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Aécio proposta: simplificação do sistema tributário

Aécio: “Quero registrar de forma clara: essa região terá prioridade absoluta nas nossas ações de governo, no grande choque de infraestrutura”.

Aécio: investir para crescer

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Cuiabá (MT) – 19-08-14

(Seguem trechos)
 
Assuntos: eleições 2014; agronegócio; ministérios; infraestrutura; economia; Federação; Pedro Taques
 
Sobre Agronegócio e ministérios.

Será uma das maiores prioridades do meu governo dar condições para que o agronegócio avance no Brasil. Eu vou criar aquilo que eu já chamei do Superministério do Agronegócio, um ministério que vai ter uma interlocução em pé de igualdade com o Ministério da Fazenda, com o Ministério do Planejamento, na definição do orçamento, com oMinistério da Infraestrutura, na definição de quais os investimentos necessários a ampliar a competitividade de quem produz no Brasil. Vou, logo no inicio do governo, enviar uma proposta de simplificação do nosso sistema tributário para também diminuir o custo Brasil, que é grande entrave a quem produz hoje no campo.

Somos os mais produtivos da porteira para dentro e quando vamos da porteira pra fora falta tudo. Falta rodovia, falta ferrovia, falta hidrovia, faltam portos competitivos. O meu governo vai ser o governo do estímulo a quem produz, a quem trabalha no Brasil. E venho hoje mais uma vez ao Mato Grosso, a Cuiabá, ao lado do companheiro Pedro Taques , reafirmar esse compromisso com o Brasil produtivo, com o Brasil que gera divisas, com o Brasil que gera renda, com o Brasil que gera emprego.

Todos os brasileiros de todas as partes do Brasil devem reconhecer o esforço que essa região vem fazendo, mesmo com a ausência de um governo que planeje, de um governo que seja parceiro. Venho oferecer isso, uma grande parceria para que o Centro-Oeste brasileiro, o Mato Grosso, em especial, possa se desenvolver. Não fosse a força doagronegócio estaríamos com o crescimento negativo na nossa economia.

É aqui que temos que encontrar as formas de garantirmos cada vez maior competitividade e, mais do que isso, novos mercados para quem produz no Brasil. A nossa politica externa é esquizofrênica, privilegia o alinhamento ideológico em detrimento do pragmatismo, da abertura de novos mercados que seriam necessários para que quem produz aqui possa cada vez crescer mais.

Sobre investimentos em logística na região.

O meu governo terá uma vertente muito clara de privilegiar ferrovias e hidrovias, abandonadas muitas delas nesse governo.  A Tapajós – Teles Pires, a Paraguai – Paraná, falamos disso da outra vez. A BR 163 precisamos fazer com que seja concluída e levá-la até o seu vetor norte, até o Pará, Santarém.

A grande verdade é que falta ao Brasil um governo que planeje, que inicie as obras e entregue essas obras no prazo e no preço acertado. Não existe desperdício maior do dinheiro público do que uma obra que se inicia e não é concluída por incapacidade do governo, por impedimento de toda ordem. O nosso governo vai aliar decência e eficiência e quero aqui registrar de forma muito clara: essa região terá uma prioridade absoluta nas nossas ações de governo, no grande choque de infraestrutura que vamos iniciar após 1° de janeiro do ano que vem.

A diminuição do custo Brasil passa, em primeiro lugar, por investimentos em infraestrutura que possam garantir maior competitividade a quem produz. Em segundo lugar, por algo essencial que é a simplificação do nosso sistema tributário para em médio prazo temos também a diminuição da carga. E, em terceiro lugar, segurança jurídica para quem produz. O Brasil precisa de paz. Paz no campo, paz nas cidades, para sairmos da situação hoje vexatória de sermos o lanterna em crescimento na nossa região, na América do Sul, vendo, infelizmente, novamente [ameaçadas] aquelas principais conquistas que nos trouxeram até aqui, como a da estabilidade econômica, colocada em risco pela leniência do atual governo no combate a inflação.

