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Gestão da Saúde: doenças comuns como tétano e difteria podem ser prevenidas com vacinação em dia

As vacinas são gratuitas, não tem contraindicação e devem ser reaplicadas a cada dez anos ou a cada cinco anos, no caso das gestantes

Pedro Cisalpino
Vacinas estão disponíveis em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS)
Vacinas estão disponíveis em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS)

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça a necessidade de manter atualizadas as vacinas contra o tétano e a difteria, tanto em adultos, quanto em crianças. De acordo com a Vigilância Epidemiológica da SES, estas doenças são muito comuns, porém podem ser prevenidas por meio da vacinação, que é gratuita em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). As vacinas não tem contraindicação e devem ser reaplicadas a cada dez anos ou a cada cinco anos, no caso das gestantes.

De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica da SES, Marcelo Mascarenhas, o tétano é uma doença grave que pode levar à morte. A contaminação é feita a partir de lesões na pele causadas por ferimentos (mesmo que pequenos) provocados por metais (enferrujados ou não), madeira, vidro ou outros objetos contaminados. “Devemos manter sempre o cartão de vacina em dia para estarmos protegidos contra doenças transmissíveis, pois nunca sabemos quando nosso organismo entrará em contato com os agentes causais”, explica.

Os principais sintomas do tétano são contrações musculares involuntárias na região do ferimento, seguidas de contrações dos músculos do rosto, do pescoço (rigidez de nuca) e progressivamente do abdômen (barriga dura). Em fase mais avançada, pode provocar dificuldade de engolir, insuficiência respiratória, entre outros sintomas.

“É preciso estar atento aos ferimentos decorrentes de materiais pontudos e cortantes. Em caso de lesão, o local deve ser higienizado, inicialmente, com água e sabão, e a pessoa deve procurar uma unidade ou equipe de saúde mais próxima. O médico deve ser informado de como ocorreu e o que causou o ferimento”, explica Marcelo.

Já a difteria é transmitida pela bactéria Corinebacterium diphtheriae que frequentemente se aloja nas amídalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. A doença é transmitida pela saliva ou outras secreções eliminadas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar, provocando inflamação das vias respiratórias. Um dos sintomas são formações de placas na garganta.

Confira o esquema vacinal completo de rotina por faixa etária:

DTP + Hib (Vacina Combinada contra Difteria, Tétano, Coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b)

1ª dose: 2 meses
Intervalo: 8 semanas

2ª dose: 4 meses
Intervalo: 8 semanas

3ª dose: 6 meses
Intervalo: 8 semanas

DTP 
1º reforço: 15 meses
2º reforço: 4 a 6 anos

dT (difteria + tétano)
Reforço: 15 anos

dT (para adultos)
Reforço: a cada 10 anos

Fonte: Agência Minas

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