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Governo de Minas: acordo de cooperação visa à certificação de construções sustentáveis

Convênio prevê a implantação do Instituto Bioerg, que terá o papel de agência reguladora e certificadora

Divulgação / Fiemg
Acordo de cooperação técnica vai garantir certificação à indústria de construções sustentáveis
Acordo de cooperação técnica vai garantir certificação à indústria de construções sustentáveis

O Governo de Minas, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a Agência para a Energia de Portugal assinaram nesta sexta-feira (27) um acordo de cooperação técnica para estimular o uso de energias renováveis com o objetivo de gerar oportunidades de negócios e conforto ao cidadão. O convênio prevê a criação e implantação do Instituto Bioerg, que será uma agência reguladora e certificadora governamental, para estabelecer um programa de Edificações Sustentáveis, de Energia Renovável, de Eficiência Energética e Mobilidade Elétrica em âmbito estadual. O Bioerg será o responsável pelo Projeto de Energia Inteligente e Sustentabilidade do Estado de Minas Gerais.

A iniciativa é liderada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com a participação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a Agência para a Energia do Governo da República de Portugal  (Adene).

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, considera que a experiência portuguesa será fundamental para que Minas Gerais possa regulamentar e certificar a nascente indústria de edificações sustentáveis. “Vamos promover o crescimento econômico e social, potenciado pelos recursos naturais e energéticos que o Estado dispõe. O mais importante para o Governo de Minas no que diz respeito à eficiência energética é a integração com a Federação das Indústrias, que está criando um distrito industrial para a área de construção”, com a perspectiva de criação da Escola de Construção.

As metas do acordo de cooperação são qualificar recursos humanos para a governança e gestão das atividades inerentes ao Instituto Bioerg; desenvolver estudos que indiquem soluções tecnológicas inovadoras e econômicas, social e ambientalmente relevantes para o Estado de Minas Gerais; realizar outras ações que possam contribuir para o desenvolvimento de projetos cooperativos entre os signatários e que visem promover a inovação, melhoria da qualidade ambiental, a eficiência energética e o crescimento econômico e social no Estado de Minas Gerais.

Para o presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, o acordo de cooperação técnica é uma grande oportunidade para a indústria mineira. “O Instituto Bioerg é da maior importância, criando novos nichos de mercado para a indústria mineira. Vamos ganhar mais eficiência com a experiência da Adene”, afirmou. O vice-presidente da Cemig, Arlindo Porto Neto, disse que a empresa está orgulhosa de participar do Bioerg, uma iniciativa governamental para oferecer condições necessárias ao desenvolvimento. “Quero destacar e referendar o projeto que aqui estou assinando, resultado da política de ciência e tecnologia que gera o desenvolvimento econômico e social, com a preocupação de agregar valor ao produto industrial mineiro”.

O Bioerg vai estruturar ações concretas de estímulo ao desenvolvimento do conhecimento na área de energia renovável, incluindo a participação de instituições de pesquisa e ensino superior. Segundo o secretário, a Adene promove projetos de edificações sustentáveis, de energia renovável e de eficiência energética na Europa, tendo-se especializado na regulamentação e certificação de produtos nessa área, podendo contribuir decisivamente para a internacionalização de ações a serem empreendidas em Minas Gerais.

O Conselho Gestor do Bioerg será constituído por sete membros, sendo três representantes indicados pela Sectes; um representante indicado pela Fiemg; um representante indicado pelo Senai; um representante indicado pela UFMG e um representante indicado pela Cemig. O Conselho Gestor funcionará em instalações da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/acordo-de-cooperacao-visa-a-certificacao-de-construcoes-sustentaveis/

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Governo de Minas: Cemig e Cetec avançam no combate a espécies de moluscos invasores

Centro de Bioengenharia foi inaugurado nesta sexta-feira

Mônica Campos/Cetec
Presença do mexilhão dourado está sendo monitorada para evitar danos ao processo de produção de energia
Presença do mexilhão dourado está sendo monitorada para evitar danos ao processo de produção de energia

Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) inauguraram nesta sexta-feira (23) o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas (Cbeih). O objetivo da parceria, firmada durante a Semana da Água, é desenvolver pesquisas para reduzir os impactos ambientais e econômicos de espécies invasoras, principalmente o mexilhão dourado, nas usinas da Cemig.

Durante a inauguração, foi apresentada uma base colaborativa online com dados sobre o mexilhão dourado. No total, o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas contará com 26 pesquisadores. Nos próximos três anos, por meio de recursos próprios e do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D da Aneel, a Cemig irá investir R$ 6,7 milhões no Cbeih.

O Cbeih é a primeira iniciativa resultante do TERAGUA, que é o Centro de Referência de Qualidade de Água e tem por finalidade realizar pesquisas para o desenvolvimento tecnológico na área de monitoramento de qualidade de água. Trata-se de parceria entre os órgãos estaduais ligados à qualidade da água e meio ambiente, como a Cemig, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), o Instituto de Gestão das Águas (Igam) e a Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água – HidroEX.

