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Gestão Anastasia: Secretaria de Saúde recomenda cuidados com a saúde durante período chuvoso

BELO HORIZONTE (04/01/12) – Com a chegada do verão, com chuvas intensas e constantes, é hora de redobrar o cuidado e atenção com a saúde. Entre os malefícios que elas podem causar estão as doenças de veiculação hídrica, nome dado às doenças que têm relação direta com a água, como a leptospirose e a dengue.

Em Minas Gerais, dezembro e janeiro são os meses em que se concentram os maiores números de casos de leptospirose, por exemplo. Causada pela bactéria Leptospira, presente na urina de ratos e transmitida ao homem por meio do contato com a pele, a leptospirose provocou a morte de 12 pessoas em 2010 e nove em 2011. Nos dois anos, o período de maior incidência se deu no mês de janeiro, com quatro óbitos.

De acordo com o médico infectologista da Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Frederico Figueiredo, a melhor forma de prevenir a doença é evitar o contato com águas de inundação, lama e outros resíduos que ficam nas casas depois que ocorrem enchentes ou inundações. “Quando for inevitável entrar em contato com essa água é importante o uso de luvas e botas. Se a pessoa não as tiver, é possível improvisar com sacos plásticos, colocando dois sacos nas mãos e dois nos pés para evitar o contato direto com a lama e com a água”, completa.

A leptospirose apresenta sintomas semelhantes aos da gripe e da dengue, ou seja, é comum os pacientes apresentarem febre, dor de cabeça e dores pelo corpo (principalmente na panturrilha). Também podem aparecer sintomas como vômitos, diarreia e tosse.

Para evitar uma possível subestimação do problema, que pode causar consequências graves, Frederico Figueiredo alerta para a importância de se procurar atendimento especializado. “Aos primeiros sintomas, a pessoa deve procurar o Centro de Saúde. Tanto a leptospirose, quanto a dengue e a meningite têm sintomas iniciais muito parecidos, porém o tratamento é diferente para cada caso. Enquanto a dengue é tratada basicamente com hidratação, para as meningites e a leptospirose é fundamental que haja a introdução do antibiótico de forma rápida. É essa agilidade que vai fazer, muitas vezes, diminuir a letalidade dessas doenças”, alerta.

É importante ressaltar que a leptospira penetra na pele através de pequenos ferimentos e, até mesmo, pela pele íntegra se houver um contato prolongado com a água e com a lama. “Sempre que houver alguma lesão na pele é importante lavar bem o ferimento com água e sabão, e procurar assistência médica para que seja feita uma avaliação do caso. Pode ser que seja necessário tomar vacinas ou fazer algum procedimento específico para aquele tipo de ferimento, como uma sutura, por exemplo”, completa o médico.

Os ferimentos presentes na pele, além de facilitar a infecção pela leptospira, podem ser fonte de entrada para a bactéria Clostridium tetani, causadora do tétano. Ela está presente nas fezes humanas e de animais, na terra, nas plantas, e até em objetos, podendo infectar pessoas de qualquer idade.

Em 2010, foram confirmados 20 casos de tétano acidental em Minas Gerais e quatro óbitos. O número de notificações em 2011 foi o mesmo de 2010, porém está sujeito a alterações; também foram constatados cinco óbitos. A doença ataca principalmente o sistema nervoso central, provocando rigidez muscular em todo o corpo, dificuldade para abrir a boca e engolir. Sintomas como irritabilidade, dor de cabeça, febre e deformações no rosto também podem se manifestar.

“Não existe vacina para dengue e leptospirose, mas para tétano tem. A vacina é gratuita e está disponível nos centros de saúde. Inclusive, a vacina já faz parte do calendário vacinal das crianças, sendo necessário fazer o reforço de dez em dez anos. Por isso é muito importante estar com o cartão vacinal atualizado”, afirma Frederico Figueiredo.

Além da vacina, é fundamental que as pessoas cuidem bem dos seus ferimentos, lavando-os com água e sabão. Esse cuidado faz com que as possíveis toxinas sejam retiradas do corpo, não penetrando nas feridas e evitando, assim, o contágio.

Limpeza do ambiente

Caso haja inundações, é necessário fazer uma limpeza minuciosa do ambiente atingido pela água e lama. A água sanitária é indicada para a limpeza dos reservatórios de água e dos locais que podem ter sido contaminados. O Ministério da Saúde orienta o uso de um litro de água sanitária para mil litros de água.

“É sempre bom orientar que a água sanitária é um produto perigoso. Deve ser mantido longe das crianças e pode causar queimaduras sérias. Por isso a diluição deve ser feita de forma criteriosa. O Centro de Saúde possui manuais que orientam a diluição para limpeza de paredes e chão das casas. Durante a limpeza, é necessário usar luvas e botas para proteção”, alerta o médico infectologista da SES-MG, Frederico Figueiredo.

Cuidados após as chuvas

Para minimizar os danos que as chuvas podem causar é importante tomar alguns cuidados, como não jogar lixo na rua, em lotes vagos, quintal de casa e nos rios, antes que elas aconteçam. Isso porque o lixo, quando jogado nas ruas, entope bueiros e bocas de lobo, provocando inundações. E o lixo jogado nos córregos pode represar a água, causando mais enchentes. Além disso, o lixo favorece a proliferação de mosquitos, ratos e baratas.

Após as chuvas, outros cuidados também são necessários. A Superintendência de Vigilância Epidemiológica da SES-MG alerta para alguns deles:

– Não usar água contaminada pelas enchentes para beber, lavar pratos, escovar os dentes, lavar e preparar alimentos ou fazer gelo.

– Não consumir alimentos que tenham sido contaminados pela água da enchente.

– Jogar fora medicamentos e alimentos (frutas, legumes, verduras, carnes, grãos, leites e derivados, enlatados) que entrarem em contato com a água da enchente, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados, pois, ainda assim, podem estar contaminados.

– Lavar bem as mãos antes de preparar alimentos e ao se alimentar.

– Utilizar somente água potável, que não tenha tido contato com a chuva, para beber e na preparação dos alimentos, especialmente das crianças menores de um ano.

