Arquivos do Blog

Gestão em Minas: touros do Pró-Genética vão reforçar rebanho da região da Serra da Canastra

Produtores querem diversificar plantel introduzindo o gado de corte

Divulgação/IMA
O objetivo do Pró-Genética é possibilitar a melhoria da qualidade do rebanho bovino mineiro
O objetivo do Pró-Genética é possibilitar a melhoria da qualidade do rebanho bovino mineiro

Um lote de 38 touros de alta genética será colocado à venda, neste domingo (11), no Parque de Exposição de São Roque de Minas, na região da Serra da Canastra, no Centro-Oeste do Estado. O evento marca a abertura do calendário anual de feiras do Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino (Pró-Genética), criado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) e executado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

O objetivo do Pró-Genética é possibilitar a melhoria da qualidade do rebanho bovino mineiro, facilitando, principalmente para os agricultores familiares, a aquisição de reprodutores selecionados pela Associação Brasileira dos Criadores de Gado Zebu (ABCZ).

“Todos os animais têm qualidade genética garantida (PO), com registro genealógico definitivo, inspecionado pela ABCZ, exame andrológico positivo, teste negativo de brucelose e tuberculose”, informa o extensionista do escritório da Emater de São Roque de Minas, Lívio Múcio de Souza Lima.

De acordo com levantamento realizado pela Emater, os produtores do município estão interessados em adquirir touros Nelore, Gir Leiteiro, Brahman e Guzerá para aprimorar seus rebanhos. “Interessam aos pecuaristas, principalmente, os animais da raça Nelore (15 pedidos)”. Segundo Souza Lima, para atender a diversos produtores de outros municípios da região será oferecido também um lote complementar de 12 tourinhos, e, neste caso, a procura maior também é por touros Nelore.

As compras dos reprodutores na feira de São Roque de Minas podem ser feitas individualmente ou em grupo, com financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e linhas de crédito oferecidas pelo banco cooperativo Sicoob Saromcredi. Como em todas as feiras do Pró-Genética, os técnicos da Emater vão ajudar os pecuaristas na definição do crédito a ser utilizado junto às instituições financeiras. Além disso, os extensionistas poderão orientar os criadores para comprarem animais reprodutores adequados à inclusão em seus rebanhos.

De acordo com Lívio Múcio de Souza Lima, os pecuaristas têm grandes expectativas em relação à primeira feira do Pró-Genética no município. “Eles estão cientes de que se trata de uma grande oportunidade para a melhoria da qualidade do gado, que deve resultar no aumento da receita das propriedades”. O extensionista diz que São Roque de Minas conta com um total de 68,5 mil cabeças de bovinos, sendo 14,9 mil machos e 53,6 mil fêmeas.

Parceiro na realização da feira do Pró-Genética no município, o Sindicato dos Produtores Rurais de São Roque de Minas participou dos trabalhos para definição das raças que podem oferecer melhores resultados no cruzamento com fêmeas do rebanho local. De acordo com o administrador da entidade, Eugênio Pacelli Maciel, a indicação de reprodutores de corte tem por objetivo diversificar os criatórios com a utilização de animais para a produção de carne em áreas ocupadas anteriormente por cafezais.

Em outra oportunidade, acrescenta Maciel, poderão ser indicados touros de raças europeias, destinados a aumentar a qualidade do rebanho leiteiro.

Saldo positivo

Com base nas informações da Emater, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, considera animadoras as perspectivas do Pró-Genética no Estado para 2012. “Além da Feira de Touros de São Roque de Minas, estão programados, atualmente, mais 13 eventos. Portanto, o volume incluído no calendário já supera o total do ano passado de 12 feiras, que resultaram na venda de 254 reprodutores”.

Elmiro Nascimento ainda observa que o trabalho dos extensionistas da Emater é de fundamental importância para o desenvolvimento das ações do Pró-Genética, que atendem sobretudo às propriedades de agricultura familiar.

Além da Seapa – com suas vinculadas Emater, IMA e Epamig – e da ABCZ, são também parceiros do programa os Bancos do Brasil e do Nordeste, Sistema das Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), sindicatos rurais, cooperativas, prefeituras e entidades dos produtores.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: silvicultura terá incremento de 30 mil hectares nos Vales do Mucuri e Jequitinhonha e no Norte de Minas

A previsão é que, em 2012, investimentos no setor alcançarão R$ 180 milhões

Carlos Alberto/Imprensa MG
Parceria entre Banco do Nordeste e Governo de Minas abre perspectiva promissora para o incremento da silvicultura em Minas
Parceria entre Banco do Nordeste e Governo de Minas abre perspectiva promissora para o incremento da silvicultura em Minas

Termo de Cooperação Técnica firmado em janeiro entre o Governo de Minas e o Banco do Nordeste, através do qual serão investidos R$ 1,55 bilhão na implementação do Plano Agrícola 2012/2015 voltado para a região do Grande Norte – que compreende os  vales do Jequitinhonhae do Mucuri e o Norte de Minas, poderá viabilizar já neste ano o plantio de 30 mil hectares de florestas renováveis na região do semiárido. Os investimentos previstos pela Associação Mineira de Silvicultura (AMS) são da ordem de R$ 180 milhões, com cada hectare plantado custando, em média, R$ 6 mil.

O diretor superintendente da AMS, Antônio Tarcizo de Andrade e Silva destaca que o fortalecimento da parceria entre o Banco do Nordeste e o Governo de Minas abre perspectiva promissora para o incremento da silvicultura em Minas Gerais, com geração de emprego e renda, inclusive, para o segmento da agricultura familiar.

