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Belo Horizonte se prepara para Copa 2014 com apoio de uma gestão eficiente

Boa gestão

Abertura da Copa 2014, uma disputa legítima

Fonte:Artigo de Sergio Barroso, secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo do Governo de Minas – publicado em O Tempo

O Mineirão é um palco histórico do futebol

Na preparação do Brasil para a Copa 2014, as atenções agora estão voltadas para a escolha do estádioque vai sediar o jogo de abertura. Belo Horizonte, Brasília, Salvador e São Paulo estão no páreo até que a Fifa proclame sua escolha – que poderá ocorrer no dia 20 de outubro, conforme a agenda atual.

Minas Gerais quer o Mineirão como palco da abertura. Renovamos nossa confiança com a declaração do presidente da Fifa, Joseph Blatter: ”A decisão sobre o estádio (para a abertura) é uma decisão esportiva, não uma decisão política”. Assim sendo, Minas tem procurado demonstrar os méritos técnicos e esportivos do projeto. Fruto de um cuidadoso planejamento, cuja execução começou após a definição de Belo Horizonte como cidade-sede, o Mineirão se apresenta como uma solução confiável para abrir a Copa de 2014.

A reforma do estádio estará concluída em dezembro de 2012, com tempo de sobra para testes de toda ordem, obtenção de certificação ambiental e para sediar a Copa das Confederações, em 2013.

O Mineirão terá 64, 5 mil assentos permanentes, cobertura total e uma esplanada no entorno do estádio para 65 mil pessoas onde poderão ocorrer eventos culturais, religiosos e esportivos.

A qualidade dos projetos e a adoção do modelo de parceria público-privada para a reforma do Mineirão receberam elogios do Tribunal de Contas da União e órgãos do governo federal, bem como de comissões da Fifa, que visitaram as obras.

Além disso, o Mineirão é um estádio público e continuará sendo. E é a casa das maiores torcidas do Estado, um palco histórico do futebol.

Nosso estádio é uma referência nacional, chancelada por ninguém menos que a presidente da República, Dilma Rousseff, e pelo Rei Pelé.

Como o estádio está indo bem, tenho ouvido muita gente dizer que o problema de Minas é a falta de hotéis, o trânsito, o aeroporto, enfim… Duvidem um pouco quando criticarem nosso Estado.

Temos 28 hotéis em construção e outros 17 em vias de começar a obra.

Até a Copa serão cerca de 51 mil leitos na Grande BH, mais que o dobro recomendado pela Fifa.

Teremos 900 táxis a mais circulando na Copa e três corredores exclusivos para ônibus articulados, os chamados BRT, que transportarão diariamente 750 mil pessoas.

Podem ficar tranquilos: todos chegarão bem ao estádio, às fan fests, à casa dos amigos, aos bares etc.

A obra do aeroporto internacional Tancredo Neves já começou e a ampliação do terminal 1 estará pronta para a Copa.

Dia 20 de outubro está se aproximando. Como reza o ditado do futebol, vamos em frente porque “o jogo só termina quando acaba”. E isso vale também para a disputa pelo jogo de abertura. De qualquer forma, trabalhamos para ser a melhor sede da Copa de 2014.

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Governo do PT adota programa de redução da pobreza do governo Anastasia

Gestão SocialFonte: EM

Porta a Porta do governo de Minas é exemplo para o governo federal do PT que o batiza de Busca Ativa

O governo federal reconhece mais um acerto do Governo de Minas. Agora, é o programa Porta a Porta que está sendo copiado pelo governo do PT, que implementou, com base na experiência mineira, o conceito ‘Busca Ativa’ dentro do seu programa Brasil sem Miséria.

Estados como São Paulo e Pernambuco, por exemplo, estão vindo a Minas Gerais para conhecer o Porta a Porta, aprender com ele para implementá-lo. Boas ideias podem e devem ser partilhadas. Mas o que estamos vendo é o governo federal executando um programa idêntico ao mineiro sem dar nenhum crédito para a iniciativa ou para o desenvolvimento de sua metodologia.

Na verdade, tem sido prática dos governos do PT não darem créditos às obras ou ideias do governo de Minas. Prefeituras petistas, como a de Contagem, divulgam na tv obras da administração estadual, ou realizadas em parceira com o Estado, como se fossem delas.

