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Governo de Minas: Dorothea Werneck: defende gestão pública eficiente

Dorothea Werneck: gestão pública – “Falta de autonomia dos estados é o principal agente no atraso do desenvolvimento do país”, comentou a secretária de Desenvolvimento de Minas.

Dorothea Werneck: gestão pública eficiente

 Dorothea Werneck: caminhos da gestão pública eficiente

Dorothea Werneck: gestão pública – “Falta de autonomia dos estados é o principal agente no atraso do desenvolvimento do país”, comentou a secretária de Desenvolvimento de Minas. Foto: Agência Minas

Fonte: Gustavo Machado – Brasil Econômico

“A unanimidade do Confaz é uma burrice. O erro foi da Constituição de 1988″

ENTREVISTA DOROTHEA WERNECK Secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais

Para a secretária, a culpa da guerra fiscal é da necessidade dos incentivos fiscais ter aprovação unânime do Conselho Nacional de Política Fazendária. Para ela, quanto menos governo federal melhor para os estados

Se Dorothea Werneck gosta de dizer que consenso é uma das situações mais raras de acontecer na política brasileira, em muito pontos ela própria se apresenta justamente como o ponto fora da curva. Não poupa críticas até mesmo à formatação da Constituição de 1988, à qual atribui a culpa pelo atual clima de animosidade entre os estados. “A unanimidade do Confaz é uma burrice”, exclamou a secretária mineira de Desenvolvimento.

Em uma conversa de apenas trinta minutos, Dorothea passou pelos temas mais urgentes do estados: Fundo de Participação dos Estados, incentivos fiscais, partilha de receitas, royalties do petróleo, entre outros. Mas não escondia que, no fundo, sua maior preocupação na última sexta-feira era pegar o voo no horário para visitar o filho no Rio de Janeiro, pois acabara de chegar dos Estados Unidos.

Afirmou que Minas Gerais já tem a guerra fiscal como favas contadas. O governo trabalha com o cenário de alíquota de 4% do ICMS interestadual na origem. Diz já possuir planos para atrair investimentos, e que o estado achou o melhor modelo para trabalhar junto à iniciativa privada.

Quanto às políticas regionais do governo federal, alvo de críticas de estados menos favorecidos, Dorothea é enfática: “Quanto menos intervenção melhor”. Após 27 anos trabalhando junto no executivo federal, Dorothea diz que a falta de autonomia dos estados é o principal agente no atraso do desenvolvimento do país. “Porque o governo federal não trabalha junto de estados e municípios para fazer a coisa acontecer?”, questiona.

No entanto, exime de culpa a administração atual. Críticas pontuais incidem contra os pacotes pontuais de estímulo e os incentivos sobre impostos compartilhados, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). Entende que muitos dos problemas que aí estão, como a falta de competitividade não será resolvida amanhã, e nem que começou ontem. Segundo ela, o brasileiro precisa fazer uma aposta, como uma fezinha, no sucesso futuro do país. “Me recuso a ser pessimista a ponto de dizer que não tem jeito.”

E de repente, sem nem ter havido uma pergunta estimulando tamanha crítica, pregou a favor do fim do Mercosul. Integração produtiva insípida. Regras limitantes e desrespeitadas. Para Dorothea, acontece de tudo no principal bloco latino-americano, menos um trabalho para fortalecimento e crescimento do bloco. “Nada é levado a sério. Suspenderam o Paraguai para colocar a Venezuela dentro do bloco. Não existem quaisquer regras valendo.”

A única regra que ainda é cumprida, diz Dorothea, é a que veta acordos bilaterais entre países do bloco com outros. “O Chile fez com todo o mundo, e está muito bem, obrigado. Colômbia já tem com vários países, inclusive Estados Unidos, e está muito bem, obrigado. O mundo globalizado exige acordos bilaterais”, diz.

Questionada sobre a dificuldade de um consenso no bloco, ela diz: “Não sei se é difícil. Não é necessário.”

O tema principal dos estados hoje é a guerra fiscal. Como vê os projetos que estão em trâmite?

Dorothea Werneck – O estado de Minas Gerais é absolutamente contra a guerra fiscal. Há um trabalho grande do secretário Leonardo Columbini. Há várias propostas caminhando para um consenso; então já estamos trabalhando com o cenário de não haver mais a guerra fiscal.

Com a alíquota de 4% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no estado de origem?

Dorothea Werneck – Não é só isso. Há milhares de ações dos estados, algumas já foram até decididas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade. Incentivos tiveram de ser cancelados. Há uma parafernália de medidas que cada estado tomou, o que realmente faz a situação hoje ser confusa desnecessariamente. A expectativa é pelo fim da guerra fiscal. Se ela existe para atrair investimentos, já possuímos todo um plano estratégico para atraí-los sem a necessidade da Guerra Fiscal.

O que levou a esse estado de guerra?

Dorothea Werneck – O erro foi da Constituição de 1988, que determinou que os incentivos precisassem da aprovação unânime do Confaz (Conselho de Política Fazendária). Nem em reunião de condomínio existe consenso. É burrice ter a unanimidade.

Burrice?

Dorothea Werneck – Sim! Por causa disso, estados começaram a fazer lei própria e choveu Ações Diretas de Inconstitucionalidade. O importante é a regra nova valer daqui para frente. Porque se retroceder, nem o Supremo dá conta de arrumar tudo. Seriam outros 80 dias de julgamento.

Surpreende essa posição de uma secretária de Minas Gerais.

Dorothea Werneck – Não é opinião minha, nem do estado. É histórico. Quando estive na Receita Federal, todos pensavam assim. No Congresso, a mais importante das votações, que fazem modificações na Constituição, precisa de dois terços. Porque no Confaz precisa de mais? Os secretários combinam: “Eu voto contra nesse caso, e você me ajuda na frente”.

A União peca em não fazer políticas regionais?

Dorothea Werneck – Eu penso exatamente o contrário. Reclamo, e nosso governador (Antonio Anastasia) também. O Brasil está extremamente atrasado na consolidação do Federalismo. Deveria haver menos interferência nas políticas estaduais, mais espaço de trabalho e autonomia aos estados, para que pudéssemos tomar medidas mais simples, como trabalhar com as rodovias que cortam o estado. Hoje, muitas delas são federais e o estado tem como fazer, por meio de concessões, a melhoria das condições das rodovias, mas não temos autonomia.

Quais outras medidas?

Dorothea Werneck – Outro exemplo são os aeroportos. Temos nosso aeroporto Tancredo Neves com um plano feito desde 2005, que tem projeto básico que está sendo terminado com a Infraero. Se os estados, cada um individualmente, pudessem fazer melhorias nas condições logísticas e de infraestruturaseria um avanço importante para o país se desenvolver mais rápido.

O modelo atual de concessões dos aeroportos é satisfatório?

Dorothea Werneck – Tivemos a oportunidade de levar sugestões ao governo federal. Cunhamos o termo de “concessão compartilhada”, pois seria a União, o estado e o setor privado trabalhando juntos, e estamos no caminho certo. A discussão hoje é qual será a participação do estado e qual a do privado. Nossa posição é muito clara: 51% para o setor privado e 49% para o setor público.

Para deixar as decisões nas mãos dos entes privados?

Dorothea Werneck – Entes que seriam cobrados por resultados, eficiência, entrega do produto e qualidade do serviço. Ou seja, a contrapartida, que é o pagamento do estado pela gestão feita pelo setor privado, estaria condicionada ao cumprimento de metas. Hoje já fazemos isso no programa de Parcerias Público-Privadas, que recebeu este ano o prêmio da World Finance como o melhor programa de PPPs do mundo. Temos experiência acumulada com quatro projetos em execução: Mineirão, que terminará no prazo e dentro do orçamento – algo que não vemos em quase nenhum outro estádio -; presídio de Neves, que já inauguramos; o UAI (Unidade de Atendimento Integrado), seis delas com toda a gestão feita por entidades privadas; e a rodovia MG-050, que depois de algumas discussões aconteceram por conta de desapropriações, mas que já está no rumo correto.

