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Governo Anastasia garante apoio a vítimas da seca

Minas: governo Anastasia apoia vitimas da seca em Minas. Foram destinados R$ 11 mi em compras de cestas básicas e outras ações.

Governo de Minas: seca norte de Minas

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico

Pecuária e frutas padecem com a seca no norte de MG

 Minas: governo Anastasia garante apoio à seca

Governo de Minas garante apoio às vitimas da seca. Foram destinados R$ 11 mi em compras de cestas básicas, caminhões-pipas e outras ações.

Mais de 100 municípios na região norte do Estado de Minas Gerais estão em estado de emergência por causa da seca. O governo do Estado e o Exército fazem o abastecimento emergencial de água com caminhões-pipa. Na zona rural, uma imagem que está se tornando mais frequente é a de bois e vacas mortos de sede e fome – e suas carcaças abandonadas no que um dia foi pasto.

O estrago da estiagem na economia local se estende pela produção de frutas e de leite e no deslocamento de gado para outras regiões. Muitos pequenos produtores que não têm um pasto alternativo estão vendendo seu gado, apesar dos preços baixos. Diversos municípios estão sem chuva desde o início do ano e decretaram emergência em fevereiro e março. As chuvas devem começar somente em outubro. Hoje são 122 em emergência por causa da seca, concentrados no norte do Estadoe parte deles no nordeste e noroeste. A perspectiva do governo era que neste ano o número ficasse em 114.

“Essa é uma das piores dos últimos 30 anos e que está atingindo Minas, Bahia e outros Estados do Nordeste“” diz Reinaldo Nunes, coordenador técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão do Estado de Minas Gerais (Emater) em Montes Claros, maior cidade do norte de Minas. O rebanho de gado nessa área é de aproximadamente 2,5 milhões de cabeças e o problema maior é a alimentação, diz Nunes.

Sem pasto e sem água, um dos resultados imediatos na economia da região foi a queda abrupta na produção de leite. “A produção normal é de 600 mil litros por dia e por causa da seca houve uma redução de 40% a 50%. O prejuízo por mês é de R$ 5,4 milhões”, calcula Nunes. A maioria dos pequenos sitiantes e produtores com mais terras na região têm no leite uma renda adicional e diária.

A safra de grãos teve uma redução ainda maior. Segundo a Emater, o chamado veranico (período de 20 e poucos dias de estiagem em meio ao período chuvoso) durou do início de janeiro a até março em vários municípios. Foi num período crítico de plantio de arroz, feijão, milho, sorgo e outros grãos pelos produtores rurais mineiros. “A expectativa era de colher só nessa região norte 500 mil toneladas de grãos, mas perdemos 70% disso, um prejuízo de R$ 180 milhões”, diz o técnico da Emater.

Governo de Minas: seca do norte de Minas – Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2801944/pecuaria-e-frutas-padecem-com-seca-no-norte-de-mg

Quem investe e vive da produção de frutas também está em dificuldades. Gurutuba e Lagoa Grande, dois grandes projetos irrigados no norte do Estado, cujas áreas somam 6,5 mil hectares e onde predomina a fruticultura, são os que mais sentem. “Os produtores estão sendo afetados porque dependem de uma barragem que está com o nível bastante comprometido”, afirma Pierre Santos Vilela, coordenador da assessoria técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). A entidade informa representar quase 400 mil pequenos, médios e grandes produtores rurais.

Segundo Faemg e Emater, produtores, especialmente os menores, estão vendo parte de seu plantel de gado morrer. Há uma corrida para vender os animais mesmo abaixo do peso e mesmo com preços depreciados pela grande oferta. Sem ter como manter o gado, produtores acabam se descapitalizando porque o que recebem agora pelos animais não permitirá que eles reponham seu rebanho daqui a alguns meses, diz Reinaldo Nunes, técnico da Emater.

O governo do Estado prevê alocar um total de R$ 11 milhões em compras de cestas básicas, caminhões-pipas e outras ações. Além disso, o governo federal, por meio do Ministério da Integração Nacional, enviou mais R$ 10 milhões, que estão sendo usados para reforço das compras de alimentos, galões de água mineral e também para a distribuição de cisternas, disse o tenente coronel Fabiano Villas Bôas, secretário executivo da coordenadoria estadual da Defesa Civil. Em alguns municípios, como Catuti, não há mais água para consumo humano. E, paradoxalmente, em locais abastecidos por caminhões-pipa o desafio das famílias é armazenar essa água. O governo do Estado ainda conta com R$ 4 milhões este ano para a abertura de poços artesianos em locais públicos.

Villas Bôas diz que o que diferencia esta seca das anteriores é a duração. Enquanto geralmente os municípios do norte de Minas começam a decretar situação de emergência em abril e maio, neste ano isso aconteceu em fevereiro e março. Muitos dos decretos já foram prorrogados.

Minas: Governo seca do norte de Minas – Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2801944/pecuaria-e-frutas-padecem-com-seca-no-norte-de-mg

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Governo de Minas: HidroEX apresenta Cidade das Águas em reunião do Programa Hidrológico Internacional

Empreendimento localizado em Frutal é destaque em encontro dos líderes mundiais, que aconteceu durante a Rio+20

 Dentro da programação da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, o Unesco-HidroEX participou da reunião dos Comitês Nacionais e Pontos Focais do Programa Hidrológico Internacional para América Latina e Caribe. Encontro foi realizado no Solar da Imperatriz, no Jardim Botânico, na capital fluminense.

Na presença da gretora-geral-adjunta para Ciências Naturais da Unesco, Gretchen Kalonji e da diretora de Políticas de Ciência, Capacitação e Ciências Naturais da Unesco, Lídia Brito, o presidente do Unesco-HidroEX, professor Octávio Elísio Alves de Brito apresentou o projeto da Cidade das Águas, sediada em Frutal, no Triângulo Mineiro.

