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Governo de Minas: Seminário discute estratégias para conservação de peixes no Estado

Com a participação de 220 especialistas e pesquisadores do setor, o evento, promovido pela Cemig, é uma oportunidade para a troca de experiências

Ao completar cinco anos de atuação, o Programa Peixe Vivo da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em parceria com os consórcios das usinas hidrelétricas de Aimorés e Funil e a Fundação Biodiversitas, promove o 3º Seminário Estratégias para Conservação de Peixes em Minas Gerais, na terça-feira (26) e na quarta-feira (27).

O seminário é uma oportunidade para que a comunidade científica, organizações da sociedade civil, empresas e governo troquem experiências e discutam estratégias eficientes visando à conservação dos recursos pesqueiros aliada às demandas pelo uso da água. A ictiofauna de água doce brasileira compreende, atualmente, cerca de 2.300 espécies descritas pela comunidade científica, sendo 135 delas em extinção, embora se estime uma riqueza muito superior ainda não conhecida. Minas Gerais é um dos estados com maior disponibilidade hídrica do País, o que permite o desenvolvimento econômico imprimindo uma responsabilidade pelo correto manejo dos recursos naturais.

Para promover a troca de experiências, a programação do evento prevê palestras e mesas redondas que irão abordar e discutir os principais impactos ambientais na biodiversidade de peixes em Minas Gerais, além de avaliar medidas de manejo e conservação que podem ser utilizadas para minimizar esses impactos.

O 3º Seminário Estratégias para Conservação de Peixes em Minas Gerais, que está com as inscrições encerradas, vai contar com 220 participantes, entre especialistas e pesquisadores do setor. O evento acontecerá no auditório do edifício-sede da Cemig, em Belo Horizonte.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/seminario-discute-estrategias-para-conservacao-de-peixes-no-estado/

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Governo de Minas: Peixe Vivo comemora cinco anos com bons resultados

Programa investe em pesquisa e integração com comunidades

O Programa Peixe Vivo, criado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para preservar as espécies nativas de peixes das bacias hidrográficas onde a empresa tem usinas, completa cinco anos no mês de junho. Nesse período, o programa tem desenvolvido soluções e tecnologias de manejo para a preservação das espécies nativas de peixes, beneficiando as comunidades que utilizam os recursos hídricos como fator de desenvolvimento.

Ao longo dos anos, os resultados alcançados pelo Peixe Vivo expressam os estudos, pesquisas e ações desenvolvidas com os diversos públicos, entre eles, pesquisadores e a comunidade. A partir de 2007, ano de implantação do programa, foi observada redução de 87% na mortandade de peixes nas usinas da Cemig. Os impactos reduziram a quase zero, principalmente durante as operações de manutenção das hidrelétricas.

De acordo com João de Magalhães Lopes, analista de Meio Ambiente da Cemig, uma das maiores destaques do Peixe Vivo é a colaboração. “As parcerias firmadas com diversos setores interessados na preservação dos peixes em Minas Gerais são fundamentais para o fortalecimento das ações e projetos desenvolvidos”, considera.

Atuação

O Peixe Vivo divide sua atuação em três frentes: os programas de conservação da ictiofauna e bacias hidrográficas, a produção de conhecimento científico para subsidiar esses programas e a promoção do envolvimento da comunidade nas atividades previstas.

Os programas de conservação prevêem ações voltadas à conservação das bacias hidrográficas, como a implantação de sistemas de transposição de peixes, o repovoamento com espécies nativas, restauração de habitats críticos, ações preventivas na operação de usinas e reflorestamento.

Atualmente, na produção de conhecimento científico, estão em andamento mais de 12 projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e outros quatro em fase de contratação. Para Newton Prado, gerente de Ictiofauna e Programas Especiais da Cemig, o Peixe Vivo conseguiu integrar o conhecimento adquirido junto aos pesquisadores com os procedimentos de geração de energia, criando inclusive dispositivos de preservação. “Os resultados obtidos até hoje dão segurança na operação e manutenção das usinas em relação ao manejo da ictiofauna, além de reduzir, consideravelmente, o risco ambiental. A participação da comunidade também tem sido essencial nesse processo, dando respaldo nos esforços realizados pelo programa.”

