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Governo de Minas: Antonio Anastasia fala a empresários paulistas sobre administração mineira

 

Durante palestra na Associação Comercial de São Paulo, governador falou do processo de melhoria da gestão em Minas e dos avanços das políticas públicas

Imprensa MG
"Em Minas, planejamento voltou a ser um instrumento adequado de gestão", disse Anastasia
“Em Minas, planejamento voltou a ser um instrumento adequado de gestão”, disse Anastasia

O governador Antonio Anastasia proferiu palestra, nesta segunda-feira (25), em São Paulo, sobre o processo de modernização da administração pública em Minas Gerais. Durante evento, na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Anastasia destacou que, a partir do planejamento e da eficiência da gestão, foi possível alavancar a economia do Estado, atrair investimentos e, assim, melhorar significativamente os indicadores de desenvolvimento social de todas regiões mineiras.

Em 2003, o Governo de Minas implantou o Choque de Gestão, a primeira etapa da transformação da administração no Estado, o que levou ao equilíbrio das contas públicas, bem como eliminar o déficit fiscal.

“Fizemos um esforço grandioso para colocar as condições financeiras de Minas Gerais em ordem. Conseguimos um empréstimo de ajuste fiscal do Banco Mundial, sem contrapartida do Estado e, com isso, Minas tornou-se o case do sucesso do Bird, justamente por apresentar resultados concretos com os recursos aplicados. Depois disso, começamos a investir, com a credibilidade e o crédito devolvidos, passando a apresentar esses resultados das políticas públicas para a sociedade”, destacou o governador.

Após a consolidação do equilíbrio fiscal e do gerenciamento intensivo de projetos, em 2007, foi implantada a segunda fase do Choque de Gestão, que ficou conhecida como Estado para Resultados, com apresentação de resultados das políticas públicas para a sociedade. Foi colocado em prática o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (2007-2023), com a meta de consolidar resultados em diversas áreas.

“A partir daí, o planejamento voltou a ser um instrumento adequado de gestão. Vendo os resultados das ações, passamos a planejar a médio e a longo prazo. Tudo pontuado pela qualidade fiscal e eficiência na gestão pública. Focamos na educação de qualidade, vida saudável, protagonismo juvenil, investimento e valor agregado da produção; inovação, tecnologia e qualidade; redução da pobreza e inclusão produtiva; qualidade ambiental, defesa social, entre tantas outras”, disse.

Entre 2008 e 2011, Minas obteve uma taxa acumulada de 14,4% de crescimento do PIB. No período de 2003 a 2011, o Estado registrou recorde absoluto na história brasileira em atração de investimentos. Além disso, houve aumento de 43% do PIB per capita nos últimos cinco anos. Minas é, hoje, o 2º estado em arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).

Cidadão em primeiro lugar

Em 2011, iniciou-se a terceira geração do Choque de Gestão, a Gestão para a Cidadania, com o objetivo de aproximar, no dia a dia, o Estado das pessoas. O principal objetivo é fazer com que as pessoas se sintam integrantes das políticas públicas, mostrando que o governo sozinho não é capaz de modificar a realidade.

Para o governador, é preciso promover o engajamento e o comprometimento do setor privado, terceiro setor e cidadãos para, em cooperação com o governo, transformar o futuro do Estado.

“É imprescindível, para consolidação das políticas públicas, que as pessoas se sintam coautoras dessas políticas. Governo é também sociedade articulada, por isso é preciso permitir que o cidadão se integre a ele. Queremos que as pessoas percebam que no momento em que inauguramos uma escola, reformamos uma estrada, instalamos uma unidade básica de saúde, elas devem cuidar desses patrimônios. O cidadão precisa se considerar integrante desse esforço”, ressaltou Anastasia.

A empresários e lideranças políticas ligados à Associação Comercial de São Paulo, o governador Antonio Anastasia enfatizou que são dez os desafios estratégicos da Gestão da Cidadania. Entre outros ele citou a redução da pobreza e das desigualdades, aumento da empregabilidade e das possibilidades de realização profissional, desenvolvimento e diversificação da economia mineira, o estímulo à inovação, além de ações visando ampliar o acesso à saúde, mais segurança e a transformação da sociedade pela educação e cultura.

Anastasia listou os principais projetos em desenvolvimento em Minas, com vistas a enfrentar esses desafios. Dentre eles, o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) e o Programa de Educação Profissionalizante (PEP), que visam melhorar o desempenho dos alunos por meio da capacitação de profissionais da educação e o Mães de Minas, com o objetivo de reduzir a mortalidade infantil, com foco na saúde da gestante.