Na oportunidade, ele falou do “Condomínio Temático de Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa de Desenvolvimento em Águas”, que foi oficializado no dia anterior pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, com a participação da diretora-geral da Unesco, Irina Georgieva Bokova.

Segundo o presidente, o condomínio é composto por 16 universidades e organismos oficiais voltados para o tema água. Nele, estão oito universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Lavras (Ufla), Viçosa (UFV), Ouro Preto (Ufop), Uberlândia (UFU), Uberaba (UFTM), Itajubá (Unifei) e Alfenas (Unifal), as estaduais Unimontes e Uemg, e a PUC Minas. Também integram o Complexo, a Agência Nacional de Águas (ANA), Embrapa, Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam), Emater e Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

Conforme disse o presidente, durante sua apresentação, todas as instituições presentes no complexo terão como eixo central a gestão, preservação e recuperação das águas, superficiais e subterrâneas. Outro objetivo será a formação de uma nova geração de líderes na gestão da água. Além de atender ao Brasil, a Cidade das Águas tem suas atividades voltadas para os países da América Latina e da África de Língua Portuguesa, promovendo a transferência de tecnologia em gestão de águas para a produção de alimentos. “Este é o caminho que queremos traçar junto ao PHI: educar para as águas”, afirmou Octávio Elísio.

O presidente do Unesco-HidroEX falou também dos programas desenvolvidos na Cidade das Águas e apresentou o NURRI (Núcleo de Referência e Inovação em Irrigação e Recursos Hídricos), que visa fortalecer a agricultura irrigação, com a conscientização dos produtores rurais do uso sustentável da água. Destacou o Centro de Pesquisa Floresta-Escola (Cecafe), que foi implantando em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). Além de laboratórios, o projeto conta com uma área verde, para pesquisas de campo, de 2,4 milhões de metros quadrados, localizada às margens do rio Grande.

Octávio Elísio abordou os projetos voltados  à Educação para as Águas, orientados pelo Programa Hidrológico Internacional (PHI) e citou as cooperações com o Centro Unesco ICCE (Portugal), Centro de Dundee  (na Escócia, voltado para a legislação ligada à gestão hídrica) e com o I-charm (no Japão, que estuda e prevê catástrofes). Estão em estudo parcerias com o Centro de Cinara (Colômbia) e o Iciwarm (Estados Unidos).

Do Unesco-HidroEX também participaram da reunião, o vice-presidente  Alexandre Saad e as diretoras de Pesquisa, Tânia Brito e de Capacitação e Ensino, Sheila Paiva Andrade.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/hidroex-apresenta-cidade-das-aguas-em-reuniao-do-programa-hidrologico-internacional/

Gestão Eficiente: Governador Anastasia anuncia instalação de Condomínio das Águas Unesco-HidroEX

Unidade, em Frutal, no Triângulo Mineiro, atenderá países da América Latina e da Comunidade de língua portuguesa
Wellington Pedro/Imprensa MG
Unesco HidroEX / Divulgação
Condomínio Temático da Cidade das Águas é composto por 16 universidades e organismos oficiais
Condomínio Temático da Cidade das Águas é composto por 16 universidades e organismos oficiais

O governador Antonio Anastasia anunciou, nesta terça-feira (19), durante solenidade no Palácio Tiradentes, a instalação oficial do “Condomínio Temático de Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa de Desenvolvimento em Águas”, a Cidade das Águas Unesco-HidroEX, em Frutal, no Triângulo Mineiro.  O evento teve a participação da diretora geral da Unesco,  Irina Georgieva Bokova.

“Nós, mineiros, somos extremamente orgulhosos e ciosos das nossas riquezas, não só do minério de ferro, do ouro, das pedras preciosas, da nossa riqueza industrial, do capital humano tão diferenciado, mas fundamentalmente somos orgulhosos das nossas águas. As águas de Minas Gerais são conhecidas em todo o mundo. Somos igualmente apelidados ou intitulados como o estado caixa d’água do Brasil. Fora da Bacia Amazônica temos o nascimento das maiores bacias hidrográficas do país. Temos águas minerais conhecidas e aplaudidas pela sua qualidade e por isso mesmo sabemos da riqueza, do que é, e do que são as águas de Minas Gerais”, destacou o governador.

Durante a solenidade, foi firmada parceria entre o Governo de Minas e o Centro Internacional de Excelência em Acidentes Naturais e Gestão de Riscos (Icharm), entidade japonesa especializada no enfrentamento de situações de risco e representada pelo diretor Kuniyoshi Takeuchi. O objetivo é ampliar a base de conhecimento para o uso sustentável da água, a gestão dos recursos hídricos e a prevenção e gestão de desastres urbanos. O Icharm, vinculado à Unesco, sediado em Sukuba (Japão) e considerado um dos mais avançados do mundo, desenvolve estudos e contribui de maneira significativa para o enfrentamento de situações de risco ocorridas no Japão e em outros lugares do mundo.

Cidade das Águas

A diretora geral da Unesco, Irina Georgieva Bokova, falou sobre o HidroEx. “Temos um grande orgulho desta parceria com os governos de Minas e federal. Acreditamos no desenvolvimento sustentável que não pode ocorrer sem a água. Á água é social, é política, é vida, é paz. Sabemos que o HidroEx aborda essa questão da mesma forma e o vemos como o nosso projeto”, disse.

Para o governador Anastasia, as pesquisas que serão desenvolvidas na Cidade das Águas e nos centros congêneres espalhados pelo mundo, servirão para garantir o futuro da humanidade. “Tenho certeza de que a Unesco ao se associar, ao apadrinhar, ao albergar, ao nos dar a guarida da sua respeitabilíssima instituição para esse trabalho do HidroEX, certamente está permitindo que Minas Gerais e o Brasil avancem mais na questão tão delicada que é gestão das águas”, afirmou Anastasia.

