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Eleições: Aécio e Alckmin reforçam união por um novo Brasil

Tucanos defenderam o valor da união na construção de um novo projeto para o Brasil e ampliação das conquistas dos governos tucanos em SP.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio e Alckmin reforçam união em defesa de um novo projeto para o Brasil

O presidente nacional e candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, e o governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, reforçaram neste domingo (29/06) o valor da união na construção de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil e de ampliação das conquistas dos governos tucanos em São Paulo.

Aécio esteve com o governador de São Paulo na convenção estadual do PSDB, realizada na capital paulista. Ao lado das principais lideranças do partido, como o ex-governador José Serra e o líder no SenadoAloysio Nunes, o candidato a presidente elogiou a gestão de Alckmin a frente do Palácio dos Bandeirantes.

“São Paulo oferece aos brasileiros o mais qualificado governador de nossa história recente. Homem público exemplar, cuja liderança e apoio a nossa candidatura, incontestável em suas manifestações, haverá de inspirar os paulistas e de orientar o apoio de muitos brasileiros”, disse Aécio Neves durante discurso.

O candidato a presidente afirmou ainda que as administrações do PSDB no estado são um exemplo a ser seguido por outros gestores públicos. Aécio disse também que São Paulo será decisivo na eleição presidencial.

“Aqui está se decidindo não apenas o futuro de São Paulo, mas também o futuro do Brasil. É daqui, do vigor do trabalhador paulista e dos exemplos de administrações sérias e responsáveis como foram as de Franco MontoroMário CovasJosé Serra e é de Geraldo Alckmin que políticos de todos o Brasil hão de se inspirar para resgatar a relação perdida entre representantes e representados”, destacou.

Aécio Neves voltou a defender mais recursos federais para estados e municípios. A defesa da Federação é uma bandeira antiga do PSDB e foi renovada durante encontro político realizado ano passado, em Poços de Caldas (MG), com a presença de várias lideranças nacionais, como ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Queremos resgatar no plano federal a capacidade de construirmos um novo projeto, generoso com a Federação, permitindo que possa haver financiamento adequado à saúde pública, que vem diminuindo nos 11 anos de PT, e para que possamos estabelecer no Brasil uma efetiva política nacional de segurança, no lugar da criminosa omissão do governo federal em um tema tão urgente a todos os brasileiros”, criticou Aécio.

Alckmin

Lançado como candidato do PSDB à reeleição ao governo estadual, o governador Geraldo Alckmin iniciou seu discurso na convenção destacando a trajetória de Aécio Neves na vida pública.

Aécio encarna a esperança de mudança duradoura para a vida do país. Hábil negociador, democrata, líder natural, Aécio simboliza o que há de melhor na política brasileira e o que há de mais eficiente na defesa do interesse público. Estamos todos juntos, Aécio, nesta caminhada em que o grande vencedor será o povo brasileiro”, afirmou Alckmin.

Em seu discurso, Alckmin disse que inicia a campanha pela reeleição com muita tranquilidade, porque a gestão do PSDB em São Paulo é aprovada continuamente pela população. “Estamos tranquilos, porque somos um time testado e aprovado de quatro em quatro anos. São Paulo não quer esperteza nem arrogância”, afirmou, em um recado claro aos adversários.

O governador também criticou o improviso da gestão em governos petistas. “Não existe atalho nem jeitinho da vida pública. Foi sem atalho que chegamos até aqui. Nosso legado está aí para quem quiser ver. Nós da social democracia servimos para melhorar a vida das pessoas. O que temos a oferecer é o nosso trabalho e a nossa história”, ressaltou Alckmin.

2014: FHC e Alckmin defendem candidatura de Aécio em Poços de Caldas

2014: FHC e Alckmin defenderam pela primeira vez publicamente que o senador Aécio seja o candidato do PSDB na disputa presidencial.

2014: Aécio Neves presidente

Fonte: Folha de S.Paulo

FHC e aliados de Serra declaram apoio a Aécio para a Presidência

Alckmin pede para senador mineiro ‘servir ao povo brasileiro’ 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São PauloGeraldo Alckmin, defenderam ontem pela primeira vez publicamente que o senador mineiro Aécio Neves seja o candidato do PSDB na disputa pela presidencial de 2014.

“Chegou o momento, Aécio, de assumir a responsabilidade. A história, na sua impetuosidade, seleciona. Não sei se é justo ou injusto. É o momento, e o momento é seu”, disse Fernando Henrique em encontro do PSDB em Poços de Caldas (MG).