Sobre agronegócio e meio ambiente.

Acho que esse é um falso dilema, uma falsa questão. Tivemos desde 1990 um aumento de algo em torno de 40% da área plantada no Brasil e, ao mesmo tempo, a produção brasileira aumentou 220%. É uma demonstração clara de que há compatibilidade sim entre o agronegócio e a preservação ambiental. Essa é agenda do futuro. O setor produtivo brasileiro que produz no campo, em sua grande maioria, tem enormes preocupações ambientais. Cabe o governo, por exemplo, fortalecendo a Embrapa, criar melhores condições, investindo em ciência, em tecnologia, para ajudar o produtor a compatibilizar o crescimento da sua produção com o aumento de produtividade, com a preservação ambiental. O nosso governo será o governo do estímulo ao aumento da produção, mas sempre atento a dar condições para que o meio ambiente seja preservado.

Sobre Ministério da Agricultura.

No dia 1º de janeiro de 2015 estarei cortando pela metade o atual número de ministério. Considero quase que um acinte à população brasileira você ter hoje 39 ministérios que não entregam, ao final, praticamente nada. Ministérios que servem muito mais para acomodar companheiros, para garantir alguns segundos a mais na propaganda eleitoral, do que efetivamente para melhorar a qualidade dos serviços públicos. Tenho dito, e quero aqui reafirmar, que criarei o Superministério da Agricultura, com poderes de negociação com o Ministério da Fazenda, com o Ministério do Planejamento e com o Ministério da Infraestrutura. Teremos no Ministério da Agricultura pessoas do setor, e tirarei, definitivamente, o Ministério da Agricultura do loteamento partidário. O Brasil não merece o que vem acontecendo ao longo dos últimos anos.

Sobre Ministério da Segurança Pública e Justiça.

E o Ministério da Justiça se transformará no Ministério da Segurança Pública e Justiça, com proibição de contingenciamento dos recursos da área. Infelizmente, nesses três anos e meio da atual presidente da República, do orçamento do Fundo Nacional de Segurança [Pública] menos de 40% foram executados – está aqui o governador Pedro Taques que conhece como poucos essa questão. Do Fundo Penitenciário, 10,5% apenas foram executados. Vamos promover uma profunda reforma, até porque, conduzida por Pedro Taques, essa proposta já está avançada no Congresso Nacional, infelizmente a base do governo não permitiu que fosse votada, uma reforma do Código Penal e do Código do Processo Penal, para que o sentimento de impunidade que existe hoje no Brasil não seja mais um fator a estimular a criminalidade.

Temos hoje no Brasil algo em torno de 550 mil policiais, entre civis em militares, em todos os estados brasileiros. Cerca de 15% desse contingente estão em serviço administrativo. Uma medida simples, fácil de ser resolvida, é o governo federal apoiar os estados pagando salário de funcionários administrativos para cumprirem essas funções e esses 15% irem para as ruas, para cumprirem as funções para as quais foram treinados e preparados. Teríamos um contingente de cerca de 670 mil pessoas já imediatamente nas ruas. E o meu governo vai coordenar uma política nacional de segurança, o que não existe hoje. Controle de fronteiras é responsabilidade da União, e as drogas e armas não são produzidas no Brasil, vêm dos nossos vizinhos, e o governo aceita isso como se não tivesse qualquer responsabilidade com essa questão.

Vamos reequipar a polícia federal, parcerias com as forças armadas. A polícia federal tem no orçamento de 2014 o menor orçamento desde o ano de 2009. Me lembro que a então candidata a presidente da República, atual presidente, anunciou às vésperas do último debate que iria colocar em funcionamento 14 VANTs – veículos aéreos não tripulados –, uma nova tecnologia a serviço da segurança. Quatro anos se passaram e apenas dois estão em uso, mesmo assim, precariamente, apenas para citar o exemplo entre o descompromisso entre aquilo que se propõe e aquilo que efetivamente se entrega.