A comunidade também tem papel fundamental nas ações do Peixe Vivo. A Cemig divulga os resultados gerados e estabelece canais de comunicação com a população local, garantindo a transparência das atividades. Também são realizadas atividades de educação ambiental em todo o Estado. Ao longo desses cinco anos, mais de 8.800 crianças e adolescentes participaram das atividades promovidas pelo Peixe Vivo.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/peixe-vivo-comemora-cinco-anos-com-bons-resultados/

Gestão em Minas: estudo avalia qualidade ambiental nas represas da Cemig em todo o Estado

Programa Peixe Vivo promove encontro em Três Marias para apresentação de resultados

Cemig / Divulgação
Peixe Vivo é um programa da Cemig voltado à conservação da fauna aquática em áreas de abrangência de usinas da empresa
Peixe Vivo é um programa da Cemig voltado à conservação da fauna aquática em áreas de abrangência de usinas da empresa

A comunidade de Três Marias, no Noroeste de Minas, e dos municípios do entorno, recebeu, na última quinta-feira (03), apresentações sobre os resultados obtidos com o Projeto Desenvolvimento de Índices de Integridade Biótica (IBI), promovido pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por meio do Programa Peixe Vivo. O encontro foi realizado no Centro de Educação Permanente Engenheiro Mário Bhering e permitiu um debate entre órgãos públicos, organizações não governamentais, setor pesqueiro, empresas e instituições da região.

Fruto de parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Lavras (Ufla), PUC Minas e Cefet-MG, o projeto busca desenvolver ferramentas para avaliar a qualidade ambiental e subsidiar a restauração de habitats em área de soltura de alevinos nos reservatórios da Cemig.

A avaliação é feita por meio da análise de fatores bióticos, como insetos, peixes e vegetação ripária, e abióticos, como fluxo hidráulico, assoreamento e ocupação humana. Para a análise, são programadas duas coletas em cada reservatório, sendo a primeira no período de seca, com foco nas drenagens formadoras da bacia principal, e uma segunda no final do período chuvoso, com foco no reservatório.

Em Três Marias, alguns resultados preliminares já demonstram a eficácia da ferramenta. Áreas com baixa qualidade ambiental, qualidade intermediária e ainda preservadas foram diagnosticadas por meio de um extenso esforço amostral, que contou com 40 pontos no reservatório e 40 nos riachos da bacia de drenagem.

Para a analista de meio ambiente da Cemig, Fernanda de Oliveira Silva, as informações geradas pelo IBI terão aplicação prática para a Empresa e outros públicos de interesse. “Os resultados permitem que se faça um amplo diagnóstico do estado de conservação da bacia de drenagem do reservatório e possibilitarão que medidas mais efetivas de mitigação de impactos ambientais sejam tomadas por prefeituras, órgãos ambientais, empresas e comunidade”, explica.

O Projeto Desenvolvimento de Índices de Integridade Biótica, que conta com um investimento de R$ 2 milhões, contempla, além de Três Marias, os reservatórios de Nova Ponte, São Simão e Volta Grande, assim como seus respectivos tributários. O levantamento realizado em Nova Ponte também já obteve resultados, que foram apresentados à comunidade da região no ano passado. Entre eles, foi identificado que as bacias com maior porcentagem de área agrícola possuem menor riqueza e abundância de peixes e macroinvertebrados, e que 73% dos córregos estudados estão moderadamente ou altamente impactados.

Parcerias

O Programa Peixe Vivo é uma iniciativa da Cemig para expandir e criar medidas mais efetivas para a conservação da fauna aquática nas bacias hidrográficas onde estejam instaladas usinas da empresa. As parcerias estabelecidas pelo Peixe Vivo com centros de pesquisa servem como subsídio para programas de conservação e apoiam a Empresa na elaboração de estratégias mais eficientes para a preservação da ictiofauna.

Estimulando a troca de experiências entre suas equipes técnicas e os pesquisadores das universidades, atualmente o Peixe Vivo possui 12 projetos em andamento e outros quatro em fase de contratação. O Projeto do IBI envolve uma equipe de quatro pesquisadores brasileiros, dois pesquisadores americanos – da Oregon State University e US Environmental Protection Agency, um aluno de pós-doutorado, quatro alunos de doutorado, sete alunos de mestrado e quatorze alunos de iniciação científica.

