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PSDB: Aécio discute alianças em encontro com Serra

Aécio e Serra fizeram um diagnóstico das alianças nos estados. Aécio deve anunciar seu vice em junho na convenção do PSDB.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Com vice indefinido, Aécio se reaproxima de Serra

Senador e ex-governador paulista tiveram encontro reservado na quinta

Composição da chapa para disputar o Planalto foi tema tratado apenas lateralmente, disseram os tucanos a aliados

Em meio às especulações sobre a indicação para a vaga de vice em sua chapa na campanha presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi ao encontro do ex-governador José Serra na última quinta-feira, em São Paulo.

A reunião aconteceu em local reservado. Foi a primeira vez que eles estiveram a sós para conversar desde o ano passado. Segundo disseram a interlocutores, fizeram um diagnóstico das alianças do partido nos Estados.

O assunto da composição da chapa presidencial teria sido tratado lateralmente, sem que chegassem a uma conclusão sobre o tema.

Antes do encontro com AécioSerra disse a aliados temer que as especulações acabassem por colocá-lo como alguém que esteja pleiteando a vaga. “Ele ouve o que temos a dizer sobre o assunto com calma, mas fala pouquíssimo, mesmo quando provocado”, resume um de seus homens de confiança no PSDB.

Aécio, por sua vez, tem consultado líderes de partidos aliados sobre o assunto. Segundo relato de pessoas com quem ele conversou, o mineiro sempre deixa claro que não tem posição fechada sobre o assunto e aborda o nome de Serra atribuindo à imprensa sua entrada na lista de possíveis vices.

Em conversa com Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, uma das siglas que fechou apoio ao seu nome, por exemplo, Aécio pediu uma avaliação sobre o impacto de uma possível aliança com Serra.

Outro político consultado foi o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que irá compor o palanque de Aécio na Bahia. Procurado, ele confirmou ter tratado do tema, mas não quis expor suas considerações publicamente.

Nasceu de aliados de Serra a teoria de que o ex-governador seria um bom nome para a vice. Circula ainda no partido a versão de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seria a favor.

Em entrevista à GloboNews, exibida na madrugada de ontem, FHC evitou se comprometer com o assunto. “Não sei se ele [Serra] quer nem se o Aécio vai topar. Não sei. Esse tema não chegou às minhas mãos”, disse FHC.

Entre os tucanos, o único consenso é de que o tema acabou por contribuir para que o clima entre Aécio e Serra venha se tornando menos tempestuoso. Os dois disputaram por anos o protagonismo político dentro do PSDB.

Em 2013, Aécio reuniu as forças mais significativas da sigla em torno de seu nome e consolidou sua candidatura à Presidência quase como unanimidade dentro do partido. Serra, que inicialmente se colocou na disputa e chegou a negociar deixar o PSDB pelo PPS para ser candidato, acabou ficando no partido, mas guardou distância da pré-campanha de Aécio.

Desde que as especulações sobre a composição de uma chapa puro-sangue com o mineiro começaram a aparecer, Serra se reaproximou.

Esteve em jantar oferecido ao senador pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e prestigiou uma feira de agronegócio na qual cruzou com Aécio durante um almoço. Mesmo com a reaproximação, a possibilidade de um acerto entre os dois ainda é considerada remota no PSDB.

A lista de possíveis vices de Aécio inclui representantes de outros três partidos. No PSDB, além de Serra, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) era tido como principal nome. Na última semana, no entanto, ele se envolveu em uma briga com um blogueiro do PT e foi criticado por seu temperamento. A deputada Mara Gabrilli (SP) também é a outra cotada no PSDB.

Aécio deve anunciar seu vice até 14 de junho, data da convenção do PSDB.

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2014: Aécio e FHC discutem ações do PSDB

Eleições 2014: lideranças tucanas comentaram que o partido precisa ter estratégias diferentes para conquistar o eleitorado.

Eleições presidenciais 2014

Fonte: Valor Econômico 

Senador discute programa com FHC

Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves (MG), reuniu-se ontem, em São Paulo, com líderes tucanos para tratar de diretrizes de sua campanha presidencial e discutir seu programa de governo. Em almoço com o ex-embaixador Rubens Barbosa e o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer, Aécio fez um balanço sobre a atual política de comércio exterior, para moldar o discurso a ser apresentado a empresários. Participaram também o ex-presidente nacional do PSDB e deputado Sérgio Guerra, o ex-senador Tasso Jereissati e o vereador Andrea Matarazzo (SP).

