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Aécio e Campos podem romper hegemonia paulista

Aécio Neves e Eduardo Campos. Surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças. Minas e Nordeste na busca de um novo Brasil.

Aécio Neves e Eduardo Campos: Eleições 2014

 Aécio e Campos podem romper hegemonia paulista

Aécio Neves e Eduardo Campos. Surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças. Minas e Nordeste na busca de um novo Brasil.

Fonte: Artigo de Tilden José Santiago* – O Tempo

Minas e Nordeste versus São Paulo

Alguns fatos demonstram que a liderança do governador Eduardo Campos ganha expressão e autonomia, apesar da ligação umbilical com Lula, na medida em que surgem contradições entre PT e PSB, com o crescimento, surpreendente para os petistas, do último.

Sinal claro disso é o lançamento de candidaturas próprias por ambos os partidos em Recife, Belo Horizonte e Fortaleza. A maneira como o deputado pernambucano Maurício Rands se afastou do PT e se aproximou de Eduardo é outro sinal.

Esse pode ser o início da quebra da bipolarização dominadora do PT de Lula e do PSDB de FHC, do rodízio antidemocrático no poder, durante 18 anos.

Do lado tucano, há trincas entre um tipo de tucanato progressista liderado pelo senador Aécio Neves e o tronco central do PSDB conservador, liderado pelo paulistano Serra, representante do poderio econômico da avenida Paulista.

Nessa vertente, Aécio Neves cresceu vertiginosamente, emergindo como forte candidato à Presidência, mas engana-se quem pensa que Serra se contenta em ser prefeito de São Paulo. O ex-presidente da UNE, hábil conspirador, desde as lutas estudantis dos anos 60, nos bastidores das eleições, com os olhos em 2014, tentou quebrar a crista em ascensão de Aécio, por meio de sua amizade com Kassab. O presidente nacional do PSD fez tudo para que seu partido em Minas apoiasse Patrus do projeto Dilma e não Marcio Lacerda do projeto Aécio. Curioso! Quem diria Dilma, Kassab, Patrus, juntos!

Kassab cumpriu a determinação de Dilma sob olhares complacentes de Serra. Este sim, cabo eleitoral conspirador de Patrus, interessado na derrota de Lacerda, para que Aécio em 2014 dispute o governo de Minas e se cristalize como um político das Alterosas, que brilhe só em nossos vales e montanhas. Seria sepultar o político Aécio em Minas, como no Rio Sérgio Cabral está fadado a morrer carioca com sua auréola provinciana.

O PSD nacional de Kassab continua a lutar por Patrus e Dilma. O PSD mineiro de Alexandre Silveira continua a lutar por Lacerda e Aécio. Nem Serra, nem Kassab, Patrus ou Dilma conhecem o quanto o ex-presidente do Dnit, agora deputado federal e secretário de Estado, é bom de briga e se esquecem de que o senador Aécio Neves possui DNA republicano e da vocação de Minas para servir o Brasil, junto com o Nordeste e outras unidades da Federação, sem o complexo de hegemonismo e superioridade de São Paulo.

O importante é olhar para frente e perceber, desde já, os germes da decomposição dos dois blocos monopolizadores, antidemocráticos de dominação do poder pelo poder no Brasil das últimas décadas: PT e PSDB. Esta bipolarização dá sinais de um eclipse que já se anuncia.

O surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças, Aécio e Eduardo, se conseguirem se entender, depois de romperem a ligação umbilical que ainda carregam com o PSDB da avenida Paulista e com Lula, respectivamente. É Minas e o Nordeste na busca de um novo Brasil, sem dominação da Pauliceia.

TILDEN JOSÉ SANTIAGO – jornalista; ex-embaixador

Aécio Neves e Eduardo Campos – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=210590,OTE&IdCanal=2

Governo de Minas: desemprego permanece estável na RMBH

Belo Horizonte mantém a menor taxa de desocupação entre todas as sete regiões metropolitanas pesquisadas.

