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Gestão Anastasia: silvicultura terá incremento de 30 mil hectares nos Vales do Mucuri e Jequitinhonha e no Norte de Minas

A previsão é que, em 2012, investimentos no setor alcançarão R$ 180 milhões

Carlos Alberto/Imprensa MG
Parceria entre Banco do Nordeste e Governo de Minas abre perspectiva promissora para o incremento da silvicultura em Minas
Parceria entre Banco do Nordeste e Governo de Minas abre perspectiva promissora para o incremento da silvicultura em Minas

Termo de Cooperação Técnica firmado em janeiro entre o Governo de Minas e o Banco do Nordeste, através do qual serão investidos R$ 1,55 bilhão na implementação do Plano Agrícola 2012/2015 voltado para a região do Grande Norte – que compreende os  vales do Jequitinhonhae do Mucuri e o Norte de Minas, poderá viabilizar já neste ano o plantio de 30 mil hectares de florestas renováveis na região do semiárido. Os investimentos previstos pela Associação Mineira de Silvicultura (AMS) são da ordem de R$ 180 milhões, com cada hectare plantado custando, em média, R$ 6 mil.

O diretor superintendente da AMS, Antônio Tarcizo de Andrade e Silva destaca que o fortalecimento da parceria entre o Banco do Nordeste e o Governo de Minas abre perspectiva promissora para o incremento da silvicultura em Minas Gerais, com geração de emprego e renda, inclusive, para o segmento da agricultura familiar.

“O Banco do Nordeste é um grande parceiro no incremento da silvicultura em Minas Gerais, especialmente nas regiões do Norte e vales do Jequitinhonha e Mucuri. A disponibilização de recursos para o incremento da produção agropecuária da região, especialmente para a silvicultura, cria expectativas favoráveis para o desenvolvimento com o aproveitamento de uma atividade que atualmente gera cerca de oito mil empregos diretos e outros 18 mil postos de trabalho indiretos”,  destaca Andrade.

Além do plantio de novas áreas de florestas renováveis por parte de grupos empresariais que objetivam atender a demanda de empresas do segmento de ferro gusa, no ano passado a Associação Mineira de Silvicultura firmou parceria com o escritório da Emater de Januária através da qual foram distribuídas mais de 42 mil mudas de árvores para pequenos produtores rurais. As mudas estão sendo utilizadas no reflorestamento de áreas nos municípios de Ibiracatu, Itacarambi, Chapada Gaúcha, Manga, Miravânia, Lontra e Japonvar. Do total de mudas disponibilizadas, mais de duas mil foram destinadas à ampliação do Programa de Integração Lavoura, Pecuária, Florestas (ILPF).

Em janeiro,a AMS ampliou parceria firmada com a Emater com o repasse de mais 200 mil mudas para cerca de 30 mil agricultores do Norte de Minas. O objetivo é possibilitar a famílias de pequenos produtores rurais nova alternativa para geração de renda, com a venda de madeira e a diminuição de custos da pecuária leiteira, através do ILPF.

Incentivos

Durante o lançamento do Plano Agrícola de Minas Gerais, em janeiro, o  governador Antonio Anastasia afirmou que a região do Grande Norte –  que compreende os vales do Jequitinhonha e do Mucuri e o Norte de Minas – têm toda confiança e crédito de que conseguirá responder de forma positiva ao apoio que vem recebendo do Governo do Estado para que consiga superar as desigualdades sociais e econômicas ainda existentes.“Toda semente ali plantada frutifica e, por esse motivo, não temos dúvidas de que a região se constitui na nova fronteira de desenvolvimento de Minas Gerais”, assinalou o governador.

Por sua vez o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões disse, no mesmo evento, que ainiciativa do Governo de Minas em fortalecer atuação com o Banco do Nordeste tem condições de acelerar o desenvolvimento dos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas. “A região tem muitas potencialidades, mas a superação das desigualdades econômicas e sociais só será viabilizada através de investimentos. O apoio à produção agropecuária é um importante segmento a ser explorado, dentro da meta de se procurar igualar o desenvolvimento do Grande Norte às demais regiões do Estado”, afirmou.

