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Governo de Minas: caminhoneiros aderem à Campanha Proteja Nossas Crianças

Profissionais que circulam em estradas de todo o Estado firmam compromisso para serem multiplicadores da campanha.

Divulgação / Sedese
Motoristas profissionais se comprometeram a serem multiplicadores da campanha nas estradas de Minas
Motoristas profissionais se comprometeram a serem multiplicadores da campanha nas estradas de Minas

A Campanha Proteja Nossas Crianças ganhou o reforço de 750 caminhoneiros, que circulam pelas estradas de Minas e de todo país.  Nesta sexta-feira (29), véspera do Dia dos Caminhoneiros, eles assinaram, voluntariamente, um termo de compromisso para serem multiplicadores da campanha. A ação foi realizada na Ceasa Minas e os caminhoneiros ganharam uma bolsa ecológica, doada pelos Correios, além do material gráfico da campanha que enfatiza o número do Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19). A ideia é fazer do caminhoneiro um parceiro na divulgação da campanha.

Pai de 13 filhos, o caminhoneiro Sebastião Peixoto, de 56 anos, foi um dos primeiros a assinar o certificado e a se compromissar com a causa. “A minha filha caçula tem apenas quatro anos e sei da importância dessa iniciativa”, disse Sebastião, que mora em Esmeraldas.

Lançada pelo Governo de Minas em maio de 2008, a Campanha Proteja Nossas Crianças é uma das maiores mobilizações já realizadas no país com foco no combate à violência doméstica e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Conta com a parceria das emissoras de TV, rádio e jornais impressos do Estado, além de realizar ações educativas em todos os pontos e regiões de Minas.

O carioca Josimar Targino, de 53 anos, também é pai e sabe bem a necessidade de se criar mecanismos para combater a violência.. “É uma ação muito significativa. A maioria dos caminhoneiros é responsável e pai de família. Como em toda profissão, sempre têm os desviados”, ressaltou.

Denúncias

Das 1.553 denúncias recebidas pelo Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19), de janeiro a maio deste ano, 963 foram para relatar crimes contra crianças e adolescentes. A violência física dentro da própria família (379) e a negligência e abandono (320) permanecem como os tipos mais denunciados. Em seguida, aparecem os crimes sexuais, cometidos fora e dentro do eixo familiar. Juntos, somam 78 denúncias no período em questão.

As ações permanentes da Campanha Proteja Nossas Crianças são reforçadas três vezes por ano, nos dias 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração, 30 de Junho, Dia do Caminhoneiro, e na Semana da Criança, em outubro

A campanha é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca). A mobilização visa sensibilizar e incentivar a população a denunciar as violações dos direitos das crianças por meio do Disque Direitos Humanos.

Pontos vulneráveis

Números da Polícia Rodoviária Federal, divulgados em maio deste ano, mostram que Minas Gerais possui um ponto vulnerável à exploração sexual a cada 42,35 quilômetros de rodovia, 17ª posição no ranking. No entanto, a preocupação é grande já que Minas possui a maior malha rodoviária do país (10,6 mil km).

“Qualquer divulgação do Disque traz retorno no número de denúncias. E o papel do caminhoneiro é importante, porque ele percorre o Estado todo e tem condições de identificar e denunciar pontos de exploração”, ressaltou o coordenador do Disque Direitos Humanos, Jorge Noronha.

Parceiros

Além dos órgãos de imprensa de Minas Gerais, a campanha conta com apoio de várias instituições privadas e públicas, como Polícia Rodoviária Federal, Ceasa Minas, Correios, Associação das Mães Chefe de Família do Estado de Minas Gerais (Assmig), entre outros.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/caminhoneiros-aderem-a-campanha-proteja-nossas-criancas/

Gestão Eficiente: Ações marcam o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Blitz educativa distribuiu adesivos da Campanha Minas Alerta: Proteja Nossas Crianças no Ceasa

José Carlos Paiva/Imprensa MG
O secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Cássio Soares, participa de blitz da campanha Proteja Nossas Crianças.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Cássio Soares, participa de blitz da campanha Proteja Nossas Crianças.

