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Gestão Anastasia: Central Exportaminas leva o pão de queijo de Minas para o Oriente Médio

Primeiro contêiner de produtos será embarcado nesta semana

Com o apoio da Central Exportaminas, órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), o pão de queijo, produto genuinamente mineiro, será exportado nos próximos dias para o mercado do Oriente Médio e, ainda este ano, também poderá ser apreciado pelos chineses. O primeiro embarque de produtos será nesta semana.

A empresa mineira Clap Industrial de Alimentos Ltda (Maricota Alimentos), que já exporta o produto para países como Estados Unidos, Espanha, Luxemburgo, Angola, África do Sul, Angola, Argentina, Chile e Peru, enviará seu primeiro conteiner (de um total de 18) para o Oriente Médio esta semana. O contrato fechado com a Arábia Saudita prevê o fornecimento de toda a linha de produtos: Pão de queijo, pizza, lasanha, quibe e outros pratos congelados durante seis meses.

“Exportaremos para a Arábia Saudita até 31 de novembro o correspondente a 3% do faturamento da Maricota, ou cerca de 300 toneladas. Nossa produção mensal é de mais de mil toneladas de pão de queijo e demais pratos prontos congelados, o que este ano deverá atingir entre 12 mil a 15 mil toneladas. Nos próximos dias uma missão de Dubai visitará a fábrica da Maricota em Luz, região Centro Oeste de Minas”, explicou o diretor de Negócios Internacionais da Maricota Alimentos, Júlio Cezar Ribeiro.

Para o executivo este é o momento de aproveitar não apenas a aceitação do produto no mercado internacional, mas também de utilizar uma ferramenta disponível no mercado mineiro que é a Central Exportaminas. “A parceria que a Central Exportaminas oferece é fundamental para quem quer entrar no mercado internacional. O empresário mineiro ainda não conhece o potencial oferecido pelo Governo de Minas”, enfatizou.

O executivo lembrou que, através da Central Exportaminas, a Maricota passou a participar também de muitos eventos internacionais e, claro, começou a se preparar para o desenvolvimento de novas embalagens e produtos, assim como a adquirir novos equipamentos para aumentar a produtividade e reduzir custos. “Não posso me esquecer de que já vencemos uma etapa fundamental para quem quer exportar tanto para a China quanto para o Oriente Médio, que é a certificação. A certificação de segurança alimentar avalia a qualidade do processo produtivo e precisa atender a todos os requisitos de um determinado mercado”, destacou Júlio Ribeiro.

De acordo com o diretor da Central Exportaminas, o sucesso destas negociações são parte do esforço da instituição para divulgar os produtos de Minas Gerais no exterior e diversificar a pauta de exportações do Estado. “O nosso trabalho visa ampliar o conhecimento sobre os produtos de Minas Gerais. Apenas neste ano, a Central Exportaminas já participou de quatro feiras internacionais voltadas para o mercado de alimentos: Fruit Logística na Alemanha; Gulf Food em Dubai, nos Emirados Árabes; Sial em Shangai, na China e Expo Alimentos em Porto Rico.

A empresa

A Maricota Alimentos tem sede em Luz, região Centro-Oeste de Minas Gerais. Emprega 400 funcionários e sua previsão é de que com novos investimentos haja um crescimento entre 10 e 15% da mão-de-obra e ampliação da produção em duas mil toneladas em dois anos.

A Maricota entrou no mercado internacional em 2009 e possui um planejamento para os próximos cinco anos, quando espera que as exportações atinjam uma participação de 20% no faturamento. A empresa irá participar ainda este ano de outros eventos internacionais como a Feira Centrallia 2012, no Canadá.

O portifólio da Maricota Alimentos inclui oito linhas de produtos, distribuídos em 37 pratos congelados como pizzas, lasanhas, pão e biscoito de queijo, salgados, entre outros.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/central-exportaminas-leva-o-pao-de-queijo-de-minas-para-o-oriente-medio/

Gestão em Minas: Hemominas participa de cooperação técnica em Benin, na África

Hemominas foi responsável pela “Oficina de Recrutamento de Doadores de Sangue”, na cidade Cotonou

Divulgação/Hemominas
Técnicos do Banco de Sangue de Cotonou fazem teste de compatibilidade sanguínea em laboratório
Técnicos do Banco de Sangue de Cotonou fazem teste de compatibilidade sanguínea em laboratório

A Fundação Hemominas foi responsável pela “Oficina de Recrutamento de Doadores de Sangue”, realizada na cidade Cotonou, em Benin, país da África Ocidental. Durante cinco dias, duas profissionais da instituição ministraram palestras sobre a doação de sangue no Brasil; o profissional de captação de doadores; atividades técnicas de recrutamento de doadores; valorização e fidelidade do doador e utilização de mídias na captação de doadores. Participaram cerca de 25 profissionais da saúde de Benin, que representaram seis centros de coletas e transfusões do país.

Segundo a gerente de Captação e Cadastro de Doadores da Fundação Hemominas, Heloísa Gontijo, em Benin não existe a função do profissional de captação de doadores e ela espera que com o treinamento a função comece a existir. “Hoje o que existe em Benin é uma Associação de Doadores. Menos de 1% da população doa sangue, os profissionais da saúde pretendem melhorar este índice, por isso a importância do profissional especializado na captação de doadores de sangue”, informou.

Na parte prática da oficina, os participantes puderam realizar algumas das técnicas aprendidas durante as palestras das profissionais da Hemominas. Para Heloísa Gontijo, os participantes se mostraram muito interessados e empenhados. Ela avalia que a cooperação técnica existente entre o Brasil e Benin é muito importante para os profissionais africanos.

“Benin está montando o seu serviço de hemoterapia. A realidade da hemoterapia em Benin é diferente da brasileira. Por exemplo, eles não conhecem a doação por aférese, a fenotipagem de doadores, além de outros procedimentos que fazemos no Brasil e que eles ainda não têm acesso. Por meio da Avaliação do Treinamento, pudemos constatar que a oficina foi bem aceita e positiva. Os participantes mostraram interesse em conhecer a realidade brasileira e em participar de treinamentos em Minas Gerais”, disse.

Cooperação Técnica

Em maio do ano passado, a Fundação Hemominas recebeu em Belo Horizonte a visita do Comitê Beninense de Pesquisa em Doença Falciforme. Durante duas semanas, três representantes do Ministério da Saúde de Benin conheceram os processos de gestão da rede Hemominas no Estado de Minas Gerais, com foco em transfusão sanguínea e tratamento integral aos pacientes portadores de doença falciforme.

O evento fez parte do projeto “Visita Exploratória do Comitê Beninense de Pesquisa em Doença Falciforme à Fundação Hemominas”, apresentado pela instituição no Programa de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação com Países da África (PROAFRICA), do Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores.

Benin possui uma população de 9 milhões de habitantes e, segundo dados do Ministério da Saúde do país, os desafios enfrentados pelos serviços de transfusão sanguínea são principalmente na mobilização de doadores de sangue; no processo da doação; na infraestrutura para a coleta de sangue; no processamento do sangue e armazenamento do produto.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde de Benin, 75% do sangue coletado são utilizados em crianças e gestantes; paralelamente a isso, cerca de 24% da demanda existente por hemocomponentes ainda não é atendida.

A Fundação Hemominas também participa de outros projetos de cooperação técnica internacional, principalmente com países africanos. Entre eles estão parcerias técnicas com Moçambique, Angola, Gana e Benin.

Fonte: Agência Minas