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Governo de Minas: Montes Claros inicia classificação de risco nas unidades de saúde

Protocolo de Manchester será aplicado no pronto atendimento Alpheu de Quadros antes de chegar às unidades de saúde.

Jerúsia Arruda / SES
Enfermeiros receberam treinamento da SES para novo modelo de atendimento
Enfermeiros receberam treinamento da SES para novo modelo de atendimento

O pronto atendimento Dr. Alpheu de Quadros Gonçalves, em Montes Claros, Norte de Minas, iniciou o processo de implantação de classificação de risco através do Protocolo de Manchester nesta segunda-feira (07). A implantação está sendo realizada pelo município com a supervisão do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O objetivo é tornar o atendimento mais ágil e eficaz.

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Geraldo Edson de Souza Guerra, a prefeitura vem se preparando para implantar a classificação nas unidades da Estratégia Saúde da Família. “As pessoas estão acostumadas a serem atendidas por ordem de chegada e, com a classificação de risco, será mudada a dinâmica de atendimento, que vai priorizar os pacientes em condições mais graves. As unidades de saúde das grandes áreas de atendimento já estão treinadas e prontas para iniciar a classificação, mas vamos iniciar pelo Alpheu de Quadros para preparar as pessoas e diminuir o impacto com a mudança nesse primeiro momento”, explica.

Em Minas Gerais, a Classificação de Risco está sendo implantada em todos os pontos de atenção à saúde (unidades básicas, unidades mistas, pronto atendimento, pronto socorro hospitalar, hospitais gerais e especializados). A medida possibilita utilizar uma linguagem comum com critérios uniformes que permite estabelecer o melhor local para atendimento no menor tempo possível.

A Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros iniciou em 2009 a implantação da classificação de risco na atenção primária dos 53 municípios sob sua jurisdição e em Pirapora, com um total de 320 equipes de ESF a serem treinadas. Os municípios receberam todo o equipamento necessário para a realização da classificação. Em Montes Claros, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) entregou 94 trius, além de oxímetros e termômetros timpânicos, equipando as unidades para iniciar o processo. O município possui 79 equipes de ESF cobrindo 59% da população.

Olívia Pereira de Loiola, superintendente regional de Saúde, diz que a expectativa é que, neste ano, o processo já dê um resultado positivo. “Nos municípios onde não é feita a classificação nas unidades básicas de saúde, como Montes Claros, a maior demanda dos hospitais são pacientes que deveriam ser atendidos na atenção primária. Ao realizar a classificação na unidade de saúde, a tendência é que somente os paciente urgentes cheguem ao pronto socorro, tirando a sobrecarga dos hospitais”, avalia a superintentende.

Pronto Atendimento

De acordo com a coordenadora do Alpheu de Quadros, Gleuce Ferrreira dos Santos, o hospital realiza cerca de 260 atendimentos/dia, nas áreas clínica e pediátrica e possui toda a infraestrutura necessária para funcionar como pronto atendimento.  Segundo ela, nos casos mais graves é feito o primeiro atendimento e acionado o Samu para que o paciente seja encaminhado ao hospital e receba o atendimento adequado.

Apesar de ser um pronto atendimento, Gleuce diz que a unidade recebe uma grande demanda espontânea de pacientes que deveriam ser atendidos na atenção primária. “Por isso estamos iniciando a classificação de risco pelo Alpheu de Quadros. Além de redefinir o fluxo de atendimento, vamos orientar a população de forma que ela possa ser atendimento no local mais adequado”, observa.

Classificação de Risco

O objetivo da classificação de risco não é fazer um diagnóstico, mas sim definir uma prioridade clínica para o primeiro atendimento médico. Através do Protocolo de Manchester é possível identificar rapidamente os pacientes permitindo atender em primeiro lugar casos mais graves e não os que chegam primeiro.

Ao procurar o serviço, o paciente é encaminhado para o setor de triagem onde é atendido por um enfermeiro responsável por identificar os motivos que o levaram a buscar atendimento. Na triagem, o enfermeiro identifica sinais que permitam atribuir o grau de prioridade clínica no atendimento e o tempo máximo de espera recomendado. O paciente, então, é identificado com uma cor (vermelho, laranja, amarelo, verde ou azul), que corresponde à gravidade do caso, até a primeira observação médica.

Aos doentes com patologias mais graves é atribuída a cor vermelha, que corresponde a atendimento imediato. Os casos muito urgentes recebem a cor laranja, para serem atendidos em dez minutos. Aos casos de gravidade média é atribuída a cor amarela, com prazo máximo de atendimento em uma hora. Os pacientes que recebem as cores verde e azul representam casos de menor gravidade, podendo ser atendidos em um espaço de tempo maior.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/montes-claros-inicia-classificacao-de-risco-nas-unidades-de-saude/