O para-brisa do caminhão do motorista Jaci Nogueira, 59 anos, tem vários adesivos de alerta sobre os crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Pai e avô, Jaci se diz radicalmente contra este tipo de “monstruosidade”. Ele foi um dos motoristas abordados durante a blitz educativa realizada na Ceasa de Contagem, na manhã desta sexta-feira (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O caminhão de Jaci ganhou mais um adesivo, o da Campanha Minas Alerta: Proteja Nossas Crianças, desenvolvida pelo Governo de Minas desde maio de 2008.

“Acho a iniciativa ótima. Precisamos disso e sou um defensor dos direitos das crianças, por isso tenho vários adesivos pregados no meu caminhão. A pessoa que abusa sexualmente de uma criança tem que ser presa e condenada”, diz Jaci Nogueira.

A ação desta sexta-feira, replicada também pelas 19 regionais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), teve a participação do Governo do Estado, da sociedade civil e de entidades privadas, parceiras da campanha. O secretário, Cássio Soares, participou da blitz e ressaltou a necessidade de acabar com a ideia de que os caminhoneiros são os principais violadores.  “Os caminhoneiros são ótimos parceiros e replicadores da campanha, porque percorrem todas as estradas de Minas Gerais. O foco da campanha é toda pessoa que abusa ou violenta qualquer criança”, observou.

Dados do Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19) mostram que a violência é cometida, muitas vezes, dentro da própria família. O serviço recebeu 8.903 denúncias de crimes contra esse público nos últimos três anos, média de 2.967 relatos a cada 365 dias.  E os crimes sexuais estão entre os mais denunciados neste período: foram 1.970 relatos, dos quais 881 de crimes sexuais cometidos por familiares.

Lançada em maio de 2008, a Campanha Proteja Nossas Crianças é uma das maiores mobilizações já realizadas no país com foco no combate à violência doméstica e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa é coordenada pela Sedese, pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) e conta com a parceria das emissoras de TV, rádio e jornais impressos do Estado.

O serviço, criado no ano 2000 pelo Governo de Minas, recebe ligações de todo o Estado. Os relatos recebidos são encaminhados para os conselhos e delegacias especializadas. Em alguns casos, dependendo da gravidade e urgência, até mesmo a Polícia Militar pode ser acionada.

O serviço é sigiloso, gratuito e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h. Para que a denúncia seja apurada com mais agilidade e as providências tomadas, o denunciante precisa fornecer informações básicas, como identificação da vítima e do agressor, além do endereço completo, conforme ressalta o secretário Cássio Soares, “A principal dificuldade que temos está relacionada com a inconsistência dos dados na hora de fazer a denúncia. É importante que a pessoa tenha, minimamente, alguns dados para que a denúncia seja bem apurada”.

Ação permanente

A subsecretária de Direitos Humanos da Sedese, Carmen Rocha, lembrou que a campanha desenvolve ações permanentes desde o lançamento, em 2008. Além das ações para incentivar a sociedade a denunciar, a campanha desenvolve um programa de capacitação de conselheiros tutelares.

Coordenador do Disque Direitos Humanos desde 2004, Jorge Noronha ressalta que a denúncia já é um fator para inibir o abusador. “Só de a pessoa perceber que está sendo observada, ela deixa de cometer o crime, por isso é importante denunciar”, afirma.

Parceiros

Além dos órgãos de imprensa de Minas Gerais, a campanha conta com apoio de várias instituições privadas e públicas, como Polícia Rodoviária Federal, Ceasa Minas, Correios, Siga Bem Caminhoneiro, Serviço Social do Transporte (SEST), Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT), Associação dos Atacadistas Distribuidores do Estado de Minas (Ademig), Prefeitura de Belo Horizonte e Instituto ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores), com sede em São Paulo.