Nos bastidores, ele já vinha orientando Aécio a se portar como candidato, mas essa foi a primeira vez que o tucano defendeu a candidatura do mineiro em evento público.

“É a esperança que nos traz hoje, Aécio, aqui a Minas, para dizer a você: percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale ao povo brasileiro. […] Com a sua juventude, a sua experiência, sua competência para servir ao povo brasileiro”, disse Alckmin.

O paulista é do mesmo Estado que o ex-governador José Serra, que insiste no desejo de ser o candidato indicado pelo PSDB para disputar a Presidência e tem percorrido o país numa tentativa manter seu nome na disputa.

Além de Alckmin e FHC, também defenderam abertamente a candidatura de Aécio o senador Aloysio Nunes (SP), aliado histórico de Serra, o governador Antonio Anastasia (MG) e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

“Ouvir aqui o que ouvi do governador Geraldo Alckmin na verdade só me faz dizer de forma absolutamente clara: o PSDB está pronto no ano que vem para apresentar ao Brasil uma nova proposta”, disse Aécio.

PSDB realizou ontem na cidade mineira o encontro partidário “Federação Já, Poços de Caldas +30“, com críticas à concentração de receitas na União e em defesa da “autonomia e fortalecimento” de Estados e municípios.

O encontro também fez homenagem aos 30 anos da Declaração de Poços de Caldas, documento assinado pelos então governadores Tancredo Neves (MG) e Franco Montoro (SP), no qual se comprometeram com a campanha pelas eleições diretas para presidente.

(PATRÍCIA BRITTO E MARINA DIAS)

Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o Mensalão do PT

Eleições 2014: enquanto Aécio Neves segue coordenando projeto de governo dentro do PSDB, Dilma se agarra na cúpula do Mensalão do PT.

Eleições 2014: Aécio Neves

Eleições 2014: Aécio Neves vai de FHC e Dilma com o Mensalão do PT

 Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o mensalão do PT

Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o mensalão do PT

Dilma Rousseff e Aécio Neves já se articulam para as Eleições 2014. Do lado do tucano, a estratégia é recuperar a unidade do PSDB, construir um programa de governo bem estruturado nas antigas bandeiras do partido e apresentar ao país uma candidatura de contraponto à inoperância atual do governo federal. Já a presidente Dilma não consegue se libertar das antigas práticas do PT: a partidarização de cargos públicos como forma de segurar apoios e a subordinação aos lobos velhos e agora condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do Mensalão do PT, como o ex-ministro José Dirceu.

A partir desta semana, tanto PSDB quanto PT começam uma série de eventos que, no fundo, visam dar o start nas Eleições 2014Aécio Neves será o protagonista do lado tucano, mas do lado petista, a presidente Dilma, mesmo ocupando o cargo máximo do país, não deixará de ser ofuscada pelo ex-presidente Lula, seu criador político, e por José Dirceu, o eterno articulador do submundo da legenda.

Nesta quarta-feira, o PT fará um evento para comemorar os 10 anos em que está no poder central. Dilma e Lula estarão por lá, merecidamente, já que são os dois presidentes da República eleitos pela legenda. Mas será mesmo José Dirceu quem representará melhor a trajetória do partido nesta década de história por ter sido o cabeça do maior escândalo da história da política nacional: o Mensalão do PT, que também está próximo de completar 10 anos.

Como bem lembrou o presidente nacional do PSDB,  deputado Sérgio Guerra (PE), ”será possível que a presidente da República pode ir para uma reunião com um cara que faz semanas foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal?…a Dilma tem ou não respeito tem pelas instituições? Ela é ou não é a favor do mensalão? Se ela for lá, ela é favor do mensalão. Não tem nada dessa história de austeridade. Tudo é falso”.

O evento desta quarta-feira, quando o PT irá comemorar 10 anos de poder, na verdade, será uma excelente oportunidade para que a população veja que, mesmo com o Mensalão do PT, nada mudou no status quo de José Dirceu. Ele continuará sendo o grande articulador de Dilma Rousseff nas Eleições 2014 contra Aécio Neves.