Existem mais a caminho?

Dorothea Werneck – Tratamento de água; resíduos sólidos; transporte sobre trilhos na região metropolitana de Belo Horizonte, aproveitando o que já existe, e a Rota Lundi, o parque composto por nossas cavernas. Essa experiência está certa e fornece resultados extraordinários. Cabe ao setor público estabelecer as regras do jogo e os indicadores que serão cobrados para a remuneração. Não é simplesmente entregar para o setor privado. Existe uma série de metas e resultados que serão devidamente cobrados, fiscalizados, acompanhados, e que, em função do cumprimento, será feito o pagamento devido pelo setor público.

Nas concessões anteriores, o ente público ainda detinha o poder de decisão. Vê riscos neste modelo utilizado anteriormente?

Dorothea Werneck – O risco é não haver interesse do setor privado. Tem risco maior do que um projeto não sair do papel? A PPP é um guarda-chuva. A formatação de cada projeto possui uma análise detalhada da parte financeira, da jurídica e da engenharia. Pode chegar à conclusão que, para determinado tipo de obra, o melhor é a concessão pura, como acontece em muitos casos em São Paulo com rodovias. Entrega-se tudo ao setor privado. Pode haver algumas que parte da execução é feita pelo setor público e outra parte, pelo setor privado, e a gestão tem peso maior do ente privado. Pode-se ter também, como em Minas Gerais, em que uma empresa, que está em projeto de expansão, faz obras de interesse público e depois pode descontar o ICMS recolhido no futuro. Ela paga o investimento com o retorno do não recolhimento do ICMS.

Como a senhora se posiciona quanto aos royalties do petróleo?

Dorothea Werneck – Quanto aos royalties do petróleo, digo: quem é que decidiu que a 200 km da nossa costa, só conta o estado limítrofe? Hoje, do jeito que está já é esquisito. Porque o petróleo pertence só a Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo? Se uma coisa está no mar, é do Brasil. Além dos royalties, tem que ser colocada na mesa hoje a questão dos royalties, os juros sobre a dívida dos estados, que é enorme, e a Guerra Fiscal. No nosso entendimento, se essas questões fossem colocadas juntas, e por trás disso o federalismo – analisando os estados que ganham, os que perdem, e a autonomia de cada um deles -, certamente a solução poderia ser mais ágil.

Depois dessas discussões haverá uma batalha também pelos royalties da mineração.

Dorothea Werneck – Isso é bem diferente. Os royalties da mineração é uma revisão da constituição e, além disso, os royalties da mineração são extremamente baratos. A diferença é que a mina não está no mar. Está na minha terra. E o buraco fica no meu território. Quando se perfura um poço a 200 km da costa, o estado não é afetado em nada. Mas quando se tira uma serra do seu estado, o impacto sobre o município é enorme. Depois, com o fim da exploração da mina, há toda uma recuperação local que faz parte das autorizações de mineração.

Por que não citou junto com os outros três pontos o Fundo de Participação dos Estados?

Dorothea Werneck – Então são quatro. Tem que ser pensado junto. Ainda mais que essa política de incentivo tem sido feita com a redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), que, junto do Imposto de Renda, compõe o Fundo de Participação. Do ponto de vista do país é extremamente interessante, mas se usassem outro imposto seria bem melhor. Dão um benefício, mas tiram dos estados e municípios.

O que seria melhor: a partilha do PIS/Cofins com os entes federativos ou incentivos federais sobre as contribuições?

Dorothea Werneck – Tem que ser colocado na mesa e avaliado. Daqui a pouco no país, como nos Estados Unidos, alguns municípios vão declarar falência. Ainda não tem por aqui, mas terá. Não só diminuiu a transferência federal, como aumentaram os gastos com professores da escola primária, por exemplo. Eles merecem, mas de onde vem o dinheiro se não há um repasse maior? Outro tema para discutir: o federalismo!

Onde chegaremos?

Dorothea Werneck – A gente aprende com isso. Eu continuo otimista. Já vivemos um momento muito mais excepcional. Os resultados não são bons quanto ao crescimento do país, mas ainda são positivos. Normalmente, infelizmente as coisas por aqui se resolvem em crise. Não sei se a gente aguenta chegar na crise. Seria muito mais interessante se houvesse uma pré-disposição em discutir esses temas. Tenho uma expectativa de que assuntos como esse, provavelmente, entrarão nas campanhas das próximas eleições. Além desses, outro tema que estará presente nas campanhas será a gestão pública. Mas que, assim vejo, de forma separada.

Há algum outro tema para 2014?

Dorothea Werneck – Federalismo, gestão pública, desburocratização e desregulamentação. São uma loucura as regras, leis, decretos e portarias cobrando, limitando, fixando tudo. Isso não vem nem dessa administração. Durante meus 27 anos na administração pública federal, chamávamos isso de regra do 1%. Porque 1% das pessoas cometem falcatruas, principalmente na área da receita, se faz uma nova norma que prejudica 99%.

Isso me lembra o Ocuppy Wall Street.

Dorothea Werneck – We are 99% (Somos 99%).

Um legislador certa vez me disse que no Brasil se faz lei pensando no não cumprimento da lei. Isso é um entendimento correto na sua opinião?

Dorothea Werneck – O mais comum é dizer que a lei não pega. Mas não é uma regra geral. Tem muita coisa séria acontecendo. A lei da Ficha Limpa é uma delas.

Falando em Ficha Limpa, redescobrimos o Supremo Tribunal Federal, que ameaça uma canetada para pôr fim à guerra fiscal e impôs prazo para uma nova tabela de repasses do Fundo de Participação dos Estados. Como vê a atuação do STF?

Dorothea Werneck – Uma democracia sólida precisa ter seus três poderes fortes. Judiciário, Legislativo e executivo. É o trabalho conjunto dos três poderes, muitas vezes um fiscalizando o outro, é que faz uma democracia ser sólida. O Supremo está dando um belíssimo exemplo com a atuação no julgamento do mensalão. Todos estamos orgulhosos. As críticas ao legislativo estão na praça. Esperamos que a cada eleição, especialmente agora com a lei da Ficha Limpa, exista uma melhoria na qualidade do nosso Legislativo.

E o executivo atual?

Dorothea Werneck – O Executivo precisa melhorar em muita coisa, a principal é no que remete a desregulamentação e desburocratização. Apesar de que na questão do federalismo, entram as assembleias legislativas estaduais versus Câmara dos Deputados e Senado Federal. Não é de uma hora para outra que tudo irá mudar, e me recuso a ficar pessimista a ponto de dizer que não tem jeito.

Tem gostado da atuação do ministro Mantega?

Dorothea Werneck – Minha crítica é uma crítica genérica. Não é para o Mantega, mas para a postura do governo, que não ataca o problema em sua origem e faz apenas correções pontuais. A presidente tem um índice de aprovação tão alto, que dá o potencial de fazer a coisa bem feita. Porque não aceleramos o desenvolvimento da competitividade do país? Por que não contar com o apoio de estados e municípios para fazer a coisa acontecer? Não tem que ser tão centralizado. Não somos todos iguais.

Qual o seu relacionamento com Dilma Rousseff?

Dorothea Werneck – Quem senta na mesa da presidente é o nosso governador, Antonio Anastasia, que tem um ótimo relacionamento com ela. Eu sou apenas a secretária de um estado.

O Brasil se tornou protecionista?

