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Gestão Anastasia: para diversificar as exportações, Governo de Minas Gerais busca novos mercados

Central Exportaminas lança o Panorama do Comércio Exterior de Minas Gerais, edição 2012

Leonardo Horta / SEDE
Ivan Barbosa Netto, Dorothea Werneck e Elisabete Serodio, no lançamento do “Panorama do Comércio Exterior de Minas”
Ivan Barbosa Netto, Dorothea Werneck e Elisabete Serodio, no lançamento do “Panorama do Comércio Exterior de Minas”

A secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Dorothea Werneck, afirmou nesta quarta-feira (20), em entrevista coletiva, na Cidade Administrativa, durante o lançamento do “Panorama do Comércio Exterior de Minas Gerais”, que o Estado está focado no planejamento para reduzir a dependência das exportações de commodities minerais, a partir da promoção de produtos com maior valor agregado, além da conquista de novos mercados.

“Estamos trabalhando para aproveitar a janela de oportunidades aberta não só para Minas Gerais, mas para o Brasil, que é a exportação de alimentos com valor agregado. Não queremos exportar apenas grãos, mas no caso da soja, por exemplo, precisamos exportar o óleo de soja e outros derivados. Portanto, nossa prioridade é antecipar e consolidar o espaço para a área de alimentos. Trata-se de um setor que está em pleno crescimento em todo o mundo”, destacou.

A estratégia para ampliar a presença de exportadores mineiros no mercado internacional vem sendo alcançada com a participação, cada vez maior, em feiras internacionais. De acordo com o diretor da Central Exportaminas, Ivan Barbosa Netto, apenas neste ano, Minas Gerais já esteve presente em seis eventos internacionais.

Para o segundo semestre a Central Exportaminas irá apoiar a participação de empresários em mais 12 feiras internacionais principalmente para os segmentos de alimentos e bebidas, frutas, café, cosméticos e higiene pessoal em países como África do Sul, Peru, Turquia, Estados Unidos, Canadá, França, Espanha, Itália e China. “O suporte dado ao empresário mineiro é o nosso primeiro desafio para desenvolver a cultura exportadora no Estado e, a partir daí aumentar nossas exportações”, enfatizou Ivan Barbosa.

Dorothea Werneck afirmou ainda que as perspectivas do comércio exterior de Minas estão ligadas à estabilidade do dólar. “Ter clareza e conhecimento do cenário internacional é fundamental no horizonte das decisões dos exportadores e no uso das ferramentas de negócios, pois a crise internacional está exigindo produtos com maior valor agregado e diversificação de mercados. De qualquer forma para o exportador o mais importante é a perspectiva de estabilidade do dólar”, destacou.

Panorama

O Panorama do Comércio Exterior apresenta os principais indicadores do comércio exterior mineiro, com base nos dados consolidados de 2011. A publicação, produzida pela equipe de inteligência comercial da Central Exportaminas, foi desenvolvida de forma a atender à crescente demanda por informações sobre a oferta de produtos e serviços de Minas para o exterior.

A análise demonstra que no ano passado houve um aumento da concentração das exportações. Os dez grupos de produtos com maior valor exportado responderam por 96,1% do total das vendas externas mineiras. Neste contexto, os produtos básicos foram responsáveis por 65,3% das vendas externas, com um aumento de 40,9% em relação ao ano de 2010. Os produtos industrializados (produtos semi-manufaturados e manufaturados) exportaram o total de US$ 14,34 bilhões, ou seja, 34,7% do total exportado.

A publicação também destaca as exportações mineiras por municípios e regiões. Apesar de a região Central ser responsável por mais da metade do total das exportações (62,5%), o maior crescimento relativo (72,3%) foi registrado na região Centro-Oeste, que representa apenas 2,7% das exportações estaduais. Os destaques foram café, açúcar, ferro fundido bruto e ferro gusa.

No ano passado, 261 municípios mineiros de todas as regiões realizaram exportações. Destes, 26 municípios participaram do comércio exterior pela primeira vez ou voltaram a exportar. A liderança ficou com Nova Lima, graças ao aumento de 183,5% das exportações de minérios metalúrgicos. No entanto, merece destaque também o município de São Gonçalo do Rio Abaixo que exportou 1.125,4% a mais de minérios metalúrgicos do que em 2010.

