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Gestão Anastasia: Governo de Minas inicia capacitação de servidores em gestão de riscos

A importância de prever e gerenciar problemas para diminuir impactos no resultado é tema de palestra

Osvaldo Afonso/Imprensa MG
Palestra sobre gestão de riscos em projetos é ministrada pelo especialista Roberto Gattoni
Palestra sobre gestão de riscos em projetos é ministrada pelo especialista Roberto Gattoni

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) iniciou terça-feira (24) a capacitação de equipes do Governo de Minas em gestão de riscos em projetos com palestra ministrada pelo especialista na área e professor da Fundação Dom Cabral, Roberto Luís Capuruço Gattoni.

A palestra, realizada no Auditório JK da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, integrou o 3º Fórum de Planejamento e Gestão. Cerca de 150 servidores das superintendências de Planejamento e Gestão, das assessorias de Gestão Estratégica e Inovação e Recursos Humanos dos órgãos do Governo de Minas, participaram do evento.

O mestre em Ciência da Informação e PMP (sigla em inglês para a certificação de gerente profissional de projetos), Roberto Gattoni, explicou que todos os projetos em todos os setores – público ou privado – estão sujeitos a riscos. “Prever e gerenciar os problemas para reduzir seus impactos é o mais importante”, afirmou. Gattoni também ensinou aos servidores técnicas de identificação, análise e controle dos riscos.

De acordo com o assessor-chefe de Melhoria da Gestão, da Subsecretaria de Gestão da Estratégia Governamental (Suges), Rodrigo Guerra Furtado, a palestra foi o ponto de partida para os treinamentos que serão realizados a partir de maio. “Realizaremos cursos, workshops e outras ações para trazer a cultura da gestão de risco em projetos para o Governo de Minas”, afirmou.

Riscos no setor público

Para 90% dos gestores públicos do mundo, a gestão de riscos é essencial, mas 63% querem melhorar sua relação com os riscos estratégicos em projetos, revelou uma das mais recentes pesquisas sobre o tema, realizada pelo instituto Ipsos Mori.

Roberto Gattoni avalia que, em alguns aspectos, o setor público gerencia com muita eficiência os riscos, ainda que não tenha noção de que está fazendo isso. “A elaboração de um edital de licitação é um trabalho apurado de gestão de riscos”, exemplifica. Segundo ele, a partir do edital, a maioria dos órgãos públicos de todo o mundo não gerencia possíveis erros na execução dos serviços contratados.

Ele lembra que o Governo de Minas tem uma relação mais próxima com práticas de gestão de riscos por causa dos processos adotados a partir do Choque de Gestão, iniciado em 2003.

Fórum

O Fórum de Planejamento e Gestão é uma iniciativa das três Subsecretarias da Seplag – de Gestão da Estratégia Governamental, de Planejamento, Orçamento e Qualidade do Gasto e de Gestão de Pessoas. Ele foi criado com o objetivo de integrar e aproximar ainda mais as áreas de finanças, gestão estratégica e recursos humanos do Governo de Minas no momento em que o Estado inicia a terceira fase do Choque de Gestão.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-inicia-capacitacao-de-servidores-em-gestao-de-riscos/

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Governador Antonio Anastasia dá posse a novos secretários

Anastasia destaca que a missão do governo é a prestação de serviços públicos de qualidade
Gil Leonardi/Imprensa MG
O governador deu posse aos novos secretários no Palácio Tiradentes
O governador deu posse aos novos secretários no Palácio Tiradentes

O governador Antonio Anastasia deu posse nesta quinta-feira (9) aos novos secretários de Estado de Desenvolvimento Social e extraordinário de Regularização Fundiária. O deputado Wander Borges deixou a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese), sendo substituído pelo deputado estadual Cássio Soares, para assumir a Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária (SEERF).

Em seu discurso o governador exaltou a atuação de Wander Borges à frente da Sedese. “O secretário Wander implantou projetos fundamentais que tratam da inclusão, projetos importantes, pioneiros no Brasil, extremamente destacados. Eu queria agradecer seu esforço junto com a sua equipe e cumprimentar a toda a equipe da Sedese em todo o Estado, que vem realizando um trabalho referência no Brasil. Por isso, solicitei ao secretário Wander que leve esse seu conhecimento para uma área também complexa, que é a regularização fundiária”, afirmou Anastasia.