SETE / Divulgação
"Para o Governo de Minas, a qualidade do emprego é agora a grande prioridade", destaca Igor Coura
“Para o Governo de Minas, a qualidade do emprego é agora a grande prioridade”, destaca Igor Coura

Em maio de 2012 a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi de 5,0% da População Economicamente Ativa (PEA), a mesma registrada no mês anterior. Assim como no mês de abril, a taxa é a menor registrada na série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), iniciada em 1996.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pela Fundação João Pinheiro, Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Dieese e Fundação Seade.

Entre as sete Regiões Metropolitanas avaliadas pela PED (Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), a de Belo Horizonte mantém a menor taxa de desemprego pelo 11º mês consecutivo.

“O que mais impacta para que a taxa da RMBH permaneça a menor entre as regiões metropolitanas é o peso forte do setor de serviços, que representa 57% das pessoas que estão empregadas no mercado de trabalho hoje”, explica o coordenador da PED pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

No período avaliado, houve ligeiro acréscimo no contingente de ocupados (7 mil), mesmo número de pessoas que passaram a fazer parte do mercado de trabalho, o que resultou na estabilidade do número de desempregados. O tempo médio de procura por trabalho foi de 25 semanas, uma a mais que o mês de abril.

Para o coordenador do Observatório do Trabalho da Sete, Igor Coura, sempre haverá movimentação no mercado de trabalho; portanto, uma queda maior na taxa de desemprego é improvável. “Somos resistentes em dizer que estamos numa situação de pleno emprego, pois a estrutura do mercado não é homogênea. Para afirmarmos que essa é a taxa ideal, precisamos de um mercado de trabalho estável e organizado. Mas estamos bastante satisfeitos com os números alcançados. Para o Governo de Minas, por meio da Sete, a qualidade do emprego é agora a grande prioridade para que fiquemos numa situação confortável”, afirma.

Setores

Na comparação com o mês de abril, o setor de serviços registrou aumento de 23 mil empregos, o agregado “outros setores” 5.000, e a indústria 3.000. Em movimento contrário, construção civil e comércio sofreram reduções de 13 mil e 11 mil, respectivamente.

Entre abril de 2011 e abril de 2012, houve acréscimo de 56 mil postos de trabalho no setor privado (4,4%) e de 8 mil ocupações no emprego público (2,5%). Foram registrados aumentos de 83 mil (7,4%) trabalhadores assalariados com carteira assinada e de 11 mil (7,8%) ocupados no setor de empregados domésticos.

“É importante ressaltar que a geração de novas ocupações foi suficiente para absorver todas as pessoas que ingressaram no mercado de trabalho, o que fez com que a taxa permanecesse estável. Outro fato que chama a atenção é o de que, pelo sétimo mês consecutivo, observamos aumento na ocupação”, analisa Campos.

Rendimentos

Em abril, o rendimento real médio dos ocupados foi estimado em RS 1.403, sendo registrada redução de 0,9%, se comparado a março. No setor privado, foi observada relativa estabilidade no salário médio da indústria (0,3%). Em contrapartida, houve redução de 2,2% no salário médio do setor de serviços e de 4,6% no do comércio.

“A expectativa para os próximos meses é de que tenhamos taxas menores, se comparadas às do ano anterior”, conclui Plínio Campos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/desemprego-permanece-estavel-na-rmbh/

Gestão da Saúde: Rede de Urgência e emergência do Norte de Minas faz aula inaugural de curso de residência médica

Iniciativa pioneira marca mais uma inovação no atendimento às urgências e emergências da região.

Com o objetivo de desenvolver o campo do conhecimento e de subsidiar a formação de mão de obra especializada, a Rede de Urgência e Emergência do Norte de Minas realiza a primeira Residência Médica de Urgência e Emergência do Estado de Minas Gerais. A aula inaugural será realizada em Montes Claros, nesta terça-feira (26), e será ministrada pelo secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, durante o seminário que marca o lançamento do curso.

A residência será realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, através do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), e coordenado pela Unimontes, em parceria com Hospital Aroldo Tourinho e Santa Casa de Caridade de Montes Claros. A duração é de três anos.

