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Emprego: Minas criará quase 70 mil vagas em 7 anos

Emprego: 88 empresas firmaram no ano passado protocolos de intenção com o governo mineiro os investimentos são de R$ 18,8 bilhões.

Geração de Empregos em Minas

Fonte: Estado de Minas 

Investimentos mostram custo do emprego em MG

Levantamento revela que 88 projetos vão gerar 66,9 mil postos de trabalho no estado nos próximos sete anos, sendo que, na média, cada um deles vai exigir aporte de R$ 281,3 mil

Definidos num período de cautela com as incertezas que rondam a economia mundial e a brasileira, os 66.876 empregos que a iniciativa privada promete criar nos próximos sete anos em Minas Gerais vão exigir aportes de R$ 281,3 mil, em média, por posto de trabalho. As vagas serão criadas tanto no quadro de pessoal direto, quanto no das fornecedores das indústrias, da construção civil, do comércio e das empresas prestadoras de serviços para atender um ciclo de investimentos de R$ 18,8 bilhões no estado. Os aportes por emprego foram estimados pelo economista e consultor Felipe Queiroz, com base nos protocolos de intenção de investimentos – 88 ao todo – firmados pelas empresas com o governo mineiro de janeiro a novembro de 2013.

Os projetos da indústria química se destacam com o maior volume de recursos em proporção da criação de empregos. São R$ 2,095 milhões para cada uma das 1.171 oportunidades que o setor pretende abrir em toda a cadeia de produção. O segundo destaque ficou com as pequenas centrais e usinas hidrelétricas, as quais vão demandar R$ 1,806 milhão por emprego, num total de 72 vagas. Âncora do balanço de investimentos ainda parcial divulgado no mês passado, as mineradoras de ferro vão aplicar R$ 1,125 milhão para criar cada uma das 10.768 vagas previstas na abertura de jazidas e ampliação de complexos minerários no estado.

O estudo feito pelo economista Felipe Queiroz, a pedido do Estado de Minas, alerta para a importância que a geração de empregos ganha neste ano, tendo em vista o fôlego menor que a economia já vem demonstrando para gerar postos de trabalho, embora a taxa de desemprego, de 4,6% em novembro, esteja no menor nível da série histórica pesquisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De janeiro a novembro do ano passado, foi positivo o saldo de empregos formais gerados na economia brasileira (contratações menos demissões), de 1,546 milhão de postos de trabalho, mas significou o pior resultado desde 2003, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Felipe Queiroz diz que é positiva a diversidade de investimentos anunciados para Minas, em que sobressaem setores com projetos de peso em tecnologia e que geram valor para toda a cadeia de produção que carregam. “Até mesmo os segmentos que vão criar uma quantidade menor de vagas, como os projetos das pequenas centrais elétricas, têm grande importância no benefício de estimular fornecedores e prestadores de serviços”, afirma.

Exemplo disso são os aportes anunciados para os próximos anos nas áreas de biodiesel, alimentos e agronegócio. Eles somam investimentos previstos de R$ 2,76 bilhões, representando 14,7% do bolo total que o estado vai receber, e são responsáveis por 46% dos empregos a ser criados. Ainda assim, a indústria minerometalúrgica, setor tradicional da produção mineira, confirmou sua liderança. Com recursos de R$ 12,7 bilhões anunciados até 2020, mais de dois terços da cifra global, vai criar 13.375 empregos, 20% da projeção no balanço.

Sustentável O investimento de longo prazo na criação de postos de trabalho é o que de melhor um país pode esperar, observa Guilherme Veloso Leão, gerente de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). “É o mais sustentável. Quando a geração de emprego ocorre porque a empresa aumenta a sua produção num dado momento, se a economia perde ritmo, ela pode ter que dispensar esse trabalhador mais à frente”, afirma. Outros dois fatores essenciais são um ambiente mais seguro para o setor privado trabalhar e regras institucionais estáveis.