Senador Aécio Neves diz que jovens podem renovar as forças e propostas do PSDB

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Fonte :Assessoria de Imprensa do PSDB

Aécio Neves destaca importância de encontro com juventude

Senador diz que jovens podem renovar as forças e propostas do PSDB

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) definiu o Congresso da Juventude do PSDB, realizado neste fim de semana, em Goiânia, como um dos eventos mais importantes do partido nos últimos anos. Para ele, o PSDB conta com a juventude para reforçar e renovar suas propostas e seguir unido, sem divisões internas. Aécio disse que não existe o partido dele ou de outro integrante, e sim o PSDB de todos.

O evento reuniu durante dois dias lideranças partidárias e convidados. Em seu discurso, na abertura do Congresso, Aécio disse que os jovens são fundamentais para a defesa das propostas do PSDB e o resgate de sua história.

“Falava há um ano, quando perdemos a eleição, que precisávamos refundar o PSDB. Continuo achando. Refundar não é renegar o passado e fundar um partido novo, ao contrário, é resgatar a nossa história e apresentar uma nova agenda para o futuro. E, hoje, em Goiânia, essa refundação está começando. O PSDB vai ser vigoroso, vai ser uma alternativa viável de um novo modelo de gestão do país se tivermos a nossa juventude andando de cabeça erguida, discutindo as grandes questões nacionais e propondo uma nova agenda para o Brasil.”

O senador respondeu perguntas de jovens presentes no encontro. Aécio Neves criticou o abandono de responsabilidades do governo federal nos últimos anos na educação e na saúde. Para ele, isso contrasta ao aumento da receita nas mãos da União.

“Onde houve maior incremento de receita, quem cresceu mais a participação no bolo tributário? A União. Mas, ao mesmo tempo em que cresce sua arrecadação – hoje, são mais de 65% de tudo que se arrecada nas mãos da União –, ela vai se eximindo de responsabilidades. Por exemplo, na educação. Em 1995, eram 24% a participação do governo federal no financiamento da educação no Brasil. Hoje, são 19,5%. Alguma coisa está errada”, disse

Educação com qualidade

O senador criticou a falta de avanços do governo federal na educação pública. Ele lembrou que, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o acesso ao ensino público foi universalizado.

“No governo do PSDB, houve a universalização do acesso. 97% das crianças estavam matriculadas na rede pública. De lá para cá, o que houve em relação à qualidade da escola pública? Absolutamente nada, a não ser esforços dos estados. Temos o ranking da educação no Brasil hoje. O estado que tem educação fundamental e média de melhor qualidade é Minas Gerais, porque fizemos lá atrás um investimento nas crianças com seis anos de idade. Fomos o primeiro estado a colocar os meninos não com sete, mas com seis anos de idade na escola”, lembrou.

Aécio Neves apresentou proposta para a melhoria do ensino para jovens e crianças. Ele defendeu, por exemplo, alterações na estrutura do ensino médio brasileiro.

“Porque não flexibilizarmos o currículo do ensino médio, dando a ele um viés regional? Temos que preparar as pessoas para o mercado de trabalho, que elas saiam das escolas e achem que podem usar aquele aprendizado para alguma coisa”, afirmou

Poupança Jovem

Aécio também citou programas implementados durante seu governo em Minas, como o Poupança Jovem. Nele, jovens que cursam o ensino médio e, áreas com altos índices de criminalidade ganham R$ 1 mil por cada um dos três anos de ensino se cumprirem alguns requisitos. O dinheiro só pode ser sacado após a conclusão dos estudos.

“Em Minas, estamos tendo uma experiência extraordinária. No início do meu governo, fiz uma visita ao México. Conheci um programa que adaptamos com o nome de Poupança Jovem. Um programa que visava impedir que jovens de regiões de maior risco social fossem seduzidos pelo tráfico, pela criminalidade. Foram 50 mil ano passado. Eles têm que ter pelo menos 90% de presença, não podem perder média, passar por ocorrência policial e participar de algum programa de inclusão social oferecido pelo estado. No segundo ano, temos agentes que estimulam os jovens a iniciar um negócio, e o estado financia o valor. E você cria o empreendedorismo na cabeça dos jovens, cria uma alternativa. O Estado estende uma mão”, disse o senador.

Em encontro com a juventude tucana de Goiânia Aécio Neves diz, “Não existe o PSDB do Serra nem o PSDB do Aécio, existe o PSDB de todos nós”

Aécio oposição, Aécio e a  juventude, 

Fonte:Vera Magalhães – Folha de S.Paulo

Aécio defende prévias para definir chapa à Presidência

Serra afirma à Juventude do PSDB que também é favorável à consulta

Organizadores do evento procuraram evitar a todo custo a polarização entre os dois pré-candidatos

O senador Aécio Neves voltou a defender ontem as prévias para escolher o candidato do PSDB à Presidência.