Segundo o coordenador Antônio Marinho Cedrim, somente duas cidades brasileiras oferecem a residência médica nesta especialidade: Porto Alegre e Fortaleza. “O Norte de Minas está em um estágio avançado no atendimento a urgências e emergências, graças à organização da Rede, e é preciso aprimorar a capacidade dos profissionais envolvidos no atendimento e ampliar a eficiência dos diagnósticos, reduzindo, assim, os gastos com internações e procedimentos desnecessários”, justifica o médico.

Segundo Antônio Cedrim, os residentes irão estagiar no Samu Macro Norte e nos hospitais de referência da região, para que conheçam a gestão pré-hospitalar e hospitalar. “Todos sairão ganhando com essa parceria: pacientes, Samu, hospitais e residentes”, completa o médico.

O seminário de lançamento da residência reunirá as maiores autoridades no assunto, contando, inclusive, com a participação do presidente da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramed), Frederico Carlos de Souza Arnoud, um dos fundadores da Residência Médica de Urgência e Emergência do Ceará, compartilhando a experiência estrutural da Rede do Norte de Minas com o ensino-aprendizagem de atividades referenciais de operação administrativa de socorro de emergência.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/rede-de-urgencia-e-emergencia-do-norte-de-minas-faz-aula-inaugural-de-curso-de-residencia-medica/

Gestão em Minas: desemprego volta a cair na Grande Belo Horizonte e fica abaixo da média nacional

Tempo médio de procura por trabalho também caiu para 24 semanas, menor patamar já registrado pela Pesquisa Mensal de Emprego e Desemprego

Divulgação SETE
Fernando Duarte do Dieese, Plínio de Campos da FJP e Igor Coura do Observatório do Trabalho da SETE divulgam o resultado da PED
Fernando Duarte do Dieese, Plínio de Campos da FJP e Igor Coura do Observatório do Trabalho da SETE divulgam o resultado da PED

A Pesquisa Mensal de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta quarta-feira (30), pela Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (SETE), Fundação João Pinheiro, Dieese e Fundação Seade, apontou redução na taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), ao passar de 5,4% da População Economicamente Ativa (PEA) em março para 5,0% em abril. Esse número é significativamente menor que os 8,1% apurados em abril de 2011 e também o menor da série histórica, iniciada em 1996. Na média entre as sete regiões metropolitanas analisadas (Belo Horizonte, Salvador, Recife, São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza e Distrito Federal) o desemprego total ficou em 10,8%.

No período, a redução de 10 mil pessoas (7,6%) no número de desempregados na RMBH, em relação ao mês anterior, resultou do aumento de 8 mil ocupações (0,3%), somando à retirada de 2 mil pessoas do mercado de trabalho (0,1%). Segundo o coordenador técnico da pesquisa, Plínio de Campos, o trabalho precário também diminuiu em 3 mil pessoas.

De acordo com a pesquisa, o tempo médio de procura por trabalho despendido pelos desempregados na RMBH foi de 24 semanas, 2 a menos em relação ao mês anterior e 7 a menos em relação a 2011, quando o trabalhador gastava em média 31 semanas para ser recolocado no mercado de trabalho. Esse também é o menor tempo de procura já registrado pela PED.

Para o secretário de Estado de Trabalho e Emprego, Hélio Rabelo, o Governo de Minas está no caminho certo, com resultados cada vez melhores nas políticas públicas que beneficiam os trabalhadores mineiros, como a qualificação profissional, a estruturação das unidades de atendimento ao trabalhador e a convergência das ações na Rede Mineira do Trabalho. “Temos atacado o desemprego em diversas frentes, para que nossos trabalhadores sejam capacitados e preparados para o mercado de trabalho e para que as empresas possam absorver cada vez mais mão de obra qualificada”, garante.

Segundo o coordenador do Observatório do Trabalho da SETE, Igor Coura, há uma dificuldade natural de baixar ainda mais a taxa de desemprego na RMBH, por vários fatores, entre eles a taxa de inatividade, o benefício do seguro-desemprego e mesmo a adequação do mercado. “O Governo continua se preocupando com a taxa de desemprego, mas hoje já podemos nos preocupar com setores específicos da economia e na melhora do perfil geral do emprego no Estado”, afirma.