“É uma campanha que merece atenção tanto do órgão público quanto da iniciativa privada. Todos precisam dar as mãos. A Sedese tem assegurado o protagonismo dessa ação, até por se tratar de uma questão de política pública, mas os parceiros, como o Instituto Ceasa, também contribuem com a iniciativa”, destacou Willy Diegues Alves, presidente do Instituto Ceasa.

A data

O 18 de Maio foi instituído pela Lei Federal nº. 9970/00 como o Dia Nacional de Luta contra o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.  A data foi escolhida porque em 18 de maio de 1973, em Vitória (ES), uma menina de oito anos de idade foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens de classe média alta da cidade. O crime bárbaro chocou a opinião pública nacional e ficou conhecido como o “Crime Araceli”, nome da vítima. Apesar de sua natureza hedionda, prescreveu impune.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/acoes-marcam-o-dia-nacional-de-combate-ao-abuso-e-a-exploracao-sexual-de-criancas-e-adolescentes/

Governo de Minas: especialista dá dicas para identificar crimes sexuais contra crianças

Dado do Observatório da Infância aponta que apenas 30% dos casos de abusos deixam evidências físicas

Divulgação/Sedese MG
A campanha Proteja Nossas Crianças visa combater a violência doméstica e a exploração sexual
A campanha Proteja Nossas Crianças visa combater a violência doméstica e a exploração sexual

Os crimes sexuais contra crianças e adolescentes corresponderam a 16% das denúncias recebidas pelo Disque Direitos Humanos (0800 031 1119) em 2011, com 336 relatos. Só os crimes de violência física dentro da própria família e de negligência e abandono, com 752 e 746 denúncias, respectivamente, superaram os relatos de crimes sexuais.  Mas como identificar esse tipo de violência, que muitas vezes ocorre dentro da própria família?

A psicóloga e responsável pela Coordenadoria Especial de Política Pró-Criança e Adolescente (Cepcad), Eliane Quaresma, chama a atenção dos pais para possíveis sinais apresentados pelas crianças que sofrem esse tipo de violação. “O abuso sexual acontece de uma forma muito velada. O abusador é, geralmente, muito próximo e tem uma relação de confiança com a criança, que passa a ter uma dependência provocada pelo medo. Além disso, a criança sente vergonha e normalmente é ameaçada pelo abusador”, explica Quaresma.

Dado do Observatório da Infância aponta que apenas 30% dos casos de abusos deixam evidências físicas, o que, para a psicóloga, dificulta ainda mais a identificação da violência. “A criança dá outros sinais: passa a ficar deprimida, apática, apresenta queda no rendimento escolar e medo de ficar sozinha”, exemplifica.

Quaresma também ressalta a importância de os pais sempre acreditarem no que os filhos contam. “Muitas vezes, por vergonha, a criança, que tem o imaginário muito fértil, floreia um caso para contar um abuso e isso leva as pessoas a não acreditarem”, disse, orientando os pais a sempre apurarem o que os filhos dizem.

A criança que sofre violação e não é tratada carrega sequelas para o resto da vida e geralmente se torna um adulto com dificuldade de relacionamento social, depressivo, com impotência sexual, frigidez, além de poder cometer suicídio.

Proteja

Para incentivar a população a denunciar os crimes contra crianças e adolescentes, o Governo de Minas lançou, em maio de 2008, a Campanha Proteja Nossas Crianças, coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca). É uma das maiores mobilizações já realizadas no país com foco no combate à violência doméstica e à exploração sexual desse público. Conta com a parceria das emissoras de TV, rádio e jornais impressos do Estado.

Fique atento a algumas táticas usadas por abusadores:

– Fazem-se passar por jovens ou crianças da mesma idade;

– Abordam assuntos que agradam suas vítimas potenciais;

– Oferecem algum benefício monetário ou presente;

– Tornam-se ‘amigos’, criando uma atmosfera de acolhimento e dependência;

– Usam informações fornecidas por crianças, adolescentes e jovens durante o contato pela internet ou nos perfis criados em sites de relacionamento;

– Podem buscar esse contato fora da internet, pessoalmente, nas escolas, clubes ou lan houses.

Fonte: Agência Minas