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Governo de Minas: Núcleo de História da Unimontes e Iepha iniciam pesquisa para a proteção do patrimônio do Vale do São Francisco

As pesquisas e suas metodologias serão apresentadas no “Fórum Inventário”, que será realizado em duas etapas: a primeira, nesta sexta-feira (15)

Um trabalho coletivo, possibilitado por um convênio de cooperação técnica e científica entre o Núcleo de História e Cultura Regional (Nuhicre) da Unimontes e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), culminará na elaboração de um inventário para a proteção do patrimônio cultural do Vale do rio São Francisco, no Norte de Minas. Os objetos de pesquisa estão nos chamados “bens imateriais tradicionais”, como os métodos de fabricação artesanal de alimentos, embarcações e instrumentos musicais, além dos costumes em danças populares e nas festas religiosas, aspectos que são passados entre as gerações dos moradores ribeirinhos.

As pesquisas e suas metodologias serão apresentadas no “Fórum Inventário”, que será realizado em duas etapas: a primeira, nesta sexta-feira (15), na sede do Instituto Federal do Norte de Minas (Ifet), em Pirapora, das 8h às 12h, e a segunda parte na cidade de Manga, no dia 30, na Escola Estadual Brasiliano Braz. Participarão dos eventos lideranças e associações comunitárias, ONGs, gestores públicos, dentre outros.

O professor Denílson Meireles Barbosa é o responsável pela coordenação do projeto junto ao Nuhicre, que conta, para o trabalho, com uma equipe formada por dez docentes e dez acadêmicos do curso de História. O prazo para a conclusão do Inventário Cultural do Rio São Francisco é de 18 meses e, uma vez pronto, será catalogado na base de dados do Iepha para pesquisas.

Para o professor, “o inventário nos permitirá uma releitura e, ao mesmo tempo, a ampliação do mapeamento cultural já existente, que tem como foco os hábitos e costumes tradicionais das comunidades ribeirinhas do rio São Francisco entre Pirapora a Manga”.

O Iepha responderá pela orientação técnica e pela metodologia de pesquisa como forma de aproveitar ao máximo as informações coletadas com os ribeirinhos.

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Rio São Francisco, é parceiro da Unimontes e do Iepha no projeto, já que os recursos para o estudo científico, da ordem de R$ 300 mil, foram gerados a partir da aplicação de multas a empresas que produziram ilegalmente o carvão vegetal.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/nucleo-de-historia-da-unimontes-e-iepha-iniciam-pesquisa-para-a-protecao-do-patrimonio-do-vale-do-sao-francisco/

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Governo de Minas: Iepha estende consulta pública para novas regras do ICMS Patrimônio Cultural

 

Agentes culturais, gestores públicos e cidadãos podem participar até 6 de junho do processo

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) prorrogou para 6 de junho o prazo para que agentes culturais, gestores públicos e cidadãos participem do processo de aprimoramento da atual deliberação para repasses estaduais aos municípios via ICMS Patrimônio Cultural.

Todas as sugestões enviadas via formulário eletrônico, disponível no site do Iepha/MG, serão analisadas pelo relator designado pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep). No espaço destinado à consulta pública, o Iepha disponibilizou, ainda, a íntegra da atual deliberação e principais propostas de mudança já apresentadas pelo instituto ao Conep no início de maio.

A partir desses apontamentos, das sugestões propostas pelo público e pela sua própria avaliação, o relator irá elaborar um texto final que será apresentado e votado pelo Conep em sua próxima reunião, em data ainda a ser definida.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/iepha-estende-consulta-publica-para-novas-regras-do-icms-patrimonio-cultural/

Governo de Minas: Iepha promove mostra de estandartes na Rodoviária

A mostra que reúne 22 peças integra as comemorações pelos 40 anos do Iepha-MG

Arquivo Iepha-Mg
Artista Ailton Graga expõe sua arte na rodoviária
Artista Ailton Graga expõe sua arte na rodoviária

Um dos lugares de maior circulação de pessoas em Belo Horizonte, a Rodoviária recebe a partir deste sábado (19), a Exposição EstandARTE, promovida pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), dentro das comemorações pelos seus 40 anos.

