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Gestão Anastasia: Minas Leite amplia atuação no Leste do Estado

Programa do Governo de Minas faz encontro com grupo de municípios que produz 100 mil litros de leite/dia.

O município de Ipanema, no Rio Doce, vai sediar, nesta sexta-feira e no sábado (22 e 23), o 1º Encontro Regional do Minas Leite no Leste do Estado. No evento, serão apresentados resultados que podem impulsionar a adesão dos pecuaristas da agricultura familiar ao programa criado pela Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e executado pela vinculada Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Vão participar do encontro produtores e técnicos de Ipanema, Conceição de Ipanema, Mutum, Pocrane e Taparuba. No primeiro dia, haverá apresentações sobre os benefícios das ações desenvolvidas pelo Minas Leite desde o seu lançamento pelo Governo de Minas, em 2005.

De acordo com o coordenador do programa pela Seapa, Rodrigo Puccini Venturim, o objetivo é mostrar aos produtores a importância da adoção de boas práticas nas propriedades, neste caso para fortalecer a atividade leiteira nos municípios participantes do evento, responsáveis por uma produção da ordem de 100 mil litros/dia.

A Emater assiste atualmente, por meio do programa, a 1.080 propriedades dedicadas à produção de leite no Estado, e a meta para 2012 é levar as boas práticas de produção do Minas Leite a 1.150 fazendas. Para isso, segundo o coordenador, é importante expandir a atuação do programa na região Leste. “Vamos enfatizar nas apresentações os índices de desenvolvimento das propriedades que se ajustam às exigências de uma produção sustentável, conciliando a melhoria da receita, a preservação do ambiente e a garantia de boas condições de vida para as pessoas envolvidas na atividade”, afirmou .

Ações de baixo custo

Os meios propostos para a melhoria da atividade leiteira da agricultura familiar no Estado têm por base tecnologias desenvolvidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), também vinculada à Seapa. Rodrigo Venturim acrescenta que alternativas de baixo custo, preferencialmente à base de materiais encontrados nas próprias fazendas, são indicadas aos produtores interessados em receber a assistência do Minas Leite.

Na parte de manejo, o programa indica a construção, sobre os pastos, de piquetes de madeira de eucalipto tratada e cerca de arame. Nesses espaços, os animais podem ser mantidos com alimentação reforçada por cana-de-açúcar, ureia e minerais, que garantem uma boa produção leiteira principalmente no período de seca.

A utilização desses recursos, com assistência dos extensionistas da Emater, possibilita ganhos no volume de leite e na qualidade do produto. “Além disso, o Minas Leite propõe mudanças na gestão da propriedade para que os bons resultados alcancem todas as atividades com foco na sustentabilidade do negócio”, ressalta o coordenador.

Suporte do Pró-Genética

Para o coordenador de Pecuária da Emater em Ipatinga, Aldrin Carlos Reggiani, outra ação importante do Minas Leite é a orientação aos produtores na aquisição de animais adequados à atividade. “No caso das vacas leiteiras, as preferidas devem ser as F1 (resultantes do cruzamento de uma raça europeia – gado holandês – com uma raça indiana – gir leiteiro)”, explica. De acordo com Aldrin, o Minas Leite também recomenda aos produtores da agricultura familiar os benefícios do Pró-Genética. O programa, também criado pela Seapa, possibilita a aquisição, em condições favoráveis, de touros de genética comprovada para garantir a geração de vacas e bois de alta qualidade.

Aldrin diz que esses aspectos serão enfatizados, na agenda do encontro, entre os benefícios à disposição dos agricultores familiares que participam do programa. Foram criadas na região do extremo Leste 15 unidades demonstrativas do Minas Leite, ou propriedades que assumem o compromisso de fazer a difusão das tecnologias e centralizar o registro de dados sobre ações desenvolvidas nas fazendas incluídas no círculo sob a sua influência. “A meta é constituir mais 15 unidades demonstrativas do programa no Extremo Leste”, explica.

Conforme as normas do Minas Leite, além dessas unidades, cada uma das outras propriedades que recebem assistência da Emater tem o compromisso de servir de modelo para outras dez. Essa corrente, observa Aldrin, deve impulsionar a produção nos municípios do Extremo Leste de Minas. “Ipanema responde atualmente por 50% da produção dos municípios contemplados pelo seminário”, complementa.

Aldrin ainda informa que, na agenda do 1º Encontro Regional do Minas Leite no Leste, está programada para o sábado (23) uma feira de touros do Pró-Genética. Será realizada também a Festa do Queijo de Ipanema, evento anual que mobiliza a população e atrai grande número de visitantes. Em 2011 foi apresentado um queijo minas padrão de 1.200 quilos, recorde brasileiro, segundo os organizadores, e a meta é quebrar esta marca.

