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Eleições 2014: Aécio quer PPS como parceiro

Aécio Neves: o senador tucano disse que espera ter o partido ao seu lado na disputa presidencial de 2014.

Eleições 2014: Aécio Neves

Fonte: O Globo

Aécio visita a liderança do PPS e faz novo apelo por apoio em 2014

PPS pode decidir nesta semana, em congresso do partido, se apoia candidato do PSDB ou do PSB à presidência da República

Líder do partido na Câmara defende que apoio seja confirmado apenas em março ou abril

Ao reforçar nesta quarta-feira as afinidades entre PSDB e PPS, durante visita feita à liderança do partido na Câmara, o senador tucano Aécio Neves (MG) disse que espera ter o partido ao seu lado na disputa presidencial de 2014. O PPS fará um congresso da legenda neste final de semana e poderá definir já quem terá seu apoio – o PSDB de Aécioou o PSB do presidenciável e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Há quem defenda adiar a decisão para maio, quando o cenário político estiver definido. E os que defendem candidatura própria.

– Fiquei muito feliz com a forma carinhosa e amiga com que fui recebido aqui no PPS. Estarei andando pelo Brasil e dizendo sempre a verdade, que é a verdade deste instante: eu gostaria muito de ter o PPS ao nosso lado. Mas vamos aguardar a decisão do partido. As afinidades entre o PPS e o PSDB devem ser conhecidas. Ética e eficiência unem PPSPSDB – disse Aécio, ao deixar o encontro.

O tucano foi recebido pelo líder do PPSRubens Bueno (PR), e pelos deputados Arnaldo Jordy (PA), Stepan Nercessian (RJ) e Humberto Souto (MG). O presidente do PPSRoberto Freire (SP), que defende o apoio da legenda a Eduardo Campos, não participou. Ele chegou ao local depois que Aécio já tinha saído e justificou que estava participando da comissão que ouvia o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Segundo Freire, há diretórios que já aprovaram o apoio a Aécio, como o de Minas Gerais e do Rio e os de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que fecharam com Eduardo CamposFreire defende que a decisão de quem apoiar seja tomada já neste final de semana:

– Quem vai decidir é o congresso, vai depender do humor do congresso, é esse congresso que vai ordenar tudo isso. Defendo que saia agora a definição, o partido fica mais instrumentalizado para discutir. O indicativo é importante para que não fique imobilizado e nem sofra assédios.

O líder Rubens Bueno, no entanto, defende o adiamento da decisão:

– Defendemos a tese de que a decisão seja tomada em março, abril, quando poderemos ter mais clareza do quadro político. Nosso objetivo é um só: derrotar o governo do PT.

Rubens Bueno comentou que na última sexta-feira, Eduardo Campos esteve no diretório estadual do PPS no Paraná. Segundo Freire, o diretório do Paraná tem indicativo para apoiar candidatura própria. No estado, o partido deverá apoiar o tucano Beto Richa para o governo.

Aécio voltou a dizer que a presença de Campos na disputa é muito importante e que muitos temas aproximam os dois candidatos, como a refundação da federação.

– Ao PT interessa essa dicotomia, essa polarização, nós contra eles. Como se os que apoiassem o governo fossem a favor do Brasil e nós, que questionamos o governo, que alertamos para o desgoverno que tomou conta do Brasil, não fôssemos tão brasileiros quanto eles. Ao contrário, não aceitamos esse governismo de cooptação que tomou conta do Brasil.

O deputado Humberto Souto defende que o PPS indique Freire como candidato a vice-presidente na chapa presidencial e fez a proposta a Aécio no encontro desta quarta-feira. Segundo Souto, que defende que o PPS marche com o PSDB, a proposta deve ser feita também ao PSB.

– O Freire é um nome nacional, íntegro. Aécio disse que está aberto a discutir isso, que não tem compromisso com ninguém. O que defendo é que o PPS lance o vice na chapa do PSDB ou PPS – disse Souto.

Aécio Neves disse não acreditar que a renúncia, neste momento, de Genoino, provoque impacto na eleição de 2014. E afirmou que não existem presos políticos no Brasil, mas políticos presos.

– Não vejo que impacto a renúncia do Genoíno agora possa ter. O mensalão já está precificado. Não torço, não me traz alegria ao coração ver pessoas presas. Mas é importante dizer que no Brasil, não temos presos políticos, mas políticos presos.

Aécio Neves: líder da oposição questiona Governo Dilma do PT

Aécio Neves: líder da oposição também criticou a desindustrialização e diz que Governo do PT vai deixar “herança maldita” para o Brasil.