A mostra reúne 22 estandartes religiosos, selecionados do trabalho do restaurador Ailton Batista, servidor do Iepha que se dedica há mais de oito anos à pesquisa e confecção das bandeiras religiosas. Entre as peças, predominam os santos ligados às irmandades mais tradicionais do estado, como Nossa Senhora da Conceição, Santo Antônio, São Miguel Arcanjo e Santíssima Trindade.

Ailton Batista lembra que o trabalho com os estandartes teve início quando, há muitos anos, decidiu fazer alguns para enfeitar as salas do Iepha para o período natalino. O sucesso foi enorme no Instituto e, de lá para cá, o restaurador se dedicou a estudar e representar boa parte da iconografia religiosa mineira em suas peças decoradas artesanalmente.

“Minha jornada, minhas moradas, minha vida inteira é permeada por todos os santos, cercada por igrejas, novena e procissão. Daí a paixão, sensibilidade, vontade, desejo de me expressar, de me deixar levar pelo estandARTE, com todos seus santos; bordados, pintados, costurados, feitos para expressar a devoção e recontar um pouco dessa história religiosa que tem tão forte ligação com a identidade do povo mineiro”, conta.

O artista já expôs seus trabalhos na galeria de arte da PUC Minas, e deu aulas em Entre Rios de Minas. Seus estandartes estão espalhados em várias paróquias de Minas e em espaços culturais, bares e restaurantes temáticos; inclusive em outros estados.

A exposição EstandARTE fica montada no espaço cultural da Rodoviária de Belo Horizonte até o dia 31 de maio.

Serviço

Loxal : Saguão da Rodoviária de Belo Horizonte

Data: 19 a 31 de maio, aberta 24 horas por dia.

Entrada franca.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/iepha-promove-mostra-de-estandartes-na-rodoviaria/

Gestão em Minas: Iepha e Escola de Belas Artes firmam convênio para preservação do patrimônio cultural mineiro

Comunidades de Minas Gerais terão seu patrimônio restaurado com qualidade e sem custos

Izabel Chumbinho/Iepha-MG

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), representando a participação da Escola de Belas Artes da UFMG, firmaram um Termo de Cooperação Técnica e Científica com o objetivo de estabelecer uma agenda de trabalho conjunto entre as instituições, potencializando seus esforços em prol da preservação do patrimônio cultural mineiro.

Serão várias frentes de trabalho em cooperação. Uma delas prevê a disponibilização, pelo Iepha, de obras pertencentes ao patrimônio histórico e artístico mineiro a serem restauradas pelos professores e alunos do curso de graduação em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da UFMG. Assim, será possível atender a uma parcela maior da imensa demanda por restauração recebida todos os anos pelo Iepha, que não dispõe de recursos humanos ou financeiros para atendê-la.

A custo zero, as comunidades terão seu patrimônio restaurado com a qualidade garantida pela expertise do Cecor da UFMG, que é centro de referência em todo o país. Além da seleção das peças a serem restauradas, e de seu recolhimento e devolução junto à comunidade de origem, o Iepha se dedicará ao acompanhamento e fiscalização constante de todo trabalho junto a cada uma das obras. A gerente de Elementos Artísticos do Iepha, Ana Panisset, explica que esta frente de trabalho entrará como um “braço do Programa de Restauração de Acervos da instituição”, que este ano trabalhará outras 19 peças.

Ainda esta semana, 21 peças sacras serão encaminhadas ao Cecor para serem restauradas dentro do convênio. São 20 imagens e uma tarja de retábulo, vindos de igrejas de Sabará, Couto de Magalhães de Minas, Serro e de Conceição do Mato Dentro.

Segundo Ana Panisset, anualmente serão selecionadas de 15 a 20 obras, dependendo do tamanho das peças e do estado de conservação. Uma destas obras será recuperada como trabalho de conclusão de curso pela aluna Florence Costa, que é também estagiária no ateliê de restauração do Iepha.

