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Minas tem mais uma propriedade certificada como livre de Brucelose e Tuberculose bovina

A fazenda Boa Vista, na cidade de Jesuânia, foi a décima propriedade a obter essa qualificação em todo o Estado

Minas Gerais possui mais uma propriedade considerada livre de doenças importantes para a economia estadual. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) entregou o Certificado de Propriedade Livre de Brucelose e Tuberculose animal ao produtor Roberto Dias de Castro, proprietário da fazenda Boa Vista, localizada no município de Jesuânia, no Sul do Estado.

O produtor, que possui um pequeno laticínio em sua propriedade, destaca a importância e as vantagens de obter a certificação. “Através deste título fica comprovado que o leite produzido aqui é de qualidade e meu objetivo a partir de agora é conquistar novos clientes, ganhando um novo mercado na região”, afirma.

A certificação faz parte das ações do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em 2001. O IMA é o responsável pela execução do programa em todo o território mineiro.

O procedimento é voluntário e voltado para a produção de gado de leite. Neste caso, são aplicadas medidas de saneamento e vigilância sanitária que garantem a qualidade do leite e seus derivados.

Para manter o status de propriedade livre de brucelose e tuberculose, o produtor deve realizar, anualmente, testes supervisionados de diagnóstico para comprovar que o rebanho continua saudável. Caso exista algum animal positivo, ele deve ser sacrificado e em seguida devem ser realizados dois testes consecutivos em todo o rebanho com resultado negativo. Se não houver inconformidades, ele renova seu certificado.

A fazenda Boa Vista é a décima propriedade a obter essa qualificação em Minas, sendo que as demais ficam nos municípios de Arapuá, Bambuí, Carmo do Paranaíba, Patos de Minas, Coronel Pacheco, Juiz de Fora e Itaipé. Além disso, o Estado possui mais 92 propriedades em processo de certificação.

O certificado isenta o teste de diagnóstico para transportar os animais e participar de eventos agropecuários enquanto durar sua validade, que é de um ano.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, atenta para a importância da certificação de propriedades livres e monitoradas. “É uma oportunidade que os produtores têm para agregar valor aos seus produtos. Sendo assim, este é um programa que envolve todo setor produtivo, além de comunidades rurais, o setor industrial e os consumidores”. Altino ainda afirma que a expectativa é de que cada vez mais propriedades mineiras obtenham o título.

O interessado em certificar sua propriedade deve procurar o escritório do IMA ao qual pertence sua propriedade, acompanhado de médico veterinário habilitado. Ele deve preencher um requerimento e, a partir disso, o instituto faz a vistoria oficial e emite seu parecer para que se inicie o processo de certificação. O prazo mínimo para concessão da certificação é de nove meses.

Brucelose e Tuberculose

A brucelose e a tuberculose são uma das principais causas de perdas econômicas na produção pecuária em todo o território brasileiro, já que podem provocar aborto, queda na produção de leite, menor número de bezerros e o desenvolvimento tardio desses animais.

Causada pela bactéria Brucella abortus, a brucelose ataca bovinos, bubalinos, suínos, equinos, caprinos e ovinos. A tuberculose também é causada por bactéria, a Mycobacterium bovis, e acomete bovinos, bubalinos, suínos, caprinos, ovinos e aves. Ambas podem infectar o homem e têm grande importância para a saúde pública.

Com relação à tuberculose, não existe vacina. A melhor forma de prevenir a doença no rebanho é comprar somente animais que apresentem resultado negativo no teste da doença. No caso da brucelose, a vacinação com a amostra B19 é obrigatória para fêmeas entre três e oito meses de idade, devendo ser realizada sob responsabilidade de médico veterinário cadastrado no IMA.

Durante o ano de 2011, um total de 1,9 milhão de bezerras foi imunizado contra a brucelose em Minas Gerais, o que representa cerca de 83% do total de fêmeas vacináveis no Estado.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: parceria entre Governo do Estado e União vai levar água para comunidades rurais

 

BELO HORIZONTE (17/01/12) – O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), assinou nesta terça-feira (17), no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-MG), convênios com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para realização de obras na área de saneamento em 28 cidades do Norte de Minas e dos vales do Jequitinhonha e Mucuri. As obras consistem na implantação de Sistema de Esgotamento Sanitário e de Abastecimento de Água em comunidades com menos de 200 habitantes que, nos últimos anos, sofreram com a falta d’água e de condições sanitárias.

A assinatura desses convênios é resultado de uma parceria entre a Sedru, Copasa e Funasa, que visa assegurar o abastecimento de comunidades, em sua maioria de zonas rurais, com água tratada e acesso a rede de esgoto. Dos 28 convênios assinados, 12 são para a implementação de sistemas de abastecimento de água e 16 são para a construção de sistemas de esgotamento sanitário. Para a realização dessas obras serão investidos R$ 15,8 milhões, sendo R$ 12,7 milhões de recursos da União e R$ 3,1 milhões de contrapartida do Governo de Minas.

“A implementação dos sistemas de saneamento nesses municípios tem o objetivo de melhorar as condições sanitárias e o acesso a água tratada de milhares de famílias, proporcionando a melhoria da qualidade de vida, o aumento dos índices sociais, além de devolver a dignidade para pessoas que não tem em casa água tratada para beber, cozinhar, dar banho nas crianças ou lavar roupa”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto.

Resposta ao legislativo

Em setembro do ano passado, foi entregue ao secretário Bilac Pinto um relatório elaborado pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), por meio da Caravana do Jequitinhonha, que percorreu cidades no semiárido mineiro, identificando as localidades que mais necessitava de intervenções sanitárias.

Com esse diagnóstico em mãos, a Sedru, juntamente com a Copasa, elaborou uma proposta de ações pontuais nessas comunidades para acabar com os problemas de falta de água e melhora das condições sanitárias. Esta proposta foi apresentada à Funasa, que aprovou a execução de obras em 28 cidades da região.

“Quero destacar a importância da parceria entre o governo federal, Governo de Minas e Poder Legislativo. Foi graças a essa combinação de força política que hoje celebramos a ajuda aos municípios que sofrem com a seca no Estado de Minas Gerais. Uma demanda que surgiu por intermédio de uma caravana da Assembleia na região e que foi passada para o governador Antonio Anastasia, que determinou à Sedru o atendimento a esses municípios detectados. Assim, procuramos a Funasa que, prontamente, atendeu nossa demanda, por meio do presidente Gilson Queiroz”, disse Bilac Pinto.

Municípios atendidos

As cidades que vão receber obras de abastecimento de água são: Araçuaí, Berilo, Catuji, Francisco Badaró, Itaipé, Jenipapo de Minas, Luislândia, Mirabela, Novo Cruzeiro, Ponto dos Volantes e Virgem da Lapa.

Já as obras de esgotamento sanitário serão realizadas nas cidades de: Águas Formosas, Ataléia, Capelinha, Carlos Chagas, Catuji, Chapada do Norte, Delfinópolis, Diamantina, Felisburgo, Frei Gaspar, Grão Mogol, Itambacuri, Ladainha, Minas Novas, Pescador e São Roque de Minas.

Fonte: Agência Minas