Condomínio Temático

O condomínio é composto por 16 universidades e organismos oficiais voltados para o tema.  Nele estão oito universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Lavras (Ufla), Viçosa (UFV), Ouro Preto (Ufop), Uberlândia (UFU), Uberaba (UFTM),  Itajubá (Unifei) e  Alfenas (Unifal), as estaduais Unimontes e Uemg, e a PUC Minas. Também estarão lá a Agência Nacional de Águas (ANA), Embrapa, por meio do Núcleo de Irrigação (NURII) e Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Emater e Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

A Cidade das Águas é um dos 20 centro de categoria II reconhecidos pela Unesco, criado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), com apoio da Unesco e ancorado no Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Unesco-HidroEX).

Ocupa uma área de 374.400 m², onde estão instalados a sede do Centro e os dois primeiros prédios do campus da Uemg, com 66 salas de aula, seis laboratórios e um anfiteatro. Na semana passada, a equipe do arquiteto e urbanista Jaime Lerner concluiu a concepção do projeto urbanístico e paisagístico da Cidade das Águas, que terá perfeita integração com a cidade de Frutal.  O Governo de Minas e o Governo Federal já investiram R$ 50 milhões na consolidação do conglomerado, com a previsão de mais R$ 80 milhões nos próximos dois anos, totalizando R$ 130 milhões.

“A previsão é de que possamos entregar a estrutura física do Unesco HidroEX no final de 2014. Já temos cerca de 30% da estrutura feita. Contratamos mais R$ 62 milhões em obras que incluem os alojamentos, o centro de educação à distância, os laboratórios, que vão permitir o início das atividades do Unesco HidroEX”, explicou secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Nárcio Rodrigues.

Todas as instituições presentes no complexo terão como eixo central a gestão, preservação e recuperação das águas, superficiais e subterrâneas. Outro objetivo será a formação de uma nova geração de líderes na gestão da água. Além de atender ao Brasil, a Cidade das Águas tem suas atividades voltadas para os países da América Latina e da África de Língua Portuguesa, promovendo a transferência de tecnologia em gestão de águas para a produção de alimentos.

Além de protocolo de cooperação com o Centro Unesco ICCE, o Unesco-HidroEX já assinou acordos de cooperação com o Centro de Dundee (na Escócia, voltado para a legislação ligada à gestão hídrica) e com o Icharm (no Japão, que estuda e prevê catástrofes). Estão em estudo parcerias com o Centro de Cinara (Colômbia) e o Iciwarm (Estados Unidos). No Brasil, mantém uma estreita ligação com o Centro de Itaipu, especializado em Hidroinformática.

Espaço Cousteau

A Cidade das Águas vai abrigar o Espaço Cousteau para as águas, projeto a ser desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM). Trata-se de moderna estrutura arquitetônica, com padrão internacional, para abrigar um amplo espaço de visitação com a exposição das atividades de pesquisa desenvolvidas pelo Comandante Cousteau pelos rios e mares do mundo, incluindo o material de expedição pela Amazônia.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governador-anastasia-anuncia-instalacao-de-condominio-das-aguas-unesco-hidroex/

Governo de Minas: prorrogadas inscrições para o Prêmio Excelência em Gestão Pública

O prazo para a entrega dos projetos foi prorrogado para até 13 de junho

Os servidores da administração direta que têm ideias para melhorar a gestão e serviços do Estado ainda podem se inscrever no 7º Prêmio Excelência em Gestão Pública. O prazo para a entrega dos projetos foi prorrogado para até 13 de junho, às 18h.

O prêmio é destinado a servidores públicos do executivo estadual, estagiários ou empregados públicos das empresas participantes (Emater, Epamig e Rádio Inconfidência). Os projetos concorrentes podem ser implementados ou não, desenvolvidos individualmente ou em grupo.

O 7º Prêmio Excelência vai pagar R$ 43,5 mil ao todo aos vencedores, com recursos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Os projetos vencedores de cada modalidade, na categoria servidor, concorrem a prêmios em dinheiro nos valores de R$ 8.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 para primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente, em cada uma das três modalidades. Na categoria estagiário, o primeiro lugar é premiado com a quantia de R$ 1.500.

Além de atenção para não perder o prazo, os interessados em concorrer devem observar as regras do edital (Seplag/SCPRH N.º 01/2012), uma vez que o descumprimento delas leva à desclassificação do trabalho.

A validação de padrão dos projetos ocorre por meio de um software criado exclusivamente para o prêmio. O programa analisa os trabalhos quanto aos parâmetros de caracteres e determina se podem ou não ser enviados para a banca examinadora.

As inscrições devem ser feitas pela internet, no portal da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), no endereço www.planejamento.mg.gov.br. Além da ficha de inscrição, o edital determina o preenchimento do formulário referente ao Termo de Compromisso, também enviado por meio digital.

O Termo de Compromisso, que consta no anexo C do edital, deverá ser preenchido, impresso, assinado e entregue à coordenação do concurso, de segunda a sexta-feira, 08h às 18h, no setor de protocolo do prédio Gerais da Cidade Administrativa, localizada na Rodovia Prefeito Américo Gianeti, s/n, ou nas agências dos Correios, em carta registrada para o mesmo endereço. No último caso, valerá a data da postagem para contagem do prazo, ou seja, 13 de junho. As inscrições somente serão confirmadas após o envio do termo de compromisso.

