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2014: Feldmann assume coordenação de meio ambiente no plano de governo de Aécio

Deputado será coordenador da área de meio ambiente no plano de governo do PSDB, que será apresentado durante a campanha eleitoral.

Plano de governo do PSDB: meio ambiente e sustentabilidade

Fonte: Jogo do Poder

Fabio Feldmann assume coordenação de meio ambiente no plano de governo a ser apresentado por Aécio

“Estou extremamente feliz. Estamos montando um time extraordinário. Um time que não é do PSDB apenas, é a favor do Brasil”, diz Aécio

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, anunciou, nesta quinta-feira (15/05), o ex-secretário de Estado e ex-deputado federal Fabio Feldmann como coordenador da área de meio ambiente e sustentabilidade no plano de governo do PSDB, que será apresentado durante a campanha eleitoral deste ano. Um dos principais nomes do setor, Feldmann é o primeiro integrante do grupo de trabalho que formulará o programa sob a coordenação do ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia.

“Estamos montando um time extraordinário que criará um conjunto de propostas. Um time que não é do PSDB apenas, mas a favor do Brasil. Fabio é uma das mais respeitadas lideranças, nacional e internacionalmente, na área da sustentabilidade. Poderemos ter propostas atuais e ousadas para garantir o desenvolvimento sustentável do Brasil”, disseAécio Neves em reunião esta manhã no Diretório do PSDB em São Paulo.

Ex-deputado Constituinte, responsável por grande parte da legislação ambiental brasileira (capítulo do meio ambiente da Constituição FederalLei da Mata Atlântica, Política Nacional de Educação AmbientalPolítica Nacional de Resíduos Sólidos, Política Nacional de Recursos Hídricos, dentre outras), Fábio Feldmann tem atuação destacada na sociedade como fundador e primeiro presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, membro do Conselho do Greenpeace Internacional, da Conservation International (CI), do Global Reporting Initiative (GRI).

Aécio permite que nossos temas estejam claramente colocados na campanha, eles não são periféricos. Falo como ambientalista, temos que ter a capacidade de colar essa agenda na política brasileira. Infelizmente, isso tem estado ausente do debate não eleitoral, mas político. O convite do Aécio permite que a gente coloque esse tema na eleição, mas também na agenda política brasileira. Sustentabilidade é o grande desafio do século XXI”, disse Feldmann.

Feldmann é membro do Conselho da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) e do Conselho Consultivo para Mudanças Climáticas do Deutsche Bank e foi o criador e primeiro Secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e ex-secretário de meio ambiente do Estado de São Paulo. Como reconhecimento pelo seu trabalho, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, dentre eles o Prêmio Global 500 das Nações Unidas.

Gestão para o futuro

presidente do PSDB confirmou também a economista Carla Grasso como coordenadora-executiva do plano de governo tucano. Aécio afirmou que, nos próximos dias, o PSDB fará a indicação de novos colaboradores que farão a coordenação das demais áreas do plano de governo do partido.

“O programa de governo não é uma obra que se começa e se encerra em um dia. É uma discussão permanente. Seguramente, durante o processo eleitoral, vai ficar claro o que o PSDB pensa sobre cada um dos aspectos que são responsabilidade do Estado e do governo. Em dezembro passado, apresentamos de forma muito clara e até com certa ousadia para aquele momento, a um ano praticamente das eleições, as diretrizes gerais do nosso programa de governo. A visão que tínhamos de Estado, de política externa, de meritocracia na gestão pública, o fortalecimento da Federação e a própria questão ambiental. Agora, vamos dar forma e detalhamento a essas questões”, explicou Aécio Neves.

senador destacou a importância de Antonio Anastasia à frente do grupo de formulação das propostas tucanas: “Ninguém é mais qualificado do que Anastasia para fazer esse trabalho. Pelo extraordinário gestor que é e pela sua visão moderna e atualizada do mundo”, afirmou Aécio.

Governador de Minas Gerais entre 2010 e o abril de 2014, Anastasia foi vice-governador do Estado entre 2007 e 2010, no segundo mandato de Aécio Neves. Antes foi secretário-adjunto do Ministério do Trabalho e secretário-executivo do Ministério da Justiça durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

A reunião contou com a presença do presidente do PSDB-SP, o deputado federal Duarte Nogueira, do vice-presidente nacional do PSDB, ex-governador Alberto Goldman, e do ex-deputado federal Xico Graziano.

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Agenda Brasil do PSDB: sustentabilidade, agronegócios e inovação

PSDB e a Agenda Brasil: PSDB defende mais autonomia para estados e municípios e reintegrar o Brasil ao cenário internacional.

Meio Ambiente e Sustentabilidade, a urgente agenda do agora

A agenda da produtividade: infraestrutura, inovação e competitividade

A agropecuária que alimenta o presente e o futuro do país

Política externa: reintegrar o Brasil ao mundo

PSDB e a Agenda Brasil – Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder 

8. Nação solidária: mais autonomia para estados e municípios, maior parceria da União

federação brasileira está fracionada. Estados e municípios vivem uma crise sem precedentes, resultante da concentração de recursos e poder na órbita da União, do descaso do governo federal com os problemas locais e de políticas equivocadas que levam entes subnacionais à beira da insolvência.

Sem o dinheiro de impostos que a União usou para desonerar a carga de setores econômicos escolhidos, prefeituras fecham as portas, incapazes de honrar compromissos, e estados – também engolfados em dívidas impagáveis com a União – veem esvair sua capacidade de investimentos.

É a política da bondade com chapéu alheio. Há uma lógica perversa nessa estratégia: a subordinação de estados e municípios à benemerência da União, uma política da subserviência em troca de favores.

Vigora hoje no país a distribuição eleitoreira de pequenos benefícios, ressuscitando políticas clientelistas e práticas caras ao coronelismo, em detrimento de uma relação mais respeitosa e generosa entre os três níveis de governo. Esse desequilíbrio solapa a autonomia de estados e municípios e prejudica, sobretudo, o cidadão.

Só a cooperação e a coordenação de ações pactuadas entre União, estados e municípios será capaz de formular e executar políticas públicas mais eficazes em favor dos brasileiros, sem corretagem de privilégios e intermediação de favores.

É preciso que o governo central volte a exercer sua liderança legítima sobre os entes federativos, abandonando o centralismo despótico, descentralizando corajosamente atribuições e poderes, valorizando iniciativas e soluções regionais.

