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Governo de Minas: concurso público oferta 151 vagas nas áreas de saúde e tecnologia

Os salários variam de R$ 825,16 a R$ 3.963,91

A Fundação Ezequiel Dias (Funed), a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) lançaram concurso público para Técnico de Saúde e Tecnologia, níveis I e II (nível médio) e Analista e Pesquisador de Saúde e Tecnologia, níveis I, III e IV (nível superior). O edital foi publicado nesta sexta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado – jornal “Minas Gerais” – e está disponível no site do instituto (www.ibfc.org.br).

Para ambos os cargos, a carga horária será de 40 horas semanais. Os salários variam de R$ 825,16 a R$ 3.963,91. As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico www.ibfc.org.br, entre 2 e 31 de julho de 2012.

A data prevista para a realização do concurso, em etapa única, é o dia 2 de setembro deste ano, em Belo Horizonte. Será aplicada uma prova objetiva com 60 questões. Após as inscrições, o candidato poderá saber o local, a sala e o horário de realização da prova também pelo site do IBFC, até 25 de agosto de 2012.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/concurso-publico-oferta-151-vagas-nas-areas-de-saude-e-tecnologia/

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Governo de Minas: ESP-MG completa 66 anos de trabalho pela saúde

Escola de Saúde Pública também comemora neste domingo a marca de 160 mil alunos atendidos em seus cursos.

Divulgação / ESP-MG
Segundo vários especialistas e gestores, ESP-MG contribui para a formação de profissionais para atuarem com a saúde pública.
Segundo vários especialistas e gestores, ESP-MG contribui para a formação de profissionais para atuarem com a saúde pública.

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) completa, neste domingo(03), 66 anos de atuação na formação e valorização dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). A data também marca os mais de 160 mil alunos atendidos pelos cursos e o fortalecimento de parcerias com instituições importantes no âmbito do SUS em Minas Gerais.

“São 66 anos de uma Escola com uma equipe que apresenta bons resultados, uma trajetória que reflete os passos dados pela política nacional de saúde ao longo dessas décadas. A ESP-MG segue colaborando para que o SUS atinja sua plenitude”, celebra o diretora-geral da instituição, Damião Mendonça Vieira.

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, ressalta a importância da escola na formação do profissional e do gestor em saúde. “A ESP-MG demonstra ser um espaço privilegiado para a produção de conhecimento para o Sistema Único de Saúde em Minas Gerais. A formação de recursos humanos é fundamental para continuarmos avançando e a ESP-MG é a parceria privilegiada do Governo de Minas para esse desafio”, parabeniza o Secretário.

Antônio Jorge ainda destaca que nem sempre a academia tradicional é capaz de incorporar de forma satisfatória as demandas do SUS. “Como estão mais próximas do serviço, as escolas de saúde pública, como a ESP-MG, têm esse papel fundamental de atender à real demanda de formação de recursos humanos para o SUS”, avalia.

Reconhecendo a formação profissional como essencial para a consolidação do SUS, o reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), professor João dos Reis Canela, destaca o importante histórico de parcerias entre as duas instituições. “A ESP-MG é uma importante parceira da Unimontes. Com esse trabalho, incrementamos as ações do Centro de Educação Profissional e Tecnológica (CEPT), oferecendo novos cursos voltados para a capacitação profissional na área da saúde. Assim, manifestamos o nosso desejo de continuidade do pleno sucesso da Escola de Saúde de Minas Gerais, que, com o seu trabalho, participa diretamente do desenvolvimento do nosso estado”, lembra o reitor.

No mesmo sentido, a diretora do Centro de Pesquisas René Rachou/ Fiocruz Minas, Zélia Maria Profeta da Luz, lembra que só através das parcerias que o avanço nas discussões sobre saúde pública é possível. “Essa parceria vem de longa data, fomentando o desenvolvimento de programas, projetos e atividades no campo da pesquisa, ensino e informação técnico-científica, essenciais para a melhoria do SUS”, avalia.

Relembrando os trabalhos desenvolvidos no período em que a ESP-MG foi vinculada à Fundação Ezequiel Dias (Funed), o presidente da instituição, Augusto Monteiro Guimarães, destaca que a autonomia alcançada pela Escola não representou o fim da parceria. “Muito nos honra fazer parte da história desta Escola que tantos resultados positivos somou à Funed. Mesmo após 2007, quando a ESP conquistou sua justa e necessária autonomia administrativa, as duas instituições se mantiveram unidas a favor da construção do SUS”, pontua.

Junto com a Fundação Hemominas, a ESP-MG vem desenvolvendo cursos de formação e qualificação de profissionais. A presidente da fundação, Júnia Cioffi, destaca o Curso Técnico em Hemoterapia, que já conta com sua primeira turma. “Com a complexidade da Medicina, a hemoterapia é considerada como área estratégica, já que atua em várias patologias e especialidades. Com o apoio da ESP-MG, foi possível a realização do curso, uma demanda do SUS, que propicia aos alunos conhecerem a hemoterapia como um todo, acompanhando todo o ciclo do sangue”, comenta.

