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Aécio reitera compromisso com saúde pública

Aécio reafirmou o seu compromisso com a criação da carreira dos profissionais de saúde e a melhoria das condições de trabalho.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

“O Brasil precisa de mais saúde e investimentos”, afirma Aécio Neves

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, recebeu nesta segunda-feira (30) o apoio de centenas de médicos de Minas Gerais e reafirmou o seu compromisso com a criação da carreira dos profissionais de saúde e a melhoria das condições de trabalho e da assistência à saúde.

Aécio se reuniu com os profissionais na sede da Associação Médica de Minas Gerais e protestou contra a queda nos gastos do governo federal com a saúde durante as administrações do PT, onerando Estados e principalmente municípios.

“Vamos resgatar os investimentos federais que, no governo do PT, vêm diminuindo a cada ano. Em 2003, quando o PT assumiu o governo, 56% do conjunto de investimentos em saúde vinham da União. Hoje apenas cerca de 46% vêm da União”, ressaltou ele.

Compromissos

O candidato reiterou o compromisso de criar 500 clínicas de especialidades médicas e acrescentou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) irá financiar os médicos para abertura de clínicas em regiões pré-determinadas pelo governo, onde haja carência de atendimento naquela especialidade.

“O Brasil precisa de mais saúde, de mais investimentos, de mais respeito com aqueles que trabalham na saúde pública”, disse o candidato, sendo aplaudido de pé.

O presidenciável lembrou que seu programa de governo foi discutido com a Associação Médica Brasileira, prevendo a retomada do Programa Médico da Família e um diálogo permanente com as entidades da área para a melhoria da saúde pública.

“O programa Saúde da Família será no nosso governo resgatado, já que foi abandonado pelo atual governo, um governo que fechou 13 mil leitos hospitalares nos últimos anos, que permite que as Santas Casas vivam uma extraordinária crise, talvez sem precedentes na sua história.”

Em relação ao Programa Mais MédicosAécio reiterou que é um projeto de solução temporária. “Vamos cuidar estruturalmente da saúde pública no Brasil.”

Apoios

Presente ao ato de apoio à candidatura de Aécio, o pediatra Fábio Guerra disse que o presidenciável apresentou “uma proposta clara de ações para a saúde que coincide com as nossas aspirações”. Ele citou como exemplos de ações o financiamento adequado para a saúde, apoio à criação da carreira de estado para o médico e reestruturação da rede de atendimento.

A médica aposentada Valquíria de Paula afirmou que Aécio Neves é “a única pessoa com qualidades e equipe de trabalho” para assegurar que o país avance. Ela disse que a assistência à saúde piorou muito nos governos do PT. “Nesses 12 anos nós estamos só de ré”, afirmou.

“Nesses meus 42 anos de medicina, a gente sempre pediu para os colegas que estão na direção da saúde condições de trabalho e salário digno. Essas duas coisas só estão piorando. Tenho casos impressionantes, como escorpião andando no meio de pacientes, ratazana comendo a coxa de paciente tetraplégica em cima de uma maca. Vi cenas que são realmente de filme de terror”, destacou.

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Vox Populi: Aécio cresce em pesquisa e já cola em Marina

Aécio deve chegar no 2º turno, ex-senadora aparece com 22% e Aécio registra 17% da preferência do eleitorado. Indecisos totalizam 12%.

Eleições 2014

Fonte: R7

Dilma amplia vantagem e venceria Marina no 2º turno, diz Vox Populi

Mesmo com margem de erro, Dilma Rousseff derrota Marina Silva e Aécio Neves no 2º turno, de acordo com Vox Populi

A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) ampliou a vantagem sobre Marina Silva (PSB) entre o eleitorado para 18 pontos percentuais, superou a ex-senadora no 2º turno e venceria a corrida à Presidência da República se a eleição fosse hoje, segundo pesquisa Vox Populi, encomendada pela Rede Record, divulgada nesta terça-feira (23).

A presidente tem 40% das intenções de voto na disputa pelo Palácio do Planalto, enquanto a ex-senadora aparece com 22%. Aécio Neves (PSDB) registra 17% da preferência. Os votos brancos e nulos são 6% neste recorte, e os eleitores indecisos totalizam 12%.

Os candidatos Everaldo Pereira (PSC) e Luciana Genro (PSOL) têm 1% cada um. Já Eduardo Jorge (PV), Mauro Iasi (PCB), Eymael (PSDC), Rui Costa Pimenta (PCO) e Levy Fidelix (PRTB) não marcaram pontos.

Na pesquisa anterior, Dilma tinha 36% da preferência do eleitorado, contra 27% de Marina e 15% do candidato do PSDB. Naquela ocasião, os votos brancos e nulos eram 8%, e os eleitores indecisos totalizavam 12%.

A pesquisa levou em conta 2.000 entrevistas feitas com eleitores, entre o último sábado (20) e o último domingo (21), em 147 cidades do País. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00733/2014.

Segundo turno

Vox Populi também fez duas simulações de segundo turno, e a candidata do PT venceria tanto Aécio Neves (PSDB) como Marina Silva (PSB).

Em um cenário contra Marina, a presidente tem 46% das intenções de voto, contra 39% da ex-senadora. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, Marina não alcança Dilma neste cenário, que ainda tem 9% de votos brancos e nulos e 6% de eleitores indecisos.

Em outra hipótese, com Dilma Rousseff contra Aécio Neves, a presidente tem 49% das intenções de voto, contra 34% do senador. Os votos brancos e nulos seriam 10% dos votos, e os eleitores que não sabem ou não responderam totalizam 7%.

Regiões

Considerando o recorte de intenções de voto por regiões, Dilma Rousseff (PT) está na frente de Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) em todas as áreas.