Sobre o governo federal.

O meu governo será o governo da responsabilidade, vai ser o governo do reaquecimento da nossa economia, porque vamos gerar credibilidade para que os investidores estrangeiros, e mesmo os privados nacionais, voltem a produzir no Brasil. Quero que a taxa de investimentos da nossa economia salte em, quatro anos, dos atuais 18% para algo em torno de 24%. Vamos fazer uma gestão parceira com o setor privado, para que possamos superar esses gargalos de logística que ainda impedem um crescimento maior da nossa economia.

O atual governo também falhou. Falhou na condução da economia, nos deixará como legado inflação saindo do controle e crescimento pífio emoldurado pela perda crescimento da nossa credibilidade. Fracassou na gestão do Estado, como disse, o Brasil é um cemitério de obras inacabadas por toda a parte. E fracassou na condução da melhoria dos nossos indicadores sociais. Na segurança, a omissão é criminosa. Na saúde, a qualidade é cada ano pior, com o governo a cada ano participando com menos recursos do conjunto dos investimentos em saúde. E, na educação, em qualquer ranking respeitável internacional, estamos na lanterna.

O Brasil não merece esse crescimento medíocre que vem tendo, não merece continuar vendo empregos que poderiam estar sendo gerados aqui sendo gerados em outras regiões do mundo. Vamos alinhar nossa política externa com o pragmatismo que sempre a orientou no passado, abrindo novos mercados para quem produz no Brasil. O meu governo vai ser o governo da segurança, do trabalho, e certamente o governo que vai dar exemplos, também, de ética na condução da coisa pública.

Sobre Pedro Taques.

Pedro Taques é um dos mais qualificados quadro da vida pública brasileira. Quero dizer de forma muito clara, já que coloco mais uma vez os pés em Mato Grosso, na sua capital. Pedro Taques é, na minha avaliação, um dos mais completos homens públicos da sua geração. Ele é admirado pelos seus companheiros, mas é também respeitado pelos seus adversários. A vida pública precisa de Pedro Taques vencendo as eleições. E quero oferecer a Pedro, à população do Mato Grosso, a todos os companheiros que estão aqui, ao presidente do meu partido, Nilson Leitão, uma grande parceria. Uma parceria que não foi feita até aqui na história do governo federal com Mato Grosso para que os municípios se fortaleçam e para que o Estado tenha condições de cada vez mais ajudar ao Brasil a se desenvolver.

Sobre Pacto Federativo.

Tenho já há muitos anos, desde quando fui governador de Minas Gerais, sido um dos mais ferrenhos defensores da refundação da Federação. O Brasil está se transformando em um Estado unitário, apenas o governo federal tudo tem e tudo pode e todos dele acabam sendo dependentes. Um país das dimensões e da complexidade do Brasil não pode ser administrado de forma tão centralizada. Todos os itens da agenda da Federação foram adiados pelo atual governo. Desde a renegociação dos Estados, passando por propostas, inclusive uma de minha autoria, que impedem as desonerações de tributos incidentes sobre a base de arrecadação de municípios e dos Estados – permite ao governo federal faça as desonerações quando achar adequadas por questões especificas, sazonalidade ou por ocorrência desleal de determinado setor da economia, mas sobre a parcela de receita que lhe cabe. Precisamos rapidamente reorganizar e reequilibrar a Federação. Mas para isso é preciso um governo que tenha generosidade e o nosso terá.

Parecis SuperAgro: Aécio defende agronegócio em Mato Grosso

Senador Aécio critica a falta de infraestrutura para atender as necessidades de desenvolvimento do agronegócio no Brasil.

