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Governo de Minas: Alberto Pinto Coelho inaugura rodovia em Senador Amaral

A estrada de 18,2 quilômetros liga Senador Amaral à cidade de Cambuí

Marco Evangelista/IOF
imagem.titleO vice-governador Alberto Pinto Coelho inaugurou, nesta sexta-feira (22), no município de Senador Amaral, no Sul de Minas, a rodovia AMG-295, que leva o nome de José Nilton de Almeida, primeiro prefeito do município. A estrada de 18,2 quilômetros liga Senador Amaral à cidade de Cambuí. A obra foi realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e custou R$ 10,3 milhões.

Em seu pronunciamento, o vice-governador destacou que a estrada asfaltada é um eixo de desenvolvimento. “Hoje, os caminhões podem sair tranquilamente de madrugada para levar a produção agrícola para a Ceasa de São Paulo. Aproveito a oportunidade para reafirmar o compromisso do governador Anastasia, meu e do Governo de Minas com a cidade de Senador Amaral”, afirmou.

O prefeito de Senador Amaral, Herculano de Freitas Baião, agradeceu o apoio do Governo do Estado. “Depois de muitos anos de dificuldades, com a antiga estrada de terra, inauguramos a rodovia AMG-295, que vai facilitar nossas vidas e encurtar as distâncias entre Senador Amaral e os municípios da região. Quero agradecer especialmente o vice-governador Alberto Pinto Coelho. O que antes era apenas um sonho, hoje se torna uma realidade em nossas vidas”, afirmou o prefeito de Senador Amaral

O secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, ressaltou a importância do ProAcesso. Trata-se de um marco na história política de Minas Gerais como gestão pública, onde foram ligadas 225 cidades mineiras. É um programa extremamente importante, que melhorou a qualidade de vida em todos os municípios”, destacou. Participaram também da solenidade o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, e o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG), José Elcio Santos Monteze.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/alberto-pinto-coelho-inaugura-rodovia-em-senador-amaral/

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Governo de Minas: Fundação Clóvis Salgado abre seleção de músicos para a Big Band Palácio das Artes

Edital prevê vagas para as categorias saxofone tenor, saxofone barítono, trombone, trombone baixo e contrabaixo acústico

A Fundação Clóvis Salgado abriu nesta sexta-feira (18) edital público para seleção de músicos para composição da Big Band Palácio das Artes, projeto de fomento ao jovem artista da instituição. As inscrições para participação no processo seletivo podem ser feitas até o dia 25 de maio e as provas para escolha acontecerão nos dias 28 e 29 de maio.

Serão selecionados, através deste edital, músicos nas seguintes categorias: saxofone tenor, saxofone barítono, trombone, trombone baixo e contrabaixo acústico. Para saber detalhes sobre as inscrições e o processo seletivo, clique aqui e veja o edital completo.

Sobre a Big Band Palácio das Artes

Formada há cinco anos como projeto da Escola de Música do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Cefar), a Big Band faz parte da política cultural do Governo do Estado de estímulo à criação, pesquisa e profissionalização de jovens talentos neste gênero musical.

Sob regência do maestro e arranjador cubano Nestor Lombida, a Big Band Palácio das Artes cumpre intensa agenda, apresentando-se em diversos espaços de Belo Horizonte e em outras cidades de Minas Gerais, integrando o projeto de interiorização da Secretaria de Estado de Cultura. A Big Band Palácio das Artes também participa do circuito de programações de jazz do Estado, estando presente em edições do Savassi Jazz Festival, do Jazz Gerais, e do festival Tudo é Jazz.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/fundacao-clovis-salgado-abre-selecao-de-musicos-para-a-big-band-palacio-das-artes/

Governo de Minas: Estádio Independência homenageia torcedores de 1950

O grupo de torcedores teve a oportunidade de caminhar pelas arquibancadas e pelo gramado do novo estádio