Capacitação

Outra frente de trabalho conjunto viabilizada pelo termo de cooperação dará conta da capacitação do corpo técnico que atua na conservação-restauração do patrimônio mineiro, seja via entidades governamentais ou por empresas privadas. Estão previstos uma série de seminários, palestras, workshops e eventos diversos, envolvendo técnicos do Iepha, acadêmicos da UFMG e profissionais do mercado. Além disso, o convênio também prevê a oferta de oportunidades de estágio supervisionado no Iepha para os alunos da Belas Artes e o desenvolvimento de projetos de pesquisa e publicações em conjunto.

Também será montado um grupo de pesquisa que funcionará como uma comissão para discutir os parâmetros de conservação-restauração, baseado em referências internacionais, buscando unificar os procedimentos. Outra novidade será o lançamento de um laboratório móvel de análises científicas para o diagnóstico do patrimônio mineiro. Fruto de um esforço conjunto entre UFMG, Iepha, Iphan e Ministério Público Estadual, a unidade móvel percorrerá as mais diversas regiões de Minas avaliando o estado de conservação de bens culturais.

Ana Panisset explica, ainda, que o grande trunfo do convênio entre Iepha e UFMG é a “união de expertises das áreas envolvidas com o patrimônio”, unindo a esfera acadêmica e o campo de atuação prática. Para a gerente do ateliê de restauração do Iepha, a intenção principal desta cooperação é a mudança de paradigma em relação aos parâmetros de conservação, em prol de uma ação mais orientada por procedimentos críticos e científicos. “A motivação deste intercâmbio é exatamente trazermos o conhecimento e a pesquisa acadêmica para o âmbito da aplicação prática. Quem sai ganhando no final, claro, é o patrimônio mineiro”, destaca.

Restauração de acervos

Além das 21 obras que seguem para restauração no Cecor, por meio do convênio assinado entre o Iepha e a Escola de Belas Artes, outras 19 peças sacras também entram em restauro ainda este ano pelo Programa Restauração de Acervos, do Iepha.

A ação, que tem a proposta de recuperar bens de forte significado para as comunidades às quais pertencem, contou este ano com um novo critério para a escolha das peças. Como nos anos anteriores, foram priorizadas aquelas em pior estado de conservação, de acordo com o levantamento feito pelo Inventário do Patrimônio Cultural, mas a seleção, desta vez, exigia também que os bens fizessem parte de acervos protegidos pelo Programa Minas Para Sempre, o que representará a garantia de que, uma vez restauradas, as peças sacras voltarão para um local seguro.

Cinco imagens da Igreja Matriz de São José – localizada no distrito de São José das Três Ilhas, em Belmiro Braga – serão restauradas com verbas destinadas pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Difusos de Minas Gerais (Cedif) ao programa no valor de R$ 50 mil. São elas Nossa Senhora da Conceição, Santo Antônio, Santa Rita, e as imagens de São José e de Nossa Senhora que fazem parte do conjunto da Natividade do templo.

Outras 14 imagens de nove municípios serão recuperadas com investimento de R$ 350 mil proveniente do Programa Estadual Minas Patrimônio Vivo. Além da preservação material o Iepha pretende também incentivar e mobilizar as comunidades para um engajamento na conservação de seus acervos. De acordo com a gerente de Elementos Artísticos do Iepha, Ana Panisset, a duração dos trabalhos irá variar de peça para peça, dependendo do tamanho de cada uma delas e do estado de conservação.

Clique aqui e confira a lista completa de 40 peças contempladas pelo Programa de Restauração de Acervos 2012 (arquivo

PDF).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/iepha-e-escola-de-belas-artes-firmam-convenio-para-preservacao-do-patrimonio-cultural-mineiro/

Governo de Minas: Instituições estaduais se unem na luta pelo patrimônio cultural

Educação, transversalidade, leis e distribuição de recursos foram alguns dos temas discutidos

O I Encontro Nacional das Instituições Estaduais de Preservação do Patrimônio Cultural teve um saldo muito positivo. O encontro realizado em Recife durou três dias e possibilitou conversas e debates que resultaram na decisão de dar continuidade à troca de informações e à construção de uma política comum, pautadas no diálogo entre as instituições. Essa decisão deverá ser fortalecida com a criação do fórum Nacional das instituições Estaduais de Preservação do Patrimônio Cultural, de caráter permanente, que terá sua primeira reunião ainda este ano.