Ao secretário Cássio Soares, o governador desejou êxito à frente da pasta de Desenvolvimento Social.  “Quero cumprimentar ao deputado Cássio pela sua formação, pelo seu preparo intelectual, pela sua habilidade e, sobretudo, pela sua disposição. A Secretaria de Desenvolvimento Social está muito azeitada, mercê do belo trabalho do secretário Wander e da equipe, e tenho certeza que o secretário Cássio vai dar continuidade a esse trabalho, trazendo também, o que é fundamental, a sua própria marca, o que é próprio da nossa humanidade. Vai aperfeiçoar, vai avançar e nós teremos, com certeza, um ponto extremamente positivo nas questões sociais”, disse.

Na presença do vice-governador Alberto Pinto Coelho e da maioria dos secretários de Estado, que estiveram presentes à cerimônia, o governador lembrou o fim último da missão do Governo, a prestação de serviços públicos de qualidade. “Secretário Cássio vai perceber agora que estamos dentro de um Governo que é totalmente integrado e harmônico, que funciona como uma boa engrenagem. É natural que, como todo governo, ainda mais no segundo Estado da Federação em população e em riqueza, nós tenhamos problemas complexos. Isso faz parte do nosso cotidiano. Por isso, o desafio de superação desses entraves, desses óbices para podermos cada vez melhor prestar um serviço público de qualidade”, afirmou.

Em entrevista Anastasia reafirmou que as mudanças no secretariado são rotineiras, parte da administração pública, e que a competência para quaisquer mudanças é sua. “Volto a dizer a mesma coisa, as mudanças do Governo elas são normais, cotidianas. Ora secretário, ora adjunto, ora subsecretário, outros cargos, é o cotidiano do Governo. Quando houver necessidade ou quando o secretário também solicitar a saída, nós fazemos as substituições”, lembrou.

Os secretários

Cássio Soares é deputado estadual, filiado ao PSD. Na Assembleia Legislativa, foi vice-líder do bloco Transparência e Resultado de apoio ao Governo do Estado e integrou as comissões de Constituição e Justiça e Segurança Pública, além de ter sido suplente da comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária.

Cássio é formado em Economia pelo Centro Universitário Unifacef de Franca (SP). Cursou também o Programa de Desenvolvimento de Gestores Públicos na Fundação Dom Cabral, em Belo Horizonte. Começou atuar na política em Passos, em grupos de jovens, clubes de serviços e voluntariados e movimentos sociais.

Em 2005, trabalhou como assessor parlamentar na Câmara Municipal de Passos. Em 2007, assumiu a chefia de gabinete do secretário de Defesa Social, Maurício Campos Júnior. Em 2009, assumiu cargo de subsecretário de Inovação e Logística da Secretaria de Estado de Defesa Social, cargo no qual permaneceu até 2010, quando se desincompatibilizou para se candidatar a deputado.

Wander Borges, filiado ao PSB, também é deputado estadual. É contador e administrador, pós-graduado em Auditoria e Controle Externo, técnico mecânico, técnico metalúrgico e ex-funcionário do Banco Credireal. É inspetor licenciado do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).

Iniciou na vida pública como vereador mais votado em Sabará (1993/1996). Em 1996, foi eleito prefeito do município e reeleito, em 2000, com 94,37% dos votos, sendo o prefeito com maior percentual de votos no Estado e o segundo do Brasil. Durante o seu mandato na prefeitura de Sabará, ocupou a presidência da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel).

Wander Borges exerceu os cargos de subsecretário de Estado do Trabalho e Ação Social no primeiro mandato do governador Aécio Neves e de presidente do Conselho Estadual de Assistência Social. Em 2006, elegeu-se para o primeiro mandato como deputado estadual, sendo reeleito em 2010.