“Com a criação do Centro de Bioengenharia, busca-se estabelecer estratégias de médio e longo prazo que aperfeiçoem nossa capacidade preditiva sobre a dispersão de espécies invasoras que interferem na produção de hidroeletricidade e causam danos aos nossos ecossistemas”, explica Enio Fonseca, superintendente de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão da Cemig.

Em setembro do ano passado, a Cemig detectou pela primeira vez a presença do mexilhão dourado na Usina Volta Grande, localizada no Rio Grande, região do Triângulo Mineiro. A descoberta da espécie invasora na usina ocorreu durante a parada para manutenção programada de uma das máquinas. No mês de outubro, o mexilhão dourado foi detectado também nas hidrelétricas de Igarapava e Jaguara, ambas no Rio Grande. O molusco está sendo monitorado e medidas estão sendo estabelecidas para o seu controle nas plantas industriais.

Mexilhão

Há mais de dez anos, o mexilhão dourado é motivo de atenção nas usinas hidrelétricas localizadas na bacia Paraná-Paraguai. O molusco compromete os sistemas que utilizam água bruta no processo de produção de energia elétrica. O mexilhão invade, ainda em forma de larva, as tubulações por onde passa a água e lá se fixa. Na fase adulta, obstrui as tubulações podendo causar superaquecimento nas máquinas.

O mexilhão dourado se reproduz rapidamente, não possui predador natural e compete na alimentação com algumas espécies nativas de moluscos. Originária do Sudeste Asiático, a espécie Limnoperna fortunei chegou à América do Sul, em 1991, pelo porto de Buenos Aires, por meio das águas de lastro dos navios, e se disseminou a partir do Rio da Prata.

Investimento

Desde 2002, a Cemig realiza pesquisa e promove campanhas de educação socioambiental com o objetivo de impedir a expansão do mexilhão dourado. Ao longo dos anos, a Empresa investiu aproximadamente R$ 10 milhões em estudos sobre o molusco.

Para Enio Fonseca, a competência técnica que a Cemig possui hoje no tema, reconhecida internacionalmente, é resultado de medidas adotadas no passado. “Com o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas, a Cemig toma outra decisão com o objetivo de mantê-la na posição de empresa de primeira linha nesse tipo pesquisa, atuando em parceria com o Cetec, que é um centro de referência nacional”, destaca.

Semana da Água

Outra ação, iniciada durante a Semana da Água, foi a distribuição de aproximadamente 20 mil exemplares das cartilhas “As cianobactérias e a qualidade da água” e “Destino correto das embalagens vazias de agrotóxicos”, editadas pela Cemig e Emater, respectivamente. Essas publicações estão sendo enviadas a comitês de bacias, órgãos ambientais, ONGs e para os proprietários de terras no entorno dos reservatórios da Cemig.

“A Empresa acredita que essas iniciativas, em parceria com os diversos públicos, são fundamentais para a conscientização sobre a importância de se ‘cultivar’ as águas do nosso Estado”, ressalta o superintendente de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão da Cemig, Enio Fonseca.

Fontehttp://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cemig-e-cetec-avancam-no-combate-a-especies-de-moluscos-invasores/

Gestão em Minas: projetos de pesquisa da Funed são aprovados para apresentação em congresso internacional

Destinação correta de resíduos gerados pelos laboratórios e unidades fabris é um compromisso da Funed com a sociedade

Dois projetos desdenvolvidos por funcionários da Fundação Ezequiel Dias (Funed), ambos voltados para o gerenciamento adequado de resíduos gerados pela instituição, foram selecionados para apresentação no Congresso Mundial de Resíduos Sólidos, que este ano será realizado na cidade de Florença, na Itália. Desde 2001, a definição de estratégias adequadas para o tratamento dos resíduos tem sido uma preocupação e linha de atuação recorrente na Funed. O objetivo, segundo o presidente da Instituição, Augusto Monteiro Guimarães, é alcançar o padrão de qualidade total, atendendo às legislações pertinentes.

Segundo ele, as atividades de produção de medicamentos, imunobiológicos e análises laboratoriais da Funed geram mais de dois mil reagentes e outros tipos de resíduos. “A destinação correta desses produtos gerados pelos laboratórios e unidades fabris é um compromisso da Funed com a sociedade. É nosso dever garantir uma produção mais limpa, promover a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais”, diz Guimarães. Os trabalhos desenvolvidos pelos funcionários, submetidos por eles e aprovados para participação no congresso evidenciam esses esforços e alinhamento com as estratégias socialmente corretas.

Bolsa de Resíduos

Um dos estudos, submetido pelo chefe do Serviço de Gestão Ambiental (SGAmb), Marcos Mol, demonstra como é realizado o trabalho da Bolsa de Resíduos da Fundação que, desde 2005 gerencia os resíduos químicos, desde sua geração até sua disposição final, de forma a garantir o reaproveitamento deles.