Novos Mercados

A publicação destaca que a conquista de novos mercados tem sido uma característica marcante do comércio exterior de Minas. Em 2011 o Estado atingiu 182 países com a conquista de sete novos destinos, como Palestina, Quirguistão, Uzbequistão, Timor Leste, Malaui, Ilha Wake e Ilhas Virgens. A China continua sendo o principal destino das exportações mineiras, atingindo 32,2%, sendo que 91,3% foram exportações de minério de ferro. Logo a seguir vem o Japão (7,9%), Estados Unidos (7,4%), Argentina (6,7%) e Países Baixos (6,6%). Já o Oriente Médio foi o bloco que apresentou o maior aumento percentual, de 62,6%, e apesar da crise, a União Européia importou US$ 2,01 bilhões a mais do que em 2010. No entanto, a Guiné Equatorial é o país que compra o maior número de produtos mineiros, totalizando 1.008 itens.

Minas Gerais ocupa a segunda posição no ranking dos maiores estados exportadores. Em 2011 foi responsável por 16,2% das exportações brasileiras. Também em relação às importações, o Estado subiu uma posição, passando do sétimo para o sexto lugar no ranking, sendo responsável por 5,8% do total importado pelo Brasil. Outro fato que marcou a balança comercial estadual no ano passado foi a diversificação da pauta exportadora. Em 2011 o Estado exportou 2.953 produtos, com um aumento de 3,2%.

A liderança ainda é mantida pelos minérios metalúrgicos, responsáveis por 47,4% das exportações do Estado em 2011. Os produtos metalúrgicos vieram em segundo lugar com 14,7%. Com um crescimento de 41,6% em relação a 2010, o grupo café e derivados ficou em terceiro lugar com 14% das exportações. Merecem destaque ainda os materiais de transporte e componentes, os metais, pedras preciosas e joalheria, produtos químicos, carnes, produtos florestais e complexo soja.

Além da posição de destaque nas exportações nacionais de produtos da cadeia mínero-metalúrgica, Minas Gerais é o maior exportador brasileiro de ferro-ligas (83,2% do total nacional); de café (66,8%); de ouro em bruto, semifaturado ou em pó (65,2%) e de fio-máquinas e barras de ferro (46,9%).

Destaque

No ano passado, 1.604 empresas mineiras fizeram operações de exportação no Estado, o que significou uma queda de 3,6% em relação a 2010. Já a participação das micro e pequenas empresas apresenta uma singularidade, ao representarem 50% do total de empresas exportadoras, mas com uma participação de apenas 0,5% do total em relação ao de exportação.

A edição 2012 do “Panorama do Comércio Exterior de Minas Gerais”, em versão bilíngüe (português e inglês) acaba de ser lançada pela Central Exportaminas, unidade da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE) e será distribuída para empresas nacionais e estrangeiras, embaixadas e consulados no Brasil e no exterior, câmaras de comércio e outras instituições.

Os interessados podem ter acesso ao Panorama também pela internet. A publicação é atualizada por meio de edições eletrônicas mensais disponibilizadas no Portal Exportaminas (www.exportaminas.mg.gov.br).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/para-diversificar-as-exportacoes-governo-de-minas-gerais-busca-novos-mercados/

Governo de Minas: Ballet Jovem Palácio das Artes se apresenta em Mariana

Coreografias premiadas do grupo estão no programa da apresentação. A entrada é gratuita.

Paulo Lacerda
Grupo apresenta três coreografias para público em Mariana
Grupo apresenta três coreografias para público em Mariana

O Ballet Jovem Palácio das Artes, projeto de fomento ao jovem artista da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresenta o espetáculo Iungo-Frágil-Contracapa no próximo dia 21 de junho, no Centro de Cultura SESI-Mariana, na cidade de Mariana, região Central do Estado.

No programa da apresentação, estarão três coreografias do grupo: Iungo, de Adriaan Lutejin, com música de F. Chopin, montagem onde os bailarinos representam a urgência dos homens em encontrar dentro do caos cotidiano um lugar “silencioso, tranquilo, confortável e seguro”, nas palavras do coreógrafo; Frágil, coreografia de dois minutos, sobre o tema relação, que estabelece um diálogo entre dança, música e imagens; e Contracapa, coreografia de Cassilene Abranches, que teve sua estreia em novembro de 2009, montada em cima de sete canções dos Beatles. A trilha sonora desta última fica a cargo do músico veterano Cecelo Frony, que se encarregou de dar forma estritamente instrumental às músicas do grupo de Liverpool.

Com direção geral da diretora de ensaios do Ballet Jovem Palácio das Artes, Andréa Maia, a apresentação acontece às 20h e tem 50 minutos de duração. A entrada é gratuita.

Sobre o Ballet Jovem Palácio das Artes

Um dos grupos jovens profissionalizantes da Fundação Clóvis Salgado, o Ballet Jovem foi criado em 2007, em parceria com o Instituto Unimed-BH, com o objetivo de preparar bailarinos, com idade a partir de 15 anos, para atuar em grupos profissionais.