O outro pré-candidato tucano, José Serra, disse que é favorável a prévias desde que não haja desunião e classificou de “folclore” a informação disseminada de que é contra esse tipo de consulta.

“Defendo que o partido faça uma consulta a mais ampla possível, que envolva todos os filiados”, disse Aécio na abertura do congresso da Juventude Nacional do PSDB, cujo primeiro dia de debates foi encerrado por Serra.

O mineiro classificou como “pauta da imprensa” a disputa entre ele e Serra: “Não existe o PSDB do Serra nem o PSDB do Aécio. Existe o PSDB do Serra, do Aécio, do Marconi Perilo, de todos nós”.

Os dois presidenciáveis participaram de uma espécie de talk show no congresso, em Goiânia. Foi montada uma arena inspirada no programa “Altas Horas”, da Rede Globo, e eles responderam a perguntas dos jovens ao longo de uma hora cada um.

Os organizadores do evento procuraram evitar a todo custo que a polarização entre os dois, que marcou os dias que antecederam o encontro, se manifestasse em gritos de guerra ou até vaias.

A preocupação chegou ao ponto de se pedir que os militantes não gritassem nomes de pré-candidatos. “A juventude já decidiu/ quer um tucano presidente do Brasil”, dizia o slogan oficial.

Ainda assim, a delegação de Minas ensaiou um grito de guerra que dizia “Aécio guerreiro/ orgulho brasileiro”. A seção paulista também teceu elogios a Serra, dizendo ter “orgulho” de sua trajetória.

Aécio procurou associar sua fala a temas ligados à juventude, ao defender mudanças no currículo do ensino médio e dizer que foi o primeiro a assinar, na Constituinte, a emenda que permitiu o voto aos 16 anos.

Ele fez um mea culpa ao dizer que o PSDB não sabe fazer oposição contundente e disse que o PT, “quando tem de escolher entre o Brasil e o PT, escolhe sempre o PT”.

Questiondo por um paulista sobre o ministro Fernando Pimentel, seu aliado em Minas, criticou “prejulgamentos”, mas disse que ele deve se explicar. “O que a gente nota é que quando o ministro é do PT a blindagem é maior.”

Questionado sobre o livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., disse se tratar de “literatura ruim” e que o governo do PT avalizou as gestões de Fernando Henrique Cardoso e as privatizações ao não revertê-las e dar continuidade ao processo.

Serra contrapôs as realizações tucanas e do PT e dizer que o partido de Lula e Dilma copia os programas tucanos, mas não sabe executá-los.

“O governo Dilma ainda não começou. Não precisa fazer muito frufru e dizer que tem coisas boas e coisas ruins.” Ele disse que Dilma se apropriou de propostas suas, como o programa de ensino técnico e o programa “Mãe Brasileira”, sem dar o crédito, mas não sabe executá-los.

Serra defendeu que o PSDB invista em mobilização pelas redes sociais: “O PT é especialista em publicidade. Nisso são imbatíveis”.

“Agora é hora de recuperar o legado”, diz Aécio Neves em encontro da juventude tucana

Aécio oposição, Aécio e a juventude, tucaninhos

Fonte:Rubens Santos – Estado de S.Paulo

Aécio Neves defende ‘refundação’ do PSDB

Em evento da juventude tucana, presidenciável citou legado de FHC; Serra chegou após o senador deixar o local 

Ostentado bandeiras e um discurso afinado, cerca de 1,5 mil jovens se reuniram ontem no Congresso Nacional da Juventude da Social Democracia Brasileira, em Goiânia, para defender uma mudança de rumo no PSDB.

O senador tucano, Aécio Neves (MG), um dos candidatos do PSDB à sucessão presidencial em 2014, pregou ontem a busca de um novo ciclo de desenvolvimento do País. Para isso, disse que será preciso “refundar” a sigla, e “confrontar” o legado dos tucanos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com o que se faz hoje.

“Este congresso tem o sentido de mostrar que o PSDB tem todas as condições de refundar-se e de renovar o seu discurso”, disse.

O senador afirmou que, nas disputas sucessórias, tanto municipais, em 2012, quanto em 2014, o PSDB terá de resgatar como partido. “Agora é hora de recuperar o legado, vamos olhar para o futuro”, disse.