“Mais uma vez o Governo de Minas sai na frente. O programa Porta a Porta é uma grande colaboração que estamos dando ao Brasil Sem Miséria, que praticamente copiou o nosso programa com o nome de Busca Ativa”, enfatizou o deputado Luiz Henrique (PSDB), do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O Porta a Porta, que foi lançado em fevereiro deste ano, já fazia parte do programa de governo do então candidato ao governo de Minas, Antonio Anastasia, e inspirou, mais uma vez,  o governo federal do PT.

Para se ter uma ideia, em Minas Gerais, o Porta a Porta já alcançou, em poucos meses, a marca de 70 mil domicílios visitados em 44 municípios. O programa tem como objetivo identificar pessoas carentes para incluí-las em programas sociais. A meta é visitar, até o final deste ano, um total de 100 municípios mineiros.

Governo Anastasia atrai empresas japonesas para Minas Gerais

Desenvolvimento Econômico

EM VIAGEM OFICIAL AO JAPÃO, GOVERNADOR ANASTASIA NEGOCIA INVESTIMENTOS DE GRANDES CORPORAÇÕES EM MINAS GERAIS.

Fonte: Agência Minas

“Minas Gerais se oferece como uma alternativa segura de novos investimentos. E, dentro da nossa filosofia de criar empregos em Minas, a nossa prioridade é exatamente mostrar estas possibilidades.”

                                                                                                                                                         Antonio Anastasia

Governador, esta é a sua primeira viagem oficial ao exterior. Como o senhor avalia esta missão até aqui e o que destacaria como o mais importante para o Estado?

Antonio Anastasia – Japão e Minas Gerais têm muitos pontos em comum. Empresas japonesas investem em Minas há muitas décadas. A Usiminas é uma prova disso, já há quase 50 anos. Na agricultura, foram os japoneses que permitiram a incorporação de todo cerrado mineiro à produção agrícola em todos os segmentos da área rural. Da mesma forma, a Cenibra é uma bela parceria na área da celulose. Poderia também citar agora a chegada da Panasonic, a presença da Mitsui na questão do álcool no Triângulo e outras tantas empresas, de origem japonesa, que têm acreditado em Minas Gerais. Por isso mesmo escolhemos o Japão e aceitamos o convite do governo japonês para vir a Tóquio conversar com as empresas japonesas. Estamos aqui para mostrar oportunidades que temos em Minas, para que o Japão possa aumentar lá os seus investimentos. As reuniões foram muito produtivas. Começamos na verdade, com a visita à província irmã de Minas, a província de Yamanashi, onde temos um acordo de cooperação já há quase 40 anos. Depois, mantivemos reuniões inúmeras, com corporações importantes, visitando seus presidentes e mostrando que, neste momento, Minas Gerais se oferece como uma alternativa segura de novos investimentos. Portanto, dentro da nossa filosofia governamental de criar empregos em Minas, a nossa prioridade é exatamente mostrar estas possibilidades.

Nesta sexta-feira, a comitiva estará na Alemanha, visitando uma fábrica da Mercedes. Na pauta deste encontro, mais negócios para Minas Gerais?

Antonio Anastasia – No retorno ao Brasil aproveitaremos para ficar um dia na Alemanha para visitar a fábrica de caminhões da Mercedes-Benz. A boa notícia é que a Mercedes decidiu converter a sua fábrica de automóveis em Juiz de fora em uma fábrica de caminhões. Portanto, a convite da Mercedes vamos visitar a fábrica que a montadora tem de caminhões na Alemanha. Vamos também conversar com muitos mineiros que estão lá, mineiros de Juiz de fora, que estão se qualificando e treinando para fazerem a nova linha de produção, além de conversar com a diretoria da Mercedes sobre o início da produção dos caminhões, que se espera para o início de janeiro de 2012.

Em artigo Aécio Neves defende avanços na discussão sobre medidas que facilitem a adoção no país

Adoção em debate

Fonte: artigo Aécio Neves* – Folha de S.Paulo

Fabiana e Leandro vivem em Brasília. São pais naturais de Valentina e, por adoção, de Miguel, que tem síndrome de Down. Antes, adotaram Paulo, que sofria de leucemia.