– Se o abastecimento de água tratada estiver comprometido, devem ser adotados mecanismos mais seguros, como ferver a água por dois minutos ou adicionar duas gotas de hipoclorito de sódio 2,5% (água sanitária) para cada litro de água, aguardando 30 mintos antes do consumo (o hipoclorito de sódio 2,5% para tratamento da água de consumo é distribuído pelos postos de saúde e equipes de PSF).

– Evitar andar com os pés descalços em água de enchente. Se for inevitável, usar luvas e botas de borracha ou plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés, evitando o contato da pele e de ferimentos com água da enchente.

– Não deixe que as crianças brinquem com água parada ou nas enxurradas.

– No caso de haver inundações, remover a lama e a água contaminada de sua casa, sempre protegendo os pés e as mãos com botas e luvas ou sacos plásticos.

– Limpar o piso e as paredes com uma solução de água sanitária: para um balde de 20 litros de água, adicionar quatro xícaras de café (50 ml) ou um copo de 200 ml de água sanitária.

– Não encostar ou colocar as mãos em postes ligados à rede elétrica.

– Na época das enchentes, são comuns os cortes, arranhões e outros ferimentos. Manter em dia o cartão de vacina e tomar cuidado no momento da limpeza.

– Para controlar o aumento do número de mosquitos, eliminar toda água parada existente em objetos como pneus, garrafas, vasos de plantas, latas, etc.

– Tomar cuidado com os animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e aranhas. Eles podem estar escondidos ao redor ou mesmo dentro das casas, próximos a entulhos, lixos e alimentos espalhados pelo ambiente.

Fonte: Agência Minas

Aécio Neves é o político mais admirado de Belo Horizonte, Data Tempo

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Aécio Neves é o político mais admirado de Belo Horizonte

Pesquisa espontânea realizada pelo Instituto DataTempo/CP2 apontou o senador Aécio Neves como a liderança política mais admirada pelos eleitores de Belo Horizonte. No levantamento espontâneo, quando o entrevistado responde diretamente sem sugestão de nomes, Aécio Neves foi citado por 16,4% dos entrevistados. Em segundo lugar a pesquisa apontou o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel com 5,3% e, em terceiro ligar, o ex-ministro Patrus Ananias com 3,0%.

Aécio Neves foi eleito senador, ano passado, com 7,56 milhões de votos. Em Belo Horizonte ele venceu com mais de 44% dos votos válidos. À frente do Governo de Minas por oito anos, Aécio Neves realizou importantes obras na capital mineira, a Linha Verde que liga a região Central ao Aeroporto Internacional em Confins, a duplicação da avenida Antonio Carlos, a conclusão do Expominas, a Cidade Administrativa, onde trabalham 16 mil servidores públicos, e o Circuito Cultural Praça da Liberdade, o maior complexo de cultura da América Latina.

Aécio Neves presta homenagem aos 104 anos de Oscar Niemeyer

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Niemeyer

Tenho o privilégio de conhecer Oscar Niemeyer e tive a felicidade de, quando governador, levar de volta a Belo Horizonte seu legendário traço e seu extraordinário talento, eternizados na realidade que é hoje a Cidade Administrativa, sede do governo de Minas, onde trabalham 16 mil servidores do Estado.

O reencontro de Niemeyer com Belo Horizonte teve, para muitos de nós, o sentido de um reatamento amoroso. E daqueles que valem a pena. Foi na ainda acanhada capital mineira dos anos 40 que o jovem arquiteto começou a dar vazão ao seu potencial de artista muito à frente de seu tempo.

Sob a égide de Juscelino Kubitschek, o arquiteto novato concebeu -dizem que num pequeno quarto de hotel- o magistral conjunto modernista da Pampulha, que marcou para sempre a identidade da capital de Minas.

Daí floresceria a profícua parceria que produziu outro monumento ao futuro: Brasília. Dois visionários, Juscelino e Niemeyer. De gente assim carece sempre uma nação que pretende ser grande.

Niemeyer é uma das nossas raríssimas unanimidades: diferentes gerações de mineiros e brasileiros guardam por ele um afeto incondicional.

Aos 104 anos, completados na última quinta-feira, mestre Oscar -ele insiste na informalidade do primeiro nome-continua ativo. É dono de um humor invencível e de uma alegria de viver que se renova, para os amigos, num permanente festival de surpresas.

Há pouco tempo, ele decidiu enveredar por nova experiência: a de cantor. A vida de Niemeyer guarda importante lição para muitos de nós.

Somos, de certa forma, reféns do dia a dia. Nem sempre nos sobram tempo e disposição para romper com o cotidiano e vislumbrar o que se descortina à nossa frente. Encastelados no território confortável do presente, nos assalta, muitas vezes, a perplexidade do futuro.

Diante de tantos desafios, acabamos correndo o risco de nos rendermos às dificuldades, quando deveríamos, sempre, transformar o nosso inconformismo em ousadia. São personagens como Oscar Niemeyer, mensageiros da utopia, que nos ensinam, de forma didática, diariamente, minuciosamente, a compreender os sobressaltos da modernidade.

Nosso arquiteto-símbolo captou a essência do Brasil em seu desenho sinuoso, com citações de silhuetas femininas e de estruturas tão leves que parecem se equilibrar sob as nuvens -inimigo declarado que sempre foi da linearidade cartesiana. A diferenciação de sua obra o tornou único e elevou o Brasil a um novo patamar no mundo da arquitetura.

Leio que Oscar brinca que “104 anos ou 80 é a mesma coisa para quem gostaria de ter 20″. A verdade é que, aos 104, ele tem a intensidade dos 20. Continua sendo um homem de muitas paixões: a maior delas, o povo brasileiro.

AÉCIO NEVESescreve às segundas-feiras nesta coluna.

Gestão Anastasia: instalação para produção de eletrônica orgânica e impressa inicia operação

BELO HORIZONTE (16/12/11) – A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e o Centro de Inovações Csem Brasil celebraram, na manhã desta sexta-feira (16), o início de operações em Belo Horizonte da primeira instalação voltada a tecnologias de produção de eletrônica orgânica e impressa (roll to roll) da América Latina.