O prêmio

O 7º Prêmio Excelência em Gestão Pública é organizado pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), com a participação da Fundação João Pinheiro, e com patrocínio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Informações sobre o Prêmio:

www.planejamento.mg.gov.br/governo/choque/premio_excelencia/premio_excelencia.asp

E-mail: premiogestao@planejamento.mg.gov.br

Telefone: (31) 3915-0393

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/prorrogadas-inscricoes-para-o-premio-excelencia-em-gestao-publica/

Gestão anastasia: Programa do Governo de Minas para a qualidade do leite chega ao Norte e Nordeste do Estado

Parceria entre o Polo de Excelência do Leite e os polos de inovação do Norte e Nordeste de Minas vai contribuir para a expansão do Sistema Mineiro de Qualidade do Leite

Divulgação/Sectes MG
A higienização dos utensílios utilizados na ordenha é um dos padrões de qualidade aprimorados pelo projeto
A higienização dos utensílios utilizados na ordenha é um dos padrões de qualidade aprimorados pelo projeto

O setor leiteiro do Norte e Nordeste do Estado vai ganhar um novo estímulo. Com o objetivo de alcançar padrões nacionais e internacionais de exigência, a partir de junho, laticínios e cooperativas dessas regiões receberão instruções sobre como melhorar as práticas de produção. A ação faz parte do programa Sistema Mineiro de Qualidade do Leite (SMQL), desenvolvido pelo Polo de Excelência do Leite e Derivados, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), em parceria com a empresa neozelandesa QConz.

O projeto, iniciado em 2011, atendeu a cerca de 100 indústrias das regiões da Zona da Mata, Sul de Minas e Campo das Vertentes. Após serem capacitadas, essas instituições repassaram, por meio de técnicas simples e de baixo custo – como o Cinturão de Qualidade -, os ensinamentos para os seus produtores rurais.

Com espaços reservados para produtos higienizantes e papel-toalha, o cinturão auxilia o produtor no momento da ordenha, contribuindo para a redução no número de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS) presentes no leite. Ao todo, 1,5 mil produtores rurais já foram beneficiados. “No primeiro laticínio, aplicamos o programa junto a 15 produtores. Hoje, são 600 atendidos”, destaca o coordenador do projeto, Abel Fernandes.

Além de atender às necessidades dos produtores, laticínios e consumidores, o treinamento aborda as normas de produção e qualidade do leite presentes na Instrução Normativa nº 62 – documento do Ministério da Agricultura que oficializa os métodos para análises microbiológicas para controle de produtos de origem animal e água. Assim, o consumidor adquire um produto com maior qualidade, os laticínios passam a ter um ganho na produtividade e é possível aumentar a renda dos produtores, que recebem mais pelo litro de leite.

Parceria fundamental da Emater e dos Polos de Inovação

Na segunda etapa do programa SMQL, 24 unidades processadoras de produtos lácteos do Norte e Nordeste de Minas serão capacitadas em um período de sete meses, que tem início em junho. “Em média, dez a 15 produtores serão capacitados por laticínio, o que significará cerca de 300 produtores rurais beneficiados”, esclarece Fernandes.

Para isso, técnicos dos laticínios locais e da Emater regional serão habilitados pelo programa para realizarem os treinamentos nas cooperativas e laticínios da região. O trabalho da equipe da Emater consistirá, principalmente, na divulgação do programa para os produtores rurais, enquanto os técnicos dos laticínios vão atuar na capacitação dos mesmos. A ação também tem o apoio dos Polos de Inovação, programa da Sectes que busca fortalecer vocações e promover cidadania nas regiões do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Mucuri. Os agentes dessas unidades divulgaram o programa na região com a finalidade de conquistar parcerias, definir estratégias e contratar empresas.

As microrregiões a serem contempladas com o programa são: Araçuaí, Almenara, Janaúba, Januária, Salinas, Teófilo Otoni, Montes Claros e Diamantina.

Nessa nova etapa do projeto, serão investidos pela Sectes e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) R$ 120 mil. Uma contrapartida do mesmo valor também será invetida pelos laticínios. Na primeira fase, as mesmas instituições liberaram, ao todo, mais de R$ 1 milhão.

Como funciona o programa

O projeto-piloto foi baseado em uma metodologia neozelandesa que reúne técnicas simples e econômicas, tanto para a implantação quanto para sua manutenção. Essas experiências foram trazidas pela QConz, que elaborou, em parceria com o Polo do Leite, o sistema de qualidade. O trabalho é realizado em oito dias em cada laticínio, sendo dois dias de consultoria para definir e implantar a infraestrutura de qualidade, três dias de formação em CBT, CCS e antibióticos para ambos os sistemas de ordenha e três dias acompanhando os técnicos do laticínio nas fazendas.

Polo de Excelência do Leite

Ancorado na Embrapa Gado de Leite, o Polo atua desde 2007 na articulação de competências para promover inovações tecnológicas, atender a demandas e atrair negócios para o desenvolvimento sustentável do sistema agroindustrial do leite. O Polo ainda transformou a região em referência nacional e internacional para o setor.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/programa-do-governo-de-minas-para-a-qualidade-do-leite-chega-ao-norte-e-nordeste-do-estado/

Gestão Anastasia: Governo de Minas firma parceria internacional para fortalecer produção cafeeira no exterior

Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento assinou termo de cooperação com a empresa UTZ Certified

Seapa / Divulgação
Secretário Elmiro Nascimento, com representantes da Emater e da UTZ Certified
Secretário Elmiro Nascimento, com representantes da Emater e da UTZ Certified

O Programa de Certificação das Propriedades de Café de Minas Gerais (Certifica Minas), criado pelo Governo do Estado, já é reconhecido pela Câmara de Comércio Sustentável da Holanda como um dos modelos mundiais de sustentabilidade. A informação é de Eduardo Sampaio, representante no Brasil da UTZ Certified, certificadora internacional que assinou um termo de cooperação técnica com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), nesta segunda-feira (21), em Belo Horizonte.