Sem os dois, Paulo teria passado seus últimos seis meses de vida num abrigo. O casal acaba de adotar Arthur.

Histórias como esta certamente existem em outras partes do Brasil. Mas, infelizmente, estamos muito distantes de dar à questão da adoção a dimensão que ela precisa ter.

O Brasil tem mais de 29 mil crianças em abrigos e só cerca de 4.500 em condições legais de adoção. Do outro lado da fila, há quase 27 mil pretendentes a pais e mães cadastrados, evidenciando um descompasso entre os que querem adotar e as crianças que aguardam uma família definitiva.

Precisamos aprofundar esse debate para que os avanços proporcionados pela criação do Cadastro Nacional de Adoção e pela Lei Nacional da Adoção alcancem os resultados esperados. Os principais desafios são nossos velhos conhecidos: vão desde entraves na área judicial até preconceitos que permanecem enraizados e prevalecem mesmo sobre o desejo de tantos de se tornarem pai ou mãe.

Dos 27 mil pretendentes, mais de 10 mil consideram apenas a hipótese de adotar crianças brancas. Os dados do cadastro mostram também que cai drasticamente a chance de uma criança ser adotada a partir do squatro anos. Para as que têm oito anos, os interessados não chegam a 1%. Por isso, o número de jovens de 14 anos vivendo em abrigos é quase 27 vezes maior que o de recém-nascidos.

A Lei da Adoção fixa o prazo de permanência nos abrigos a dois anos e exige o exame de cada situação a cada seis meses, decidindo se a família original está apta ou não a receber a criança de volta. Cumprir tais prazos é um desafio importante do Judiciário para garantir a essa criança o convívio adequado, com pais e parentes ou com a nova família.

A Frente Parlamentar da Adoção, recém-criada, pretende, em parceira com o CNJ e especialistas, retomar esforços em torno desse tema.

Governos, entidades civis, Legislativo, empresas e veículos de comunicação podem e devem caminhar com o Judiciário, dentro de suas competências, para estabelecer novos marcos legais, financiar projetos e instituições de abrigo, promover experiências como o apadrinhamento afetivo e estimular uma nova cultura da adoção no Brasil.

Reproduzo aqui as palavras de Fabiana, em seu depoimento na criação da Frente Parlamentar da Adoção: “Um filho é sempre um filho, independente da cor dele, da sua condição ou do seu estado de saúde”. Palavras generosas, que o Brasil – e cada um de nós – poderia transformar em ações convergentes e responsabilidade compartilhada.

*AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras para a Folha

Adoção em debate

Fonte: artigo Aécio Neves* – Folha de S.Paulo

Fabiana e Leandro vivem em Brasília. São pais naturais de Valentina e, por adoção, de Miguel, que tem síndrome de Down. Antes, adotaram Paulo, que sofria de leucemia.

Sem os dois, Paulo teria passado seus últimos seis meses de vida num abrigo. O casal acaba de adotar Arthur.

Histórias como esta certamente existem em outras partes do Brasil. Mas, infelizmente, estamos muito distantes de dar à questão da adoção a dimensão que ela precisa ter.

O Brasil tem mais de 29 mil crianças em abrigos e só cerca de 4.500 em condições legais de adoção. Do outro lado da fila, há quase 27 mil pretendentes a pais e mães cadastrados, evidenciando um descompasso entre os que querem adotar e as crianças que aguardam uma família definitiva.

Precisamos aprofundar esse debate para que os avanços proporcionados pela criação do Cadastro Nacional de Adoção e pela Lei Nacional da Adoção alcancem os resultados esperados. Os principais desafios são nossos velhos conhecidos: vão desde entraves na área judicial até preconceitos que permanecem enraizados e prevalecem mesmo sobre o desejo de tantos de se tornarem pai ou mãe.

Dos 27 mil pretendentes, mais de 10 mil consideram apenas a hipótese de adotar crianças brancas. Os dados do cadastro mostram também que cai drasticamente a chance de uma criança ser adotada a partir do squatro anos. Para as que têm oito anos, os interessados não chegam a 1%. Por isso, o número de jovens de 14 anos vivendo em abrigos é quase 27 vezes maior que o de recém-nascidos.