Senador também falada CPI da Petrobras e eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder 

Entrevista do presidente do PSDB, senador Aécio Neves

Assuntos: viagem ao Mato Grosso, agronegócio, CPI da Petrobras, eleições 2014

Sobre a viagem ao Mato Grosso e visita à Parecis SuperAgro

É um reconhecimento ao Brasil que produz e que contribui de forma definitiva para o nosso crescimento.  E para fazer aqui uma profissão de fé. Tenho dito sempre que o Estado, o governo, se não atrapalhar quem produz já está fazendo um grande favor. Queremos um Estado que possa ser parceiro. Parceiro no planejamento da mobilidade, portanto, da infraestrutura. Parceiro para simplificar a questão tributária. Parceiro do ponto de vista de dar tranquilidade a quem produz no campo, com respeito a regras absolutamente claras. Temos uma visão de Brasil que se aproxima muito daqueles que aqui nessa região têm desbravado fronteiras e feito o Brasil crescer. Não fosse o agronegócio brasileiro, e oMato Grosso tem um papel vital nisso, estaríamos praticamente com um crescimento nulo.

Então, é hora de termos um governo que possa compreender a importância do trabalho que se faz no campo, onde somos os mais produtivos do mundo. Disse quando estive em Sorriso, pouco tempo atrás, que da porteira pra dentro não há ninguém mais produtivo e eficiente do que o brasileiro, sobretudo aqueles que estão nesta região. O problema é da porteira para fora, quando falta tudo, falta ferrovia, falta hidrovia, faltam portos e falta, principalmente, planejamento. Vamos falar aqui hoje de um choque de planejamento para que possamos desbravar outras fronteiras, produzir cada vez mais e ter um retorno, uma renda cada vez maior.

Sobre a CPI da Petrobras.

O Brasil está acompanhando com indignação aquilo que vem acontecendo com as nossas empresas. A Petrobras, talvez por ser o patrimônio mais afetivo de todos nós brasileiros, pela luta na sua construção, pelo que ela representou para o Brasil, até pela nossa autoestima, além da importância para a economia brasileira, para o crescimento do país, éramos há quatro anos, a 12ª maior empresa do mundo. Hoje, somos a 120ª. A Petrobras, apenas neste período da atual presidente da República, perdeu mais de 50% do seu valor de mercado. Somos a empresa não financeira mais endividada do mundo. O governo do PT permitiu que este patrimônio de todos os brasileiros fosse embora. E o que é mais grave, permitiu uma governança pouco respeitosa a padrões éticos.

O que aconteceu na Petrobras, a partir do aparelhamento do governo federal, e infelizmente isso não acontece apenas na Petrobras – Eletrobras é outra empresa também que perdeu mais da metade do seu valor –, esse aparelhamento absurdo da máquina pública leva a desvios, à corrupção, é diretor preso, eu diria que o que aconteceu na Petrobras é uma vergonha. Por isso, estamos, ao lado do senador Pedro Taques, uma das vozes mais corajosas, hoje, do Congresso Nacional, esperando que, na próxima terça-feira, possamos ter, por parte do Supremo Tribunal Federal, a autorização ou a determinação para que a CPI da Petrobras possa ser instalada. E vamos investigar. Quem não tiver culpa no cartório não tem o que temer. Mas quem cometeu irregularidades à frente da Petrobras ou de qualquer outra empresa tem que pagar, e pagar exemplarmente. Essa é a questão fundamental.

Sobre aproximação com setores do PMDB.

Hoje, sou condutor de uma proposta. A proposta moderna de Brasil, onde a eficiência e a ética possam caminhar juntas. Sou portador de uma nova visão de mundo, que fuja desse alinhamento ideológico com alguns vizinhos que benefício algum traz ao Brasil. Acredito na meritocracia da gestão pública. Acredito na parceria com o setor privado como algo essencial ao crescimento do país. O maior avanço social, a medida mais efetiva e de maior impacto social que podemos ter em qualquer país – e no Brasil não é diferente – é a boa aplicação do dinheiro público, com planejamento e com metas.