Ele citou ainda o Programa de Agregação de Valor do Produto Mineiro (ProValor); a implantação de Regiões e Áreas Integradas de Segurança Pública; o Programa Travessia; Plug Minas e Poupança Jovem; o Circuito Cultural da Praça da Liberdade; o Caminho de Minas; projetos de infraestrutura esportiva; as parcerias público-privadas (PPPs) em diversos serviços, entre elas a que pretende a eliminação correta de todo o resíduo sólido urbano, gerado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e a Meta 2014, de revitalização da Bacia do Rio das Velhas.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/antonio-anastasia-fala-a-empresarios-paulistas-sobre-administracao-mineira/

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Governo de Minas: Iepha estende consulta pública para novas regras do ICMS Patrimônio Cultural

 

Agentes culturais, gestores públicos e cidadãos podem participar até 6 de junho do processo

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) prorrogou para 6 de junho o prazo para que agentes culturais, gestores públicos e cidadãos participem do processo de aprimoramento da atual deliberação para repasses estaduais aos municípios via ICMS Patrimônio Cultural.

Todas as sugestões enviadas via formulário eletrônico, disponível no site do Iepha/MG, serão analisadas pelo relator designado pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep). No espaço destinado à consulta pública, o Iepha disponibilizou, ainda, a íntegra da atual deliberação e principais propostas de mudança já apresentadas pelo instituto ao Conep no início de maio.

A partir desses apontamentos, das sugestões propostas pelo público e pela sua própria avaliação, o relator irá elaborar um texto final que será apresentado e votado pelo Conep em sua próxima reunião, em data ainda a ser definida.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/iepha-estende-consulta-publica-para-novas-regras-do-icms-patrimonio-cultural/

Gestão Anastasia: Programa “Diverso”, da Rede Minas, comemora 100 edições

Produção vai comemorar a marca com uma edição especial com a presença de vários artistas reconhecidos em Minas e no país

Eduardo de Ávila / Divulgação
Eduarda Las Casas apresenta a edição de número 100 do "Diverso" na próxima sexta-feira
Eduarda Las Casas apresenta a edição de número 100 do “Diverso” na próxima sexta-feira

O programa “Diverso”, da Rede Minas, chega, na próxima sexta-feira, à marca de 100 programas exibidos, com investigação das manifestações e ícones culturais brasileiros. Para registrar a data, a equipe prepara um apanhado dos melhores momentos dos 99 programas anteriores, misturando e relacionando as principais frases e imagens que passaram pela tela da Rede Minas. Criado em 2009, o programa também é transmitido em rede nacional, pela TV Brasil, coprodutora da atração.

A 100ª edição vai ao ar simultaneamente nas duas redes de TV, nesta sexta-feira, dia 1º de junho, às 17h30, e vem recheada de surpresas, com depoimentos de nomes consagrados que passaram pela atração, como Cauby Peixoto, Ferreira Gullar, Caetano Veloso, Alceu Valença, José Celso Martinez Corrêa, Eduardo Coutinho, e outros artistas como Arrigo Barnabé, Jards Macalé, Jorge Mautner, Walter Franco e Rogerio Skylab.

O programa número 100 fará ainda homenagens aos 30 anos da morte de Glauber Rocha, a Hélio Oiticica e às escritoras Clarice Lispector e Hilda Hilst. A equipe do programa também foi atrás de revelações artísticas como as cantoras Karina Buhr e Tulipa Ruiz e dos artistas plásticos Paulo Nazareth e Sara Ramo.

Na opinião da diretora e apresentadora do “Diverso”, Eduarda Las Casas, “o legal do programa é que ele vai atrás do novo, sem querer padronizar ou dar respostas prontas aos fenômenos culturais da atualidade”. “O objetivo é abrir espaço a várias vozes, sempre”, conclui.

Sobre o Diverso

Com duração de 30 minutos, o “Diverso” é um programa semanal e temático, que aborda a cultura urbana e seu impacto no mundo de hoje, discutindo, em cada edição, assunto relacionado aos fenômenos, símbolos e ícones contemporâneos. Nesses três anos de exibição, foram exibidas entrevistas com centenas de pessoas, entre especialistas, sociólogos, filósofos, pesquisadores, músicos, escritores e artistas plásticos de vários cantos do Brasil.

O “Diverso” é uma coprodução entre a Rede Minas e TV Brasil, com exibição nacional. Na emissora mineira, o programa vai ar às terças-feiras, às 22h30, com reapresentação aos domingos, 17h30. Na TV Brasil, às sextas-feiras, 17h30, com reapresentação às segundas, 20h30. As edições do programa podem ser vistas também na internet, por meio da fanpage facebook.com/programadiverso.

A equipe tem direção e apresentação de Eduarda Las Casas, roteiro de Leandro Lopes e Bruno Fabri, reportagem de Fernanda Brescia e produção executiva de Mariana Maioline. A edição fica por conta de Ian Lara, Leandro Preisser e Felipe Coelho. Os estagiários são Mirela Persichini e Vinícius Morais.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/programa-diverso-da-rede-minas-comemora-100-edicoes/

Gestão Anastasia: Torpedo Minas Legal distribui prêmio de até meio milhão de reais

Compras do Dia das Mães podem render prêmios aos contribuintes mineiros Ao pedir a nota fiscal, consumidor contribui com arrecadação e pode se inscrever no Torpedo Minas Legal

O Dia das Mães será no próximo domingo (13) e os consumidores mineiros estão animados para presentear as mães esse ano. A Secretaria de Estado de Fazenda lembra que todo cidadão deve pedir a nota fiscal ao fazer suas compras já que, além de contribuir para o aumento da arrecadação, o consumidor também pode concorrer a prêmios de até meio milhão de reais, participando da promoção Torpedo Minas Legal.

Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG), cerca de 86% das pessoas pretendem comprar presentes, indicador mais otimista dos últimos cinco anos na capital mineira. Na comparação com o ano passado, a quantidade de consumidores dispostos a comprar subiu 26,47%.

De acordo com 41,9% dos entrevistados, o valor médio para os presentes deve ficar entre R$ 50 e R$ 100. A pesquisa mostra ainda que 4,7% dos entrevistados preferem presentear com flores. Porém, o que lidera a intenção de compras são as roupas, com 38,7%, e apenas 15,7% dos entrevistados aproveitarão a redução do IPI da linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) para presentear as mães.

O cartão de crédito segue com destaque na opção de pagamento do consumidor. A pesquisa mostrou que 54,4% dos entrevistados pretendem parcelar as compras e 33% dos entrevistados preferem pagar à vista.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/torpedo-minas-legal-distribui-premio-de-ate-meio-milhao-de-reais/

Aécio Neves: Choque de Gestão

Aécio Neves: Choque de Gestão programa criado pelo governador mudou Minas e virou referência internacional em administração pública

Aécio Neves: Choque de Gestão

Aécio Neves da Cunha governou Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010. A implantação do programa Choque de Gestão é sua principal marca como governador, hoje uma referência fundamental para a administração pública no Brasil.

O Choque de Gestão baseia-se na proposta de se gastar menos com o Estado para investir mais no cidadão, em particular em programas sociais de grande retorno para a população e em pautar a administracao por metas, medindo e priorizando o resultado das ações do governo. A iniciativa saneou e modernizou a administração estadual, abrindo caminho para investimentos em escala inédita na história de Minas Gerais.

Durante praticamente todo o primeiro mandato, Aécio obteve índices de cerca de 90% de aprovação popular. Pesquisas do Instituto DataFolha, feitas em março e dezembro de 2009, comprovaram que ele era o governador com melhor avaliação no Brasil. Deixou o cargo, em março de 2010, com 92% de aprovação. Enquetes da empresa Macroplan, realizadas anualmente com jornalistas de veículos dos maiores Estados brasileiros atestaram que Minas Gerais tinha o melhor governo do País, na opinião da categoria.

No dia 1º de janeiro de 2003, Aécio Neves assumiu pela primeira vez o Governo de Minas Gerais, 20 anos depois da eleição de Tancredo para o mesmo cargo. Em torno de sua candidatura, ele aglutinou uma ampla frente de 18 partidos, com o apoio das principais entidades sociais e econômicas do Estado e dos mais influentes líderes políticos. Entre eles, o ex-presidente e ex-governador Itamar Franco e os ex-governadores Eduardo Azeredo, Hélio Garcia, Aureliano Chaves, Francelino Pereira e Rondon Pacheco.

Dois dias após a posse, Aécio Neves começou a pôr em prática os primeiros pontos da reforma administrativa que seria realizada ao longo do seu governo. Já no começo, registrou-se um grande esforço para sanear e equilibrar as contas públicas. O número de secretarias de Estado foi reduzido de 21 para 15, o equivalente a 30%. Houve extinção de cerca de 3.000 cargos que podiam ser preenchidos sem concurso. Deu-se também a redução dos salários do governador, do vice-governador e dos secretários de Estado. Os vencimentos do próprio governador caíram em 45%. A adoção em larga escala do pregão eletrônico (pela internet) também esteve entre as medidas exemplares naquela época. Foi criado um Colegiado de Gestão Governamental, presidido pelo governador, para o qual todas as secretarias deveriam prestar contas, mensalmente.

De imediato, o Choque de Gestão trouxe redução de despesas, reorganização e modernização do aparato institucional do Estado e implementação de novas medidas gerenciais através do envolvimento de todos os órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, para melhorar a qualidade e reduzir os custos dos serviços públicos.

O Estado, no entanto, achava-se incapacitado para investimentos ou grandes obras e ainda sem crédito junto a organismos internacionais. Diante deste quadro, logo na primeira semana de trabalho o governador determinou a proibição de gastos. E, em fevereiro de 2003, encaminhou à Assembleia Legislativa proposta de redução do seu próprio salário.

Ainda em fevereiro de 2003, viajou a Washington com sua equipe econômica a fim de estabelecer contatos com representantes de vários organismos internacionais, buscando a retomada de investimentos em Minas. Um ato que seria apenas o começo de um vigoroso conjunto de ações tomadas para a internacionalização do Estado, a captação de investimentos e a geração de emprego e renda em várias regiões mineiras.

