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Governo de Minas: Secretaria de Meio Ambiente lembra a importância de Minas no cenário nacional das águas

Estado é considerado a caixa d’água do Brasil, por possuir 8,3% de rios e lagos naturais e artificiais e 17 bacias hidrográficas federais

Evandro Rodney
Bacia do Rio São Francisco é o mais importante curso d'água do Estado
Bacia do Rio São Francisco é o mais importante curso d’água do Estado

Minas Gerais é um Estado privilegiado por sua hidrografia e por possuir em seu território importantes bacias hidrográficas, com uma representatividade primordial no cenário nacional das águas. O Estado possui 3,5% da disponibilidade hídrica brasileira, sendo seus principais cursos d´água os rios São Francisco, Jequitinhonha, Doce, Grande, Paranaíba, Mucuri e Pardo, sendo a bacia do rio São Francisco a mais importante.

Constituindo recurso hídrico estratégico para o desenvolvimento do Estado, bem como para todo o país, as águas que correm em solo mineiro são importantes para o desenvolvimento de atividades, como indústria, mineração, produção de energia hidrelétrica, irrigação e drenagem, produção agrícola, pecuária, piscicultura, além das turísticas. O Estado de Minas é considerado por muitos como a caixa d’água do Brasil, por possuir 8,3% de rios e lagos naturais e artificiais e 17 bacias hidrográficas federais, que banham quase 67% do território mineiro, e mais de 10 mil cursos d água.

Outras bacias de médio e pequeno porte também possuem sua devida importância no cenário nacional, como as bacias dos rios que correm em direção ao Estado da Bahia, Buranhém, Jucuruçu, Itanhém, Peruípe e Mucuri, e dos rios que se direcionam ao Espírito Santo, Itaúnas, São Mateus, Itapemirim e Itabapoana. Podemos ressaltar também a bacia dos rios Piracicaba e Jaguari, em que o rio Jaguari é um importante afluente do rio Tietê, que abastece a região metropolitana de São Paulo.

Bacia Hidrográfica e os comitês

Com o objetivo de orientar o planejamento e o gerenciamento dos recursos hídricos nas diferentes bacias hidrográficas mineiras, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) criou as Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos (UPGRHs). Atualmente, o Estado encontra-se dividido em 36 UPGRHs, regiões onde se aplicam as políticas de recursos hídricos, conforme as características naturais, sociais e econômicas daquele território.

Os esforços realizados pelo Governo de Minas, no período de 2003 a 2010, colocaram o Estado no patamar mais avançado de gestão de recursos hídricos do país, incluindo a adoção de medidas que assegurem o financiamento e pleno funcionamento de 36 Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) criados no Estado. Por isso, é importante a participação efetiva dos comitês, responsáveis pelo gerenciamento do uso da água. Além disso, eles são os responsáveis também pela elaboração e execução dos planos de bacia de cada região e pela definição dos mecanismos de cobrança pelo uso da água.

A bacia hidrográfica é considerada a unidade territorial adequada para a gestão dos recursos hídricos e para a realização de ações, atividades, programas e projetos voltados para a melhoria da qualidade e da quantidade das águas.

Dentro da premissa da Política Nacional de Recursos Hídricos, Minas Gerais tem trabalhado na gestão descentralizada, tendo em vista a participação do poder público, dos usuários e das comunidades.

Recursos hídricos

Na reunião da plenária do Copam, realizada na quinta-feira (22), no Dia Mundial da Água, o presidente do Conselho e secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães Chaves, afirmou que as discussões sobre recursos hídricos estão cada vez mais intensas e alarmantes.

“No Fórum Mundial das Águas, realizado em Marselha, na França, este mês, a delegação brasileira era uma das mais robustas, demonstrando a importância do Brasil para o tema”, afirmou. “Minas Gerais tem de ser protagonista em qualquer decisão, já que é fornecedor de água para diversos outros estados”, completou.

Para Magalhães, Minas possui um sistema moderno de gestão pública de recursos hídricos, no qual os Comitês de Bacia e o Fhidro têm uma atuação destacada. “O Fhidro tem papel crucial na gestão ambiental, permitindo a execução de ações efetivas para a conservação da quantidade e da qualidade da água”, destaca. “Já os Comitês têm uma missão duplamente importante, planejando, estimulando e executando as ações locais e de ponte entre a sociedade e o poder público estadual”, completa.