O CEO do C sem Brasil, Tiago Alves, exemplificou a aplicação da tecnologia, apresentando produtos como a primeira luz eletroluminescente impressa do mundo e a lâmina de plástico para a produção de painéis fotovoltaicos. Alves narrou a história da parceria com a Sectes e a Fapemig, que incluiu visitas à Suíça e a Londres para buscar conhecimento junto a instituições e profissionais que são referências mundiais em eletrônica orgânica. “Celebramos hoje a primeira etapa da construção de um sonho. Espero que quebrar paradigmas, como esta parceria permitiu, se torne realmente uma política de estado”, disse.

Esses também foram os votos do diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, José Policarpo G. de Abreu. “Espero que tomar iniciativas como esta se torne uma ação de estado”, disse. Segundo ele, em Minas Gerais, a hélice tríplice – governo, academia e empresa – tem funcionado. “A Lei de Inovação permitiu isso e hoje temos em tramitação o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que deve nos trazer grandes melhorias. Iniciativas como a que celebramos hoje servem como prova de que é possível fazer”, disse.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, também esteve no evento e parabenizou a todos pela iniciativa. Segundo ele, a Fapemig tem sido alavanca para projetos como este, com a interpretação inovadora que dá à relação governo-academia-empresa. “Ciência e Tecnologia pode ser uma ferramenta para a transformação social, e projetos como este apostam na tecnologia para o desenvolvimento de Minas Gerais”, destacou.

O evento incluiu a palestra do especialista em Tecnologia da Informação, Ivan Moura campos, sobre Inovação e Prioridades Estratégicas, seguida de debate sobre a importância da inovação e como o Estado de Minas Gerais e o Brasil podem se projetar ainda mais no cenário mundial nos próximos anos.

Entenda a eletrônica orgânica e a parceria

Você perdeu sua mala no aeroporto, mas pode localizá-la rapidamente, por meio de uma microantena. A embalagem do remédio que você vai tomar muda de cor para indicar que ele já passou da validade. Você mora em uma cidade em que a luz elétrica é raridade, mas rolos de painéis solares com eletrônica impressa utilizam energia limpa para iluminar sua casa e de seus vizinhos.

Esses são alguns exemplos de aplicação da eletrônica orgânica e impressa, tecnologia baseada em materiais semicondutores orgânicos, que abre possibilidades para novos dispositivos eletrônicos de baixo custo, como painéis fotovoltaicos flexíveis, capazes de levar com mais economia a energia elétrica a localidades remotas no país; biossensores que podem indicar, com uma gota de sangue e diagnóstico imediato, a incidência de doenças como a dengue; e tíquetes inteligentes para embalagens, segurança pública, transporte e grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014, com identificação por radiofrequência mais barata. Etiquetas inteligentes como essas podem ser também aplicadas na verificação da qualidade, origem e autenticidade de medicamentos, alimentos e outros produtos.

O Csem Brasil é um centro privado brasileiro de pesquisa aplicada e desenvolvimento, criado em 2006, pelo Csem SA (Centre Suisse d’Electronique et de Microtechnique) e FIR Capital, especializado em micro e nano tecnologias, engenharia de sistemas, microeletrônica e tecnologias de comunicação. O Centro fincou suas raízes na capital mineira e desenvolverá suas atividades na Cidade da Ciência, região de Belo Horizonte, onde também está sendo construída a nova sede da Fapemig.

“É a oportunidade de Minas sair na frente, no Brasil e no mundo. Ainda dá tempo. É o próximo trem que o Brasil não pode perder. É Minas entrando no bonde dos semicondutores (circuitos integrados, transistores, capacitores, díodos). Temos de destacar o pioneirismo da Fapemig, a primeira FAP a investir com peso nessa área, em que vivemos um ponto de inflexão, da academia para o mercado. A visão é a de trazer a ciência do Estado para o mercado, de forma colaborativa e não redundante”, observa o executivo-chefe da Csem Brasil, Tiago Alves.

O Csem assinou com o Governo de Minas, por meio da Sectes e da Fapemig, um termo de cooperação técnica que garante um aporte de R$ 7 milhões para desenvolver produtos com eletrônica orgânica e impressa em um modelo inovador que envolve ensino, pesquisa e intercâmbio internacional. O programa incluiu um treinamento no Imperial College London, referência mundial no setor. “Enviamos profissionais e pesquisadores para treinamento prático e teórico”, diz Tiago, que destaca também uma das principais características dessa tecnologia: o baixo custo.

Outro fator importante destacado pelo executivo é o caráter social no curto prazo: com a eletrônica orgânica e impressa é possível gerar eletricidade onde não tem, onde é difícil levá-la. “É possível levar rolos de 80 quilômetros de painéis solares com eletrônica impressa em cidades pobres. Esses painéis, que são feitos de vidro, passam a ser fotovoltaicos, ou seja, que transformam luz em energia elétrica. Em 2023, a previsão é de que a eletrônica impressa gere mais do que o dobro da energia que estará em segundo lugar, mais próxima dela”.

Fonte: Agência Minas

Seminário de Gestão defende especialização dos servidores – Governo Aécio apostou na formação dos técnicos da Escola de Governo

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Desde o início do governo Aécio Neves em 2003, o governo de Minas desenvolve uma política de valorização da gestão pública com ênfase na formação técnica de gestores. O trabalho foi iniciado pelo Choque de Gestão que modernizou a máquina pública em Minas e criou um divisor na gestão da administração pública no país. Neste trabalho, a  Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho  da Fundação João Pinheiro, órgão do Governo de Minas, teve um peso fundamental na formação de gestores públicos.

A instituição tem ensino de excelência e há muito lidera o ranking das melhores faculdades do país. Recentemente, a Escola de Governo obteve nota máxima no Índice Geral de Cursos elaborado pelo MEC. Hoje é primeira de Minas e a nona do Brasil. A diretora-geral, Luciana Raso Sardinha, classifica a instituição como sui generis, por causa de uma grade curricular interdisciplinar e da própria concepção: graduar servidores públicos, mas com capacidade diferenciada.