Bruno Sales/Secopa MG
Torcedores revivem a emoção do Mundial de 1950 no Independência
Torcedores revivem a emoção do Mundial de 1950 no Independência

A história do Estádio Independência registrou um capítulo emocionante, nesta quarta-feira (14), com a visita ao estádio de dez torcedores que lá assistiram aos jogos da Copa de 1950. O Independência, que foi construído para o Mundial de 1950, foi palco de três partidas durante a competição. Uma delas, Estados Unidos versus Inglaterra, foi emblemática, já que os norte-americanos venceram os favoritos ingleses, tornando-se assim uma das maiores zebras do futebol mundial.

O grupo de torcedores teve a oportunidade de caminhar pelas arquibancadas e pelo gramado do novo estádio. Ainda receberam foto personalizada e autografaram uma camisa da Seleção Brasileira. Um dos momentos mais emocionantes da manhã foi a chegada ao local do advogado aposentado Salvador Velloso, de 78 anos. Por causa de uma deficiência física, ele foi levado até lá em uma maca do Corpo de Bombeiros. “Não poderia faltar. Estava muito ansioso para conhecer o novo estádio. Estou impressionado com a mudança. Cheguei a ver dois dos três jogos da Copa de 1950. Era um menino na época. Paguei porque tinha curiosidade de ver um time mítico, a Inglaterra. Deu no que deu”, lembra Velloso, vítima de poliomielite.

Outro personagem dessa crônica esportiva é o jornalista Márcio Rubens Prado, o Marcinho, natural de São Miguel y Almas de Guanhães (antigo nome da cidade de Guanhães, no Leste do Estado), como gosta de frisar. Americano convicto, tem na ponta da língua números e datas sobre a história de seu estádio preferido. “A única exigência da Fifa naquela época era que os três jogos da Copa rendessem 1,5 milhão de cruzeiros, o equivalente na época a U$S 75 mil. Como renderam US$ 38 mil, a prefeitura teve que completar o resto”, conta.

Segundo o cronista, redator, copidesque, editor e âncora, a seleção inglesa não deixou boas lembranças. “Eles resolveram se hospedar numa instalação da Mina do Morro Velho e se recusaram a visitar a Lagoa da Pampulha, como fizeram as outras seleções. Ficavam enfurnados lá em Nova Lima e não deram entrevista para ninguém. Não quiseram nem treinar antes da partida fatídica. Estavam convictos da vitória”, critica. O jornalista lembra que um jornal britânico chegou a publicar o placar Inglaterra 10 x 0 Estados Unidos. “A redação achou que era erro de digitação e fez essa barbaridade”, diverte-se.

 

Outro foco de atenção da manhã foi a presença do aposentado Elmo Cordeiro, 77 anos. Ele diz ter sido o gandula da maior zebra da história. “Eu fiquei atrás do gol da Inglaterra, pegando as bolas que saíam. Os ingleses atacaram muito, mas não marcaram. Daí, em um deslize da defesa inglesa, um haitiano marcou para os Estados Unidos. O estádio estava cheio e o pessoal torcia mesmo para os Estados Unidos. A Inglaterra gerou uma certa antipatia na cidade”, comenta.

História e modernidade

O secretário de Estado Extraordinário da Copa, Sergio Barroso, se emocionou com os relatos do grupo. “Foi um encontro da história com a modernidade. Esses torcedores são testemunhas de um período importante da história do estádio e do futebol. A Copa de 1950 foi o pontapé inicial da exposição do futebol mineiro para o mundo”, diz o anfitrião da homenagem.

Durante a visita, o advogado Afonso Celso Raso, presidente do conselho administrativo do América, também reviu amigos, relembrou histórias e reforçou a importância do estádio. “Fico emocionado de rever esses torcedores do clube porque o Independência é a casa do América para uso do esporte mineiro”, registrou.