Ao som das músicas francesas do restaurante Ici Bistrô, no bairro de Higienópolis, onde vive FHC, e em tom informal, os sete participantes falaram também sobre as manifestações populares que vêm acontecendo em diversas cidades. Alguns expressaram suas opiniões sobre a cobertura jornalística dos acontecimentos do país. Um deles comentou que “há um antipetismo” na imprensa brasileira.

Apertados em um sofá vermelho, os tucanos falaram sobre a crise econômica da Argentina, apontaram problemas no Mercosul e criticaram a “contaminação” da política externa brasileira por questões “ideológicas”. Aécio pretende fazer com que Rubens Barbosa e Celso Lafer colaborem com a construção de suas propostas na área de política externa. O coordenador do programa de governo deve ser o governador de MinasAntonio Anastasia (PSDB).

Sobre diretrizes de campanha, as lideranças tucanas comentaram que o partido precisa ter estratégias diferentes para conquistar o eleitorado das capitais e do interior. Rapidamente e sem exatidão, também falaram sobre como tentar compensar a diferença de votos em relação à presidente e candidata à reeleiçãoDilma Rousseff.

Aécio propôs a Tasso Jereissati que se lance a uma nova candidatura para o Senado, no Ceará, para reforçar o palanque dos tucanos no Estado este ano. Tasso, no entanto, não deu certeza de que disputará esta eleição.

Antes do almoço, Aécio e FHC tiveram um encontro reservado no apartamento do ex-presidente. Tasso e Guerra participaram do fim dessa conversa.

Um dia antes, na noite de segunda-feira, o senador participou de um evento na capital com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e com o ex-governador José Serra (PSDB).

Presidente nacional do PSDB, o pré-candidato negocia quem deve ser seu vice na chapa. Um dos mais cotados é o do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), ligado a Serra.

Em sua passagem pela capital paulista, Aécio acertou detalhes do lançamento oficial da pré-candidatura, que deve ser feito até março, em São Paulo. Com isso, deve por fim às especulações de uma eventual candidatura de Serra à Presidência, que deve disputar uma cadeira na Câmara.

No próximo mês, Aécio planeja viagens pelo interior de São Paulo, Estado com o maior colégio eleitoral do país. O pré-candidato visitará Araçatuba, São Carlos e Santos, entre outras. As articulações políticas no Estado estão sob comando de Matarazzo, ex-ministro de FHC. (Colaborou Cristiane Agostine)

Eleições 2014: Aécio trabalhará com equipe de FHC

Eleições 2014: senador Aécio Neves está disposto a resgatar legado dos oito anos do Governo Fernando Henrique.

Time da Campanha

Fonte: O Estado de S.Paulo

Aécio chama time de FHC para campanha

Provável candidato do PSDB começa a se cercar de ex-ministros da gestão tucana no Palácio do Planalto para conduzir a disputa presidencial 

A pouco mais de cinco meses de começar oficialmente a disputa eleitoral, em 6 de julho, o senador Aécio Neves, provável candidato do PSDB à Presidência da República e presidente nacional da sigla, já definiu parte dos nomes que vão compor a linha de frente e a retaguarda da campanha. As escolhas feitas até agora indicam que o partido está disposto a resgatar o “legado” dos oito anos em que esteve à frente do Palácio do Planalto com Fernando Henrique Cardoso, que comandou o Palácio do Planalto entre 1995 e 2002.

Nas três últimas campanhas presidenciais, a herança de FHC foi abordada discretamente pelos candidatos tucanos. O primeiro nome anunciado na semana passada, conforme revelou o Estado, foi o do engenheiro agrônomo Xico Graziano. Diretor do Instituto FHC e ex-chefe de gabinete do ex-presidente, ele será responsável pela coordenação de uma das áreas mais sensíveis da campanha: a internet. Presidente do Banco Central entre 1999 e janeiro de 2003, no segundo mandato de FHCArmínio Fraga foi escalado para aproximar Aécio dos empresários e arrecadar recursos para a campanha.

Fraga também deve integrar o grupo que vai elaborar a parte de economia no programa de governo deAécio. A coordenação-geral da elaboração do programa será feita a partir de março pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Afilhado político de AécioAnastasia também foi secretário executivo e ministro interino do Trabalho no segundo mandato de FHC. O senador mineiro convidou ainda o economista Barjas Negri, ministro da Saúde no primeiro mandato de FHC, para elaborar as propostas de saúde.

Outro nome que deve integrar o grupo, mas ainda não foi confirmado pela equipe do senador, é o engenheiro José Carlos Carvalho. Ministro do Meio Ambiente de FHC entre março e dezembro de 2002, ele deve participar da elaboração das propostas dessa área, missão que dividirá com o deputado estadual pernambucano Daniel Coelho. No passado, Carvalho foi um dos principais interlocutores de Aécio com os ambientalistas e ajudou a organizar um jantar com o tucano e 60 dos maiores líderes do setor.