Em abril, o número de ocupados na RMBH permaneceu praticamente estável em relação ao mês anterior (0,3%) e foi estimado em 2.299 mil trabalhadores. Foram registradas quedas no contingente de ocupados na construção civil (4 mil, ou 2,1%), no comércio (6 mil ou 1,7%) e na indústria (1 mil ou 0,3%). No agregado “outros setores” e no setor de serviços houve acréscimo de 5 mil (ou 3,4%) e 14 mil (ou 1,1%), respectivamente.

Em relação ao ano anterior, o nível ocupacional aumentou 3,2%. Foram registrados acréscimos nos postos de trabalho nos serviços (51 mil, ou 4,1%), no comércio (20 mil, ou 6,2%), na construção civil (98 mil, ou 4,5%) e no agregado “outros setores” (2 mil, ou 1,3%) e decréscimo de ocupações na indústria (10 mil, ou 3,0%).

“A redução na construção civil é o reflexo observado na fatia da construção pesada para consumo durante o primeiro trimestre. Neste período as famílias têm mais obrigações a serem quitadas e, consequentemente, dão uma pausa nas reformas ou construções de suas casas”, explica o coordenador da PED pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

O supervisor técnico regional do Dieese, Fernando Duarte reitera que é preciso monitorar o mercado de trabalho nos próximos meses. “Temos que observar a indústria, por exemplo, que apresenta os melhores salários e tem grande capacidade de gerar renda para o Estado. Se continuar nesse nível de desemprego, o foco maior de preocupação será com a qualidade e não mais com as taxas”, destaca.

Segundo posição na ocupação, a PED registrou em abril aumento do número de postos de trabalho entre os assalariados (29 mil), refletindo acréscimo no setor privado (33 mil), já que foi registrada redução no setor público (4 mil), em relação a março. O comportamento do setor privado resultou do aumento do contingente de assalariados com registro em carteira (37 mil), já que o contingente de assalariados sem registro diminuiu (4 mil).  No período, houve redução do contingente de autônomos (15 mil) e acréscimo no número de ocupados no emprego doméstico (5 mil).

Rendimentos

O rendimento real médio dos ocupados na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi estimado em R$ 1.410, em março de 2012, o que representa redução de 2,4% em relação ao mês anterior e 4,7% em relação ao mesmo período de 2011. O salário real médio também apresentou decréscimo de 2,1% em relação ao mês anterior e de 5,2% em relação ao ano passado, sendo estimado em R$ 1.389.

A coordenadora técnica da PED, Gabrielle Cicarelli, afirma que a queda nos rendimentos não é necessariamente um fator negativo. “Verificamos que entre os 10% da população com menor salário houve significativo aumento nos rendimentos, enquanto que entre os 10% da população que recebe maior salário é que houve queda. A queda nos rendimentos da população de maior renda pode estar mascarando as melhorias nos rendimentos da parcela que ganha menos”, conclui.

A média dos rendimentos nas sete regiões metropolitanas apuradas foi de R$ 1.458, sendo mais alta no Distrito Federal (R$ 2.294) e mais baixa em Fortaleza (R$ 997).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/desemprego-volta-a-cair-na-grande-belo-horizonte-e-fica-abaixo-da-media-nacional/

Gestão Antonio Anastasia: Região Metropolitana de BH registra menor taxa de desemprego do país

Contrariando as estatísticas, desemprego no mês de janeiro é o menor já registrado pela PED

Divulgação/Sete
Em comparação com janeiro de 2011, a queda na taxa de desemprego da RMBH é de 33,2%
Em comparação com janeiro de 2011, a queda na taxa de desemprego da RMBH é de 33,2%

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada, nesta quarta-feira (29), pela Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Fundação João Pinheiro (FJP) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou estabilidade na taxa de desemprego total, passando de 5,2% em dezembro de 2011, para 5,1% da População Economicamente Ativa (PEA) em janeiro deste ano. Esse é o menor índice entre as sete regiões metropolitanas pesquisadas e também o único, além de Recife, em que houve queda. Em São Paulo, Salvador, Fortaleza e no Distrito Federal houve crescimento na taxa de desemprego em relação ao último mês.