Uma federação mais solidária também será mais capacitada para superar os desequilíbrios que ainda subsistem no país e tratar, com o cuidado e a atenção que merecem, as necessidades próprias de regiões como o Nordeste e a Amazônia.

Para essas, deve haver ações audaciosas que tenham como objetivo apoiá-las no enfrentamento de seus desafios específicos. O desenvolvimento dessas regiões é questão estratégica para o futuro do país.

Nosso compromisso é restaurar o equilíbrio que deve nortear uma federação que se pretenda mais solidária, para devolver a estados e municípios a autonomia que lhes vem sendo paulatinamente usurpada. Não será mais permitido à União patrocinar desonerações tributárias unilaterais que penalizem os entes subnacionais, sem que eles sejam compensados.

Urge desatar os nós do federalismo, reverter a relação de subserviência que enfraquece e divide o Brasil, que apequena as lideranças regionais e monopoliza as forças, o protagonismo e a ação do poder público no Executivo federal.

Construir um novo pacto federativo que fortaleça estados e municípios, para que possam gerir melhor os bens públicos, aplicar melhor os recursos e, desta maneira, fazer aquilo que de fato devem fazer: cuidar melhor das pessoas.

9. Meio Ambiente e Sustentabilidade, a urgente agenda do agora

Temos assistido nos últimos anos à adoção de políticas que seguem na contramão dos preceitos da sustentabilidade: incentivo a fontes não renováveis de energia, com o acionamento perene de usinas térmicas; impulso desmesurado ao transporte individual, em detrimento do transporte público; aumento da utilização de fontes mais poluentes na nossa matriz energética.

O fracasso do programa nacional de etanol, prejudicado pelo congelamento do preço da gasolina, precisa ser revertido.

Os parques eólicos, construídos sem planejamento, carecem de ligação com as redes transmissoras de energia.

Temos assistido à perda de eficiência e credibilidade do licenciamento ambiental como instrumentos de gestão e indução à sustentabilidade; ao abandono sistemático das unidades de conservação; à lentidão na implantação da política nacional das águas e o desprestígio dos comitês de bacias hidrográficas; ao crescente lançamento in natura dos esgotos sanitários urbanos, constituindo hoje a maior fonte de poluição dos nossos rios, e, ainda, o lançamento dos resíduos sólidos urbanos, na maioria das cidades, em lixões.

realidade econômica e socioambiental brasileira exige que o país pratique uma vigorosa política de meio ambiente, com foco na sustentabilidade.

A importância de nossos ativos ambientais e uma estrutura econômica baseada predominantemente na exploração e transformação dos recursos naturais recomendam que a questão ambiental seja abordada com centralidade na definição das políticas governamentais, deixando de lado o tratamento periférico que lhe é concedida.

Isso pressupõe considerar a sustentabilidade para além das fronteiras da política ambiental stricto sensu, incluindo a dimensão ambiental no planejamento estratégico do país e, por conseguinte, na formulação e implementação das políticas públicas setoriais, visando assegurar a proteção do nosso extraordinário patrimônio natural e o desenvolvimento sustentável.

Nesse contexto, torna-se fundamental estabelecer uma nova agenda ambiental para o Brasil.

Nossa política ambiental, até pela época em que foi formulada, está, ainda hoje, baseada nos exclusivismo dos mecanismos de comando e controle do Estado, que, a despeito dos esforços realizados, são exercidos de forma intermitente e desarticulada – e, portanto, ineficaz.

Essa nova agenda, além de fortalecer os mecanismos de comando e controle, precisa estatuir um novo ciclo da nossa política ambiental, estabelecendo a sustentabilidade como um fundamento da política econômica, o que significa considerá-la na concepção das políticas tributária, fiscal e creditícia, levando em conta a competitividade do setor produtivo e sua inserção na economia internacional.

Nosso compromisso de colocar o tema do meio ambiente e da sustentabilidade na agenda política central do governo impõe a necessidade de uma nova governança ambiental, de natureza sistêmica, transversal e descentralizada, fazendo com que a dimensão ambiental seja considerada desde o início da formulação das políticas, planos eprogramas de governo, tendo como referência espacial as bacias hidrográficas e os biomas, e não somente, como é hoje, no momento da execução dos projetos e ignorando a dimensão territorial.

Os municípios precisam ser apoiados para atuar, descentralizando e ampliando a política ambiental, construindo soluções integradas de cidades sustentáveis, incluindo mobilidade urbana, tratamento de esgotos e gestão de resíduos sólidos.

O mundo empresarial já mostra ser viável economicamente aliar a proteção do meio ambiente com o crescimento da riqueza. As organizações do terceiro setor comprovam seu potencial de gerar projetos, empreender iniciativas, assumir responsabilidades e mobilizar recursos: é do encontro da solidariedade com a cidadania que surgem e se multiplicam suas ações.

Seu fortalecimento na definição e na gestão das políticas públicas deve ser uma orientação estratégica de governo.

O Brasil tem a oportunidade de se tornar o primeiro país a se tornar desenvolvido com economia de baixo carbono, com ampla participação de energias renováveis e práticas industriais, comerciais e agrícolas sustentáveis.

O apoio e o incentivo às práticas sustentáveis será a nossa maior oportunidade de mudanças sociais e econômicas. Os indicadores de sustentabilidade, apoiados nos pilares econômicos, sociais, ambientais e institucionais, devem ser os norteadores de nossas estratégias de planejamento e gestão de governo. O país com uma das maiores reservas de água doce e de maior biodiversidade do planeta tem a obrigação de assumir a liderança de uma economia sustentável. Um modelo de planejamento e gestão sustentável que deverá servir de exemplo e referência a um mundo que clama por mudança e responsabilidade.

10. A agenda da produtividade: infraestrutura, inovação e competitividade

O Brasil se tornou um país muito caro, onde é difícil produzir, investir e empreender. A produtividade de nossa economia encontra-se estagnada. As empresas brasileiras padecem de perda de competitividade e veem o mercado para seus produtos encolher cada vez mais, tanto aqui quanto no exterior.

Desde a Era JK, a participação da nossa indústria de transformação no PIB não era tão baixa, evidenciando um indesejável processo de desindustrialização precoce da economia brasileira.

A alta carga tributária e o total descaso com nossa infraestrutura – situação agravada pela resistência ideológica do atual governo a investimentos privados – minam nossa capacidade de investir e competir. Relatórios mundialmente reconhecidos apontam quedas continuadas na competitividade da nossa economia.