Por meio do acordo, os produtores vinculados ao programa Certifica Minas poderão ajustar as boas práticas de suas propriedades ao código adotado pela UTZ Certified, criado à base do “EurepGAP”, que foi desenvolvido pelos varejistas europeus para garantir segurança alimentar e a utilização de práticas apropriadas na produção de frutas e vegetais. O processo de adequação será facilitado porque as práticas adotadas no Certifica Minas por meio de ações desenvolvidas pelo IMA e a Emater são muito semelhantes às do protocolo da empresa europeia.

Segundo Sampaio, a UTZ e o Certifica Minas têm a mesma filosofia, voltada para a profissionalização do produtor. “A excelência deve ser o controle do custo de produção para a obtenção de uma produtividade econômica máxima, a atenção ao processamento e à venda, com os devidos respeitos sociais e ambientais”, acrescenta. Além disso, o representante apontou a necessidade de uma permanente capacitação das pessoas envolvidas nos projetos da cafeicultura.

De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, a parceria entre a UTZ e o Governo de Minas demonstra a melhoria da qualidade do café produzido no Estado. “Hoje buscamos não só o aumento da produção e da produtividade, mas também da qualidade do produto que chega ao mercado”, disse o secretário.

Ainda segundo Elmiro Nascimento, a decisão de buscar o acordo de cooperação com o Certifica Minas teve por base o reconhecimento as certificações internacionais precisam partir para um alinhamento com os procedimentos dos programas de certificação nacionais. “É importante que se trabalhe em união para a definição de modelos de certificação que possam servir de exemplo”, afirma.

Novos diferenciais

A cooperação deverá possibilitar diferenciais reconhecidos no mercado externo para a obtenção da certificação internacional da propriedade, qualidade e origem do café, após a auditoria definitiva a ser realizada por uma instituição independente.

Um dos compromissos da Secretaria e suas vinculadas é difundir o trabalho da UTZ na parceria para a certificação das propriedades cafeeiras do Estado. Serão utilizados os meios de comunicação próprios das entidades. Além disso, nos encontros de produtores e técnicos serão também divulgados os benefícios que o acordo pode gerar para as propriedades integradas ao Certifica Minas.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-firma-parceria-internacional-para-fortalecer-producao-cafeeira-no-exterior/

Governo de Minas: Circuito dos Diamantes cria arte para o mundo

Agricultura Familiar amplia horizontes com a profissionalização do artesanato no Vale do Jequitinhonha

Bonecas de palhas originalmente coloridas exportadas para a Itália e Alemanha; ampliação de espaços no mercado consumidor interno por meio de lojistas de renome e a inserção do Circuito dos Diamantes no Programa Talentos do Brasil Rural, que na Copa do Mundo de 2014 terá o objetivo de divulgar e comercializar produtos oriundos da agricultura familiar para turistas de várias partes do mundo que vierem ao Brasil.

Estas são algumas das conquistas que cerca de 450 artesãos residentes em 12 municípios integrantes do Circuito dos Diamantes, no Vale do Jequitinhonha, obtiveram nos últimos seis anos por meio de várias ações implementadas pelo Governo de Minas. O trabalho investe na profissionalização da atividade artesanal que, no Vale do Jequitinhonha, se constitui numa das principais fontes de geração de emprego e renda para centenas de famílias.

O trabalho de organização dos artesãos do Vale do Jequitinhonha implementado pela Emater, é voltado para o desenvolvimento e consolidação de arranjos produtivos locais. O foco das ações envolve o desenvolvimento de novos produtos; formação de grupos e organização de pequenas associações comunitárias, levando-se em conta as peculiaridades e as tradições de cada município na exploração da atividade artesanal.

“Muitas famílias se mantêm a partir da dedicação ao artesanato que, no caso do Vale do Jequitinhonha, se constitui numa atividade altamente includente, envolvendo homens e mulheres de todas as idades” – ressalta o coordenador técnico da Emater, Dario Magno de Miranda Maia.

Vocação regional

Em cada município a Associação Vale Circuito é composta por pequenas associações comunitárias, através das quais a Emater tem viabilizado a realização de treinamentos voltados para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de produtos, bem como o acesso a mercados. A ênfase no associativismo tem sido uma das prioridades.

“A grande opção da agricultura familiar é a agroindústria. Quando se agrega valor à produção, pequenos produtores obtêm ganhos significativos o que se reverte na fixação do homem no campo e na melhoria da qualidade de vida”, explica a coordenadora regional da Emater e gestora do Projeto Artesanato no Vale do Jequitinhonha, Maris Stela Pires Lima.

Um dos exemplos de sucesso do trabalho que conta com o apoio do Governo de Minas é a exportação de bonecas de palhas coloridas para a Alemanha e Itália, envolvendo artesãos da comunidade de Planalto de Minas. Nos últimos dois anos as exportações já aconteceram três vezes.

Sempre Vivas: foco na sustentabilidade

Com apoio da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), 29 famílias integrantes da Associação de Artesãos de Sempre Vivas da localidade de Galheiros, zona rural de Diamantina, iniciaram recentemente a implementação de pesquisas voltadas para a reprodução de espécies de sempre vivas ameaçadas de extinção.

“A principal fonte de renda das famílias de Galheiros é o artesanato. A agricultura existente na região é de subsistência e, por isso, estabelecemos parcerias com a Emater, IEF, Instituto Brasileiro de Proteção do Meio Ambiente (Ibama) e Universidade Federal visando desenvolvermos técnicas de preservação de várias espécies de sempre vivas. Trata-se de matéria-prima fundamental para a manutenção do nosso trabalho e sobrevivência – salienta a secretária da Associação de Artesãos de Sempre Vivas, Juraci Borges da Silva. As pesquisas implicam em plantio de espécies ameaçadas de extinção e técnicas de manejo e de exploração.