No Sudeste, onde estão os dois maiores colégios eleitorais do País (SP e MG), a petista tem 37% da preferência, contra 30% da ex-senadora e 20% de Aécio. Os outros candidatos têm 3%, os votos brancos e nulos são 8% e os eleitores que não sabem ou não responderam totalizam 16%.

No Sul, Dilma Rousseff tem 37%, contra 23% de Marina Silva e 19% de Aécio Neves. Os outros candidatos totalizam 4%, os brancos/nulos são 2% e os indecisos, 15%.

No Nordeste, Dilma tem 55%, Marina aparece com 22% e Aécio registra 8%. Os outros candidatos conseguiram 1% na pesquisa, enquanto os brancos e nulos são 6% e os indecisos chegam a 8%.

Por fim, no Centro-Oeste/Norte, Dilma chega a 44% das intenções de voto, contra 23% de Aécio e 20% de Marina. Os outros candidatos à Presidência são 3%, enquanto os brancos e nulos são 3% e os indecisos, 7%.

Aécio Neves: familiares gravam depoimento em vídeo

Aécio presidente: mãe, irmã, filha, mulher, primos e sobrinhos destacaram características do candidato à presidência da República.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

PSDB divulgou vídeo nas redes sociais com depoimentos de parentes sobre ele

Com o desafio de se tornar conhecido no país, o candidato do PSDB à Presidência da RepúblicaAécio Neves, iniciou uma ofensiva virtual. Nesta terça-feira, um vídeo com depoimentos de familiares contando um pouco sobre a vida pessoal dele foi disparado nos perfis que o tucano mantém nas redes sociais. Em tom mais íntimo, mãe, irmã, filha, mulher, primos e sobrinhos destacaram características do candidato.

— Aécio tem muito respeito pelas pessoas — disse a mãe, Inês Maria.

— Ele sorri com os olhos e gosta do simples — afirmou a mulher, Letícia Weber.

— A gente gosta de acreditar que tem o controle absoluto sobre a nossa própria vida. Isso não é verdade. Mas algumas pessoas têm menos controle sobre o próprio destino do que as outras — completou a irmã, Andréa Neves, mais filosófica.

MÚSICOS GRAVAM APOIO

À noite, o site oficial da campanha de Aécio entrou no ar, uma semana depois do lançamento das páginas de seus principais adversários. A página aborda mais o perfil político e de gestor do candidato.

Conheça o novo site: Aécio Neves 2014 – www.aecioneves.com.br

Famosos também foram escalados para ajudar nessa aproximação do tucano com o eleitor. O cantor Zezé di Camargo e o sambista mineiro Domingos do Cavaco gravaram depoimentos declarando apoio.

O marqueteiro de AécioPaulo Vasconcelos, tem dito que o grande objetivo nesta reta inicial de campanha é fazer o senador e ex-governador mineiro conhecido fora do eixo Minas Gerais-Rio de Janeiro-São Paulo.

Além da ofensiva virtual, as viagens pelo país são consideradas fundamentais. Amanhã, Aécio vai a Florianópolis. Será a primeira viagem dele fora do Sudeste, desde o início da campanha. A ida ao Nordeste fica para agosto, quando estará pronto o plano tucano para a região.

2014: Aécio e Campos vão dividir 10 palanques

Eleições 2014: Neste rol de coligações, cada legenda está em condição de encabeçar cinco chapas a governador.

Montagem do xadrez eleitoral

Eleições 2014: aliança favorece Campos no Sudeste e Aécio no Nordeste.

Fonte: Valor Econômico

Campos e Aécio compartilham pelo menos dez palanques estaduais

Alianças entre o PSDB e o PSB podem fazer com que os presidenciáveis Aécio Neves Eduardo Campos dividam cerca de dez palanques estaduais na eleição ao Palácio do Planalto do ano que vem. Neste rol de coligações, cada legenda está em condição de encabeçar cinco chapas a governador. Os tucanos, no entanto, tomam a frente da candidatura em cinco dos seis maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Ceará e Pará. O PSB tende a liderar a chapa nos menores palanques – Paraíba, Espírito Santo, Amapá e Roraima – à exceção de Pernambuco, o quarto maior neste grupo de Estados onde há alta probabilidade de coligação entre as duas siglas. Há mais duas grandes possibilidades de Aécio e Campos dividirem o mesmo palanque, mas numa chapa com candidato a governador de outro partido: Amazonas, com o PP, e Piauí, com o PMDB.

O cenário reflete a aproximação perigosa entre os dois presidenciáveis, já que ambos podem travar uma disputa acirrada para ver quem chega em segundo lugar, com chance de alcançar um eventual segundo turno contra Dilma Rousseff.

A grande quantidade de palanques divididos mostra, de um lado, a fraca capacidade de penetração do PSDB no Norte e Nordeste e, de outro, a fragilidade do PSB nas região Sul e na Sudeste – que concentra a maior parte do eleitorado. Em apenas duas das dez maiores unidades da Federação, que reúnem 76% do eleitorado, o PSB já tem garantia de uma candidatura própria consolidada: em Pernambuco, onde Campos conta com uma ampla hegemonia, e na Bahia.

O objetivo é que no Rio de Janeiro também haja um terceiro nome próprio, mas o vice-presidente regional da sigla, o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirma que a situação é “dramática”, depois da debandada do grupo do ex-presidente estadual do partido, o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, que era contra a candidatura de Campos à Presidência. Cardoso levou sua base para o PMDB para apoiar Dilma Rousseff, e o PSB fluminense, agora sob o comando do deputado federal e ex-jogador de futebol Romário, precisa juntar os cacos. “Nosso plano A é ter candidatura própria. Mas a situação é tão dramática para reconstruir o partido que não chegamos a discutir nomes”, afirma Temporão.