A ausência de medidas econômicas e institucionais corretas tem feito com que o Brasil esteja sendo ultrapassado por diversos países em rankings internacionais – e, no que diz respeito à competitividade e à produtividade, países que não avançam ficam para trás.

O crescimento econômico não se sustenta se estiver apoiado apenas no consumo interno e a realidade é que o nosso grau de abertura econômica continua ínfimo. Hoje, além de não enfrentar esses desafios, o país vê-se discutindo uma agenda de duas décadas atrás, sob o temor de perder conquistas como a estabilidade da moeda, a responsabilidade com as contas públicas e a credibilidade arduamente conquistada.

Precisamos escapar dessa armadilha, começando pelo aumento dos investimentos em inovação e tecnologia e priorizando a busca do crescimento da produtividade. Hoje, investimentos em pesquisa e desenvolvimento contam com baixa eficácia nos resultados.

Precisamos transformar o conhecimento gerado nas universidades e nos centros de pesquisa do país em negócios inovadores capazes de gerar valores agregados.

O Brasil demanda planejamento de longo prazo, com características integradoras de eixos econômicos e logísticos, que possam gerar resultados efetivos para a economia do país e enfrentem nossas principais fragilidades: a precariedade da infraestrutura de transportes, a baixa qualidade do sistema educacional, o elevado custo de se produzir no país.

Mas a realidade é que a inapetência gerencial produz vergonhosos déficits, como a logística de transportemobilidade urbanasaneamentosaúde e educação, que hoje não estão entre as prioridades do governo. A experiência malsucedida do PAC, que coleciona atrasos e superfaturamentos, precisa ser substituída por intervenções que resultem, efetivamente, em benefícios para a sociedade.

É urgente uma nova política industrial com foco no atendimento das pequenas e médias empresas. Cabe ao Estado auxiliá-las a se modernizar, melhorar a gestão e se integrar de forma sustentável nas cadeias de produção. E, igualmente importante, estimular o empreendedorismo e fomentar a inovação como fator primordial para a competitividade das empresas.

Nosso compromisso é retomar a realização de reformas estruturais, criando condições para que o produto brasileiro volte a ser competitivo.

É preciso desburocratizar procedimentos, simplificar a estrutura tributária, abrindo espaço para a redução da carga e para a distribuição de mais receitas para estados e municípios.

É imperativo superar os gargalos da infraestrutura, expandi-la e modernizá-la, e incentivar o investimento privado, sempre que esse puder gerar melhores resultados para a população. É preciso reduzir o custo de se produzir aqui, facilitar o escoamento da produção, aprimorar a plataforma energética e de telecomunicações.

Para sermos mais produtivos e competitivos, é urgente melhorar a qualidade e a formação profissional da nossa mão de obra, ampliando suas possibilidades de inserção no mercado de trabalho com maiores salários. A agenda da produtividade deve assegurar melhores condições aos trabalhadores, respeito a seus direitos e à sua representação sindical, assim como uma política adequada para o salário mínimo que proteja e garanta o poder de compra dos trabalhadores e dos aposentados.

Esta agenda contempla, também, a promoção de maior integração entre pesquisa e produção, com intuito de construir redes de pesquisa entre academia, setor privado e setor público nos moldes de bem-sucedidas experiências mundiais.

Só assim, com coragem e compromisso com o futuro, alcançaremos mais eficiênciaaumento da produtividade e recuperação da nossa competitividade perdida, essenciais para o bem-estar dos brasileiros.

11. A agropecuária que alimenta o presente e o futuro do país

agronegócio é quem hoje dá equilíbrio e dinamismo à nossa economia. Não fosse o trabalho dos homens do campo, nosso PIB estaria ainda mais anêmico e nosso horizonte mais restrito. Mas é preciso reconhecer: o sucesso da agricultura e da pecuária ocorre não por causa do governo, mas apesar do governo.

Sua alta produtividade resulta do esforço dos produtores, dentro de suas fazendas. Da porteira para fora, o agricultor só encontra dificuldades: são a logística precária, as rodovias esburacadas, as ferrovias inexistentes, os portos cheios de burocracia, a ineficiência de estruturas de apoio, a pouca capacidade de armazenagem – em suma, deficiências que só atravancam o caminho até os mercados consumidores, daqui e do exterior.

Um setor tão crucial para a geração de empregos e riquezas no país não encontra no governo o respeito e a prioridade necessários.

produtor rural, no Brasil, é vítima de preconceitos. Produz contra muitas adversidades, enfrenta sol e secas, sem que tenha, perante a sociedade urbana, devidamente reconhecidas sua excelência e sua contribuição ao desenvolvimento. O nosso agricultor é digno do respeito e do reconhecimento de todos os brasileiros.

Menos importa seu tamanho, se grande ou pequena propriedade, porque vale, isso sim, sua capacidade produtiva, sua responsabilidade social, econômica e ambiental.

Não deve haver oposição entre o agricultor familiar e a agricultura comercial. Todos os produtores rurais devem ter garantido o acesso a novos conhecimentos agronômicos, receber efetivas políticas de assistência técnica, assegurando aos mais desprotegidos, em especial os assentados de reforma agrária, a extensão rural empreendedora.

Cooperativismo e associativismo são boas receitas para a prosperidade, pois os pequenos, juntos, ficam fortes. Segurança jurídica no campo é o grande reclamo daqueles que garantem o alimento e as matérias-primas que rendem tantas divisas ao país.

É preciso pôr fim à omissão do poder público federal na regularização fundiária, na demarcação das terras indígenas, nas comunidades quilombolas. Há espaço para todos nesse imenso Brasil, desde que o governo negocie os conflitos e arbitre as decisões, levando tranquilidade e paz ao campo.

Nosso compromisso é com a valorização do produtor rural, com a promoção de ações e políticas que lhe deem condições de continuar desenvolvendo, ganhando competitividade, conservando as áreas naturais, preservando e aprimorando nossa agricultura sustentável.

Especial atenção merece o escoamento equilibrado da produção agrícola, uma estrutura mais adequada de armazenagem e de comercialização, atacando os gargalos logísticos e priorizando as hidrovias e as novas ferrovias que interligarão o Oeste ao Nordeste e abrirão caminhos de escoamento para o Norte e para o Pacífico.