“Muitos candidatos prestigiam especialistas de fora na hora de montar o plano de governo. Esses nomes prestigiam o PSDB e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Não há como separar o partido das duas gestões dele na Presidência”, avalia o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP), secretário-geral do PSDB.

A decisão de se antecipar aos adversários na apresentação dos nomes, iniciativa que será referendada pela direção executiva tucana em reunião marcada para 11 de fevereiro, também foi um movimento estratégico. ”Ao antecipar os nomes, o senador Aécio está sinalizando de forma transparente que levará essas pessoas para o governo. Isso é um fator de estabilidade para o Brasil”, afirma o senador tucano Cássio Cunha Lima (PA), um dos quadros mais próximos do provável candidato.

Postos-chave. O senador também já conta com uma lista de nomes que devem compor o comando executivo da campanha. Irmã de Aécio, a jornalista Andrea Neves deixou a presidência do Serviço Voluntário de Assistência Social, órgão do governo mineiro, para ser uma figura central na área de comunicação.

O publicitário mineiro Paulo Vasconcellos é o mais cotado para assumir o marketing da campanha. As decisões, porém, serão submetidas a um conselho de comunicação, fato inédito em campanhas tucanas.

Estado-chave na estratégia do PSDB, São Paulo recebe atenção especial na formação da equipe. Ex-ministro de FHC e atualmente vereador paulistano, Andrea Matarazzo foi sondado para assumir o comando da campanha na capital.

O prefeito de Botucatu, João Curi, será responsável por articular e engajar os prefeitos do interior na campanha presidencial. Presidente do PSDB paulista, o deputado Duarte Nogueira é apontado como um dos nomes para comandar a campanha no Estado e fazer a sinergia com a corrida pela reeleição do governador Geraldo Alckmin.

Eleições 2014: PSDB lança candidatura de Aécio Neves à presidência

2014: na presença de oito governadores, o PSDB confirmou, em Poços de Caldas, que Aécio será o candidato tucano ao Palácio do Planalto.

2014: Aécio Neves candidato da oposição

Fonte:  Correio Braziliense 

Aécio é, oficialmente, o candidato tucano

Na presença de oito governadores, PSDB lança o senador mineiro à disputa da Presidência da República em 2014. Ausente, José Serra foi citado por Alckmin

PSDB escolheu Poços de Caldas, no sul de Minas, e um evento que relembrou a trajetória de Tancredo Neves pelas Diretas Já para confirmar que Aécio Neves será o candidato tucano ao Palácio do Planalto no ano que vem. Coube ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dar a “arrancada”, como ele mesmo chamou, para a campanha, ao lado de oito governadores da legenda, ao unificar o discurso contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Se, em campanhas anteriores, o PSDB escondeu o ex-presidente, ontem, o partido lhe rendeu homenagens: lembrou que foi também em Poços de Caldas que FHC lançou o Plano Real, em 1994 e colocou-o como o responsável por importantes avanços do país, como a estabilidade econômica. Segundo FHC, chegou a hora de Aécio assumir a responsabilidade de disputar a presidência. “A história, na sua impetuosidade, seleciona. Não sei se é justo ou se é injusto, é o momento. O momento é seu. Assuma o momento. Fale por nós”, disse o ex-presidente a Aécio.

Pouco antes, ao falar sobre a ausência do ex-governador de São Paulo José Serra no evento, Fernando Henrique disse que o partido está unido e tem posição. “Unidade nunca pode ser total e acredito que progressivamente será. Não há nada que impeça que todos, inclusive quem foi aí citado, que é uma pessoa que respeito muito, venham a estar presentes”, afirmou.

O ex-presidente disse que, com as manifestações das ruas em junho contra o sistema político brasileiro, sente ventos de mudança. “Começa uma nova arrancada de esperança e ela tem nome e apelido: Aécio Neves“, afirmou, para delírio da plateia, formada por prefeitos, vereadores e outras lideranças tucanas, embaladas por tambores da juventude do partido.

Abraço
O governador de São Paulo Geraldo Alckmin, a quem coube levar um “abraço” do ausente José Serra e falar do seu “integral apoio” ao novo pacto federativo, disse que o PSDB traz a verdadeira política, não feita para “a companheirada”, e que o país não quer um pibinho, mas desenvolvimento. Esse processo, segundo ele, parte de Minas Gerais. “A esperança nos traz hoje a Minas para dizer a você (Aécio): percorra o Brasil, ouça o povo e leve a esperança de que a população brasileira precisa e está ansiosa. Com a sua juventude, experiência e competência vá servir ao povo brasileiro”, afirmou.

