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Aécio: 2º turno é uma certeza

Temos um projeto para o Brasil. Projeto de gestão eficiente, de ousadia do ponto de vista da retomada do crescimento, dos indicadores sociais.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio diz que 2º turno é uma certeza e que projeto de gestão do PSDB será o escolhido

No Rio, tucano ressaltou que Marina Silva não é sua principal adversária

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse que a pesquisa Datafolha publicada nessa segunda-feira mostra que o segundo turno é uma certeza e que Marina Silva não é sua principal adversária nesta eleição. O tucano visitou nesta manhã a Unidade de Polícia Pacificadora do Morro Dona Marta, e percorreu a comunidade, na Zona Sul do Rio.

— Acho que o que ficou claro nas pesquisas, e eu já antevia isso, que teremos segundo turno. O segundo turno era uma perspectiva cada vez mais provável. Hoje é uma certeza. Temos um projeto para o Brasil. Projeto de gestão eficiente, de ousadia do ponto de vista da retomada do crescimento, de avanço nos nossos indicadores sociais – disse acrescentando: — E esse projeto está cada vez mais vigoroso. Tenho muita confiança que no momento da eleição esse será o projeto escolhido pela maioria dos brasileiros.

Aécio comentou ainda o fato de aparecer um ponto percentual atrás de Marina na sondagem, já que a provável candidata do PSB teve 21% das intenções de voto e ele, 20%.

— É claro que há uma mudança no quadro eleitoral e já reflete nas pesquisas. O que não muda é a nossa determinação e convicção de que temos o melhor projeto para o Brasil.

O candidato tucano também foi questionado se, com o novo cenário eleitoral, Marina Silva é sua maior adversária.

— Não. De forma alguma. A nossa proposta é de oposição ao governo que está aí.

Questionado sobre o percentual obtido por Marina, ele respondeu que era esperado.

— Ela é muito conhecida. Disputou eleição e tem méritos — afirmou o senador negando atribuir o percentual atingido por Marina a comoção pela morte de Eduardo Campos.

O tucano disse ainda ter muito respeito por Marina Silva, assim como tem pela presidente da República, mas afirmou ter as melhores propostas para o país. Para Aécio, a mudança no cenário eleitoral não altera “absolutamente nada” que ele tinha programado para apresentar no horário eleitoral gratuito da TV, que começa nesta terça-feira.

Na comunidade, Aécio esteve com o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. À tarde, o candidato tem uma reunião com tucanos no Rio.

No morro, podiam ser vistas muitas placas do tucano ao lado do governador Luiz Fernando Pezão, candidato a reeleição, e do filho do ex-governador Sergio Cabral, Marco Antonio Cabral, candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados.

A agenda na UPP foi programada pelo coordenador do Afroreggae, José Junior, que também é colabora com o programa de Aécio na área de juventude. Na ida à UPP ele prometeu estender o modelo a outras regiões do país.

— Quero reinterar o meu compromisso de ampliar esse tipo de iniciativa para outras regiões metropolitanas do Brasil e outros aglomerados urbanos que vivem problemas de criminalidade.

Após a agenda, foi almoçar com Fernando Henrique Cardoso.

DATAFOLHA

pesquisa, divulgada na madrugada desta segunda-feira já colocando Marina Silva como candidata do PSB à Presidência da República mostra que ela entra na disputa com 21% das intenções de voto no 1º turno, um ponto à frente de Aécio Neves (PSDB), que tem 20% – o que configura empate técnico. Dilma (PT) lidera com 36%, segundo a sondagem.

Segundo o Datafolha, a entrada de Marina Silva na disputa afasta a chance de a eleição ser decidida no primeiro turno.

As intenções de voto nulo ou em branco, que eram de 13%, caem com a entrada de Marina. Segundo o Datafolha, com Marina candidata a taxa recua para 8%. O percentual de indecisos, que era de 14%, cai para 9%.