História

A trajetória da ESP-MG começou em 1946, quando o Departamento de Saúde Pública, órgão da então Secretaria Estadual de Educação e Saúde Pública, foi reorganizado. Com a exigência legal de conclusão do curso de Saúde Pública para contratação de médicos sanitaristas, houve uma tendência de especialização profissional. Em 1970, a ESP-MG passou a integrar a estrutura da Fundação Ezequiel Dias (Funed).

O SUS nasce oficialmente em 1988 e encontra na escola um suporte para seu desenvolvimento, por meio de cursos técnicos, de especialização, atualização e aperfeiçoamento. Com a Lei Delegada n.º135, publicada em janeiro de 2007, a instituição conquistou a autonomia administrativa, financeira e orçamentária, ampliando suas atividades referentes à educação, à pesquisa e ao desenvolvimento institucional e de recursos humanos, no âmbito do SUS.

Nos últimos anos, a escola experimentou um crescimento robusto e sustentado, com apoio do sistema estadual de saúde. O diretor geral destaca que a perspectiva é aumentar, de forma contínua, a contribuição para o Sistema Único de Saúde.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/esp-mg-completa-66-anos-de-trabalho-pela-saude/

Governo de Minas: Fundação Ezequiel Dias desenvolve gel e enxaguante bucal a base de própolis

17h04m – 29 de Maio de 2012 Atualizado em 19h05m

Os dois produtos serão os primeiros no Brasil com um certificado de garantia de procedência

Depois de mais de 20 anos de pesquisa, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) apresenta dois produtos a base de própolis, um conhecido antibiótico natural. O gel e o enxaguante bucal chegarão brevemente ao mercado e apresentam vantagens sobre outros produtos. A principal é o custo, que será bem menor.

Toda a matéria prima utilizada para a produção dos produtos é exclusiva de Minas Gerais. O própolis usado pela Funed vem de 121 municípios do Estado. Por isso, os produtos serão os primeiros no Brasil com um certificado de garantia de procedência.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/fundacao-ezequiel-dias-desenvolve-gel-e-enxaguante-bucal-a-base-de-propolis/

Gestão da Saúde: efeitos dos medicamentos distribuídos no Estado contam com acompanhamento constante da Funed

Equipes de Farmacovigilância atuam para assegurar a qualidade e a eficácia de produtos distribuídos no SUS

Thiago Mamede
Ação visa assegurar qualidade e eficácia de cada um dos produtos distribuídos
Ação visa assegurar qualidade e eficácia de cada um dos produtos distribuídos

Para assegurar a qualidade de seus serviços e produtos, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) realiza acompanhamentos constantes dos efeitos de medicamentos, soros e vacinas produzidos. É a chamada Farmacovigilância, que é o conjunto de atividades exercidas por equipes da Funed, por meio do recebimento ou busca de notificações de eventos adversos ou quaisquer problemas relacionados aos medicamentos. Cabe a esta equipe realizar a comunicação às autoridades competentes, acompanhar o processo de análise e estabelecer, como um compromisso com a saúde pública, garantias de segurança, qualidade e eficácia de cada um dos produtos distribuídos gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a responsável pela sub-gerência de Farmacovigilância e Estudos Clínicos da Funed, a farmacêutica Cristine de Araújo Silva, este conjunto de ações permite acompanhar os produtos que já estão no mercado para se detectar, avaliar, compreender e prevenir efeitos adversos que podem estar relacionados aos medicamentos, soros e vacina. “O principal objetivo é a busca de informações relacionados a cada produto, que podem auxiliar, por exemplo, na prevenção de determinado evento adverso ou, até mesmo, na alteração de uma indicação de uso”, explica.

O serviço é disponibilizado por meio de um Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), gratuito, e cujo número (0800 283 1980) é impresso nas bulas e nas embalagens dos produtos da Funed. Além disso, o site da fundação (www.funed.mg.gov.br) permite fazer notificações online, por profissionais ou clientes. De acordo com o farmacêutico Wenderson Walla Andrade, a fundação recebe ligações não só dos pacientes, como também de profissionais de saúde. “Eles relatam as reações adversas e procuram saber o real motivo delas. Com as informações, analisamos as possíveis causas dos sintomas associadas aos processos (produção, armazenamento e transporte) e também ao uso do medicamento, interação com outros medicamentos e alimentos e, irregularidades na forma e nos horários de ingestão dos produtos”, afirma.

A Sub-gerência também desenvolve projetos de pesquisa para a Farmacovigilância ativa dos produtos da Funed. Atualmente, a Sub-gerência está desenvolvendo a Farmacovigilância de soros heterólogos, como soro antiescorpiônico, soro antibotrópico (pentavalente), soro anticrotálico, soro antirrábico, soro antitetânico, dentre outros. Sendo que a Fundação é responsável pela produção de cerca de 35% da demanda nacional destes soros, e, não havendo registros suficientes no país sobre eventos adversos associados ao uso destes soros, e também dos soros de outros fabricantes, há a necessidade de se trabalhar com a Farmacovigilância ativa junto à rede pública de saúde e  hospitais onde os soros são administrados.