O governador mineiro Antonio Anastasia reforçou o coro, dizendo que a cidade, construída sobre um vulcão inativo, costuma ser pé quente e usou os dizeres de uma estátua à frente do hotel do evento, que disse ser profética, para reforçar o recado: “Do Estado de Minas ao Brasil”, afirmou. Além de Anastasia e Alckmin, participaram do evento os governadores do Tocantins, Siqueira Campos; Alagoas, Teotônio Vilela; Roraima, José de Anchieta Jr.; Paraná, Beto Richa; do Pará, Simão Jatene; e Goiás, Marconi Perillo.

Depois de clamar por um novo pacto federativo, que redistribua os recursos entre União, estados e municípios, Aécio disse tratar-se de um dia histórico e relembrou um ensinamento do avô Tancredo. Segundo ele, é preciso olhar para quem está do lado de quem discursa para ver quem lhe presta sua credibilidade. Ao lado dos oito governadores tucanos e de FHCAécio afirmou que o PSDB estará pronto no ano que vem para apresentar uma proposta ousada e retomar a Presidência. “Não há governo de cooptação que vá nos vencer porque temos a nossa consciência, responsabilidade e o talento para refundar a Federação. É por isso que vamos vencer as eleições para retomar a dignidade, a seriedade e a eficiência na vida pública brasileira”, afirmou.

Dilma com 43% das intenções
Pesquisa divulgada ontem pelo Ibope mostra que a presidente Dilma Rousseff tem 43% das intenções de voto para a Presidência. Se as eleições fossem nesta segunda-feira, a presidente seria reeleita em primeiro turno na disputa com Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE). Enquanto o tucano mineiro tem 14% das intenções de voto, o governador de Pernambuco, 7%. As pessoas que optaram por voto branco ou nulo representam 21%, e outros 15% não responderam ou não souberam responder. Foram ouvidos 2.002 eleitores, de 7 a 11 de novembro, em 142 municípios brasileiros.

Aécio afirma gestão do PT é “software pirata”

Aécio: “O longo aprendizado do PT, que demonizou as privatizações e concessões por muito tempo, custou muito caro ao Brasil”, criticou.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Para Aécio, governo é um ‘software pirata’

Presidente do PSDB usa o termo ao comparar atual gestão com a dos tucanos

presidente nacional do PSDBsenador Aécio Neves, comparou ontem o governo da presidente Dilma Rousseff a um “software pirata” e disse, em discurso a políticos e militantes do partido no interior de São Paulo, que é hora de o “software original” voltar a governar o país. O mineiro usou a analogia ao criticar o modelo de privatizações adotado pelo PT no governo federal.

– O longo aprendizado do PT, que demonizou as privatizações e concessões por muito tempo, custou muito caro ao Brasil. Eu vejo quase um software pirata hoje sendo executado pelo governo federal. Está na hora de o software original assumir o Brasil – disse Aécio, que participou de um encontro com políticos do PSDB .

Repetindo um antigo discurso do partido, o senador defendeu que os avanços obtidos pelas gestões do expresidente Lula e da presidente Dilma somente foram possíveis graças ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Aécio disse que FH deveria ser o convidado de honra da festa de comemoração dos 10 anos do Bolsa Família.

Mais cedo, Aécio defendeu que o PSDB escolha até março o candidato do partido à Presidência da República. Ele também manifestou preferência de que a vaga de vice seja dada a algum partido aliado, em vez de uma chapa pura.

Segundo o senador, o partido apresentará na primeira quinzena de dezembro um plano de governo para o país, com diretrizes e propostas para áreas importantes como economiaeducaçãosaúde e infraestrutura.

A partir daí, será dado início, em janeiro, às discussões sobre o nome do candidato que disputará a próxima eleição.

– A maior das artes da política é administrar o tempo. Uma decisão correta no tempo errado não traz o resultado adequado. Você não pode e nem deve antecipar decisões sem necessidade. Mas também não pode se permitir ser engolido pelo tempo – afirmou Aécio.

Embora já haja uma disputa interna em curso no partido pela vaga de presidenciável – o ex-governador José Serra também viaja pelo país para tentar viabilizar-se como candidato -, o senador disse que a decisão deve ser tomada com “naturalidade”.

– Definir quais são essas propostas e qual é essa nova agenda precede a definição de uma candidatura. O que posso garantir é que essa escolha (do candidato a presidente) acontecerá com muita naturalidade e, acredito, nos primeiros meses de 2014. Acho que, no máximo, até março devemos ter uma decisão tomada. Não precisa ser antes – completou.

