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Gestão em Minas: Anastasia autoriza novos convênios do Programa Travessia com 106 municípios mineiros

Serão investidos 8,6 milhões, em 115 contratos, para a execução dos projetos Porta a Porta, Travessia Social, Com Licença Vou à Luta e Banco Travessia

Omar Freire/Supim MG
Governador Anastasia anunciou investimentos de R$ 8,6 milhões para o Programa Travessia
Governador Anastasia anunciou investimentos de R$ 8,6 milhões para o Programa Travessia

O governador Antonio Anastasia autorizou, nesta quinta-feira (26), no Palácio Tiradentes, assinatura de 115 convênios para o repasse de recursos do Programa Travessia, destinados à execução dos Projetos Porta a Porta, Travessia Social, Com Licença Vou à Luta e Banco Travessia. Para este ano, estão previstos investimentos de R$ 8,6 milhões, nestes projetos visando o atendimento das populações em situação de vulnerabilidade e privação social, beneficiando 106 municípios.

Para governador Anastasia, o programa permitirá que pequenos municípios mineiros melhorem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede a renda e os indicadores de educação e saúde da população, para que posam atrair investimentos e gerar empregos de qualidade.

“O objetivo do Travessia é incluir a população dos municípios menores de todas as regiões do Estado para permitir a eles um sentimento de melhor viver em Minas, de prosperidade, de desenvolvimento. Isso se faz de acordo com essa nova metodologia: a partir de um diagnóstico feito, de porta em porta, percebendo as necessidades de cada família. Vamos continuar com o Travessia porque sabemos que, lá adiante, quando formos medir o IDH, o Travessia fará a diferença. Isso é muito importante para atrair empresas e gerar emprego de qualidade nas cidades”, disse em pronunciamento.

Lançado em 2008 e coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), o Programa Travessia promove a inclusão social e produtiva da população, minimizando privações sociais, por meio de ações articuladas junto a várias secretarias e órgãos do Estado.

O secretário Cássio Soares, que assinou os convênios, exaltou a parceria com as prefeituras para o sucesso do programa. “Neste ano, o Travessia ganhou novo escopo sendo dividido estrategicamente em sete projetos (Porta a Porta, Travessia Social, Travessia Renda, Travessia Educação, Travessia Saúde, Banco Travessia e Com licença vou à luta). Chegaremos, neste ano, a um montante acumulado de quase R$ 1 bilhão em investimentos, desde 2008, desdobrado em milhares de ações dentro dos projetos. Sem a parceria com os municípios seria impossível alcançar tais resultados em tão pouco tempo”, afirmou Cássio Soares.

O prefeito de Santa Fé de Minas, Ronaldo Soares Campelo, agradeceu, em nome dos demais prefeitos e prefeitas contemplados, o apoio do Governo de Minas para combater a exclusão social nos municípios menores. “Todos nós prefeitos e prefeitas encontramos muitas dificuldades em nossos municípios. Mas graças ao olhar diferenciado do governador Anastasia somos vistos de forma diferente. Contamos com uma parceria que garante o desenvolvimento das nossas regiões. Programas como esse ajudam a combater a exclusão social”, afirmou o prefeito.

Resultados

O Travessia já beneficiou populações de 154 cidades, nas dez macrorregiões do Estado. Em cinco anos, foram feitas 4.276 intervenções, executadas por secretarias estaduais, autarquias e outros parceiros do Programa, beneficiando 2 milhões de pessoas direta e indiretamente. Foram entregues 610 casas populares; pavimentados 149 quilômetros de vias públicas em 56 bairros e centros de povoados, com 3 mil beneficiados. Também foram repassados recursos para a reforma de 86 escolas estaduais em 50 municípios, beneficiando 66 mil alunos. Foram feitos ainda 35 mil exames de anemia em crianças.

Foram repassados recursos para construção de 40 Unidades Básica de Saúde e construção de 85 unidades do Farmácia de Minas, e capacitados  613 agentes de saúde e servidores da área da educação por meio dos programas “Cores na Adolescência” e “Saber Saúde”. Na Caravana da Documentação Civil foram emitidos 38 mil documentos.