O secretário afirma que o trabalho é facilitado pelas ferramentas que vêm sendo desenvolvidas pelo CERH e pelo Sisema, por meio do Igam. São os casos do Plano Estadual de Recursos Hídricos e os Planos Diretores de Recursos Hídricos de Bacia Hidrográfica, estudos que definem os princípios, diretrizes e ações para o planejamento e controle adequado do uso da água no Estado.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/secretaria-de-meio-ambiente-lembra-a-importancia-de-minas-no-cenario-nacional-das-aguas/

Governo de Minas: Unesco-Hidroex vai implementar Educação para Águas na Comunidade de Países de Língua Portuguesa

Acordo foi assinado no 6º Fórum Mundial da Água, em Marselha, na França

Divulgação/Sectes
Representantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa assinaram, na França, acordo para melhoria da gestão de recursos hídricos
Representantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa assinaram, na França, acordo para melhoria da gestão de recursos hídricos

Com o apoio do Unesco-Hidroex, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) irá aperfeiçoar a sua formação para melhorar a gestão dos recursos hídricos. Reunidos no 6º Fórum Mundial da Água, em Marselha, os diretores gerais da água da CPLP assinaram acordo que prevê a implementação, em curto prazo, das ações de educação para águas promovidas pelo Unesco-Hidroex.

“Este é um documento produzido em uma reunião que o Hidroex participou, na qual os diretores de água dos países da CPLP definiram que cada um deles será o ponto focal encarregado das articulações – via CPLP ou bilateral – necessárias para o desenvolvimento de um programa de educação para as águas em cada um dos países. Nós temos o compromisso de trabalhar com os países de língua portuguesa, portanto, executaremos parte do programa, e alguns cursos serão oferecidos em parceria com o Instituto de Educação para Água (IHE) da Unesco, que orienta a implantação pedagógica do Hidroex”, explicou o presidente do Unesco-Hidroex, Octávio Elísio.

A assinatura aconteceu nesta sexta-feira (16) no Pavilhão Brasil do 6º Fórum Mundial da Água, evento que reúne mais de 140 países na busca por uma melhor gestão mundial dos recursos hídricos. Além do diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, que será o ponto focal no Brasil, assinaram o acordo dirigentes da água em Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Cabo Verde. O documento será repassado aos responsáveis em Angola, Moçambique e Timor Leste, ausentes no Fórum.

A iniciativa de implantar um programa de educação para águas é a ação inicial prevista no Plano de Formação da CPLP em Recursos Hídricos, que será encaminhado para aprovação oficial aos ministros da CPLP responsáveis pela gestão desses recursos nos seus países.

No acordo assinado pela CPLP, o Unesco-Hidroex está encarregado de atender um ou dois formandos, por país, nos seus cursos de formação. Para viabilizar todas as ações, o Brasil, por meio da ANA, irá complementar o fundo especial da CPLP de 80 mil euros, disponibilizados por Portugal, com uma contribuição de 80 mil dólares. Cada um dos países da comunidade receberá, ainda, um valor adicional de 100 mil dólares para domínio da transferência de tecnologia em recursos hídricos.

Educação para as Águas

O Hidroex é o único centro da Unesco na América Latina dedicado à excelência em águas. Criado em 2009 pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), o Hidroex conduz projetos de capacitação e formação em gestão de recursos hídricos com o apoio pedagógico do Instituto de Educação para Água (IHE) da Unesco.

Um projeto de destaque é a Floresta Escola, que já identificou novas espécies de plantas e animais na região de cerrado onde está localizada a sede da instituição, em Frutal, no Triângulo Mineiro. A estrutura do Hidroex, com laboratórios, salas multimídias e outras comodidades, oferece também cursos de educação a distância e iniciativas de educação para as águas no ensino básico local, com o objetivo de mudar o comportamento de crianças, adolescentes e adultos.