Aécio não falou diretamente sobre prévias para a escolha do candidato. Mas, para não acirrar o clima de enfrentamento com o ex-governador paulista, fez um discurso cuidadoso. Ele disse que se empenhou pessoalmente para que Serra não deixasse o PSDBSerra passou alguns meses neste ano conversando com lideranças do PPS sobre uma eventual candidatura dele à sucessão federal pela sigla.

Aécio afirma gestão do PT é “software pirata”

Aécio: “O longo aprendizado do PT, que demonizou as privatizações e concessões por muito tempo, custou muito caro ao Brasil”, criticou.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Para Aécio, governo é um ‘software pirata’

Presidente do PSDB usa o termo ao comparar atual gestão com a dos tucanos

presidente nacional do PSDBsenador Aécio Neves, comparou ontem o governo da presidente Dilma Rousseff a um “software pirata” e disse, em discurso a políticos e militantes do partido no interior de São Paulo, que é hora de o “software original” voltar a governar o país. O mineiro usou a analogia ao criticar o modelo de privatizações adotado pelo PT no governo federal.

– O longo aprendizado do PT, que demonizou as privatizações e concessões por muito tempo, custou muito caro ao Brasil. Eu vejo quase um software pirata hoje sendo executado pelo governo federal. Está na hora de o software original assumir o Brasil – disse Aécio, que participou de um encontro com políticos do PSDB .

Repetindo um antigo discurso do partido, o senador defendeu que os avanços obtidos pelas gestões do expresidente Lula e da presidente Dilma somente foram possíveis graças ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Aécio disse que FH deveria ser o convidado de honra da festa de comemoração dos 10 anos do Bolsa Família.

Mais cedo, Aécio defendeu que o PSDB escolha até março o candidato do partido à Presidência da República. Ele também manifestou preferência de que a vaga de vice seja dada a algum partido aliado, em vez de uma chapa pura.

Segundo o senador, o partido apresentará na primeira quinzena de dezembro um plano de governo para o país, com diretrizes e propostas para áreas importantes como economiaeducaçãosaúde e infraestrutura.

A partir daí, será dado início, em janeiro, às discussões sobre o nome do candidato que disputará a próxima eleição.

– A maior das artes da política é administrar o tempo. Uma decisão correta no tempo errado não traz o resultado adequado. Você não pode e nem deve antecipar decisões sem necessidade. Mas também não pode se permitir ser engolido pelo tempo – afirmou Aécio.

Embora já haja uma disputa interna em curso no partido pela vaga de presidenciável – o ex-governador José Serra também viaja pelo país para tentar viabilizar-se como candidato -, o senador disse que a decisão deve ser tomada com “naturalidade”.

– Definir quais são essas propostas e qual é essa nova agenda precede a definição de uma candidatura. O que posso garantir é que essa escolha (do candidato a presidente) acontecerá com muita naturalidade e, acredito, nos primeiros meses de 2014. Acho que, no máximo, até março devemos ter uma decisão tomada. Não precisa ser antes – completou.

Aécio não falou diretamente sobre prévias para a escolha do candidato. Mas, para não acirrar o clima de enfrentamento com o ex-governador paulista, fez um discurso cuidadoso. Ele disse que se empenhou pessoalmente para que Serra não deixasse o PSDBSerra passou alguns meses neste ano conversando com lideranças do PPS sobre uma eventual candidatura dele à sucessão federal pela sigla.

Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o Mensalão do PT

Eleições 2014: enquanto Aécio Neves segue coordenando projeto de governo dentro do PSDB, Dilma se agarra na cúpula do Mensalão do PT.

Eleições 2014: Aécio Neves

Eleições 2014: Aécio Neves vai de FHC e Dilma com o Mensalão do PT

 Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o mensalão do PT

Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o mensalão do PT

Dilma Rousseff e Aécio Neves já se articulam para as Eleições 2014. Do lado do tucano, a estratégia é recuperar a unidade do PSDB, construir um programa de governo bem estruturado nas antigas bandeiras do partido e apresentar ao país uma candidatura de contraponto à inoperância atual do governo federal. Já a presidente Dilma não consegue se libertar das antigas práticas do PT: a partidarização de cargos públicos como forma de segurar apoios e a subordinação aos lobos velhos e agora condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do Mensalão do PT, como o ex-ministro José Dirceu.

A partir desta semana, tanto PSDB quanto PT começam uma série de eventos que, no fundo, visam dar o start nas Eleições 2014Aécio Neves será o protagonista do lado tucano, mas do lado petista, a presidente Dilma, mesmo ocupando o cargo máximo do país, não deixará de ser ofuscada pelo ex-presidente Lula, seu criador político, e por José Dirceu, o eterno articulador do submundo da legenda.