Dorothea Werneck – Não mudou muita coisa nos últimos tempos. O Brasil sempre foi um país muito fechado. Historicamente, a porcentagem do comércio exterior no Produto Interno Bruto é mínima. Ainda temos enormes desafios pela frente. O principal deles é repensar o Mercosul. Se nós olharmos o resto do mundo, vemos a União Europeia, Associação dos Países da Ásia, e por que falamos em Mercosul e não na América unida? Não dá para se pensar em uma região homogênea, em termos de mercado e regras de comércio exterior? Não é América do Sul, nem América Latina. São as Américas que precisam ser pensadas em conjunto.

Há dez anos, a proposta da Alca teve uma rejeição muito grande por aqui.

Dorothea Werneck = Será que ainda teria hoje? Veja o resultado do México. Da Colômbia, que já passou a Argentina. Faz sentido não termos acordos bilaterais de comércio? A regra hoje impõe que o bloco do Mercosul precisa aprovar. O Chile fez com todo o mundo, e está muito bem, obrigado. Colômbia já tem com vários países, inclusive Estados Unidos, e está muito bem, obrigado. O mundo globalizado exige acordos bilaterais. Não precisa trabalhar com consensos, que são difíceis de alcançar devido à heterogeneidade dos países que formam um bloco.

Por que é difícil um consenso no Mercosul?

Dorothea Werneck – Não sei se é difícil. Não é necessário. Uma das lições que temos que avaliar é se a União Europeia foi no caminho certo. Enquanto a economia está bem, é um sucesso. Mas, quando há crise, existe uma confusão.

Como vê a entrada da Venezuela no Mercosul?

Dorothea Werneck – Uma bobagem. Tinha que estar acabando com o Mercosul. Dentro dos princípios do Mercosul, qual é a relação entre Brasil e Argentina? Nada é levado a sério. Suspenderam o Paraguai para colocar a Venezuela dentro do bloco. Não existem quaisquer regras valendo. Se um ortopedista não olha para a fratura exposta, ele não conserta a perna da pessoa. Não está funcionando. Não estamos vendo resultados e nem estamos felizes com o nosso relacionamento com a Argentina, com o Paraguai. O Chile não entrou até hoje por causa de sua política de acordos bilaterais. Tem sua taxa de importação lá embaixo. Estão em posição muito melhor que nós.

A falta de competitividade dos países não esconde os verdadeiros problemas do Mercosul?

Dorothea Werneck – Precisamos separar a competitividade das empresas e do país. Se uma empresa nossa estivesse nos Estados Unidos ou na China, seria extremamente competitiva. Perdemos em logística, tributos, qualificação profissional. Nisso, o Mercosul atrapalha. Temos problemas até de fluxo de mercadorias entre os próprios países. Que competitividade é essa?

Dorothea Werneck: gestão pública – link: http://www.brasileconomico.ig.com.br/assinaturas/epapers

Gestão Anastasia: empresas investem R$ 77,68 milhões na expansão de suas unidades em Minas Gerais

Investimentos serão nos ramos de alimentos, medicina veterinária e de peças eletrônicas para indústria automobilística.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, assinou, nesta quarta-feira (27), protocolo de intenções entre o Governo de Minas e a Inova Biotecnologia Saúde Animal Ltda., para a ampliação da sua unidade industrial em Juatuba, região Central do Estado. O protocolo no valor de R$ 60,68 milhões prevê investimentos totais de R$ 111 milhões, que possibilitarão a produção de 120 milhões de doses de vacina contra a febre aftosa até 2013 e a geração de 60 empregos diretos e indiretos.

Criada pela união da Eurofarma Pearson Saúde Animal e a Hertape Calier Saúde Animal, a Inova produz vacina contra febre aftosa para pecuária brasileira e latino-americana. Tem como objetivo imunizar principalmente bovinos, zebuínos e bubolinos. Apesar de constituída em 2006, entrou em efetiva operação somente em 2010, iniciando a comercialização de vacinas a partir do segundo semestre e consolidando sua participação de mercado a partir de 2011.

O diretor presidente da Inova, Hugo Gerardo Zanocchi Garcia, lembrou que a inovação e a tecnologia são o foco da empresa. “Por isso, estamos trabalhando na criação de um centro de biotecnologia, inclusive estamos investindo na qualificação dos nossos profissionais. A vacina animal é apenas a primeira etapa da nossa produção, queremos fabricar também biofármacos”, acrescentou.

A secretária de Desenvolvimento Econômico informou que além do apoio ao investimento, a estrutura do Governo de Minas está preparada para incentivar a implantação de novas tecnologias. “Através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), o Estado oferece não só apoio tecnológico, mas também a orientação necessária para o empreendimento. A área de biotecnologia é muito importante para Minas Gerais neste momento, pois o nosso grande desafio é consolidar a chamada nova economia e deixar de ser um Estado lembrado apenas pelo minério e outras commodities”, destacou.

Dorothea Werneck salientou ainda que cada novo protocolo de intenção assinado com o Governo de Minas é muito importante, principalmente, neste momento difícil que a economia mundial está vivendo. Destacou também que apenas nos cinco primeiros meses deste ano foram assinados 71 protocolos de intenções nos mais diversos setores, totalizando investimentos de R$ 5,7 bilhões e a geração de mais de 31 mil empregos diretos e indiretos.

Tecman

Também assinou protocolo de intenções, a Tecman Comércio e Indústria Mecatrônica Ltda. que está investindo R$ 7 milhões para expansão de sua unidade industrial em Pouso Alegre, no Sul de Minas. A empresa produz peças e componentes de eletrônica embarcada para o fornecimento à indústria automobilística nacional.

Com a geração de 180 novos empregos diretos e 55 indiretos, a Tecman está em busca de novos mercados. “Sabemos que com a entrada dos carros chineses no mercado brasileiro e a necessidade de nacionalizar 75% dos veículos no Brasil, novas portas estão se abrindo para a indústria automobilística brasileira”, explicou o diretor comercial da Tecman, Murilo Noronha.

Com a expansão, a capacidade de produção atingirá as 60 mil unidades por ano de bombas de injeção eletrônica e de tacógrafos para monitorar a velocidade de ônibus e caminhões. O projeto, que tem término previsto para 2014, irá criar 180 empregos diretos e 55 empregos indiretos.

Pif Paf

Com investimento de R$ 10 milhões e com a geração de 351 novos postos de trabalhos diretos, a Pif Paf Alimentos (Rio Branco Alimentos S.A), também assinou protocolo de intenção com o Governo de Minas. Seu objetivo é a expansão da unidade industrial, localizada em Leopoldina, Zona da Mata, para produção e comercialização de pizza, lasanha e batata pré-frita congelada.

O projeto tem previsão de ser concluído em dezembro de 2015, quando deverá aumentar em 50% sua produção, atingindo a capacidade de dois mil quilos por hora de fabricação de pizza e lasanha, 1.500 quilos de pão de queijo.

O presidente da Pif Paf, Avelino Costa, ressaltou o apoio do Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI) e agradeceu a parceria “não são todos os estados que oferecem esta parceria. Além de aumentar em 50% a produção de pizza, nosso objetivo é atingir as 500 toneladas/mês de batata e distribuir salmão e bacalhau e gerar um total de mil empregos em Leopoldina”, destacou.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/empresas-investem-r-7768-milhoes-na-expansao-de-suas-unidades-em-minas-gerais/

Gestão Anastasia: para diversificar as exportações, Governo de Minas Gerais busca novos mercados

Central Exportaminas lança o Panorama do Comércio Exterior de Minas Gerais, edição 2012

Leonardo Horta / SEDE
Ivan Barbosa Netto, Dorothea Werneck e Elisabete Serodio, no lançamento do “Panorama do Comércio Exterior de Minas”
Ivan Barbosa Netto, Dorothea Werneck e Elisabete Serodio, no lançamento do “Panorama do Comércio Exterior de Minas”

A secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Dorothea Werneck, afirmou nesta quarta-feira (20), em entrevista coletiva, na Cidade Administrativa, durante o lançamento do “Panorama do Comércio Exterior de Minas Gerais”, que o Estado está focado no planejamento para reduzir a dependência das exportações de commodities minerais, a partir da promoção de produtos com maior valor agregado, além da conquista de novos mercados.