Em Brasília, senador Aécio Neves critica governo federal por cancelamento de instalação das UPPs em Minas 

Fonte: Site do senador Aécio Neves

Aécio Neves: líder da oposição

Sobre as críticas feitas ao governo federal e à presidente Dilma Rousseff em discurso na tribuna do Senado Federal:

Aécio Neves

“Todo governo tem uma carência. Achamos que essa carência terminou. Nós, da oposição, não apenas do PSDB, mas do Democratas, do PPS e alguns outros senadores e parlamentares que fazem oposição, vamos inaugurar uma nova fase: a da cobrança. A fase onde vamos colocar, de um lado, as promessas e os compromissos do governo, e de outro, a realidade. O governo, e a grande verdade é essa, está absolutamente paralisado. Paralisado do ponto de vista das iniciativas políticas, 15 meses se passaram e nenhuma reforma estrutural chegou a esta Casa. E do ponto de vista administrativo, as grandes obras e os grandes projetos estão todos com seus prazos já vencidos e muitos deles sem qualquer planejamento em relação a quando vai terminar.

“A situação econômica de hoje não é a do passado, o governo parece repetir a mesma receita do governo do presidente Lula, se omitindo em questões essenciais, como, por exemplo, a questão da segurança pública. É vergonhoso o anúncio feito hoje pelo Ministério da Justiça de cancelamento do programa das UPPs. Muitos estados, e Minas Gerais, de forma especial, contavam com isso, esperavam esses recursos. Seriam cerca de 3,3 mil UPPs em todo o Brasil. De hora para a noite – inclusive, apresentei requerimento de informações hoje ao ministro da Justiça – o governo diz que esse projeto não é mais prioritário. Exatamente no momento em que recrudesce a violência em várias partes do País.

“Da mesma forma que o governo virou as costas para a saúde pública, não aprovando a participação de 10% das receitas da União no momento da votação da emenda 29, ao mesmo tempo em que estados e municípios têm seus percentuais obrigatórios, nessa hora o governo também para a segurança pública definitivamente vira as costas. Não dá mais para aceitarmos a propaganda oficial de que estamos vivendo em um país das maravilhas. O Brasil foi o país que menos cresceu em toda a América do Sul. Na América Latina, crescemos mais do que dois países de muito menor porte. Alguma coisa precisa ser feita.

“O processo de desindustrialização é grave. Isso durará anos e essa sim é a herança maldita que o governo do PT vai deixar para o Brasil, o retorno aos idos da década de 1950, quando éramos simplesmente exportadores de commodities, de matérias-primas. Nós, que já tivemos na composição do nosso PIB, 26% de contribuição da indústria, de manufaturados, hoje não chega a 15% essa participação. Portanto, estamos agora começando a fazer alertas claros. Vamos visitar as obras inacabadas.

“Vamos no roteiro que a assessoria, os conselheiros da Presidência, impediram que ela (presidente Dilma Rousseff) fosse. Porque lá estão os canteiros e o desperdício de dinheiro público. Porque não existe, e falo aqui como ex-governador de Minas Gerais, maior desperdício de dinheiro público, maior acinte para com a população, do que uma obra inacabada. Uma obra iniciada sem planejamento, sem financiamento, porque os benefícios dessa obra jamais existirão. Mas os recursos ali alocados estarão perdidos. Portanto, vamos sim, a partir de agora, mensalmente, apresentar os resultados do PAC, o andamento das principais obras e os resultados das políticas sociais, em relação aos quais voltarei à tribuna em algumas semanas para dissecar e mostrar que o Brasil está parado. O que hoje avança no Brasil, e avança de forma muito vigorosa, é a propaganda oficial.”

O senhor está mandando o ofício ao ministro da Justiça?

Estou oficiando ao ministro da Justiça porque não é possível que uma matéria dessa relevância tenha uma solução tão prática. Simplesmente anuncia-se o cancelamento do programa. E o que vai se colocar no lugar? E os estados que esperavam essa parceria com o governo federal? Na segurança pública, o que o governo vem cometendo é uma irresponsabilidade com o País. O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário (Funpen) têm sido, há vários anos, em todo o período do governo do PT, contingenciados ao final de cada ano. Com isso, os estados não planejam a sua segurança com participação de investimentos federais. E, no final do ano, esses recursos são distribuídos de forma muito pouco republicana. Portanto, esse ofício vai cobrar, inclusive, a liberação desses recursos dos fundos, como é feito com a educação, tenho inclusive uma proposta tramitando na Casa, sem o apoio do governo, é preciso que se diga, nessa direção, que esses recursos sejam transferidos por duodécimos para os estados brasileiros para que eles possam planejar seus investimentos em segurança.