No encontro, o presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas gerais (Iepha/MG), Fernando Cabral leu a carta elaborada por ele, “Carta do Recife”. O documento explicita o intuito da construção dessa rede, fazendo ainda considerações, recomendações e proposições relacionadas à atuação dos órgãos e à política pública de preservação. Educação, transversalidade, exigência de uma nova postura, recomendações acerca de elaboração de novas leis e distribuição de recursos foram algumas das questões pactuadas.

Participaram do Encontro representantes de 13 estados, Amapá, Ceará, Goiás, Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Distrito Federal, Maranhão, Sergipe, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul.

Fernando Cabral, um dos idealizadores do encontro, junto a Severino Pessoa (Fundarpe/PE) e a Frederico Mendonça (Ipac/BA), apresentou um painel sobre a atuação do Iepha/MG e os desafios enfrentados, colocando ainda algumas questões comuns a todas as instituições presentes, como fontes de financiamento, especulação imobiliária, depredação, furtos, vandalismo, mineração e legislação sobre crimes contra o patrimônio cultural.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/instituicoes-estaduais-se-unem-na-luta-pelo-patrimonio-cultural/

Governo de Minas: Iepha promove primeiro encontro nacional de instituições de patrimônio

Órgãos de todo o país vão debater a integração das políticas públicas de preservação

Órgãos governamentais de defesa do patrimônio de todo o país participam, entre os dias 24 e 26 de abril, em Recife, do primeiro Encontro Nacional das Instituições Estaduais de Preservação do Patrimônio Cultural. O evento é organizado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), junto com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e o Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

O objetivo do encontro é promover o fortalecimento das instituições estaduais de preservação patrimonial por meio do conhecimento e da integração de suas políticas de preservação, identificando os pontos de convergência e os problemas, e constituir uma rede permanente de troca informações.

O presidente do Iepha/MG, Fernando Viana Cabral, lembra que o cenário atual é de completa ausência de articulação entre as instituições. “Em uma área de atuação como o patrimônio, em que a questão de recursos é sempre algo muito complicado, essa troca de conhecimentos, alternativas e soluções é algo extremamente valioso para nós. Pretendemos, ao final do encontro, produzir um documento, que queremos encaminhar às autoridades municipais, estaduais e federais”, afirmou.

Junto ao convite enviado às instituições da área de todo o país, o comitê de organização do encontro encaminhou um questionário, com o objetivo de conhecer, com antecedência, a situação de cada instituição estadual, suas conquistas e dificuldades. A ideia é que se trace de antemão um cenário geral de todas as instituições para os debates programados para o encontro.

Além do presidente do Iepha-MG, Fernando Cabral, a instituição mineira será representada também pelo vice-presidente, Pedrosvaldo Caram Santos. O encontro ainda contará com a presença do presidente nacional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luis Fernando de Almeida.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/iepha-promove-primeiro-encontro-nacional-de-instituicoes-de-patrimonio/

Governo de Minas: alunos da Rede Estadual de Educação descobrem um pouco de sua própria história no Circuito Cultural

O Projeto Circulando na Liberdade visa ampliar a relação entre educação e cultura e, consequentemente, o acesso aos espaços museais e culturais da cidade

A partir deste mês, 15 mil crianças, jovens e adultos dos ensinos fundamental e médio pertencentes a escolas da Rede Estadual de Belo Horizonte e da região metropolitana iniciam uma série de visitas ao Circuito Cultural Praça da Liberdade. Eles integram o Projeto Circulando na Liberdade, desenvolvido em uma parceria do Circuito com o Programa Escola Viva, da Secretaria de Estado de Educação, e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O objetivo do projeto é ampliar a relação entre educação e cultura e, consequentemente, o acesso aos espaços museais e culturais da cidade, fortalecendo nos estudantes e em seus familiares o sentido de pertencimento e reconhecimento da importância de preservação do patrimônio.

O Circulando na Liberdade atenderá 30 escolas localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social e que, em sua maioria, encontram-se distantes do centro da capital. “Os alunos dessas escolas pouco conhecem além da sua própria comunidade. Como fazer com que essas crianças e jovens se apropriem da cidade e usem-na, no sentido de poderem circular, frequentar, conviver, criar e transformar se eles não sabem que esses espaços existem? Queremos que eles percebam a cidade onde vivem – isso é exercício de cidadania”, explica a coordenadora de ações educativas do Circuito Cultural, Mabel Faleiro.

