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Gestão Eficiente: ações integradas buscam mudar realidade dos índios Maxakali em Minas Gerais

Esforços envolvem diversos órgãos públicos, sob coordenação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social

Sedese / Divulgação
Índios Maxakali, com população de cerca de 1.700 pessoas, vivem em uma área de 5.293 hectares no Grande Norte
Índios Maxakali, com população de cerca de 1.700 pessoas, vivem em uma área de 5.293 hectares no Grande Norte

Falta de energia e de água tratada, violência, condições precárias de alimentação e até alcoolismo são alguns problemas enfrentados pelos Maxakali, símbolo de resistência indígena em Minas Gerais. Desde 2010, o Comitê Gestor de Ações Integradas para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do Povo Maxakali, criado pelo Governo de Minas, desenvolve ações para mudar esta realidade.

Os índios Maxakali, com população de cerca de 1.700 pessoas, vivem em uma área de 5.293 hectares distribuídas nas regiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais, nos municípios de Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni. Graças ao trabalho do Comitê, a Cemig já levou energia elétrica para as aldeais de Córrego Água Boa, Maria Diva, Gilmar e Bueno Pinheiro, localizadas em Santa Helena de Minas. Escolas indígenas do munícipio de Bertópolis devem ser beneficiadas pela ação até julho deste ano.

Apesar das dificuldades, preservam a língua tradicional e vivem da produção de pequenas roças de subsistência e artesanato, vendidos ou trocados por outros alimentos, nas feiras das cidades vizinhas.

Membro efetivo do comitê pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Ronaldo Figueiredo Lages participou de todas as reuniões. “O que a gente percebe é que existem várias ações, mas elas estão pulverizadas. Encontramos realidades diferentes. Falta de luz, de esgoto e de água. Minha avaliação das ações do comitê é muito positiva”, destacou, lembrando-se do compromisso assumido pela Cemig de levar energia às aldeias que ainda vivem sem luz. Ronaldo também disse que as reuniões são importantes, para orientar os índios sobre seus deveres e questões ambientais.

O comitê

Várias secretarias, órgãos de governo, prefeituras e conselhos fazem parte do comitê, que é coordenado pela Secretaria de Estado De Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Pró-Igualdade Racial. O principal objetivo é articular e promover ações de efetivação dos direitos do povo tradicional indígena Maxakali de Minas Gerais.

Para elaborar e planejar as ações, o comitê realiza, mensalmente, reuniões itinerantes nas próprias aldeias. Segundo Clever Machado, a ideia é possibilitar mais interação e proximidade dos membros do comitê junto ao povo Maxakali, e incentivar a criação dos comitês locais.  “Em um primeiro momento, é uma oportunidade para o Estado ir às aldeias e conhecer a realidade dos Maxacali. Em um segundo momento, buscamos incentivar a criação dos comitês locais, o que vai possibilitar aos índios apresentar e discutir suas demandas no âmbito municipal e, posteriormente, estadual, o que garante a gestão democrática”, ressalta.

O procurador da República do Município de Governador Valadares, Bruno Magalhães, ressalta a importância do comitê na elaboração de ações efetivas. “O comitê é importante, pois coloca no mesmo fórum de discussões todos os órgãos envolvidos na causa dos Maxakali. Com isso, podemos conhecer de perto as reais necessidades da comunidade e desenvolver as ações de forma efetiva. Os encontros promovidos pelo comitê podem até resolver, na hora, alguns problemas vistos nas comunidades”, destacou.

Fazem parte do comitê as Secretarias de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese); de Saúde; de Esportes e Juventude; de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas; de Educação; o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene); a Comissão de Participação Popular da Almg; as prefeituras de Teófilo Otoni; de Santa Helena de Minas; de Bertópolis; a de Ladainha e o Ministério Público Federal. Além destes órgãos, integram o comitê o Conselho Estadual de Segurança Alimentar; o Conselho dos Povos Indígenas (Copimig); Instituto Dom Luciano Mendes; Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea); Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva (Cedefes).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/acoes-integradas-buscam-mudar-realidade-dos-indios-maxakali-em-minas-gerais/

Governo de Minas: produtores de Cachoeira de Pajeú investem em melhoramento genético do rebanho bovino