É crucial restituir ao Ministério da Agricultura seu poder de decisão e formulação de políticas agrícolas, retirá-lo da irrelevância em que se encontra, livrá-lo do aparelhamento político-partidário e garantir que sirva ao país, não a grupos de interesses. Pesquisas públicas e práticas de cultivo inovadoras devem ser disseminadas a partir de órgãos de excelência, liderados pela Embrapa, mas também com a participação das instituições estaduais de pesquisa, que precisam ser fortalecidas.

O interior do Brasil, e nele os pequenos municípios, precisam de atenção para manter a população local com qualidade de vida. A política do agronegócio será coordenada diretamente pelo presidente da República e executada por um Ministério da Agricultura composto por quadros profissionais representativos do setor.

12. Política externa: reintegrar o Brasil ao mundo

O viés ideológico imposto à nossa política externa nos últimos anos está isolando o Brasil do mundo. Demos as costas para importantes nações democráticas e abraçamos regimes de clara inclinação totalitária, em flagrante contraste com as melhores tradições da nossa diplomacia.

Em relação ao comércio exterior, decisões políticas equivocadas fizeram com que, nos últimos dez anos, o Brasil não negociasse acordos com as principais economias e os principais blocos, de forma a dinamizar nossas relações de comércio. A integração regional está se desfazendo e o Brasil continua a reboque dos acontecimentos.

Deixamos de abrir mercados para os produtos brasileiros e de ampliar a modernização da estrutura produtiva interna, pela falta de acesso à inovação e à tecnologia de ponta.

A partidarização da política externa tem consequências severas na política de comércio exterior: acentua o isolamento, em vez de ampliar a integração; produz atritos, em lugar de cooperação produtiva; empobrece nossa pauta de comércio, em vez de dinamizar trocas e oportunidades.

Vivemos num dos países mais fechados ao comércio exterior no mundo: somos a sétima maior economia do mundo, mas apenas o 25° maior exportador. Também por isso, o Brasil precisa voltar a integrar-se num mundo em que, cada vez mais, as relações são interdependentes.

Nossas empresas produzem com qualidade, mas com cada vez menos competitividade, dados os altos custos internos. É preciso criar condições para ajudá-las a se integrar nas cadeias produtivas globais, por meio de profunda melhoria, racionalização e simplificação do ambiente econômico interno.

Com visão de futuro, nosso compromisso é conquistar um lugar privilegiado para o Brasil no mundo. É necessário abandonar a política externa de alinhamento ideológico adotada nos últimos anos, resgatando a tradição de competência e a atuação independente da diplomacia brasileira.

Itamaraty deve servir ao Brasil e defender o interesse nacional, acima de todo e qualquer interesse partidário. Nossa diplomacia deve, também, recuperar no exterior os compromissos que defendemos internamente, como o repúdio às tiranias, o direito à paz, a solidariedade internacional em defesa da democracia, o respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente.

Especificamente em relação ao Mercosul, o bloco precisa voltar a ser o que era na sua concepção, no início dos anos 1990: uma área voltada à liberalização do comércio e à abertura de mercados. O Brasil deve assumir a efetiva liderança regional e propor as mudanças que se fazem necessárias para o crescimento do nosso comércio internacional.

A negociação de um acordo abrangente e equilibrado entre Mercosul e União Europeia deve ser concluída, mesmo que, para tanto, o Brasil avance mais rapidamente que outros membros do bloco para deles não ficar refém.

Aécio ouve reivindicação de ambientalistas

Aécio: Provável candidato tucano à Presidência, senador participou de jantar na capital paulista com ambientalistas.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio flerta com ambientalistas, ouve críticas e promete mudança

Tucano diz que tema ambiental não traz voto, mas é ‘estratégico’ 

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) iniciou anteontem rodada de conversas com ambientalistas, grupo historicamente ligado à ex-senadora Marina Silva (PSB), aliada de Eduardo Campos em uma das chapas de oposição para 2014.

Provável candidato tucano à Presidência, o senador participou de um jantar na zona oeste da capital paulista com cerca de 40 ambientalistas.

Aécio ouviu duras críticas quanto à postura da bancada de deputados federais do PSDB, que apoiou os ruralistas na votação do Código Florestal. Diante das reclamações, comprometeu-se a mudar o discurso do partido.

“Vou resgatar a visão do PSDB como uma sigla que se preocupa com a sustentabilidade”, disse.

O senador afirmou ainda ter consciência de que o tema não traz votos, mas que a discussão é “estratégica para fazer do Brasil um país desenvolvido”.

Foi Xico Graziano, diretor do iFHC (Instituto Fernando Henrique Cardoso), quem interveio mais enfaticamente sobre a ligação entre ruralistas e o PSDB.

“É preciso parar de olhar pelo retrovisor”, disse ele, que citou a aprovação do Código Florestal como “assunto superado” (os ambientalistas foram contra a norma).

Aécio comprometeu-se a abrir uma agenda de trabalho com o grupo, mas ouviu de alguns dos presentes que esse tipo de encontro não tem efeito prático e que é necessário mudar a abordagem do tema nas campanhas eleitorais, com ligação do meio ambiente a políticas integradas.

A crítica mais direta, quanto ao posicionamento dos tucanos em relação à sustentabilidade, foi feita no discurso de Mário Mantovani, representante da Fundação SOS Mata Atlântica e um dos doze convidados que fizeram intervenções no jantar que durou cerca de três horas.

Organizado por Fabio Feldmann, ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo, e José Carlos Carvalho, ex-ministro do Meio Ambiente de FHC, o encontro contou com representantes de instituições como GreenpeaceWWF Brasil e CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável).

Minas divulga turismo sustentável para atrair turista na Copa

Governo de Minas: turismo sustentável na Copa do Mundo 2014 foi destaque na Semana do Meio Ambiente

Governo de Minas: Copa do Mundo 2014

Fonte: Agência Minas

Favorecimento da economia local e o desenvolvimento social e econômico das comunidades envolvidas na competição também foram debatidos

Minas: turismo sustentável na CopaSistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), realizou, quinta-feira (6), em Belo Horizonte, o Seminário “Valorizando o Turismo Sustentável na Copa do Mundo”. No evento foi discutida a temática do turismo sustentável na Copa do Mundo, além da promoção de diversas formas de favorecimento da economia local e o desenvolvimento social e econômico das comunidades envolvidas no evento esportivo.