A Lei da Adoção fixa o prazo de permanência nos abrigos a dois anos e exige o exame de cada situação a cada seis meses, decidindo se a família original está apta ou não a receber a criança de volta. Cumprir tais prazos é um desafio importante do Judiciário para garantir a essa criança o convívio adequado, com pais e parentes ou com a nova família.

A Frente Parlamentar da Adoção, recém-criada, pretende, em parceira com o CNJ e especialistas, retomar esforços em torno desse tema.

Governos, entidades civis, Legislativo, empresas e veículos de comunicação podem e devem caminhar com o Judiciário, dentro de suas competências, para estabelecer novos marcos legais, financiar projetos e instituições de abrigo, promover experiências como o apadrinhamento afetivo e estimular uma nova cultura da adoção no Brasil.

Reproduzo aqui as palavras de Fabiana, em seu depoimento na criação da Frente Parlamentar da Adoção: “Um filho é sempre um filho, independente da cor dele, da sua condição ou do seu estado de saúde”. Palavras generosas, que o Brasil – e cada um de nós – poderia transformar em ações convergentes e responsabilidade compartilhada.

*AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras para a Folha

Gestão Aécio Neves: Copanor já atende 142 localidades

Gestão pública

 Copanor avança nos serviços prestados em Minas Gerais

Fonte: Agência Minas

Copanor, criada pelo Governo de Minas, na gestão Aécio Neves, para aumentar o índice de atendimento de água e esgoto e reduzir a taxa de mortalidade infantil das comunidades da região Norte e dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri, São Mateus, Buranhém, Itanhém e Jucuruçu, já está atendendo 142 localidades com serviços de qualidade, que garantem inclusive, módulos sanitários nas residências.

Em 2011, estes números avançarão ainda mais. A previsão é que até o final do ano outras 58 localidades passem a ter os mesmos serviços atingindo um total de 200 localidades beneficiadas.

Inédita e revolucionária no modelo que permite levar serviços de qualidade com tarifas reduzidas para quem mais precisa, a Copanor, mais do que implantar sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, faz a manutenção e opera os sistemas. E para garantir a funcionalidade e a qualidade dos serviços, utiliza um modelo tecnológico e organizacional que permite o aumento da eficiência e a redução de custos operacionais.

Os avanços tem sido visíveis. Várias pessoas que não contavam com a mínima infraestrutura passaram a ter módulos sanitários com banheiro, tanque e chuveiro em suas residências, ampliando mais os resultados que já se fazem presente na região de atuação desta subsidiaria da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Até abril de 2010, foram instalados 695 módulos sanitários que beneficiaram cerca de 2.800 pessoas.

Dos R$ 545 milhões destinados pelo Governo do Estado, através do Fundo Estadual de Saúde (FES), cerca de R$ 228 milhões já foram aplicados em obras e melhorias dos sistemas das localidades atendidas.

Um dos critérios adotados pelo governo para criação da subsidiária foi a priorização do atendimento de 463 localidades com população entre 200 e 5.000 habitantes com os mais baixos Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Já aquelas localidades com número de habitantes menor que 200 pessoas, também são contempladas com serviços de saneamento por outros programas.

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) e Copasa, executa obras de saneamento para o atendimento dessas pequenas comunidades através do Saneamento Rural. De 2005 a 2010, foram investidos R$ 11,7 milhões na implantação de sistemas de abastecimento de água em 196 localidades. Além disso, foram implantados 4.600 módulos sanitários em 785 localidades com investimentos no valor R$ 9,2 milhões.

Os desafios do crescimento sustentável

São Paulo, terça-feira, 03 de maio de 2011

AÉCIO NEVES

Fonte: Folha de S. Paulo

O Brasil conquistou, na primeira década deste novo século, avanços sociais e econômicos importantes.

A desigualdade de renda vem caindo em um ritmo intenso, graças ao crescimento do emprego e à expansão dos programas sociais instalados e adensados no curso de diferentes governos.

Não teríamos chegado até aqui sem acabar com a inflação, sem reestruturar as dívidas de Estados e municípios e sem estabelecer uma política consistente de geração de superavit primários.

