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Gestão Anastasia: governo de Minas leva Projeto Se Cuida à Penitenciária Feminina Estevão Pinto

O objetivo do projeto é auxiliar as detentas no processo de reinserção social, por meio de cursos, palestras e atividades culturais

Bernardo Carneiro
Cerca de 250 detentas participaram das atividades do Se Cuida
Cerca de 250 detentas participaram das atividades do Se Cuida

As detentas da Penitenciária Feminina Estevão Pinto, em Belo Horizonte, tiveram uma tarde diferente nesta terça-feira (13), quando foram realizadas as atividades do Projeto Se Cuida, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). Com apoio da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o objetivo do projeto é auxiliar as detentas no processo de reinserção social, por meio de cursos, palestras e atividades culturais.

Cerca de 250 detentas receberam kits de higiene pessoal doados pela Sedese e entregues para representantes de cada alojamento. Elas também assistiram a uma apresentação do artista Thiago Comédia e a um desfile de cortes e penteados de cabelos produzidos por detentas. “O evento de hoje marca ainda as comemorações em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e celebra mais uma das atividades realizadas em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social”, explica o subsecretário de Administração Prisional (Suapi), Murilo Andrade de Oliveira. A primeira atividade do projeto foi realizada no dia 8 de março, na ala feminina do Presídio de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de BH.

“O projeto tem um sentido muito amplo, pois vai além da qualificação profissional. Nossa intenção é incentivar e preparar as mulheres nos cuidados  do corpo e do espírito para que possam ter condições de ingressarem no mercado de trabalho e retomarem suas vidas em família”, enfatiza a coordenadora especial de Políticas Públicas para Mulheres, da Sedese, Eliana Piola. Dentro das linhas do projeto foi estabelecida uma parceria com a ONG Meninas de Dora, criada pela proprietária de um salão de beleza que capacita mulheres para os diversos tipos de trabalho voltados para a beleza da mulher, como corte de cabelos, hidratação, pintura, maquiagem e tratamento de unhas.

Necessidades do mercado

Dezoito detentas do Complexo Penitenciário Estevão Pinto, com idades entre 22 e 35 anos, apresentaram os resultados do aprendizado do curso de beleza em um desfile com a caracterização de roupas sintonizadas com os cortes afro, moicano, penteado japonês, tranças e outros.

A fundadora da ONG, Dora Alves, ensina a profissão de cabeleireira há aproximadamente 40 anos e incentiva as detentas a aprenderem uma atividade rentável, e ainda ajuda no processo de autoestima de suas alunas. “Vocês fazem muito mais falta lá fora do que podem imaginar. E com apenas um pente e uma tesoura nas mãos são capazes de fazer uma revolução nas suas vidas”, destacou.

A pedagoga da unidade prisional feminina, Delma Silva, destaca o quanto as detentas estão empolgadas com a possibilidade de geração de renda. “Elas acreditam muito e demonstram bastante interesse. O curso não é voltado apenas para as técnicas, mas propicia também momento de reflexão e incentivo”.

Fonte: Agência Minas