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Governo de Minas: maior parte dos turistas que visitam a Zona da Mata busca lazer

Pesquisa do Estado revela que 55% dos entrevistados viajaram à região a passeio

Gil Leonardi/Imprensa MG
Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata
Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata

A maior parte dos turistas que visitaram a Zona da Mata em 2011, viajou a passeio. A constatação foi feita pela Pesquisa de Demanda Turística, realizada pela Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur). Os dados mostram que 54,7% dos visitantes optaram pela região para o lazer.

O principal atrativo são as atividades de ecoturismo, que alcançaram 70% da preferência. Os circuitos do Pico da Bandeira e da Serra do Ibitipoca estão entre os mais procurados na região. O Pico da Bandeira está localizado no Parque Nacional do Caparaó, na Serra do Caparaó, na divisa entre os municípios de Alto Caparaó (MG) e Ibitirama (ES). O Pico é o ponto mais alto dos dois estados, assim como de toda a Região Sudeste do Brasil. É também o terceiro ponto mais alto do País, com 2.891,98 metros de altitude.

Integra o circuito turístico, além das duas cidades: Alto Jequitibá, Caiana, Caparaó, Carangola, Dores do Rio Preto (no Espírito Santo), Durandé, Espera Feliz, Faria Lemos, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Mutum, Pedra Dourada, Reduto, Santana do Manhuaçu, São João do Manhuaçu, Simonésia e Tombos. A pesquisa mensurou o nível de satisfação dos visitantes do Pico da Bandeira e o resultado foi equivalente à nota oito.

Já o Circuito Serras do Ibitipoca, localizado em uma das mais belas regiões da Serra da Mantiqueira, é privilegiado por belezas naturais que proporcionam paisagens inesquecíveis. É o lugar perfeito para contemplação, aventura, descanso e belas fotografias. O circuito alcançou a nota de 8,4, a maior da Zona da Mata, e é composto pelos municípios de Lima Duarte (Distritos: Sede, Conceição de Ibitipoca, São Domingos da Bocaina e Lopes), Bias Fortes, Bom Jardim de Minas, Ibertioga, Santana do Garambéu, Pedro Teixeira, Rio Preto, Santa Rita de Ibitipoca e Santa Rita de Jacutinga.

Perfil dos viajantes

De acordo com a pesquisa do Governo de Minas, na Zona da Mata, 60% dos visitantes eram oriundos do próprio Estado, 23% do Rio de Janeiro, 6,6% de São Paulo e 4,8% do Espírito Santo. A maioria, 60%, eram homens e solteiros (62%), com idade entre 21 e 30 anos (45,5%). No quesito escolaridade, 52,5% possuíam curso superior. Os visitantes permaneceram, em média 4,2 dias nas viagens pela Zona da Mata, com um valor de gasto médio por pessoa de R$ 408,38.

Estabelecimentos

Segundo dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), levantados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e apurados pela Setur-MG na região da Zona da Mata, a taxa média de crescimento do número de estabelecimentos ligados à atividade turística, de 2006 a 2010, correspondeu a 4,8%, com o número saltando de 4.869 estabelecimentos em 2006 para 5.584 em 2010. Em relação ao número de pessoas empregadas pelo setor, a taxa média de crescimento foi de 4,2%. Em 2006, as atividades turísticas empregavam 26.629 pessoas; em 2010 este número chegou a 31.388 trabalhadores.

Números no Estado

Dados mais abrangentes da pesquisa mostraram que, no geral, os visitantes permaneceram, em média 5,4 dias nas viagens pelo Estado, com um valor de gasto médio por pessoa de R$ 538,56, superando em 62% os gastos de 2010 (R$ 332,21). Já os turistas que mais gastam são aqueles que viajam a negócios. Este público registrou em média, o maior gasto individual durante a viagem com um valor de R$ 955,35 seguidos pelos visitantes motivados pelo turismo rural (R$ 516,16), bem-estar (R$ 460,66), natureza e aventura (R$ 460,66) e cultural (R$ 369,95).

De acordo com o secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus Filho, os números da pesquisa demonstram o crescimento da economia do turismo no Estado, especialmente na geração de receita e distribuição de renda. “Quanto maior é o gasto do turismo, maior é o benefício para a atividade e para toda a cadeia de prestação de serviços, que amplia seus negócios e seus ganhos de mercado. Devemos lembrar que Minas Gerais e o Brasil, a partir de agora, irão receber grandes eventos internacionais, o que poderá favorecer, ainda mais, o crescimento deste gasto médio e a permanência do visitante”, destaca.