Ao longo dos seus cinco anos, 14 bailarinos do Ballet Jovem foram contratados por outras companhias no Brasil – como Grupo Corpo (BH), Camaleão Grupo de Dança (BH), Cia de Dança de Caxias do Sul (Caxias do Sul), Cia Mário Nascimento (BH) e Balé Teatro Guaíra (Curitiba) – e no exterior – Atlanta (EUA), Canadá e Salzburgo (Áustria).

Desde a estreia, o grupo montou 13 coreografias, apresentadas em 24 diferentes espaços de 19 cidades do Brasil. Mais de 72 mil pessoas assistiram às 87 apresentações que o Grupo realizou até hoje.

Em 2010, a direção artística e de ensaios do Ballet Jovem Palácio das Artes foi assumida pela bailarina Andréa Maia. Solista do Ballet da Cidade de São Paulo por 22 anos, ao longo de sua carreira Andréa realizou trabalhos com renomados coreógrafos e professores nacionais e internacionais.

Entre as premiações recentes que a companhia recebeu, destaque para os prêmios no Usiminas/Sinparc 2012, de Melhor Bailarino para Hícaro Nicolai (por Goldberg); Melhor Concepção Coreográfica para Tíndaro Silvano (por Goldberg); e Maior Público de Dança (por Goldberg).

Ballet Jovem Palácio das Artes em Mariana

Data: 21 de junho

Horário: 20h

Local: Centro de Cultura SESI-Mariana (Rua Frei Durão, 22 – Centro)

Classificação: Livre

Entrada Gratuita

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/ballet-jovem-palacio-das-artes-se-apresenta-em-mariana/

Gestão Anastasia: Central Exportaminas leva o pão de queijo de Minas para o Oriente Médio

Primeiro contêiner de produtos será embarcado nesta semana

Com o apoio da Central Exportaminas, órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), o pão de queijo, produto genuinamente mineiro, será exportado nos próximos dias para o mercado do Oriente Médio e, ainda este ano, também poderá ser apreciado pelos chineses. O primeiro embarque de produtos será nesta semana.

A empresa mineira Clap Industrial de Alimentos Ltda (Maricota Alimentos), que já exporta o produto para países como Estados Unidos, Espanha, Luxemburgo, Angola, África do Sul, Angola, Argentina, Chile e Peru, enviará seu primeiro conteiner (de um total de 18) para o Oriente Médio esta semana. O contrato fechado com a Arábia Saudita prevê o fornecimento de toda a linha de produtos: Pão de queijo, pizza, lasanha, quibe e outros pratos congelados durante seis meses.

“Exportaremos para a Arábia Saudita até 31 de novembro o correspondente a 3% do faturamento da Maricota, ou cerca de 300 toneladas. Nossa produção mensal é de mais de mil toneladas de pão de queijo e demais pratos prontos congelados, o que este ano deverá atingir entre 12 mil a 15 mil toneladas. Nos próximos dias uma missão de Dubai visitará a fábrica da Maricota em Luz, região Centro Oeste de Minas”, explicou o diretor de Negócios Internacionais da Maricota Alimentos, Júlio Cezar Ribeiro.

Para o executivo este é o momento de aproveitar não apenas a aceitação do produto no mercado internacional, mas também de utilizar uma ferramenta disponível no mercado mineiro que é a Central Exportaminas. “A parceria que a Central Exportaminas oferece é fundamental para quem quer entrar no mercado internacional. O empresário mineiro ainda não conhece o potencial oferecido pelo Governo de Minas”, enfatizou.

O executivo lembrou que, através da Central Exportaminas, a Maricota passou a participar também de muitos eventos internacionais e, claro, começou a se preparar para o desenvolvimento de novas embalagens e produtos, assim como a adquirir novos equipamentos para aumentar a produtividade e reduzir custos. “Não posso me esquecer de que já vencemos uma etapa fundamental para quem quer exportar tanto para a China quanto para o Oriente Médio, que é a certificação. A certificação de segurança alimentar avalia a qualidade do processo produtivo e precisa atender a todos os requisitos de um determinado mercado”, destacou Júlio Ribeiro.

De acordo com o diretor da Central Exportaminas, o sucesso destas negociações são parte do esforço da instituição para divulgar os produtos de Minas Gerais no exterior e diversificar a pauta de exportações do Estado. “O nosso trabalho visa ampliar o conhecimento sobre os produtos de Minas Gerais. Apenas neste ano, a Central Exportaminas já participou de quatro feiras internacionais voltadas para o mercado de alimentos: Fruit Logística na Alemanha; Gulf Food em Dubai, nos Emirados Árabes; Sial em Shangai, na China e Expo Alimentos em Porto Rico.