Na indústria de alimentos, que deverá investir R$ 97,4 mil por emprego nos próximos anos em Minas, o engenheiro mecânico Marcelo Luiz Costa Ferreira, especializado em desenvolvimentos de projetos, percebe demanda ativa por profissionais qualificados. “O setor vive um período de investimentos em modernização tecnológica e de melhorias na distribuição de produtos. Busca gente cada vez mais qualificada, com visão do cliente, da qualidade e de processos eficientes de produção”, afirma. Com 10 anos de experiência no ramo de alimentos, ele assumiu em novembro a função de gerente de projetos da Forno de Minas, fabricante de pães de queijo e alimentos congelados semiprontos. A valorização profissional na área é, para ele, uma tendência.

Travas. O alto custo do investimento privado no Brasil dificulta a geração de empregos, o que preocupa neste ano, em razão das novas previsões de baixo crescimento da economia. “Temos uma carga tributária difusa e que incide em cascata, além da logística cara no país. Outro fator é a burocracia”, diz o economista Felipe Queiroz. Para o presidente da Forno de Minas, Helder Mendonça, a elevação da taxa básica de juros – a Selic, que remunera os títulos do governo no mercado financeiro e serve de referência nas operações nos bancos e no comércio, está em 10,5% ao ano – agravou a baixa disposição para os investimentos na produção.

“Sabemos que o mercado consumidor tem potencial para crescer, mas a condição de nos endividarmos para investir num cenário tão duvidoso faz com que as empresas pensem duas vezes”, afirma. A Forno de Minas está concluindo um programa de investimentos de R$ 25 milhões em expansão da produção e melhorias de produtividade. Neste ano, a empresa já definiu recursos de R$ 15 milhões. Segundo Mendonça, ainda que a indústria invista em automação do processo produtivo, necessita gerar muitos empregos nas áreas comercial e de logística.

Mais dinheiro

O balanço parcial de empréstimos feitos no ano passado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) indica liberações, de janeiro a outubro de 2013, de R$ 12,963 bilhões para Minas Gerais, volume de recursos 40% superior ao dos primeiros 10 meses de 2012 (R$ 9,257 bilhões). O comércio e o setor de prestação de serviços participaram com a maior parcela, de R$ 4,356 bilhões, seguidos dos projetos da indústria, com crédito de R$ 4,064 bilhões. Empreendimentos na área de infraestrutura receberam outros R$ 3,095 bilhões. Em todo o Brasil, a instituição liberou R$ 148,807 bilhões, 36,6% a mais na mesma base de comparação.

Choque de Gestão: Anastasia lança livro sobre gestão eficiente

“Do Choque de Gestão à Gestão para a Cidadania”, livro conta trajetória de Aécio e Anastasia na gestão eficiente de Minas.

Choque de Gestão: gestão eficiente em Minas

Fonte: Agência Minas 

Livro detalha processos e registra avanços alcançados por Minas nos dez anos do Choque de Gestão

O crescimento do Produto Interno Bruto de Minas Gerais acima da média nacional, na última década, o salto dos indicadores educacionais do Estado e a queda da taxa de mortalidade infantil no Estado são alguns dos resultados apresentados no livro “Do Choque de Gestão à Gestão para a Cidadania – 10 Anos de Desenvolvimento em Minas Gerais”, publicação lançada pelo governador Antonio Anastasia, nesta quinta-feira (19), no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Em pronunciamento, Anastasia relembrou a implantação do Choque de Gestão e ressaltou a importância de que as administrações públicas tenham gestões eficientes e racionais. “Em 2003, ao mesmo tempo em que se iniciava um procedimento de mudança e modernização do Estado, o modelo teve um fundamento de demonstrar que a gestão é um tema central no dia a dia dos governos. No Brasil, acostumamos, durante muito tempo, a ter muito governo e pouca administração. Mas devemos ter mais administração, mais racionalidade, mais conhecimento técnico, mais carreiras, mais meritocracia para que o governo consiga alcançar os seus resultados de diretrizes governamentais e políticas legítimas, referendadas pelas urnas, mas que precisam de um arcabouço, de uma estrutura administrativa, que é exatamente a gestão”, afirmou Anastasia.

