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Não dá mais para terceirizar responsabilidades, diz Aécio

Para a candidato, PSDB tem a capacidade de gerar confiança aos agentes econômicos e administrativos do país.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Assuntos: eleições 2014; encontro com empreendedores sociais; economia

Para esse evento dou uma relevância enorme porque acho que o Estado brasileiro, governos de todos os níveis, tem que ter a humildade de reconhecer as experiências exitosas que o terceiro setor viveu e vive e aprender com elas. É o que estamos buscando aqui nesses nossos diálogos que se criam hoje. Acho que não é nem uma ONG. É uma organização que vai colocar no papel avanços do ponto de vista da legislação, do ponto de vista das relações, também com o setor privado, com as empresas na sua desburocratização. Na verdade, dando escala a experiências extraordinárias que essas entidades, ou que essas pessoas que aqui vieram, tiveram ao longo de duas décadas de atuação.

É algo novo. O Brasil desperdiça um potencial enorme que tem de experiências que resgataram gente do crime, que permitiu jovens fora da idade escolar voltarem à escola, pessoas a se qualificarem para entrarem adequadamente no mercado de trabalho, pra citar apenas alguns exemplos. É algo que me encanta e me anima muito nessa caminhada. Esses diálogos no Brasil são uma belíssima iniciativa na direção do novo, que o Brasil efetivamente busca.

Sobre a carta do Santander e declaração da candidata do PT Dilma. O Sr. acredita que há interferência do mercado no cenário politico-eleitoral?

De forma alguma. E não adianta o dirigente partidário questionar, cobrar demissões dentro de uma instituição financeira porque teriam que demitir, praticamente, todos os analistas de todas as instituições financeiras, porque todos eles são muito céticos em relação ao cenário da economia brasileira, se continua o atual governo.

O que o Santander fez foi explicitar isso. Não cabe a mim fazer qualquer comentário, se de forma adequada ou não. A resposta adequada do governo não é de questionamento de uma nota ou pedir que cabeças rolem. A resposta adequada do governo seria garantir um ambiente estável, de confiança, regulado, para que os investimentos pudessem voltar ao País, para que a inflação pudesse ser controlada, para que nós tivéssemos um crescimento da economia que não pífio que estamos vivendo hoje.

A verdade é que a resposta da presidente, vi isso há poucos dias em uma entrevista que ela deu, é da terceirização de responsabilidades. Não dá mais para terceirizar responsabilidades. No período Fernando Henrique e no período Lula tivemos um crescimento do Brasil muito próximo à média do crescimento da América Latina. No período da presidente Dilma, vamos crescer dois pontos a menos, em média, do que cresceu a América Latina. E o mundo está aí para todos. Por isso, o esforço do governo em desconhecer o período da presidente Dilma. Eles buscam fazer sempre, vocês devem ter percebido isso, uma avaliação em relação à soma dos períodos da presidente Lula e da atual presidente Dilma, como se não fossem dois governos. E, sem reconhecer que no período do presidente Lula, principalmente até a primeira metade do segundo governo, houve sim os reflexos da bendita herança do governo Fernando Henrique com a estabilidade da moeda, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com o Proer, com as privatizações, complementado com um ambiente externo – aí sim reconheço, mais favorável.

Mas, o que acontece é que o período da presidente Dilma será lembrado como o período de pior crescimento da nossa economia em tempos recentes, de perda crescente da credibilidade, da confiança dos investidores. Basta você ver – pode sair da nota do Santander -, por exemplo, os indicadores da Fundação Getúlio Vargas dos últimos meses. A cada mês, aumenta o nível de desconfiança em relação ao Brasil. Seja na indústria, seja dos empresários da área de serviços, enfim, de todo o conjunto da economia.

E concluo essa longa resposta para dizer o seguinte: infelizmente, para o Brasil de hoje, quanto mais provável, eventualmente, estiver a reeleição da presidente, os indicadores econômicos serão piores. Quanto mais provável estiver a possibilidade da candidatura da oposição, melhora o ambiente e as expectativas de futuro que movem a economia. Disse ontem e repito: economia se move com expectativas. E esse governo perdeu a capacidade de gerar expectativas positivas na economia brasileira. E o Caged já está mostrando que, inclusive no emprego, os sinais também são muito preocupantes.

Sobre economia e candidaturas à Presidência da República.

Tenho muito respeito pela candidatura de Eduardo Campos, enquanto candidatura da oposição. Ele é uma alternativa da oposição, do nosso campo, cabe a nós fortalecermos a nossa, as nossas propostas, deixarmos que elas fiquem cada vez mais claras. E tenho muita confiança de que poderemos estar no segundo turno. Mas respeito à candidatura deEduardo. O que eu quis dizer [foi que] se aumentam a expectativa de vitória da presidente, o cenário, o ambiente econômico se deteriora, porque não há mais confiança. Ela perdeu a capacidade de gerar confiança nos vários agentes econômicos. Ao contrário, a nossa candidatura, a candidatura da oposição, acho que tem essa capacidade, até porque serão candidaturas que renovarão o ambiente econômico e administrativo do país.

