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Governo de Minas: Fundação Clóvis Salgado apresenta ópera Tosca, de Giacomo Puccini, com direção de Carla Camurati

Ópera contará com a participação da Orquestra Filarmônica de Minas, Coral Lírico de Minas, Coral Infantojuvenil Palácio das Artes e solistas do Brasil e exterior

Gardalake.org / Reprodução
Baseada na peça de Victorien Sardou, a ópera Tosca, de Giacomo Puccini, estreou em 1900, em Roma
Baseada na peça de Victorien Sardou, a ópera Tosca, de Giacomo Puccini, estreou em 1900, em Roma

A Fundação Clóvis Salgado, em parceria com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, realiza a ópera Tosca, de 17 a 28 de junho, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A direção musical e regência são do maestro Roberto Tibiriçá, concepção e direção de cena de Carla Camurati, iluminação de Pedro Pederneiras, cenários de Carla Camurati e Cecília Modesto, figurinos de Cecília Modesto e coreografia de ação de Dani Hu.

Os ingressos custam R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada). Nos dias 19 e 26 de junho (terças-feiras), serão praticados preços promocionais de R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia) para ingressos na “Plateia Superior”.

No elenco, estão solistas renomados, como Eiko Senda (Japão), que interpreta Tosca; Richard Bauer (Brasil), como Cavaradossi; e Stephen Bronk (EUA), no papel de Scarpia. Além de elenco de solistas nacionais e internacionais, a ópera contará com a participação da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, do Coral Lírico de Minas Gerais e do Coral Infantojuvenil Palácio das Artes.

O espetáculo

Desde sua primeira apresentação há 111 anos, Tosca, de Giacomo Puccini, tem sido uma das óperas mais representadas em todo o mundo, amplamente popularizada por árias como Vissi d’arte, vissi d’amore, Recondita armonia e E lucevan le stelle. Centro produtor operístico há 40 anos, a Fundação Clóvis Salgado realiza essa montagem pela quinta vez. Esse título foi apresentado nos anos de 1977, 1980, 1982 e 1994 pela FCS.

Tosca faz parte das comemorações do Governo de Minas em homenagem ao Momento Itália – Brasil que, no ano passado, contou com récitas de Nabucco (Giuseppe Verdi). Outra atração do Momento Itália – Brasil será o Ballet do Teatro Scala de Milão, que se apresentará no Grande Teatro do Palácio das Artes, em julho, com a participação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Nesta montagem, que estréia no próximo dia 17, para contar a trágica história de amor entre a cantora lírica Tosca e o pintor Cavaradossi, Carla Camurati procurou reforçar o caráter dramático da obra: “O que mais chama a atenção na ópera é, antes de tudo, a música, belíssima. Também a densidade dos personagens, próxima dos grandes personagens teatrais. Normalmente a música sublinha a dramaticidade. Em Tosca tem-se também uma rica construção dramatúrgica da personalidade dos personagens”, comenta.

Para a ambientação do espaço cênico, a diretora buscou referências na pintura. “Quis um espaço em que se brinca com a perspectiva. Por isso recorri a Piranesi, que viveu em época próxima da que se passa a trama”, explicou Carla, referindo-se ao artista e arquiteto italiano Giovanni Battista Piranesi. Tosca estreou em 1900, mas sua história se passa em 1800. “Vamos unir projeção, impressão (telão) e o tridimensional, todos elementos essenciais para o desenho de emoção que os personagens carregam”, revela.

A montagem estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no ano passado e, por meio de uma parceria da Fundação Clóvis Salgado com o Theatro, Tosca chega a Belo Horizonte com apenas algumas alterações no elenco. Segundo a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Solanda Steckelberg, “o intercâmbio entre essas instituições culturais permite a circulação de grandes montagens de ópera por todo o Brasil, fazendo com que o público tenha acesso a cada vez mais produções do gênero”, comenta.

Para saber detalhes sobre o espetáculo, clique aqui (arquivo PDF).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/fundacao-clovis-salgado-apresenta-opera-tosca-de-giacomo-puccini-com-direcao-de-carla-camurati/