Em parceria com 12 universidades federais e privadas, além de diversas centros de pesquisa e desenvolvimento como a ANA, a Embrapa e a Cousteau Society, o Unesco-Hidroex está implementando a Cidade das Águas, um complexo que reúne instituições nacionais e internacionais no mesmo ambiente interativo focado em educação, água e pesquisa.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Cidade das Águas Unesco-Hidroex abre programação no Fórum Mundial da Água

Evento reúne delegações de mais de 140 países em busca de soluções para a gestão e preservação dos recursos hídricos

A resposta do Governo de Minas ao desafio de conservação da água – a Cidade das Águas Unesco-Hidroex – abriu nesta terça-feira (13) a programação do Pavilhão Brasil dentro do 6º Fórum Mundial da Água, em Marselha (França). No evento que deve mobilizar cerca de 30 mil pessoas até o próximo sábado (17), o Unesco-Hidroex apresentou a Educação para as Águas como grande solução para a melhoria da gestão dos recursos hídricos no planeta.

“Nós viemos mostrar o que estamos fazendo em Minas, começando pelo município de Frutal, onde a Cidade das Águas está nascendo, ancorada no Unesco-Hidroex. Apresentamos no Fórum uma experiência concreta de Educação para as Águas a partir do ensino fundamental, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Fundação Cousteau. Trata-se de uma ação inovadora que mobiliza a escola a participar do processo de recuperação do Ribeirão Frutal. Nós colocamos a criança em contato com um problema real do seu cotidiano”, destacou o presidente do Unesco-Hidroex, Octávio Elísio, acompanhado do seu vice, Alexandre Saad.

Assista ao vídeo de apresentação da Cidade das Águas e conheça todas as ações desenvolvidas pelo Unesco-Hidroex.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que inaugurou o Pavilhão Brasil nesta segunda (12), a Educação para as Águas é uma das frentes prioritárias que devem ser trabalhadas no país. “Dentre os desafios que nós temos hoje na governança da água, o maior é conseguir a participação social e o engajamento das populações, não só em torno dos problemas da água, mas também na busca de soluções. A educação é um instrumento poderoso para mudar o comportamento e influenciar decisões, e o Unesco-Hidroex tem trabalhado de maneira dedicada esta agenda. A iniciativa do Unesco-Hidroex de Educação para as Águas é concreta e coloca todos juntos em ações que influenciam a qualidade de vida do mundo”, disse a ministra.

Além de abordar a educação, o presidente do Unesco-Hidroex anunciou na sessão de abertura da programação, a aprovação, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da proposta do Hidroex, em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), de criar editais do programa “Ciência sem Fronteiras” voltados especificamente para a excelência em águas.

De acordo com Octávio Elísio, o objetivo é agilizar o processo de enviar os melhores técnicos, estudantes, professores e pesquisadores do Brasil para áreas de excelência no exterior, e trazer grandes especialistas para trabalhar na Cidade das Águas. A diretoria do Unesco-Hidroex se reune com o CNPq na próxima semana para acertar os detalhes do edital.

O “Ciência sem Fronteiras para Excelência em Águas” será possivel por meio da criação de um campus global em água, liderado pelo Institute for Water Education (IHE) da Unesco, localizado em Delft (Holanda), que orienta as ações pedagógicas de implantação do Hidroex e irá coordenar os outros 25 centros da Unesco dedicados ao estudo dos recursos hídricos no mundo.

Brasil entra na disputa para sediar a 8ª edição do Fórum

2018 pode ser o ano da água no Brasil. Durante a cerimônia de inauguração do Pavilhão Brasil, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, anunciou a posição da presidente Dilma Rousseff e da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, de defender o nome do país para sediar o 8º Fórum Mundial da Água. E o Brasil parece ser um candidato forte.

A delegação brasileira, composta por cerca de 80 integrantes, é a maior presente no 6º Fórum Mundial das Águas. Para o diretor do Conselho Mundial da Água, Loic Fouchon – responsável pela realização do fórum – o tamanho e a diversidade da delegação, que conta com representantes da indústria, do setor agropecuário, financeiro e de P&D, representa o compromisso do Brasil com a busca de soluções para os problemas de escassez e mau uso da água.

Fonte: Agência Minas