O projeto será desenvolvido em várias etapas, que envolverão reuniões com diretores, especialistas e professores; elaboração dos projetos pelas escolas a partir de suas realidades e demandas, tendo-se como referência alguns eixos temáticos propostos pelos espaços; visitas ao Circuito Cultural; e encontros periódicos para realimentação dos trabalhos desenvolvidos.

Cabe lembrar que, ao longo do ano, todos os espaços do circuito serão visitados por todas as escolas integradas, que receberam recursos para o transporte das turmas, por meio do Projeto Escola Viva. “Queremos que essas crianças, jovens e adultos sejam tocados pela arte, ciência e conhecimentos aqui presentes, estabeleçam diálogos e se emocionem, ampliando seu olhar e sua convivência pessoal e social”, ressalta Mabel Faleiro.

Dentre as 30 instituições participantes, oito ainda terão seus projetos acompanhados de perto pelo Espaço TIM UFMG do Conhecimento, Museu Mineiro, Museu das Minas e do Metal e Memorial Minas Gerais – Vale. É o caso da Escola Estadual Coronel Juca Pinto, que já comemora a oportunidade. “Nossa escola precisava de um projeto para socializar os alunos e os pais. Eles não têm acesso a espaços culturais e precisam conhecer a cidade onde vivem”, diz a professora Elizabeth Magalhães Silva.

As visitas ao Circuito Cultural Praça da Liberdade ocorrerão até o mês de setembro, sendo os meses de outubro e novembro destinados às atividades de encerramento do projeto, quando ocorrerão as avaliações e exposições dos trabalhos desenvolvidos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/alunos-da-rede-estadual-de-educacao-descobrem-um-pouco-de-sua-propria-historia-no-circuito-cultural/

Gestão em Minas: Anastasia inaugura Centro de Arte Popular no Circuito Cultural Praça da Liberdade

Governador destaca importância de Minas Gerais na arte popular brasileira.
Omar Freire/Imprensa MG
Governador Antonio Anastasia durante inauguração do Centro de Arte Popular - Cemig
Governador Antonio Anastasia durante inauguração do Centro de Arte Popular – Cemig

O governador Antonio Anastasia inaugurou, nesta segunda-feira (19), em Belo Horizonte, o Centro de Arte Popular – Cemig, novo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade, voltado à exposição de obras de artistas populares de diferentes regiões de Minas Gerais e do Brasil. O museu está instalado em um prédio histórico, construído em 1928, onde funcionou o Hospital São Tarcísio, a poucos metros da Praça da Liberdade. Este é o oitavo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

“Estamos aqui para inaugurar este belíssimo Centro de Arte Popular, que o Governo do Estado integra ao Circuito Cultural de nosso Estado, da capital Belo Horizonte, da Região Metropolitana. É um prédio que foi resgatado, estava paralisado há muitos anos, foi totalmente reformado e será mais um dos ícones do Circuito Cultural Praça da Liberdade”, disse Anastasia, durante a solenidade de inauguração do museu.

O Governo de Minas investiu R$ 7 milhões na implantação do espaço cultural, dos quais R$ 1,5 milhão por meio da Cemig. As obras envolveram desde a restauração do edifício até a implantação de estrutura moderna e adequada ao abrigo de obras de arte.

A proposta do Centro de Arte Popular – Cemig é valorizar a diversidade cultural mineira. O acervo conta com 800 peças, grande parte de propriedade do Estado. Outras peças de instituições e de colecionadores privados, cedidas por comodato, integram o acervo.

“Minas Gerais, sem dúvida alguma, é o Estado brasileiro que tem nessas questões do folclore e da arte popular uma riqueza extraordinária. Por isso, ficamos muito felizes de poder inaugurar aqui esta que é a casa, portanto, a partir de agora, da arte popular de Minas”, afirmou o governador Anastasia.

