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Gestão em Minas: representantes da Saúde participam de reunião para conhecer novas ações para o combate às drogas

Encontro aconteceu em Brasília e teve como objetivo conhecer as novas medidas de assistência à saúde dos pacientes usuários de crack e outras drogas

Com o objetivo de conhecer as novas medidas de assistência à saúde dos pacientes usuários de crack, álcool e outras drogas, publicadas recentemente pelo Ministério da Saúde, representantes da coordenadoria de Saúde Mental, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), participaram esta semana de reunião com o secretário de Atenção à Saúde do MS, Helvécio Miranda Magalhães, e com o coordenador da Saúde Mental do MS, Leão Garcia.

O encontro aconteceu em Brasília e foi uma iniciativa do secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge. “Estamos elaborando um plano ousado, que prevê a criação da Rede Macrorregional de Atenção à Saúde Mental. Nos 20 polos serão instalados os consultórios de rua, as casas de acolhimento, os Centros de Apoio Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD), além dos leitos de retaguarda em hospitais gerais para o tratamento de severas intoxicações e síndromes de abstinências”, explicou.

O secretário disse, ainda, que a reunião foi muito produtiva. Segundo ele, “a questão assistencial está sendo normatizada pelo ministério. O próximo passo agora é a pactuação dos parâmetros necessários à implantação das políticas públicas voltadas para os dependentes de crack e outras drogas em Minas Gerais”, acrescentou.

Nos próximos dias, Antônio Jorge irá se reunir com representantes da Secretaria de Defesa Social para articular as propostas. As considerações, antes de serem apresentadas, serão discutidas com o Colegiado dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems).

Portarias

Dentre as principais mudanças trazidas pelas portarias está a criação das unidades de acolhimento, que são serviços temporários de referências para acolher e abrigar dependentes químicos.  Essas unidades, que possuem como foco o público adulto e infanto-juvenil, levam em conta a vulnerabilidade social e familiar. O Ministério da Saúde vai liberar cerca de R$ 60 milhões/ano para custeio.

Já os Caps-AD foram ampliados, passando a Caps III, que funcionará 24 horas, todos os dias da semana. Já as equipes de consultório de rua, que trabalham de maneira assistencial com os usuários de drogas em espaços públicos, contará com mais financiamentos.

As portarias trouxeram para o Sistema Único de Saúde (SUS) a elaboração dos critérios assistenciais das comunidades terapêuticas, bem como seu financiamento e regulação. Caberá ao ministério ditar o padrão de qualidade do seu funcionamento.

Fonte: Agência Minas

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