“O Banco do Nordeste é um grande parceiro no incremento da silvicultura em Minas Gerais, especialmente nas regiões do Norte e vales do Jequitinhonha e Mucuri. A disponibilização de recursos para o incremento da produção agropecuária da região, especialmente para a silvicultura, cria expectativas favoráveis para o desenvolvimento com o aproveitamento de uma atividade que atualmente gera cerca de oito mil empregos diretos e outros 18 mil postos de trabalho indiretos”,  destaca Andrade.

Além do plantio de novas áreas de florestas renováveis por parte de grupos empresariais que objetivam atender a demanda de empresas do segmento de ferro gusa, no ano passado a Associação Mineira de Silvicultura firmou parceria com o escritório da Emater de Januária através da qual foram distribuídas mais de 42 mil mudas de árvores para pequenos produtores rurais. As mudas estão sendo utilizadas no reflorestamento de áreas nos municípios de Ibiracatu, Itacarambi, Chapada Gaúcha, Manga, Miravânia, Lontra e Japonvar. Do total de mudas disponibilizadas, mais de duas mil foram destinadas à ampliação do Programa de Integração Lavoura, Pecuária, Florestas (ILPF).

Em janeiro,a AMS ampliou parceria firmada com a Emater com o repasse de mais 200 mil mudas para cerca de 30 mil agricultores do Norte de Minas. O objetivo é possibilitar a famílias de pequenos produtores rurais nova alternativa para geração de renda, com a venda de madeira e a diminuição de custos da pecuária leiteira, através do ILPF.

Incentivos

Durante o lançamento do Plano Agrícola de Minas Gerais, em janeiro, o  governador Antonio Anastasia afirmou que a região do Grande Norte –  que compreende os vales do Jequitinhonha e do Mucuri e o Norte de Minas – têm toda confiança e crédito de que conseguirá responder de forma positiva ao apoio que vem recebendo do Governo do Estado para que consiga superar as desigualdades sociais e econômicas ainda existentes.“Toda semente ali plantada frutifica e, por esse motivo, não temos dúvidas de que a região se constitui na nova fronteira de desenvolvimento de Minas Gerais”, assinalou o governador.

Por sua vez o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões disse, no mesmo evento, que ainiciativa do Governo de Minas em fortalecer atuação com o Banco do Nordeste tem condições de acelerar o desenvolvimento dos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas. “A região tem muitas potencialidades, mas a superação das desigualdades econômicas e sociais só será viabilizada através de investimentos. O apoio à produção agropecuária é um importante segmento a ser explorado, dentro da meta de se procurar igualar o desenvolvimento do Grande Norte às demais regiões do Estado”, afirmou.

Já o secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, comentou a importância da relação estabelecida entre o Governo de Minas e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB): “O investimento em silvicultura previsto pelo Banco para o período 2012/2015 é muito significativo para o Grande Norte, que vive momento positivo em que são absolutamente estratégicas as parcerias financeiras. Neste caso, a geração de empregos é um dos pontos mais relevantes a serem destacados”.

BNB prevê aporte de R$ 250 milhões até 2015

Para o período de 2012/2015, a Superintendência do Banco do Nordeste em Minas Gerais tem previsão de investir R$ 250 milhões na expansão da silvicultura na região do Grande Norte. A instituição iniciou o ano com uma demanda de R$ 18 milhões para o plantio de 5,5 mil hectares de florestas na região do semiárido. Para 2012 a projeção de aportes do Banco para a silvicultura é da ordem de R$ 50 milhões.

No ano passado o BNB liberou mais de R$ 47,4 milhões de financiamentos para o plantio de uma área superior a 24,1 mil hectares de florestas renováveis em Minas. Os municípios onde o BNB possui agências que disponibilizaram maior volume de recursos para a cadeia produtiva da silvicultura foram Capelinha, Salinas, Pirapora, Januária, Montes Claros e Brasília de Minas. Nestas regiões a extensão das áreas plantadas variou de 7,3 mil a 1,3 mil hectares.

O superintendente do BNB em Minas Gerais, José Mendes Batista avalia que “as parcerias firmadas pela instituição com o Governo de Minas tem alcançado resultados positivos visto que, pela primeira vez, em 2011, o Banco conseguiu bater o recorde na liberação de financiamentos no Estado, totalizando quase R$ 1 bilhão. Só através do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) o total de financiamentos liberados em 2011 chegou a R$ 500 milhões”.

Plano Agrícola

O Plano Agrícola 2012/2015 da região do Grande Norte se destina ao custeio, investimento e comercialização das atividades agropecuárias, entre elas a bovinocultura de leite e corte, fruticultura, produção de cachaça e silvicultura. O montante de financiamento será distribuído num prazo de quatro anos sendo, R$ 300 milhões a serem aplicados em 2011 e R$ 350 milhões em 2013. Para 2014 a previsão é de que sejam disponibilizados R$ 400 milhões, montante que aumentará para R$ 500 milhões em 2015.

No mínimo 50% dos recursos serão destinados ao financiamento de mini e pequenos produtores rurais, incluindo a agricultura familiar por meio do Plano Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). No máximo, 20% dos recursos serão destinados ao financiamento de grandes produtores rurais.

Para a agricultura familiar o prazo para pagamento dos financiamentos poderá chegar a até dez anos, incluindo cinco anos de carência. A taxa de juros vai variar entre 1% e 5% ao ano, com bônus de 25% para parcelas pagas pontualmente.

Os agricultores do segmento de médios e grandes produtores rurais, que não fazem parte do Pronaf, poderão pagar os financiamentos num de até 12 anos, incluindo quatro anos de carência. As atividades de reflorestamento têm prazo diferenciado, podendo chegar a 16 anos, já contemplados sete anos de carência. Os juros variam de 5% a 8,5% ao ano, com bônus de 25% para parcelas pagas pontualmente.

Fonte: Agência Minas