Fonte: Agência Minas

Aécio Neves vai fortalrcer a oposição contra os desmandos do Governo Dilma

Oposição, combate ao malfeito, reformas, gestão do PT

Fonte: Redação do Jogo do Poder

“Certamente, as pessoas vão perceber de forma muito clara que perdeu-se uma enorme oportunidade de fazer, no primeiro ano, mudanças aí sim que fossem estruturantes e positivas para o país”

A oposição deverá ter uma postura mais dura com a presidente Dilma Rousseff. Para o senador Aécio Neves, o governo do PT deixou de liderar no primeiro ano de gestão a discussão que poderia promover as principais reformas do país. Ontem em São Paulo, após encontro político com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador Aécio disse que a oposição será mais ‘contundente’ nas cobranças.

–  Eu vejo muito esta avaliação de que a oposição deveria ser mais contundente, o senador Aécio em especial deveria ser mais duro. Todos nós temos as nossas circunstâncias. Acho que o primeiro ano é o ano do governo. O que deve estar sendo questionado neste ano não é um tom mais ou menos virulento das oposições. O que teria de estar sendo questionado é a absoluta ausência de iniciativa do governo federal nas questões estruturantes. Onde está a reforma política que precisa ser conduzida. Não há a possibilidade – fala aqui um congressista de muitos mandatos, ex-presidente da Câmara -, não há possibilidade no Brasil, que vive hoje quase que um estado unitário, não há possibilidade de nenhuma reforma estruturante, ser aprovada sem que o governo federal esteja à frente dela.

Aécio Neves comentou ainda que o governo da presidente Dilma perdeu a oportunidade de impor as reformas com a colaboração da oposição. O senador acredita que em ano eleitoral o governo não tomará nenhuma iniciativa que mexa com a estrutura do país. Ele criticou o fato de o governo continuar surfando nos dados relativos à questão econômica.

–  Ai eu pergunto, onde está a reforma política que poderia, pelo menos ordenar um pouco mais essa farra de partidos políticos que se transformou o Congresso Nacional? Onde está a reforma tributária que podia caminhar no sentido da simplificação do sistema e da diminuição da carga tributária? Onde está a reforma da Previdência pelo menos para os que estão entrando agora na vida útil trabalhista? Onde está a própria reforma do estado brasileiro? Esse gigantismo do Estado, para que serve? Só que o ambiente futuro não será o que vivemos nos últimos anos. E aí, certamente, as pessoas vão perceber de forma muito clara que perdeu-se uma enorme oportunidade de fazer, no primeiro ano, mudanças aí sim que fossem estruturantes e positivas para o país – lamentou.

O senador teme que o ambiente futuro pode não ser tão próspero como nos últimos anos e que a falta de iniciativa do governo Dilma Rousseff possa comprometer o crescimento do país com a perda de competitividade no cenário mundial.

–  Certamente, as pessoas vão perceber de forma muito clara que perdeu-se uma enorme oportunidade de fazer, no primeiro ano, mudanças aí sim que fossem estruturantes e positivas para o país. O primeiro ano foi nulo e o governo foi refém da armadilha que ele se impôs.

Aécio voltou a criticar a visão simplista da cúpula do PT, sintetizada na defesa do malfeito que o ex-ministro do Governo Lula e réu do mensalão José Dirceu faz da atual gestão do governo federal.

–  A montagem de uma base extremamente heterogênea com denúncias de todo o lado e terminando ainda talvez com essa, que seja visão do PT, não digo nem de todo, mas de uma parcela do PT sintetizada pela voz do blogueiro-mor José Dirceu: a corrupção não é do governo, a corrupção é no governo.