O ex-ministro diz que o cenário inclui como alternativas o apoio às candidaturas do deputado federal Miro Teixeira (Pros) ou do senador petista Lindberg Farias. A tendência do PT nacional, no entanto, é vetar a coligação ou, pelo menos, qualquer possibilidade de Lindbergh abrir palanque para Eduardo Campos. O Rio é o terceiro colégio eleitoral do país e onde tanto PSB quanto PSDB são fracos. Cada um deverá buscar sua própria saída. Os tucanos, por enquanto, cogitam lançar o técnico de vôlei Bernardinho.

Nos dois maiores Estados, São Paulo e Minas Gerais, o PSDB é hegemônico e a pouca estrutura partidária do PSB tem levado a legenda a cogitar uma aliança com os tucanos. Pegar carona no palanque de uma sigla adversária na eleição presidencial é um sinal da fragilidade da campanha de Eduardo Campos. Mas também pode representar uma oportunidade de roubar uma fatia do eleitorado tucano. Como disse um deputado do PSDB, em encontro da bancada federal com Aécio Neves, em outubro, dividir palanques seria “coisa de corno” – ou seja, permitir a traição dos candidatos a governador com o presidenciável do PSB.

As resistências também vêm dos pessebistas, ou melhor, dos integrantes da Rede Sustentabilidade, liderados pela ex-senadora Marina Silva e que se filiaram à legenda em outubro.

Em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, o grupo é contra a ideia de o partido abrir mão de candidatura própria para apoiar, respectivamente, a reeleição dos governadores Geraldo AlckminBeto Richa e o nome a ser definido para a sucessão de Antonio Anastasia. Em São Paulo, o Rede propõe as candidaturas dos deputados federais Walter Feldman e Luiza Erundina, mas a tendência, por enquanto, é que o também deputado federal Márcio França seja o vice na chapa de Alckmin.

“Cada caso é um caso. Acho problemático [a aliança] em São Paulo, porque o PSDB carrega um desgaste de estar no poder nesses anos todos. É comparável ao PT no nível nacional. Em Minas também acho complicado, porque é a base do Aécio. No Rio a situação é diferente: ambos os partidos estão afastados do poder. Certamente surgirá um nome nosso, mas também é possível uma aliança [com o PSDB]. É importante termos mínima chance de sucesso. Já passamos da fase de marcar posição”, afirma o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB), ligado à Marina Silva.

Ou seja, até no Rio de Janeiro poderia haver uma composição. Em Minas Gerais, o PSB tem um plano A, com o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. No entanto, ele resiste a se candidatar por sua relação próxima a Aécio Neves. Os planos B e C são o lançamento do recém-filiado presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, ou apoio ao PSDB, opção que segundo o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), estaria mais distante.

“Nada conspira até o momento a favor dessa união. Se o Lacerda não aceitar, temos o Kalil“, afirmou o parlamentar. O também deputado federal Duarte Nogueira, presidente do PSDB paulista, por sua vez, discorda. ”As conversas estão adiantadas e o PSB deve fechar conosco”, afirmou o tucano, que lembrou a amizade entre Aécio e o prefeito de Belo Horizonte – principal político do PSB mineiro – como um facilitador da coligação.

Duarte Nogueira argumentou que a formação de palanques conjuntos com o PSB não prejudica a campanha de Aécio. Em sua opinião, o importante é dividir o campo governista. “Com essa estratégia é que vamos levar a disputa ao segundo turno. Onde pudermos somar forças melhor”, disse.

A declaração põe panos quentes nos rumores de um afastamento entre Campos e Aécio, depois que a filiação de Marina Silva deu mais musculatura à candidatura do PSBMarina pode ser a vice do governador de Pernambuco, numa chapa presidencial que começou a preocupar os tucanos pela possibilidade de tirá-los pela primeira vez de um segundo turno.

Além disso, a chegada da ambientalista tende a levar para o PSB um tradicional aliado do PSDB: o PPS, cujo tempo de TV é cobiçado por ambas legendas. “É legítima a busca pelo diálogo, pelo apoio de partidos e de setores da economia. O importante é que tudo tem sido feito com transparência e os dois continuam a se falar”, completou.

Sirkis adota o mesmo tom. O deputado reconhece que há um “aspecto de disputa evidente” entre os dois partidos, mas que também existe um “interesse comum” porque não querem favorecer o projeto de poder do PTSirkis ressaltou o suposto “hegemonismo” petista ao citar a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não semana passada sugeriu que seu partido ficará no governo federal até 2022, quando será comemorado os 200 anos da Independência do Brasil.

“É preciso levar essa relação da maneira mais amigável possível. Penso que Aécio e Eduardo concordam com uma composição, inclusive com o PT, numa situação pós-eleitoral. A vitória de Eduardo pode atrair setores do PT, num terceiro turno, na hora de governar”, disse.

Para Sirkis, isso implicaria um realinhamento histórico, já defendido por Marina, na campanha de 2010, e pelo qual se isolaria os grotões. “Isso acabaria com um ciclo cuja imagem foi representada por uma frase antológica do [ex-presidente] Fernando Henrique Cardoso, para quem PT e PSDB disputam para ver quem lidera o atraso”, acrescentou o parlamentar, defensor de uma união entre partidos de centro-esquerda e uma “esquerda radical modernizante” contra forças como “PMDB, PP, PTB e grotões”.