O edifício tem quatro pavimentos com ateliês para oficinas, sala de exposições temporárias, auditório multiuso, café, loja, centro de informação com biblioteca, videoteca e computadores para consulta e quatro salas de exposições de longa duração. A gestão do Centro de Arte Popular – Cemig será da Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura.

Exposição inaugural

A exposição inaugural de longa duração apresenta ao público 360 peças, que retratam as diferentes expressões de arte criadas pelo homem, ao longo do tempo, em todo o Estado de Minas Gerais. Isso inclui desde manifestações dos primeiros habitantes da região, com as pinturas rupestres, até os grafismos urbanos contemporâneos. Inclui fotos, vídeos, esculturas em madeira, cerâmica, peças de festas religiosas, oratórios, ex-votos, santos e pinturas.

A secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, disse que a inauguração do centro é um momento muito importante para a cultura de Minas Gerais. “Estamos entregando uma instituição que pretende ser um centro de referência da arte popular. Além do espaço de exposição com um acervo riquíssimo, o centro será também um espaço de pesquisa, de seminários, de reflexão, tudo relacionado à arte popular de Minas Gerais”.

As obras expostas são assinadas por artistas como Noemisa, GTO (Geraldo Teles de Oliveira), Artur Pereira, Maria Lira Marques, Dona Isabel, Dirléia Neves Peixoto, Ulisses Pereira, Lorenzatto e Dona Tonica. Também trabalhos de artistas anônimos compõem o acervo. Estão representados Araxá, Belo Horizonte, Cachoeira do Brumado (distrito de Mariana), Divinópolis, Ouro Preto, Prados, Sabará e São João del-Rei e municípios do Vale do Jequitinhonha.

Além da exposição de longa duração, na abertura do Centro de Arte Popular também foi inaugurada uma mostra temporária, que apresenta uma coleção inédita de oratórios, santos e ex-votos dos séculos XVIII e XIX, exposta pela primeira vez ao público. A mostra acontecerá até 19 de junho. Dentre as 45 obras que compõem o conjunto, há uma raridade, que é um oratório de origem africana, do século XVIII, produzido por escravos e por Mestre Borboleta. As peças pertencem a Maria Zahle, colecionadora da cidade de Tiradentes.

O Centro de Arte Popular – Cemig funcionará nas terças, quartas e sextas-feiras das 10 às 19 horas, nas quintas-feiras das 12 às 21 horas e nos sábados e domingos das 12 às 19 horas. A entrada é gratuita.

Circuito Cultural Praça da Liberdade

Até o final de 2014, o Circuito Cultural Praça da Liberdade contará com 13 espaços, se transformando no maior complexo cultural do Brasil, reunindo museus históricos, artísticos e temáticos, centros culturais, bibliotecas e espaços para oficinas, cursos e ateliês. De 2010 até janeiro deste ano, 964 mil pessoas visitaram o Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Os sete espaços já abertos à visitação no Circuito Cultural Praça da Liberdade são: Espaço TIM UFMG do Conhecimento, que tem um dos oito planetários mais modernos do mundo e um observatório de última geração; o Museu das Minas e do Metal, que utiliza a tecnologia de forma criativa para apresentar o universo dos metais e dos minérios; e o Memorial Minas Gerais – Vale, que instiga o visitante a descobrir a história e os costumes mineiros.

Também fazem parte do complexo o Museu Mineiro, reaberto em janeiro de 2012; a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Arquivo Público Mineiro e o Palácio da Liberdade. Além destes espaços, estão em processo de implantação o Centro Cultural Banco do Brasil, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, a Casa Fiat de Cultura, o Inhotim Escola, o Museu do Automóvel e Museu do Homem Brasileiro.

Todas as intervenções de restauração e revitalização dos edifícios do Circuito Cultural são supervisionadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).