“Estamos trabalhando para aproveitar a janela de oportunidades aberta não só para Minas Gerais, mas para o Brasil, que é a exportação de alimentos com valor agregado. Não queremos exportar apenas grãos, mas no caso da soja, por exemplo, precisamos exportar o óleo de soja e outros derivados. Portanto, nossa prioridade é antecipar e consolidar o espaço para a área de alimentos. Trata-se de um setor que está em pleno crescimento em todo o mundo”, destacou.

A estratégia para ampliar a presença de exportadores mineiros no mercado internacional vem sendo alcançada com a participação, cada vez maior, em feiras internacionais. De acordo com o diretor da Central Exportaminas, Ivan Barbosa Netto, apenas neste ano, Minas Gerais já esteve presente em seis eventos internacionais.

Para o segundo semestre a Central Exportaminas irá apoiar a participação de empresários em mais 12 feiras internacionais principalmente para os segmentos de alimentos e bebidas, frutas, café, cosméticos e higiene pessoal em países como África do Sul, Peru, Turquia, Estados Unidos, Canadá, França, Espanha, Itália e China. “O suporte dado ao empresário mineiro é o nosso primeiro desafio para desenvolver a cultura exportadora no Estado e, a partir daí aumentar nossas exportações”, enfatizou Ivan Barbosa.

Dorothea Werneck afirmou ainda que as perspectivas do comércio exterior de Minas estão ligadas à estabilidade do dólar. “Ter clareza e conhecimento do cenário internacional é fundamental no horizonte das decisões dos exportadores e no uso das ferramentas de negócios, pois a crise internacional está exigindo produtos com maior valor agregado e diversificação de mercados. De qualquer forma para o exportador o mais importante é a perspectiva de estabilidade do dólar”, destacou.

Panorama

O Panorama do Comércio Exterior apresenta os principais indicadores do comércio exterior mineiro, com base nos dados consolidados de 2011. A publicação, produzida pela equipe de inteligência comercial da Central Exportaminas, foi desenvolvida de forma a atender à crescente demanda por informações sobre a oferta de produtos e serviços de Minas para o exterior.

A análise demonstra que no ano passado houve um aumento da concentração das exportações. Os dez grupos de produtos com maior valor exportado responderam por 96,1% do total das vendas externas mineiras. Neste contexto, os produtos básicos foram responsáveis por 65,3% das vendas externas, com um aumento de 40,9% em relação ao ano de 2010. Os produtos industrializados (produtos semi-manufaturados e manufaturados) exportaram o total de US$ 14,34 bilhões, ou seja, 34,7% do total exportado.

A publicação também destaca as exportações mineiras por municípios e regiões. Apesar de a região Central ser responsável por mais da metade do total das exportações (62,5%), o maior crescimento relativo (72,3%) foi registrado na região Centro-Oeste, que representa apenas 2,7% das exportações estaduais. Os destaques foram café, açúcar, ferro fundido bruto e ferro gusa.

No ano passado, 261 municípios mineiros de todas as regiões realizaram exportações. Destes, 26 municípios participaram do comércio exterior pela primeira vez ou voltaram a exportar. A liderança ficou com Nova Lima, graças ao aumento de 183,5% das exportações de minérios metalúrgicos. No entanto, merece destaque também o município de São Gonçalo do Rio Abaixo que exportou 1.125,4% a mais de minérios metalúrgicos do que em 2010.

Novos Mercados

A publicação destaca que a conquista de novos mercados tem sido uma característica marcante do comércio exterior de Minas. Em 2011 o Estado atingiu 182 países com a conquista de sete novos destinos, como Palestina, Quirguistão, Uzbequistão, Timor Leste, Malaui, Ilha Wake e Ilhas Virgens. A China continua sendo o principal destino das exportações mineiras, atingindo 32,2%, sendo que 91,3% foram exportações de minério de ferro. Logo a seguir vem o Japão (7,9%), Estados Unidos (7,4%), Argentina (6,7%) e Países Baixos (6,6%). Já o Oriente Médio foi o bloco que apresentou o maior aumento percentual, de 62,6%, e apesar da crise, a União Européia importou US$ 2,01 bilhões a mais do que em 2010. No entanto, a Guiné Equatorial é o país que compra o maior número de produtos mineiros, totalizando 1.008 itens.

Minas Gerais ocupa a segunda posição no ranking dos maiores estados exportadores. Em 2011 foi responsável por 16,2% das exportações brasileiras. Também em relação às importações, o Estado subiu uma posição, passando do sétimo para o sexto lugar no ranking, sendo responsável por 5,8% do total importado pelo Brasil. Outro fato que marcou a balança comercial estadual no ano passado foi a diversificação da pauta exportadora. Em 2011 o Estado exportou 2.953 produtos, com um aumento de 3,2%.

A liderança ainda é mantida pelos minérios metalúrgicos, responsáveis por 47,4% das exportações do Estado em 2011. Os produtos metalúrgicos vieram em segundo lugar com 14,7%. Com um crescimento de 41,6% em relação a 2010, o grupo café e derivados ficou em terceiro lugar com 14% das exportações. Merecem destaque ainda os materiais de transporte e componentes, os metais, pedras preciosas e joalheria, produtos químicos, carnes, produtos florestais e complexo soja.

Além da posição de destaque nas exportações nacionais de produtos da cadeia mínero-metalúrgica, Minas Gerais é o maior exportador brasileiro de ferro-ligas (83,2% do total nacional); de café (66,8%); de ouro em bruto, semifaturado ou em pó (65,2%) e de fio-máquinas e barras de ferro (46,9%).

Destaque

No ano passado, 1.604 empresas mineiras fizeram operações de exportação no Estado, o que significou uma queda de 3,6% em relação a 2010. Já a participação das micro e pequenas empresas apresenta uma singularidade, ao representarem 50% do total de empresas exportadoras, mas com uma participação de apenas 0,5% do total em relação ao de exportação.

A edição 2012 do “Panorama do Comércio Exterior de Minas Gerais”, em versão bilíngüe (português e inglês) acaba de ser lançada pela Central Exportaminas, unidade da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE) e será distribuída para empresas nacionais e estrangeiras, embaixadas e consulados no Brasil e no exterior, câmaras de comércio e outras instituições.

Os interessados podem ter acesso ao Panorama também pela internet. A publicação é atualizada por meio de edições eletrônicas mensais disponibilizadas no Portal Exportaminas (www.exportaminas.mg.gov.br).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/para-diversificar-as-exportacoes-governo-de-minas-gerais-busca-novos-mercados/

Gestão Anastasia: Governo de Minas assina protocolo com empresas de energia

Serão investidos R$ 461 milhões para construção de cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas no Norte e Região Central do Estado

O governador Antonio Anastasia assinou nesta segunda-feira (18), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, protocolos de intenções com a Orteng Energia e a RBO Energia S.A. para instalação de cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em Minas Gerais. Com investimento total R$ 461 milhões, as PCHs serão instaladas em quatro municípios do Norte do Estado: Cristália, Lassance, Riachinho e Santa Fé de Minas e uma em Morada Nova de Minas, na Região Central.