Da mesma forma, não aproveitaríamos a crescente demanda internacional por produtos brasileiros (agrícolas, pecuários, da indústria extrativa e petrolífera, entre outros) se não tivéssemos feito as reformas dos anos 90, entre elas a privatização, que atraiu novos capitais e tecnologias, democratizou serviços e aumentou a competitividade da indústria e da agricultura nacionais.

Alcançamos, agora, um patamar em que “mais do mesmo” é insuficiente para sustentar um necessário ciclo de novos avanços.

Há importantes desafios a serem vencidos e uma nova agenda a ser enfrentada. O primeiro deles, de médio prazo, que perpassa todos os demais, é recorrente: precisamos melhorar a qualidade da educação básica no Brasil.

É inconcebível que o destino de uma criança seja ainda determinado pelo local do seu nascimento e pela condição de renda da sua família. O amplo acesso à educação de boa qualidade é o único caminho para a transformação social, para a maior distribuição de renda e de oportunidades.

Nosso segundo desafio é fazer a reforma tributária. A sociedade não aceita mais a abusiva carga de impostos sobre assalariados e a produção e, na esfera dos Estados, a perversa guerra fiscal, que coloca em lados opostos aqueles que deveriam ser parceiros do processo de desenvolvimento.

O Brasil precisa reduzir o número de impostos, desonerar as exportações e o investimento produtivo, reduzir contribuições que incidem na folha de salários, melhorar a progressividade da arrecadação e rediscutir a repartição de recursos entre as esferas de governo.

Nosso terceiro desafio imediato é a redução gradual do gasto público, para que o Estado possa aumentar o investimento e avançar na agenda de desoneração tributária já mencionada.

No modelo atual, os gastos públicos mais relevantes estão sendo financiados pelo crescimento da carga tributária ou por um endividamento crescente do Tesouro Nacional, emblematicamente simbolizado pelos repasses de mais de R$ 300 bilhões para o BNDES financiar obras públicas e privadas.

Nosso quarto desafio é a reforma do Estado. Não a incluo entre as nossas prioridades por mera preocupação fiscalista, mas para estabelecer mecanismos permanentes de avaliação da eficiência de políticas públicas, análise de custos e benefícios e melhoria da produtividade do setor público.

Sem esses instrumentos, os recursos já escassos tornam-se ainda mais insuficientes, gerando mais demanda por mais impostos ou saídas estranhas, como a chamada “contabilidade criativa”.

Minas Gerais, assim como alguns outros Estados, nos mostra que a boa governança é o primeiro degrau para a superação do atraso social que vivemos, sem recorrer à sanha arrecadatória.

Acredito que esses são os primeiros itens da ampla agenda de trabalho a que precisamos responder para nos habilitarmos a uma trajetória de crescimento verdadeiramente sustentável. Fazer avançar essa agenda, com os olhos voltados para o futuro, nos exigirá escolhas difíceis e um profundo debate de propostas que o governo já deveria ter enviado ao Congresso Nacional.

Os sinais na economia são claros.

Até quando vamos esperar?

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AÉCIO NEVES, economista, é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais (2003-2010), deputado federal pelo PMDB-MG (1987-1991), pelo PSDB-MG (1991-2002) e presidente da Câmara dos Deputados (2001-2002).  Link para o original (assinantes): http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0305201107.htm

Link para site Senador Aécio Nenves http://www.aecioneves.net.br/2011/05/artigo-de-aecio-neves-sobre-crescimento-sustentavel-na-folha-de-s-paulo/

Gestão Anastasia fortalece combate à desnutrição

Gestão Pública

Minas instala Comitê Temático de Segurança Alimentar

Fonte: Agência Minas

Para governador Anastasia, a alimentação saudável é fundamental para o futuro da sociedade

Belo Horizonte (28) – O governador Antonio Anastasia empossou, na última sexta-feira, no Palácio Tiradentes, o presidente do Conselho de Segurança Alimentar de Minas Gerais (Consea-MG), Dom Mauro Morelli, e o secretário-geral do Conselho, Manoel Costa, secretário extraordinário de Estado de Regularização Fundiária.