Em mais seis Estados, Campos e Aécio têm alta probabilidade de compartilhar o mesmo palanque. No Ceará e no Pará, com os tucanos na cabeça de chapa, e Paraíba, Espírito Santo, Amapá e Roraima, com pessebistas à frente da candidatura a governador. No Ceará, o PSB se desmantelou depois que o grupo do governador Cid Gomes e de seu irmão, Ciro, migrou para o Pros por se recusar a apoiar Campos contra a presidente Dilma. A única saída à vista é se escorar nos tucanos, que também estão fragilizados, só que num processo mais longo de desidratação. Por isso, o ex-governador Tasso Jereissati, que já havia anunciado sua aposentadoria, recebe pressões para dar palanque aos presidenciáveis – pelo menos com uma candidatura ao Senado, cargo para o qual fracassou na tentativa de se reeleger em 2010.

Um exemplo de baixa probabilidade de aliança é a Bahia, onde a senadora Lídice da Mata (PSB) será uma terceira via entre o PT e a oposição local liderada por DEM e PMDB, e apoiada pelos tucanos no Estado.

2014: FHC e Alckmin defendem candidatura de Aécio em Poços de Caldas

2014: FHC e Alckmin defenderam pela primeira vez publicamente que o senador Aécio seja o candidato do PSDB na disputa presidencial.

2014: Aécio Neves presidente

Fonte: Folha de S.Paulo

FHC e aliados de Serra declaram apoio a Aécio para a Presidência

Alckmin pede para senador mineiro ‘servir ao povo brasileiro’ 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São PauloGeraldo Alckmin, defenderam ontem pela primeira vez publicamente que o senador mineiro Aécio Neves seja o candidato do PSDB na disputa pela presidencial de 2014.

“Chegou o momento, Aécio, de assumir a responsabilidade. A história, na sua impetuosidade, seleciona. Não sei se é justo ou injusto. É o momento, e o momento é seu”, disse Fernando Henrique em encontro do PSDB em Poços de Caldas (MG).

Nos bastidores, ele já vinha orientando Aécio a se portar como candidato, mas essa foi a primeira vez que o tucano defendeu a candidatura do mineiro em evento público.

“É a esperança que nos traz hoje, Aécio, aqui a Minas, para dizer a você: percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale ao povo brasileiro. […] Com a sua juventude, a sua experiência, sua competência para servir ao povo brasileiro”, disse Alckmin.

O paulista é do mesmo Estado que o ex-governador José Serra, que insiste no desejo de ser o candidato indicado pelo PSDB para disputar a Presidência e tem percorrido o país numa tentativa manter seu nome na disputa.

Além de Alckmin e FHC, também defenderam abertamente a candidatura de Aécio o senador Aloysio Nunes (SP), aliado histórico de Serra, o governador Antonio Anastasia (MG) e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

“Ouvir aqui o que ouvi do governador Geraldo Alckmin na verdade só me faz dizer de forma absolutamente clara: o PSDB está pronto no ano que vem para apresentar ao Brasil uma nova proposta”, disse Aécio.

PSDB realizou ontem na cidade mineira o encontro partidário “Federação Já, Poços de Caldas +30“, com críticas à concentração de receitas na União e em defesa da “autonomia e fortalecimento” de Estados e municípios.

O encontro também fez homenagem aos 30 anos da Declaração de Poços de Caldas, documento assinado pelos então governadores Tancredo Neves (MG) e Franco Montoro (SP), no qual se comprometeram com a campanha pelas eleições diretas para presidente.

(PATRÍCIA BRITTO E MARINA DIAS)

Aécio: déficit público alto é consequência de gestão deficiente

Aécio: presidente do PSDB critica preço da má administração da economia que reduziu a economia fiscal, além de aumentar dívida bruta.

Gestão pública deficiente

Fonte: PSDB 

Nota do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), sobre o recorde no déficit público

No ano passado, quando já estava clara para a sociedade o fracasso da política econômica da presidente Dilma Rousseff, uma política baseada no relaxamento do tripé macroeconômico, representantes da equipe econômica sinalizavam que as contas fiscais estavam equilibradas e que não havia preocupação alguma com a trajetória das contas fiscais.

Ainda este ano, em depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em junho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou da possibilidade de o Brasil zerar o seu déficit nominal ao longo dos próximos anos. Infelizmente, os dados fiscais divulgados ontem deixaram claro que houve um descolamento da economia real do discurso do governo.

Ao longo dos primeiros nove meses deste ano, a despesa não financeira do Governo Central (governo federal, previdência e Banco Central) cresceu R$ 79,2 bilhões, um crescimento nominal de 13,5% ou um crescimento real de quase 7%, que é mais do que o dobro do crescimento real do PIB. Infelizmente, apesar desse forte crescimento da despesa, o investimento público do governo federalcresceu apenas R$ 1,3 bilhão (2,9%).

Ou seja, a despesa não financeira do governo federal cresceu este ano até setembro R$ 79 bilhões e o investimento público apenas R$ 1,3 bilhão. Em valores reais, houve uma queda do investimento público federal.

É importante destacar que ao longo dos nove primeiros meses do ano, a receita líquida do governo federal cresceu R$ 52,4 bilhões (8,2%), um crescimento maior do que no mesmo período do ano passado, mas insuficiente para fazer frente ao crescimento muito rápido do gasto público.

O resultado foi que a economia do governo federal para pagar a dívida, o chamado superávit primário, passou de R$ 54,8 bilhões ao longo dos nove primeiros meses de 2012, para R$ 27,9 bilhões no acumulado deste ano, uma redução de 49%.

Dada essa forte redução do superávit primário do governo federal, o resultados fiscal do setor público consolidado (governo central, estados e municípios) teve uma nova piora. O resultado primário em 12 meses até setembro deste ano foi de 1,58% do PIB, ante um superávit de 3,17% do PIB há dois anos.

Quando se inclui na despesa a conta de juros do setor público, o déficit nominal do setor público no Brasil nos últimos 12 meses até setembro foi de 3,33% do PIB , o pior resultado desde 2009 quando o Brasil teve um crescimento negativo do PIB.