Nesta quarta-feira, o PT fará um evento para comemorar os 10 anos em que está no poder central. Dilma e Lula estarão por lá, merecidamente, já que são os dois presidentes da República eleitos pela legenda. Mas será mesmo José Dirceu quem representará melhor a trajetória do partido nesta década de história por ter sido o cabeça do maior escândalo da história da política nacional: o Mensalão do PT, que também está próximo de completar 10 anos.

Como bem lembrou o presidente nacional do PSDB,  deputado Sérgio Guerra (PE), ”será possível que a presidente da República pode ir para uma reunião com um cara que faz semanas foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal?…a Dilma tem ou não respeito tem pelas instituições? Ela é ou não é a favor do mensalão? Se ela for lá, ela é favor do mensalão. Não tem nada dessa história de austeridade. Tudo é falso”.

O evento desta quarta-feira, quando o PT irá comemorar 10 anos de poder, na verdade, será uma excelente oportunidade para que a população veja que, mesmo com o Mensalão do PT, nada mudou no status quo de José Dirceu. Ele continuará sendo o grande articulador de Dilma Rousseff nas Eleições 2014 contra Aécio Neves.

Dora Kramer comenta nova agenda dos tucanos para o país: “O PSDB mostrou que sabe reunir gente boa para pensar”

Gestão Pública, política econômica, política social, nova agenda para o Brasil

Fonte: Artigo de  Dora Kramer – O Estado de S.Paulo

É a política

“O PT jogou em dois níveis: com golpes acima e abaixo da cintura. Nestes, simplesmente se apropriou

da receita do PSDB, não deu crédito ao dono e ainda saiu chamando o conjunto da obra de herança maldita.”

Uma discussão muito produtiva a que o PSDB promoveu na última segunda-feira com o propósito de iniciar a construção de uma nova agenda para o partido.

A rigor nem teria a obrigação de reinventar nada. Poderia viver por um bom tempo dos rendimentos decorrentes do fato de ter alterado a lógica pela qual os governantes até então conduziam o Brasil, derrubado a inflação, acabado com a farra dos bancos estaduais, criado a Lei de Responsabilidade Fiscal, universalizado o acesso à comunicação, arrumado as finanças públicas em grau suficiente para que o País começasse a ser levado a sério lá fora.

Mas, contrariamente aos ensinamentos de certo marqueteiro norte-americano, seguidos à risca pelos adeptos da linha “é a economia, estúpido”, no que concerne às lides brasileiras a política faz a diferença. Quando não determina.

Por isso, porque seu principal adversário soube fazer política o tempo inteiro, é que o PSDB se vê hoje na premência de encontrar uma nova agenda, reestruturar o discurso, achar um jeito de restabelecer seu diálogo com a sociedade.

O PT jogou em dois níveis: com golpes acima e abaixo da cintura. Nestes, simplesmente se apropriou da receita do PSDB, não deu crédito ao dono e ainda saiu chamando o conjunto da obra de herança maldita.

Coisa feia. Gente de algum caráter não faz. Mas está feito e, diante disso, a questão não é mais discutir por que o PT se apropriou da agenda do PSDB (não tinha outra exequível), mas sim entender por que o PSDB deixou que o PT fizesse isso com tanta facilidade.

A resposta é simples e esteve o tempo todo expressa na configuração do seminário para a construção da nova agenda: não há política nessa pauta. Haverá outros, diz a direção do partido.

Ótimo. O primeiro foi bem bom. Não é todo dia que se podem ouvir tantos especialistas competentes nem tomar contato com diagnósticos tão interessantes, propostas polêmicas, inovadoras, bons apanhados sobre a situação do País nas áreas econômica e social.

O PSDB mostrou que sabe reunir gente boa para pensar.

Mas, como mesmo ensinou o orador mais aplaudido do encontro, o partido anda mesmo precisando é de falar. “Ou fala ou morre”, avisou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, aliás, passou a maior parte dos governos Lula sendo “escondido” por correligionários ou falando sozinho sobre a política que o partido deveria adotar se quisesse se firmar como referência para conseguir voltar ao poder.

Sobre o PSDB e sua relação com a sociedade nada foi dito nesse seminário. Segundo o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Tasso Jereissati, não era esse o foco.

Esquisito para alguém que tem como adversário um partido que faz política o tempo todo. O PT nesse campo excede, mas o PSDB se dá ao luxo da indiferença, como se estivesse em condições de ignorar o ponto definidor do sucesso ou do fracasso do plano de ganhar eleições para poder executar as excelentes ideias de seus brilhantes quadros.