Estou muito feliz de ver que, quanto mais eu ando, mais apoio viemos recebendo. Apoios naturais, porque as coisas naturais, tanto na vida quanto na política, são as que dão certo. O que vejo é a convergência de pensamentos, não apenas de companheiros de partido, ou de partidos aliados, mas de pessoas que querem encerrar esse ciclo que tem nos legado, deixado como herança, um crescimento pífio da economia e uma inflação crescente com aguda perda de credibilidade, para iniciarmos um novo ciclo onde o crescimento sustentável e o desenvolvimento sejam a nossa principal marca.

Gestão Eficiente: Minas investe em Educação acima do valor previsto na Constituição, aponta Ministério

Segundo o Ministério da Educação, o Governo de Minas destina 27,25% da arrecadação para o setor; patamar constitucional é de 25%

Minas Gerais figura entre os Estados brasileiros que investem, no setor da Educação, valores acima do patamar previsto em Constituição, segundo dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do Ministério da Educação. De acordo com o Siope, em 2010 o Governo de Minas destinou 27,25% de sua arrecadação para a área educacional – percentual superior aos 25% estabelecidos pela Constituição Federal. As informações se referem a 2010, já que os dados de 2011 ainda não foram consolidados pelo Ministério da Educação.

De acordo com o levantamento do Siope – que foi divulgado em reportagem da Agência Brasil, o portal de notícias oficial do Governo Federal – Minas Gerais ocupa a 11ª posição entre as 27 unidades da federação no ranking de investimentos públicos em Educação. Conforme pode ser conferido no quadro abaixo, nessa matéria o Estado está à frente do Rio de Janeiro (27,17%), da Bahia (26,28%), de Pernambuco (26,45%), de Santa Catarina (26,19%), do Mato Grosso (26,01%) e do Acre (26,21%), dentre outros. O Rio Grande do Sul é o estado que, percentualmente, investe menos (19,70%).

O Siope é um sistema eletrônico de informações, operacionalizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ele foi instituído para coleta, processamento, disseminação e acesso público às informações referentes aos orçamentos de Educação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Confira o percentual de investimento em educação de cada Estado em 2010:

Clique aqui e confira a íntegra da reportagem da Agência Brasil.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-investe-em-educacao-acima-do-valor-previsto-na-constituicao-aponta-ministerio/

Gestão Anastasia: renda agrícola de Minas tem aumento estimado de 10,2%

Já o valor previsto para o Brasil deve ter uma retração de 2,3%

O Valor Bruto da Produção Agrícola (VBP) em Minas Gerais, estimado para 2012, será de R$ 24,6 bilhões, cifra 10,2% superior à registrada no ano passado. De acordo com a nova estimativa, o valor previsto para o Brasil será de R$ 211,2 bilhões, equivalentes a uma retração de 2,3%.

O VBP se refere à renda dentro da propriedade e considera as 21 principais culturas agrícolas do país. O estudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) utilizou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo análise da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), os números mostram que Minas Gerais ocupa a terceira posição no VBP Agrícola nacional, atrás de São Paulo e Mato Grosso.

Em Minas Gerais, a banana ocupa o primeiro lugar em crescimento percentual do valor (83,8%) com estimativa de R$ 690 milhões. O segundo em crescimento é o algodão em caroço (24,2%) para a estimativa de R$ 244 milhões. No terceiro lugar está o feijão, com crescimento previsto de 17,7% para o valor de R$ 1,2 bilhão.

Evolução expressiva também está prevista para a cana-de-açúcar. O novo levantamento mostra crescimento de 9,5% no valor do produto, relativos à cifra de R$ 4,1 bilhões. E o milho mostra uma progressão de 8,7%, com o valor estimado de R$ 3 bilhões. Já a soja tem previsão de valor praticamente idêntico ao registrado em 2011, que foi de R$ 2,1 bilhões.