Já o secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, comentou a importância da relação estabelecida entre o Governo de Minas e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB): “O investimento em silvicultura previsto pelo Banco para o período 2012/2015 é muito significativo para o Grande Norte, que vive momento positivo em que são absolutamente estratégicas as parcerias financeiras. Neste caso, a geração de empregos é um dos pontos mais relevantes a serem destacados”.

BNB prevê aporte de R$ 250 milhões até 2015

Para o período de 2012/2015, a Superintendência do Banco do Nordeste em Minas Gerais tem previsão de investir R$ 250 milhões na expansão da silvicultura na região do Grande Norte. A instituição iniciou o ano com uma demanda de R$ 18 milhões para o plantio de 5,5 mil hectares de florestas na região do semiárido. Para 2012 a projeção de aportes do Banco para a silvicultura é da ordem de R$ 50 milhões.

No ano passado o BNB liberou mais de R$ 47,4 milhões de financiamentos para o plantio de uma área superior a 24,1 mil hectares de florestas renováveis em Minas. Os municípios onde o BNB possui agências que disponibilizaram maior volume de recursos para a cadeia produtiva da silvicultura foram Capelinha, Salinas, Pirapora, Januária, Montes Claros e Brasília de Minas. Nestas regiões a extensão das áreas plantadas variou de 7,3 mil a 1,3 mil hectares.

O superintendente do BNB em Minas Gerais, José Mendes Batista avalia que “as parcerias firmadas pela instituição com o Governo de Minas tem alcançado resultados positivos visto que, pela primeira vez, em 2011, o Banco conseguiu bater o recorde na liberação de financiamentos no Estado, totalizando quase R$ 1 bilhão. Só através do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) o total de financiamentos liberados em 2011 chegou a R$ 500 milhões”.

Plano Agrícola

O Plano Agrícola 2012/2015 da região do Grande Norte se destina ao custeio, investimento e comercialização das atividades agropecuárias, entre elas a bovinocultura de leite e corte, fruticultura, produção de cachaça e silvicultura. O montante de financiamento será distribuído num prazo de quatro anos sendo, R$ 300 milhões a serem aplicados em 2011 e R$ 350 milhões em 2013. Para 2014 a previsão é de que sejam disponibilizados R$ 400 milhões, montante que aumentará para R$ 500 milhões em 2015.

No mínimo 50% dos recursos serão destinados ao financiamento de mini e pequenos produtores rurais, incluindo a agricultura familiar por meio do Plano Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). No máximo, 20% dos recursos serão destinados ao financiamento de grandes produtores rurais.

Para a agricultura familiar o prazo para pagamento dos financiamentos poderá chegar a até dez anos, incluindo cinco anos de carência. A taxa de juros vai variar entre 1% e 5% ao ano, com bônus de 25% para parcelas pagas pontualmente.

Os agricultores do segmento de médios e grandes produtores rurais, que não fazem parte do Pronaf, poderão pagar os financiamentos num de até 12 anos, incluindo quatro anos de carência. As atividades de reflorestamento têm prazo diferenciado, podendo chegar a 16 anos, já contemplados sete anos de carência. Os juros variam de 5% a 8,5% ao ano, com bônus de 25% para parcelas pagas pontualmente.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: Minas anuncia expansão do Banco Travessia e do Porta a Porta em 2012

Fonte: Agência minas

BELO HORIZONTE (07/12/11) – Mais mineiros ganharão um incentivo para retomar os estudos: o Banco Travessia vai atender 36 novas cidades, a partir de 2012. Além disso, o Governo de Minas quer identificar as pessoas em situação de vulnerabilidade social em outros 80 municípiosOs convênios para expansão serão assinados com os 116 prefeitos, nesta segunda-feira (12), às 13h30, no auditório do BDMG (Rua da Bahia, 1600, Bairro Lourdes).

A estimativa é que novos 28 mil domicílios sejam beneficiados pelo Banco Travessia e mais de 180 mil famílias sejam visitadas pelo Porta a Porta, ambos coordenados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

A previsão é que as agências do Banco Travessia sejam instaladas no primeiro semestre de 2012 nas novas cidades. O projeto Porta a Porta dará início às atividades até março.

Na semana passada, as primeiras agências do Banco Travessia foram inauguradas em Sabará, Confins e Capim Branco, municípios localizados na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Até o dia 22 de dezembro, mais unidades serão instaladas em outras sete cidades (Presidente Kubitschek, Arinos, Matutina, Juiz de Fora, Ninheira, Santo Antônio do Jacinto e Itinga). A previsão é que mais de 14 mil famílias sejam atendidas nessas cidades.