Na Região Metropolita de Belo Horizonte (RMBH), o desemprego aberto passou de 4,6% para 4,5%, enquanto o desemprego oculto permaneceu estável (0,6%). O acréscimo no número de ocupações (14 mil ou 0,6%) superou o número de pessoas que se inseriram no mercado de trabalho (12 mil ou 0,5%), o que resultou em pequena redução do número de desempregados (2 mil ou 1,6%). O número de ocupados na RMBH aumentou em relação ao mês anterior (0,6%) e foi estimado em 2.327 mil trabalhadores.

Para a coordenadora da PED pelo Dieese, Gabrielle Selani, a relativa estabilidade do desemprego na RMBH representa um resultado positivo para o mês de janeiro. “Este início de ano teve um movimento diferente em relação aos anteriores, mantendo relativa estabilidade em janeiro, mês que normalmente é de desaceleração da economia e, portanto, de crescimento da taxa de desemprego. Foram gerados 14 mil postos de trabalho na RMBH e esse número foi suficiente para absorver as 12 mil pessoas que se inseriram no mercado de trabalho e ainda retirar 2 mil pessoas da situação de desemprego”, afirmou.

“Esses números demonstram que a economia mineira continua apresentando resultados cada vez mais impressionantes, sem apresentar desgastes, especialmente pelo fato de que 2010 foi um ano excepcionalmente positivo, o que dificultaria em termos relativos os números de 2011”, afirma o coordenador do Observatório do Trabalho da Sete, Igor Mendonça.

Em comparação com janeiro de 2011, a queda na taxa de desemprego foi de 33,2%, maior queda da série histórica, iniciada em 1996. Em 2011, a queda verificada em relação ao ano anterior foi de 5,1%, e, em 2010, foi de 7,7%. O tempo médio de procura por trabalho despendido pelos desempregados também baixou, passando de 27 semanas em dezembro para 26 semanas em janeiro. Em janeiro de 2011, esse tempo era de 41 semanas.

Rendimentos

A pesquisa apontou ainda aumento de 2,2% no rendimento real médio dos ocupados na Região Metropolitana de Belo Horizonte entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011, passando de R$ 1.432 para R$ 1.464. Esse é o melhor resultado aferido desde o mês de outubro de 2010.

De acordo com a PED, o salário real médio cresceu, no período anual, 2,6%, ao passar de R$ 1.404 para R$ 1.440. No setor privado, foram registrados acréscimos do salário médio na indústria (5,1%) e no comércio (0,9%), e redução no setor de serviços (3,3%). Entre os assalariados com carteira assinada, houve ligeiro decréscimo (0,2%) no rendimento médio, e entre os sem registro em carteira o rendimento aumentou (5,4%). Entre os autônomos, o rendimento médio apresentou acréscimo de 9,4%.

Segundo Igor Mendonça, o rendimento vinha demonstrando queda desde abril de 2011, a uma taxa média de 5%. O mês de dezembro, contudo, apresentou uma taxa positiva de 2,2%, quebrando a tendência de baixa.

Ocupação por setores

Em comparação com o mês de dezembro de 2011, a PED registrou acréscimo de 15 mil postos de trabalho na construção civil e de 4 mil na indústria.  O setor de serviços sofreu redução de 6 mil postos e o comércio e o agregado “outros setores” apresentaram estabilidade. Comparando janeiro de 2012 a janeiro de 2011, houve acréscimo de 66 mil postos de trabalho no setor de serviços e de 17 mil na construção civil, e redução de 5 mil postos no agregado “outros setores”.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: exposição Marc Riboud estreia em março no Palácio das Artes

Mostra possui 51 fotos datadas de 1953 a 2009, registradas pelo importante fotógrafo francês que dá nome à exposição

Estreia em 2 de março, no Espaço Mari’Stella Tristão do Palácio das Artes, a exposição Marc Riboud, realizada pela Fundação Clóvis Salgado (FCS) em parceria com a Aliança Francesa de Belo Horizonte. Com curadoria da Delegação Geral da Aliança Francesa no Brasil, a exposição fica em cartaz até 11 de abril e tem entrada gratuita.