A presidente fala, em uma reunião recente com grandes empresários nacionais, que quer caminhar para baixar os impostos no Brasil. Apenas recordo a ela uma proposta feita em sua campanha eleitoral, uma promessa feita, de zerar os impostos, PIS /Cofins, das empresas de saneamento. A proposta está aqui, de minha autoria, tramitando na Casa, sem apoio do governo. As empresas de saneamento estão gastando, e gastaram em 2011, veja bem, mais em impostos do que em obras de saneamento no Brasil. Um país onde 48% da população não têm esgoto dentro de Casa. Portanto, vamos mostrar o País real. Essa é a responsabilidade da oposição e quem sabe, com isso, acordarmos o governo. Tirarmos o governo do imobilismo e do improviso, que tem sido, a meu ver, as duas principais marcas dos 10 anos de governo do PT.

E a campainha da presidente Marta Suplicy, atrapalhou?  (durante o pronunciamento do senador foi interrompido quatro vezes em razão do tempo)

A presidente é muito ciosa em relação ao regimento quanto estão na tribuna membros da oposição. Não tem essa mesma rigidez quando estão, enfim, figuras próximas ao governo ou que ela acha que deveriam ter um pouco mais de tempo. Mas isso é irrelevante. O que queria dizer foi dito. Vamos voltar agora mais cotidianamente à tribuna, para tratar de questões específicas, dos programas sociais, especificamente do que está acontecendo com a saúde pública no Brasil em razão da omissão do governo federal. Os municípios entram com 15% das suas receitas. A União com 12%. Propusemos, aliás, um senador do PT propôs, o senador Tião Viana, que o governo entrasse com 10%, que é quem concentra receitas hoje. É o governo federal. Propusemos que isso pudesse ser feito de forma gradual, paulatina, ao longo dos anos. Nem isso. Há hoje um descompromisso do governo com as promessas de campanha e com aquelas que são as emergências maiores, as demandas maiores, da população brasileira. Em especial segurança pública, saneamento, saúde e educação.

Gestão Anastasia: Deputado Bonifácio Mourão é o novo líder do Governo de Minas na Assembleia Legisltativa

O governador Antonio Anastasia encaminhou à Assembleia Legislativa mensagem indicando o parlamentar do PSDB para a função

O governador Antonio Anastasia encaminhou, nesta sexta-feira (23), à Assembleia Legislativa, mensagem indicando o deputado Bonifácio Mourão (PSDB) para a função de líder do Governo. Ele substitui o deputado Luiz Humberto (PSDB), que assumiu a função no início de 2011.

O primeiro contato do governador com o novo líder ocorreu durante os trabalhos da Constituinte de 1989, quando Anastasia assessorou Mourão, então relator da Constituição Mineira.

“Tenho a convicção de que o exercício da liderança do deputado Bonifácio Mourão, ao lado de seus ilustres pares, transmitirá a esse Parlamento o renovado respeito institucional do Governo, bem como evidenciará aos mineiros o compromisso do Poder Executivo com os mais elevados valores democráticos”, afirmou o governador na mensagem encaminhada ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Dinis Pinheiro.

Advogado formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, turma de 1967, Bonifácio Mourão é doutor em Direito pela mesma UFMG, tendo atuado na profissão até 1982, quando começou a carreira política como vice-prefeito de Governador Valadares. Foi prefeito em duas oportunidades daquela cidade do Vale do Rio Doce. No Executivo estadual, foi subsecretário de Desenvolvimento Social e de Obras Públicas.  Mourão é natural de Sabinópolis, no Vale do Rio Doce, e tem 71 anos.

Bonifácio Mourão, que já está na sua quinta legislatura, tornou, em seu primeiro mandato, relator da Constituinte Estadual em 1989. Foi nesse período que trabalhou com o governador Antonio Anastasia, então integrante do grupo de assessoria direta da relatoria, nascendo daí uma relação de confiança e respeito mútuo.

Como parlamentar, presidiu as comissões de Constituição e Justiça, Administração Pública e Fiscalização Financeira e Orçamentária.  Mourão ocupava, atualmente, a liderança do Bloco Transparência e Resultado, composto por PSDB, PHS, PPS, PR, PRP, PRTB, PSD, PT DO B e PTB.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/deputado-bonifacio-mourao-e-o-novo-lider-do-governo-de-minas-na-assembleia-legisltativa/