Em dois anos, o governo equilibrou as finanças estaduais, chegando ao Déficit Zero. Isso possibilitou desde a regularização do pagamento de direitos dos servidores públicos, como o 13º salário em dia, até a retomada de contratos de financiamento junto às agências de fomento internacionais, como os Bancos Mundial e Interamericano de Desenvolvimento.

O equilíbrio alcançado pelo Estado foi reconhecido pelo governo federal, que autorizou que, depois de anos, o Governo de Minas pudesse voltar a captar recursos internacionais. Especialistas e organismos internacionais também reconheceram a importante conquista. Em 2006, Aécio Neves foi convidado a apresentar no Banco Mundial, em Washington, as bases do Choque de Gestão, reconhecido pela instituição como experiência bem-sucedida que merecia ser compartilhada com outros países.

Iniciou-se também uma política de investimentos focada nas áreas sociais, sobretudo. Em 2004, por exemplo, embora seja o estado com maior número de municípios no Brasil, Minas foi pioneiro no país a ampliar de 8 para 9 anos a duração do ensino fundamental.

Durante o mandato, foram priorizadas ações de infraestrutura que pudessem criar as condições para o desenvolvimento das regiões mais pobres. Em 2003, 294 municípios ligados por estradas estaduais não tinham acesso por asfalto. Hoje, estão todas asfaltadas ou em obras. Mais de 400 cidades não tinham serviço de telefonia celular – e agora têm. No final da gestão de Aécio, o governo chegou a fazer um investimento per capita nas regiões mais pobres correspondente a mais que o dobro da média do estado.

Ao assumir pela segunda vez o governo de Minas, em 1º de janeiro de 2007, Aécio criou o Estado para Resultados ou Choque de Gestão de Segunda Geração, dando continuidade e aprofundando as conquistas sociais anteriores.

Em 2008, o então governador de Minas recebeu a Legião de Honra da França, entregue pelo ex-presidente Valéry Giscard d’Estaing, representando o atual presidente, Nicolas Sarkozy. É a maior comenda concedida pelo governo francês a cidadãos do mundo inteiro em reconhecimento pelos seus méritos.

Fonte: Aécio Neves Senador

Gestão Anastasia: peças de tricô e crochê produzidas por detentos em Minas Gerais ganham o mundo

Cantora Daniela Mercury se apresenta no Carnaval de Salvador com um dos modelos
Divulgação
As peças são vendidas no showroom em São Paulo, feiras em Paris e Tóquio e 70 lojas pelo Brasil
As peças são vendidas no showroom em São Paulo, feiras em Paris e Tóquio e 70 lojas pelo Brasil

O cenário é inusitado. Agulhas em punho, novelo de lã ao lado e tem início uma produção de peças de tricô e crochê atípica: os artesãos, além de serem todos homens, são detentos da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, localizada em Juiz de Fora, Zona da Mata mineira. O trabalho dá tão certo, que as peças já ganharam o mundo e são vendidas no showroom em São Paulo, feiras em Paris e Tóquio e 70 lojas multimarcas no Brasil. Além disso, a cantora Daniela Mercury vai usar uma peça no Carnaval de Salvador e, recentemente, a apresentadora da TV Globo, Angélica, apareceu em um programa com um dos modelos.

Os detentos, normalmente 12, se dedicam oito horas por dia à produção. Em alguns períodos, o número de artesãos pode chegar a 35. A marca, Doisélles, foi criada pela empresária mineira Raquell Guimarães, que teve a ideia de buscar mão de obra na prisão, já que não conseguia no mercado. “Normalmente, quem realiza esse tipo de trabalho são pessoas mais idosas, senhoras, que não conseguiam se dedicar como precisávamos. Então pensei nessa parceria, mas imaginei mulheres. Quem sugeriu que fossem os homens foi a diretora do presídio”, conta a empresária.

Ândria Valéria Andries Pinto é quem comanda a penitenciária e apostou nos detentos. “Falei com ela que em dez dias a gente ia conseguir provar que eram capazes. E deu tão certo que eles até já criaram um modelo”, revela. Os detentos realizam o trabalho desde 2009, quando foram capacitados e aprenderam o ofício. Célio Tavares de Souza foi um deles. Hoje no regime semi-aberto, ele foi contratado pela Doisélles. Trabalha na sede da empresa como auxiliar de produção e acredita que a oportunidade dada dentro da penitenciária foi fundamental. “Levantou minha auto-estima saber que a gente pode ser capaz de se reintegrar à sociedade. Essa é uma oportunidade muito importante para os recuperandos da unidade”, afirma.

Este também foi um dos motivos que levou a proprietária da marca a trabalhar com os detentos. “Eu acredito que o trabalho é o caminho para a ressocialização”, destaca Raquell Guimarães. Ela também cita como benefícios da parceria o controle da produção. “Queria organizar um grupo, ensinar, treinar. Isso ajuda muito no controle de qualidade da produção”, relata.