Para Aécio Neves Zé Dirceu trabalha para esconder malfeitos da gestão do PT

Gestão do PT, Sem Gestão Pública, corrupção no Brasil

Fonte: Redação do Jogo do Poder

A corrupção “é no governo, e não do governo”, disse José Dirceu em artigo

Senador critica descaso do governo Dilma por fazer obras e realizar compras sem licitação, desde 2007 houve crescimento de quase 100%

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) criticou a falta de transparência na gestão do PT à frente do Governo Federal. Ele lamentou declaração do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu,  réu do mensalão, que disse que as práticas de corrupção “é no governo, e não do governo”. O senador repudiou a prática de realizar compras e obras públicas sem a realização de licitação. De acordo com levantamento de O Estado de S.Paulo, desde 2007 já foram gastos quase R$ 14 bilhões em compras e contratações de serviços com dispensa ou inexigibilidade de licitação.

–       Houve um aumento, de 2007 para cá, extremamente abusivo, impressionante, de quase 100% das obras feitas sem licitação. É o caminho inverso da administração moderna, o caminho inverso ao da transparência. Diminuem-se os projetos feitos por licitação, 17% em relação a 2010, não estamos falando de 2011, e aumenta-se de forma extremamente vigorosa as obras contratadas sem licitação. Portanto, um péssimo exemplo e uma sinalização absolutamente equivocada – lamentou o senador.

Sobre a declaração de José Dirceu, Aécio lamentou a fala do ex-ministro do Governo Lula, para o senador o gesto revela como o PT trata a questão da transparência na administração pública.

–       E tudo isso, acho que se encerra com uma declaração feita no final do ano passado, por um dos principais próceres do PT, o ex-ministro José Dirceu, quase que um escárnio, dizendo que a corrupção “é no governo, e não do governo.” Isto nos leva a ter uma única constatação, o governo não é do governo. Então, uma questão que deveria estar sendo tratada com absoluta seriedade, no momento em que lideranças do PT deviam estar fazendo uma mea culpa em relação a tudo aquilo que ocorreu no ano passado, que deixou indignada a sociedade brasileira, ele encerra o ano com essa absurda declaração e, iniciamos o ano a meu ver com uma agenda que não é positiva, é extremamente negativa.

Senador Aécio Neves critica presidente Dilma por vetar emendas frutos de consenso no Congresso

Gestão da Saúde, Gestão Deficiente

Fonte: Redação do Jogo do Poder

Aécio Neves volta a criticar Governo Dilma do PT  voltou a dar as costas para a Saúde

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) esteve em São Paulo na última quarta-feira para avaliar com o presidente do PSDB Sérgio Guerra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a situação do quadro eleitoral nacional em relação ao partido.  Após o encontro o senador voltou a criticar Dilma Rousseff. Para ele, a presidente começou mal o ano ao vetar artigos da regulamentação da Emenda 29 que poderiam garantir mais recursos da União para a Saúde.

Para o senador, estados e municípios vão continuar a bancar os altos custos de operação do sistema de Saúde. A proposta era que o governo federal passasse a contribuir com 10% da receita. Hoje os estados contribuem com 12% e os municípios com 15%. Aécio questionou a decisão da presidente Dilma Roussef:

–  Depois de ter virado as costas para uma discussão no Congresso para a questão da saúde, ela veta aquilo que é o mínimo que foi o fruto do nosso entendimento. Se houvesse uma avaliação para cima do PIB, obviamente, aumentaria também os recursos para a Saúde. Mas nem isso o governo quis fazer. Na verdade um gravíssimo equívoco. Para se ter uma ideia, há dez anos o governo participava com 58%, quase 60% do total dos recursos investidos em saúde. Hoje não participa com 45%.

O senador concluiu:

– Então, nestes últimos 10 anos, onde aumenta a concentração de receita nas mãos da União, a participação da União nos investimentos em saúde caem em torno de 10%.  Então, são os municípios e os estados, já sufocados, já com a corda no pescoço, que passam a ter a responsabilidade de dar uma contribuição maior. Porque, somados, estados e municípios contribuem hoje, para a saúde pública, mais do que a União.