Durante a solenidade, também foi realizada a instalação do Comitê Temático de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, que vai auxiliar o Governo de Minasna articulação, acompanhamento e avaliação da execução da Política e do Plano Estadual sobre o tema.

Durante a solenidade, Antonio Anastasia destacou que o estímulo à alimentação saudável é fundamental para o futuro da sociedade. Segundo ele, uma criança tem sua capacidade de aprendizado reduzida quando não possui qualidade nutritiva. “Sabemos que uma criança subnutrida praticamente não tem esperança porque ela dificilmente terá aprendizagem. Além das questões de saúde, teremos a dificuldade de aprendizado muito grave e, por consequência, esta criança será uma pessoa com dificuldades de ser um cidadão inserido na sociedade, produtivo, prestando o papel no dia a dia da nossa sociedade. Por isso, devemos combater de maneira bastante vigorosa a desnutrição, levando qualidade nutricional às pessoas”, disse.

O governador parabenizou o presidente do Consea, Dom Mauro, por seu intenso trabalho realizado em prol das famílias mineiras. “Dom Mauro já está fazendo aqui em Minas Gerais mais de 12 anos de dedicação a uma tarefa que é única. Com seu empenho, ousadia, empreendedorismo e, sobretudo, com sua credibilidade e fé, tem modificado o panorama de desnutrição. Mais uma vez agradeço o seu trabalho voluntário a favor dos mineiros e dos brasileiros nesse órgão por ele idealizado e que preside com tanta maestria”, afirmou.

Redução da desnutrição
Desde a criação do Consea-MG, em 1999, Minas Gerais tem registrado importantes avanços na redução da desnutrição. O consumo calórico médio da dieta mineira é expressivo, situando-se em 2.195 kcal, a terceira mais elevada do país. A taxa de desnutrição no Grande Norte, região mais pobre do Estado, registrou queda de 55% entre 2003 e 2009, passando de 11,6 crianças, por grupos de 10 mil crianças de 0 a 4 anos, para 4,2 crianças atendidas nas unidades de saúde da região.

O novo presidente do Consea-MG, Dom Mauro Morelli, destacou o papel da qualidade alimentar no processo de aprendizagem dos jovens. “A educação é decisiva para a realização do ser humano. Para uma criança estudar, ela deverá estar devidamente alimentada e nutrida. Desnutrida, uma criança não atinge o grau de inteligência que deveria atingir. Temos que ser um povo alimentado, nutrido e bem educado, assim teremos desenvoltura, bom humor, inteligência e criatividade”, ressaltou.

Novos negócios: Bom momento na economia de Minas Gerais

Desenvolvimento econômico

Em MG, 56 mil novos negócios

Negócios
Lojas de roupa, lanchonetes e restaurantes são os preferidos

Fonte: O Tempo

Marconi Abdo, Tiago Abdo e Fabiano Fagundes são moradores da Pampulha há muitos anos. Mas faz pouco tempo que eles se uniram para abrir a choperia Juscelino Deck Beer, na orla da lagoa. ”Sentíamos falta de algo voltado para a classe A na região. Os moradores precisavam atravessar a cidade para ir a um local mais refinado”, diz o sócio-proprietário Thiago Abdo. A casa foi inaugurada em agosto de 2010, depois de cinco meses de pesquisa e planejamento, tem capacidade para 600 pessoas e emprega 50 funcionários.

Esse e outros pequenos e microempreendimentos representam 99,3% do total de empresas de Minas Gerais, conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). São 672 mil pequenas empresas no Estado. Só em 2009, 56.346 novos negócios foram abertos, número que deve se repetir ou até apresentar crescimento em 2010.

O comércio é cobiçado por 52% dos pequenos empreendedores mineiros, seguido pelo segmento de serviços, com 31%. Indústria e construção civil estão adiante, com 12% e 5%, respectivamente. O site do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) aponta os ramos mais procurados: no topo da lista, estão lojas de roupa, lojas de artesanato, lanchonetes e restaurantes. Salões de beleza, agências de viagem e bares também estão entre os dez itens mais desejados.

A maior parte dos negócios fica na região Central de Minas, com 38%, seguida pelas regiões Leste (21%) e Sul (18%). Eles utilizam 57% da mão de obra formal do Estado. Desses empregos, 46% estão na região Central do Estado, 19% na região Leste e 16% no Sul.