Infelizmente, a leitura que o PSDB faz da contas públicas é que sua deterioração é estrutural por três motivos. Primeiro, o crescimento do gasto foi nas despesas de custeio e de pessoal, que são gastos do tipo permanente e não podem ser reduzidos de um ano para o outro.

Segundo, várias das despesas do governo federal com subsídios não estão sendo pagas. Essas despesas estão sendo atrasadas e a conta está sendo jogada para o futuro e vai aumentar ainda mais o gasto público no futuro. O melhor exemplo disso são os subsídios do BNDES que não vêm sendo pagos.

Terceiro, o Brasil não pode crescer sem investimento público. Assim, em algum momento será preciso recuperar a capacidade de gestão e investimento do setor público o que significa um maior crescimento da despesa no futuro. Se não houver um controle maior da despesa de custeio, o aumento do investimento público reduzirá mais ainda o resultado primário colocando em risco as contas públicas.

O problema é que o governo federal, por sua irresponsabilidade na administração do tripé macroeconômico, criou uma armadilha fiscal e agora há um novo problema para este e para o próximo governo: como reduzir o gasto público para aumentar o superávit primário para pelo menos 2% do PIB e ainda recuperar o investimento público?

O governo está pagando o preço da má administração da economia que reduziu a economia fiscal, reduziu o crescimento e aumentou a dívida bruta. Se o governo estivesse terminando hoje, já deixaria para o próximo uma herança maldita nas contas fiscais.

Senador Aécio Neves (MG)
Presidente Nacional do PSDB

Aécio afirma que mudança do indexador da dívida fortalece Federação

Aécio: para o senador é apenas o primeiro passo para que estados e municípios readquiram capacidade de investimento.

Fortalecimento da Federação

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves: mudança nos juros cobrados pelo governo federal de estados e municípios é primeiro passo para fortalecimento da Federação

Senador alerta para a necessidade de retomada de investimentos fundamentais para a população

senador Aécio Neves afirmou, nesta quinta-feira (24/10), que a mudança do indexador usado para correção da dívida de estados e municípios junto à União é apenas o primeiro passo para que estados e municípios readquiram a capacidade de investimento em áreas essenciais à população, como saúde, educaçãosaneamento e transportes.

Na noite de quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei complementar que muda o indexador utilizado hoje na correção das dívidas e que obriga estados e municípios a pagarem juros maiores que os praticados pelo próprio governo federal e pelas empresas atendidas pelos bancos públicos. O novo indexador será a taxa SELIC ou o IPCA, o que for menor, mais 4% ao ano. Atualmente, a dívida dos estados e municípios é corrigida pelo IGP-DI mais juros de 6,5% a 9% ao ano. A mudança será retroativa e ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal.

Entre 2001 e 2010, prefeitos e governadores pagaram ao governo federal R$ 199,8 bilhões. Apesar disso, a dívida de municípios e estados com a União saltou de R$ 439,8 bilhões, mais que o dobro do valor original. Aécio Neves lembrou que, nos últimos anos, o governo federal passou a conceder empréstimos a empresas privadas a juros mais baixos que os cobrados de estados e municípios brasileiros.

“A proposta aprovada na Câmara dos Deputados é apenas um pequeno e ainda tímido passo na direção daquilo que temos defendido ao longo de anos: a repactuação, a refundação da Federação. É positiva essa medida, mas precisamos dar outros passos vigorosos para que municípios e estados readquiram eles próprios as condições de atender suas demandas”, afirmou.

Aécio Neves alertou também para o enfraquecimento da autonomia dos estados e municípios em razão da concentração de recursos públicos nas mãos do governo federal. O debate de um novo pacto federativo para o país, com uma distribuição mais justa de recursos tem sido uma das bandeiras defendidas por Aécio desde que assumiu o governo de Minas, em 2003.

“Vivemos no Brasil um presidencialismo quase imperial, com uma concentração abusiva cada vez maior de recursos nas mãos da União. E, ao longo de todo esse período de governo do PT, as empresas privadas pegavam empréstimos no BNDES a juros subsidiados muito mais baixos que os estados pagavam à União. Essa correção começa a ocorrer agora, mas não pode ser o último passo. Vamos continuar trabalhando no Congresso Nacional para que municípios e estados possam readquirir condições de planejar e enfrentar as enormes dificuldades que tem hoje”, disse Aécio.

Entenda a mudança no indexador da dívida dos estados e municípios: 

Como é hoje: Os contratos são corrigidos com base no IGP-DI, mais um percentual que varia de 6% a 9% ao ano. Os juros altos pagos reduzem o volume de investimentos de estados e municípios.

Como vai ficar: A partir de janeiro de 2013, a correção passa a ser feita pela taxa Selic ou o IPCA, o que for menor, mais 4% ao ano.

Aécio critica resultado do leilão do campo de Libra

Aécio: para o senador as contradições do governo minam a confiança dos investidores e geram perdas irrecuperáveis para a Petrobras.

Leilão do campo de Libra

Fonte: O Globo

Aécio  afirmou que a presidente reduziu um instrumento do Estado a uma ferramenta de propaganda política e eleitor. Foto: George Gianni / PSDB

José Serra critica interferência do governo na PetrobrasMarina questiona destinação de recursos do bônus de assinatura A oposição criticou o resultado do leilão, tanto pelo atraso na licitação como pelo fato de só um consórcio ter apresentado proposta. O peso dos desembolsos com investimentos que a Petrobras terá de fazer também preocupa. Um dos principais adversários da presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014, o presidente nacional do PSDBsenador Aécio Neves (MG), disse que a demora causou desconfiança entre os investidores. Ele criticou o discurso de Dilma, afirmando que a presidente reduziu um instrumento do Estado a uma ferramenta de propaganda política e eleitoral.

