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Gestão em Minas: projeto desenvolvido pelo Iter inicia plano de atividades para 2012

Ainda no primeiro semestre, serão realizadas reuniões com os representantes dos três territórios dos Consórcios de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local

O “Produção Agroecológica Integrada e Sustentável” (PAIS), projeto do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), desenvolvido pela Secretaria de Estado Extraordinária de Regularização Fundiária (Seerf), por meio do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter-MG) iniciou o planejamento das atividades que serão realizadas em 2012.

Ainda no primeiro semestre, serão realizadas reuniões com os representantes dos três territórios dos Consórcios de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local em Minas Gerais (Consads) para avaliar o andamento do programa nas regiões atendidas. O objetivo dessas reuniões será avaliar, junto às famílias beneficiadas e representantes locais, a contribuição do projeto no direito à alimentação como parte integrante do direito de cada cidadão. Nesta avaliação, ganha importância a atuação dos governos locais que implementaram ações de apoio

Os encontros vão contar com a participação das famílias agricultoras, secretários municipais, representantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), sindicatos e outras entidades da sociedade civil envolvidas no processo, com o acompanhamento do MDS e Sebrae.

A primeira reunião será realizada com os 21 municípios do Consad Médio Jequitinhonha (Angelândia, Araçuaí, Berilo, Cachoeira do Pajeú, Caraí, Chapada do Norte, Comercinho, Coronel Murta, Francisco Badaró, Franciscópolis, Itaobim, Itinga, Jenipapo de Minas, José Gonçalves de Minas, Malacacheta, Medina, Novo Cruzeiro, Padre Paraíso, Ponto dos Volantes, Setubinha e Virgem da Lapa). Em seguida, com os dez municípios do Vale do Urucuia (Arinos, Bonfinópolis de Minas, Buritis, Chapada Gaúcha, Formoso, Pintópolis, Riachinho, São Romão, Uruana de Minas e Urucuia). Finalizando, será realizado um encontro com os nove municípios da Bacia do Itabapoana (Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Caiana, Carangola, Caparaó, Espera Feliz, Luisburgo, Manhumirim e São João do Manhuaçu).

De outubro de 2010 a outubro de 2011, todas as unidades de produção foram acompanhadas com assistência técnica e visitas periódicas (duas vezes por mês), realizadas pelos técnicos das empresas parceiras do projeto, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto Natalense de Educação Superior – Inaes, e Fahma Planejamento e Engenharia Agrícola.

O PAIS trabalha no combate à fome e à miséria, utilizando tecnologias alternativas e sustentáveis em seus cultivos sem a utilização de agrotóxicos na produção de alimentos.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: agroindústria de farinha e polvilho estimula produção no Vale do Mucuri

Unidade de processamento implantada com o apoio da Emater beneficiou dezenas de famílias do município de Bertópolis

A produção de farinha e polvilho de mandioca é tradicional no município de Bertópolis, Vale do Mucuri. A atividade tem sido importante fonte de renda para famílias de pequenos produtores. Recentemente, a produção do município ganhou mais estímulo com a implantação de uma unidade de processamento. Algo possível por meio de ações do Governo de Minas, com a participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). A utilização de equipamentos modernos tem facilitado o trabalho e trouxe expectativas.

A implantação da agroindústria beneficiou 34 famílias, que antes faziam o processamento da mandioca de maneira artesanal. Com a instalação da fábrica da Associação Comunitária dos Moradores do Pradinho, o trabalho tornou-se mais simples e rápido. A unidade tem ajudado a aumentar a quantidade e a qualidade da produção. Em 2011, foram produzidas quatro toneladas de polvilho e oito de farinha. A expectativa para 2012 é de que a produção de polvilho chegue a seis toneladas e a de farinha de mandioca a 12. A unidade foi implantada com recursos do Minas Sem Fome e do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR).

A matéria-prima para a fabricação de farinha e polvilho é cultivada pelas próprias famílias. As lavouras de mandioca são individuais. O mesmo acontece com o processamento da raiz. Cada família reserva um horário na unidade para produzir sua farinha e seu polvilho. O trabalho é feito em mutirão com a ajuda de outros produtores. Uma parte do que é produzido pelas famílias é destinada à associação para a manutenção da unidade. A comercialização dos produtos ainda é realizada individualmente.

Há 15 anos, Josemar José Caetano produz farinha de mandioca. Segundo ele, o trabalho era todo manual. “Tudo demorava mais. Era mais difícil”, conta o produtor. Com a implantação da agroindústria no município de Bertópolis, o trabalho ficou mais simples. “Além de agilizar a produção, a fábrica nos ajuda a produzir uma farinha com mais qualidade e a não desperdiçar material”, explica Josemar Caetano.

Segundo a extensionista da Emater-MG Selma Braun da Silva, a empresa tem estimulado o associativismo entre os produtores. Ela explica que o trabalho individual é um hábito na região, mas que, com a instalação da fábrica, isso pode mudar. “Será um desafio, mas estamos tentando. O associativismo fortalece o grupo e pode ajudar na conquista de mercado e na agregação de valor ao produto dos associados”, diz Selma Braun.

Recursos para a implantação da agroindústria

A unidade de processamento de mandioca do município foi implantada em 2011. Os recursos para a construção do prédio são provenientes do Programa de Combate à Pobreza Rural. O total do investimento foi de R$ 51 mil. O PCPR é desenvolvido pelo Governo de Minas, com apoio do Banco Mundial (Bird), e tem como objetivos reduzir a pobreza e buscar soluções para desenvolver as comunidades onde atua, nos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas.

A Emater-MG participa ativamente de reuniões com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) e com as associações para identificar as prioridades dos municípios. A partir dessas reuniões, são definidos quais subprojetos do PCPR serão implantados. A Emater-MG elabora os subprojetos técnicos, que são encaminhados aos CMDRS para aprovação e, posteriormente, ao Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), que faz a análise da legitimidade, elegibilidade e viabilidade técnica e ambiental dos subprojetos. Após a implantação dos subprojetos, a Emater continua prestando assistência às famílias beneficiadas, acompanhando o desenrolar do processo.

Os equipamentos da unidade de processamento foram adquiridos com recursos as ordem de R$ 34 mil do Minas Sem Fome. A fábrica foi equipada com ralador automático, forno motorizado e prensa manual, entre outros.

O Minas Sem Fome é um projeto do Governo de Minas, executado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), por meio da Emater-MG, com apoio das prefeituras. O objetivo é implementar ações que contribuam para a inclusão da população de baixa renda no processo produtivo, especialmente agricultores familiares. O programa incentiva a produção de alimentos, agregação de valor e geração de renda, visando à melhoria de suas condições de segurança alimentar e nutricional. A Emater-MG é responsável pela mobilização dos agricultores, assistência técnica, compra e distribuição dos insumos.

Fonte: Agência Minas