Profissão

Adenilson da Silva de Jesus participa do trabalho desde o início, em 2009. Ele calcula já ter produzido cerca de 300 peças. “É uma profissão. É bom saber que a gente que fez e é bom fazer uma coisa diferente”, diz.

Rafael Nogueira, ao contrário de Adenilson, está há poucos meses no ofício, mas também já aprendeu a tricotar e crochetar e surpreendeu a família. “Eles ficaram felizes. Meu pai, principalmente, ficou muito surpreso. Pode ser que eu trabalhe com isso lá fora. A gente aprende bastante aqui e, com certeza, pode ajudar a recuperar uma pessoa”, destaca.

A Doisélles realiza o pagamento por peça de roupa produzida. O ‘salário’ é depositado na conta dos detentos que, em dois anos de trabalho, já acumulam uma produção de mais de 10 mil peças. Além disso, a cada três dias trabalhados, eles ganham a redução de um dia na pena.

Daniela Mercury

A cantora baiana Daniela Mercury vai usar no Carnaval em Salvador, na Bahia, um modelo produzido pelos detentos. Ela é embaixadora da Unicef e procurou o projeto após ficar sabendo do trabalho. Segundo a diretora-geral da penitenciária, Ândria Valéria Andries, “uma empresária da Daniela veio aqui e buscou uma roupa para ela ver. A cantora gostou muito e abraçou a causa”.

Para o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, oportunidades como essa reforçam o compromisso do Estado com a ressocialização dos presos. “O trabalho e o estudo são pilares importantes na busca por reinserir os detentos na sociedade, por isso o Governo de Minas tem investido bastante nessa área. Interessante destacar que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, os presos podem fazer trabalhos bastante qualificados, como este que vem sendo desenvolvido em Juiz de Fora”, ressalta.

Trabalho

Além dos 12 presos que confeccionam as roupas, outros 370 detentos da Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires também trabalham enquanto cumprem pena. O número representa cerca de 80% dos presos da unidade empregados em alguma atividade.

Números no Estado

Minas Gerais é o Estado do país que tem, proporcionalmente, o maior número de presos trabalhando. Hoje, mais de 11 mil detentos realizam atividades profissionais enquanto cumprem pena. As atividades são variadas e vão desde a produção artesanal até a construção civil.

Há unidades em que os presos fabricam bolas, sacolas ecológicas, equipamentos eletrônicos e uniformes, além daquelas em que há padarias, açougue e, até mesmo, uma fábrica de gessos. Pelo trabalho, os presos recebem remição de pena – a cada três dias trabalhados, um a menos no cumprimento da sentença – e, em muitos casos, remuneração (normalmente, ¾ do salário mínimo). O principal retorno, no entanto, não pode ser contabilizado: é a oportunidade de começar uma vida nova, ainda dentro dos presídios e penitenciárias.

Fonte: Agência Minas

iG: Anastasia afirma que a marca de sua gestão é a obsessão com a criação de empregos

Gestão em Minas, Choque de Gestão, Gestão Eficiente

Fonte: Denise Motta, iG Minas Gerais, e Leandro Beguoci – iG São Paulo

Anastasia elogia Dilma, exalta Aécio e prega aliança com PT em BH

Em entrevista ao iG, governador de Minas diz que faz gestão de continuidade, mas sem continuísmo, e que educação pública é boa

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), vem tentado se diferenciar do seu padrinho político, Aécio Neves. Eleito em 2010 com a força do atual senador tucano por Minas, de quem foi vice, Anastasia quer construir sua própria trajetória política.

Em entrevista ao iG, Anastasia exalta Aécio, a quem descreve como uma “estrela da política nacional”, mas faz questão de frisar que tem voo próprio. Parafraseando o tucano paulista José Serra, Anastasia afirma que sua gestão é de continuidade sem continuísmo e elogia diversas vezes a presidenta Dilma Rousseff, contra quem Aécio vem elevando o tom desde o começo deste ano. Em 2002, Serra usou esse mote, na sua campanha à Presidência da República, para se diferenciar do então presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem mantinha divergências em relação à política econômica.

“Nós temos por mote dizer que o nosso governo iniciou-se em 2003, porque é uma continuidade. Não há um continuismo, mas há uma continuidade de ações, de projetos, de programas”, disse Anastasia em entrevista ao iG no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, sede do governo do Estado desde 2010.

Aos poucos, o governador mineiro também tem suavizado a imagem de gerente do choque de gestão, que se tornou a principal bandeira do governo Aécio, e ampliado seu portfólio político – assumindo, inclusive, o papel de articulador.

Para 2012, ele defende a aliança entre PT e PSDB em torno do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e diz que vai trabalhar para que ela seja reeditada. “Eu acredito que há boa possibilidade de repetição da aliança, mas, evidentemente, vai depender da conversa entre os partidos, tanto a nível local quanto a nível nacional”, frisou.