“Queremos formar profissionais que tenham criatividade e interfiram com maior colaboração às políticas públicas e mais agilidade às estruturas governamentais. A escola combina a autonomia acadêmica com a subordinação aos objetivos de modernização da máquina pública”, ressalta. A diretora destaca ainda o corpo docente, formado por mestres e doutores, todos com experiência na administração pública.

Leia matéria publicada pelo Valor Econômico em 25/11/2011

Fonte: Valor Econômico

Transformação de técnico em gestor é grande desafio

Que a administração pública brasileira precisa ser modernizada, ninguém duvida – os próprios governos já se deram conta disso. Mudanças na economia e na própria sociedade transformaram o sistema que rege o funcionalismo no país, refinado burocraticamente nos últimos 60 ou 70 anos, obsoleto em alguns aspectos. O próprio modo como a carreira de funcionário público funciona mostra isso. Se há exames cada vez mais concorridos para uma vaga vitalícia, o incentivo para se aperfeiçoar na carreira desaparece com o tempo, resultado da própria estabilidade.

Esse é um dos grandes gargalos que as administrações públicas precisam enfrentar: como incentivar seus funcionários e treiná-los para assumir novas funções. E como preparar pessoas treinadas como técnicos a agir como gerentes ou diretores. “Técnicos viraram gestores na prática. Não estavam preparados, não tinham obrigação para isso”, diz Paulo Vicente, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral (FDC).

“Existem pessoas muito preparadas na área pública quanto ao conhecimento técnico, mas ainda temos um gargalo com relação ao conhecimento gerencial”, afirma a consultora Mirza Quintão Utsch, do INDG (Instituto Nacional de Desenvolvimento da Gestão). “Mas esse cenário tem avançado. Percebemos que servidores têm buscado aprimorar a gestão”.

Como nem todo técnico domina questões administrativas ou gerenciais, esses cargos são comumente preenchidos por cargos comissionados, trazidos de fora da máquina pública.

Se de um lado isso traz velocidade para resolver questões imediatas de gestão, por outro traz problemas de continuidade, pois os funcionários comissionados são substituídos quando seus chefes saem dos cargos. Mas já existem iniciativas em alguns lugares, principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, onde servidores públicos vêm sendo treinados para assumir posições gerenciais. “Solução existe”, afirma Nelson Marconi, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. O Rio, afirma, está em um grande processo de planejamento da força de trabalho, fazendo um levantamento de todos os órgãos públicos, o que fazem, quem são os funcionários, de que precisam. Minas Gerais deve seguir o mesmo caminho.

Outra questão que os governos precisam enfrentar é como montar um sistema de incentivos para os funcionários. Novamente um dos obstáculos é o volume de recursos necessários para isso, além da legislação. “A formação é custosa, demorada, e às vezes só há resultado efetivo um governo depois”, aponta Vicente, da FDC.

São Paulo está entre os Estados citados por consultores como um dos mais avançados nos esforços de modernização de sua máquina pública. Nesse sentido, há vários projetos em andamento para avançar na profissionalização, segundo a secretária estadual de gestão pública, Cibele Franzese. Um deles é a cerificação ocupacional, quando vários profissionais que querem disputar cargos de diretoria passam por uma certificação. A ideia é reduzir a nomeação de pessoas comissionadas. O programa está sendo ampliado e foi implantado em áreas como educação, saúde, diretoria de hospitais, centros médicos e ambulatoriais.

O governo paulista também trabalha na melhoria do desenho das carreiras. O projeto visa esclarecer as oportunidades de promoção e progressão, ligando-as ao mérito e desempenho do funcionário. Para isso, são oferecidos cursos e investimentos em atualização. Na educação, o interesse não é apenas premiar quem estuda para passar nas provas, mas também aqueles professores que aplicam os conhecimentos no dia a dia do ensino.

O governo federal também tem avaliado ações para melhorar o serviço público, diz a secretária de gestão do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim de Brito. Um dos pontos é o bom desempenho dos profissionais, com capacitação das equipes. Como em outras administrações, adota-se a gestão por competência, a avaliação de desempenho, assim como a remuneração, capacitação e o bom ambiente de trabalho.

A reestruturação de áreas críticas no governo federal serão analisadas pela câmara de gestão da Casa Civil. O escritório vai identificar e priorizar questões a serem tratadas, simplificar processos e rotinas. Os estudos de melhoria da organização federal também analisam o arcabouço jurídico. É preciso mais flexibilização para garantir uma maior agilidade, afirma Brito, mas os modelos para tornar isso possível ainda não estão definidos. “A necessidade de melhora, como em todas as áreas, públicas e privadas, é grande e constante”, diz. “A melhoria sustentável não muda com ações de impacto, mas com ações bem estruturadas e contínuas”.

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Choque de Gestão: Gastar menos com o governo e mais com o cidadão

Eficiência e meritocracia: especialista defendem ações em gestão pública iniciadas no Governo Aécio Neves em gestão pública

Gestão Pública, Gestão da sustentabilidade, Gestão em Minas

Valor Econômico reúne especialistas em seminário para debater avanços na Gestão Pública

Lançado em 2003 pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o programa Choque de Gestão se tornou a principal referência em administração pública no Brasil. O ponto de partida era uma ideia simples, inovadora e de grande impacto: gastar menos com o governo e mais com o cidadão. Ao mesmo tempo, reduzir o peso dos recursos destinados à máquina administrativa e ampliar os investimentos destinados a melhorar a qualidade de vida das pessoas em áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura, meio ambiente e geração de emprego e renda, entre  outras. Com o passar dos anos, o Choque de Gestão de Aécio Neves derrubou a crença de que o Estado está condenado a ser sinônimo de ineficiência e desperdício. Leia mais em:  Choque de Gestão: Gastar menos com o governo e mais com o cidadão

Leia matéria publicada pelo Valor Econômico em 25/11/2011

Minas Gerais estuda a implementação do governo digital, solução tecnológica que deverá integrar áreas como planejamento, recursos humanos, contabilidade

Fonte:Valor Econômico 

Questão de eficiência

Uma gestão pública mais eficiente e moderna na União, governos estaduais e prefeituras seria um trunfo para o país em um momento em que a crise internacional ameaça o horizonte dos próximos anos. Com maior eficiência na máquina pública, planejamento de longo prazo, cultura de meritocracia e disseminação de metas de desempenho nos projetos, o Estado teria condições de aumentar a taxa de investimento, ampliar a competitividade da economia e melhorar a qualidade da saúde e educação sem acréscimo da já elevada carga tributária. Essa foi a opinião de boa parte dos empresários, consultores e representantes de governos reunidos, na quarta-feira, em Brasília, em seminário promovido pelo Valor, para debater os avanços da gestão pública no país.