Ao documentar o percurso cumprido pelo Governo do Estado desde 2003, a obra mostra as três fases do modelo: Choque de Gestão (2003 a 2006), Estado para Resultados (2007 a 2010), e Gestão para Cidadania/Estado em Rede (a partir de 2011). Além da consolidação da cultura do planejamento, a publicação destaca as mudanças feitas peloGoverno de Minas na gestão do capital humano, essencial para a modernização gerencial. Isso ocorreu com a valorização de gestores e com a formação de lideranças. De forma inédita no país, a meritocracia ganhou espaço no serviço público estadual.

O livro

A publicação, com 15 capítulos, tem prefácio do governador Anastasia e apresentação do senador Aécio Neves, governador de Minas Gerais quando o Choque de Gestão foi implementado.

A secretária de Estado de Planejamento e GestãoRenata Vilhena, destacou o fato de a publicação servir como um registro da experiência. “É uma trajetória bem sucedida de gestão que teve início em 2003, onde, através de uma série de tecnologias inovadoras de gestão, nós pudemos alcançar indicadores muito importantes para o desenvolvimento de Minas Gerais. Diante disso, nos sentimos na obrigação de compartilhar todo esse conhecimento adquirido”, disse.

O livro também mostra os avanços do Estado de Minas Gerais em diversas áreas, dentre elas, a ampliação dos investimentos públicos do Estado especialmente em áreas consideradas estratégicas, como educação, saúde, defesa social e infraestrutura.

A taxa de mortalidade infantil teve uma queda de 27%, entre 2002 e 2011, passando de 18 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas para 13 óbitos. O índice de crimes violentos teve uma redução de aproximadamente 37%, entre 2003 e 2012, passando de 550 por grupo de cem mil pessoas para 347,7. Além disso, quase todas as cidades mineiras passaram a receber sinal de telefonia celular e acesso por meio de estradas asfaltadas.

A publicação também destaca a implementação de iniciativas complementares ao Choque de Gestão, como o estabelecimento de parcerias com a iniciativa privada (as chamadas PPPs), a integração entre os serviços administrativos do Estado, a implantação da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves e, ainda, o controle informatizado das compras governamentais, o amplo programa de desburocratização e a simplificação de processos administrativos.

Foco nos resultados

O livro aponta que Minas foi o primeiro Estado a tornar obrigatória a frequência de crianças com seis anos na escola. Em função desta e de outras iniciativas, a educação pública do Estado é considerada atualmente uma das melhores do país. Em 2013, alunos da rede mineira sagraram-se, pela sétima vez consecutiva, campeões da Olimpíada Brasileira de Matemática. Além disso, escolas estaduais mineiras estão no topo do ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do Ministério da Educação.

Na área da saúde, o Governo de Minas investiu na melhoria da rede hospitalar e na descentralização dos serviços de saúde. De acordo com o governo federalMinas possui o melhor sistema de saúde pública do país. Programas como o Mães de Minas, que faz o acompanhamento intensivo de gestantes e recém-nascidos, proporcionaram uma drástica redução no índice de mortalidade de infantil do Estado.

Na área de Defesa Social, o governo também tem avançado no combate à criminalidade. Pelo terceiro ano consecutivo, Minas é o Estado que mais investe em segurança pública no país, proporcionalmente ao orçamento.

Outro ponto abordado são os avanços obtidos na área social por meio de programas como o Travessia, que se diferencia por levar em conta, além da renda, outras variáveis como privações relacionadas à saúde, à educação e ao saneamento básico.

Um mapa de privações feito em cada domicílio – chamado Porta a Porta – permite que as políticas públicas do Governo de Minas sejam desenvolvidas de forma mais eficiente, com busca de soluções estruturais e não assistencialistas, para além de um simples programa de transferência de renda. Em função dessa política social, Minas cumpriu antecipadamente sete dos oito objetivos do Milênio definidos pelas Nações Unidas e propôs novas metas, ainda mais ousadas.