Com previsão de operação para 2015, as PCHs irão gerar 69,3 MW, energia suficiente para abastecer uma cidade com 170 mil habitantes. Durante a construção das PCHs serão gerados 3,3 mil empregos, sendo 1,4 mil diretos e 1,9 mil indiretos. Após a entrada em operação, as PCHs vão gerar 24 empregos em cada unidade, seis diretos e 18 indiretos.

“Estamos vivendo essa semana um momento ambiental muito apropriado para esse protocolo, na medida em que estamos tratando de energia limpa e sustentável, pequenas centrais hidrelétricas em regiões importantes do Estado e que necessitam de investimentos alternativos. Tenho certeza que estes investimentos darão retorno aos investidores, mas trará, principalmente, retorno social, inclusão regional e, ao mesmo tempo, vai fomentar o desenvolvimento econômico dessas regiões”, disse o governador.

A RBO Energia investirá R$ 369 milhões para construção de quatro PCHs: Jatobá, em Santa Fé de Minas, com geração de 15,3 MW; Santo André, em Riachinho, com geração de 12,0 MW; Santa Helena, em Lassance, com geração de 5,5 MW, e Grão Mogol, em Cristália, com geração de 27,0 MW.

O diretor operacional da RBO Energia, Carlos Pavanelli, destacou os investimentos nas quatro PCHs a serem instaladas no Norte de Minas. “Esses empreendimentos serão responsáveis pela ampliação de 1.200 empregos diretos e 1.600 empregos indiretos durante a etapa de construção ao longo de três ou quatro anos contribuindo para o desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais”, disse ele. A empresa se compromete a utilizar, preferencialmente, fornecedores e prestadores de serviço sediados em Minas Gerais, desde que atinjam os requisitos de igualdade de condições e o nível técnico.

A Orteng investirá R$ 92,2 milhões para instalação da PCH Borrachudo, em Morada Nova de Minas, com geração de 9,56 MW. A estimativa é de que 500 empregos diretos e indiretos sejam gerados durante as obras.

“No caso de Morada Nova de Minas uma coincidência muito feliz também com a presença da jazida de gás, certamente essa energia lá produzida vai ajudar também a fomentar a matriz energética alternativa no São Francisco e em Morada Nova de Minas”, ressaltou Anastasia.

Participaram da solenidade a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, o presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), José Frederico Álvares, o vice-presidente da Cemig, Arlindo Porto, o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e do grupo Orteng, Robson Andrade, e o presidente da Orteng Energia, Ricardo Vinhas.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-assina-protocolo-com-empresas-de-energia/

Gestão Eficiente: Minas Gerais será laboratório para pesquisa inédita na área do desenvolvimento sustentável

 

Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, é foco de parceria entre as multinacionais Dow Chemical Company e a The Nature Conservancy (TNC)

Omar Freire / Imprensa MG
Antonio Anastasia cumprimenta vice-presidente da Dow, Neil Hawkins.
Antonio Anastasia cumprimenta vice-presidente da Dow, Neil Hawkins.

O governador Antonio Anastasia participou, nesta quarta-feira (13), no Palácio Tiradentes, da cerimônia de anúncio de parceria entre a Dow Chemical Company e a The Nature Conservancy (TNC), organização não governamental dedicada à conservação de recursos naturais, para um trabalho inédito em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro.  A TNC mantém, em parceria com a japonesa Mtsui, o projeto de construção de uma planta integrada para produção de etanol e de plástico, que deverá entrar em operação em 2013, e receberá investimentos de R$ 2,4 bilhões, com a geração de 2,6 mil empregos diretos e indiretos. A cerimônia contou com a presença do presidente da Dow para América Latina, Pedro Emílio Sanchez.

A ideia da parceria é incorporar cada vez mais o valor da natureza e do meio ambiente ao mundo dos negócios. Outro destaque é que os resultados alcançados serão compartilhados publicamente, para que outras empresas, o setor público e outros grupos de interesse possam utilizá-los de forma bastante prática.

O detalhamento do projeto foi feito pelo diretor do Programa de Conservação da Floresta Atlântica e Savanas Centrais da TNC, João Campari, e pelo vice-presidente de Sustentabilidade, Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Dow, Neil Hawkins.

O governador Anastasia afirmou que, pelo caráter inovador do projeto, Minas Gerais chamará a atenção da comunidade internacional, por aliar produção e sustentabilidade.

“Nós teremos os olhos do mundo voltados para Santa Vitória porque será uma experiência singular que será desenvolvida no Estado. Estamos entusiasmados com essa parceria da Dow com a TNC que se desdobrará em nosso território”, disse Anastasia.

Plástico Verde 

Uma usina integrada para produção de cana de açúcar, etanol e plástico, localizada em Santa Vitória, Triângulo Mineiro, em fase de implantação, vai se transformar em uma espécie de laboratório para que cientistas da Dow e da TNC pesquisem os impactos da produção na natureza e, ao mesmo tempo, mensurar como o meio ambiente pode ser usado para o incremento dos negócios de maneira sustentável. A TNC e a Dow usarão modelos científicos, mapas e imagens de satélite de alta resolução para analisar a biodiversidade e os serviços ambientais e aplicar estas ferramentas no planejamento estratégico da Dow. Serviços ambientais são, por exemplo, o controle da erosão feito pelas montanhas ou o sequestro de carbono e controle de enchentes feitos pelas florestas.

Segundo o diretor da TNC, João Campari, Santa Vitória foi escolhida por ser uma região que oferece as condições necessárias para desenvolver o projeto, com disponibilidade de terras agrícolas, aspectos agrícolas e ambientais, logística, boa infraestrutura e acesso à mão de obra qualificada.

Este é o segundo projeto desenvolvido entre as empresas e o primeiro em solo brasileiro. Do plano global de investimentos de US$ 10 milhões da Dow, em parceria com a TNC, ao longo de cinco anos, um terço será alocado em Santa Vitória. “Queremos uma natureza melhor do que está hoje, ao mesmo tempo que a empresa vai avançar na produção de cana e etanol para o polietileno (plástico)”, disse o vice-presidente da Dow, Neil Hawkins.

Modelo para o Brasil

Antonio Anastasia considera “revolucionária” a perspectiva de Minas Gerais produzir um tipo de plástico a base de cana de açúcar, evitando o uso de insumos não renováveis, como os derivados do petróleo.

“É praticamente uma nova alvorada na questão não só de sustentabilidade, mas também no crescimento de novos produtos para o mundo, porque, de fato, transformar a cana-de-açúcar não só naqueles produtos tradicionais que estamos acostumados, mas também servindo de base para uma verdadeira forma de plástico, em uma linguagem mais singela e objetiva, é algo revolucionário”, completou.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, lembrou que esse modelo de negócios coloca o Estado em destaque mundial, no momento que se realiza a Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável. “Isso mostra como estamos incorporando a questão da sustentabilidade junto com desenvolvimento e produção, respeitando a comunidade local e o meio ambiente”, disse.

Trabalho de campo

O projeto desenvolvido entre a Dow e a TNC contribuirá para que Minas Gerais seja precursor em pesquisas de campo que levam em conta o valor e os benefícios proporcionados pela natureza nas decisões de negócios.

Exemplo: como florestas saudáveis e intactas podem, naturalmente, limpar a água e o ar, além de criar habitats para a fauna local; e como a água potável saudável garante os recursos necessários tanto para a Dow quanto para as comunidades do entorno.

Além disso, as organizações vão trabalhar em conjunto para avaliar as oportunidades de restauração florestal para toda a região, a fim de atender às exigências do Código Florestal Brasileiro e, ao mesmo tempo, maximizar os benefícios ambientais para a Dow, as comunidades e o meio ambiente.