Vale lembrar que Minas tem taxa de falência inferior à do Brasil: 14,3% contra 22%. “Não há dúvida de que o setor tem papel estratégico e essencial para o cenário econômico-social do Estado e do país, embora muitas pessoas não percebam isso”, diz o economista Ricardo Pereira, gerente da Unidade de Educação, Empreendedorismo e Cooperativismo do Sebrae-MG.

Segundo ele, apenas 5% dos novos investidores procuram ajuda especializada, como a do Sebrae. Desprezar esse apoio é um erro. Desde 2007, o Sebrae oferece o curso “Meu Primeiro Negócio”, com o objetivo de auxiliar os empreendedores de primeira viagem. Em 2011, o evento acontece em Juiz de Fora, em abril. Nos meses seguintes, segue para Unaí, São Sebastião do Paraíso, Ipatinga, Poços de Caldas e Uberaba.

Uma etapa fundamental é a legalização do negócio, diz Cezar Kirszenblatt, gerente do Sebrae/RJ. Para incentivar os pequenos empresários a legalizarem seus negócios, o governo federal criou o programa do Empreendedor Individual. Até 31 de dezembro de 2010, 809.844 donos de pequenos negócios aderiram ao programa em todo o país. Com a legalização, o empreendedor pode emitir nota fiscal e, consequentemente, vender para grande empresas, governo e instituições públicas.

Além disso, passa a ter possibilidade de acesso a serviços financeiros e, assim, obter crédito para investimento e capital de giro. Os interessados em mais informações ou em se cadastrar no programa podem acessar o Portal do Empreendedor.

Além dos passos básicos, é preciso que o empreendedor esteja muito atento a fatores como inovação, prazo, qualidade, relacionamento/fidelização do cliente e processos de gestão em geral. Atualmente, esses fatores são fundamentais para a sobrevivência do negócio no mercado, ressalta Kirszenblatt.

Evento
Copa vai aquecer vários setores
Rio de janeiro. O momento é bastante favorável para a economia brasileira: eventos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 já estão abrindo muitas oportunidades para quem está interessado em investir num pequeno negócio. De acordo com o Sebrae/RJ, segmentos como comércio varejista de lembranças, brindes, bijuterias e artigos esportivos, alimentos fora do lar, construção civil e reformas, mobiliário, artesanato, design e webdesign, entre outros, serão diretamente beneficiados e podem ser uma boa opção para quem pretende abrir uma pequena empresa em 2011.

Mas não basta ter uma boa ideia e disposição para levá-la adiante. Cezar Kirszenblatt, gerente da área de estratégias e diretrizes do Sebrae/RJ, afirma que, além de buscar novas oportunidades de negócios, o pequeno empreendedor precisa, antes de tudo, organizar-se, buscar informações e fazer tudo com muito planejamento.

O especialista recomenda que seja feita uma pesquisa de mercado, observando questões como pontos de instalação, concorrência, potenciais clientes, fornecedores, entre outras.

Conhecimento
Pesquisa ajuda na escolha
A economia vive um bom momento se a comparação for feita com dez ou 20 anos atrás: a taxa de desemprego caiu, a população tem mais acesso a crédito e o consumo das classes C e D só aumenta.

Mas, segundo o gerente da Unidade de Educação, Empreendedorismo e Cooperativismo do Sebrae-MG, o economista Ricardo Pereira, qualquer momento é favorável para abrir um negócio. “Tudo depende do ramo e do conhecimento do gestor sobre ele. É preciso haver muito estudo, planejamento e qualificação para alcançar os resultados planejados”, orienta. Ele diz que a maior parte das empresas fecha por falta de capital de giro, burocracia excessiva, tributação elevada, localização inadequada e perda de clientes para o concorrente. “O investidor pode evitar a falência verificando todos esses itens antes mesmo de abrir o seu negócio”, previne.

