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Governo de Minas: municípios mineiros produtores de café têm IDH acima da média

Estudo da Emater mostra que cultura está associada não apenas à geração, mas também à distribuição de renda

Divulgação/Seapa
Líder na produção de café no Brasil, Minas produziu, em 2011, 22,2 milhões de sacas
Líder na produção de café no Brasil, Minas produziu, em 2011, 22,2 milhões de sacas

Municípios mineiros que têm no café a base de suas economias registram Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) maior que a média do Estado. A conclusão faz parte de um estudo elaborado pela Emater-MG, abrangendo 100 municípios mineiros, com área plantada acima de 5 mil hectares. As análises da Emater indicam que o IDH médio dos municípios com tradição no cultivo do café está acima de 0,756, enquanto que o IDH médio no Estado é de 0,726, com base nos últimos dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Segundo o gerente de Programas Especiais da Emater-MG, Leonardo Kalil, o tamanho da área plantada foi uma variável determinante para o levantamento, porque o café é uma cultura perene, associada à tradição dos municípios. “Não é uma lavoura que se forma de um ano para outro, e para que a cafeicultura atinja área suficiente para ter algum impacto na economia local é preciso tempo e, especialmente, estar associada à cultura da comunidade”, afirma.

Nos municípios pesquisados, ao se comparar o IDH com as áreas plantadas com café, ficou evidenciado que, quanto maior a área plantada, maior o IDH do município. “Isso não é apenas uma questão de preço e mercado”, analisa o gerente da Emater-MG. Segundo ele, o mercado vem passando por bons momentos, os estoques mundiais enfrentaram um período de baixa, o consumo individual vem aumentando, mas a cultura está associada não apenas à geração, mas também à distribuição de renda.  Os cinco municípios com a maior área plantada de café em Minas Gerais, em 2011, têm um índice superior à média do todo o Estado. São eles: Patrocínio (0,799); Três Pontas (0,733); Manhuaçu (0,776); Monte Carmelo (0,768) e Nepomuceno (0,747).

“É uma cultura que emprega muita mão de obra não apenas nas lavouras, mas na cadeia produtiva como um todo. Além disso, apresenta um faturamento por área muito bom, em comparação com outras atividades agropecuárias”, afirma. De acordo com seus cálculos, uma lavoura com produtividade média de 25 sacas por hectare pode render cerca de R$ 10 mil por hectare, se cada saca for comercializada ao preço médio atual de R$ 400. “É um bom retorno financeiro, se compararmos ao conseguido com o eucalipto, por exemplo, que na média do Estado gira em torno de R$ 2,28 mil por hectare ao ano”, compara.

Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, o estudo evidencia a força da cultura no Estado. “O café lidera as exportações do agronegócio mineiro e mantém a condição de segundo produto da nossa pauta geral de exportação, depois do minério de ferro. Além de gerar emprego e renda, é um importante fator de inclusão social”, afirma.

Líder na produção de café no Brasil, responsável por 51% do total, Minas Gerais produziu, em 2011, 22,2 milhões de sacas, em uma área plantada de 1 milhão de hectares, distribuídos por mais de 600 municípios.

Índice de Desenvolvimento Humano

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países ou determinada região pelo seu grau de desenvolvimento humano, tendo como critérios de avaliação os índices de educação, longevidade e a renda per capta. O IDH é utilizado no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e seus valores variam entre 0,4999 (baixo), 0,5 a 0,799 (médio) e acima de 0,8 (alto). Quanto mais próximo de 1,0, melhor é o IDH de determinada região ou país.

Números do IDH

– IDH de MG: 0,726

– IDH médio dos municípios com mais de 5 mil hectares de café: 0,756

– Municípios com as maiores áreas plantadas de café em 2011 e o IDH:

1)Patrocínio – 29,9 mil hectares – IDH 0,799

2) Três Pontas – 18,5 mil hectares – IDH 0,733

3) Manhuaçu – 18,2 mil hectares – IDH 0,776

4) Monte Carmelo – 15 mil hectares – IDH 0,768

5) Nepomuceno – 14,2 mil hectares – IDH 0,747

Fonte: Emater-MG (com base nos dados do PNUD)

Governo de Minas: Circuito Mineiro de Cafeicultura 2012 começa em 15 de março

A previsão é de que esta primeira etapa tenha participação de cerca de 500 representantes da cafeicultura regional, estadual e nacional

A abertura do Circuito Mineiro de Cafeicultura 2012 será realizada em 15 de março, às 9h, no município São Sebastião do Paraíso. A previsão dos organizadores é de que esta primeira etapa tenha participação de cerca de 500 representantes da cafeicultura regional, estadual e nacional e de representações das cooperativas, sindicatos, universidades e demais órgãos e entidades do setor.

Por ser um ano com eleições municipais, o circuito, reconhecido como oportunidade de integração e troca de conhecimento para os cafeicultores do Estado, terá sua programação antecipada e reduzida. Serão realizados eventos em 12 municípios do Sul de Minas, a principal região produtora de café do Estado. A última etapa será em Campo Belo, no dia 17 de maio. A mudança atende a legislação eleitoral, que determina restrições à realização de eventos com participação de prefeituras.

O Circuito Mineiro de Cafeicultura é realizado em parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e a Universidade Federal de Lavras, com colaboração de diversos parceiros públicos e da iniciativa privada. Atualmente, integra as ações do Programa Estruturador do Governo do Estado, o Certifica Minas Café, de certificação em nível internacional das propriedades cafeeiras participantes.

“Este ano, apesar da redução no número de etapas, estamos trabalhando para aumentar a participação de público. Tivemos uma redução de 60% nas etapas do circuito deste ano, mas a expectativa é compensar com aumento de 40% na média de participantes por evento. Em 2011, foram 26 municípios-sede, com a participação de cerca de 7,5 mil participantes, entre produtores, técnicos do setor e lideranças, o que resultou numa média de 288 pessoas por evento”, explica o coordenador de Cafeicultura da Emater-MG, Marcos Antônio Fabri.

Durante as 36 palestras previstas para todo o Circuito, produtores e técnicos do setor vão debater as novidades e experiências para melhorar a qualidade, produtividade, competitividade do café e a renda obtida com o produto. Os temas específicos que compõem a programação das etapas são definidos em função da demanda apresentada pelos produtores e técnicos de cada município.

Agenda do Circuito Mineiro de Cafeicultura 2012:

Março

Dia 15 – São Sebastião do Paraíso

Dia 22 – Nepomuceno

Dia 29 – Boa Esperança

Abril

Dia 3 – Santo Antônio do Amparo

Dia 12 – Passos

Dia 18 – Andradas

Dia 19 – Guapé

Dia 25 – Nova Resende

Dia 27 – Cordislândia

Maio

Dia 3 – Paraguaçu

Dia 10 – Ouro Fino

Dia 17 – Campo Belo

Fonte: Agência Minas