Os entrevistados também foram questionados sobre qual a primeira imagem que eles lembram ao ouvir as palavras “Minas Gerais”. Em primeiro lugar a imagem mais lembrada foi das montanhas (10,8%), seguido da gastronomia (6,5%) e do pão de queijo (6,4%).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/maior-parte-dos-turistas-que-visitam-a-zona-da-mata-busca-lazer/


Gestão em Minas: banco de hortaliças ajuda a melhorar alimentação de idosos na Zona da Mata mineira

Horta implantada pela Emater em asilo de Bom Jardim de Minas enriqueceu o cardápio oferecido aos moradores
Divulgação/Emater
Hortaliças raras cultivadas no asilo em Bom Jardim de Minas
Hortaliças raras cultivadas no asilo em Bom Jardim de Minas

Azedinha, jacatupé, jambu e taioba. Essas são algumas das hortaliças não convencionais cultivadas no Instituto de Longa Permanência de Idosos Divino Espírito Santo, no município de Bom Jardim de Minas, Zona da Mata mineira. O banco de hortaliças raras foi implantado recentemente no asilo e tem ajudado a enriquecer a alimentação dos idosos. A iniciativa foi possível por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

No instituto são cultivadas 12 variedades. Com isso, o cardápio servido ficou mais rico e variado. “Temos um ótimo aproveitamento dessas hortaliças. Os idosos aceitam bem e alguns até pedem quando não tem”, afirma a diretora administrativa do instituto, Marileuza Marques de Paula Aguiar.

Entre os pratos que fazem sucesso estão a omelete com peixinho, a salada de azedinha, o jambu (um tipo de tempero usado no preparo de carnes) e a vinagreira, batida com suco. Marileuza Marques conta que os cuidados com a horta são mínimos. “Quase não precisa cuidar. É praticamente só aguar mesmo, bem mais simples que cuidar de hortaliças comuns”, diz.

O banco de hortaliças não convencionais do Instituto de Longa Permanência de Idosos Divino Espírito Santo foi implantado no início de 2011, após um treinamento oferecido pela Emater. As mudas e sementes foram doadas pelo banco de hortaliças raras de Juiz de Fora. “Começamos com seis ou sete variedades. Hoje, essas hortaliças são importantes para uma boa alimentação dos moradores do asilo”, explica o extensionista do escritório da Emater em Bom Jardim de Minas, Bruno Rosa.

Em Juiz de Fora, a iniciativa foi possível por meio de uma parceria da Emater-MG com a Secretaria de Agropecuária e Abastecimento do município, o Ministério da Agricultura e a Embrapa Hortaliças. O coordenador regional de Horticultura da Emater-MG de Juiz de Fora, Noel de Aquino Campos, explica que as cultivares são pouco conhecidas pela população, mas, segundo ele, possuem um bom valor nutricional. “Além disso, essas hortaliças praticamente não apresentam problemas de pragas e doenças, e o seu manejo é bastante simples”, afirma o coordenador.

Ao todo, em Minas Gerais, existem 42 bancos de hortaliças não convencionais. A iniciativa é uma parceria da Emater-MG com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Embrapa Hortaliças, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Universidade Federal de Viçosa, as prefeituras e associações de agricultores. A gestão dos bancos é feita em parceria com as instituições envolvidas no trabalho e as comunidades.

A distribuição de sementes e mudas é gratuita, e os interessados podem obter informações no escritório da Emater-MG. A proposta é estimular o cultivo e o consumo dessas hortaliças. “A nossa ideia é promover a mudança de hábito alimentar nas comunidades e estimular a melhoria da qualidade da alimentação e a diversidade, com a oferta de mais opções de vegetais no cardápio das famílias. Buscamos também o resgate de tradições e informações há muito esquecidas por esses grupos”, diz o coordenador de Olericultura da Emater-MG, Georgeton Silveira. Segundo o coordenador, a previsão para 2012 é de que sejam lançadas três publicações sobre o assunto e implantados mais três novos bancos de hortaliças não convencionais.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: Programa Farmácia de Minas conta com 52 unidades na região Sul do Estado

BELO HORIZONTE (20/01/12) – Criado com o objetivo de oferecer uma rede de farmácias para distribuição gratuita de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), implementou, desde 2007, 303 unidades do Programa Farmácia de Minas. Do total, 52 foram inauguradas na região do Sul de Minas, um investimento aproximado de R$ 4,7 milhões para a construção e compra de equipamentos. Em 2011, foram inauguradas 197 unidades, com investimentos do Tesouro Estadual, que somaram R$ 9 milhões, sendo R$ 90 mil para cada município contemplado. Somente no Sul de Minas, 31 farmácias foram abertas no ano passado. A região também foi contemplada com a primeira unidade do programa no Estado, inaugurada no município de Arceburgo, em fevereiro de 2009.