De acordo com o biólogo Marcos Callisto, coordenador do projeto pela UFMG, o IBI traz um novo conceito para a América Latina, com expectativa de tornar-se referência mundial. “Os índices irão avaliar parâmetros físicos, químicos e biológicos, subsidiando a Cemig na escolha dos locais de peixamentos, e o poder público no planejamento de melhorias nos ecossistemas”, analisa.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/estudo-avalia-qualidade-ambiental-nas-represas-da-cemig-em-todo-o-estado/

Gestão Anastasia: Projeto Pescadores do Saber promove educação ambiental no Sul de Minas

Parceria com a Universidade Federal de Lavras beneficia mais de 300 estudantes da rede pública

Conceitos como ictiofauna, bacias hidrográficas e uso do solo não serão mais estranhos para mais de 300 alunos do ensino fundamental na cidade de Lavras, no Sul de Minas. Os estudantes da rede pública de ensino participam do Projeto Pescadores do Saber, realizado pela Universidade Federal de Lavras (Ufla), com o apoio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por meio do Programa Peixe Vivo.

O projeto que atende crianças entre 6 e 11 anos, matriculadas do 1° ao 5° ano do ensino fundamental,  tem como objetivo sensibilizar a comunidade sobre os problemas ambientais enfrentados pela sociedade. Em aulas com 50 minutos de duração, os alunos aprendem sobre os estudos desenvolvidos no Laboratório de Ecologia de Peixes da Ufla.

Nas visitas do Projeto Pescadores do Saber são repassadas informações sobre componentes e mecanismos que regem os sistemas naturais, estimulando nos alunos a curiosidade e o interesse pela observação da natureza. Os estudantes recebem orientações sobre conservação de rios e riachos da região de Lavras, assim como sobre a fauna de peixes.

Em 2011, ano de lançamento do projeto, foram atendidos 377 alunos de 16 turmas das Escolas Estaduais Cristiano de Souza e Firmino Costa. Neste ano, a previsão é que o projeto atenda mais de 300 estudantes da rede pública. O trabalho, iniciado em abril na Escola Estadual Tiradentes, será expandido para outras instituições a partir do próximo mês.

Eficácia

As ações de educação ambiental são realizadas com material confeccionado pela própria equipe do projeto, e inclui coleção didática sobre peixes, flanelógrafo, quebra-cabeças e caça-palavras. As aulas são ministradas pela bióloga e coordenadora do projeto, Nara Tadini Junqueira e conta com o apoio de alunos de graduação e pós-graduação.

De acordo com Nara Junqueira, o Projeto Pescadores do Saber já traz resultados para a comunidade. “É possível observar grande curiosidade das crianças pelos temas abordados, muitos destes temas nunca foram vistos antes Poe estes alunos. A educação pública se apresenta carente de trabalhos interdisciplinares sobre o meio ambiente”, explica a coordenadora.

Para que o trabalho tenha mais eficácia, é realizado um diagnóstico inicial dos alunos por meio da aplicação de um questionário sobre os temas água, energia elétrica e biodiversidade aquática. A partir da análise das respostas, é elaborado um planejamento de aulas para o semestre em busca de um melhor aproveitamento dos temas pelos estudantes.

Ictiofauna

O Programa Peixe Vivo é uma iniciativa da Cemig para expandir e criar medidas mais efetivas para a conservação da fauna aquática nas bacias hidrográficas onde estejam instaladas usinas da empresa. Desde seu lançamento, em 2007, o Peixe Vivo atua em três frentes: nos programas de conservação da ictiofauna e bacias hidrográficas, na produção de conhecimento científico para subsidiar esses programas e no envolvimento da comunidade nas atividades previstas.

As parcerias estabelecidas pelo Peixe Vivo com centros de pesquisa, além de servir como subsídio para os programas de conservação, apoiam a empresa na elaboração de estratégias mais eficientes para a preservação da ictiofauna. Estimulando a troca de experiências entre suas equipes técnicas e os pesquisadores das universidades, atualmente o Peixe Vivo possui 12 projetos em andamento e outros quatro em fase de contratação.

Alguns desses projetos são realizados em parceria com o Laboratório de Ecologia de Peixes da Ufla. O laboratório tem como objetivo principal o desenvolvimento de recursos humanos e a realização de pesquisas na área de ecologia de peixes e conservação de ambientes aquáticos continentais. Atualmente, a equipe do laboratório é formada por alunos de doutorado, mestrado e estudantes de iniciação científica, envolvidos em diferentes projetos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/projeto-pescadores-do-saber-promove-educacao-ambiental-no-sul-de-minas/