O café continua na condição de produto da agricultura mineira com renda mais alta, sendo a estimativa para 2012 da ordem de R$ 11,2 bilhões, embora esta cifra seja 1,5% inferior à do ano passado. Para Márcia Aparecida de Paiva Silva, assessora técnica da Superintendência de Política e Economia Agrícola da Seapa, essa retração pode ser atribuída às oscilações de preço do produto no mercado internacional, principalmente nos destinos mais afetados pela crise econômica.

Valor Bruto da Produção Agrícola (VBP) – Minas Gerais

Total: R$ 24,6 bi (+10,2%)

Cana-de-açúcar : R$ 4,1 bi (+ 9,5%)

Milho: R$ 3,0 bi (+8,7%)

Soja: R$ 2,1 bi (+0,2%)

Feijão: R$ 1,2 bi (+17,7%)

Banana: R$ 690 mi (+83,8%)

Algodão: R$ 244 mi (+24,2%)

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/renda-agricola-de-minas-tem-aumento-estimado-de-102/

Governador Anastasia assina protocolo de intenções para investimentos privados em Uberlândia

B2W e Lojas Americanas, Souza Cruz e Grupo Carol Sodru vão investir cerca de R$ 300 milhões
Wellington Pedro/Imprensa MG
Anastasia assinou protocolo de intenções com a B2W Companhia Global de Varejo e a Lojas Americanas
Anastasia assinou protocolo de intenções com a B2W Companhia Global de Varejo e a Lojas Americanas

O governador Antonio Anastasia assinou, nesta sexta-feira (10), durante visita a Uberlândia, protocolo de intenções com a B2W Companhia Global de Varejo e a Lojas Americanas, para a implantação de dois centros de distribuição, naquele município do Triângulo Mineiro. Com investimentos da ordem de R$ 150 milhões, a expectativa é que os empreendimentos gerem 1.500 empregos diretos e 800 indiretos até 2013, quando deverão entrar em operação. O documento foi assinado pela presidente da Lojas Americanas, Ana Cristina Ramos Saicali.

A Souza Cruz, que tem em Uberlândia a maior fábrica de cigarros da América Latina, informou ao governador investimentos, neste ano, de R$ 140 milhões, para modernização da unidade. A empresa poderá ampliar os investimentos em R$ 250 milhões, até 2015. Já o presidente da Carol Sodru S.A anunciou a transferência da matriz, localizada em São Paulo, para Uberlândia, em que pretende investir cerca de R$ 5 milhões.

Ao comentar esses investimentos, Antonio Anastasia afirmou que o papel do Estado é desburocratizar e criar um ambiente favorável à atração de negócios.

“Estamos muito felizes, porque esses anúncios hoje, aqui em Uberlândia, demonstram que Minas Gerais está correta na sua política de atração de investimentos. Estamos atraindo investimentos em todos segmentos econômicos, na agropecuária, na indústria, nos serviços. Agora temos um esforço ainda maior porque queremos diversificar a economia mineira. Essa diversificação significa não só ficarmos dependentes do minério e do café, que são produtos fundamentais para a nossa economia, mas é importantíssimo que tenhamos indústrias importantes e serviços que, aliás, demonstram a nova economia do século XXI”, afirmou.

O prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, destacou que o município tem seu desenvolvimento vinculado à parceria que mantém com o Estado, a qual deveria servir de exemplo para todos os prefeitos. “Sem essa parceria entre a prefeitura e o Governo de Minas haveria mais dificuldades para gerar emprego e renda para a população”, afirmou

Lojas Americanas

O centro da B2W será destinado exclusivamente à armazenagem, manuseio e despacho de mercadorias comercializadas na modalidade de comércio eletrônico e telemarketing (e-commerce). O centro de distribuição das Lojas Americanas vai repassar mercadorias para seus estabelecimentos comerciais (lojas físicas). Os dois centros irão atender os mercados de Minas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e Acre.