Anastasia avança ainda sobre uma bandeira cara ao PT – e que se tornou o ponto mais fraco de seu partido, o PSDB.i e prega que sua legenda “tenha bandeiras sociais firmes”.

Diante disso, o tucano reconheceu que o salário dos professores do Estado – que fizeram greve de mais de 100 dias neste ano – está defasado, que eles merecem reajuste, mas nega que a educação pública seja ruim. “Em Minas, é de muita boa qualidade”, defende o tucano, para quem os aumentos só não vieram antes porque ele e Aécio encontraram uma situação muito ruim nas finanças públicas.

Assista aos principais trechos da entrevista com Anastasia e veja a nota que ele dá à sua gestão, suas opiniões sobre Dilma e a avaliação que faz da relação entre seu governo e o Palácio do Planalto.

Entrevista com o Poder: Aécio dá nota 5 para Dilma e seduz possíveis vices para 2014

Seminário de Gestão defende especialização dos servidores – Governo Aécio apostou na formação dos técnicos da Escola de Governo

Gestão em Minas, Gestão Inovadora, Gestão Eficiente, Choque de Gestão

Desde o início do governo Aécio Neves em 2003, o governo de Minas desenvolve uma política de valorização da gestão pública com ênfase na formação técnica de gestores. O trabalho foi iniciado pelo Choque de Gestão que modernizou a máquina pública em Minas e criou um divisor na gestão da administração pública no país. Neste trabalho, a  Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho  da Fundação João Pinheiro, órgão do Governo de Minas, teve um peso fundamental na formação de gestores públicos.

A instituição tem ensino de excelência e há muito lidera o ranking das melhores faculdades do país. Recentemente, a Escola de Governo obteve nota máxima no Índice Geral de Cursos elaborado pelo MEC. Hoje é primeira de Minas e a nona do Brasil. A diretora-geral, Luciana Raso Sardinha, classifica a instituição como sui generis, por causa de uma grade curricular interdisciplinar e da própria concepção: graduar servidores públicos, mas com capacidade diferenciada.

“Queremos formar profissionais que tenham criatividade e interfiram com maior colaboração às políticas públicas e mais agilidade às estruturas governamentais. A escola combina a autonomia acadêmica com a subordinação aos objetivos de modernização da máquina pública”, ressalta. A diretora destaca ainda o corpo docente, formado por mestres e doutores, todos com experiência na administração pública.

Leia matéria publicada pelo Valor Econômico em 25/11/2011

Fonte: Valor Econômico

Transformação de técnico em gestor é grande desafio

Que a administração pública brasileira precisa ser modernizada, ninguém duvida – os próprios governos já se deram conta disso. Mudanças na economia e na própria sociedade transformaram o sistema que rege o funcionalismo no país, refinado burocraticamente nos últimos 60 ou 70 anos, obsoleto em alguns aspectos. O próprio modo como a carreira de funcionário público funciona mostra isso. Se há exames cada vez mais concorridos para uma vaga vitalícia, o incentivo para se aperfeiçoar na carreira desaparece com o tempo, resultado da própria estabilidade.

Esse é um dos grandes gargalos que as administrações públicas precisam enfrentar: como incentivar seus funcionários e treiná-los para assumir novas funções. E como preparar pessoas treinadas como técnicos a agir como gerentes ou diretores. “Técnicos viraram gestores na prática. Não estavam preparados, não tinham obrigação para isso”, diz Paulo Vicente, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral (FDC).

“Existem pessoas muito preparadas na área pública quanto ao conhecimento técnico, mas ainda temos um gargalo com relação ao conhecimento gerencial”, afirma a consultora Mirza Quintão Utsch, do INDG (Instituto Nacional de Desenvolvimento da Gestão). “Mas esse cenário tem avançado. Percebemos que servidores têm buscado aprimorar a gestão”.

Como nem todo técnico domina questões administrativas ou gerenciais, esses cargos são comumente preenchidos por cargos comissionados, trazidos de fora da máquina pública.

Se de um lado isso traz velocidade para resolver questões imediatas de gestão, por outro traz problemas de continuidade, pois os funcionários comissionados são substituídos quando seus chefes saem dos cargos. Mas já existem iniciativas em alguns lugares, principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, onde servidores públicos vêm sendo treinados para assumir posições gerenciais. “Solução existe”, afirma Nelson Marconi, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. O Rio, afirma, está em um grande processo de planejamento da força de trabalho, fazendo um levantamento de todos os órgãos públicos, o que fazem, quem são os funcionários, de que precisam. Minas Gerais deve seguir o mesmo caminho.

Outra questão que os governos precisam enfrentar é como montar um sistema de incentivos para os funcionários. Novamente um dos obstáculos é o volume de recursos necessários para isso, além da legislação. “A formação é custosa, demorada, e às vezes só há resultado efetivo um governo depois”, aponta Vicente, da FDC.