A política entrou na agenda no improviso e por motivos tortos. Ninguém dos políticos falaria a não ser FH. Mas Tasso chamou Aécio Neves, que com a chegada de José Serra se viu obrigado a chamar o oponente. Nenhum deles fez pronunciamento que revelasse noção estratégica de conjunto.

Cada um para um lado, seguindo suas respectivas linhas. Ao ponto de Fernando Henrique parafrasear o slogan da campanha de Barack Obama, “Yes,we can”, para lançar a palavra de ordem “we care” como proposta de comunicação do PSDB com a massa.

Evidentemente falou sem pensar ou não seria o pensador de qualidade que é.

Intensivão. Em uma semana Fernando Haddad já cometeu duas declarações – uma confundindo Itaim Paulista com Itaim Bibi e outra juntando no mesmo raciocínio USP e cracolândia – que justificam sua saída o quanto antes do Ministério da Educação para tomar umas lições sobre como as coisas funcionam em São Paulo.

Ou aprende ou quando começar a campanha para a Prefeitura, o candidato do PT conferirá uma graça especial ao ambiente.

 

Seminário: “PSDB dá um primeiro sinal de ter reencontrado o caminho para se firmar como principal partido da oposição”, publicou O Estado de S.PAulo

Contra a Corrupção, Gestão Pública Eficiente, Políticas Públicas, redução da máquina pública

Fonte: Editorial – O Estado de S.Paulo

Oposição afinal?

Depois de perder três eleições presidenciais consecutivas e de ter visto se agravarem, a cada derrota, as disputas internas e uma profunda crise de identidade, o PSDB dá um primeiro sinal de ter reencontrado o caminho para se firmar como principal partido da oposição e se apresentar ao povo brasileiro como alternativa viável de poder no plano federal. Reunida no Rio de Janeiro num seminário promovido pelo Instituto Teotônio Vilela, a cúpula tucana revelou uma há tempo sumida capacidade de articular em uníssono críticas severas e objetivas aos governos Lula e Dilma com propostas concretas, tanto para a correção dos desvios que julga estarem sendo cometidos há mais de oito anos pelos governos do PT quanto para o desenvolvimento de novas políticas, especialmente nos campos econômico e social.

O grande homenageado do evento foi Fernando Henrique Cardoso, em mais uma demonstração de que o partido está disposto a se redimir do grave erro político que vinha cometendo desde as eleições de 2002, quando tentou minimizar a importância do papel do ex-presidente, que era – e continuou sendo – alvo de uma demolidora campanha de desmoralização política por parte dos petistas. Escalado para fazer o encerramento do seminário, Fernando Henrique foi duro nas críticas ao governo que o sucedeu, reformulando a tese de que Lula se limitou a procurar seguir e ampliar as políticas implementadas pelos tucanos nos campos econômico e social: “O governo do presidente Lula deformou o que foi feito antes. O programa que eles tinham era uma corrida para o abismo. Pegaram o nosso e executaram mal”.

Aécio Neves e José Serra também foram duros nas críticas aos governos petistas. Ambos destacaram as reiteradas denúncias de corrupção que já provocaram a queda de cinco ministros herdados do governo Lula e condenaram o aparelhamento da administração pública federal, loteada entre o PT e os partidos da base aliada do governo. O governador mineiro atirou em Dilma Rousseff com a expressão que ela consagrou para se referir a irregularidades praticadas em seu governo: “O malfeito para este governo só é malfeito quando vira escândalo. Até lá, é bem feito. O governo age reativamente”.

Mas a nota marcante do evento tucano foi a grande quantidade de propostas apresentadas com o objetivo de corrigir o que consideram políticas equivocadas da atual administração federal. Talvez a mais importante delas, considerada “revolucionária” por Fernando Henrique, foi de autoria de Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central no governo FHC: o fim do crédito subsidiado oferecido pelos bancos públicos, especialmente o BNDES, como forma de acelerar a queda da taxa básica de juros e elevar a remuneração da caderneta de poupança e de fundos administrados pelo governo federal, como o FGTS e o FAT. “O governo tem de agir em nome do bem comum e não favorecer o lobby dos tomadores de recursos subsidiados”, enfatizou Arida. Para ele, com o fim dos subsídios, as taxas de juros cobradas pelo BNDES poderiam se nivelar às dos bancos privados, provocando uma redução da demanda por crédito público e a consequente liberação de recursos para outras finalidades importantes.

O “lobby dos tomadores de recursos subsidiados” a que se referiu Arida é um grupo de grandes empresários nacionais com quem o lulopetismo firmou um sólido pacto de apoio mútuo cimentado pela abertura de generoso acesso a dinheiro público barato. Executada em nome da defesa dos interesses e do fortalecimento do empresariado nacional, essa prática, sempre pautada por indisfarçável favorecimento político, significa, na verdade, indevida intervenção pública no princípio da livre concorrência entre as empresas do próprio País.