Infraestrutura e atração de investimentos

Entre 2003 e 2012, foram efetivados R$ 163 bilhões em investimentos públicos e privados em todas as regiões mineiras. Nos últimos anos, o Governo do Estado tem concentrado seus esforços para atrair empreendimentos da chamada “Nova Economia”, cujos principais insumos são o conhecimento e alta tecnologia. Entre os exemplos de empresas dessa área estão fábricas de helicópteros, locomotivas, insulina e semicondutores (chips eletrônicos), que já se instalaram ou estão em processo de instalação no Estado.

Devido às inovações gerenciais implantadas, Minas saiu da situação de desequilíbrio fiscal registrado em 2003 para uma sólida condição financeira. Na última década, foi o Estado que mais ganhou participação no PIB nacional. Minas é também o segundo estado em geração de empregos e a Região Metropolitana de Belo Horizonte exibe a menor taxa de desemprego. Além disso, há vários anos, a balança comercial brasileira só alcança superávit graças ao bom desempenho das exportações mineiras.

A solidez financeira é atestada também pela boa avaliação recebida pelo Estado por parte das agências internacionais de risco. Em agosto deste ano, a Standard & Poor’s reafirmou os ratings de crédito em grau de investimento concedidos a Minas inicialmente em 2012.

Em outubro foi a vez Moody’s confirmar o rating do Estado. De acordo com a agência, essa classificação reflete o bom desempenho estadual, além do ambiente operacional estável. Entre os pontos positivos considerados no relatório da Moody’s, destacam-se a crescente e sólida fonte de arrecadação própria e uma base econômica diversificada, a manutenção da tendência dos saldos operacionais brutos e superávit financeiro, além de políticas e práticas de gestão claras.

Terceira fase e reconhecimento internacional

O modelo de gestão está em sua terceira geração, denominada Gestão para a Cidadania. Nesta etapa, iniciada em 2011, o Estado busca a participação da sociedade civil na construção e no acompanhamento das políticas públicas. Por meio do “Estado em Rede”, secretarias estaduais trabalham para acompanhar e efetivar as prioridades definidas em encontros regionais, em parceria com agentes locais.

Uma década depois que começou a ser implantado, o Choque de Gestão é uma referência nacional e até internacional em administração pública. Delegações de diversos municípios, estados, países e organismos internacionais têm visitado o Estado para conhecer de perto as boas práticas que o Governo de Minas tem desenvolvido em várias áreas. Apenas no último ano, a Secretaria de Planejamento e Gestão de Minas Gerais e outras instituições estaduais receberam cerca de 50 missões, alguns delas por indicação do Banco Mundial.

Durante a solenidade, Anastasia agradeceu o empenho dos servidores públicos do Estado para que os resultados demonstrados no livro fossem alcançados. “A publicação é uma iniciativa de todo o corpo funcional do Estado. Todos estão ali retratados. Todos tiveram o seu trabalho e o seu esforço reconhecidos. Os resultados que alcançamos são fruto do trabalho de uma imensa equipe, de alguma centena de milhares de servidores que, em conjunto, nos ajudaram a chegar a esse ponto. Tenho certeza que, daqui a algumas dezenas de anos, quando as pessoas forem estudar o que aconteceu em Minas Gerais nesta época, vão ter esse documento e vão perceber quantos avanços ocorreram de modo extremante inovador, ousado e até mesmo corajoso”, finalizou o governador, lembrando que livro possui as digitais de todos os mineiros.

Também participaram do evento, o vice-governador Alberto Pinto Coelho, o presidente do BDMG, Matheus Cotta, secretários de Estado, o vice-prefeito de Belo Horizonte, Délio Malheiros, servidores públicos estaduais, além de lideranças empresarias e políticas.

Anastasia inova e adota ferramenta de gestão sustentável

Minas: Anastasia adota ferramenta sustentável inédita no Brasil, que desenvolve políticas de redução das desigualdades regionais.