São Paulo está entre os Estados citados por consultores como um dos mais avançados nos esforços de modernização de sua máquina pública. Nesse sentido, há vários projetos em andamento para avançar na profissionalização, segundo a secretária estadual de gestão pública, Cibele Franzese. Um deles é a cerificação ocupacional, quando vários profissionais que querem disputar cargos de diretoria passam por uma certificação. A ideia é reduzir a nomeação de pessoas comissionadas. O programa está sendo ampliado e foi implantado em áreas como educação, saúde, diretoria de hospitais, centros médicos e ambulatoriais.

O governo paulista também trabalha na melhoria do desenho das carreiras. O projeto visa esclarecer as oportunidades de promoção e progressão, ligando-as ao mérito e desempenho do funcionário. Para isso, são oferecidos cursos e investimentos em atualização. Na educação, o interesse não é apenas premiar quem estuda para passar nas provas, mas também aqueles professores que aplicam os conhecimentos no dia a dia do ensino.

O governo federal também tem avaliado ações para melhorar o serviço público, diz a secretária de gestão do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim de Brito. Um dos pontos é o bom desempenho dos profissionais, com capacitação das equipes. Como em outras administrações, adota-se a gestão por competência, a avaliação de desempenho, assim como a remuneração, capacitação e o bom ambiente de trabalho.

A reestruturação de áreas críticas no governo federal serão analisadas pela câmara de gestão da Casa Civil. O escritório vai identificar e priorizar questões a serem tratadas, simplificar processos e rotinas. Os estudos de melhoria da organização federal também analisam o arcabouço jurídico. É preciso mais flexibilização para garantir uma maior agilidade, afirma Brito, mas os modelos para tornar isso possível ainda não estão definidos. “A necessidade de melhora, como em todas as áreas, públicas e privadas, é grande e constante”, diz. “A melhoria sustentável não muda com ações de impacto, mas com ações bem estruturadas e contínuas”.

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Choque de Gestão: Gastar menos com o governo e mais com o cidadão

Eficiência e meritocracia: especialista defendem ações em gestão pública iniciadas no Governo Aécio Neves em gestão pública

Gestão Pública, Gestão da sustentabilidade, Gestão em Minas

Valor Econômico reúne especialistas em seminário para debater avanços na Gestão Pública

Lançado em 2003 pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o programa Choque de Gestão se tornou a principal referência em administração pública no Brasil. O ponto de partida era uma ideia simples, inovadora e de grande impacto: gastar menos com o governo e mais com o cidadão. Ao mesmo tempo, reduzir o peso dos recursos destinados à máquina administrativa e ampliar os investimentos destinados a melhorar a qualidade de vida das pessoas em áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura, meio ambiente e geração de emprego e renda, entre  outras. Com o passar dos anos, o Choque de Gestão de Aécio Neves derrubou a crença de que o Estado está condenado a ser sinônimo de ineficiência e desperdício. Leia mais em:  Choque de Gestão: Gastar menos com o governo e mais com o cidadão

Leia matéria publicada pelo Valor Econômico em 25/11/2011

Minas Gerais estuda a implementação do governo digital, solução tecnológica que deverá integrar áreas como planejamento, recursos humanos, contabilidade

Fonte:Valor Econômico 

Questão de eficiência

Uma gestão pública mais eficiente e moderna na União, governos estaduais e prefeituras seria um trunfo para o país em um momento em que a crise internacional ameaça o horizonte dos próximos anos. Com maior eficiência na máquina pública, planejamento de longo prazo, cultura de meritocracia e disseminação de metas de desempenho nos projetos, o Estado teria condições de aumentar a taxa de investimento, ampliar a competitividade da economia e melhorar a qualidade da saúde e educação sem acréscimo da já elevada carga tributária. Essa foi a opinião de boa parte dos empresários, consultores e representantes de governos reunidos, na quarta-feira, em Brasília, em seminário promovido pelo Valor, para debater os avanços da gestão pública no país.

Para o presidente do Conselho de Administração da Gerdau e membro da Câmara de Gestão criada pelo governo federal, Jorge Gerdau, a sustentabilidade do crescimento da economia requer um aumento da taxa de investimento, hoje em 18% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse total, o setor público responde por apenas dois pontos percentuais. “É muito pouco, 30% menos do que o necessário. O Estado precisa investir mais, porque há muita carência em saúde, educação e logística, enquanto a concorrência com os asiáticos será cada vez maior”, destacou.

Gerdau alertou: ampliar o investimento público não pode ser sinônimo de aumento de imposto. A carga tributária, que no início do governo Fernando Henrique Cardoso, em 1995, estava em 22% do PIB, pulou para 37%, bem acima da dos Estados Unidos, Japão e até do México, onde os impostos respondem por 23% do PIB. “Para investir mais, é preciso gestão, para fazer mais com menos”, resumiu. O peso do Estado na economia é mais sentido pelas pequenas e médias empresas, que respondem por 95% do universo corporativo. Gerdau ressaltou a necessidade de planejar em longo prazo. “Esse tema estratégico precisa ser inserido na agenda do país, porque estamos em um mundo globalizado, em que a concorrência será cada vez mais acirrada.”