“A ideia principal é que, coordenados e acompanhados por profissionais da Sub-gerência, outros profissionais de saúde de hospitais selecionados como “sentinelas” realizem a notificação de eventos adversos destes soros, para que possamos obter o máximo de informações e consigamos estabelecer, futuramente, uma referência epidemiológica, abarcada em dados concretos sobre a utilização destes produtos”, afirma Cristine. O projeto será desenvolvido em hospitais de sete cidades de Minas Gerais, que respondem pelo atendimento de maior número de casos de acidentes peçonhentos no Estado, como Belo Horizonte, Montes Claros, Pouso alegre, Manhuaçu, Formiga, Teófilo Otoni e Uberlândia.

Como notificar

Qualquer cidadão, usuário dos produtos Funed, ou qualquer profissional de saúde que prescreve, dispensa, manuseia e administra os produtos, quando identificar eventos/efeitos adversos ou problemas relacionados aos medicamentos, soros e vacina, pode entrar em contato com a Fundação para tirar dúvidas ou fazer uma notificação.

Basta acessar o link abaixo ou entrar em contato pelo telefone do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) 0800-283-1980, ou ainda enviar um e-mail para o endereço: farmacovigilância@funed.mg.gov.br. Outras informações estão disponíveis no site www.funed.mg.gov.br/farmacovigilancia.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/efeitos-dos-medicamentos-distribuidos-no-estado-contam-com-acompanhamento-constante-da-funed/

Gestão da Saúde: fundação Ezequiel Dias participa de ato simbólico contra a meningite

Evento vai reunir centenas de organizações de saúde e instituições não governamentais para um abraço simbólico ao redor do Cristo Redentor

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) estará presente, nesta terça-feira (24), no ato simbólico para marcar o dia mundial de combate à meningite, no Rio de Janeiro. A ação é promovida em todo o mundo e, aqui no Brasil, o evento vai reunir centenas de pessoas, organizações de saúde e instituições não governamentais para um abraço simbólico ao redor do Cristo Redentor. O objetivo é reunir as pessoas para “Dar as Mãos” na luta contra a meningite.

Representando Minas Gerais, a Funed é o único laboratório fornecedor da vacina contra a Meningite C ao Programa Nacional de Imunização (PNI). De acordo com o presidente da Funed, Augusto Monteiro Guimarães, a fundação apoia a iniciativa e estará presente, somando forças para a conscientização da sociedade. “A meningite é um problema de saúde mundial e ações como essa são muito importantes para alertar a população da necessidade de prevenção”, disse.

Em setembro de 2009, com assinatura de acordo inédito com a indústria suíça Novartis Vacina e Diagnósticos, o Governo de Minas iniciou o processo de transferência da tecnologia de fabricação da vacina contra a meningocócica C, por intermédio da Funed. Ao todo, já foram disponibilizadas mais de 20 milhões de doses da vacina para todo o país.

“Minas foi pioneiro ao disponibilizar a vacina no calendário estadual de vacinação, em 2009. No ano seguinte, a Funed fez um acordo com o Ministério da Saúde e a vacina meningocócia passou a fazer parte do calendário nacional. Uma conquista para a população brasileira usuária do Sistema Único de Saúde”, diz o presidente da Funed.

De acordo com a diretora Industrial da Funed, Lissandra Clementoni Teixeira, o convênio que será firmado com o Ministério da Saúde para este ano prevê a entrega de 12 milhões de doses da vacina para o Programa Nacional de Imunização. “Com essas doses disponibilizadas gratuitamente nos postos de saúde de todo o Brasil, contribuímos para proteger milhões de crianças e, assim, cumprimos nosso papel social”, orgulha-se a diretora.

A doença

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente cinco a 10% das pessoas que contraem a doença meningocócica morrem, mesmo se receberem tratamento antibiótico adequado. Sem tratamento, a taxa de mortalidade em decorrência da doença meningocócica é de 70 a 90%. Daí a necessidade de iniciativas mais efetivas em relação à prevenção da doença por meio da vacinação.

A meningite é uma inflamação na membrana que recobre o sistema nervoso. Ela causa sequelas como surdez, cicatrizes permanentes, amputações e lesões cerebrais com letalidade superior a 30% em crianças menores de cinco anos. Pode ser causada por diferentes agentes: bactéria, vírus e fungos. As bacterianas constituem grave problema de saúde pública pela alta morbimortalidade. Atinge notadamente crianças, e adolescentes. A transmissão ocorre pela tosse, espirro ou por meio de gotículas eliminadas pelo trato respiratório.

Poucas doenças têm a capacidade de causar tanta preocupação e alarme como a doença meningocócica, devido ao acometimento de pessoas previamente saudáveis, à evolução potencialmente rápida e fulminante – especialmente quando ocorre com disseminação da bactéria na corrente sanguínea (meningococcemia), e à capacidade de gerar surtos.