Os jovens tucanos pareceram alinhados ao discurso de Aécio. “Estamos nos mobilizando para defender a reestruturação do PSDB, e para fazer um contraponto ao governo que aí está e resgatar o nosso legado que tornou o Brasil um país melhor”, disse Marcelo Richa, presidente nacional do PSDB jovem.

A conclusão tirada do evento é que “está na hora” do partido buscar a união interna. Sob aplausos e palavras de ordem os “tucaninhos”, revelaram que, por meio da harmonia, o partido caminhará unido na disputa tanto pela sucessão municipal, do ano que vem, quanto nas eleições presidenciais, em 2014.

Estratégia. Para alcançar sucesso nas urnas, os “novos tucanos” disseram que será preciso percorrer todos Estados e municípios brasileiros para defender uma mudança de rumo. “As definições, como direita e esquerda, nunca pesaram tanto no Brasil como agora”, discursou Wesley Borges, do PSDB do DF.

Apesar do tom afinado, em matéria de definição de nomes à presidência os jovens evitaram conflitos. Como uma caixa-preta inviolável, tornaram o anúncio de candidatos para a corrida presidencial de 2014 uma inconveniência. “Os nomes não estão em questão”, ressaltou Marcelo Richa, filho do atual governador do Paraná e neto do ex-senador José Richa.

Serra. Outro presidenciável tucano, o ex-governador José Serra chegou ontem ao evento por volta das 20h, após Aécio já ter deixado o local, acompanhado do governador Marconi Perillo (GO). Perillo teve de voltar para recepcionar Serra, que discursou para um congresso esvaziado.

Aécio Neves na chegada ao Congresso da Juventude do PSDB

Aécio Neves oposição, Corrupção no PT, privatizações

Fonte: Assessoria de imprensa do PSDB

Entrevista do senador Aécio Neves na chegada ao Congresso da Juventude do PSDB

Sobre o evento.

Hoje, o PSDB organiza um evento que, na minha avaliação, talvez seja, dentre todos o mais importante, porque nenhum partido se reconstrói, se organiza sem uma mobilização forte da sua juventude. O PSDB vem demonstrando, ao longo dos últimos anos, um vigor muito grande nessa ala do partido e a nossa presença aqui tem o sentido de mostrar que o PSDB tem todas as condições de refundar-se, de renovar o seu discurso, de voltar a falar para a sociedade, de ocupar as redes sociais, de fazer o grande contraponto ao governo que aí está, do aparelhamento e da ineficiência. Portanto, o PSDB inicia esse ano um processo de resgate do se legado, porque, se o Brasil hoje é um Brasil melhor, e ele é um Brasil melhor do que o de algumas décadas atrás, é porque houve, principalmente, o governo do PSDB, com a estabilidade da moeda, com a modernização da economia, com as privatizações, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com o início dos programas de transferência de renda e, passo a passo, esses avanços vêm se consolidando no Brasil. Agora, é hora de, recuperando o legado, olhar para o futuro. E vamos hoje falar sobre o futuro, sobre a educação de maior qualidade, sobre saneamento básico na casa de 50% da população brasileira que não têm, vamos falar sobre segurança pública em uma ação articulada entre estados, municípios e União. Portanto, vamos falar de saúde de qualidade a partir de um gerenciamento maior e, quem sabe, de uma ampla reforma do Estado brasileiro. Um estado que seja mais eficiente e menos aparelhado e que tenha um peso menor no seu custo. Gastamos muito mais com o Estado e pouco com as pessoas. Temos que inverter essa lógica, gastar menos com a estrutura do Estado para gastar mais com a população brasileira.

Senador, jovens do Brasil inteiro estão aqui. O PSDB é realmente um partido nacional?

Claro, o PSDB é há muito tempo um partido nacional. Um partido que já governo o Brasil por oito anos, empreendeu uma grande e profunda agenda de reformas e, portanto, está em condições, novamente, de apontar o futuro. A agenda que está em curso no Brasil hoje, a agenda que está sendo executada no Brasil, e disse outro dia e repito, há um software pirata em execução, porque essa agenda é original do PSDB. Estamos assistindo agora mesmo o PT iniciando um processo de privatização dos aeroportos sem convicção e sem qualidade. Toda hora muda seus editais, seus valores, porque eles não têm a confiança plena de que esse é o melhor modelo. Executam a agenda do PSDB porque demonstraram uma incapacidade muito grande de propor uma agenda nova. Nós, que propusemos a agenda dos últimos 20 anos do Brasil, estamos nos preparando para propor a agenda dos próximos 20 anos.