Outros participantes do seminário defenderam ainda a retomada das privatizações, a redução drástica do número de ministérios, maior investimento na qualificação do magistério público, reformas da Previdência que incluem a elevação da idade para aposentadoria, entre outras propostas apresentadas. Resta saber agora até quando vão durar esse entusiasmo e essa harmonia oposicionistas.

Valor: Editorial reconhece que tucanos se mobilizam para construção de uma nova agenda para o país – PSDB reage

Gestão Pública, política econômica, política social

Fonte: Editorial – Valor Econômico

Oposição retoma debate de um projeto para o país

No momento em que a oposição diminui em número no Congresso, onde já não passa de cem deputados, são boas as novas anunciadas pelo PSDB no seminário “A Nova Agenda – Desafios e Oportunidades para o Brasil”. Os tucanos voltaram a pensar num projeto para o país que lhes permita retomar o poder nas eleições de 2014.

Em vez de uma oposição rancorosa e sem propostas, o seminário mostrou um partido ainda capaz de produzir ideias criativas, mesmo que não sejam propriamente novas, como ocorria 17 anos atrás, quando formulou o Plano Real e desencadeou o processo que acabaria com a superinflação.

Evidentemente, o encontro teve como pano de fundo a eterna disputa entre o ex-governador paulista José Serra e o senador mineiro Aécio Neves, presidenciáveis do partido. Do contrário, não seria um convescote de tucanos.

Em vez de se queixar de que o PT apoderou-se de seus instrumentos de governo, como a manutenção do tripé que sustenta a política econômica (superávit primário, meta de inflação e câmbio flutuante), ou de apenas ter juntado sob outro nome seus programas sociais, caso do Bolsa Família, o PSDB expôs temas à exploração partidária.

Independentemente do mérito, são enunciados abertos à crítica necessária da sociedade, dos pares de seus autores na academia e sobretudo do povo, na próxima eleição presidencial.

Veja-se o caso do debate sugerido pelo ex-presidente do Banco Central, Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real: remunerar o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a Caderneta de Poupança com as mesmas taxas de juros de longo prazo praticadas pelo mercado.

Esses fundos fornecem recursos a baixo custo a empreendimentos diversos, mas remuneram muito mal os seus cotistas – os trabalhadores e poupadores da caderneta.

Segundo Arida, o resultado seria a multiplicação do patrimônio dos trabalhadores, com aumento considerável da poupança doméstica, a redução de tributos como PIS/Pasep e a promoção do bem geral em detrimento de privilégios localizados. “Hoje os mecanismos de crédito dirigido penalizam fortemente os trabalhadores”, disse Arida.

Na plateia, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso classificou a proposta de revolucionária. “Nosso partido tem que voltar a discutir, mesmo que seja apenas entre si, mas também tem que ir para os jornais e para as tribunas do Congresso”, disse FHC.

A taxa de juros foi tema de outros dois ex-presidentes do Banco Central, Gustavo Franco e Armínio Fraga. Franco criticou o que considera um afastamento do governo do tripé de sustentação do Plano Real.

“Quando criamos esta tríade, em 1999, ela já era uma abreviatura de ambições maiores”, disse. “Hoje ela está virando uma miniatura da abreviatura e estamos perdendo consistência nas três áreas”. Segundo Franco, se o BC reduzir os juros lenta ou rapidamente sem o apoio da política fiscal “não vai adiantar nada porque a redução dos juros vai provocar mais inflação”.

Armínio Fraga saiu em defesa da redução das metas de inflação. “No futuro, podemos pensar também numa redução gradual das metas de inflação”, disse. Fraga acha possível cortar 0,25% da meta de cada ano.

Num contraponto à crítica de que o PSDB é um partido elitista, FHC chegou a sugerir uma adaptação do slogan de campanha do presidente Barack Obama (“Yes, we can”), nos EUA, por algo como “Yes, we care”, ou seja, “Sim, nós nos importamos” – uma frase que traduz, à perfeição, a crítica de que o PSDB é um partido que não se preocupa com o povo.

Concorde-se ou não com os tucanos, o certo é que o PSDB aos poucos dá sinais de que pode sair do imobilismo em que se encontrava e novamente animar a massa crítica partidária, o que é bom, pois uma democracia forte requer igualmente uma oposição vigorosa.

A atual fraqueza numérica da oposição – 100 de 513 deputados na Câmara – é ruim para a governabilidade, pois deixa o Estado refém de interesses nem sempre republicanos. E a indigência de propostas criativas da oposição apenas serve para os governos acreditarem que são realmente o que pensam – oniscientes.