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Gestão em Minas: Secretaria de Saúde garante cuidado e atenção à mulher mineira

Por meio de programas, projetos e investimentos, Governo promove a humanização da assistência às mineiras
Marcella Marques/SES-MG
Secretaria de Saúde realiza trabalho de prevenção do câncer de colo do útero e mama
Secretaria de Saúde realiza trabalho de prevenção do câncer de colo do útero e mama

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), comemora os resultados alcançados pela Política Estadual de Saúde da Mulher, que objetiva, por meio de ações preventivas, educativas, protetoras, curativas e reabilitadoras, garantir a saúde das mulheres mineiras.

Um importante indicador do conjunto de ações implantadas pelo Governo é a queda da mortalidade materna. Em 2003, a Razão de Morte Materna no Estado era de 39,01 óbitos a cada 100 mil partos. No ano passado, a taxa de óbitos caiu para 32,88, o que mostra uma redução de 15,88%.

Isso só foi possível após a implantação do Programa Viva Vida, criado em 2003, que visa reduzir a mortalidade infantil e materna em Minas. A rede foi planejada de modo que ambas possam ter atendimento de qualidade o mais próximo possível da região de sua moradia. As ações de fortalecimento da rede vão desde a prevenção, assistência integral a mulheres e crianças, às ações educativas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, além da assistência à gestante.

Nesse período, o Estado investiu R$ 129,5 milhões na estruturação da Rede Viva Vida, um marco na assistência materno-infantil em Minas. O Viva Vida realizou mais de 2 milhões de mamografias e aumentou em 307,8% o número de UTIs Neonatal em oito anos, cobrindo uma população de mais de 8 milhões de gestantes e crianças em todo o Estado. Em 2009, 65% das gestantes atendidas pelo SUS em Minas fizeram sete ou mais consultas durante o pré-natal. Em 2003, apenas 48% das mulheres conseguia esse número de consultas.

Pontos de atenção à saúde foram criados, como a Casa da Gestante e os Centros Viva Vida de Referência Secundária (CVVRS). Os centros oferecem consultas ginecológicas, exames de prevenção de câncer de mama e de colo uterino e atendimento especializado a gestantes e recém-nascidos de alto risco. Em todo o Estado já são 25 centros e outros quatro devem ser implantados em 2012.

A SES promove, ainda, o Projeto Mães de Minas, que é um conjunto de ações de saúde voltadas para a proteção e cuidado da gestante e da criança cercando-as de cuidados, desde o início da gravidez até o nascimento, crescimento e primeiro ano de vida do bebê. A proposta é identificar todas as gestantes, logo no início da gravidez, por meio da implantação do Sistema de Identificação da Gravidez em Minas.

Medidas preventivas

Outro trabalho de conscientização da SES é a prevenção do câncer de colo do útero e mama. Para isso, a coordenação estadual do Programa de Combate ao Câncer do Colo do Útero e Mama realiza ações de voltadas para a promoção e prevenção à saúde.

No ano passado, para fortalecer as ações de controle do câncer de mama, o Governo de Minas anunciou um conjunto de ações que até 2014 vão impactar na redução da mortalidade em mulheres de 45 a 69 anos. Trata-se de um estímulo a mamografias por rastreamento do Programa Viva Vida para aumentar o acesso das mulheres mineiras que dependam do SUS ao exame de mamografia. Em 2011, 306.414 mulheres realizaram a mamografia na faixa etária de 45 a 69 anos, de acordo com dados parciais.

Outra ação importante aconteceu em outubro, em comemoração ao Outubro Rosa, onde a SES disponibilizou um caminhão com mamógrafo, que se deslocou por 11 municípios de Minas Gerais. Ao todo foram feitas 836 mamografias. Também no ano passado, foi ampliada a faixa etária para o exame que detecta o câncer do colo do útero, se estendendo de 59 para 64 anos. Em Minas Gerais, dados parciais do Programa Viva Mulher, mostram que, em 2011, 1.016.611 exames de colo do útero foram realizados na faixa etária de 25 a 59 anos.

De acordo com o coordenador estadual do Programa de Combate ao Câncer do Colo do Útero e Mama Sérgio Bicalho, a importância de se ampliar a faixa etária se deve ao fato de uma mudança no comportamento sexual das mulheres acima de 50 anos e à maior longevidade da mulher brasileira. “As mulheres estão vivendo mais e mantendo vida sexual ativa. E por isso devem continuar realizando os seus exames de prevenção. É recomendado que o intervalo entre os exames seja de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual”, avalia. “Por ser o câncer uma doença silenciosa, muitas mulheres não realizam os exames periodicamente”, finaliza.

A SES mantém, ainda, em parceria com a coordenação Estadual de DST/Aids, o Plano de Enfrentamento da Epidemia de Aids e outras DST entre Mulheres do Estado de Minas Gerais, com grande representação da sociedade civil organizada, tendo como objetivo principal a redução da vulnerabilidade às DST e Aids em mulheres. O Plano conta com ações de promoção, prevenção e assistência, abordando temas polêmicos, tais como as diferenças de gênero, violência contra mulher, preconceitos de todos os tipos e diferenças sócio-econômicas cada vez mais marcantes.

Fonte: Agência Minas