Ao vetar as propostas discutidas pelo Congresso Nacional, Aécio credita que o governo Dilma perdeu a oportunidade de melhorar a gestão na saúde com a injeção de novos recursos, já que nos últimos anos houve uma significativa redução de investimentos por parte da União.

–  Se houvesse uma avaliação para cima do PIB, obviamente, aumentaria também os recursos para a Saúde. Mas nem isso o governo quis fazer. Na verdade um gravíssimo equívoco. Para se ter uma ideia, há dez anos o governo participava com 58%, quase 60% do total dos recursos investidos em saúde. Hoje não participa com 45% – criticou o senador.

Aécio complementou:

–  Portanto, infelizmente, falo muito da agenda perdida e essa em relação à saúde, infelizmente, foi mais uma agenda perdida pelo governo, porque essa discussão não voltará a curto prazo.  O governo federal virou as costas para a questão da saúde e ao votar aquilo que era o mínimo, enfim, do esperado, de que havendo uma avaliação positiva no PIB, aumentasse os recursos para saúde, o governo realmente coloca nas costas dos estados e municípios a absoluta responsabilidade em relação da questão da saúde pública.

Aécio Neves classificou toda essa situação como uma ‘absurdo’. Para ele essa situação precisa ser questionada pela oposição.

– O governo teve nas mãos a oportunidade de fazer o entendimento que havíamos proposto, inclusive gradualmente. Essa chegada aos 10%, que era a emenda do Tião Viana, poderia ser feita de forma gradual, mas não, o governo virou as costas para isso e o mínimo que havíamos conseguido lá, que era a possibilidade de havendo uma reavaliação positiva do PIB, aumentariam os recursos para a saúde, o governo vetou, inclusive não permitindo que esses recursos ficassem carimbados em uma conta para a saúde pública. Volta para o caixa único do Tesouro. Então acho que são sinalizações extremamente equivocadas e que penalizam a população de mais baixa renda do Brasil – explicou.

 

Senador Aécio Neves diz que presidente Dilma ‘virou as costas para a saúde’ por vetar o aumento de recursos na Emenda 29

Fonte: O Estado de S.Paulo

Estados temem impacto fiscal de verbas à saúde

A sanção, com vetos, pela presidente Dilma Rousseff da lei complementar que fixa os recursos mínimos a serem investidos em saúde, a Emenda 29, recebeu ontem duras críticas de parlamentares oposicionistas e já preocupa governadores. Durante um encontro com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou em Belo Horizonte que o governo federal “virou as costas” para a saúde.

Aécio reclamou do veto da presidente aos dispositivos que previam gasto mínimo de 10% da receita da União e aumento do investimento federal caso haja revisão para cima do Produto Interno Bruto (PIB), ao qual os gastos são vinculados.

Para ele, do jeito que foi sancionada, a lei é “praticamente inócua” para a União. “O ônus recai quase que exclusivamente sobre Estados e municípios. Os Estados vêm se adequando. Fazendo historicamente esforços nessa direção. A União fez o contrário. Infelizmente não há esforço solidário do governo federal”, disse.

No fim de seu segundo mandato, Aécio foi alvo de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual, que o acusou de improbidade administrativa. O MP apontou “fraude contábil” nas prestações de contas do governo mineiro referentes às despesas com saúde. O governo rebateu, alegando que houve uma interpretação errada por parte da Promotoria. A sanção da lei vai obrigar o governo mineiro a readequar a previsão orçamentária para 2012. O Estado ainda não sabe de quanto será o impacto nas contas públicas.

O Rio Grande do Sul, governado pelo petista Tarso Genro, precisaria destinar R$ 945 milhões a mais por ano para atender a exigência da Emenda 29 que manda os Estados destinarem 12% de sua receita corrente líquida para a área da saúde. O Estado não dispõe desses recursos, mas, segundo o secretário do Planejamento, João Motta, vai se enquadrar na norma até 2014.