Programa de Combate à Pobreza Rural viabilizou acesso a touros puros-sangues

Ataliba Mendes de Oliveira Neto
Com o apoio da Emater, a Associação Nova Esperança adquiriu 16 touros das raças gir (foto) e guzerá
Com o apoio da Emater, a Associação Nova Esperança adquiriu 16 touros das raças gir (foto) e guzerá

O melhoramento genético do rebanho nem sempre é possível para pequenos produtores. O alto custo é um dos principais entraves. Em Cachoeira de Pajeú, município do Vale do Jequitinhonha, não é diferente. Porém, o Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR) está ajudando a mudar essa realidade. A iniciativa viabilizou o acesso dos pequenos produtores a touros puros-sangues, o que, a longo prazo, irá melhorar o padrão genético do rebanho bovino do município.

O projeto Melhoramento Genético da Bovinocultura de Cachoeira do Pajeú teve início em 2009. Essa foi uma das ações escolhidas como prioridade pelos agricultores familiares do município. Com recursos do PCPR, a Associação Nova Esperança comprou touros puros-sangues para serem utilizados como reprodutores e os transferiu para seus associados. Em contrapartida, esses membros doaram à instituição os bezerros filhos desses touros. Os animais meios-sangues foram repassados para pequenos produtores que não pertencem à associação e que deram em troca bezerros de linhagem inferior. Com o dinheiro da venda desses bezerros, a associação irá comprar touros puros-sangues e dar continuidade ao projeto.

Ao todo, a Associação Nova Esperança adquiriu 16 touros das raças gir e guzerá. Em fevereiro deste ano, os bezerros meios-sangues, filhos desses touros, foram entregues a 20 produtores que não são membros da associação.

Para participar do PCPR, os produtores contaram com a ajuda dos extensionistas do Escritório Local da Emater-MG. A equipe da empresa participou ativamente das reuniões para identificar as prioridades do município. Os técnicos da Emater ficaram responsáveis pela elaboração do projeto de Melhoramento Genético. A equipe acompanhou todo o processo de implantação e presta assistência às famílias beneficiadas.

De acordo com o extensionista da Emater-MG Terence Salomão do Amaral, em cinco anos serão disponibilizados cerca de 100 touros com melhor padrão genético. “Nós esperamos que, com essa ação, em dez anos o melhoramento genético inclua cerca de 40% do rebanho do município”, diz o extensionista.

Além de um rebanho de mais qualidade, isso significa mais renda para os produtores. Em média, um bezerro de linhagem inferior é comercializado no município por R$ 600. Já um bezerro com boa genética chega a custar R$ 1.000. “A partir do projeto, os produtores começaram a se interessar pelo melhoramento genético do rebanho. Algo que não era comum entre eles”, diz o extensionista Ataliba Mendes de Oliveira Neto.

Jesuíno Neto Dias é um dos associados que participa do projeto. Ele recebeu um touro puro-sangue, que gerou 10 bezerros e 12 novilhas. “Por meio do PCPR, vamos conseguir fazer o melhoramento genético do nosso rebanho de maneira prática e sem gastar muito”, afirma Neto Dias. Segundo o pecuarista, as novilhas começarão a produzir leite daqui a dois anos. “Em média, devem produzir cerca de 50% mais do que as vacas que tenho hoje na propriedade. Isso vai significar um aumento considerável da minha produção de leite”, diz o produtor. Neto Dias também espera fazer bons negócios com a venda dos bezerros meios-sangues. “Esses animais são mais valorizados no mercado, pois são mais resistentes a doenças e mais fortes”, explica.

O Programa de Combate à Pobreza Rural é uma iniciativa do Governo de Minas com apoio do Banco Mundial. Seu objetivo é desenvolver ações para aliviar a pobreza e buscar soluções para desenvolver as comunidades que o programa abrange, financiando projetos comunitários que podem ser produtivos, sociais ou de infraestrutura básica. O PCPR é coordenado pela Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), por meio do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene). O projeto beneficia as comunidades rurais e urbanas organizadas em grupos de interesses comuns, trabalhadores e pequenos produtores rurais, artesãos, grupos de pescadores, associações de donas de casa, etc.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: agroindústria de farinha e polvilho estimula produção no Vale do Mucuri

Unidade de processamento implantada com o apoio da Emater beneficiou dezenas de famílias do município de Bertópolis

A produção de farinha e polvilho de mandioca é tradicional no município de Bertópolis, Vale do Mucuri. A atividade tem sido importante fonte de renda para famílias de pequenos produtores. Recentemente, a produção do município ganhou mais estímulo com a implantação de uma unidade de processamento. Algo possível por meio de ações do Governo de Minas, com a participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). A utilização de equipamentos modernos tem facilitado o trabalho e trouxe expectativas.

