6% inclui 14,3% de ruim e 16,3% de péssimo. O patamar de regular é de 35,9%.

queda na popularidade da presidente Dilma, apontada pela pesquisa da CNT/MDA, confirma o momento negativo da petista, já evidenciado em outros levantamentos. Dilma tem atingido os piores índices, se aproximando daqueles obtidos em julho, período do auge das manifestações de rua no pais.

Petrobras

pesquisa aponta que apenas 30,3% dos entrevistados estão acompanhado as notícias envolvendo a Petrobras e outros 19,9% somente ouviram falar, enquanto 49,5% não estão informados a respeito. Daqueles que acompanham o caso ou somente ouviram falar, 91,4% são a favor da realização de uma CPI da Petrobras. Além disso, 80,5% acreditam que houve irregularidade na compra da refinaria de Pasadena e 66,5% consideram que Dilma não é responsável.

pesquisa foi realizada de 20 a 25 de abril, com 2002 entrevistas, em 137 municípios, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior EleitoralTSE) é 00086/2014.