A rede se propõe a ser referência de serviços farmacêuticos para a população. Cada unidade disponibiliza 159 tipos dos chamados medicamentos básicos. Em 2003, eram apenas 40 tipos. Por meio do programa, o Governo de Minas custeia a construção de farmácias públicas e a contratação de farmacêuticos, com o repasse de R$ 1.200 para complementação salarial.

Sul de Minas

Inaugurada em maio de 2009, a unidade farmacêutica de Fortaleza de Minas já atendeu 28 mil pessoas até janeiro deste ano. Anteriormente, o município com 4 mil habitantes possuía uma unidade de medicamentos que ficava dentro do Pronto-Atendimento de Saúde da cidade. O farmacêutico responsável pela unidade de Fortaleza de Minas, Juscelino Prado, destaca as mudanças vividas pela população com a abertura da Farmácia de Minas na cidade.

“A qualidade do acolhimento, o local de fácil acesso e o atendimento individualizado são as principais características do programa. Antes, o setor que distribuía os medicamentos funcionava em um local apertado e não tínhamos contato com o paciente. Com a Farmácia de Minas a realidade é outra, há acompanhamento do fornecimento de medicamentos, se identificamos que um determinado paciente não veio buscar o medicamento controlado, por exemplo, acionamos o agente de saúde. Dessa forma, formamos uma rede de atendimento multidisciplinar”, destacou Prado.

Turvolândia, com 4,6 mil habitantes, é um dos municípios da região que foi contemplado com uma unidade da Farmácia de Minas no ano passado. Antônio Fernandes é um dos pacientes da cidade que recorre mensalmente à unidade farmacêutica. Aposentado, 62 anos, portador de reumatismo e hipertensão, Fernandes recebe um salário mínimo por mês para sustentar a casa. “Se eu tivesse que comprar os remédios iria ficar muito caro. Nunca imaginei que um dia teríamos uma farmácia com essa estrutura e com essa quantidade de medicamentos à disposição em Turvolândia”, disse Fernandes.

O aposentado também destaca o atendimento individualizado da farmácia. “A farmacêutica da nossa unidade conhece cada paciente e nos trata de forma personalizada, isso é muito importante”, afirmou Fernandes.

Meta

Em 2012, serão inauguradas mais 200 farmácias de Minas em todo o Estado, totalizando 500 unidades. Até 2014, a rede contemplará 700 municípios (80% do total de 853), sendo todos os 493 municípios mineiros com população inferior a 10 mil habitantes, 200 com até 30 mil habitantes e o restante com até 500 mil. As primeiras unidades foram construídas em 2008, em 67 municípios com até 10 mil habitantes.

Além de farmacêutico, o profissional também é gestor do projeto e acompanha, desde a fundação da obra até a montagem final dos equipamentos. Todas as farmácias possuem ainda um Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica, o que garante o gerenciamento o adequado controle dos medicamentos e cadastro dos pacientes atendidos pela farmácia, bem como de toda a rede.

Confira onde estão as unidades do programa Farmácia de Minas na região:

Inauguradas em 2009: Arceburgo, Cana Verde, Carvalhos, Delfim Moreira, Fortaleza de Minas, Itutinga, Liberdade, Monsenhor Paulo, Ribeirão Vermelho, São José da Barra, São Vicente de Minas, Serrania.

Inauguradas em 2010: Bom Jardim de Minas, Capetinga, Coqueiral, Ipuíuna, Jacuí, Perdões, Santana da Vargem, São Thomé das Letras, São Tomás de Aquino.

Inauguradas em 2011: Aguanil, Aiuruoca, Alpinópolis, Andrelândia, Arantina, Bom Jesus da Penha, Caldas, Campo Belo, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Caxambu, Claraval, Consolação, Cruzília, Divisa Nova, Estiva, Heliodora, Ijaci, Ilicínea, Itamogi, Itapeva, Itumirim, Jesuânia, Lambari, Passa-Vinte, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José do Alegre, Silvianópolis, Turvolândia e Virgínia.

Fonte: Agência Minas