Na abertura do seminário, a presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), Zuleika Torquetti, falou sobre a importância das discussões com relação à sustentabilidade na Copa do Mundo 2014. “Nosso objetivo é dar oportunidade para que a sociedade conheça as ações do Governo de Minas, em diversas áreas, para a realização de uma Copa Sustentável”, disse.

A superintendente de Estruturas do Turismo da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Graziele Vilela, discorreu sobre a relação entre o turista, a gestão pública e a iniciativa privada e suas práticas de sustentabilidade. Ela frisou, também, que os eventos esportivos a serem realizados no país são uma grande oportunidade para o crescimento do Brasil em vários aspectos como, por exemplo, na consolidação do país como destino turístico, na descentralização da atividade eixo Rio-São Paulo, voltando o interesse para Minas Gerais, além do avanço de várias obras necessárias. “Temos muitos desafios a serem enfrentados e este é o momento para nos prepararmos”, frisou.

Parque da Copa 2014

O gerente do Parque Estadual do Itacolomi, Juarez Távora, apresentou a estrutura do Parque e os atrativos turísticos da Unidade de Conservação, que abrange os municípios de Mariana e Ouro Preto. O Parque representa um grande potencial turístico para a Copa de 2014.

Um contrato realizado entre a Secretaria de Turismo de Minas Gerais e o Ministério de Turismo pretende desenvolver um projeto piloto para estruturação de um produto turístico no Parque Estadual do Itacolomi. O contrato, representado pela Caixa Econômica Federal, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), tem como objetivo viabilizar melhorias e adequações de infraestrutura da UC, com vistas à Copa do Mundo 2014.

Abrangendo vários tópicos, o projeto propõe ações como um projeto de sinalização bilíngue; a elaboração do conteúdo de áudio da exposição do Centro de Visitantes e Casa Bandeirista; a contratação de projeto executivo para recuperação de trechos da estrada interna do Parque e de arquitetura e edificações, abrangendo reforma da portaria, construção de sanitários e abrigo de resíduos, além de reformas no complexo arquitetônico da Fazenda São José do Manso; a contratação de projeto executivo de manutenção de trilhas e a elaboração do projeto executivo de gestão da segurança do Parque com proposições de acessibilidade. Os contratos estão aguardando aprovação da Caixa Econômica Federal.

Rota das Grutas Peter Lund

As ações desenvolvidas por meio do Projeto Estratégico Rota das Grutas Peter Lund foram apresentadas pela gerente do Projeto Estratégico, Renata Lacerda. O objetivo do Projeto é promover o desenvolvimento regional por meio do turismo, com a estruturação de um roteiro turístico nacional e internacional pautado em elementos naturais e culturais da região cárstica. A Rota envolve os municípios de Belo Horizonte, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e Cordisburgo.

Com seis marcos definidos e já com diversas obras entregues e outras em fase de finalização, o Projeto pretende atrair os turistas que visitarão esses municípios na ocasião da Copa do Mundo 2014. O “marco zero” da Rota é o Museu de Ciências Naturais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC), seguido dos marcos 1 (Túmulo de Peter Lund), 2 (Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire), 3 (Museu Peter Lund no Parque Estadual do Sumidouro, 4 (Receptivo Turístico Rei do Mato, 5 (Receptivo Turístico Maquiné e 6 (Museu Casa Guimarães Rosa).

No total, já foram investidos cerca de 17 milhões de reais nas obras da Rota, com a previsão de aplicação de mais 7,5 milhões até o final de 2014.

A Copa em Minas

A coordenadora de eventos e marketing da Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo (Secopa), Mariana Costa Bahia, apresentou as expectativas e oportunidades para Minas Gerais com a realização da Copa do Mundo 2014. De acordo com ela, são esperados mais de 600 mil turistas internacionais e 3 milhões de turistas brasileiros, nas 12 cidades sede da Copa. Somente em Belo Horizonte são esperados 197 mil turistas estrangeiros e 430 mil turistas brasileiros.

Mariana Bahia ressaltou a oportunidade e setores mais beneficiados como os de turismo e hotelaria, construção civil, alimentos e bebidas, serviços prestados às empresas, dentre outros, e que impactarão positivamente na economia. De acordo com ela, somente em Belo Horizonte, estão sendo realizadas 12 obras de infraestrutura com investimento de 2,6 milhões de reais financiados pelo governo federal; 1 bilhão de reais de investimentos no setor hoteleiro com a construção de 52 novos hotéis e a criação de 36 mil novos postos de serviços. “Isso gerará um aumento de 1,8% do produto Interno Bruto (PIB) do Estado e a injeção de 2,4 bilhões de reais na economia”, disse.

Outras oportunidades citadas pela coordenadora de eventos e marketing é a expectativa para o Brasil nos próximos dois anos com o aumento do turismo no Brasil, como aconteceu na África do Sul após a Copa realizada naquele país, além das obras de infraestrutura que trarão benefícios para toda a população após a realização dos jogos.

Gestão Eficiente: Minas Gerais será laboratório para pesquisa inédita na área do desenvolvimento sustentável

 

Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, é foco de parceria entre as multinacionais Dow Chemical Company e a The Nature Conservancy (TNC)

Omar Freire / Imprensa MG
Antonio Anastasia cumprimenta vice-presidente da Dow, Neil Hawkins.
Antonio Anastasia cumprimenta vice-presidente da Dow, Neil Hawkins.

O governador Antonio Anastasia participou, nesta quarta-feira (13), no Palácio Tiradentes, da cerimônia de anúncio de parceria entre a Dow Chemical Company e a The Nature Conservancy (TNC), organização não governamental dedicada à conservação de recursos naturais, para um trabalho inédito em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro.  A TNC mantém, em parceria com a japonesa Mtsui, o projeto de construção de uma planta integrada para produção de etanol e de plástico, que deverá entrar em operação em 2013, e receberá investimentos de R$ 2,4 bilhões, com a geração de 2,6 mil empregos diretos e indiretos. A cerimônia contou com a presença do presidente da Dow para América Latina, Pedro Emílio Sanchez.

A ideia da parceria é incorporar cada vez mais o valor da natureza e do meio ambiente ao mundo dos negócios. Outro destaque é que os resultados alcançados serão compartilhados publicamente, para que outras empresas, o setor público e outros grupos de interesse possam utilizá-los de forma bastante prática.