O senhor se prepara para a candidatura à Presidência em 2014? 

Digo sempre que Presidência é muito mais destino do que projeto. Vou jogar nesse time do PSDB na posição que me for designada. Do gol ao centroavante. Quero ajudar a construção de um novo modelo de país, de um novo modelo de gestão, onde a eficiência, a meritocracia prevaleçam sobre a ineficiência e o aparelhamento brutal da máquina pública. O PSDB tem a responsabilidade de dizer ao Brasil que o Brasil merece mais do que está tendo hoje. Avanços são incontestáveis, mas eles podem ser maiores. O Brasil não pode continuar surfando no ufanismo de uma situação que não é real. Temos que avançar na superação da pobreza que ainda é grande no Brasil e não apenas administrarmos a pobreza. E, no momento certo, acredito que no ano de 2013, através de prévias, que é o que eu defendo, o PSDB indicará quem é aquele que deverá empunhar essas nossas bandeiras. Mas, antes de 2014, há 2012, e é preciso que essa juventude, principalmente, seja mobilizada para termos vitórias em todo o Brasil.

Qual o recado do senhor para os jovens do PSDB?

Vou falar daqui a pouquinho.

Qual a sua opinião em relação ao livro do Amaury?

Olha, não li o livro. É uma literatura que não me interessa. Mas, quem dá o maior atestado de idoneidade à conduta do PSDB durante a o processo de privatizações, é o próprio PT.  O PT, vocês sabem, é useiro e vezeiro em utilizar a máquina pública em benefício do partido. Durante esses últimos nove anos, o PT administrou o Brasil. Se houvesse alguma irregularidade, o PT não teria investigado, tentado punir essas pessoas ou mesmo revertido algumas privatizações? E não ocorreu nada. Ao longo dos últimos nove anos, o PT na verdade avalizou o processo de privatizações que o PSDB conduziu e, agora, avança na privatização de outros setores.

Estão sempre disputando os pré-candidatos, o senhor e o José Serra. Tem algum estremecimento nesse sentido?

Pelo contrário, isso é muito mais uma pauta da imprensa. É um falso dilema. O PSDB é de todos nós. O PSDB não será de o Aécio versus o PSDB de Serra, será o PSDB de Serra, Aécio, de Fernando Henrique, de Marconi Perillo, de Geraldo Alckmin, de tantos outros brasileiros que querem um projeto novo de Brasil. Vamos estar sim unidos. Agora, defendo que, se houver mais de uma candidatura, é natural que o partido consulte as suas bases. Isso vitamina o partido, revitaliza o partido. E acho que vamos chegar fortalecidos em 2014.

Com votos de delegados ou de filiados?

O partido tem que decidir isso. Tanto faz, acho que, quanto mais ampla, é melhor. Desde que haja um cadastro adequado, e que o partido está conduzindo, acho que quanto mais filiados puderem participar desse debate, melhor para o partido.

O que o senhor achou da declaração da presidente Dilma de tolerância zero no governo em relação à corrupção?

Olha, assistimos ao longo desse primeiro ano de governo, um governo acuado, sem iniciativa parlamentar estruturante, nenhuma reforma importante foi enviada ao Congresso. E é um governo reativo, que reage às denúncias. Nenhuma dessas quedas de ministro se deu por uma ação interna do governo, porque o governo identificou através da AGU, ou de auditorias prévias, que haviam desvios, irregularidades. As denúncias surgiram a partir da imprensa, em um primeiro momento há sempre a tentativa de segurar o ministro, quando a coisa fica insustentável, o ministro cai. Vejo um governo reativo, não vejo essa faxina como algo real. Disse uma frase que repito para vocês aqui em Goiânia: o malfeito, para usar um termo muito caro para a presidente, só é malfeito quando vira escândalo. Enquanto não virou escândalo, está tudo bem feito.

A queda dos ministros e a aprovação da presidente agora?