Serviço

Evento: “De Mãos Dadas Contra a Meningite”
Data: 24 de abril
Horário: a partir das 10h30
Local: Cristo Redentor – Rua Cosme Velho, 513 – Cosme Velho – Rio de Janeiro/RJ

A iniciativa é liderada pela Confederação das Organizações de Meningite (CoMO), entidade mundial que apoia os interesses de organizações que atuam em prol da erradicação da doença e no Brasil está sendo organizada pelo  Instituto Pedro Arthur (IPA)

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/fundacao-ezequiel-dias-participa-de-ato-simbolico-contra-a-meningite/

Governo de Minas: laboratórios da Funed mantêm acreditação de qualidade junto a organização nacional

Acreditação comprova a qualidade dos serviços prestados pela Funed no monitoramento de 33 enfermidades

Leo Drumond
Todos os meses são realizadas, em média, 25 mil análises, atingindo 300 mil exames ao ano
Todos os meses são realizadas, em média, 25 mil análises, atingindo 300 mil exames ao ano

Uma auditoria realizada nos laboratórios que realizam diagnóstico de doenças da Fundação Ezequiel Dias (Funed) garantiu a manutenção da acreditação junto à Organização Nacional de Acreditação (ONA). O termo “acreditação” significa a consolidação do papel de excelência das organizações e, neste caso, comprova a qualidade dos serviços prestados pela Funed no monitoramento de 33 enfermidades, a exemplo de dengue, febre amarela, meningite, tuberculose, Aids, leishmaniose, dentre outras. Todos os meses são realizadas, em média, 25 mil análises, atingindo 300 mil exames ao ano.

A ONA, entidade não governamental reconhecida pelo Ministério da Saúde (MS), avalia e certifica a qualidade de serviços de saúde, de forma voluntária e periódica, a partir de um manual próprio, que inclui critérios de biossegurança, relacionamento com clientes e fornecedores e capacitação de pessoal, por exemplo. O processo é voltado para a melhoria contínua. A Funed conquistou a primeira acreditação junto à ONA em 2009 e, no ano seguinte, numa nova auditoria, a Organização recomendou a renovação por mais três anos, ou seja, até 2013, da certificação dos Laboratórios da Funed.

Durante esse período, a Funed fica submetida a avaliações de manutenção da condição de acreditado, como a que ocorreu dessa vez. Além dos laboratórios, foram avaliadas áreas administrativas, a exemplo dos serviços de manutenção e dos setores responsáveis pelo processo de compras. Isso exigiu uma integração ainda maior entre as diretorias da Funed, que trabalham em equipe para alcançar os bons resultados. Após o processo de auditoria, a ONA recomendou novamente a manutenção da acreditação da Fundação Ezequiel Dias.

As instituições acreditadas pela ONA são reconhecidas por oferecer mais segurança para pacientes e profissionais, qualidade na assistência, capacitação contínua das equipes e gerenciamento eficaz. “Essa recomendação confirma nosso compromisso com a qualidade do serviço prestado e soma-se a outros esforços nesse mesmo sentido”, afirma o presidente da Funed, Augusto Monteiro Guimarães.

A Fundação Ezequiel Dias tem ensaios habilitados junto a outras organizações de qualidade como a Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e também possui processos certificados pela norma ISO 9001:2008. “A avaliação externa é uma forma de manter constante o desafio de melhorar, sempre, a qualidade dos serviços prestados à população”, afirma o presidente.

Um relatório conclusivo da auditoria será enviado pela equipe da ONA à Funed que terá o prazo de 15 dias para desenvolver o plano de ação para correção de pequenas não conformidades verificadas. “Enviaremos evidências de atuação aos auditores que verificarão, in loco, a eficácia das ações realizadas nas próximas auditorias”, explica o analista de saúde e tecnologia da Funed, Marcelo Pimenta.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/laboratorios-da-funed-mantem-acreditacao-de-qualidade-junto-a-organizacao-nacional/

Gestão da Saúde: profissionais de Minas estão reunidos para aprimoramento da técnica de diagnóstico da tuberculosp

Curso atualiza e padroniza a técnica de baciloscopia recomendada pelo Ministério da Saúde no diagnóstico laboratorial da tuberculose

Na semana em que se celebra o Dia Mundial de Combate à Tuberculose (24/03) mais de 100 profissionais de saúde de todo o Estado que trabalham no controle da doença estão reunidos em Belo Horizonte para um treinamento prático e teórico. O curso, realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) – laboratório central de saúde pública do Estado de Minas (Lacen/MG) – tem como objetivo promover uma atualização e padronização da técnica de baciloscopia recomendada pelo Ministério da Saúde no diagnóstico laboratorial da tuberculose.

De acordo com um dos ministrantes do treinamento e responsável pelo diagnóstico em Tuberculose na Funed, Cláudio José Augusto, a técnica de baciloscopia é um exame de microscopia, de baixa complexidade, já utilizado atualmente por todos os laboratórios públicos do Estado, em amostras colhidas dos pacientes com suspeita da doença. “Ele é feito para diagnosticar a tuberculose. Na Funed, no entanto, são realizados outros exames, de maior complexidade que permitem identificar o tipo do bacilo causador da doença e a sensibilidade da bactéria ao medicamento adotado no tratamento”, explica Cláudio.