A implantação da agroindústria beneficiou 34 famílias, que antes faziam o processamento da mandioca de maneira artesanal. Com a instalação da fábrica da Associação Comunitária dos Moradores do Pradinho, o trabalho tornou-se mais simples e rápido. A unidade tem ajudado a aumentar a quantidade e a qualidade da produção. Em 2011, foram produzidas quatro toneladas de polvilho e oito de farinha. A expectativa para 2012 é de que a produção de polvilho chegue a seis toneladas e a de farinha de mandioca a 12. A unidade foi implantada com recursos do Minas Sem Fome e do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR).

A matéria-prima para a fabricação de farinha e polvilho é cultivada pelas próprias famílias. As lavouras de mandioca são individuais. O mesmo acontece com o processamento da raiz. Cada família reserva um horário na unidade para produzir sua farinha e seu polvilho. O trabalho é feito em mutirão com a ajuda de outros produtores. Uma parte do que é produzido pelas famílias é destinada à associação para a manutenção da unidade. A comercialização dos produtos ainda é realizada individualmente.

Há 15 anos, Josemar José Caetano produz farinha de mandioca. Segundo ele, o trabalho era todo manual. “Tudo demorava mais. Era mais difícil”, conta o produtor. Com a implantação da agroindústria no município de Bertópolis, o trabalho ficou mais simples. “Além de agilizar a produção, a fábrica nos ajuda a produzir uma farinha com mais qualidade e a não desperdiçar material”, explica Josemar Caetano.

Segundo a extensionista da Emater-MG Selma Braun da Silva, a empresa tem estimulado o associativismo entre os produtores. Ela explica que o trabalho individual é um hábito na região, mas que, com a instalação da fábrica, isso pode mudar. “Será um desafio, mas estamos tentando. O associativismo fortalece o grupo e pode ajudar na conquista de mercado e na agregação de valor ao produto dos associados”, diz Selma Braun.

Recursos para a implantação da agroindústria

A unidade de processamento de mandioca do município foi implantada em 2011. Os recursos para a construção do prédio são provenientes do Programa de Combate à Pobreza Rural. O total do investimento foi de R$ 51 mil. O PCPR é desenvolvido pelo Governo de Minas, com apoio do Banco Mundial (Bird), e tem como objetivos reduzir a pobreza e buscar soluções para desenvolver as comunidades onde atua, nos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas.

A Emater-MG participa ativamente de reuniões com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) e com as associações para identificar as prioridades dos municípios. A partir dessas reuniões, são definidos quais subprojetos do PCPR serão implantados. A Emater-MG elabora os subprojetos técnicos, que são encaminhados aos CMDRS para aprovação e, posteriormente, ao Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), que faz a análise da legitimidade, elegibilidade e viabilidade técnica e ambiental dos subprojetos. Após a implantação dos subprojetos, a Emater continua prestando assistência às famílias beneficiadas, acompanhando o desenrolar do processo.

Os equipamentos da unidade de processamento foram adquiridos com recursos as ordem de R$ 34 mil do Minas Sem Fome. A fábrica foi equipada com ralador automático, forno motorizado e prensa manual, entre outros.

O Minas Sem Fome é um projeto do Governo de Minas, executado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), por meio da Emater-MG, com apoio das prefeituras. O objetivo é implementar ações que contribuam para a inclusão da população de baixa renda no processo produtivo, especialmente agricultores familiares. O programa incentiva a produção de alimentos, agregação de valor e geração de renda, visando à melhoria de suas condições de segurança alimentar e nutricional. A Emater-MG é responsável pela mobilização dos agricultores, assistência técnica, compra e distribuição dos insumos.

Fonte: Agência Minas