A empresa

A Maricota Alimentos tem sede em Luz, região Centro-Oeste de Minas Gerais. Emprega 400 funcionários e sua previsão é de que com novos investimentos haja um crescimento entre 10 e 15% da mão-de-obra e ampliação da produção em duas mil toneladas em dois anos.

A Maricota entrou no mercado internacional em 2009 e possui um planejamento para os próximos cinco anos, quando espera que as exportações atinjam uma participação de 20% no faturamento. A empresa irá participar ainda este ano de outros eventos internacionais como a Feira Centrallia 2012, no Canadá.

O portifólio da Maricota Alimentos inclui oito linhas de produtos, distribuídos em 37 pratos congelados como pizzas, lasanhas, pão e biscoito de queijo, salgados, entre outros.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/central-exportaminas-leva-o-pao-de-queijo-de-minas-para-o-oriente-medio/

Governo de Minas: Fapemig lança novo edital em parceria com Canadá

Serão disponibilizados R$1,2 milhão para o financiamento projetos elaborados em associação entre empresas de Minas Gerais e do Canadá

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) publicou nesta quinta-feira (26) o Edital 11/2012, em parceria com o International Science and Technology Parnership Canada (ISTP Canda). O objetivo é fomentar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDIs) de empresas mineiras e canadenses para a introdução de novos produtos, processos e/ou serviços no mercado destes países. A FAPEMIG irá disponibilizar R$1,2 milhão para financiamento das propostas aprovadas.

O ISTP é uma entidade ligada ao governo canadense que busca implementar projetos de pesquisa e desenvolvimento em cooperação com países parceiros. A novidade deste edital é o foco nas empresas: o financiamento destina-se a projetos elaborados em associação entre empresas de Minas Gerais e do Canadá.

“Geralmente, empresas de um mesmo segmento já possuem um diálogo, mas não possuem recursos para desenvolver suas propostas. O objetivo do programa é garantir meios para que tais projetos possam sair do papel”, explica Flávia Cerqueira, assessora de cooperação internacional da FAPEMIG. Serão apoiadas propostas desenvolvidas para as seguintes linhas temáticas: tecnologia de comunicação e inovação; ciências da vida, energia verde e tecnologia limpa.

As propostas devem ser submetidas à FAPEMIG em versão eletrônica e preenchidas em português, no aplicativo AgilFap (www.agilfap.fapemig.br) até o dia 30 de julho. Importante destacar que o valor individual de cada proposta não pode ser superior a R$300 mil. Outras informações pelo e-mail: ci@fapemig.br .

O ISTP disponibiliza, para conhecimento, o formulário que será utilizado pelas empresas canadenses para submissão de propostas e um manual com orientações para preenchimento, que podem ser acessadas na página do ISTP Canada.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/fapemig-lanca-novo-edital-em-parceria-com-canada/

Gestão Anastasia: levantamento do Governo Federal indica que exportação de mel cresce em Minas Gerais

Jequitinhonha e Mucuri destacam-se como regiões produtoras. Estados Unidos são o principal destino.

Divulgação/CBA
Apicultura gera 13 mil empregos em Minas Gerais, grande parte em regime de economia familiar
Apicultura gera 13 mil empregos em Minas Gerais, grande parte em regime de economia familiar

Café, açúcar, carne e soja não foram os únicos produtos que se destacaram no cenário das exportações do agronegócio de Minas Gerais em 2011. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base nos dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC), as exportações do mel vêm se destacando em Minas Gerais e somaram US$ 1,7 milhão em 2011, apontando um crescimento de 18% em relação ao  ano anterior. O volume de exportações também cresceu: foram 559 toneladas, o maior volume desde 2004, quando 290 toneladas do produto deixaram o país.

De acordo a assessora técnica da Seapa, Márcia Aparecida de Paiva Silva, a apicultura mineira é favorecida em decorrência ambiente natural propício para o desenvolvimento da atividade. “A atividade pode ser desenvolvida em consórcio com várias culturas agrícolas, como espécies de árvores frutíferas, silvicultura, café, dentre outros, que são beneficiadas pela polinização das abelhas”, avalia.

Segundo dados Federação Mineira de Apicultura (Femap), Minas Gerais produz quatro mil toneladas de mel por ano, que geram 13 mil empregos, grande parte em regime de economia familiar. São 4,5 mil apicultores, 85 associações e quatro cooperativas que garantem condições ideais para a produção de produtos de extrema qualidade.