Também participaram da solenidade os secretários Adriano Magalhães (Meio Ambiente), Narcio Rodrigues (Ciência e Tecnologia), Carlos Melles (Transportes e Obras Públicas), Gustavo Magalhães (Secretário-Geral do Governador), o prefeito de Santa Vitória, Antônio Celso Andrade Domingues.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-gerais-sera-laboratorio-para-pesquisa-inedita-na-area-do-desenvolvimento-sustentavel/

Gestão Anastasia: Governo de Minas estreita ainda mais as relações diplomáticas com a Itália

Evento com empresários italianos consolida missão empresarial de Minas à Itália, realizada em março

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, participou, nesta terça-feira (22), do Fórum Empresarial Itália-Brasil, na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Durante o evento, a secretária apresentou as principais características de Minas Gerais, lembrou que “o Estado está bem preparado” e mantém uma ampla estrutura capaz de oferecer todo o suporte a potenciais investidores.

O painel ocorreu dois meses após a realização da missão empresarial ao país, liderada pelo governador Antonio Anastasia, e que teve como principal objetivo a apresentação das potencialidades econômicas, tecnológicas e turísticas de Minas Gerais, de forma a atrair investimentos e fortalecer as relações entre o Governo de Minas e as províncias italianas.

“Há dois meses o governador Antonio Anastasia liderou uma missão empresarial à Itália e, desde então, temos procurado identificar setores que possam gerar novas oportunidades de negócios para empresas italianas no Estado”, lembrou a secretária.

A apresentação de Dorothea Werneck compôs a programação da Rodada de Negócios e Fórum Econômico Brasil Itália, promovidos pelos Ministérios Italianos do Desenvolvimento Econômico e das Relações Exteriores, pelo ICE (Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália) e pela Região Marche.

Boas vindas

Na noite desta terça-feira, o Governo de Minas Gerais, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Turismo, e a Câmara Italiana de Comércio de Minas Gerais ofereceram um coquetel de boas vindas a cerca de 200 empresários italianos, na Casa de Minas, em São Paulo. O coquetel contou também com as presenças do Embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca e a vice-ministra de Comércio Exterior da Itália, Marta Dassù.

Durante sua apresentação, o secretário de Turismo, Agostinho Patrus Filho, destacou para os empresários a realização de grandes eventos que Minas Gerais e o Brasil passarão a receber nos próximos anos e citou a importância do mercado italiano. “A Itália é o terceiro mais importante emissor de turistas para nosso Estado e para nosso país. Os italianos são os principais visitantes europeus no Brasil e, em 2010, cerca de 250 mil turistas vindos da Itália visitaram o nosso país”, afirmou.

Patrus Filho ressaltou ainda que de acordo com o Airports Council International, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN) foi o sétimo que mais cresceu no mundo se comparados os números de passageiros entre os anos de 2010 e 2011. “O mercado italiano e o relacionamento com empresários deste destino são essencialmente importantes para a divulgação e promoção de Minas Gerais”, completou o secretário.

O presidente da Câmara Italiana de Comércio de Minas Gerais, Giacomo Regaldo, afirmou que “esta missão é de suma importância para o Estado de Minas Gerais, na busca de sua consolidação como principal parceiro comercial da Itália no Brasil e na América Latina, principalmente no que diz respeito aos setores automotivo e mecânico”.

Nesta quinta-feira (24), a Câmara Italiana de Comércio de Minas Gerais promove um seminário em Belo Horizonte, como parte da etapa mineira da missão Brasil-Itália no país. O tema do seminário será “As indústrias mecânica e automobilística: Motores de Desenvolvimento do Brasil” e contará com a presença de diversas autoridades e empresários mineiros e italianos, participantes da missão. A programação irá incluir ainda a realização de rodadas de negócios, no período da tarde. Na sexta-feira (25), os empresários italianos realizarão visitas técnicas a algumas empresas do Estado.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-estreita-ainda-mais-as-relacoes-diplomaticas-com-a-italia/

Gestão Antonio Anastasia: Governo de Minas atrai investimentos de R$ 80 milhões para o Vale do Jequitinhonha

Secretaria de Desenvolvimento Econômico assina protocolo de intenções com a empresa Magnesita para implantação de um complexo minerador em Almenara

Renato Cobucci / Imprensa MG
Gil Pereira, Dorothea Werneck, o presidente do Indi, Frederico Álvares, e o diretor da Magnesita, Afonso Celso de Rezende
Gil Pereira, Dorothea Werneck, o presidente do Indi, Frederico Álvares, e o diretor da Magnesita, Afonso Celso de Rezende

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, assinou com os diretores da Magnesita Refratários S/A, Vinícius Silva, Sandio Pereira e Afonso Celso Rezende, protocolo de intenções para implantação do Complexo Minerador de Grafita, em Almenara, no Vale do Jequitinhonha.

Por meio desta iniciativa do Governo de Minas, serão investidos R$ 80 milhões na implantação de uma unidade industrial para a produção de 40 mil toneladas por ano de produtos de grafita em Almenara. “O nosso trabalho começa com essa assinatura. A partir de agora teremos a responsabilidade de contribuir para que o projeto seja colocado em prática”, afirmou Dorothea Werneck.

Com unidades em oito países, a fabricante mineira, líder na produção de refratários na América do Sul, irá gerar 200 novos postos de trabalho, contribuindo com o desenvolvimento de uma das regiões mais carentes do Estado. Para o secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas (Sedvan), Gil Pereira, que também esteve presente na solenidade, “esse é um projeto que traz uma excelente perspectiva de crescimento para o Norte de Minas”.

O diretor da Magnesita responsável pelo projeto Grafita, Vinicius Santos Silva, acrescentou que o projeto é extremamente importante e estratégico para a empresa. “O potencial transformador desse projeto para a região do Vale do Jequitinhonha é enorme”, disse.

O Complexo Minerador está em fase de licenciamento ambiental. De acordo com o cronograma do projeto, iniciado em janeiro de 2011, a exploração de grafita deve começar em 2014, quando a capacidade de produção da empresa irá atingir 40 mil toneladas por ano.

Segundo a companhia, a reserva está estimada em 57 milhões de toneladas de grafita, com vida útil de 50 anos. “Esse volume garantirá a autossuficiência em grafita, além de adicionar um mineral estratégico ao nosso portfólio, tendo em vista o desequilíbrio de oferta e demanda pela relativa escassez de mineral de qualidade e uma demanda que é esperada crescer significativamente puxada por novas aplicações de energia móvel como baterias para carros elétricos”, completa o diretor.

A Magnesita é uma empresa privada dedicada à mineração, produção e comercialização de extensa linha de materiais refratários: são mais de 13 mil tipos diferentes, de materiais monolíticos e tijolos convencionais a cerâmicas nobres, para revestir equipamentos que operam em altas temperaturas. Os produtos são utilizados, principalmente, pelos fabricantes de aço, cimento e vidro.

A companhia se beneficia de uma das maiores e melhores reservas de magnesita, dolomita e talco do mundo. Além disso, prospecta outros depósitos minerais em todo o mundo.

Atualmente, a empresa opera 28 unidades industriais e de mineração, sendo 16 no Brasil, três na Alemanha, três na China, uma nos Estados Unidos, duas na França, uma na Bélgica, uma em Taiwan e uma na Argentina, com capacidade de produção de refratários superior a 1,4 milhão de toneladas por ano. A Magnesita é o terceiro maior produtor de refratários no mundo e líder em soluções integradas em refratários.

Juiz de Fora

Outros três protocolos foram assinados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, totalizando o valor de R$ 30,5 milhões com geração de mais de 400 empregos entre diretos e indiretos, nas áreas de medicamentos, colchões e eletrodomésticos, na Zona da Mata, no Sul do Estado e na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A Medquímica Indústria Farmacêutica anunciou investimentos da ordem de R$ 23 milhões, que serão aplicados na expansão da unidade industrial de fabricação de medicamentos da empresa em Juiz de Fora, na Zona da Mata. O empreendimento deverá ser responsável pela geração de 100 empregos diretos deverá estar concluído até dezembro de 2013.