Já o Porta a Porta identificou, neste ano, mais de 120 mil famílias em 61 municípios que, até então, estavam invisíveis às políticas públicas por viverem à margem da sociedade. O diagnóstico do projeto servirá de referência para as ações do Programa Travessia. A identificação dessas pessoas, por meio do Porta a Porta, é realizada com a aplicação de questionários que envolvem perguntas no âmbito da saúde, educação e padrão de vida. A partir daí, nasce o mapa de privações e as cidades passam a ser contempladas pelo programa que, em mutirão de secretarias, melhora a qualidade de vida dos moradores.

Banco Travessia

Iniciativa pioneira do Governo de Minas, o Banco Travessia, lançado em setembro deste ano, visa incentivar a inserção e o retorno de pessoas aos estudos. Cada morador dessas cidades inserido no programa e que retomar os estudos vai abrir uma poupança para a família no Banco Travessia. Se passar de ano, garante mais dinheiro no banco. Cada ação da família que garanta mais qualificação profissional ou eleve o nível de escolaridade também será transformada em mais dinheiro na poupança. A pessoa receberá uma moeda de troca chamada “Travessia”. Cada Travessia equivale a R$ 1,00. Depois de dois ou três anos, a família retira toda a quantia depositada, que pode chegar a R$ 5 mil.

O público-alvo do Banco Travessia são famílias com pelo menos uma privação educacional. O Banco Travessia faz parte do Programa Travessia, que combate a pobreza nas cidades com graves privações sociais em Minas. O combate é feito por meio da ação integrada e simultânea de secretarias e órgãos estatais, nas áreas de saúde, educação, geração de renda, infraestrutura urbana, saneamento e capacitação profissional.

Novos municípios (Banco Travessia)

Alvorada de Minas, Cachoeira Dourada, Campanário, Campo Azul, Carvalhos, Consolação, Diogo de Vasconcelos, Dom Joaquim, Fernandes Tourinho, Frei Lagonegro, Ibituruna, Joaquim Felício, Josenópolis, Juramento, Lagoa dos Patos, Marilac, Mateus Leme, Miravânia, Nacip Raydan, Natalândia, Oratórios, Passabém, Pescador, Ponto Chique, Presidente Juscelino, Quartel Geral, Santa Fé de Minas, Santo Antônio do Itambé, Santo Hipólito, São Félix de Minas, São Geraldo da Piedade, São João do Pacuí, São José da Safira, São José do Divino, Serra Azul de Minas, Serranópolis de Minas.

Novos municípios (Porta a Porta)

Abadia dos Dourados, Açucena, Araponga, Bandeira, Barra Longa, Brasilandia de Minas, Cabeceira Grande, Cachoeira de Pajeu, Campo Florido, Canapolis de Minas, Candeias, Capitão Eneas, Comercinho, Conceição do Mato Dentro, Cônego Marinho, Congonhas do Norte, Curral de Dentro, Divisa Alegre, Divisópolis, Felício dos Santos, Felisburgo, Francisco Dumont, Fruta de Leite, Gonzaga, Grão Mogol, Guaraciaba, Guaraciama, Guaranésia, Gurinhatã, Ibiaí, Ibiracatu,  Icaraí de Minas, Imbé de Minas, Iraí de Minas, Jequeri, Jordania, Juvenília, Lagoa Formosa, Lagoa Grande, Leme do Prado, Limeira do Oeste, Machacalis, Malacacheta, Mata Verde, Materlândia, Mesquita, Miradouro, Montezuma, Novorizonte, Orizânia, Peçanha, Periquito, Pintópolis, Presidente Olegario, Riacho dos Machados, Rio do Prado, Rio Espera,  Rio Paranaíba, Rio Vermelho, Rubelita, Rubim, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto, Santana do Manhuaçu, Santo Antonio do Amparo, São Bento Abade, São Francisco de Paula, São João da Lagoa, São José do Jacuri, São Pedro do Suaçuí, São Romão, São Sebastião do Anta, São Sebastião do Maranhão, São Thomé das Letras, Senador Modestino Gonçalves, Simonésia, Tiros, Turmalina, Vargem, Grande do Rio Pardo e Varzelândia.