Marc Riboud é composta por 51 fotos, de tamanhos variados, datadas de 1953 a 2009, registradas por este importante fotógrafo francês que dá nome à mostra. Apelidado de “andarilho do vento” pelo diretor-geral da Aliança Francesa no Brasil, Yann Lorvo, suas fotos são um testemunho diferenciado dos grandes eventos e de lugares diversos, do Oriente ao Ocidente.

“De Washington ao Vietnã, do Nepal às Ìndias, da China à África, ou no Brasil, ele colecionou as imagens como se colecionam borboletas, com cuidado, prazer e paixão. Sua capacidade de se surpreender, seu amor pela vida, pelo próximo, aparecem na sua maneira de descobrir as culturas distantes e de voltar várias vezes aos países que visitou”, explica Yann Lorvo.

Além dessas fotos, também estarão expostas 10 montagens de fotografias feitas por Riboud no Brasil, em 2009, durante suas visitas a Porto Alegre e Rio de Janeiro. “Lá, como no Rio, cada dia de minha viagem foi um encanto. Mais ainda do que a beleza das paisagens e das cidades, pude apreciar o calor e a elegância das relações humanas; este sentimento que, tão longe da França, a compreensão é imediata, profunda, assim como é imenso o apetite pelos intercâmbios culturais”, declarou o fotógrafo, que esperou 85 anos para vir ao Brasil.

Para a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Solanda Steckelberg, “a exposição reafirma as parcerias estabelecidas pela FCS com diversas instituições e tem por objetivo promover a circulação de conteúdos relevantes para a compreensão da arte mineira, brasileira e internacional contemporânea, valorizando as diversas linguagens artísticas”.

Desde 2010, a exposição passou por diversas cidades do Brasil, como Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo, Belém e Curitiba, e foi vista por aproximadamente 100 mil pessoas.

Sobre Marc Riboud

Marc Riboud nasceu em 1923, na cidade de Lyon. Durante a Exposição Universal de Paris, em 1937, ele realizou suas primeiras fotografias com o pequeno Vest-Pocket que seu pai lhe deu por ocasião de seus 14 anos. De 1945 a 1948, estudou engenharia na Ecole Centrale de Lyon e trabalhou em uma fábrica antes de resolver dedicar-se à fotografia.

Em 1953, conseguiu publicar na revista Life a foto de um pintor da Torre Eiffel. Convidado por Henri Cartier-Bresson e Robert Capa, integrou a equipe da agência Magnum. Em 1955, passando pelo Oriente Médio e o Afeganistão, foi por terra até a Índia, onde ficou um ano antes de ir para a China. Depois de uma estada de três meses na antiga URSS, em 1960, fez a cobertura das independências na Argélia e na África negra.

Entre 1968 e 1969, realizou reportagens no Vietnã do Sul e também no Vietnã do Norte, onde foi um dos poucos fotógrafos a poder entrar. Nos anos 1980, viajou regularmente pelo Oriente e pelo Extremo Oriente e realizou exposições em Paris, Londres, Nova Iorque, Beijing, Hong Kong e Bilbao.

Além de fotografias, publicou vários livros sobre a China, o Tibete e o Camboja. Seu trabalho foi exposto em diversos museus. Riboud recebeu, entre outras recompensas, dois prêmios do Overseas Press Club, o Time-Life Achievement, o Lucie Award, o ICP Infinity Award e, recentemente, o Sony World Photography Award.

Sobre a Aliança Francesa

A Aliança Francesa é uma associação sem fins lucrativos, constituída livremente por pessoas que têm o objetivo de divulgar a língua e a cultura francesas no seu país de origem. Fundada em Paris, em 1883, está presente em 135 países, possui 1016 estabelecimentos e tem cerca de 490 mil estudantes no mundo inteiro.

No Brasil, a rede das Alianças Francesas conta, atualmente, com 40 associações e nove centros correspondentes, estando presente em praticamente todos os estados brasileiros e formando, assim, uma ponte entre o Brasil e a França. Em Belo Horizonte, a Aliança Francesa foi fundada em 14 de julho de 1944 e está situada em um agradável casarão na região da Savassi.

Fonte: Agência Minas