Segundo ele, até 2004, o diagnóstico da tuberculose era centralizado na Fundação. Mas com capacitação e investimento nos laboratórios de todo o Estado, a técnica de baciloscopia passou a ser feita nos próprios municípios. “A Fundação permanece como referência e responsável pelo controle da qualidade dos exames, mas a descentralização aproxima o diagnóstico do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) e possibilita a atuação do Lacen-MG em atividades de maior complexidade, ampliando a oferta de outras metodologias. É um ganho para os serviços oferecidos à sociedade”, afirma.

Com o treinamento, a Funed espera descentralizar também a técnica de cultura – para identificação dos tipos de bacilos causadores da doença. Até então, segundo a chefe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas, Marluce Aparecida Assunção Oliveira, a Funed realiza cerca de 250 exames de cultura para diagnóstico da tuberculose por mês. “Nossa expectativa é que até o final desta ano os cinco laboratórios macrorregionais – Montes Claros, Teófilo Otoni, Uberaba, Juiz de Fora e Pouso Alegre – possam também realizar a cultura. A Funed poderá concentrar seus esforços para aumentar o número de testes de sensibilidade às drogas”, afirma Marluce.

Durante as aulas, serão atualizadas informações sobre a situação epidemiológica e medidas de vigilância adotadas em Minas Gerais, no Brasil e no mundo para controle da doença, além de normas de biossegurança, coleta, acondicionamento e transporte de amostras e outras informações sobre a técnica de exame. O curso está sendo realizado na sede da Funed, no bairro Gameleira, de hoje (20/03) até quinta-feira (22/03).

Além da aula teórica realizada no primeiro dia, representantes de municípios do interior do Estado onde há maior incidência de Tuberculose como Varginha, Pouso Alegre, Nanuque, Vespasiano, Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Lagoa Santa passarão por aulas práticas nos laboratórios da Fundação. As aulas serão ministradas pelo médico pneumologista da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), Pedro Daibert Denavarro, e por funcionários da Funed – do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas e também do Serviço de Gerenciamento de Amostras Biológicas.

A doença

A tuberculose é causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos, como rins e ossos. A transmissão ocorre através do contato direto com gotículas de saliva de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão: tosse seca e contínua no início da doença, cansaço excessivo, febre baixa geralmente à tarde, palidez, falta de apetite, fraqueza e prostração. Segundo o Ministério da Saúde, são notificados anualmente 85 mil novos casos no Brasil, sendo verificadas cerca de seis mil mortes por ano, o que coloca a tuberculose como a doença infecciosa que mais causa mortes em adultos.  De acordo com o Sistema de Informação de agravos de notificação (SINAN) em Minas, no ano passado, foram notificados 4.500 casos da doença e 160 óbitos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/profissionais-de-minas-estao-reunidos-para-aprimoramento-da-tecnica-de-diagnostico-da-tuberculose/

Gestão da saúde: Pesquisa da Fundação Ezequiel Dias vai testar potência de vacinas

Metodologia ajudará a reduzir o uso de animais em laboratórios e garantirá produtos de melhor qualidade

Thiago Valinho
Kit desenvolvido por pesquisadores para avaliar eficácia de vacinas
Kit desenvolvido por pesquisadores para avaliar eficácia de vacinas

Testes in vivo, ou seja, que utilizam camundongos para avaliar a eficácia de vacinas clostridiais – usadas em bovinos, caprinos e ovinos para proteção contra um tipo de doença bacteriana – estão com os dias contados. É que um estudo realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com o Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR), desenvolveu uma nova metodologia com o mesmo objetivo, porém, in vitro – realizada em laboratório através de um método de ensaio denominado ELISA, o mesmo usado, por exemplo, para diagnóstico da Aids.

“É um método mais prático, rápido e barato, que vai permitir não só a redução significativa do uso de animais nos testes, como também poderá garantir mais qualidade ao processo de produção da vacina”, afirma o pesquisador da Funed, Luiz Guilherme Dias Heneine, membro da equipe do projeto. Isso porque, segundo Heneine, as facilidades e vantagens que o kit desenvolvido oferece permitem que a própria indústria fabricante da vacina monitore a qualidade do produto antes de enviar para aprovação do órgão regulador – que nesse caso é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Os fabricantes são obrigados a enviar parte do lote das vacinas para o ministério, que verifica se a dosagem é adequada para proteção do animal. Com o resultado do nosso trabalho, antes mesmo da conclusão do processo de produção, os fabricantes terão como avaliar a qualidade das vacinas, corrigir falhas e evitar perdas”, explica o pesquisador da Funed. Segundo Francisco Carlos Faria Lobato, médico veterinário e professor da Escola de Veterinária da UFMG, que também participa do estudo, somente em 2010, o ministério utilizou cerca de dois mil camundongos para testar 160 milhões de doses de vacinas de aproximadamente 14 laboratórios produtores. “A substituição do teste de potência pode reduzir significativamente esse número”, afirmou. A pesquisadora Patrícia Martins Parreiras, do Instituto René Rachou, lembra ainda que esta redução atende a Lei Arouca (2008), que recomenda a substituição de animais por métodos in vitro em procedimentos experimentais.