Para o presidente do Conselho de Administração da Gerdau e membro da Câmara de Gestão criada pelo governo federal, Jorge Gerdau, a sustentabilidade do crescimento da economia requer um aumento da taxa de investimento, hoje em 18% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse total, o setor público responde por apenas dois pontos percentuais. “É muito pouco, 30% menos do que o necessário. O Estado precisa investir mais, porque há muita carência em saúde, educação e logística, enquanto a concorrência com os asiáticos será cada vez maior”, destacou.

Gerdau alertou: ampliar o investimento público não pode ser sinônimo de aumento de imposto. A carga tributária, que no início do governo Fernando Henrique Cardoso, em 1995, estava em 22% do PIB, pulou para 37%, bem acima da dos Estados Unidos, Japão e até do México, onde os impostos respondem por 23% do PIB. “Para investir mais, é preciso gestão, para fazer mais com menos”, resumiu. O peso do Estado na economia é mais sentido pelas pequenas e médias empresas, que respondem por 95% do universo corporativo. Gerdau ressaltou a necessidade de planejar em longo prazo. “Esse tema estratégico precisa ser inserido na agenda do país, porque estamos em um mundo globalizado, em que a concorrência será cada vez mais acirrada.”

A melhoria da gestão pública passa pelo aperfeiçoamento de vários pontos, como o uso intensivo de tecnologia da informação, criação de metas de desempenho e formação de recursos humanos. Sergio Ruy Barbosa, presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Administração (Consad) e secretário de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro, afirmou que a questão dos recursos humanos é um dos maiores desafios para o poder público. A carreira dos servidores públicos tem de ser repensada, com a evolução sendo atrelada a critérios de meritocracia. Na esfera federal, o recrutamento de grande parte dos cargos comissionados é feito por indicação. Outro ponto fundamental é repensar os concursos públicos. “Hoje, as provas medem a decoreba”, disse.

Há também dificuldade em demitir servidores por ineficiência. Ele exemplificou com um caso recente ocorrido em sua pasta: um jovem especialista, há um ano na secretaria, em uma reunião de trabalho, ofendeu um superior. “Para demitir, seria preciso abrir uma sindicância ou fazer uma comissão de inquérito”, afirmou.

“A gestão de pessoas é uma importante alavanca para melhorar o desempenho”, comentou João Lins, líder de serviços ao governo e setor público da PwC. Para ele, o empenho do Estado para atrair talentos terá de ser dobrado, em função da nova geração que chegará ao mercado de trabalho e que precisa ser constantemente estimulada.

Segundo Evelyn Levy, consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial, 11% da população economicamente ativa trabalha no setor público no Brasil, abaixo da média de 22% da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Se o tamanho da máquina pública é compatível com o dos países mais ricos, as despesas não são: os gastos com esses servidores chegam a 12% do PIB – ficam em 11% na OCDE.

“Para estabelecer um plano de ação, é essencial ter as informações. E o poder está em analisá-las”, comentou o professor Vicente Falconi, do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), um dos maiores especialistas em gestão do país. “Os governos no mundo estão interessados em fazer mais com o mesmo”, analisou Cesar Nobre, executivo da SAP, uma das líderes em sistemas de gestão.

Governos e empresas investem em sistemas de software para integrar suas bases de dados. Um exemplo está em Minas Gerais, onde se estuda a implementação do governo digital, solução tecnológica que deverá integrar áreas como planejamento, recursos humanos, contabilidade. “Assim pode-se trabalhar de forma sistêmica, tendo padronização, flexibilidade e agilidade na tomada de decisão”, afirmou Rodrigo Diniz Lara Lara, superintendente central de governança eletrônica da secretaria de Estado de Planejamento e Gestão.

Fazer mais com menos não é simples. “É preciso gastar menos, e fazer uma boa compra”, disse Barbosa, do Rio. Uma análise feita no café servido na Secretaria de Segurança Pública mostrou que havia serragem e outras substâncias no pó. A empresa que ganhou a licitação forjara o selo de qualidade. A Lei 8.666, que rege as licitações, exige que os governos optem pelo regime do menor preço. “A licitação busca o benefício da economia, com prejuízo da eficiência?”, questionou Luiz Augusto Fraga Navarra de Britto Filho, secretário executivo da Controladoria Geral da União (CGU).

Os desafios do crescimento sustentável

São Paulo, terça-feira, 03 de maio de 2011

AÉCIO NEVES

Fonte: Folha de S. Paulo

O Brasil conquistou, na primeira década deste novo século, avanços sociais e econômicos importantes.

A desigualdade de renda vem caindo em um ritmo intenso, graças ao crescimento do emprego e à expansão dos programas sociais instalados e adensados no curso de diferentes governos.

Não teríamos chegado até aqui sem acabar com a inflação, sem reestruturar as dívidas de Estados e municípios e sem estabelecer uma política consistente de geração de superavit primários.

Da mesma forma, não aproveitaríamos a crescente demanda internacional por produtos brasileiros (agrícolas, pecuários, da indústria extrativa e petrolífera, entre outros) se não tivéssemos feito as reformas dos anos 90, entre elas a privatização, que atraiu novos capitais e tecnologias, democratizou serviços e aumentou a competitividade da indústria e da agricultura nacionais.