Fonte: Agência Minas

Governador Antonio Anastasia anuncia alterações no secretariado

Wander Borges assume a Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária e o deputado estadual Cássio Soares vai para a de Desenvolvimento Social.
Divulgação/Agência Minas
Cássio Soares e Wander Borges
Cássio Soares e Wander Borges

O governador Antonio Anastasia anunciou, nesta sexta-feira (3), o deslocamento do deputado Wander Borges (PSB) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) para a Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária (Seerf). O deputado estadual Cássio Soares (PSD) será o novo secretário de Estado de Desenvolvimento Social.

Cássio Soares

O deputado Cássio Soares (PSD) nasceu em Passos, no Sul de Minas, em 7 de junho de 1981. Está em seu primeiro mandato como deputado estadual, tendo sido eleito com mais de 36 mil votos. Vice-líder do bloco Transparência e Resultado de apoio ao Governo do Estado, integra as comissões de Constituição e Justiça e Segurança Pública e é suplente da comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária.

Cássio é formado em Economia pelo Centro Universitário Unifacef de Franca (SP). Cursou também o Programa de Desenvolvimento de Gestores Públicos na Fundação Dom Cabral, em Belo Horizonte. Seu engajamento político começou em Passos em grupos de jovens, clubes de serviços e voluntariados e movimentos sociais.

Em 2005, trabalhou como assessor parlamentar na Câmara Municipal de Passos. Em 2007, foi chefe de gabinete do então secretário de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, quando conheceu de perto a dinâmica da gestão pública implementada pelo Governo de Minas. Por sua atuação dinâmica, em 2009 foi nomeado pelo então governador Aécio Neves como subsecretário de Inovação e Logística da Secretaria de Estado de Defesa Social, cargo em que permaneceu até 2010, quando se desincompatibilizou para se candidatar a deputado.

Wander Borges

Wander Borges (PSB) nasceu em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 19 de março de 1959. Deputado estadual, eleito com mais de 62 mil votos, exerceu os cargos de subsecretário estadual do Trabalho e Ação Social no primeiro mandato do governador Aécio Neves (2003-2006) e de presidente do Conselho Estadual de Assistência Social. Iniciou na vida pública como vereador mais votado em Sabará (1993/1996). Em 1996, foi eleito prefeito do município e reeleito em 2000. Foi eleito em 2006 para o primeiro mandato como deputado estadual e reeleito em 2010.

Wander Borges é autor da Lei 18.315, de 2009, que estabelece a Política Estadual Habitacional de Interesse Social. O secretário é contador e administrador, além de servidor público. É pós-graduado em Auditoria e Controle Externo, técnico mecânico, técnico metalúrgico e ex-funcionário do Banco Credireal. É inspetor do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.

Fonte: Agência Minas

Seminário de Gestão defende especialização dos servidores – Governo Aécio apostou na formação dos técnicos da Escola de Governo

Gestão em Minas, Gestão Inovadora, Gestão Eficiente, Choque de Gestão

Desde o início do governo Aécio Neves em 2003, o governo de Minas desenvolve uma política de valorização da gestão pública com ênfase na formação técnica de gestores. O trabalho foi iniciado pelo Choque de Gestão que modernizou a máquina pública em Minas e criou um divisor na gestão da administração pública no país. Neste trabalho, a  Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho  da Fundação João Pinheiro, órgão do Governo de Minas, teve um peso fundamental na formação de gestores públicos.

A instituição tem ensino de excelência e há muito lidera o ranking das melhores faculdades do país. Recentemente, a Escola de Governo obteve nota máxima no Índice Geral de Cursos elaborado pelo MEC. Hoje é primeira de Minas e a nona do Brasil. A diretora-geral, Luciana Raso Sardinha, classifica a instituição como sui generis, por causa de uma grade curricular interdisciplinar e da própria concepção: graduar servidores públicos, mas com capacidade diferenciada.

“Queremos formar profissionais que tenham criatividade e interfiram com maior colaboração às políticas públicas e mais agilidade às estruturas governamentais. A escola combina a autonomia acadêmica com a subordinação aos objetivos de modernização da máquina pública”, ressalta. A diretora destaca ainda o corpo docente, formado por mestres e doutores, todos com experiência na administração pública.