De acordo com Mol, a bolsa trabalha com o recolhimento, separação e disponibilização para troca de reagentes e outos itens que já foram utilizados nos processos de trabalho da Fundação, mas que ainda possuem potencial de uso em pesquisas e testes em outros laboratórios, até mesmo em outras insituições do Estado. “A Bolsa de Produtos Residuais permite que os produtos químicos obsoletos, preparações químicas e vidrarias de laboratórios possam ser disponibilizados a outras áreas e reaproveitados. Gera economia para o Estado e ainda contribui para a destinação correta dos materiais, evitando graves impactos ao meio ambiente”, afirma.

As áreas técnicas solicitam, via sistema informatizado, a coleta dos resíduos e reposição de embalagens para acondicionamento. O atendimento é realizado diariamente. Os resíduos recolhidos pelo Serviço de Gestão Ambiental são encaminhados para os abrigos específicos (dentro da própria instituição, construídos em 2004, de acordo com a compatibilidade química de cada produto) onde, posteriormente, é realizada sua destinação final. “Após o atendimento das demandas internas, da própria Funed, a listagem com os produtos disponíveis é enviada a outras instituições de pesquisa e de saúde de Minas”, explica Marcos Mol.

É o caso da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Somente no período de janeiro a julho de 2011, o Serviço de Gestão Ambiental da Funed realizou trocas de 1.324 produtos, representando uma economia de mais de R$ 45 mil. “A Fundação economiza, pois deixa de gastar com o tratamento necessário no descarte do resíduo. Como toda boa parceria, a instituição conveniada também ganha, pois deixa de pagar por um produto novo”, explica.

Para que a doação ocorra, Marcos afirma que todos os procedimentos de reutilização e reciclagem de produtos seguem embasamento legal e são executados dentro de um sistema de controle e rastreabilidade para dar segurança quanto ao uso e destino final do resíduo.

Descontaminação de resíduo biológico

Já o trabalho da chefe da Unidade de Higienização e Produção de Meios de Cultura (UHPMC) da Funed, Maria Aparecida Galvão, foca no processo de descontaminação de resíduos biológicos, que possuem agentes biológicos ou que são contaminados por eles e apresentam riscos potenciais à saúde pública e ao meio ambiente como materiais perfurantes e cortantes e resíduos provenientes de pacientes com suspeitas de doenças.

Segundo Maria Aparecida, no Brasil, as legislações pertinentes (RDC 306204 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e 358 do Conselho Nacional do Meio Ambiente) determinam que os estabelecimentos de saúde tenham um programa de gerenciamento de resíduos adequado para redução do potencial de risco. “E o método normalmente empregado no país é a descontaminação pelo calor úmido (autoclavação), por meio do qual os micro-organismos são destruídos ou inativados pela ação combinada da temperatura, pressão e umidade”, explica.

A Funed, que é responsável pelo diagnóstico de mais de 33 doenças, por exemplo, adota a autoclavação e segue todos os padrões determinados pelas legislações. “Nossos processos estão certificados e acreditados por órgãos competentes como Organização Nacional de Acreditação, Organização Mundial de Saúde e Inmetro. Ainda assim, sentimos necessidade de avaliar a eficácia do processo de forma a propor melhorias contínuas e assegurar a eliminação total de riscos à saúde e ao meio ambiente. É nosso papel”, explica a autora do estudo.

Em seu trabalho, Maria Aparecida monitorou, durante uma semana, o processo de descontaminação de 240 quilos de resíduos biológicos. Os resultados preliminares evidenciaram que 62,47% deles, mesmo depois de descontaminados, permitiram crescimento de uma bactéria usada como indicador. “São resultados preliminares que ainda necessitam de avaliações complementares para evidenciar as possíveis causas e propor ações corretivas concretas. Mas o fato é que ainda que os protocolos de descontaminação estejam sendo devidamente cumpridos, os requisitos legais de descontaminação não estão sendo atingidos”, afirma.

Segundo ela, a literatura consultada para o trabalho estima que no país, mais de 60% dos Resíduos de Serviço de Saúde são indevidamente depositados no ambiente, em lixões ou cursos d’água. “O que evidencia que essa situação é recorrente. Isso é um risco à saúde e ao meio ambiente, pois os micro-organismos infecciosos que causam doença encontram condições ideais para proliferação na massa destes resíduos”, diz.

Congresso

O congresso é realizado anualmente pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA) e tem como objetivo promover o debate sobre o tema e troca de experiências entre profissionais e empresas de vários países. A expectativa para este ano é de que 800 pessoas, entre acadêmicos, administradores públicos, empresários de mais de 60 países participem do evento.

Os funcionários da Funed demostram otimismo e orgulho de terem a oportunidade de apresentar os trabalhos realizados na Funed num evento mundial.“Tenho a expectativa de conhecer o que o mundo tem feito para melhorar a Gestão dos Resíduos Sólidos e com isto poder avaliar se estamos atuando no caminho certo para tornar a Funed referência”, afirma Maria Aparecida Galvão.

O congresso Mundial de Resíduos Sólidos de 2012 será realizado em setembro deste ano – de 17 a 19 – em Florença, na Itália.

Fonte: Agência Minas