O pesquisador da Funed ressalta ainda a importância da pesquisa para os produtores rurais e para a melhoria da qualidade da carne consumida pela população. De acordo com ele, elas evitam a contaminação por bactérias do gênero Clostridium, que causam diferentes síndromes no animal infectado podendo resultar na morte dele. “O teste garantirá a produção de vacinas de qualidade, consequentemente, animais sadios, alimento de melhor qualidade para a população e para o mercado exportador”, afirma.

O teste

Utilizando-se de pequena quantidade da vacina, do soro de animais já vacinados, pipetas, de uma placa acrílica, reagentes laboratoriais e de leitores computadorizados, a metodologia desenvolvida pela equipe de pesquisadores permite quantificar a concentração de anticorpos presentes no soro dos animais, ou seja, verificar se a dose da vacina é suficiente para proteger o animal. “A coloração na placa indica a reação, a presença e quantidade do antígeno. A intensidade da reação dos produtos é proporcional à quantidade presente. É um método muito eficiente”, explica Luiz Guilherme Dias Heneine.

Resultados e expectativas

De acordo com Luiz Guilherme Dias Heneine, os resultados do estudo, realizados tanto em laboratório quanto em uma indústria farmacêutica parceira do projeto, foram satisfatórios. “O teste já foi padronizado e pré-validado. Nossa expectativa agora é patentear a tecnologia e transferir o conhecimento para que uma empresa possa produzir e comercializar”, disse. Segundo ele, o Laboratório Nacional Agropecuário de Minas Gerais (Lanagro) – que disponibilizou soro dos animais vacinados para os testes – já demonstrou interesse na nova metodologia.

O estudo tem ainda potencial para permitir que sejam desenvolvidos kits de teste de vacinas para outras doenças. “Esse foi só o primeiro passo. Nosso objetivo é ampliar a tecnologia para identificação de outros antígenos e originar kits para controle de outras patologias”, avisa Heneine.

Destaque de inovação

A pesquisa desenvolvida pela Funed, UFMG e CPqRR foi avaliada por uma comissão formada por profissionais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e UFMG e agora está catalogada no Livro do Programa de Incentivo à Inovação (PII).

A publicação, organizada pela Fiocruz, foi lançada no último dia 14, reúne 16 projetos do Programa e tem como objetivo fomentar a cultura empreendedora nas universidades e instituições de pesquisa.  De acordo com o gerente de Inovação e Sustentabilidade do Sebrae, Anízio Dutra Vianna, “os produtos criados a partir do Programa podem contribuir para o desenvolvimento, geração de emprego e renda em Minas Gerais, por meio da criação de empresas de base tecnológica ou transferência de tecnologias”.

“É uma satisfação ver a Funed somando-se a essas outras importantes instituições científicas e contribuir para que o conhecimento produzido por nossos profissionais possa gerar novos negócios, com qualidade superior e a custos menores”, afirma o presidente da Fundação, Augusto Monteiro Guimarães. A pesquisa contou também com o apoio do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/pesquisa-da-fundacao-ezequiel-dias-vai-testar-potencia-de-vacinas/

Governo de Minas: Funed lança enquete para escolha do nome de três filhotes raros de cascavel

população irá escolher nome dos novos bebês, dois machos e uma fêmea

Gleisson Mateus/Funed
Os filhotes são fruto do fruto do acasalamento de duas subespécies da cascavel Durissus
Os filhotes são fruto do fruto do acasalamento de duas subespécies da cascavel Durissus

Menos de um mês depois de anunciar a reprodução em cativeiro de cobras da espécie Pantherophis guttatus, popularmente conhecida como Corn Snake ou Cobra do Milho, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) comemora o nascimento de três filhotes raros de outras serpentes, fruto do acasalamento de duas subespécies da cascavel Durissus: a fêmea Collilineatus e o macho Cascavella. E você poderá ajudar a escolher o nome dos novos bebês – dois machos e uma fêmea.

Para o filhote fêmea, a equipe do Serviço de Animais Peçonhentos da Funed sugere Ofélia – que significa serpente; Medusa – do grego, feiticeira; e Dora – que significa presente. Na lista de nomes para os machos estão Aimoré – que do tupi-guarani significa aquele que morde; Caiuá – aquele que mora no mato e Palani – nome de origem havaiana que significa selagem. “Ouvimos algumas sugestões, pesquisamos os significados, também consideramos a sonoridade dos nomes e agora queremos a opinião do público”, disse o chefe do Serviço, Rômulo Righi Toledo.

A votação será feita pela enquete disponível na página inicial do site da Funed (www.funed.mg.gov.br) a partir desta terça-feira (6). Até o dia 9, os internautas poderão votar no nome preferido da fêmea. Na semana seguinte (de 12 a 15/03), será a vez de escolher o nome dos machos. No dia 16, a Funed vai confirmar os nomes mais votados. Acesse e participe.

Surpresa

“Foi um acasalamento inesperado, pois as cobras estão em idade avançada de reprodução e ainda fomos surpreendidos pela coloração diferenciada e rara dos filhotes”, afirma o chefe do Serviço de Animais Peçonhentos da Funed, Rômulo Righi de Toledo.