– A boa notícia é o reconhecimento, ainda que tardio e envergonhado, por parte do governo, da importância do investimento privado para o desenvolvimento do país. A má é que o atraso e as contradições do governo vêm minando a confiança de muitos investidores e, no caso da Petrobras, geraram uma perda imperdoável e irrecuperável para um patrimônio construído por gerações de brasileiros – disse Aécio, para quem o PT tem resistência ao modelo de concessões inaugurado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O ex-governador paulista José Serra, tucano que também cobiça a vaga de Dilma, fez um ataque afinado e focado no regime de concessão.

– O PT transformou uma facilidade, que era o sistema de concessões na área do petróleo, numa dificuldade, que é esse regime de partilha. A obrigatoriedade de a Petrobras participar com um mínimo de 30% de cada empreendimento vai muito além da capacidade financeira e administrativa da empresa. E isso se tornou especialmente sádico no contexto das dificuldades que a Petrobras enfrenta, decorrentes dos péssimos investimentos em refinarias, que a obrigam a importar volumes crescentes de combustíveis e acumular grandes prejuízos, em razão da defasagem de preços – criticou. – Os governos do PT conseguiram criar a situação mais crítica da história de 60 anos da empresa, apesar de ela ser um monopólio, de ter recebido um aporte do Tesouro de R$ 150 bilhões, de possuir grandes reservas do óleo, dos preços superiores a US$ 100 o barril e do domínio da tecnologia de extração em águas profundas.

Em entrevista ao programa “Roda Viva”, a exsenadora Marina Silva colocou em dúvida a destinação dos R$ 15 bilhões de bônus de assinatura que precisam ser pagos pelo consórcio vencedor. Ela questionou se o dinheiro vai para a educação ou para ajudar o governo a fazer superávit fiscal.

– Em um leilão em que só se comparece uma proposta, a gente fica na dúvida se foi um leilão. Esses recursos vão para onde, para a educação? – disse, citando preocupação com o fato de não ter sido aprovado até agora um plano nacional de contingência para a exploração. FALTA DE DISPUTA É ALVO DE CRÍTICA Líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP) seguiu no mesmo tom:

– Pode ser visto como um furo n’água, porque o nível de concorrência foi muito fraco. Quando se abriu o processo, esperava-se que 40 empresas participassem.

A falta de disputa também foi alvo do presidente e líder do DEM no SenadoAgripino Maia (RN), para quem o pregão ficou sob suspeita. O mesmo tema foi abordado pelo líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, para quem é “estranho” um leilão não ter competição.

– Acho que não foi de carta marcada, mas um leilão apressado, poderia ter produzido um melhor  resultado para o Brasil e a Petrobras – avaliou. – A Petrobras está descapitalizada. O governo pareceu mais preocupado em garantir logo os R$ 15 bilhões do que com o futuro.

Aécio é escolhido por internautas como o mais admirado

Aécio: presidente do PSDB é o mais votado entre os nomes que lideram ranking dos 60 mais poderosos do País, à frente de Lula, Campos e Dilma.

Eleições 2014

Fonte: Portal IG 

Maioria dos internautas do iG escolhe Aécio Neves como poderoso mais admirado

A maioria dos internautas do iG escolheu Aécio Neves como o mais admirado entre os nomes do topo do ranking dos 60 mais poderosos do País . Em enquete realizada entre quinta (17) e sexta-feira (18), com a pergunta “Estes são os seis primeiros do ranking: quem você mais admira?”, o presidente do PSDB foi o 1º colocado, com 17.801 votos. No ranking do iG , ele é o 5º mais poderoso.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  , 2º colocado no ranking do iG , apareceu em 2º lugar na enquete (8.321 votos). Quarto colocado na lista de poderosos, o presidente do PSBEduardo Campos  foi o 3º mais votado pelos internautas (2.620 votos).

A presidente Dilma Rousseff , apontada como a mais poderosa do País no ranking do iG , ficou na quarta colocação na enquete (2.228 votos).

Roberto Irineu Marinho , presidente das Organizações Globo, 3º do ranking do iG , ficou em 5º (340 votos) e o vice-presidente da República,  Michel Temer , ocupa a mesma colocação no ranking e na enquete: 6º lugar (247 votos).

A enquete proposta pelo iG usa a ferramenta Realtime, que promove uma interação completa e em tempo real entre todos os usuários do portal.

Metodologia

O ranking do iG foi elaborado a partir de quatro indicadores: as zonas de poder econômico, político, midiático e social. Somados, esses índices radiografam quem são, o que fazem e como fazem os principais artífices da política e da economia brasileira. Com eles, o internauta estará melhor informado sobre a capacidade de influência de grandes personagens da República. O ranking tem a presença de políticos, autoridades de governo e do Judiciário, empresários e economistas.

Nomes que, com sua tomada de decisão, suas declarações e atitudes públicas e privadas, geram notícia, despertam admiração, crítica, aplauso ou desprezo. Eles ganharam perfis elaborados, publicados a cada dia desde o início da série. O iG publicou um perfil por dia, de segunda a sexta, até chegar ao número 1. Os textos produzidos levam a marca de excelência do iG : bem informados, inventivos, criativos, instigantes.