Também participaram da solenidade o vice-governador Alberto Pinto Coelho, os secretários de Estado Danilo de Castro (Governo), Carlos Pimenta (Trabalho e Emprego), Gil Pereira (Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas), Bilac Pinto (Desenvolvimento Regional e Política Urbana), entre outras autoridades.

Porta a Porta

Criado pelo Governo de Minas em 2011, se tornou referência para o Programa Brasil Sem Miséria, do governo federal. O objetivo é identificar as necessidades da população pobre do Estado. A identificação dessas necessidades é feita por uma equipe de mais de 400 “visitadores”, que batem à porta das casas dos municípios atendidos. A partir dessa entrevista é possível fazer o diagnóstico sobre as principais privações das famílias nas áreas de saneamento, saúde, educação, emprego e renda.

Com a assinatura dos novos convênios, mais 71 municípios serão beneficiados com recursos que totalizam R$ 1 milhão e visita a 200 mil domicílios, em 2012. Com a iniciativa, o número de municípios atendidos pelo Porta a Porta sobe para 130. Em 2011, o projeto atuou em 59 cidades e fez o mapeamento de 128.443 domicílios.

Travessia Social

Diagnosticados os problemas pelo Porta a Porta, as ações necessárias para minimizar as privações sociais das famílias são realizadas por meio do Travessia Social. O projeto faz principalmente com intervenções nos domicílios, como construção de módulos sanitários, melhorias habitacionais, construção de poços artesianos e aquisição de bens domésticos.

O Governo de Minas destinará R$ 7 milhões para ações do Travessia Social em mais 12 municípios. Com a iniciativa, o número de cidades atendidas chegará a 56. No ano passado, 44 municípios foram beneficiados pelo projeto com a realização de 254 ações. A maioria dessas ações está em andamento, com investimento de R$ 30 milhões.

Com Licença Vou à Luta

Também criado em 2011, o Com Licença Vou à Luta busca promover a inclusão social e econômica de mulheres com mais de 40 anos que estejam desempregadas e têm baixa escolaridade. O projeto oferece qualificação profissional e incentivo à melhoria do nível de escolaridade, buscando a reinserção dessas mulheres no mercado de trabalho. Estão sendo assinados convênios com 22 cidades, envolvendo recursos da ordem de R$ 440 mil. Cerca de 1.300 mulheres devem ser beneficiadas. No ano passado, o projeto piloto atuou em nove municípios mineiros e envolveu mais de 700 mulheres.

Banco Travessia

Lançado em setembro de 2011 pelo Governo de Minas, o Banco Travessia visa incentivar o retorno e a inserção de pessoas aos estudos. Cada pessoa atendida que retomar os estudos vai abrir uma poupança para a família no Banco Travessia. Se passar de ano, garante mais dinheiro no banco.

As iniciativas de qualquer pessoa da família que garantam qualificação profissional ou eleve o nível de escolaridade também serão transformadas em mais dinheiro na poupança. A permanência no programa pode ser de dois ou três anos, e uma família pode receber até R$ 5 mil. Com as assinaturas dos convênios, serão repassados R$ 140 mil para as dez agências do Banco Travessia já em funcionamento.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/anastasia-autoriza-novos-convenios-do-programa-travessia-com-106-municipios-mineiros/

Baixa Atividade econômica, inibição do empreendedorismo e alta carga tributária: Aécio crítica gestão do Governo do PT

 Sem gestão pública, gestão do PT, oposição, nova agenda, aliança política

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Aécio Neves alerta para tripé perverso na economia brasileira

Em Betim, o senador criticou o baixo nível de investimento público no País e as elevadas carga tributária e taxa de juros do Brasil

O baixo nível de investimento público brasileiro e a alta carga tributária sobre o setor produtivo foram temas da palestra dada pelo senador Aécio Neves a empresários na noite desta quinta-feira (10/11), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O ex-governador alertou para este quadro perverso existente no País e que prejudica o crescimento e a competitividade das empresas brasileiras.