Criada em 2001 a Associação, que conta com a participação de dez artesãos do sexo masculino, tem conquistado clientes em vários estados através da participação em feiras e exposições realizadas nas principais capitais do Centro/Sul do país. Além da comercialização no tradicional e histórico Mercado de Diamantina, há cinco anos os artesãos atendem encomendas de lojistas. “Em determinadas épocas do ano chegamos a receber encomendas de até mil peças. Assim que entregamos os produtos recebemos o pagamento. Nunca tivemos prejuízo”, comemora Juraci Silva.

As atividades em favor da produção artesanal são desenvolvidas pela Emater e contam com a participação da Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas (Sedvan), do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Instituto Estadual de Florestas (IEF), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Também estão diretamente envolvidas no trabalho as prefeituras de Diamantina, Alvorada de Minas, Felício dos Santos, Santo Antônio do Itambé, Serro, Presidente Kubitschek, Datas, Gouveia, Monjolos, Couto de Magalhães, Rio Preto e Senador Modestino, que compõem o Circuito dos Diamantes.

Copa do Mundo abre novos horizontes

Este ano a Associação Vale Circuito foi selecionada pelo governo federal para participar do Programa Talentos do Brasil Rural, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O objetivo é valorizar e ampliar a divulgação da agricultura familiar, principalmente durante a Copa do Mundo de 2014.

No tradicional mercado de Diamantina, a Associação Vale Circuito comercializa peças com preços variando de R$ 5,00 a R$ 450,00. De tapetes arraiolo, a bonecas de palha, bordados, panos de prato, caminhos de mesa, passando por artesanato de argila, de sempre vivas e de cabaças, a loja comercializa mensalmente uma média de 800 peças. O movimento é concentrado nos finais de semana, especialmente nas famosas vesperatas de Diamantina.

“Para mim, independentemente do preço, cada peça vendida tem um grande significado. O valor arrecadado é integralmente repassado ao autor da obra que, em muitos casos, tem na atividade sua principal fonte de sobrevivência”, explica a gestora do Centro de Comercialização da Associação Vale Circuito, Aparecida Angélica Medeiros.

Vaticano

A artesã e dirigente da Associação Ciranda Cirandinha do município de Datas, Aracy Cardoso, atesta que o trabalho de profissionalização do turismo no Vale do Jequitinhonha tem proporcionado o alcance de resultados positivos. Envolvendo 17 artesãos especializados na produção de peças do Divino Espírito Santo, o grupo é um dos destaques na participação em feiras e exposições realizadas em todo o país. “Aqui temos pessoas que sobrevivem apenas da produção de artesanato”, ressalta Aracy.

No ano passado, em apenas uma feira o grupo comercializou cerca R$ 30 mil. As peças esculpidas em madeira maciça e revestidas com lâminas também de madeira decoram igrejas e casas em várias regiões do país e também um dos salões do Vaticano, em Roma. O presente foi entregue ao papa João Paulo II, numa de suas viagens ao Brasil.

Terapia

Por meio do Instituto Milho Verde, integrante da Associação Vale Circuito, 18 agricultoras da comunidade Barra da Cega, localizada na zona rural do município de Serro, dedicam parte do dia à produção de bordados. O trabalho foi difundido na comunidade pela agricultora, Maria José Matos Oliveira que, por recomendação médica, foi orientada a desenvolver outras atividades para combater a depressão.

“Me dediquei à produção de bordados e consegui superar os problemas de saúde. Como outras mulheres da comunidade não tinham uma atividade que lhes proporcionassem renda, resolvi ensiná-las e o resultado tem sido muito bom”, revela Maria Oliveira.

Atualmente, além de blog na internet, as bordadeiras de Barra da Cega participam de feiras e exposições através das quais tem incrementado a comercialização dos produtos que se diferenciam no mercado por utilizar retalhos e a criatividade das próprias artesãs.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/circuito-dos-diamantes-cria-arte-para-o-mundo/

Governo de Minas: pesquisas da Epamig consolidam sistema de produção eficiente de leite

Na última década, Epamig foi a empresa de pesquisa agropecuária que mais gerou tecnologias para o sistema de produção de leite em gado F1

José Reinaldo Mendes Ruas/EPAMIG

O Brasil é o sexto maior produtor mundial de leite. Minas Gerais destaca-se por ter o maior rebanho bovino leiteiro, além de ser o maior produtor nacional. O Estado produz 8,4 bilhões de litros, representando 27,3% do total produzido no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma das principais características do rebanho bovino no Brasil é sua composição: 74% das vacas são mestiças e produzem 1.276 kg de leite por lactação. Minas possui 7,4 milhões de fêmeas, sendo 5,4 milhões cabeças em lactação, o maior plantel do país.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolve pesquisas para o sistema de produção de leite com vacas mestiças há 14 anos. Esse sistema utiliza fêmeas F1 (cruzamento de Holandês e Zebu – HZ), mantidas em regime de pasto durante o verão e suplementadas em cocho com volumoso (tais como silagens de milho, sorgo e capineiras; os fenos, a cana-de-açúcar e as palhadas) durante o inverno. Na última década, a Epamig foi a empresa de pesquisa agropecuária que mais gerou tecnologias para o sistema de produção de leite em gado F1. As pesquisas têm como base animais mestiços, que têm proximidade maior com a realidade do produtor mineiro e brasileiro.