Sobre o governador Geraldo Alckmin e a candidatura do PSB.

O que posso dizer é que, para mim, é extremamente honroso poder ter o apoio explícito, a linkagem da campanha do governador Alckmin com a nossa. Vocês são testemunhas disso. Hoje mesmo já falei duas vezes com o governador, temos falado sobre o programa de governo, sobre parcerias com São Paulo. É incrível como uma cidade da complexidade da capital, com toda a sua região metropolitana e o estado de São Paulo, não conte com apoio da União nas suas principais obras de mobilidade urbana, em especial a ampliação do Metrô, por exemplo. O que quero é resgatar uma parceria com o estado de São Paulo.

Para mim, é muito confortável a nossa situação hoje em São Paulo, isso já se reflete nas pesquisas. Pesquisas recentemente publicadas já mostram o empate da nossa candidatura com a da atual presidente, tendo ela um nível de conhecimento muito além do nosso. Na região Sudeste, já temos pesquisas internas que nos colocam na frente da presidente. E hoje fizemos uma grande reunião, que alguns de vocês acompanharam, mostrando o vigor das nossas alianças estaduais. Acredito que mesmo no Nordeste, região onde tivemos resultado ruim nas últimas eleições, avançamos para melhorar muito nosso desempenho. O que posso dizer é que estou extremamente feliz, estimulado com as adesões espontâneas que a nossa campanha vem recebendo. Estaremos no segundo turno e lá nos prepararemos para vencer as eleições.

Sobre sabatina da candidata do PT à Folha e declarações sobre o Mensalão.

Não é uma manifestação feliz da presidente. Acho que tudo tem que ser julgado, independente de a qual partido pertencem aqueles que são acusados. No caso do PT, não tivemos ainda foi uma palavra da presidente, se ela concorda com o ex-presidente Lula de que foi um julgamento político. O Supremo Tribunal Federal, todos sabem, é composto na sua maioria por indicações do atual ciclo de governo e condenou membros do partido. Por mais que isso incomode ao PT, é um fato. E falo muito pessoalmente, vocês se lembrarão, nunca torci por condenação de A ou pela condenação de B, mas venho de um estado que ensina muito cedo que decisão judicial se respeita e se cumpre.

Supremo Tribunal Federal condenou e eles estão cumprindo penas. Que isso sirva de exemplo para todos aqueles agentes públicos de todos os partidos. Aqueles que ainda estão com direito de se defender, que se defendam. Repito o que disse mais de uma vez: no caso do PSDB, se eventualmente alguém ligado ao partido ou filiado ao partido cometer algum delito e for punido por ele, não trataremos como heróis, como buscou fazer o PT. Até porque isso, do ponto de vista pedagógico, é um desserviço, sobretudo às novas gerações de brasileiros.

Santander: Aécio critica pedido de demissões pelo PT

Aécio disse não considerar o comunicado do banco interferência no cenário político-eleitoral e criticou dirigentes do PT.

Sinal vermelho na economia

Fonte: O Globo 

Aécio rebate Dilma e critica pedido de demissões no Santander pelo PT

Presidente disse que foi “inadmissível” o banco enviar uma carta a clientes que a associava à piora do quadro econômico no país

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Nevesrebateu nessa segunda-feira as declarações da presidente Dilma Rousseff de que foi “inadmissível” o Santander enviar uma carta a clientes na semana passada que a associava à piora do quadro econômico no país. O tucano disse não considerar o comunicado do banco uma interferência no cenário político-eleitoral, como defendeu Dilma, e criticou dirigentes do PT pela cobrança de demissões dos responsáveis na instituição financeira.

— Não adianta um dirigente partidário questionar, cobrar demissões dentro de uma instituição financeira porque teriam que demitir praticamente todos os analistas de todas as instituições financeiras. Todos eles são muito céticos em relação ao cenário da economia brasileira se continuar o atual governo — afirmou Aécio.

Para o tucano, a reação do governo não foi adequada.

— A resposta adequada do governo não é de questionamento ou pedir que cabeças rolem, mas seria o de garantir um ambiente estável, de confiança, regulado para que os investimentos possam voltar ao país.

Dilma disse na tarde de ontem, durante sabatina organizada pelo Grupo Folha, SBT e rádio Jovem Pan, em Brasília, que foi “inadmissível” a carta distribuída a clientes pelo Santander.

Para o candidato, o que o Santander fez “foi explicitar” uma falta de confiança do mercado financeiro sobre um eventual segundo governo da presidente. Aécio voltou a dizer que o atual governo “terceiriza responsabilidades” e que o adversário tem se esforçado em “desconhecer” a gestão da presidente.

— Nos períodos Fernando Henrique e Lula, nós tivemos um crescimento do Brasil muito próximo da média da América Latina. No período da presidente Dilma, vamos crescer dois pontos a menos, em média. Por isso o esforço do governo em desconhecer o período da presidente DilmaBuscam fazer sempre uma avaliação em relação à soma dos períodos de Lula e de Dilma, como se não fossem dois governos.