Com um acréscimo de R$ 340 milhões no orçamento deste ano, o governo do Paraná acredita que conseguirá cumprir o porcentual de 12% das receitas estaduais no setor de saúde. “O que fizemos foi economizar no supérfluo, fechar as torneiras do desperdício e melhorar a gestão pública”, disse o governador Beto Richa (PSDB).

Segundo Richa, o Estado retirou da rubrica da saúde o plano de saúde dos servidores, as pensões para hansenianos e alguns programas de saneamento básico. O governador também reclamou da derrubada do dispositivo que destinava 10% das receitas federais para o setor. / MARCELO PORTELA, ELDER OGLIARI e EVANDRO FADEL

Aécio Neves lamenta morte de Bartolomeu Campos de Queirós e comenta trabalho do escritor pela educação

Fonte: Assessoria de imprensa do senador Aécio Neves

Lamento de forma especial a perda do escritor Bartolomeu Campos de Queirós. Além do grande escritor que todos conhecemos, Bartolomeu foi um querido amigo.

Sua dedicação à causa da educação merece o respeito de todos nós. Nos últimos meses, ele estava envolvido em projeto que visava estimular a leitura no Brasil.

A perda de homens da dimensão humana e intelectual de Bartolomeu Campos de Queirós deixa o país menor.”

Senador Aécio Neves

Fonte: Guilherme Freitas – O Globo

Premiado no Brasil e no exterior por sua obra infantojuvenil, autor mineiro trabalhou pela difusão da leitura

Consagrado internacionalmente como autor de livros infantojuvenis, o mineiro Bartolomeu Campos de Queirós teve o mesmo sucesso quando publicou seu primeiro romance, “Vermelho amargo” (Cosac Naify), no ano passado. Com uma prosa lírica e melancólica, o livro é narrado por um homem que revisita lembranças dolorosas da infância, quando ele e os irmãos procuravam lidar com a ausência da mãe, o alcoolismo do pai e os abusos da madrasta.

Em entrevista ao GLOBO na época do lançamento do livro, em maio, Queirós contou que, embora seja em parte autobiográfico, o romance usa a ficção para explorar a maneira como todos nós lidamos com o passado: “A memória é sempre um lugar onde o vivido e o sonhado conversam”, disse.

Autor deixa um livro inédito
Mesmo antes de “Vermelho amargo”, Queirós já tinha amplo reconhecimento, tanto no Brasil como no exterior. Publicou mais de 40 livros, entre eles “O peixe e o pássaro” (1974) e “Raul” (1978), e recebeu os mais importantes prêmios literários do país, como o Jabuti, o da Academia Brasileira de Letras, o da Fundação Nacional do Livro para Crianças e Jovens (FNLIJ), o Prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil e o Grande Prêmio da Crítica em Literatura Infantil/Juvenil da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Foi condecorado como Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, na França, e recebeu a Medalha Rosa Branca, concedida pelo governo de Cuba.

Queirós foi também educador e teve atuação destacada na promoção da leitura entre os jovens no país. Foi um dos idealizadores do Movimento Por Um Brasil Literário, lançado em 2009 durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O manifesto de criação do projeto, assinado por ele, declarava o desejo de fazer do Brasil “uma sociedade leitora”, através da promoção de “atividades mobilizadoras que promovam o exercício da leitura literária”.

Colaborou também com o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), criado em 1992 e vinculado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Foi ainda presidente da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes e membro do Conselho Estadual de Cultura, em Minas Gerais.

Nascido em 1944 na cidade de Papagaio, interior de Minas Gerais, Queirós morreu na madrugada de domingo para segunda-feira, aos 67 anos, em Belo Horizonte, em decorrência de um problema nos rins. Era solteiro e não tinha filhos. A Cosac Naify anunciou que o autor deixou um livro inédito, uma narrativa breve e onírica intitulada “Elefante”, sem data de publicação definida.