“Os fatores positivos para o estado são a resistência e vitalidade das abelhas brasileiras aliadas à diversidade da flora, a abundância de recursos hídricos, o clima, a temperatura e a altitude adequadas”, destaca o presidente da Femap, Irone Martins Sampaio.

Jequitinhonha e Mucuri destacam-se na produção

Minas Gerais é o quinto maior produtor de mel do Brasil. A região que mais produz é Jequitinhonha/Mucuri, representando 22,7%, seguido por Central (15,2%), Sul de Minas (14,5%), Rio Doce (12,8%), Zona da Mata (11,3%), Norte de Minas (9,3%), Centro Oeste (6,4%), Triângulo (4,2%), Alto Paranaíba (2,3%) e Noroeste (1,2%).

Irone Sampaio, da Femap, destaca a orientação de entidades como a Emater e Idene que garantem qualificação junto aos produtores. “Esse auxílio contribui muito para a formação e capacitação dos apicultores. São pequenos produtores que trabalham com várias frentes de atividades rurais e precisam de alguém para mostrar a importância do conhecimento. Por isso estamos estimulando a criação de associações apícolas nas diversas regiões”, explica.

Estados Unidos são o principal destino

O mel brasileiro teve como principal destino o Estados Unidos. As compras americanas aumentaram 66,4% entre 2010 e 2011. O país comprou, em 2011, US$ 1 milhão, correspondendo 58,7% da produção exportada, totalizando 327,2 toneladas. O segundo maior comprador é o Reino Unido, com US$ 342,6 mil, o equivalente a 19,8% das exportações do produto. O terceiro lugar ficou com a Alemanha, com US$ 245,7 mil (14,2%). Os demais países importadores do produto mineiro são Bélgica, Canadá, Japão e Bolívia.

“O significativo consumo contribui para que os Estados Unidos se posicionem na liderança entre os principais importadores mundiais de mel, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)”, comenta Márcia Paiva Silva, da Seapa.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: Unimontes amplia parceria com Universidade canadense de Alberta

Protocolo de intenções visa implementar convênios técnicos, científicos e culturais para estudantes de graduação, mestrandos, doutorandos e professores

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) está ampliando seu processo de internacionalização, através de um protocolo de intenções assinado com a Universidade de Alberta, em Edmonton, Canadá. A proposta é implementar convênios técnicos, científicos e culturais para estudantes de graduação, mestrandos, doutorandos e professores, que poderão ser estendidos a mais três instituições daquele país.

As duas instituições já possuem acordo de colaboração científica na área de Biologia, como integrantes da Rede Internacional Colaborativa de Pesquisas Tropi-Dry (do termo em inglês “Tropical Dry Forests”), desde 2004. Outros cinco países também participam dos estudos.

Com o acordo, as parcerias entre a Unimontes e a Universidade de Alberta serão estendidas para outras áreas do conhecimento como Física, Matemática, Geociências, Química, Ciências da Saúde, Computação, Produção Agrícola e Ciências da Terra (energia renovável, agricultura sustentável, produção mineral), entre outras.

Mais universidades

Com a oficialização deste novo convênio, a Unimontes terá acesso também aos benefícios oferecidos pelo Consórcio Caldo, cuja sigla é composta pelas iniciais das universidades integrantes: Alberta, Laval, Dalhousie e Ottawa. O Caldo é um programa criado em 2009, no Canadá, específico para ampliar o atendimento aos estudantes, professores e pesquisadores brasileiros que estejam participando do programa Ciência sem Fronteira, do Governo Federal.

“O consórcio oferece uma série de opções aos brasileiros para que tenham a oportunidade de compartilhar suas atividades de pesquisa, intercâmbios de materiais e de publicações em nosso país”, disse Gregory Taylor, pró-reitor de Ciências da Universidade de Alberta.

Já o pró-reitor de Assuntos Internacionais, Arturo Sanchez, explicou que a meta das instituições canadenses é de receber mil brasileiros nos próximos quatro anos, tendo em vista que os universitários, pesquisadores, mestrandos e graduandos podem pleitear bolsas de financiamento dos estudos junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), como prevê o programa Ciências sem Fronteira.

A permanência de cada intercambista no Canadá pode variar de 8 a 15 meses, com acesso também às indústrias de ponta canadenses, laboratórios de alta tecnologia e centros tecnológicos para estágios. Há ainda, incentivo para o aprendizado e aperfeiçoamento dos idiomas francês e inglês. Atividades extracurriculares, produção de pesquisas e participação em ações extensionistas são alguns pré-requisitos para os acadêmicos interessados em fazer parte do Caldo e do Ciência sem Fronteira.