Minas: gestão eficiente, gestão sustentável

Fonte: Agência Minas

Minas é o primeiro estado a utilizar metodologia desenvolvida por especialistas dos EUA

Governador Antonio Anastasia abre 1º workshop sobre o Product Space, ferramenta para suporte a políticas de desenvolvimento

 Minas: Anastasia adota ferramenta de gestão sustentável

Minas: Anastasia e a gestão sustentável

O governador Antonio Anastasia abriu, nesta quarta-feira (22), no Palácio Tiradentes, o 1º workshop para desenvolvimento do Product Space, instrumento de planejamento que mapeia as potencialidades e vocações de países e regiões. Com isso, Minas Gerais se prepara para consolidar, a médio e longo prazos, um novo perfil econômico capaz de gerar mais empregos de qualidade para os mineiros.

Com o instrumento será possível definir e buscar outras possibilidades de participação da economia mineira no mercado nacional e mundial no médio e longo prazos, reduzindo a dependência de produtos primários. Outro objetivo é buscar o desenvolvimento econômico sustentado e redução da desigualdade regional, tendo como base no avanço científico e tecnológico do Estado.

Para o governador Anastasia, a adesão do Estado a esse novo sistema é “revolucionária e inédita para o Brasil”. Ele ressaltou que Minas Gerais é o “primeiro estado subnacional do mundo a fazer uso dessa ferramenta de gestão”.

“Este projeto se caracteriza como um dos trabalhos mais importantes que teremos em Minas Gerais. Certamente, seus frutos imediatos não serão conhecidos na plenitude durante o meu governo. Mas, em razão dele, resultados que serão muito expressivos vão permitir resgatar aquilo que é o mais importante na nossa administração: a geração de empregos de qualidade”, afirmou o governador.

Organizado pelo Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o evento teve a participação dos professores Cesar Hidalgo (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Ricardo Hausmann (Universidade de Harvard), que desenvolveram a ferramenta, e da diretora executiva do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard, Marcela Escobari. Também participaram do workshop secretários de Estado, servidores públicos e representantes da sociedade civil.

De acordo com o diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas, André Barrence, desde maio, membros do Governo de Minas trabalham em parceria com os professores na obtenção de um grande banco de dados junto aos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e do Trabalho e Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e das secretarias de Estado de Fazenda (SEF) e de Transportes e Obras Públicas (Setop).

“O objetivo é ter uma visão melhor da estrutura produtiva de Minas, suas habilidades, suas conexões e interações, para poder melhor prever e direcionar a evolução de seus investimentos. Muito mais que um diagnóstico da economia, essa ferramenta é uma possibilidade de o governo estadual visualizar a economia mineira de uma forma nunca vista”, disse.

O professor Ricardo Hausmann cumprimentou o Governo de Minas pela iniciativa. “É muito importante podermos planejar o desenvolvimento econômico de uma região. As gerações futuras certamente irão se beneficiar desse trabalho que iniciamos agora”, disse.

A ferramenta

Criado pelos professores Ricardo Hausmann (Universidade de Harvard) e Cesar Hidalgo (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o Product Space foi desenvolvido em 2007. O workshop foi oportunidade para que autoridades e técnicos do Governo do Estado pudessem aprofundar os conhecimentos sobre a ferramenta, conceitos e metodologia, e contribuir para a construção da ferramenta que será desenvolvida para Minas.

O Product Space é uma tentativa de explicar o desenvolvimento desigual de estados ou regiões e criar instrumentos para que esse processo seja feito de maneira mais uniforme e o que os formuladores de políticas públicas, industriais e tecnológicas podem fazer para trazer prosperidade a essas localidades.

A estrutura produtiva é definida pelo conjunto de habilidades específicas (capital, trabalho, tecnologia, instituições, infraestrutura, existência de relações sociais) que possuem. O conjunto de habilidades necessárias para a produção de bens e serviços é que gera o nível de sofisticação dos mesmos.

Minas: gestão eficiente, gestão sustentável – Link da máteria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/multimidia/galerias/minas-e-o-primeiro-estado-a-utilizar-metodologia-desenvolvida-por-especialistas-dos-eua/