Segundo ele, o desenho formado pelas escamas é uma característica genética das serpentes e, no caso da cascavel, é muito específico em todo o corpo, sempre em tons amarronzados, alguns mais claros e outros mais escuros. “Os filhotes nasceram com desenhos e cores diferentes, com tons amarelados e com losangos apenas nas laterais”, espanta-se Rômulo. Ainda de acordo com ele, essa novidade deve ter ocorrido pelo fato de ser um acasalamento de duas subespécies diferentes. “Esses novos filhotes é como se fossem umas terceira espécie, com desenhos da Collilineatus e da Cascavella em um único corpo”, explica.

O chefe do serviço conta que o casal reprodutor vive em cativeiro na Funed há mais de 20 anos e já reproduziu outras vezes. “As serpentes chegaram aqui em 1988 com cinco anos de idade. Já superaram a expectativa de vida em cativeiro e ainda mais a de reprodução. Não esperávamos pelo acasalamento e fomos realmente surpreendidos pelo nascimento dos filhotes. Sequer notamos a gestação que tem duração de seis meses nessa espécie”, diz.

Pela idade avançada, mesmo sendo peçonhentas, as cobras não são mais utilizadas na Fundação para extração de veneno – que é a matéria-prima usada na produção do soro antiofídico. Segundo Rômulo, o casal é mantido em um terrário no setor de exposição, aberto ao público. “Seus filhotes raros passarão agora por um processo de identificação de sexo e serão cuidados para serem utilizados em pesquisas científicas e exposições”, afirma.

Cativeiro

Atualmente, a Funed conta com 25 exemplares de cascavel. A maioria é usada na produção do soro indicado para o tratamento em caso de acidentes com animais peçonhentos. Por mês, somente as cobras dessa espécie na Funed produzem aproximadamente 1.400 mg de veneno. O suficiente para abastecer a produção de aproximadamente 10 mil ampolas de soro anticrotálico por ano.

O serpentário da Funed ainda conta com outras cobras raras como a Corn Snake, uma espécie norte-americana, a Python sp., encontrada apenas nos Estados Unidos e Ásia. Além das cobras internacionais, conta com espécies de outros estados como B. erythtromelas, B. cotiara, B. leucurus, comuns na região Norte e Nordeste do Brasil.

Cascavel da espécie Durissus (gênero: Crotalus)

As cascavéis possuem um chocalho característico na cauda, e estão presentes em todo o continente americano. As da espécie Durissus, como as reprodutoras da Funed, são mais comumente encontradas do México à Argentina. Gostam de habitar áreas pedregosas e arenosas, e a espécie é dividida em cinco subespécies (no Brasil): Cascavella, Collilineatus, Ruruima, Marajoensis, e Terrificus.

A dentição da serpente dessa espécie apresenta um canal completo ligado à glândula de veneno que facilita a inoculação do seu veneno nas presas. Extremamente tóxico, o veneno atua no sistema nervoso da presa, paralisando suas funções. Geralmente os machos são maiores que as fêmeas e podem atingir 1,5 metros de cumprimento. Alimentam-se principalmente de roedores, ou aves, coelhos e lagartos e são de hábitos noturnos.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: projetos de pesquisa da Funed são aprovados para apresentação em congresso internacional

Destinação correta de resíduos gerados pelos laboratórios e unidades fabris é um compromisso da Funed com a sociedade

Dois projetos desdenvolvidos por funcionários da Fundação Ezequiel Dias (Funed), ambos voltados para o gerenciamento adequado de resíduos gerados pela instituição, foram selecionados para apresentação no Congresso Mundial de Resíduos Sólidos, que este ano será realizado na cidade de Florença, na Itália. Desde 2001, a definição de estratégias adequadas para o tratamento dos resíduos tem sido uma preocupação e linha de atuação recorrente na Funed. O objetivo, segundo o presidente da Instituição, Augusto Monteiro Guimarães, é alcançar o padrão de qualidade total, atendendo às legislações pertinentes.

Segundo ele, as atividades de produção de medicamentos, imunobiológicos e análises laboratoriais da Funed geram mais de dois mil reagentes e outros tipos de resíduos. “A destinação correta desses produtos gerados pelos laboratórios e unidades fabris é um compromisso da Funed com a sociedade. É nosso dever garantir uma produção mais limpa, promover a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais”, diz Guimarães. Os trabalhos desenvolvidos pelos funcionários, submetidos por eles e aprovados para participação no congresso evidenciam esses esforços e alinhamento com as estratégias socialmente corretas.

Bolsa de Resíduos

Um dos estudos, submetido pelo chefe do Serviço de Gestão Ambiental (SGAmb), Marcos Mol, demonstra como é realizado o trabalho da Bolsa de Resíduos da Fundação que, desde 2005 gerencia os resíduos químicos, desde sua geração até sua disposição final, de forma a garantir o reaproveitamento deles.