De acordo com o presidente da empresa, Jorge Lages de Oliveira, “o principal objetivo do projeto é triplicar a atual capacidade de produção, além de ampliar a área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A nossa expectativa é lançar novos produtos tanto de uso contínuo, como de genéricos”.

A Medquímica foi criada em 1975, com atuação em todo o território nacional e atualmente é considerada uma das maiores produtoras de Dipirona Gotas do Brasil, com a produção de 2,5 milhões de unidades por mês. Para a secretária Dorothea Werneck, o projeto está em linha com as prioridades do Estado, que busca atrair cada vez mais empresas neste segmento.

Contagem

Com investimento de R$ 3,6 milhões, a Contagem Indústria e Comércio de Espumas (Colchões Ortobom) iniciou a expansão da fábrica de colchões, travesseiros, espuma laminada/espuma torneada, blocos e flocos de espuma. A previsão é de que a produção anual atinja, até o final de 2013, a capacidade adicional de 27 mil colchões, 110 toneladas de espuma e 530 mil metros de espuma torneada por ano. O projeto que deverá ser concluído em 2013 deverá gerar 75 novos empregos diretos e 142 novos empregos indiretos.

Fundada há 40 anos em São Paulo, a Ortobom iniciou suas atividades no ramo metalúrgico, fabricando camas e mesas para televisão. Com o passar dos anos a empresa começou a comprar blocos de espuma para a confecção de colchões. Em 1975 inaugurou, no Rio de Janeiro, uma fábrica especializada em colchões, desativando a produção de camas.

Hoje a Ortobom tem 16 fábricas espalhadas pelo Brasil, com produção superior a cinco milhões de colchões por ano. Conta com mais de 1.400 lojas franqueadas e mais de 15 mil pontos de venda, tendo mais de cinco mil pessoas envolvidas no processo.

Varginha

Já a Cellini Comércio Importação de Eletrodomésticos Portáteis Ltda. irá transferir de São Paulo para Varginha, Sul de Minas, sua fábrica de eletrodomésticos portáteis, destinados preferencialmente à nova classe C. O projeto, que deverá ser concluído em 2013, irá gerar 18 empregos diretos e 70 indiretos.

Com investimento de R$ 3,9 milhões, a empresa irá implantar, além da unidade industrial, um centro de distribuição que irá comercializar a produção de partes de aparelhos importados, que serão montados na nova unidade. Os aparelhos são ferro a vapor, torradeiras, sanduicheiras, miniprocessadores, hand mixer, cafeteiras, fornos elétricos e grill. Já a fabricação da Cellini em Varginha compreenderá ventiladores, liquidificadores, ferro elétrico, batedeira, espremedor de frutas.

Durante a assinatura do protocolo, o diretor-executivo da Cellini, Walter Kufel Júnior, informou que a opção por Varginha foi feita em função do município possuir um porto seco e por sua localização. “Em termos logísticos, Varginha reúne todas as condições que a empresa buscava”, enfatizou.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-atrai-investimentos-de-r-80-milhoes-para-o-vale-do-jequitinhonha/

Gestão Anastasia: Governo de Minas integra cadeia binacional do PET e quer fortalecer a economia solidária

Projeto prevê que garrafas pet sejam coletadas e transportadas em flakes com apoio direto do Estado

Gil Leonardi/Imprensa MG
Mauricio Alexandre Dziedricki, Paul Singer, Dorothea Werneck, Carlos Pimenta e secretário-adjunto Hélio Augusto Rabello
Mauricio Alexandre Dziedricki, Paul Singer, Dorothea Werneck, Carlos Pimenta e secretário-adjunto Hélio Augusto Rabello

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, abriu nesta segunda-feira (19), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, a “Reunião da Cadeia Binacional do PET Brasil-Uruguai”. O evento, com a participação do secretário Nacional da Economia Solidária, economista Paul Singer; do secretário do Trabalho e Emprego de Minas Gerais, Carlos Pimenta; do secretário da Economia Solidária e Apoio a Micro e Pequena Empresa do Rio Grande do Sul (Sesampe), Mauricio Alexandre Dziedricki, teve o objetivo de discutir a inserção de Minas Gerais no Projeto da Cadeia Solidária Binacional do PET Brasil- Uruguai.

O projeto, que tem entre suas competências estimular a participação da sociedade civil e da administração pública estadual na definição de políticas de economia solidária, prevê que as garrafas pet sejam coletadas e transformadas em flakes com apoio direto do Governo de Minas. Após este trabalho, o material é enviado para a Cooperativa Industrial Maragata, em San José, no Uruguai. A organização uruguaia é a responsável por produzir fibras sintéticas a partir da matéria prima enviada pelas associações e cooperativas brasileiras.

Em Minas Gerais, a Cooperativa de Produção Têxtil (Coopertêxtil), de Pará de Minas, é responsável pelo processo de fiação e tecelagem, transformando a fibra sintética em tecido ecológico, que será comercializado como produto final. A cooperativa também dará continuidade à cadeia no Brasil, enviando o tecido para cooperativas de costureiras que o transformarão em peças customizadas, como camisetas, bolsas, produtos de cama e mesa e sapatos.

Estratégia

Durante a abertura da reunião, Dorothea Werneck destacou a importância do fortalecimento da economia solidária. Ela se comprometeu a ajudar a Coopertêxtil a buscar uma linha de crédito para que a cooperativa consiga construir sua sede em lote já doado pela prefeitura de Pará de Minas. “A economia solidária é uma estratégia de desenvolvimento que, além de incluir pessoas e distribuir renda, ainda trabalha a favor do meio ambiente”, enfatizou.

Já Paul Singer lembrou que o projeto tem um profundo conteúdo social na medida em que permitirá aos catadores e recicladores sair da pobreza. “A meta do governo federal é organizar os muito pobres, oferecer-lhes uma vida nova, criando um sistema que elimine a pobreza no país”, enfatizou.

Mauricio Alexandre Dziedricki afirmou durante a reunião que a cadeia do PET é um arranjo produtivo que vai efetivamente produzir, servir de modelo para outros setores e formar uma cadeia produtiva latino-americana. “Precisamos criar uma marca de identificação da cadeia solidária binacional do PET, que traduza o espírito de cooperação de uma nova sociedade que nós pretendemos construir, que consolide um plano internacional com a grife da economia solidária”, salientou.

Além da inserção de Minas Gerais no processo, a reunião teve o objetivo de explicar aos representantes do Governo mineiro o projeto e sua dinâmica, identificar o papel dos atores institucionais envolvidos e, principalmente, pensar ações estratégicas para estruturação da cadeia e consolidação do projeto no Brasil e no Uruguai.

Para o secretário de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta, “a proposta só traz ganhos para os envolvidos, uma vez que além da preservação ambiental, com a melhor destinação das garrafas pet, ainda há a geração de renda para milhares de trabalhadores que estavam fora do mercado de trabalho. Queremos investir nesta parceria e ampliar a participação do Estado na rede, apoiando e fomentando as atividas nas diversas etapas de produção”.

A participação de Minas Gerais começou a ser definida no final do ano passado, em um encontro com a diretora do Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa do Governo do Rio Grande do Sul, Nelsa Fabian Nespolo. Como encaminhamento das reuniões foi enviado à Sede um convite oficial para integrar o projeto e para realizar um intercâmbio no Uruguai para debater as parcerias e o cooperativismo com o Governo Uruguaio e com a Federação das Cooperativas daquele país.

A Superintendência de Cooperativismo e Apoio ao Setor Terciário será o setor da Sede responsável pela participação no programa. O papel do Governo de Minas será, em princípio, apoiar institucionalmente a consolidação da cadeia binacional e articular parcerias estratégicas, buscando meios para fortalecer o elo da cadeia em Minas, representado pela Coopertêxtil.