Acho que, o primeiro momento, é um momento do governo. Não tiro os méritos da presidente, a quem respeito pessoalmente. Acho apenas que ela é refém de uma armadilha criado pelo próprio PT. Esse gigantismo da máquina pública, com 40 ministérios, no governo Fernando Henrique tinha 26 ou 27, os Estados Unidos têm 15, isso traz ineficiência e desvios. Acho que o governo deverá ser avaliado no final, pelos resultados que apresentar. E, hoje, os resultados em educação são pífios. Fizemos a universalização do acesso, não houve melhoria na qualidade. Se formos falar em saneamento básico, uma proposta de campanha da presidente, de desonerar as empresas de saneamento para que elas possam investir mais, isso não aconteceu. As empresas se saneamento hoje no Brasil pagam mais impostos do que investem em novas obras. A questão as segurança pública, há uma omissão gritante do governo federal na parceria com os estados e na infraestrutura está aí, o PAC, que tinha R$ 40 bilhões de orçamento aprovado para esse ano, executou apenas R$ 6 bilhões desses R$ 40 bi. Onde está a ineficiência desse governo, onde estão as Parcerias Público Privadas que foram aprovadas no ano de 2003? Acho que esse modelo vai chegar exaurido no final, porque o aparelhamento absurdo da máquina pública impede o governo de construir as grandes reformas e ter as grandes iniciativas que o Brasil precisa.

Senador, do ponto de vista econômico, o senhor vê o Brasil avançando ou andando para trás?

O cenário econômico que nos espera no futuro não é alvissareiro, não temos céu de brigadeiro. Estamos vivendo um processo grave de desindustrialização da economia brasileira e era preciso que o governo tomasse iniciativas nesse setor, iniciativas estruturantes. Como por exemplo, a reforma tributária, que o governo não avançou até agora. 

iG: Anastasia afirma que a marca de sua gestão é a obsessão com a criação de empregos

Gestão em Minas, Choque de Gestão, Gestão Eficiente

Fonte: Denise Motta, iG Minas Gerais, e Leandro Beguoci – iG São Paulo

Anastasia elogia Dilma, exalta Aécio e prega aliança com PT em BH

Em entrevista ao iG, governador de Minas diz que faz gestão de continuidade, mas sem continuísmo, e que educação pública é boa

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), vem tentado se diferenciar do seu padrinho político, Aécio Neves. Eleito em 2010 com a força do atual senador tucano por Minas, de quem foi vice, Anastasia quer construir sua própria trajetória política.

Em entrevista ao iG, Anastasia exalta Aécio, a quem descreve como uma “estrela da política nacional”, mas faz questão de frisar que tem voo próprio. Parafraseando o tucano paulista José Serra, Anastasia afirma que sua gestão é de continuidade sem continuísmo e elogia diversas vezes a presidenta Dilma Rousseff, contra quem Aécio vem elevando o tom desde o começo deste ano. Em 2002, Serra usou esse mote, na sua campanha à Presidência da República, para se diferenciar do então presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem mantinha divergências em relação à política econômica.

“Nós temos por mote dizer que o nosso governo iniciou-se em 2003, porque é uma continuidade. Não há um continuismo, mas há uma continuidade de ações, de projetos, de programas”, disse Anastasia em entrevista ao iG no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, sede do governo do Estado desde 2010.

Aos poucos, o governador mineiro também tem suavizado a imagem de gerente do choque de gestão, que se tornou a principal bandeira do governo Aécio, e ampliado seu portfólio político – assumindo, inclusive, o papel de articulador.

Para 2012, ele defende a aliança entre PT e PSDB em torno do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e diz que vai trabalhar para que ela seja reeditada. “Eu acredito que há boa possibilidade de repetição da aliança, mas, evidentemente, vai depender da conversa entre os partidos, tanto a nível local quanto a nível nacional”, frisou.

Anastasia avança ainda sobre uma bandeira cara ao PT – e que se tornou o ponto mais fraco de seu partido, o PSDB.i e prega que sua legenda “tenha bandeiras sociais firmes”.

Diante disso, o tucano reconheceu que o salário dos professores do Estado – que fizeram greve de mais de 100 dias neste ano – está defasado, que eles merecem reajuste, mas nega que a educação pública seja ruim. “Em Minas, é de muita boa qualidade”, defende o tucano, para quem os aumentos só não vieram antes porque ele e Aécio encontraram uma situação muito ruim nas finanças públicas.

Assista aos principais trechos da entrevista com Anastasia e veja a nota que ele dá à sua gestão, suas opiniões sobre Dilma e a avaliação que faz da relação entre seu governo e o Palácio do Planalto.

Entrevista com o Poder: Aécio dá nota 5 para Dilma e seduz possíveis vices para 2014