Alcançamos, agora, um patamar em que “mais do mesmo” é insuficiente para sustentar um necessário ciclo de novos avanços.

Há importantes desafios a serem vencidos e uma nova agenda a ser enfrentada. O primeiro deles, de médio prazo, que perpassa todos os demais, é recorrente: precisamos melhorar a qualidade da educação básica no Brasil.

É inconcebível que o destino de uma criança seja ainda determinado pelo local do seu nascimento e pela condição de renda da sua família. O amplo acesso à educação de boa qualidade é o único caminho para a transformação social, para a maior distribuição de renda e de oportunidades.

Nosso segundo desafio é fazer a reforma tributária. A sociedade não aceita mais a abusiva carga de impostos sobre assalariados e a produção e, na esfera dos Estados, a perversa guerra fiscal, que coloca em lados opostos aqueles que deveriam ser parceiros do processo de desenvolvimento.

O Brasil precisa reduzir o número de impostos, desonerar as exportações e o investimento produtivo, reduzir contribuições que incidem na folha de salários, melhorar a progressividade da arrecadação e rediscutir a repartição de recursos entre as esferas de governo.

Nosso terceiro desafio imediato é a redução gradual do gasto público, para que o Estado possa aumentar o investimento e avançar na agenda de desoneração tributária já mencionada.

No modelo atual, os gastos públicos mais relevantes estão sendo financiados pelo crescimento da carga tributária ou por um endividamento crescente do Tesouro Nacional, emblematicamente simbolizado pelos repasses de mais de R$ 300 bilhões para o BNDES financiar obras públicas e privadas.

Nosso quarto desafio é a reforma do Estado. Não a incluo entre as nossas prioridades por mera preocupação fiscalista, mas para estabelecer mecanismos permanentes de avaliação da eficiência de políticas públicas, análise de custos e benefícios e melhoria da produtividade do setor público.

Sem esses instrumentos, os recursos já escassos tornam-se ainda mais insuficientes, gerando mais demanda por mais impostos ou saídas estranhas, como a chamada “contabilidade criativa”.

Minas Gerais, assim como alguns outros Estados, nos mostra que a boa governança é o primeiro degrau para a superação do atraso social que vivemos, sem recorrer à sanha arrecadatória.

Acredito que esses são os primeiros itens da ampla agenda de trabalho a que precisamos responder para nos habilitarmos a uma trajetória de crescimento verdadeiramente sustentável. Fazer avançar essa agenda, com os olhos voltados para o futuro, nos exigirá escolhas difíceis e um profundo debate de propostas que o governo já deveria ter enviado ao Congresso Nacional.

Os sinais na economia são claros.

Até quando vamos esperar?

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AÉCIO NEVES, economista, é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais (2003-2010), deputado federal pelo PMDB-MG (1987-1991), pelo PSDB-MG (1991-2002) e presidente da Câmara dos Deputados (2001-2002).  Link para o original (assinantes): http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0305201107.htm

Link para site Senador Aécio Nenves http://www.aecioneves.net.br/2011/05/artigo-de-aecio-neves-sobre-crescimento-sustentavel-na-folha-de-s-paulo/

Governo Anastasia implanta unidade de atendimento integrado (UAI)

Serviço Público Eficiente

Fonte:Agência Minas

Seis Unidades de Atendimento Integrado (UAI) serão implantadas em Minas Gerais pelo regime de Parceria Público-Privada (PPP) em 2011. Foi publicada na edição do Minas Gerais desta quinta-feira (28), a homologação do processo de licitação, realizado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), para implantação de UAIs em Betim, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberlândia e Varginha.

O processo, que começou em abril de 2010 com a realização de consulta pública para elaboração de edital, teve como vencedor o Consórcio Minas Cidadão, além da participação do consórcio Camig e do Grupo UAI.

Inovação

As Unidades de Atendimento Integrado (UAI) foram instituídas pelo Governo Anastasia com o objetivo de melhorar o atendimento ao cidadão, modernizando as instalações e o atendimento dos antigos postos Psiu em algumas cidades e criando novas unidades em outras. Já são 19 unidades no Estado nesse modelo em que o Governo projeta a demanda do município e a MGS executa.

Para aprimorar ainda mais o atendimento ao cidadão, o Governo do Estado optou por adotar, pela primeira vez, a Parceria Público-Privada na operação e manutenção das UAIs nos seis municípios. É um projeto inovador, com um contrato de longo prazo, em que o Estado pode amortizar o investimento, já que não precisa desembolsar todos os custos da implantação dos serviços.

Além da economia, o sistema de PPP vai proporcionar mais qualidade aos serviços, pois quanto maior o ganho de eficiência, maior a taxa de retorno para a prestadora e, principalmente, para o cidadão. Assim, o pagamento se dará por atendimento prestado, desde que observados três indicadores de desempenho: grau de satisfação do cidadão, tempo médio de espera para atendimento e percentual de senhas efetivamente atendidas. O Coeficiente de Eficiência (Coef) será calculado com base nesses indicadores e será aplicado no cálculo da contraprestação pecuniária como forma de associar o desempenho da concessionária à sua remuneração.

A expectativa é que o contrato seja assinado nos próximos 45 dias. Após a assinatura, espera-se que o cronograma seja o seguinte: duas unidades implantadas e em operação em até três meses após a assinatura do contrato – Betim e Montes Claros; outras duas unidades implantadas e em operação em até quatro meses após a assinatura do contrato – Uberlândia e Governador Valadares; e mais duas unidades implantadas e em operação em até cinco meses após a assinatura do contrato – Juiz de Fora e Varginha.