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Os desafios do crescimento sustentável

São Paulo, terça-feira, 03 de maio de 2011

AÉCIO NEVES

Fonte: Folha de S. Paulo

O Brasil conquistou, na primeira década deste novo século, avanços sociais e econômicos importantes.

A desigualdade de renda vem caindo em um ritmo intenso, graças ao crescimento do emprego e à expansão dos programas sociais instalados e adensados no curso de diferentes governos.

Não teríamos chegado até aqui sem acabar com a inflação, sem reestruturar as dívidas de Estados e municípios e sem estabelecer uma política consistente de geração de superavit primários.

Da mesma forma, não aproveitaríamos a crescente demanda internacional por produtos brasileiros (agrícolas, pecuários, da indústria extrativa e petrolífera, entre outros) se não tivéssemos feito as reformas dos anos 90, entre elas a privatização, que atraiu novos capitais e tecnologias, democratizou serviços e aumentou a competitividade da indústria e da agricultura nacionais.

Alcançamos, agora, um patamar em que “mais do mesmo” é insuficiente para sustentar um necessário ciclo de novos avanços.

Há importantes desafios a serem vencidos e uma nova agenda a ser enfrentada. O primeiro deles, de médio prazo, que perpassa todos os demais, é recorrente: precisamos melhorar a qualidade da educação básica no Brasil.

É inconcebível que o destino de uma criança seja ainda determinado pelo local do seu nascimento e pela condição de renda da sua família. O amplo acesso à educação de boa qualidade é o único caminho para a transformação social, para a maior distribuição de renda e de oportunidades.

Nosso segundo desafio é fazer a reforma tributária. A sociedade não aceita mais a abusiva carga de impostos sobre assalariados e a produção e, na esfera dos Estados, a perversa guerra fiscal, que coloca em lados opostos aqueles que deveriam ser parceiros do processo de desenvolvimento.

O Brasil precisa reduzir o número de impostos, desonerar as exportações e o investimento produtivo, reduzir contribuições que incidem na folha de salários, melhorar a progressividade da arrecadação e rediscutir a repartição de recursos entre as esferas de governo.

Nosso terceiro desafio imediato é a redução gradual do gasto público, para que o Estado possa aumentar o investimento e avançar na agenda de desoneração tributária já mencionada.

No modelo atual, os gastos públicos mais relevantes estão sendo financiados pelo crescimento da carga tributária ou por um endividamento crescente do Tesouro Nacional, emblematicamente simbolizado pelos repasses de mais de R$ 300 bilhões para o BNDES financiar obras públicas e privadas.

Nosso quarto desafio é a reforma do Estado. Não a incluo entre as nossas prioridades por mera preocupação fiscalista, mas para estabelecer mecanismos permanentes de avaliação da eficiência de políticas públicas, análise de custos e benefícios e melhoria da produtividade do setor público.

Sem esses instrumentos, os recursos já escassos tornam-se ainda mais insuficientes, gerando mais demanda por mais impostos ou saídas estranhas, como a chamada “contabilidade criativa”.

Minas Gerais, assim como alguns outros Estados, nos mostra que a boa governança é o primeiro degrau para a superação do atraso social que vivemos, sem recorrer à sanha arrecadatória.

Acredito que esses são os primeiros itens da ampla agenda de trabalho a que precisamos responder para nos habilitarmos a uma trajetória de crescimento verdadeiramente sustentável. Fazer avançar essa agenda, com os olhos voltados para o futuro, nos exigirá escolhas difíceis e um profundo debate de propostas que o governo já deveria ter enviado ao Congresso Nacional.

Os sinais na economia são claros.

Até quando vamos esperar?

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AÉCIO NEVES, economista, é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais (2003-2010), deputado federal pelo PMDB-MG (1987-1991), pelo PSDB-MG (1991-2002) e presidente da Câmara dos Deputados (2001-2002).  Link para o original (assinantes): http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0305201107.htm

Link para site Senador Aécio Nenves http://www.aecioneves.net.br/2011/05/artigo-de-aecio-neves-sobre-crescimento-sustentavel-na-folha-de-s-paulo/