Provável candidato à Presidência da República em 2014, Aécio vocaliza uma considerável parcela do eleitorado brasileiro que tem urticária ao ouvir palavras como Lula, Dilma e PT

Fonte: Potal iG

Você quer conversar com Aécio Neves? Ele quer. Ao menos é o que diz no novo reclame comercial do PSDB, o primeiro movimento um pouco mais formal do partido com o objetivo de apresentar ao eleitorado nacional seu provável candidato à Presidência da República. O filmete segue a escola tucana de comunicação. Aécio – com seu indefectível rosto bronzeado e claros sinais de um photoshop cirúrgico – fala sem dizer, exibe-se sem se mostrar, convida sem receber. Não obstante as críticas cada vez mais recorrentes e desabridas à presidente Dilma Rousseff, a um ano do escrutínio Aécio segue dando a impressão de que especula com sua candidatura. Talvez ele seja realmente daqueles que esperam o resultado do jogo para, só então, entrar em campo; talvez tudo não passe de um truque de ilusionismo, um número muito bem ensaiado de prestidigitação política. Não importa: a ordem dos fatores não altera o produto. O estilo de Aécio Neves não lhe tira um centímetro de poder.

Aos 53 anos de idade, o Aécio de 2013 rumo a 2014 parece finalmente estar pronto para transformar as palavras do Príncipe tucano em peças para arqueólogos ou escafandristas. É hora de levar o mais carioca dos mineiros a sério. Neste momento, portanto, talvez o seu grande desafio seja convencer o mundo de que é candidato. Que tal começar pelo próprio eleitor? “Eu sou Aécio NevesVamos conversar?”, propõe ele no fim de cada uma das suas inserções na TV. Nos comerciais de 30 segundos, o senador tucano aparece muito bem maquiado e penteado, e com novo visual. As câmeras agradecem. O tucano ficou tinindo para os debates televisivos, ainda que cirurgia alguma no mundo seja capaz de lhe dar os olhos azuis de Eduardo Campos.Aécio chega à TV soletrando seus primeiros slogans de campanha: “Quem muda o Brasil não é o político, mas o cidadão”; “É possível melhorar o transporte coletivo”; “A inflação não está controlada”. Os dois primeiros emergem claramente da receita de protestos iniciados em junho nas ruas do país. Já a terceira frase revela que, por ora, os marqueteiros tucanos tentam provocar chamas esfregando um graveto contra uma espuma. Será que um ponto percentual a mais ou menos para longe do centro da meta de inflação comove o eleitor? Bem, um ano é tempo suficiente para os cientistas do PSDB descobrirem a resposta.

Candidatura já pisa nas ruas 

Recentemente, Aécio fez um périplo por três estados do Nordeste. Esteve em Mauriti (CE) para gravar imagens nos canteiros de obras da transposição do Rio São Francisco. O projeto é uma das prioridades do governo Dilma e deveria ter sido concluído no fim do ano passado. Em outra cidade cearense, Juazeiro do Norte, ao lado do ex-senador Tasso Jereissati, fez críticas à presidente pelo atraso nas obras. “É muita propaganda e pouca ação. Vamos levar essa e outras denúncias ao Congresso Nacional”, afirmou.

Mas, como bem pontuou FHC, o desmedido gosto pelos prazeres da vida tatuou no senador uma imagem próxima à de um garoto. Até a oficialização do seu segundo casamento (com a modelo Letícia Weber), realizado numa cerimônia discreta no Rio, sempre houve o consenso entre os seus amigos da alta sociedade e do meio empresarial que o senador não namora mulher feia. A relação com Letícia, no entanto, já dura cinco anos: ela tem 34 anos e as iniciais de A e N tatuadas atrás da orelha direita – dizem que José Serra grafou o mesmo monograma, mas o vodoo estaria guardado em local desconhecido. Letícia nasceu em Panambi, no Rio Grande do Sul, estudou em colégios evangélicos e se mudou com a família para Florianópolis ainda moça. Apresenta-se como modelo da agência Ford de Santa Catarina. Pouco mais se sabe sobre ela, que, orientada ou não, não gosta de falar com a imprensa. Mas, ao frequentar as casas noturnas mais caras de São Paulo, Rio e Floripa, sai sempre em jornais e revistas. Ao lado do namorado.

Um teto mineiro a poucas quadras da praia 

Mineiro de Belo Horizonte, Aécio Neves sempre teve alma carioca. O endereço carioca de Aécio fica na Avenida Vieira Souto, 250 metros quadrados dos mais valorizados do mundo. O imóvel passou recentemente por uma reforma, ganhando nova decoração, com destaque para uma obra de Vik Muniz retratando a Praia de Ipanema em cor chocolate. Bobice: a real fica bem em frente, com atrações que Vik Muniz nenhum no mundo é capaz de reproduzir. Alguns réveillons na casa de Luciano Huck em Angra dos Reis selaram amizades: os empresários do ramo de entretenimento Alvaro Garnero, Luiz Calainho, Alexandre Accioly, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno estão entre as mais próximas.

Também no Rio mora a ex-mulher de Aécio, Andréa Falcão, com a única filha do casal, Gabriela. Eles foram casados por oito anos, estão separados há 14, e aparentemente têm um bom relacionamento.

A “dolce vita” quase sempre cobra seu preço, alto e quando menos se espera: em abril de 2011, Aécio se recusou a fazer o teste do bafômetro e apresentou uma carteira de habilitação vencida em uma blitz da Lei Seca, no Rio. Um episódio menor na vida de um cidadão comum, mas que causou polêmica por se tratar de um político com pretensão de se tornar presidente do Brasil.

Convém, no entanto, deixar muito claro: enxergar Aécio Neves apenas pelas lentes dos paparazzi e curiosos no calçadão é grave equívoco. Ele construiu uma sólida trajetória política. Aprendeu como poucos os meandros da articulação de bastidor, da aglutinação entre os diferentes, da composição inimaginável aos olhos comuns mas certeiros entre os sábios da política mineira. Que outro destino poderia estar reservado ao neto de Tristão de Cunha e de Tancredo Neves, de quem foi secretário particular no governo de Minas Gerais e na campanha à Presidência?