A B2W Companhia Global do Varejo é uma empresa de comércio eletrônico criada no final de 2006 pela fusão entre Submarino, Shoptime e Americanas.com. Controlada pelas Lojas Americanas (54,56% do capital social), detém as marcas Lojas Americanas, Submarino, Shoptime, bem como as subsidiárias Ingresso.com, B2W Viagens e Submarino Finance. O grupo ainda controla as operações da Blockbuster no Brasil.

Souza Cruz

A Souza Cruz vai investir, este ano, R$ 140 milhões na modernização de sua fábrica de cigarros em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Existe a possibilidade de a empresa fazer outros investimentos, que podem chegar a R$ 250 milhões, até 2015. Segundo a empresa, a decisão da compra de máquinas e equipamentos foi tomada após medidas do Governo do Estado no sentido de desburocratizar o processo para importação de maquinário sem similar no mercado nacional. Essas medidas ajudaram decidir pela realização dos investimentos em Uberlândia.

A Souza Cruz implantou a unidade de Uberlândia há 34 anos.  Com 1.100 empregados, a unidade é a maior da América Latina e responsável pelo atendimento de 40% do mercado brasileiro.  A empresa informou que gera R$ 300 milhões por ano em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e injeta R$ 70 milhões na economia de Uberlândia. Está entre as cinco maiores empresas pagadoras de impostos do Brasil.

Carol Sodru

Durante reunião no gabinete do prefeito Odelmo Leão, os diretores da Carol Sodru S.A anunciaram a transferência da matriz, localizada em São Paulo, para Uberlândia. Serão investidos cerca de R$ 5 milhões e a nova sede da empresa será instalada em uma área de 1.300 metros quadrados. A expectativa é que a matriz da Carol Sodru seja inaugurada ainda neste semestre, com a geração imediata de cerca de 100 postos de trabalho. Nos próximos cinco anos, o número de vagas pode saltar para 150. Além do novo escritório, os investimentos serão usados para compra de materiais de suporte tecnológico, transferência e contratação de profissionais qualificados. Também a sede da Lider Armazéns Gerais, empresa do grupo, será transferida de São Paulo para Minas Gerais, com aproximadamente oito profissionais de logística e transbordos.

No plano de investimentos da empresa para os próximos cinco anos, a intenção é construir uma Unidade Beneficiadora de Sementes (UBS), com cerca de 30 profissionais, incluindo agrônomos para trabalhar com melhoramento genético. Outro projeto é a aquisição de uma planta industrial para moagem de soja e transformação em óleo, farelo e biodiesel, que contará com cerca de 120 profissionais (executivos, engenheiros e operários).

A Carol Sodru é uma joint venture, criada em 2010, entre o grupo russo Sodrugestvo (51%) e a Cooperativa dos Agricultores da Região de Orlândia (49%) e atua na produção de óleo e farelo de soja. A Sodrugestvo detém a maior processadora de soja da Europa (3.300 toneladas por dia). No Brasil, a empresa emprega 580 pessoas, sendo que no pico da safra o número de postos pode chegar a mil.

O presidente da Carol Sodru, Roger Maynard, disse que as perspectivas da empresa com a transferência para o Triângulo são muito grandes. “Uberlândia é a porta do Cerrado. A localização geográfica e a infraestrutura da cidade é muito positiva para o desenvolvimento da empresa que está vindo para o Brasil”, afirmou.

Repasse

O governador autorizou ainda o repasse da segunda parcela de R$ 9 milhões para custeio e manutenção do Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro. Os recursos são fruto de convênio assinado em 2011, no valor total de R$ 18 milhões. Desde 2007, o Governo de Minas já repassou para o Hospital cerca de R$ 59,5 milhões, incluindo recursos para obras.