Foi o que fizeram os irmãos Hildemano e Carlos Amorim, proprietários do bufê Raja Boom, no bairro Santa Lúcia, região Centro-Sul de Belo Horizonte, inaugurado em agosto de 2010.”Planejamos o investimento por dois anos. Nesse processo, mapeamos os concorrentes vizinhos e procuramos sanar seus pontos fracos”, diz Hildemano. A localização, na avenida Raja Gabáglia, foi escolhida a dedo. “É um ponto estratégico, que diminui custos com divulgação, pois a nossa fachada já funciona como um out-door”, disse. (FM)

Gestão Aécio-Anastasia: Copasa recebe prêmio de excelência em saneamento

Choque de Gestão, gestão eficiente

Fonte: Agência Minas

O governador Antonio Anastasia participou, na noite desta segunda-feira (29), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, da entrega do Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento – 2010 (PNQS) conquistado pela estatal mineira Copasa. É a primeira vez no Brasil que uma companhia de saneamento obtém o Troféu Ouro – Rumo à Excelência, premiação concedida pelo Comitê Nacional da Qualidade, vinculado à Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES). O prêmio é reconhecido pela International Water Association (IWA) como a mais importante ferramenta de gestão dos serviços de saneamento ambiental.

A Copasa, na gestão Aécio-Anastásia, se destacou entre as 41 empresas estaduais, municipais, públicas e privadas, de dez estados brasileiros. Nesta 14ª edição do PNQS, são reconhecidas as empresas que adotam as melhores práticas gerenciais e os melhores resultados organizacionais.

As diretorias de Operação Norte e Sudoeste da Copasa também se destacaram, conquistando o Troféu Platina, nível III. Já a diretoria Metropolitana recebeu o Troféu Ouro, confirmando a qualidade dos serviços de saneamento prestados pela Companhia.

Durante a solenidade, o governador entregou o prêmio ao presidente da Copasa, Ricardo Simões.

Liderança

A Copasa foi eleita a “Empresa de Valor”, em 2009, premiação concedida à melhor empresa brasileira entre as 1.000 melhores do ano, pelo Jornal Valor Econômico. Também, pelo 2º ano consecutivo, a Copasa foi a melhor empresa do setor de água e saneamento do Brasil.

A Copasa também foi campeã das empresas de saneamento do Brasil e recebeu o prêmio na categoria Melhores e Maiores – Empresa Excelência de Minas Gerais 2008/2009, concedido pela revista Mercado Comum, no XI Prêmio Minas – Desempenho Empresarial. O Ministério das Cidades, através do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), apurou que a Copasa é a empresa estadual que mais economiza água no país, resultado alcançado graças ao Programa de Redução de Perdas de Água e economia de energia elétrica desenvolvido pela empresa.

O Laboratório Central da Copasa recebeu o reconhecimento da certificadora inglesa British Standards Institution (BSI). Por meio de auditoria externa, a BSI ratificou o Certificado ISO 9001:2000 que a unidade vem mantendo desde 2000. O Laboratório de Hidrometria também recebeu a creditação do Inmetro para funcionar como Posto de Ensaio Autorizado (PEA).

Desempenho

A Copasa investiu, entre 2003 e 2009, R$ 5,6 bilhões na sua área de concessão, no Estado. Desse montante, R$ 2,4 bilhões foram destinados aos sistemas de abastecimento de água, e R$ 2,9 bilhões na coleta e tratamento de esgotos. Os R$ 300 milhões restantes foram investidos em programas de melhoria e desenvolvimento operacional.

Em 2010, até setembro, a Copasa investiu R$ 622 milhões, sendo R$ 273 milhões para os sistemas de abastecimento de água e R$ 331 milhões em coleta e tratamento de esgoto.

A Copasa está presente, com os serviços de abastecimento de água, em 613 municípios mineiros e, com esgotamento sanitário, em 203 municípios. A empresa possui 106 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) em operação. Outras 74 já estão em obras. Tem também outras 41 ETEs projetadas para serem construídas, existindo também 10 ETEs em licitação.

Entre setembro/2009 e setembro/2010, a população beneficiada com os serviços de abastecimento de água aumentou em 408 mil pessoas, alcançando a soma de 13,1 milhões. Os sistemas de esgotamento sanitário apresentaram um avanço maior. A Companhia totalizou 1,93 milhão de ligações de esgoto em setembro de 2010, diante de 1,83 milhão no mesmo mês do ano passado, o que representa aumento de 5,8%.