Participaram também da inauguração do Centro de Arte Popular – Cemig o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado estadual Dinis Pinheiro, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves, o vice-presidente da Cemig, Arlindo Porto, entre outras autoridades.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/anastasia-inaugura-centro-de-arte-popular-no-circuito-cultural-praca-da-liberdade/

Governo de Minas: Centro Histórico de Oliveira recebe tombamento estadual provisório

Popularmente conhecida como a “cidade dos palacetes”, Oliveira acaba de ter seu centro histórico tombado

Divulgação/Iepha
Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou o tombamento
Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou o tombamento

Popularmente conhecida como a “cidade dos palacetes”, Oliveira acaba de ter seu centro histórico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), órgão vinculado ao Sistema Estadual de Cultura. Estudo elaborado pelo instituto para o tombamento foi apresentado, votado e a proteção foi aprovada pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), durante reunião do colegiado na manhã desta segunda-feira (12), em Belo Horizonte.

O tombamento do Centro Histórico de Oliveira vem em meio a uma fase de notável substituição de seu casario histórico, em função de grandes pressões imobiliárias na área central da cidade, tendo acontecido importantes perdas para o patrimônio nos últimos anos, com alguns casarões demolidos e outros em precário estado de conservação.

Um dos poucos centros urbanos coloniais mineiros cuja fundação não se deveu à presença de ouro, a origem do povoado, por volta de 1737, esteve unicamente ligada às vantagens de sua localização, em meio a uma importante encruzilhada de caminhos. Com uma ocupação sob moldes tipicamente portugueses – com divisão entre cidade alta e cidade baixa – mantiveram-se registrados os estilos arquitetônicos e a evolução da sociedade local, de forma muito didática em Oliveira. Em seu voto, o relator do processo no Conep, Carlos Henrique Rangel destacou exatamente como, no município, ainda é possível observar o traçado original da primitiva povoação, os elementos arquitetônicos mais característicos de sua trajetória ao longo dos séculos 18, 19 e 20, como os casarões e sobrados oitocentistas em pau-a-pique e adobe e as edificações em tijolo e concreto ao gosto neoclássico, ecléticas, art déco e modernos.

Registro do Paraibuna

Outro processo de tombamento votado pelo conselho durante o encontro de hoje foi o do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Casarão do Registro do Paraibuna, em Simão Pereira. O bem, que já possuía tombamento provisório pelo Iepha desde 2010, passa agora a contar com proteção definitiva e inscrição no livro do tombo.

Posto fiscal da época do Império, instalado estrategicamente na fronteira entre Minas e Rio de Janeiro, o sobrado é uma das duas únicas construções remanescentes dentre dezenas destas “alfândegas” controladas pela Coroa Portuguesa que existiam no Estado. Com o declínio da exploração do ouro mineiro, o casarão – que pode inclusive ter hospedado D. Pedro I em viagem em 1822 – perdeu sua função original. Por mais de um século, sobreviveu como restaurante, hospedaria, depósito e até como criadouro de abelhas, até voltar a ser novamente um lugar de memória. Uma parceria entre a prefeitura local e a Associação do Portal do Caminho Novo tem projetos para que o bem seja totalmente restaurado e passe a abrigar o Centro Cultural Referencial da Memória do Registro do Paraibuna.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Iepha conclui restauração de quadro misterioso

Obra foi encontrada há alguns anos em um depósito do Palace Hotel, em Poços de Caldas

Divulgação/Iepha
Presidente do Iepha/MG, Fernando Cabral (esq), entrega tela restaurada ao presidente da Codemig, Oswaldo Borges da Costa Filho
Presidente do Iepha/MG, Fernando Cabral (esq), entrega tela restaurada ao presidente da Codemig, Oswaldo Borges da Costa Filho

Na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, a conclusão do restauro de um quadro que retrata toda a delicadeza feminina foi destaque no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), órgão vinculado ao Sistema Estadual de Cultura.

A história da pintura de boa qualidade, medindo 91 x 66 cm, é um emaranhado de interrogações. Sem datação, assinatura, autoria atribuída ou relatos a seu respeito, muito pouco se sabe sobre a obra, que foi encontrada há alguns anos em um depósito do Palace Hotel, em Poços de Caldas, e parece ser do princípio do século 20. Nela, estão retratadas nove jovens figuras femininas (aparentemente espanholas), cercadas ao fundo por vultos masculinos.

Restaurado, o quadro foi devolvido esta semana à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), proprietária do hotel, que se encontra arrendado a terceiros. O órgão ainda não definiu a destinação da tela.

Fonte: Agência Minas