Leia matéria publicada pelo Valor Econômico em 25/11/2011

Fonte: Valor Econômico

Transformação de técnico em gestor é grande desafio

Que a administração pública brasileira precisa ser modernizada, ninguém duvida – os próprios governos já se deram conta disso. Mudanças na economia e na própria sociedade transformaram o sistema que rege o funcionalismo no país, refinado burocraticamente nos últimos 60 ou 70 anos, obsoleto em alguns aspectos. O próprio modo como a carreira de funcionário público funciona mostra isso. Se há exames cada vez mais concorridos para uma vaga vitalícia, o incentivo para se aperfeiçoar na carreira desaparece com o tempo, resultado da própria estabilidade.

Esse é um dos grandes gargalos que as administrações públicas precisam enfrentar: como incentivar seus funcionários e treiná-los para assumir novas funções. E como preparar pessoas treinadas como técnicos a agir como gerentes ou diretores. “Técnicos viraram gestores na prática. Não estavam preparados, não tinham obrigação para isso”, diz Paulo Vicente, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral (FDC).

“Existem pessoas muito preparadas na área pública quanto ao conhecimento técnico, mas ainda temos um gargalo com relação ao conhecimento gerencial”, afirma a consultora Mirza Quintão Utsch, do INDG (Instituto Nacional de Desenvolvimento da Gestão). “Mas esse cenário tem avançado. Percebemos que servidores têm buscado aprimorar a gestão”.

Como nem todo técnico domina questões administrativas ou gerenciais, esses cargos são comumente preenchidos por cargos comissionados, trazidos de fora da máquina pública.

Se de um lado isso traz velocidade para resolver questões imediatas de gestão, por outro traz problemas de continuidade, pois os funcionários comissionados são substituídos quando seus chefes saem dos cargos. Mas já existem iniciativas em alguns lugares, principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, onde servidores públicos vêm sendo treinados para assumir posições gerenciais. “Solução existe”, afirma Nelson Marconi, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. O Rio, afirma, está em um grande processo de planejamento da força de trabalho, fazendo um levantamento de todos os órgãos públicos, o que fazem, quem são os funcionários, de que precisam. Minas Gerais deve seguir o mesmo caminho.

Outra questão que os governos precisam enfrentar é como montar um sistema de incentivos para os funcionários. Novamente um dos obstáculos é o volume de recursos necessários para isso, além da legislação. “A formação é custosa, demorada, e às vezes só há resultado efetivo um governo depois”, aponta Vicente, da FDC.

São Paulo está entre os Estados citados por consultores como um dos mais avançados nos esforços de modernização de sua máquina pública. Nesse sentido, há vários projetos em andamento para avançar na profissionalização, segundo a secretária estadual de gestão pública, Cibele Franzese. Um deles é a cerificação ocupacional, quando vários profissionais que querem disputar cargos de diretoria passam por uma certificação. A ideia é reduzir a nomeação de pessoas comissionadas. O programa está sendo ampliado e foi implantado em áreas como educação, saúde, diretoria de hospitais, centros médicos e ambulatoriais.

O governo paulista também trabalha na melhoria do desenho das carreiras. O projeto visa esclarecer as oportunidades de promoção e progressão, ligando-as ao mérito e desempenho do funcionário. Para isso, são oferecidos cursos e investimentos em atualização. Na educação, o interesse não é apenas premiar quem estuda para passar nas provas, mas também aqueles professores que aplicam os conhecimentos no dia a dia do ensino.

O governo federal também tem avaliado ações para melhorar o serviço público, diz a secretária de gestão do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim de Brito. Um dos pontos é o bom desempenho dos profissionais, com capacitação das equipes. Como em outras administrações, adota-se a gestão por competência, a avaliação de desempenho, assim como a remuneração, capacitação e o bom ambiente de trabalho.

A reestruturação de áreas críticas no governo federal serão analisadas pela câmara de gestão da Casa Civil. O escritório vai identificar e priorizar questões a serem tratadas, simplificar processos e rotinas. Os estudos de melhoria da organização federal também analisam o arcabouço jurídico. É preciso mais flexibilização para garantir uma maior agilidade, afirma Brito, mas os modelos para tornar isso possível ainda não estão definidos. “A necessidade de melhora, como em todas as áreas, públicas e privadas, é grande e constante”, diz. “A melhoria sustentável não muda com ações de impacto, mas com ações bem estruturadas e contínuas”.

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