Choque de gestão

Economista formado pela PUC-MG, Aécio começou na política no PMDB, partido de Tancredo, e depois se transferiu para o PSDB. Foi deputado federal por quatro mandatos, de 1987 a 2002. Em 2002, foi eleito, em primeiro turno, para o governo de Minas Gerais, com 58% dos votos válidos – a maior votação da história do Estado até então. Em 2006, reelegeu-se, goleando os adversários: 77,03% dos votos válidos.

No Palácio Tiradentes, implantou o programa Choque de Gestão, com o objetivo de “reduzir o tamanho do Estado para investir mais no cidadão”. Em 2004, ao anunciar o programa, determinou a extinção de cargos, enxugou o tamanho do Estado e cortou o próprio salário. Até anunciar o “déficit zero nas contas públicas” de Minas. Com essa plataforma, sua popularidade virou arrasa-quarteirão entre os mineiros – que pouco se importaram de ver o governador estar com tanta frequência em solo carioca.

Ao assumir, em 2010, uma cadeira no Senado Federal, com 7.565.377 votos, o tucano era o maior nome da oposição ao PT. Em seu discurso de posse, comprometeu-se a atuar como agente fiscalizador do governo federal, “em defesa do pacto federativo e no exercício da oposição pautada pela coragem, responsabilidade e ética”. No popular, é mais direto, ao lamentar uma falta de projeto para o país: “É um governo que responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso”. No dia 18 de maio de 2013, Aécio Neves foi eleito presidente nacional do PSDB, em substituição ao deputado federal Sérgio Guerra, o que fortaleceu ainda mais seu nome para a candidatura à Presidência pelo partido.

Quando sacramentar sua indicação como candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, o senador levará sobre os ombros toda a ansiedade de uma gente que não deseja ficar 16 anos confinada na arquibancada – e torcendo para o juiz não levantar a placa com mais quatro de acréscimo. Aécio vocaliza uma considerável parcela do eleitorado brasileiro que tem urticária ao ouvir palavras como LulaDilma,PTpetista e petismo. Também costuma animar plateias cansadas de três mandatos sucessivos do grupo acima. Inspira ainda aqueles saudosos dos dois mandatos mais liberais de Fernando Henrique Cardoso e suas reformas pró-mercado. Convence, por fim, aqueles que consideram os anos petistas como exemplo de desorganização das contas públicas, ampliação excessiva do tamanho do Estado, penetração indevida do governo na vida do cidadão e das empresas e carência de reformas estruturantes capazes de fazer o País atingir altitudes mais elevadas.

Trata-se de uma agenda liberal que, se Aécio e o PSDB souberem defender, pode abocanhar uma fatia relevante da população que vai às urnas – resta saber se, com a dupla Eduardo Campos-Marina Silva também enfrentando a presidente Dilma Rousseff, será um discurso forte o suficiente para levá-lo ao segundo turno.

Antes disso, porém, todos a Ipanema.

Para Aécio, Marina fortalece oposição

Aécio diz que meta é acabar com o “ciclo perverso do PT no Governo”. Para ele, Marina “contribui para o debate de ideias e propostas”.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Para Aécio Neves, objetivo maior é juntar forças para encerrar ‘o ciclo perverso’ do PT

De Nova Iorque, o tucano disse estar “gostando do jogo”, apesar de achar que o PSDB tem as melhores propostas

“Papo reto? Eu e ninguém esperávamos essa reviravolta”. Assim o presidente do PSDB e presidenciável, Aécio Neves (MG), reagiu ao anúncio da criação da chapa Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede). De Nova Iorque, onde participa de um seminário com investidores estrangeiros, Aécio disse estar “gostando do jogo” e que, apesar de achar que o PSDB tem as melhores propostas e melhores palanques, ele tem que torcer para fortalecer a oposição para chegar lá na frente.

— Acho a novidade extremamente positiva. Quem comemorou a derrota da não criação da Rede é que tem que se preocupar. Cada vez mais as oposições colocam como objetivo maior se unir para encerrar o ciclo perverso do PT no Governo. Nós nos aproximamos nesse propósito do antagonismo a esse modelo que está aí — comentou Aécio Neves.

No PSDB, a avaliação é que, com a nova chapa, os quase 20 milhões de votos do capital eleitoral de Marina ficam na oposição, e não vai se dividir, como aconteceu em 2010, no segundo turno das eleições, onde seus votos foram para Dilma Rousseff e José Serra.

— Marina não sair e os votos dela migrarem para Dilma seria o pior dos mundos — disse um tucano do entorno de Aécio.

Na avaliação do próprio Aécio, com essa coligação, os votos ficam “do lado de cá ” da oposição.

Outra avaliação é que, frustrado, o presidente do PPS, Roberto Freire, poderá voltar a se aproximar do PSDB, com quem tem coligações em vários estados para a eleição proporcional. Aécio vai procurar Freire assim que retornar ao Brasil. Os tucanos consideram que, num primeiro momento, Eduardo Campos vai faturar com a aliança com Marina, mas a médio prazo, será muito pressionado se não crescer nas pesquisas de intenção de votos e Marina continuar num patamar muito alto. Se isso acontecer, avaliam, as cobranças serão fortes para que Marina, e não ele, seja o candidato a presidente.

Em nota, a presidência do PSDB, que tem Aécio à frente, disse considerar que a decisão da ex-senadora de se manter em condições de participar das eleições de 2014, filiando-se ao PSB, “é importante conquista do Brasil democrático”. “É também uma reposta às ações autoritárias do PT, especialmente aos membros do partido que chegaram a comemorar antecipadamente a exclusão da ex-senadora do quadro eleitoral do próximo ano, com a impossibilidade de criação da Rede”, segue a nota.

O PSDB afirmou, ainda, acreditar que a presença de Marina Silva no pleito “fortalece o campo político das oposições e contribui para o debate de ideias e propostas”.