O Hospital Municipal é um hospital geral, de média complexidade, com 258 leitos, sendo 30 de UTI adulto e 28 de UTI Neonatal, e capacidade para 900 atendimentos/mês. Com mais de 55 mil metros quadrados de construção, o projeto atende aos mais exigentes padrões de qualidade hospitalar, adotando conceitos inteligentes, como manutenção de baixo custo e processos ecologicamente corretos.

Viaduto

O governador participou também da abertura ao tráfego do viaduto entre os cruzamentos das avenidas João Naves de Ávila e Rondon Pacheco. A estrutura, de 235 metros de comprimento, 22 de largura e seis pistas de rolamento, três em cada sentido, consumiu R$ 24 milhões, sendo R$ 12 milhões recursos do Governo de Minas e os outros R$ 12 milhões contrapartida do município. A obra beneficiará 25 bairros. Durante a construção, 200 empregos foram gerados.

O viaduto integra o programa viário “Uberlândia Integrada”, que também conta com a participação do governo do Estado com investimentos da ordem de R$ 48 milhões.  Mais de 50% das obras de drenagem pluvial, pavimentação, urbanização, sinalização e iluminação estão concluídas. Pedestres e ciclistas também serão beneficiados com a construção de faixas elevadas para travessia de pedestres, calçadão, ciclovia e áreas verdes.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: comunidades terapêuticas serão mapeadas em censo estadual e nacional

O censo será realizado com o objetivo de identificar essas comunidades, conhecer sua distribuição, estrutura de funcionamento e capacidade de atendimento

Bernardo Carneiro/Seds
A capacitação dos 22 pesquisadores aconteceu na Cidade Administrativa
A capacitação dos 22 pesquisadores aconteceu na Cidade Administrativa

Os primeiros passos para o início do Censo das Comunidades Terapêuticas, em Minas Gerais, foram dados nesta quarta-feira (8) na Cidade Administrativa, com a capacitação de 22 pesquisadores. O trabalho tem o apoio da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), por meio de suporte técnico e logístico da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod). O censo será realizado em todo o país com o objetivo de identificar essas comunidades, conhecer sua distribuição, estrutura de funcionamento e capacidade de atendimento em todo o território nacional.

A iniciativa é da Secretaria Nacional sobre Drogas (Senad), em parceria com as Federações das Comunidades Terapêuticas, com a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os resultados obtidos no censo servirão de base na definição de estratégias para o fortalecimento e a integração da rede de atendimento a usuários de álcool e outras drogas.

O subsecretário de Políticas sobre Drogas, Cloves Benevides, avalia o trabalho como um “esforço entre a Senad e o Governo de Minas que pode auxiliar as políticas públicas de combate e prevenção às drogas no estado”. Em Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins a supervisão do censo ficará sob a responsabilidade da Federação das Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Brasil (Feteb).

Responsabilidades

A Secretaria Nacional sobre Drogas é responsável pelo financiamento do projeto, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre cuida de toda a parte administrativa, como contratações e repasses de recursos, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul é responsável pelo processamento das informações. Nos estados da Região Norte e Nordeste a supervisão ficará a cargo da Federação Norte e Nordeste das Comunidades Terapêuticas (Fennoct), no Rio de Janeiro e São Paulo pela Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (Febract) e nos estados da Região Sul pela Cruz Azul no Brasil. A coordenadora do projeto, Andreia Diel, destaca que o Censo das Comunidades Terapêuticas será viabilizado graças “a uma aliança de competências de profissionais e instituições de todo país”.

As Federações das Comunidades Terapêuticas devem, entre outras atribuições, treinar e supervisionar os coletadores de informações, produzir relatórios semanais sobre o andamento do censo e enviar os dados para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “No censo as comunidades terapêuticas não serão avaliadas. A intenção é divulgar para as famílias e técnicos, instituições governamentais e não governamentais onde estão e que tipo de atendimento realizam as comunidades de todo o país” enfatiza a psicóloga e técnica do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), Eliana Berger.

Fonte: Agência Minas