Embora seja o maior estado produtor de leite, Minas Gerais ainda apresenta baixos índices de produtividade. Segundo o pesquisador da Epamig, José Reinaldo Mendes Ruas, a pecuária é uma atividade desenvolvida, principalmente, em sistema de pasto e este pasto está hoje com alto nível de degradação. “A Epamig, responsável pela pesquisa agropecuária de Minas Gerais, tem a oportunidade de contribuir para a mudança deste quadro”. O pesquisador conta que desde 1998 são desenvolvidas pesquisas em sistema de produção de leite na Fazenda Experimental de Felixlândia (FEFX), no Centro-Oeste do Estado, e, atualmente, a fazenda é referência devido aos diversos projetos desenvolvidos – em parceria com universidades e com apoio de diversas fontes fomentadoras estaduais e federais. A Fazenda de Felixlândia possui área de 890 hectares, com solos de cerrados em sua maior extensão.

Além das pesquisas, são realizados na FEFX cursos, treinamentos, dias de campo e visitas técnicas. Através do Programa Estadual da Cadeia Produtiva do Leite (Minas Leite), lançado em 2005 e coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), foram capacitados na FEFX mais de 500 participantes, dentre eles técnicos, produtores rurais, estudantes e, principalmente extensionistas.

“A integração com a extensão é muito positiva, pois os profissionais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) têm mais contato com o produtor rural, que será o grande beneficiado com a utilização dessas novas técnicas”, afirma o gerente da FEFX, Arismar de Castro.  O Minas Leite já atende a 1.036 propriedades de agricultores familiares do Estado. Em 2011, houve um crescimento de 62% em relação ao volume de fazendas incluídas até o ano anterior, segundo o coordenador do programa pela Seapa, Rodrigo Puccini Venturin.

De acordo com o pesquisador José Reinaldo, nesses anos de pesquisa as avaliações econômicas apontaram que é possível produzir leite com rentabilidade. “Quando iniciamos as pesquisas em gado de leite F1, na FEFX, as vacas produziram em torno de 2.000 kg por lactação na primeira cria. Com a adoção das tecnologias geradas pelo próprio sistema – aumento de peso, amansamento, frequência de ordenha – essa produção ultrapassou 3.000 kg na primeira cria”, explica Ruas. Os resultados demonstraram que vacas F1 foram capazes de produzir bezerros de qualidade, quando considerados o ganho médio diário e o peso do desmame, podendo contribuir para a sustentabilidade da produção. “A venda desses bezerros pode complementar a receita da propriedade”, explica o pesquisador.

José Reinaldo afirma que o Sistema desenvolvido pela Epamig demonstra que fêmeas F1 HZ mostraram-se eficientes para produzir bezerro e leite em sistema de pastagens nas condições do Brasil Central. Quando o produtor chega na Fazenda Experimental de Felixlândia ele se identifica com o modelo de produção da Epamig e vê a possibilidade de adotá-lo em sua propriedade”, ressalta.

Segundo o pesquisador, as tecnologias geradas permitem flexibilidade e oferecem vantagens econômicas, além de serem de fácil aplicabilidade e de administração simples. “Fatores como localização da propriedade, processos gerenciais adotados, tamanho de rebanho e qualidade da mão de obra podem causar diferenças, portanto, é importante o acompanhamento zootécnico e financeiro do Sistema de Produção”, alerta.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/pesquisas-da-epamig-consolidam-sistema-de-producao-eficiente-de-leite/

Governo de Minas: Secretário de Agricultura participa da solenidade de abertura da Expozebu em Uberaba

Ações de apoio ao agronegócio, desenvolvidas em Minas, serão expostas em estande

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, participa nesta quinta-feira (03) da solenidade de abertura da 78ª Exposição Internacional de Gado Zebu (Expozebu). A feira, realizada anualmente em Uberaba, no Triângulo Mineiro, é considerada a maior mostra de zebuínos do mundo.

Além de exposição e julgamentos de animais das raças zebuínas, leilões, shoppings, concurso leiteiro, dentre outras atividades técnicas, o evento reúne lideranças e empresas de diversos segmentos, com destaque para aquelas que compõem o setor produtivo do agronegócio.

A Secretaria de Agricultura montou um estande na Expozebu, onde o público pode conhecer o trabalho desenvolvido pelo Governo de Minas, principalmente pela Emater, Epamig e IMA. O local também funciona como um plantão técnico.

“A Expozebu é um grande centro de debates sobre o desenvolvimento da pecuária nacional, destacando-se ainda como importante polo de encontro da cadeia produtiva da carne e do leite”, enfatiza o secretário Elmiro Nascimento.

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), entidade promotora da feira, a Expozebu é a vitrine e o ponto de partida para o atual estágio de evolução e desenvolvimento genético em que se encontra o rebanho zebuíno brasileiro, que hoje corresponde a mais de 80% do rebanho bovino nacional. Ainda de acordo com a associação, a Expozebu deverá reunir este ano cerca de 3 mil exemplares de bovinos das raças nelore, gir, guzerá, indubrasil, entre outras.  O público esperado é de aproximadamente 300 mil pessoas, incluindo visitantes estrangeiros de mais de 20 países.

A 78ª Expozebu conta com o apoio do Governo de Minas e segue até o dia 10 de maio, no Parque de Exposições Fernando Costa, em Uberaba.

Serviço:

Abertura oficial da 78ª Expozebu – Exposição Internacional de Gado Zebu

Data: 3 de maio

Horário: 10 horas

Local: Parque de Exposições Fernando Costa, Uberaba

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/secretario-de-agricultura-participa-da-solenidade-de-abertura-da-expozebu-em-uberaba/

Governo de Minas: centros vocacionais tecnológicos preparam população para o mercado de trabalho

Cursos gratuitos chegam aos quatro cantos de Minas, numa parceria entre Estado e municípios

Divulgação/Sectes
Jovens que realizaram o curso de marketing pessoal e postura pessoal no CVT de Taiobeiras
Jovens que realizaram o curso de marketing pessoal e postura pessoal no CVT de Taiobeiras

Apesar de aquecido, o mercado de trabalho está cada vez mais exigente. Atento a isso, o Governo de Minas trabalha com a profissionalização em várias frentes. Pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), possui a Rede de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs), que trabalha a inclusão social ao oferecer cursos profissionalizantes em mais de 80 municípios do Estado.