““É fundamental que haja investimento do governo para garantir competitividade às nossas empresas. Hoje, somos reféns no Brasil de um perverso tripé, constituído da mais alta carga tributária do país, juros estratosféricos, inibidores da atividade econômica, do empreendedorismo, acompanhados de um baixíssimo investimento público. Sair desse tripé é o grande desafio desse governo, dos governos que virão após a ele, e da sociedade brasileira””, afirmou.

Aécio Neves disse que a redistribuição de recursos entre estados e municípios, hoje concentrados nas mãos do governo federal,  é essencial para superar boa parte dos problemas do País. Ele citou, como exemplo, a área de saúde pública, na qual o governo federal vem diminuindo sua participação em investimentos.

“A raiz principal de grande parte dos problemas que o Brasil vive hoje é a abusiva concentração de recursos tributários das mãos da União. Hoje, mais de 65% que se arrecada no Brasil com o trabalho de vocês, com os impostos que pagamos, estão concentrados nas mãos da União. E não estamos falando de uma Holanda ou de um Uruguai, do ponto de vista territorial. O Brasil é um país continental, não é lógico e é ineficiente uma administração unitária, centralizada em Brasília. Na década de 1980, o governo federal participava com78% do financiamento da saúde. Hoje, com menos que 50%. Os estados e municípios investem mais em saúde pública do que a União”, disse Aécio Neves.

Estadualização das rodovias

O senador lembrou que as estradas brasileiras passam pelo mesmo processo, cabendo ao governo federal escolher como e onde investir. Para Aécio, a estadualização das rodovias federais e a transferência de recursos da CIDE para os estados são fundamentais para garantir a qualidade das rodovias e do transporte de pessoas e de cargas. Principalmente, para Minas Gerais que concentra a maior malha rodoviária federal em seu território.

“É no estado e no município que as corretas prioridades são estabelecidas. Não é em Brasília que se deve decidir qual é o melhor investimento rodoviário no Acre ou em Minas Gerais. Estamos defendendo propostas ousadas, como a estadualização das rodovias federais. Nenhum estado sofre mais com o estado de calamidade das rodovias federais do que Minas Gerais. Queremos assumir a responsabilidade na sua gestão e, obviamente, os recursos orçamentários e da Cide correspondentes a isso.

Mérito Lojista

O encontro foi a primeira edição da premiação criada pela Câmara Municipal de Betim, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, na qual foram premiados comerciantes de 10 categorias. O senador Aécio Neves foi escolhido paraninfo do evento.

“É muito importante para nós que fazemos vida pública em Minas Gerais, para dar continuidade a nossa caminhada, vir a Minas e vir na cidade da importância de Betim é sempre a possibilidade do reencontro. Do reencontro com os companheiros e com a nossa própria história. É aqui que buscamos o combustível para continuar fazendo o que viemos fazendo ao longo desses últimos 30 anos, representando Minas nas diversas oportunidades que os mineiros me deram”.

Rio Grande do Sul

Nesta sexta-feira (11/11), Aécio Neves se encontra com lideranças políticos do sul do Brasil em Porto Alegre. Na sequência, o senador participa da 42ª Convenção Estadual Lojista, em Gramado, interior do Rio Grande do Sul. O evento é considerado a maior e mais importante atividade relacionada à qualificação do setor. O ex-governador de Minas irá falar sobre o modelo de administração pública implantado no estado.

“Amanhã vou ao Rio Grande do Sul falar para os companheiros em Porto Alegre e depois encerro evento empresarial em Gramado. Na semana seguinte, estarei no Nordeste, exatamente falando de ideias, de propostas. Eu acredito muito na força das ideias novas para nos contrapormos a esta paralisia crônica que tomou conta do governo. Não há absolutamente nenhuma inovação, nenhuma iniciativa estruturante por parte do governo. Por isso, é papel da oposição propor novos caminhos e uma nova agenda, até porque a agenda que está hoje sendo executada é a que propusemos há quase 20 anos”, disse.