Os agricultores familiares interessados em aderir ao Minas Leite podem se inscrever numa unidade da Emater.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-leite-amplia-atuacao-no-leste-do-estado/

Governo de Minas: maior parte dos turistas que visitam a Zona da Mata busca lazer

Pesquisa do Estado revela que 55% dos entrevistados viajaram à região a passeio

Gil Leonardi/Imprensa MG
Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata
Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata

A maior parte dos turistas que visitaram a Zona da Mata em 2011, viajou a passeio. A constatação foi feita pela Pesquisa de Demanda Turística, realizada pela Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur). Os dados mostram que 54,7% dos visitantes optaram pela região para o lazer.

O principal atrativo são as atividades de ecoturismo, que alcançaram 70% da preferência. Os circuitos do Pico da Bandeira e da Serra do Ibitipoca estão entre os mais procurados na região. O Pico da Bandeira está localizado no Parque Nacional do Caparaó, na Serra do Caparaó, na divisa entre os municípios de Alto Caparaó (MG) e Ibitirama (ES). O Pico é o ponto mais alto dos dois estados, assim como de toda a Região Sudeste do Brasil. É também o terceiro ponto mais alto do País, com 2.891,98 metros de altitude.

Integra o circuito turístico, além das duas cidades: Alto Jequitibá, Caiana, Caparaó, Carangola, Dores do Rio Preto (no Espírito Santo), Durandé, Espera Feliz, Faria Lemos, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Mutum, Pedra Dourada, Reduto, Santana do Manhuaçu, São João do Manhuaçu, Simonésia e Tombos. A pesquisa mensurou o nível de satisfação dos visitantes do Pico da Bandeira e o resultado foi equivalente à nota oito.

Já o Circuito Serras do Ibitipoca, localizado em uma das mais belas regiões da Serra da Mantiqueira, é privilegiado por belezas naturais que proporcionam paisagens inesquecíveis. É o lugar perfeito para contemplação, aventura, descanso e belas fotografias. O circuito alcançou a nota de 8,4, a maior da Zona da Mata, e é composto pelos municípios de Lima Duarte (Distritos: Sede, Conceição de Ibitipoca, São Domingos da Bocaina e Lopes), Bias Fortes, Bom Jardim de Minas, Ibertioga, Santana do Garambéu, Pedro Teixeira, Rio Preto, Santa Rita de Ibitipoca e Santa Rita de Jacutinga.

Perfil dos viajantes

De acordo com a pesquisa do Governo de Minas, na Zona da Mata, 60% dos visitantes eram oriundos do próprio Estado, 23% do Rio de Janeiro, 6,6% de São Paulo e 4,8% do Espírito Santo. A maioria, 60%, eram homens e solteiros (62%), com idade entre 21 e 30 anos (45,5%). No quesito escolaridade, 52,5% possuíam curso superior. Os visitantes permaneceram, em média 4,2 dias nas viagens pela Zona da Mata, com um valor de gasto médio por pessoa de R$ 408,38.

Estabelecimentos

Segundo dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), levantados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e apurados pela Setur-MG na região da Zona da Mata, a taxa média de crescimento do número de estabelecimentos ligados à atividade turística, de 2006 a 2010, correspondeu a 4,8%, com o número saltando de 4.869 estabelecimentos em 2006 para 5.584 em 2010. Em relação ao número de pessoas empregadas pelo setor, a taxa média de crescimento foi de 4,2%. Em 2006, as atividades turísticas empregavam 26.629 pessoas; em 2010 este número chegou a 31.388 trabalhadores.

Números no Estado

Dados mais abrangentes da pesquisa mostraram que, no geral, os visitantes permaneceram, em média 5,4 dias nas viagens pelo Estado, com um valor de gasto médio por pessoa de R$ 538,56, superando em 62% os gastos de 2010 (R$ 332,21). Já os turistas que mais gastam são aqueles que viajam a negócios. Este público registrou em média, o maior gasto individual durante a viagem com um valor de R$ 955,35 seguidos pelos visitantes motivados pelo turismo rural (R$ 516,16), bem-estar (R$ 460,66), natureza e aventura (R$ 460,66) e cultural (R$ 369,95).

De acordo com o secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus Filho, os números da pesquisa demonstram o crescimento da economia do turismo no Estado, especialmente na geração de receita e distribuição de renda. “Quanto maior é o gasto do turismo, maior é o benefício para a atividade e para toda a cadeia de prestação de serviços, que amplia seus negócios e seus ganhos de mercado. Devemos lembrar que Minas Gerais e o Brasil, a partir de agora, irão receber grandes eventos internacionais, o que poderá favorecer, ainda mais, o crescimento deste gasto médio e a permanência do visitante”, destaca.

Os entrevistados também foram questionados sobre qual a primeira imagem que eles lembram ao ouvir as palavras “Minas Gerais”. Em primeiro lugar a imagem mais lembrada foi das montanhas (10,8%), seguido da gastronomia (6,5%) e do pão de queijo (6,4%).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/maior-parte-dos-turistas-que-visitam-a-zona-da-mata-busca-lazer/