Um caçador de sentidos que acreditava na força da literatura

Bartolomeu Campos de Queirós sempre escreveu em busca do sentido. Sabia que o mundo, com o avançar doido dos séculos, se deteriora e se fragmenta. Sabia que as palavras, a cada dia, dão menos conta do que vivemos. Insistiu em buscar sentidos onde a maior parte dos escritores nada mais vê que uma turvação. Viveu para isso. Com sua postura quase invisível de caçador.

Em tempos de tantos escritores céticos, ou mesmo cínicos, Bartolomeu acreditou na força – na utilidade – da literatura. Daí uma das características mais marcantes de sua escrita: a delicadeza. Sentido não é coisa que se impõe, mas algo que se colhe, como um fruto. Se você apertá-lo muito, ele pode se desfazer em suas mãos. Bartolomeu sabia disso e escrevia, antes de tudo, com prudência. E também com elegância.

Seu último romance, o esplêndido “Vermelho amargo”, é uma súmula de suas aventuras na linguagem. Sabia Bartolomeu, como está em sua ficção, que “o peso da terra é definitivo véu”. Ainda assim, humanos, temos como destino forçar essa máscara, nela fazer furos sutis de respiração. Eis a literatura, como Bartolomeu a concebia. Uma escrita discreta, feita de palavras sutis, de teimosia afetuosa e de sentimentos tímidos.

Escritores como Bartolomeu andam desarmados, com o peito exposto. Mais que o peito, o próprio coração. A escrita, em seu caso, emerge dos sentidos. Repetindo a fala de um de seus personagens, Bartolomeu “escrevia, e por isso pensava”. Ou pensava, e por isso escrevia? Seja como for, para ele a palavra jamais se separou do pensamento. O que, em nossos tempos vazios, é puro ouro.
JOSÉ CASTELLO é crítico literário

Em artigo Aecio cobra medidas de inovação e eficiência na Gestão da Saúde

Gestão da Saúde

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Incoerência

Ninguém questiona a importância de o país adotar incentivos à produção nacional frente à grave ameaça de desindustrialização em curso. Alcançar esse objetivo exigirá de nós, no entanto, muito mais do que um esboço de política industrial que ignora a agenda da competitividade.

Chamam a atenção os remendos dos socorros pontuais a alguns poucos privilegiados. A mais recente iniciativa nesse sentido foi o anúncio de que o Ministério da Saúde planeja pagar até 25% a mais por máquinas e equipamentos médicos e hospitalares e produtos farmacêuticos produzidos no Brasil.

Causa perplexidade um ministério tão essencial como o da Saúde dispor-se a desembolsar a mais em suas compras sob o pretexto de corrigir o crescente descompasso entre a importação e a produção brasileira no setor.

Como destacou recentemente em artigo o economista Edmar Bacha, o governo promove, contra si mesmo, neste caso, o encarecimento do custo de uma área central, deslocando formidável volume de recursos de onde há permanente carência de investimentos e problemas intermináveis.

Outras medidas podem apoiar o setor de saúde, tornando-o mais competitivo, como a correta utilização dos recursos existentes para pesquisa e inovação.

Vejam o paradoxo: no ano passado, os fundos setoriais de fomento à inovação tiveram arrecadação de R$ 3,2 bilhões e apenas R$ 1,2 bilhão (37,5%) se transformaram em ações efetivas nessa área. O Fundo Setorial da Saúde – para capacitação e estímulo de novas tecnologias nas áreas de interesse do SUS – liberou somente cerca de R$ 19 milhões!

Políticas de compras governamentais devem servir para reduzir custos e não para aumentá-los! O próprio Ministério da Saúde tem uma experiência positiva, ao concentrar em um lote único a compra de medicamentos para alguns Estados e municípios, alcançando redução de preços e economia de recursos.

Da mesma forma, por vários anos, lançou mão do seu poder de compra para negociar com multinacionais a transferência de tecnologia para a produção de vacinas no Brasil. O incentivo não era pagar mais, e sim fornecer medicamentos para um ministério que compra bilhões todos os anos e tem enorme capacidade de negociação.