Unidades de Atendimento Integrado em operação no Estado:

1. BARBACENA

2. BELO HORIZONTE (Barreiro)

3. BELO HORIZONTE (Praça Sete)

4. BELO HORIZONTE (Venda Nova)

5. CORONEL FABRICIANO

6. CURVELO

7. DIVINÓPOLIS

8. LAVRAS

9. MURIAÉ

10. PARACATU

11. PASSOS

12. PATOS DE MINAS

13. POÇOS DE CALDAS

14. PONTE NOVA

15. POUSO ALEGRE

16. SÃO JOÃO DEL-REI

17. SETE LAGOAS

18. TEÓFILO OTONI

19. UBERABA

Governo Anastasia: Gasmig inicia operações de gasoduto

Políticas públicas

Antonio Anastasia destaca políticas do governo mineiro para ampliar a oferta de gás natural em Minas Gerais

Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

Gasmig iniciou hoje as operações do gasoduto do Vale do Aço em Belo Oriente

Governador garantiu que o governo do Estado irá manter os investimentos na construção de gasodutos em todas as regiões de Minas

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, destacou nesta quarta-feira (29/09) o compromisso do Governo de Minas com o desenvolvimento de novas fontes de energia. Hoje, a Gasmig, subsidiária da Cemig, iniciou as operações da segunda etapa do gasoduto do Vale do Aço, ligando os municípios de Ouro Branco (Região Central) e Belo Oriente (Vale do Rio Doce), beneficiando a região que concentra grandes siderúrgicas. Para os próximos anos, Antonio Anastasia reiterou o compromisso em ampliar a rede de gasodutos em todo o Estado, que deverá ganhar impulso com a descoberta de gás natural na Bacia do São Francisco, em Morada Nova de Minas.

“Nós inauguramos o gasoduto que atende o Vale do Aço, vai até à Cenibra, em Belo Oriente, e vai se desdobrar daqui a pouco para Governador Valadares, uma região que precisa de energia. Aqui no Sul de Minas, já inauguramos o gasoduto a Poços e Andradas. Vamos estendê-lo até Pouso Alegre. Descobrimos gás mineiro agora em Morada Nova e daqui a pouco tempo, teremos gás mineiro com gasodutos, para a Região Metropolitana, para o Norte e para o Triângulo, já que Uberaba também terá o seu gasoduto. O gás hoje é o combustível barato, ecológico, correto e que vai permitir uma fonte importante de energia para as empresas mineiras”, afirmou Antonio Anastasia, em entrevista na cidade de Ouro Fino (Sul de Minas).

Nova Fronteira Econômica
A expansão da rede de gasodutos por Minas Gerais ganhará um novo impulso, a partir da descoberta de gás natural na Bacia do São Francisco. A descoberta de gás natural em Morada Nova de Minas (Região Central) foi anunciada oficialmente no início deste mês. A expectativa é que o início da oferta do produto atraia para Minas empresas de diversos setores da indústria petroquímica, química e siderúrgica, que têm o gás como um insumo importante para a produção. A descoberta do gás na região Central de Minas decorre de um esforço empreendido pelo ex-governador Aécio Neves para que a exploração de gás no São Francisco ocorresse depois de décadas de estudos iniciados na área.

A perfuração do poço em Morada Nova de Minas foi iniciada no último dia 22 de julho e atingirá, em um prazo de 60 dias, a profundidade de 2.500 metros. A descoberta dos primeiros indícios da existência de gás natural ocorreu no último dia 27, a uma profundidade de 1.440 metros com queima de gás natural na superfície em teste de formação.

Além do desenvolvimento econômico, Minas Gerais poderá contar com uma nova fonte de receita, a partir dos royalties pagos pela exploração do gás natural. O empenho para desenvolver a exploração do gás da Bacia do São Francisco contou com a participação da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). A companhia é uma das sócias do consórcio Cebasf, com 49% de participação, responsável pelo Bloco SF-T-132, onde foi efetuada a descoberta.
Vale do Aço
O gasoduto do Vale do Aço contou com investimentos da ordem de R$ 700 milhões, ligando os municípios de Ouro Branco (Região Central) e Belo Oriente (Vale do Rio Doce), passando ainda por Ouro Preto, João Monlevade, Timóteo e Ipatinga, entre outros municípios. A próxima etapa é a expansão do duto até Governador Valadares, em um trecho de mais 70 quilômetros. O processo de licitação para o projeto executivo já foi iniciada e a expectativa é que este ramal esteja concluído até o final de 2012.

O Gasoduto do Vale do Aço tem 331 quilômetros de extensão e as obras foram divididas em duas etapas. A primeira, com 53 quilômetros de rede, liga São Brás do Suaçuí a Ouro Branco e se encontra em operação desde 2006, atendendo também aos municípios de Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Ouro Branco e parte de Ouro Preto. A segunda etapa, de Ouro Branco a Belo Oriente, tem 278 quilômetros. As obras geraram cerca de dois mil empregos.

O empreendimento tem capacidade para o transporte de 2,4 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e garantirá maior competitividade à região, que concentra algumas das principais empresas dos setores de mineração, siderurgia, celulose e papel. A oferta de gás natural possibilitará também uma matriz energética mais competitiva, com benefícios à toda a economia do Vale do Aço. Além de ser mais econômico, o gás natural é menos poluente, apresentando baixa emissão de resíduos tóxicos, o que contribui para a melhoria da qualidade do ar e pode ser utilizado também por outras empresas dos segmentos da indústria, comércio, além do consumo residencial e como combustível para automóveis.

A Cenibra, uma das maiores fabricantes de celulose branqueada de eucalipto, matéria-prima utilizada na produção de papel, será uma das empresas da região a utilizar o gás natural como fonte de energia. O empreendimento também tem entre seus principais clientes a Arcelor Mittal (João Monlevade), Arcelor Mittal Inox (Timóteo) e a Usiminas (Ipatinga).

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, anunciou também que a Cemig, com interveniência do Governo de Estado, vai assinar acordo com a Petrobras, nos próximos dez dias, para construção de um gasoduto ligando São Carlos (SP) a Uberaba, o que viabilizará a implantação de uma fábrica de amônia na cidade do Triângulo Mineiro. Os investimentos totais para a construção do gasoduto e da planta industrial devem chegar a R$ 4,6 bilhões, dos quais R$ 600 milhões serão desembolsados pela Cemig e o restante pela Petrobras.