De acordo com Mol, a bolsa trabalha com o recolhimento, separação e disponibilização para troca de reagentes e outos itens que já foram utilizados nos processos de trabalho da Fundação, mas que ainda possuem potencial de uso em pesquisas e testes em outros laboratórios, até mesmo em outras insituições do Estado. “A Bolsa de Produtos Residuais permite que os produtos químicos obsoletos, preparações químicas e vidrarias de laboratórios possam ser disponibilizados a outras áreas e reaproveitados. Gera economia para o Estado e ainda contribui para a destinação correta dos materiais, evitando graves impactos ao meio ambiente”, afirma.

As áreas técnicas solicitam, via sistema informatizado, a coleta dos resíduos e reposição de embalagens para acondicionamento. O atendimento é realizado diariamente. Os resíduos recolhidos pelo Serviço de Gestão Ambiental são encaminhados para os abrigos específicos (dentro da própria instituição, construídos em 2004, de acordo com a compatibilidade química de cada produto) onde, posteriormente, é realizada sua destinação final. “Após o atendimento das demandas internas, da própria Funed, a listagem com os produtos disponíveis é enviada a outras instituições de pesquisa e de saúde de Minas”, explica Marcos Mol.

É o caso da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Somente no período de janeiro a julho de 2011, o Serviço de Gestão Ambiental da Funed realizou trocas de 1.324 produtos, representando uma economia de mais de R$ 45 mil. “A Fundação economiza, pois deixa de gastar com o tratamento necessário no descarte do resíduo. Como toda boa parceria, a instituição conveniada também ganha, pois deixa de pagar por um produto novo”, explica.

Para que a doação ocorra, Marcos afirma que todos os procedimentos de reutilização e reciclagem de produtos seguem embasamento legal e são executados dentro de um sistema de controle e rastreabilidade para dar segurança quanto ao uso e destino final do resíduo.

Descontaminação de resíduo biológico

Já o trabalho da chefe da Unidade de Higienização e Produção de Meios de Cultura (UHPMC) da Funed, Maria Aparecida Galvão, foca no processo de descontaminação de resíduos biológicos, que possuem agentes biológicos ou que são contaminados por eles e apresentam riscos potenciais à saúde pública e ao meio ambiente como materiais perfurantes e cortantes e resíduos provenientes de pacientes com suspeitas de doenças.

Segundo Maria Aparecida, no Brasil, as legislações pertinentes (RDC 306204 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e 358 do Conselho Nacional do Meio Ambiente) determinam que os estabelecimentos de saúde tenham um programa de gerenciamento de resíduos adequado para redução do potencial de risco. “E o método normalmente empregado no país é a descontaminação pelo calor úmido (autoclavação), por meio do qual os micro-organismos são destruídos ou inativados pela ação combinada da temperatura, pressão e umidade”, explica.

A Funed, que é responsável pelo diagnóstico de mais de 33 doenças, por exemplo, adota a autoclavação e segue todos os padrões determinados pelas legislações. “Nossos processos estão certificados e acreditados por órgãos competentes como Organização Nacional de Acreditação, Organização Mundial de Saúde e Inmetro. Ainda assim, sentimos necessidade de avaliar a eficácia do processo de forma a propor melhorias contínuas e assegurar a eliminação total de riscos à saúde e ao meio ambiente. É nosso papel”, explica a autora do estudo.

Em seu trabalho, Maria Aparecida monitorou, durante uma semana, o processo de descontaminação de 240 quilos de resíduos biológicos. Os resultados preliminares evidenciaram que 62,47% deles, mesmo depois de descontaminados, permitiram crescimento de uma bactéria usada como indicador. “São resultados preliminares que ainda necessitam de avaliações complementares para evidenciar as possíveis causas e propor ações corretivas concretas. Mas o fato é que ainda que os protocolos de descontaminação estejam sendo devidamente cumpridos, os requisitos legais de descontaminação não estão sendo atingidos”, afirma.

Segundo ela, a literatura consultada para o trabalho estima que no país, mais de 60% dos Resíduos de Serviço de Saúde são indevidamente depositados no ambiente, em lixões ou cursos d’água. “O que evidencia que essa situação é recorrente. Isso é um risco à saúde e ao meio ambiente, pois os micro-organismos infecciosos que causam doença encontram condições ideais para proliferação na massa destes resíduos”, diz.

Congresso

O congresso é realizado anualmente pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA) e tem como objetivo promover o debate sobre o tema e troca de experiências entre profissionais e empresas de vários países. A expectativa para este ano é de que 800 pessoas, entre acadêmicos, administradores públicos, empresários de mais de 60 países participem do evento.

Os funcionários da Funed demostram otimismo e orgulho de terem a oportunidade de apresentar os trabalhos realizados na Funed num evento mundial.“Tenho a expectativa de conhecer o que o mundo tem feito para melhorar a Gestão dos Resíduos Sólidos e com isto poder avaliar se estamos atuando no caminho certo para tornar a Funed referência”, afirma Maria Aparecida Galvão.

O congresso Mundial de Resíduos Sólidos de 2012 será realizado em setembro deste ano – de 17 a 19 – em Florença, na Itália.

Fonte: Agência Minas