O detalhamento do projeto foi feito pelo diretor do Programa de Conservação da Floresta Atlântica e Savanas Centrais da TNC, João Campari, e pelo vice-presidente de Sustentabilidade, Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Dow, Neil Hawkins.

O governador Anastasia afirmou que, pelo caráter inovador do projeto, Minas Gerais chamará a atenção da comunidade internacional, por aliar produção e sustentabilidade.

“Nós teremos os olhos do mundo voltados para Santa Vitória porque será uma experiência singular que será desenvolvida no Estado. Estamos entusiasmados com essa parceria da Dow com a TNC que se desdobrará em nosso território”, disse Anastasia.

Plástico Verde 

Uma usina integrada para produção de cana de açúcar, etanol e plástico, localizada em Santa Vitória, Triângulo Mineiro, em fase de implantação, vai se transformar em uma espécie de laboratório para que cientistas da Dow e da TNC pesquisem os impactos da produção na natureza e, ao mesmo tempo, mensurar como o meio ambiente pode ser usado para o incremento dos negócios de maneira sustentável. A TNC e a Dow usarão modelos científicos, mapas e imagens de satélite de alta resolução para analisar a biodiversidade e os serviços ambientais e aplicar estas ferramentas no planejamento estratégico da Dow. Serviços ambientais são, por exemplo, o controle da erosão feito pelas montanhas ou o sequestro de carbono e controle de enchentes feitos pelas florestas.

Segundo o diretor da TNC, João Campari, Santa Vitória foi escolhida por ser uma região que oferece as condições necessárias para desenvolver o projeto, com disponibilidade de terras agrícolas, aspectos agrícolas e ambientais, logística, boa infraestrutura e acesso à mão de obra qualificada.

Este é o segundo projeto desenvolvido entre as empresas e o primeiro em solo brasileiro. Do plano global de investimentos de US$ 10 milhões da Dow, em parceria com a TNC, ao longo de cinco anos, um terço será alocado em Santa Vitória. “Queremos uma natureza melhor do que está hoje, ao mesmo tempo que a empresa vai avançar na produção de cana e etanol para o polietileno (plástico)”, disse o vice-presidente da Dow, Neil Hawkins.

Modelo para o Brasil

Antonio Anastasia considera “revolucionária” a perspectiva de Minas Gerais produzir um tipo de plástico a base de cana de açúcar, evitando o uso de insumos não renováveis, como os derivados do petróleo.

“É praticamente uma nova alvorada na questão não só de sustentabilidade, mas também no crescimento de novos produtos para o mundo, porque, de fato, transformar a cana-de-açúcar não só naqueles produtos tradicionais que estamos acostumados, mas também servindo de base para uma verdadeira forma de plástico, em uma linguagem mais singela e objetiva, é algo revolucionário”, completou.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, lembrou que esse modelo de negócios coloca o Estado em destaque mundial, no momento que se realiza a Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável. “Isso mostra como estamos incorporando a questão da sustentabilidade junto com desenvolvimento e produção, respeitando a comunidade local e o meio ambiente”, disse.

Trabalho de campo

O projeto desenvolvido entre a Dow e a TNC contribuirá para que Minas Gerais seja precursor em pesquisas de campo que levam em conta o valor e os benefícios proporcionados pela natureza nas decisões de negócios.

Exemplo: como florestas saudáveis e intactas podem, naturalmente, limpar a água e o ar, além de criar habitats para a fauna local; e como a água potável saudável garante os recursos necessários tanto para a Dow quanto para as comunidades do entorno.

Além disso, as organizações vão trabalhar em conjunto para avaliar as oportunidades de restauração florestal para toda a região, a fim de atender às exigências do Código Florestal Brasileiro e, ao mesmo tempo, maximizar os benefícios ambientais para a Dow, as comunidades e o meio ambiente.

Também participaram da solenidade os secretários Adriano Magalhães (Meio Ambiente), Narcio Rodrigues (Ciência e Tecnologia), Carlos Melles (Transportes e Obras Públicas), Gustavo Magalhães (Secretário-Geral do Governador), o prefeito de Santa Vitória, Antônio Celso Andrade Domingues.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-gerais-sera-laboratorio-para-pesquisa-inedita-na-area-do-desenvolvimento-sustentavel/

Governo de Minas realiza nova reunião de avaliação do período chuvoso

Próximas ações desenvolvidas serão focadas na reconstrução das cidades afetadas pelas chuvas e na prevenção para evitar desastres nos próximos anos

Carlos Alberto/Imprensa MG
O encontro foi promovido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais
O encontro foi promovido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais

O Governo de Minas realizou, nesta segunda-feira (13), na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), na Cidade Administrativa, a oitava reunião quinzenal de avaliação do período chuvoso no Estado. O encontro promovido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG) definiu novas ações de resposta aos eventos adversos causados pelas chuvas – tanto para o atendimento emergencial quanto para o apoio operacional nas eventuais ocorrências.

Dentre elas, destaca-se o auxílio dado pelo Governo de Minas aos municípios que decretaram situação de emergência, para captação de recursos para a realização de obras de reconstrução das cidades junto ao governo federal. A Sedru, em parceria com a Cedec-MG, durante a última semana, prestou apoio técnico a 103 prefeituras para a elaboração e envio do Plano de Trabalho com as demandas de necessidades para recuperar os estragos causados pelas chuvas.

Ao todo, os municípios enviaram uma demanda de R$ 199,5 milhões em investimentos, que será apresentada e negociada, na próxima quarta-feira (15), em Brasília, pela Força Tarefa do Governo de Minas, comandada pelo Secretário da Sedru, Bilac Pinto. A Força Tarefa é encarregada de captar recursos para obras de prevenção de riscos e de recuperação dos estragos das chuvas no Estado, junto à Secretaria Nacional de Defesa Civil.

Ainda durante a reunião, foi apresentado o plano de capacitação técnica, que será implementado durante este ano, para que os municípios mais afetados pelas chuvas tenham condições de desenvolver e implementar seus planos e projetos específicos de recuperação e prevenção. O plano consiste na realização de dois cursos, um voltado para a realização de vistorias em locais atingidos por desastres e o outro para o planejamento de ações preventivas e de captação de recursos.

Para o secretário-adjunto da Sedru, Alencar Viana, o objetivo é que estas ações, realizadas em conjunto pelos diferentes órgãos do Estado, resultem em menos prejuízos e trabalho nos próximos períodos de chuva. “Os encontros promovidos pela Cedec-MG são importantes para que o Estado se alinhe para executar essas ações tão necessárias nas nossas cidades. Com o engajamento de vários órgãos do governo estamos voltando a uma normalidade e já pensando nas ações pros próximos anos, para diminuir a ocorrência de novas tragédias”, disse.