A melhoria da gestão pública passa pelo aperfeiçoamento de vários pontos, como o uso intensivo de tecnologia da informação, criação de metas de desempenho e formação de recursos humanos. Sergio Ruy Barbosa, presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Administração (Consad) e secretário de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro, afirmou que a questão dos recursos humanos é um dos maiores desafios para o poder público. A carreira dos servidores públicos tem de ser repensada, com a evolução sendo atrelada a critérios de meritocracia. Na esfera federal, o recrutamento de grande parte dos cargos comissionados é feito por indicação. Outro ponto fundamental é repensar os concursos públicos. “Hoje, as provas medem a decoreba”, disse.

Há também dificuldade em demitir servidores por ineficiência. Ele exemplificou com um caso recente ocorrido em sua pasta: um jovem especialista, há um ano na secretaria, em uma reunião de trabalho, ofendeu um superior. “Para demitir, seria preciso abrir uma sindicância ou fazer uma comissão de inquérito”, afirmou.

“A gestão de pessoas é uma importante alavanca para melhorar o desempenho”, comentou João Lins, líder de serviços ao governo e setor público da PwC. Para ele, o empenho do Estado para atrair talentos terá de ser dobrado, em função da nova geração que chegará ao mercado de trabalho e que precisa ser constantemente estimulada.

Segundo Evelyn Levy, consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial, 11% da população economicamente ativa trabalha no setor público no Brasil, abaixo da média de 22% da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Se o tamanho da máquina pública é compatível com o dos países mais ricos, as despesas não são: os gastos com esses servidores chegam a 12% do PIB – ficam em 11% na OCDE.

“Para estabelecer um plano de ação, é essencial ter as informações. E o poder está em analisá-las”, comentou o professor Vicente Falconi, do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), um dos maiores especialistas em gestão do país. “Os governos no mundo estão interessados em fazer mais com o mesmo”, analisou Cesar Nobre, executivo da SAP, uma das líderes em sistemas de gestão.

Governos e empresas investem em sistemas de software para integrar suas bases de dados. Um exemplo está em Minas Gerais, onde se estuda a implementação do governo digital, solução tecnológica que deverá integrar áreas como planejamento, recursos humanos, contabilidade. “Assim pode-se trabalhar de forma sistêmica, tendo padronização, flexibilidade e agilidade na tomada de decisão”, afirmou Rodrigo Diniz Lara Lara, superintendente central de governança eletrônica da secretaria de Estado de Planejamento e Gestão.

Fazer mais com menos não é simples. “É preciso gastar menos, e fazer uma boa compra”, disse Barbosa, do Rio. Uma análise feita no café servido na Secretaria de Segurança Pública mostrou que havia serragem e outras substâncias no pó. A empresa que ganhou a licitação forjara o selo de qualidade. A Lei 8.666, que rege as licitações, exige que os governos optem pelo regime do menor preço. “A licitação busca o benefício da economia, com prejuízo da eficiência?”, questionou Luiz Augusto Fraga Navarra de Britto Filho, secretário executivo da Controladoria Geral da União (CGU).

Modelo de gestão pública criado por Aécio Neves em Minas é referência nacional para municípios

Gestão em Minas, Choque de Gestão, Gestão Pública Eficiente

Fonte: Brasil Econômico

“Estamos vivendo uma revolução silenciosa na gestão”

TRÊS PERGUNTAS A…

…ERIK CAMARANO – Diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo (MBC)

Pelo terceiro ano consecutivo, o Movimento Brasil Competitivo (MBC) homenageia os municípios que se destacaram em gestão. Para Erik Camarano, diretor-presidente da instituição, houve uma melhora nos projetos e cumprimento das metas estabelecidas, ao longo desse período.

De onde surgiu a ideia da premiação?

Surgiu com a implantação do modelo de gestão pública por Aécio Neves, em Minas Gerais. Então, fizemos parceria com Microsoft, Intel e Symnetics com o objetivo de estimular os municípios a usar as ferramentas de tecnologia de informação (TI). É baseado na metodologia utilizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e adaptado para o caso brasileiro. Por isso, separamos em 10 blocos de áreas, como saúde, educação, gestão interna, perspectiva de geração de resultados, entre outros.

Houve alguma evolução nesses três anos do Prefeito Inovador?

Percebemos que houve melhora de 2009 para 2010 e, por isso, deixamos a linha de exigências mais difícil, neste ano. Ou seja, aprofundamos o questionário em determinados aspectos. Mesmo assim, o ciclo de 2011 foi mais disputada. As prefeituras estão apresentando práticas mais robustas. Estamos vivendo uma revolução silenciosa na gestão pública brasileira.

Há mudanças para a premiação do ano que vem?

Ainda não está certo, mas devemos antecipar o ciclo de avaliações e a premiação (que ocorre em novembro), por causa do calendário eleitoral no ano que vem.