Expansão
Nos últimos oito anos, o volume de gás distribuído pela Gasmig quase dobrou, passando de 381,3 milhões de metros cúbicos em 2003, para 662,7 milhões de metros cúbicos neste ano. Além disso, a empresa mais que dobrou sua rede de distribuição, que alcançou neste segundo semestre de 2010 a marca de 800 quilômetros de extensão.  Mais de R$ 1 bilhão foram investidos na expansão da malha de gasodutos e volume de distribuição de gás natural.

A Gasmig está se preparando para ingressar no segmento de distribuição de gás natural para consumidores residenciais e pequenos comércios urbanos, iniciando a oferta por Poços de Caldas (Sul de Minas) e alguns bairros de Belo Horizonte. Os contratos de suprimento de gás a longo prazo com a Petrobras garantem o abastecimento do mercado atual e de toda a expansão planejada para Minas Gerais até o ano de 2026.

Apenas no primeiro semestre deste ano, a rede da Gasmig foi ampliada em  110 quilômetros com a conclusão do Gasoduto Sul de Minas que atende aos municípios de Jacutinga, Poços de Caldas, Andradas e Caldas. Essa rede, com capacidade para fornecer 25 milhões de metros cúbicos/mês à região, tem como principais clientes as indústrias de alumínio, mineradoras, cerâmicas e indústria de vidro (cristais).

Governo Antonio Anastasia: Moradores do Barreiro agradecem Hospital

Gestão da saúde

Moradores do Barreiro agradecem Anastasia por Hospital Metropolitano

Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

Moradores do Barreiro recebem Antonio Anastasia com festa e agradecem pelo Hospital Metropolitano

Hospital, que será instalado no Barreiro, atenderá uma população de 300 mil habitantes de 80 bairros e vilas da Região Metropolitana de Belo Horizonte

Anastasia comemorou resultado da pesquisa Ibope e afirmou que continuará percorrendo todas as regiões de Minas levando suas propostas de governo

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, recebeu hoje (28/08), uma grande manifestação de apoio da população do Barreiro, uma das regiões mais populosas de Belo Horizonte. Ao lado de Aécio Neves, candidato ao Senado, do prefeito da capital, Marcio Lacerda, e de vários apoiadores, Antonio Anastasia percorreu as principais ruas do Barreiro. Durante a caminhada, centenas de eleitores cumprimentaram Antonio Anastasia, Aécio Neves e Marcio Lacerda pelo cumprimento da promessa da construção do Hospital Metropolitano do Barreiro. Antiga reivindicação dos moradores da região, o hospital atenderá cerca de 300 mil habitantes de 80 bairros e vilas da região.

“O hospital será uma referência para toda a região Central do Estado de Minas Gerais. Vai atender Belo Horizonte, o Barreiro e toda a Região Metropolitana. É uma parceria importante entre o Governo do Estado e a prefeitura da capital”, disse Anastasia.

A obra será realizada com investimento de R$ 120 milhões, numa parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Belo Horizonte. Em junho, o governador Antonio Anastasia autorizou R$ 40 milhões para a nova instituição de saúde. Os outros R$ 80 milhões serão financiados por meio de Parceria Pública Privada (PPP). Vereadores de Belo Horizonte já discutem na Câmara Municipal o projeto de lei que tratará do assunto.

O Hospital Metropolitano do Barreiro também beneficiará os moradores da Região Oeste da capital e de cidades vizinhas, como Contagem e Ibirité. A previsão é que seja inaugurado no primeiro semestre de 2012. Ele terá capacidade de atender cerca de 500 pacientes/dia e contará, inicialmente, com 240 leitos. Posteriormente, serão abertos mais 240. O empreendimento ocupará uma área de 12,5 mil metros quadrados próxima à Via do Minério.

Point Barreiro
Os investimentos do Estado no Barreiro ainda incluem as obras do Pólo de Integração do Barreiro (Point Barreiro), espaço voltado para a promoção da cidadania e inclusão social. No Point Barreiro, moradores da região terão acesso à educação, lazer, saúde, cultura e oportunidade para inserção no mercado de trabalho. A segunda etapa receberá R$ 18,36 milhões. No total, estão sendo investidos R$ 23,5 milhões, do Tesouro do Estado.

Para a implantação do Point Barreiro, sete edifícios serão reaproveitados e novos prédios serão construídos. O complexo abrigará uma escola em tempo integral, ginásio poliesportivo, lanchonete e oficina de nutrição, vestiários, quiosques, praça de eventos com arquibancadas, pista de cooper, playground, pomar e estacionamento, além da administração e do Centro Público de Promoção do Trabalho.

Virada na pesquisa Ibope
O governador também comemorou o resultado da pesquisa Ibope, divulgada na manhã de hoje, e que aponta Antonio Anastasia já na liderança da disputa pelo Governo de Minas, com apoio de 35% dos eleitores. Pela pesquisa, o governador cresceu oito pontos percentuais em relação ao último levantamento do Ibope, divulgado segunda-feira passada. No mesmo período, Hélio Costa caiu cinco pontos percentuais

Anastasia afirmou que continuará percorrendo todas as regiões de Minas Gerais para apresentar aos mineiros propostas realistas e consistentes para resolver os problemas da população. “Todas as regiões do Estado têm a mesma importância. Todas têm eleitores importantes. Os mineiros merecem o nosso respeito. Estaremos em todas as regiões de Minas Gerais”, disse.

O candidato a vice-governador pela coligação “Somos Minas Gerais”, deputado Alberto Pinto Coelho, também comemorou a virada na pesquisa Ibope. Alberto afirmou que o resultado mostra o reconhecimento da população sobre a grandiosa obra dos governos Aécio Neves e Antonio Anastasia. Segundo ele, as pesquisas revelam que o povo mineiro quer a continuidade dos avanços no Estado.

“Recebemos a pesquisa com muito pé no chão e alegria. Por um lado, continuaremos trabalhando para levar ao eleitor nossas propostas, para que ele possa ter um voto consciente. Por outro, temos que comemorar porque a população está reconhecendo essa grandiosa obra, essa gestão de resultados, do governo Aécio/Anastasia. E mais do que isso, as pesquisas mostram que os mineiros querem a continuidade desse governo para que Minas continue a avançar na mesma direção”, disse Alberto Pinto Coelho.