— Infelizmente para o Brasil de hoje, quanto mais provável estiver a reeleição da presidente, os indicadores econômicos serão piores e o ambiente se deteriorará porque não há mais confiança. A nossa candidatura e a da oposição tem essa capacidade de resgatar a confiança.

MAIS MÉDICOS

Aécio também respondeu à declaração de Dilma de que a posição dele sobre a colaboração de Cuba no programa Mais Médicos expõe uma visão fundamentalista do tucano.

— Se há fundamentalismo na relação com Cuba, ela não tem origem nas nossas posições — ironizou o tucano.

MENSALÃO

O presidenciável do PSDB cobrou de Dilma um posicionamento oficial e público dela sobre o julgamento do mensalão.

— Nós não tivemos ainda uma palavra da presidente sobre o julgamento do mensalão e se ela concorda ou não com o presidente Lula de que foi um julgamento político.

Declaração de Lula sobre mensalão é lamentável, diz Aécio

Senador lamentou declaração de Lula à TV portuguesa. “Uma afirmação como essa não engrandece o currículo do ex-presidente”, comentou.

Lula teria dito que 80% do julgamento do Mensalão foi político

O senador mineiro criticou fala de Lula durante encontro com empresários em São PauloAgêcia O Globo

Fonte: O Globo

Aécio considera fala de Lula sobre mensalão ‘lamentável’

Para pré-candidato do PSDB à presidência, frase de petista não honra o currículo de um ex-chefe do Executivo

Senador disse, ainda, que ninguém tem lugar cativo no segundo turno das eleições deste ano

Iniciando a semana com mais um compromisso na capital paulista, o pré-candidato do PSDB à presidência da República, senador Aécio Neves, lamentou nesta segunda-feira a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva feita no fim de semana à uma TV portuguesa de que o julgamento do mensalão foi 80% político e somente 20% técnico. Para Aécio, a afirmação não honra o currículo de um ex-presidente.

— É lamentável vermos um ex-presidente da República com afirmações que depõem contra o poder Judiciário, esteio da democracia brasileira. Não podemos respeitar o poder Judiciário quando ele toma decisões que nos são favoráveis e desrespeitá-lo quando toma decisões que não nos são favoráveis. Uma afirmação como essa não engrandece o currículo do ex-presidente.

Segundo o tucano, Lula deveria ser o primeiro a “zelar pelas instituições”. O pré-candidato do PSDB não acredita que esse discurso de Lula surtirá efeito nas próximas eleições.

— Pelo o que percebo, a sociedade, por sua ampla maioria, apoia o poder Judiciário. Pela origem da maioria dos ministros (do Supremo Tribunal Federal) talvez a constatação maior que podemos ter é de que foi uma decisão técnica — afirmou o senador, ao referir-se ao fato de que Lula foi o presidente que mais indicou ministros para a corte.

Durante palestra na Associação Comercial de São PauloAécio também afirmou que nenhum dos prováveis candidatos à disputa presidencial deste ano tem lugar cativo no segundo turno. Para ele, existe chance de a presidente Dilma Rousseff, que ocupa hoje a liderança nas pesquisas de intenção de voto, sequer chegar à fase final da eleição.

— Eu ouço falar muito como é que será o segundo turno. Quem vai apoiar quem. Eu não acho, hoje, fora de propósito que podemos chegar nós dois (Aécio e o ex-governador Eduardo Campos, do PSB). Ninguém tem lugar cativo no segundo turno. Que bom para o Brasil que isso ocorra.

Em entrevista após um discurso de quase uma hora para conselheiros da entidade, Aécio defendeu que o PT tem motivos para estar preocupado. Segundo ele, esse eventual cenário com a ausência do PT no segundo turno já foi discutido entre ele e Campos, semanas atrás, quando os dois se reuniram em Recife.

— Já havia conversado sobre isso com o governador Eduardo Campos. Dizia que esse quadro vai mudar. E olha que as pesquisas estavam dando muito maior tranquilidade à atual presidente. Hoje, por estar à frente das pesquisas, ela tem que acalentar a perspectiva de ir ao segundo turno. Mas vou repetir: ninguém tem lugar assegurado. Nem o PT. Da mesma forma que nós, ela vai ter que trabalhar muito para chegar lá.

Aécio desembarcou em São Paulo ontem à noite para um jantar organizado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) na residência dele. Entre os convidados estavam tucanos, como o ex-governador José Serra, o governador Geraldo Alckmin e o pré-candidato do PSDB ao governo de MinasPimenta da Veiga, além de lideranças do partido de Kassab.

Nesta manhã, no evento na Associação Comercial paulista, o senador teve a companhia de lideranças do PSD do Rio, como o secretário de meio-ambiente Índio da Costa, e de Goiás, como o deputado Valmir Rocha. Algumas figuras ausentes da política há quatro anos, como o ex-senador Heráclito Fortes (PSB-PI), e o ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB).

No fim desta tarde, Aécio vai se encontrar com vereadores da capital paulista.