Nos últimos meses, os CVTs de Frutal, Lagoa Santa, Monte Carmelo, Muriaé, Pitangui, Santa Rita do Sapucaí e Taiobeiras capacitaram mais de 500 pessoas.

A unidade de Frutal organizou, no dia 23 de março, cerimônia de entrega de certificados para 23 alunos dos cursos de auxiliar administrativo e recepcionista. As capacitações foram resultado da parceria firmada com o Serviço Nacional do Comércio (Senac), que possui o Programa Senac Gratuidade. O projeto tem por objetivo ofertar cursos gratuitos para alunos que estejam cursando, ou já tenham concluído a educação básica, e trabalhadores empregados ou desempregados. Na oportunidade, foram assinados termos de parcerias com entidades, como Sebrae Minas, Microlins, que já trabalhavam anteriormente com o CVT, como forma de dar continuidade aos trabalhos.

No início de março, o CVT de Lagoa Santa realizou cerimônia para entrega de certificados aos mais de 400 alunos que participaram de cursos presenciais realizados pela unidade entre os anos de 2011 e 2012. Nesse período, foram finalizadas mais de 30 capacitações, entre elas destacam-se as de condutor de turismo e atrativos turísticos, aperfeiçoamento em corte e escova, garçom e hardware: montagem e manutenção de computadores.

Em Monte Carmelo, a população é beneficiada pelos cursos gratuitos de música que o CVT local promove. Entre os meses de novembro de 2011 a março de 2012, mais de 80 alunos já foram beneficiados com as aulas de violão e instrumentos de sopros. “Contamos com vários instrumentos para o uso dos alunos, como violão, clarineta, saxofone, bateria e contrabaixo”, ressaltou a coordenadora geral do CVT, Vanusa Paz. As aulas são ministradas pelo coordenador do laboratório de música do CVT, Kleber Messias, e também, maestro da banda municipal da cidade.

A unidade de Muriaé certificou, em 16 de março, alunos do curso de costura industrial. A solenidade aconteceu no prédio do CD Moda e contou com a presença de autoridades e convidados dos 32 formandos.

Para a coordenadora geral do CVT, Maria Aparecida de Araújo, “o CVT trabalha com qualidade e responsabilidade pela qualificação profissional, por meio de seus laboratórios. Certificar novos profissionais é concretizar um trabalho sério e comprometido com a inserção social”, disse Zini Tanus, coordenadora do laboratório vocacional da unidade. Ela acrescentou que o curso de costura Industrial oferecido pelo CVT tem contribuído para atender às necessidades da comunidade e a demanda do mercado produtivo, o que leva à diminuição do índice de desemprego e, consequentemente, ao aumento na renda familiar.

O CVT de Pitangui promoveu, em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos do município, o curso aproveitamento integral de alimentos. A capacitação, que aconteceu nos dias 12 e 13 de março, foi ministrada por Maria José de Rezende e contou com a participação de nove alunos.

Segundo Karla Ferreira, coordenadora do laboratório vocacional do CVT Pitangui, a intenção é diminuir o desperdício, usando o alimento de forma integral, visto que as verduras e as folhas em geral, sementes, cascas e talos de hortaliças são ricas em fibras insolúveis, isto é, auxiliam no funcionamento do intestino grosso e reduzem a incidência de cânceres de pâncreas, cólon, reto, mama e útero.

A tradicional festa de Santa Rita de Cássia, realizada anualmente pela cidade de Santa Rita do Sapucaí, foi o que motivou o CVT local a realizar o curso de cartucho para festas. No final de fevereiro, 15 pessoas participaram da capacitação ministrada pela integrante do programa Bem Estar Social da Emater. “Quanto mais pessoas aprenderem essa atividade, mais voluntários podem surgir atendendo às necessidades da cidade”, esclareceu a coordenadora geral do CVT, Mariney de Oliveira. Ela destaca que a unidade vai continuar realizando esse curso, pois as vagas são preenchidas rapidamente, havendo interesse de muitos na cidade. O cartucho é uma embalagem feita de cartolina e papel crepon, utilizado em festas, como quermesse, para colocar doces. Todo dia 22 de maio, os moradores de Santa Rita do Sapucaí recebem romeiros, com barracas de comida e artesanato. As preparações para o evento começam desde o início do ano, período em que várias mulheres ajudam a confeccionar cartuchos.

Jovens e mulheres foram beneficiados pelo CVT de Taiobeiras durante o mês de março. Treze adolescentes participaram do curso de marketing pessoal e postura profissional, ministrado pelo coordenador geral da unidade, Welton Silveira. Com temas como etiqueta profissional, técnicas de comunicação e dicas de como se vestir, a capacitação teve o objetivo de atender às pessoas que buscam melhorar o desempenho no mercado de trabalho. Após firmar parceria com a empresa Moto Nanuque Honda, o CVT de Taiobeiras ofereceu gratuitamente o curso de pilotagem com segurança para mais de 30 mulheres. A ação foi composta por aula teórica e prática realizada na moto pista, com a presença de vários instrutores da autoescola Truck Pilot. “Iniciativas como essa engrandecem o trabalho do CVT. Agradeço as empresas Moto Nanuque Honda e Truck Pilot pelo apoio e, claro, a todas as mulheres que participaram do curso”, afirmou Welton.

Para saber quais os cursos que os CVTs de sua região estão oferecendo, acesse o http://www.inclusaodigital.mg.gov.br/agenda/.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/centros-vocacionais-tecnologicos-preparam-populacao-para-o-mercado-de-trabalho/