As reuniões técnicas da Cedec-MG fazem parte do conjunto de ações previstas no Plano de Emergências Pluviométricas (PEP) 2011/2012, lançado em outubro de 2011 pelo Governo de Minas. O PEP abrange detalhes sobre os recursos humanos e logísticos de todos os órgãos do Estado envolvidos no enfrentamento ao período chuvoso, com constante apoio às prefeituras.

Chuvas dão trégua

A previsão do tempo para os próximos dias aponta a diminuição de chuvas em todo o Estado. De acordo com o instituto Minas Tempo, a partir da próxima quarta-feira até o final do mês, a tendência é de que haja sol entre nuvens e pancadas de chuvas isoladas no fim do dia.

Mesmo com a trégua dada pela chuva, a Defesa Civil de Minas Gerais continua atenta para novas ocorrências, uma vez que o período chuvoso vai até o final de março. “Embora a meteorologia aponte um período de calmaria nos próximos dias, a Defesa Civil vai continuar focada em todas as ocorrências”, destacou o Diretor de Controle de Emergências da Cedec-MG, capitão BM Paulo Afonso Montezano.

Além da Sedru, participaram da reunião, representantes do Corpo de Bombeiros, das Polícias Militar e Civil, da Cemig, Copasa, Feam, Igam, Emater, Ruralminas e das secretarias de Estado de Transportes e Obras Públicas, Saúde, Planejamento e Gestão, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, e dos Vales Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas. Desde agosto do ano passado, o grupo promove reuniões de avaliação das ações do Governo de Minas durante o período de chuvas.

Medidas preventivas

Desde o início de 2011, o Governo de Minas vem realizando uma série de ações preparatórias para o enfrentamento ao período chuvoso, com foco nas medidas preventivas. A capacitação de agentes para atuação em situações de risco e os treinamentos para criação de Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (Comdec) nas cidades mineiras estão entre as principais providências tomadas pelo Estado.

Nos últimos oito anos, o número de Comdecs quase dobrou em Minas – saltando de 374, em 2004, para 696 atualmente. Apenas em 2011, o Governo de Minas estruturou a criação de 15 Comdecs. Além de oferecer a estrutura necessária para que todas as cidades mineiras criem coordenadorias locais, o governo oferece cursos de capacitação para agentes municipais e disponibiliza suporte técnico permanente a todas as Comdecs do Estado.

As ações do Estado também incluem a prorrogação de prazo para recolhimento do ICMS e a remissão do pagamento de IPVA, além de inúmeras facilidades para pagamento das contas de água e luz de moradores das cidades atingidas pelas chuvas. O Governo assegurou ainda a reconstrução de pelo menos 650 casas destruídas pelas enchentes, criou linhas de crédito especiais do BDMG para empresários e produtores rurais que sofreram prejuízos em decorrência dos temporais e decidiu adiantar os recursos do Piso Mineiro de Assistência Social aos municípios em situação de emergência.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas libera mantimentos para as populações de São João del-Rei e Carandaí

BELO HORIZONTE (11/01/12) – As populações de São João del-Rei e Carandaí, no Campo das Vertentes, começarão a receber mantimentos enviados pelo Governo de Minas para auxiliar as famílias mais afetadas pelas chuvas dos últimos dias. Os donativos já foram liberados pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e incluem colchões, cobertores e cestas básicas.

Em Carandaí, de acordo com a Defesa Civil Municipal, o rio que corta a cidade subiu mais de seis metros acima do nível normal. Oito bairros da cidade foram inundados e a estimativa é de que tenha chovido 120 milímetros na madrugada do último dia 9. Já em São João del-Rei, o Rio das Mortes e o Córrego do Lenheiro transbordaram, deixando, segundo a Defesa Civil do município, cerca de 300 pessoas desalojadas e 16 desabrigadas.

Neste ano de 2012, o Governo de Minas já enviou comboios com mantimentos para 40 cidades afetadas, mas as ações do Estado de enfrentamento aos efeitos das chuvas não param por aí. O governo também está arrecadando donativos (roupas e alimentos), que podem ser entregues pela população nos Batalhões da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Além disso, esta semana, o governador Antonio Anastasia lançou a Força Estadual de Saúde, que, por meio de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, vai atender às populações dos municípios mais atingidos pelas chuvas. Segundo Anastasia, os voluntários começarão, em primeiro lugar, por Guidoval e Dona Euzébia, na Zona da Mata, e dali deverão circular pela região.

“Temos em torno de 450 voluntários e o cadastramento ainda está aberto. Foi feito um cadastramento pela internet e telefone. Temos profissionais que são do Estado e que não são de Minas. Essas pessoas devem receber sempre o nosso aplauso. Vamos montar 20 equipes, com 60 profissionais. Eles irão em uma caminhonete com tração para poderem chegar a lugares com dificuldade de acesso. Cada caminhonete vai ter uma equipe com um motorista e três profissionais de saúde”, explica o governador.

Kits de Atendimento às Calamidades

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) também está atuando junto aos municípios afetados pelas chuvas e está disponibilizando Kits de Atendimento às Calamidades para a população. Estão sendo distribuídos também medicamentos, de acordo com a demanda apresentada pela Cedec.

Os kits contêm itens que atendem às principais necessidades dos municípios para a prevenção e o atendimento em casos de enfermidades decorrentes do período chuvoso, como amoxicilina, analgésicos, paracetamol, sais de reidratação e sulfametoxazol. A SES garante também a vacinação nos municípios mais afetados. A vacina contra o tétano (dupla adulto) é a mais solicitada no período chuvoso. As 28 Superintendências / Gerências Regionais de Saúde estão com estoque garantido e as doses são encaminhadas de acordo com demanda dos municípios.

Novas medidas

O governador Antonio Anastasia anunciou, ainda, uma série de medidas para minorar os efeitos das chuvas para a população e as atividades empresariais, no âmbito da Copasa, Cemig, Banco de Desenvolvimento (BDMG) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

Ações preventivas

Desde setembro de 2011 – antes do início do período chuvoso –, foram realizadas reuniões técnicas quinzenais, envolvendo Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil, Cemig, Copasa, Feam, Igam, Emater e Ruralminas, além das secretarias de Transportes e Obras Públicas, Saúde, Planejamento e Gestão, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Desenvolvimento Social, e dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas.