Evento teve também a participação do subsecretário de Indústria, Comércio e Serviços da Sede, Marco Antonio Rodrigues da Cunha, do secretário adjunto da Sete, Hélio Augusto Rabelo, da diretora de Economia Solidária da Sesampe, Nelsa Fabian Nespolo, e da diretora do Departamento Nacional de Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Vera Lúcia de Oliveira. A reunião contou ainda com a participação de representantes da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol) e da Coopertêxtil e de técnicos da Sede e da Sete. Antes da reunião, os representantes do Governo do Rio Grande do Sul visitaram a Coopertêxtil em Pará de Minas.

A experiência pioneira vai possibilitar a retirada de cerca de um milhão de garrafas PET de circulação. O Ministério do Trabalho, por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária, vai destinar recursos ao projeto, com contrapartida do governo gaúcho. Estes recursos permitirão a compra de máquinas que vão viabilizar a flocagem do PET, estágio inicial de processamento. Atualmente 9 bilhões de unidades de PET são descartadas na natureza anualmente.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-integra-cadeia-binacional-do-pet-e-quer-fortalecer-a-economia-solidaria/

Gestão em Minas: Antonio Anastasia intensifica relações comerciais com Nápoles

Governador assina acordo de parceria com a Região da Campânia e participa de encontro com empresários

O governador Antonio Anastasia apresentou para empresários da região italiana da Campânia, em Nápoles, nesta quinta-feira (8), os avanços e as potencialidades econômicas, tecnológicas e turísticas de Minas Gerais, com o propósito de atrair mais investimentos para o Estado. O encontro entre empresários mineiros e italianos foi realizado na Câmara de Comércio de Nápoles.

Anastasia fez um histórico das relações comerciais entre Minas Gerais e a Região de Campânia e mostrou aos italianos as vantagens de investir no Estado.

“Minas e Campânia têm uma grande identidade econômica e cultural. Minas Gerais responde por 10% do PIB brasileiro, temos agricultura muito avançada, setores de serviços extremamente desenvolvidos. Na indústria, somos o maior produtor mineral do Brasil, entretanto, precisamos agregar valor aos nossos produtos. Para isso, estamos buscando inovação e mais tecnologia. Temos muita potencialidade. É isso que queremos mostrar ao mundo, rompendo nossas fronteiras. Queremos fazer negócios e identificar novas parcerias”, disse o governador.

O presidente da Câmara de Comércio de Nápoles, Maurizio Maddaloni, e o vice, Ricardo de Falco, apresentaram as características econômicas da província e da Região de Campânia. A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothéa Werneck, e o secretário de Turismo, Agostinho Patrus Filho, também fizeram apresentações sobre Minas. De acordo com Ricardo de Falco, o objetivo é intensificar as relações comerciais com Minas Gerais.

“Buscamos sempre a promoção do desenvolvimento local, a inovação e o estímulo à internacionalização. A performance das relações comerciais entre Minas e Itália é muito boa, mas vamos aumentar ainda mais nossas parcerias e os laços de cooperação entre nossas regiões”, destacou o vice-presidente da Câmara de Comércio de Nápoles.

Bons negócios

Representantes de empresas dos segmentos automotivo, de tecnologia, transporte, autopeças, tecnologia da informação, eletroeletrônico, serviços e metalmecânico participaram do evento de negócios com empresários de Campânia.

“Acredito que este é um novo momento para Minas e para a Itália. Será um mercado excelente, as perspectivas de futuros negócios são muito boas. Vamos trocar experiências com este estado co-irmão, o que poderá ajudar Minas a exportar mais e a vender mais”, disse o presidente da Câmara Ítalo-Brasileira, Giacomo Regaldo.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, OlavoMachado, firmar parcerias é o primeiro passo para levar mais investimentos para Minas. “Um negócio começa dessa forma. Estamos conhecendo novos empresários, novas oportunidades e novos produtos. Tudo na base da inovação, que poderá agregar valor aos produtos de Minas Gerais. Vejo nos italianos o desejo de conhecer e investir no Brasil. Vamos divulgar Minas Gerais e levar novos investimentos pra lá”, disse Olavo.

“Tenho certeza que estes entendimentos, que estão sendo feitos pelos empresários, através do Governo de Minas, da Câmara Italiana e da Fiemg, irão gerar bons frutos”, finalizou Antonio Anastasia.

Este foi o terceiro encontro entre empresários na Itália. Antes ocorreram em Turim e Roma. O próximo será nesta sexta-feira (9), em Salerno, também na Região de Campânia. A Missão Empresarial de Minas à Itália foi organizada pela Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura de Minas Gerais, com o apoio da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

Parcerias

Em seguida, o governador Antonio Anastasia assinou, na sede do Governo de Campânia, acordo de parceria com a Região. Ele foi recebido pelo presidente de Campânia, Stefano Caldoro; pelo conselheiro diplomático, Francesco Calogero; pela secretária de Cultura, Esporte e Juventude, Caterina Miraglia; e pelo secretário de Pesquisa e Inovação, Guido Lombetti.

“Ver o crescimento do PIB brasileiro e mineiro é um grande incentivo para nós. Com certeza este será o início de uma longa colaboração”, disse o presidente Stefano Caldoro ao governador.

Em maio, o Brasil e Minas Gerais receberão uma delegação com cerca de 300 empresários italianos, que pretendem concretizar negócios com empresas de Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Recife.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: desenvolvimento econômico é tema de reunião entre Dorothea Werneck e lideranças do Centro-Oeste

Encontro, promovido pela Sede em parceria com a Fiemg, foi destinado à discussão de propostas para fomentar o desenvolvimento regional

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, participou, nesta terça-feira (28), de uma reunião com empresários, em Divinópolis, região Centro-Oeste de Minas. O encontro, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) em parceria com a regional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), foi destinado à discussão de propostas para fomentar o desenvolvimento regional.

Dorothea Werneck reiterou que o grande desafio do Governo de Minas é a atração de investimentos para todas as regiões do Estado. Desde o ano passado, a Sede vem promovendo uma série de reuniões nas macrorregiões mineiras para divulgar a estrutura do Sistema Operacional de Desenvolvimento Econômico e ouvir de empresários e prefeitos sugestões e propostas para fomentar o crescimento sustentado. “A parceria entre Estado e municípios é fundamental para identificar as principais características de cada região e promover a vinda de novas empresas ou a expansão daquelas já instaladas em Minas”, enfatizou.

Também participaram da reunião o subsecretário de Indústria, Comércio e Serviços da Sede, Marco Antônio Rodrigues da Cunha, o presidente da Regional Centro-Oeste da Fiemg, Afonso Gonzaga, o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, e o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Ângelo Roncalli.

Durante a tarde, Dorothea Werneck participou de um encontro promovido pela Sede em parceria com a AMM com 15 prefeitos e secretários municipais da região. Para a secretária, Minas Gerais e o Brasil vivem um momento extremamente propício para a atração de novos projetos. O processo de negociação, segundo ela, começa com o que o Estado pode oferecer em termos de infraestrutura, oferta de energia, profissionais qualificados, logística, entre outros. No entanto, em muitos casos a grande dificuldade é a oferta de terrenos. Nesse sentido, acrescentou que o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi) já iniciou o cadastro de áreas disponíveis e vem contando com o apoio das prefeituras para auxiliar na orientação do empreendimento.

“Estamos em um momento muito bom e temos que aproveitar para dizer aos investidores porque eles devem vir para Minas Gerais. Quanto maior o volume de informações maior é a atratividade para novos empreendimentos no Estado”, afirmou a secretária.

Fonte: Agência Minas