O próprio tamanho do nosso mercado e as perspectivas de crescimento são importantes incentivos naturais. É saudável que o Brasil tome providências que apoiem nossa indústria, mas, se adotada, essa medida será a mais nova das incoerências na administração federal.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

Aécio Neves cobra agilidade na liberação de recursos para municípios atingidos pelas chuvas em Minas

Chuvas em Minas, sem planejamento, Governo do PT sem gestão, 

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves cobrou agilidade do governo federal na liberação de recursos para os municípios atingidos pelas chuvas. Em entrevista, o senador disse que o governo tem feito baixos investimentos na prevenção de calamidades no país e solidarizou-se com as vítimas das chuvas que atingem 137 municípios em Minas.

“Minas vem infelizmente vivendo outra grande tragédia. Tragédia em parte resultado de questões que não dependem da ação humana como o volume crescente das chuvas, mas o drama é acrescido, o drama aumenta em razão da descoordenação das ações, sobretudo, de parte do governo federal.

Para termos uma ideia, nos últimos dez anos, entre os anos de 2000 e 2010, o governo federal investiu em prevenção de catástrofes em todo o país, apenas R$ 750 milhões, menos de R$ 1 bilhão em dez anos, um valor irrisório pela dimensão das tragédias que o Brasil viveu nesse período. E, ao mesmo tempo, investiu cerca de R$ 6 bilhões em socorro às vítimas dessas tragédias, o que mostra um descompasso, uma absoluta falta de coordenação e de planejamento. Infelizmente, esse drama também vem aumentando, e estamos em Minas Gerais percebendo isso, em razão da enorme burocracia do governo federal, seja no reconhecimento do estado de calamidade e de emergência das cidades atingidas, seja para a própria liberação dos recursos prometidos e que ainda não chegaram a essas cidades.

Essa burocracia excessiva vem causando ainda maiores transtornos aumentando ainda mais o drama das populações atingidas. É fundamental que haja uma articulação mais efetiva de todos os níveis de governo não apenas no momento das tragédias, mas durante todo o ano.

Mas por outro lado, é preciso reconhecer o esforço do governador Antonio Anastasia vem fazendo, um esforço que se iniciou lá atrás, ainda no nosso governo, com a consolidação da Cedec de Minas Gerais, que é reconhecida pelo governo federal como a mais bem estruturada de todo o país. Esta ação do Governo do Estado tem buscado minimizar o impacto desta tragédia.

Lamentavelmente, estamos ainda em estado de absoluta alerta. Não temos ainda expectativa de que a estiagem vá começar nos próximos dias, e é fundamental que a população esteja absolutamente atenta e que o governo federal tome todas as providências para liberação, o mais rapidamente possível, dos recursos acertados.

E uma outra questão, uma questão extremamente grave, que salta aos nossos olhos e causa indignação a todos os brasileiros, que é a absoluta falta de critérios técnicos para liberação desses recursos, privilegiando alguns estados aliados do governo federal em detrimento de estados e de cidades onde a calamidade foi maior.

Quem perde com isso é a população brasileira, mas lamentavelmente, esta tem sido uma marca do governo federal. Essa absoluta ausência de critérios técnicos, ora privilegiando os partidos que dominam os ministérios, ora privilegiando a liberação de emendas parlamentares para aprovação de determinados projetos de interesse do governo, ora privilegiando, como me parece ser o caso atual, estados governador por aliados do governo federal, como eu disse, em detrimento daqueles onde as tragédias vêm alcançando uma maior dimensão.

Portanto, é muito importante que haja uma fiscalização, cada vez maior, da sociedade, e também dos partidos de oposição, e é o que faremos, acompanhando a liberação desses recursos e denunciando sempre que os critérios utilizados não sejam os critérios técnicos.”