Durante as reuniões, foram definidas as ações de preparação e resposta aos eventos adversos causados pelas chuvas, tanto para o atendimento emergencial quanto para o apoio operacional durante as ocorrências.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Antonio Anastasia recebe prefeitos de municípios atendidos pelo Programa Novo Somma

BELO HORIZONTE (01/12/11) – O governador Antonio Anastasia recebeu, nesta quinta-feira (1º), no Palácio Tiradentes, prefeitos de 31 municípios mineiros que serão atendidos com linha de crédito especial do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), por meio do Programa Novo Somma. Os contratos representam financiamentos globais de R$ 61,34 milhões e vão beneficiar uma população total estimada em 990 mil pessoas.

“Esse programa permite aos municípios realizar junto ao BDMG empréstimos expressivos que permitem, na área de infraestrutura, na área de equipamentos, um reforço muito grande dos municípios mineiros que necessitam muito desse apoio. Mais de mil equipamentos já foram adquiridos só neste ano de 2011. Pelos números apresentados, em 2012, a sequência desse programa continuará beneficiando de maneira muito efetiva os municípios mineiros independente de cor partidária, com um aspecto republicano e federativo fundamental dentro da nossa estrutura política”, afirmou o governador.

Os recursos serão destinados a obras de infraestrutura em vias públicas que incluam pavimentação ou drenagem e para compra de máquinas e equipamentos. O Novo Somma é uma linha de financiamento criada com recursos próprios do BDMG para apoiar a modernização dos municípios e a melhoria da qualidade de vida da população mineira, conforme orientação do Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI).

O programa oferece três linhas especiais: Novo Somma Maq, que financia especificamente compra de máquinas e equipamentos; Novo Somma Urbaniza, cujos recursos são direcionados para projetos de mobilidade urbana, saneamento e drenagem; e o Novo Somma Eco, que financia projetos de disposição adequada de resíduos sólidos. Os três subprogramas do Novo Somma foram criados após uma avaliação das demandas dos municípios, possibilitando maior eficiência e interiorização das ações no Estado.

“A questão dos municípios em nosso Estado é relevantíssima. Temos, e não canso de reiterar, que dos 853 municípios mineiros, mais de 700 tem menos de 10 mil habitantes. Durante muitas décadas, esse municípios ficaram à margem da ação coordenada do poder público. Nos últimos anos, felizmente, conseguimos levar benefícios não só nos municípios maiores, mas também para os municípios menores. E o Novo Somma se enquadra bem nesse quadro”, ressaltou Anastasia.

O presidente do BDMG, Matheus Cotta Carvalho, lembrou que na entrada do 12º mês de governo de Anastasia, essa foi a terceira cerimônia de assinatura de contrato entre o banco e prefeituras. “Desde o início do ano, chegamos a 143 contratos assinados com prefeituras mineiras, somando um total de R$ 206 milhões e atingindo uma população de mais de R$ 5 milhões de pessoas”, disse.

Participaram do evento prefeitos dos municípios de Alvarenga, Arinos, Betim, Brumadinho, Cambuí, Capinópolis, Carlos Chagas, Carneirinho, Carvalhópolis, Conceição das Alagoas, Cuparaque, Curvelo, Delfim Moreira, Iraí de Minas, Itajubá, Itambacuri, Itaú de Minas, Jaboticatubas, Janaúba, Jesuânia, Malacacheta, Padre Carvalho, Perdigão, Perdões, Salinas, Santana do Paraíso, São Brás do Suacui, São João do Manteninha, São Thomé das Letras, Tumiritinga e Vermelho Novo.  O prefeito de Carlos Chagas, Milton José Tavares de Quadros, assinou, durante o ato, o contrato representando os demais chefes de Executivo municipais.

“Esse benefício, somado a todos os outros que mudaram a face das nossas regiões, principalmente do Norte e do Jequitinhonha, prepara Minas para o enfrentamento de qualquer crise”, afirmou o prefeito de Salinas, José Antonio Prates, que falou em nome dos demais prefeitos.

Estado referência

Minas é um dos poucos estados do país que garante aos municípios recursos de um banco de desenvolvimento com juros diferenciados e abaixo dos praticados pelo mercado: 4% (ou 7% no Novo Somma Maq) ao ano mais correção pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). O prazo para pagamento pode variar de 66 meses (cinco anos e meio) a 180 meses (15 anos).

“Hoje, felizmente, em todos os indicadores, Minas Gerais apresenta uma posição extremamente positiva e isso é motivo de orgulho e nos torna cada vez mais objeto de atenção e de cópia por outros estados da Federação e pelos organismos internacionais que nos visitam amiúde. Esse quadro, extremamente positivo, vai se repetir e vai permitir a atratividade de empresas e, fundamentalmente, da diminuição das desigualdades regionais, ainda uma realidade que temos de enfrentar em nosso Estado”, lembrou o governador.

O processo de contratação da operação de crédito passa pelas seguintes etapas: análise da capacidade de endividamento pelo BDMG; aprovação de lei municipal que autoriza o financiamento; encaminhamento pelo município da documentação exigida pela Secretaria do Tesouro Nacional, além de providências quanto ao processo licitatório para a execução do objeto contratado por parte do município. A entrega das máquinas e a execução das obras têm também o acompanhamento do BDMG.

Minas é mais emprego

Durante a cerimônia, o governador comemorou dados divulgados nessa quarta-feira (30) que mostram que, em outubro, a Região Metropolitana de Belo Horizonte apresentou a menor taxa de desemprego dos últimos 15 anos. A taxa caiu de 6,4% para 6% e é a menor entre as sete regiões metropolitanas avaliadas (Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Salvador e São Paulo).

Os dados são parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED-RMBH) e foram divulgados pela Fundação João Pinheiro (FJP), Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Dieese e Fundação Seade.

“Há de fato uma crise econômica mundial hoje, que agudiza na Europa e traz desdobramentos mundo afora. Festejamos aqui dados divulgados ontem na área do emprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde temos hoje praticamente pleno emprego. Seis por cento de desemprego. O menor índice da série histórica. O menor índice de todas as regiões metropolitanas do Brasil está aqui em Minas Gerais. Uma situação extremamente positiva”, afirmou o governador.

Fonte: Agência Minas